Visão geral do ART (Android RunTime)

O Android L marca a “virada na chave” do ART, ou Android RunTime, uma nova rotina que muda a forma com que o sistema manipula apps. Ela entra no lugar da máquina virtual Dalvik, geralmente apontada como a culpada pelos pequenos engasgos no Android.

A forma com que esse sistema lida com a execução de apps é única entre os modernos e, até agora, fonte de alguns inconvenientes — a maioria contornada de modo notável pelo Google. Só que tudo tem limite e em vez de continuar remendando a Dalvik, o ART surgiu como uma fundação sólida e escalável para o futuro do Android.

No AnandTech, Andrei Frumusanu faz um passeio completo e compreensível para leigos das vantagens do ART em relação à Dalvik. Alguns pontos chamam a atenção:

A grande mudança de paradigma que o ART traz é que em vez de ser baseado em um computador Just-In-Time (JIT) [“na hora”, em tradução livre], ele agora compila aplicativos Ahead-of-Time (AOT) [“antes da hora”]. De ter que compilar de bytecode para código nativo cada vez que você roda um app, para ter que compilá-lo apenas uma vez, e toda execução daquele ponto em diante é feita a partir do código nativo compilado existente.

Claro, essas traduções nativas dos apps tomam espaço, e essa nova metodologia é algo que é possível hoje apenas devido ao vasto aumento do espaço para armazenamento disponível nos dispositivos atuais, uma grande mudança dos primeiros gadgets com Android.

Se já era ruim lidar com smartphones de 4 GB (ou menos) de memória interna, agora mais ainda. Talvez isso sirva de última gota d’água para as fabricantes colocarem no mínimo 8 GB em seus aparelhos.

Frumusanu passa por outros ganhos mais complexos e termina essa primeira parte da matéria comentando o outro contra além do espaço extra necessário: mais demora na primeira execução de um app. Com os aperfeiçoamentos futuros no ART espera-se que esse tempo chegue aos níveis da Dalvik, ou até melhores.

A segunda página é toda dedicada a comparar os coletores de lixo da Dalvik com o do ART. “Coletor de lixo” é um recurso que libera do desenvolvedor a tarefa de endereçar memória e limpá-la quando o app termina de usá-la. Com exemplos práticos, a superioridade do ART é mostrada: ele perde menos tempo, gasta menos memória e é mais eficiente nesse trabalho.

Ainda há alguns comentários sobre a arquitetura 64 bits e diferenças na implementação do Google em relação ao iOS, mas o importante está quase no final:

Isso também significa que o Android está finalmente apto a competir com o iOS em termos de fluidez e desempenho de apps, uma grande vitória para o consumidor.

Amém.

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6 comentários

  1. ainda noto alguns travamentos, mas parece mais fluido sim em meu N4.

    uma coisa que percebei, talvez não tão perceptível assim, foi a duração da bateria em stand-by: não parece mais drenar a bateria qdo não está se usando o smart.

    espero q o AndL traga o ART com mais refinamento.

    =)

    1. Pessoal, mas não pode né… eu não sinto diferença no meu iPhone 4s e iOS7. E olha que é um aparelho de 3 anos atrás. Sério, não tenho problemas em multi tarefa, nada. Não tenho o que reclamar.

      Em todos os Androids que eu tive e já testei isso é horrendo, e tem Android com mais poder do que meu computador pessoal, isso não é legal mesmo.

  2. Mesmo em smartphones potentes eu nunca senti o Android rodando bem liso, hora ou outra ocorriam travamentos e bugs, porém, isso mudou quando conheci o Windows Phone, desde então só utilizo o sistema, talvez agora com o ART eu volte a usar o Android.

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