Com o Android One, Google quer levar os smartphones a toda a humanidade

Na madrugada de domingo para segunda, o Google revelou mais detalhes da iniciativa Android One, na Índia. O projeto para levar smartphones ao resto da humanidade, embora não alcance os menores valores do mercado, parece bem fechado e promissor.

Funciona assim: o Google testa, certifica e em alguns casos até subsidia componentes de qualidade para a construção de um smartphone e oferece esse “menu” a fabricantes locais — no caso da Índia, país de estreia do programa, Micromax, Karbonn e Spice. Essas montam os aparelhos e se comprometem a não estragar a experiência Android com skins e software extra. O Google ainda se responsabiliza por manter o software atualizado e, através de acordos com operadoras locais, a garantir tráfego livre para atualizações do sistema e download de apps da Play Store (até 200 MB/mês, durante seis meses).

O hardware dessa primeira leva é o seguinte: tela de 4,5 polegadas, processador quad core fornecido pela Mediatek, 1 GB de RAM e câmeras (duas!) de 5 e 2 mega pixels. Características apreciadas em mercados emergentes, como suporte a microSD e dois chips, estão presentes também. Os três smartphones anunciados serão capazes de rodar e receberão diretamente do Google, sem atraso, atualizações do Android “por até dois anos”.

Preço? US$ 105. Para colocar em perspectiva, o Moto E, que tem especificações similares, foi lançado com preço sugerido de US$ 129. Embora não seja tão barato quanto algumas ofertas, em especial com Firefox OS, o nome e a versatilidade do Android podem equilibrar essa diferença. Mesmo para bolsos sensíveis a farta disponibilidade de apps e o sistema mais maduro do Google têm peso.

Outro aspecto interessante é o processo de localização e suporte de empresas locais através do Android One. Uma das lojas virtuais parceiras para as vendas é a indiana Flipkart e a operadora parceria, a Airtel, também de lá. O Android e alguns apps também ganharam adaptações: o YouTube, por exemplo, tem suporte parcial a vídeos offline (repetições reaproveitam o conteúdo em cache), o Google Now ganhou resultados de cricket e horários de trens, e a Banca, 13 revistas indianas.

Durante o evento, Sundar Pichai, do Google, divulgou novos parceiros para a iniciativa Android One: Acer, Alcatel, ASUS, HTC, Intex, Lava, Lenovo, Panasonic e Xolo, além da Qualcomm para o fornecimento de SoCs. Pichai também revelou os próximos países onde esses smartphones acessíveis serão lançados, todos na Ásia: Indonésia, Filipinas, Paquistão, Bangladesh, Nepal e Sri Lanka. Na Índia, os aparelhos começam a ser vendidos hoje e nesses outros mercados, chegam ainda em 2014.

Com informações da BBC e The Economic Times.

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22 comentários

  1. A verdade é que o WP não vai ameaçar o Android em momento nenhum. Nem antes tinha essa possibilidade, ainda mais agora que esse ‘One’, com (provável) boa experiência, zilhões de apps na loja, atualizações garantidas por dois anos etc. Já era…
    Para alguém apear o Google do trono, só quando criarem algo ‘nunca antes visto na história da humanidade’. Enquanto tudo for ‘mais do mesmo’, com pequenas mudanças apenas na área visual, vai ficar como está.

    Tizen também não terá espaço, assim como Sailfish, Firefox.

    1. Concordo com você, a Google tá agindo numa categoria (low-end) que antes era ignorada, e claro que isso é uma ameaça ao Windows Phone, porém, a Microsoft tá desenvolvendo a tal unificação e eu acho que essa será o “diferencial” (Enquanto, a Google está começando a fazer isso nos Chromebooks, vide alguns apps do Android chegando na Web Store).

      1. Mas a unificação não será suficiente para ela ganhar mercado nos dispositivos móveis. Se o Android não permitisse sincronização com computador, poderia até ser mas como permite, por que mudar para Windows móvel?

        1. Concordo com você, são poucos motivos (irrelevantes) que fazem usuários do Android (principalmente) a mudarem para o WP.
          Espero que com a próxima versão, a Microsoft lance diversos recursos para “unir uma única experiência de uso em diferentes dispositivos”, convencendo usuários de outras plataformas a migrarem…

          Falando no tema de Migração entre Plataformas, acho a estratégia de focar nos low-end (smarts de entrada) muito inteligente, pensa só:

          O usuário vai comprar seu primeiro smartphone, e compra de cara um Samsung/Lumia/iPhone, todos esses aparelhos tem ecossistemas diferentes com serviços diferentes (mesmo objetivo, porém diferentes) e isso é um dos principais motivos dos usuários não trocarem de plataforma, “Porque eu compraria um Android se eu uso o iOS onde já guardo todas minhas informações?”, mesmo caso para o WP. Resumindo, é mais fácil você fisgar o usuário iniciando oferecendo seus serviços, para depois “fidelizá-lo”.

          Ps: Isso dificilmente acontece com a Apple, já que os preços dos iDevices não são baratos…

          1. Por isso os modelos mais baratos recebem tanta atenção. A maioria absoluta compra modelo barato e se fideliza com o sistema. E se o consumidor se aborrecer, dificilmente volta (seja para a marca ou para o sistema).

    2. No segmento de entrada o que conta, acima de outros fatores, é preço. Se tiver os apps básicos (WhatsApp, Facebook e Instagram) e a diferença de preço for minimamente significativa, as pessoas comprarão o que for mais barato.

      O Android One é uma investida poderosa aí — além de aparelhos baratos, entrega uma experiência decente numa faixa de preço que sempre foi imprestável no Android. Não são raros os casos de pessoas que, ao comprarem o segundo smartphone, não querem Android por trauma do primeiro de entrada, um Galaxy Pocket ou Optimus L1 da vida.

      A Microsoft tem baixado os requisitos mínimos do Windows Phone. O Lumia 530 tem preço sugerido de US$ 115, apenas US$ 10 a mais que esses smartphones Android One indianos — sem falar que, com o Lumia 520, ganhou a fama (justificada) de que sabe fazer celular bom e barato. Será interessante acompanhar esse EMBATE.

  2. Isso vai se um chute na bunda dos aparelhos low-end de certas fabricantes de prestígio (sim, estou olhando para a Samsung e LG com seus aparelhos de baixo custo com péssima experiência e defasagem no sistema operacional). Espero que as fabricantes invistam nessa ideia!

  3. Boa proposta do Google para alcançar novos clientes.Se isso der certo, as coisas podem ficar complicadas para o Windows Phone. O Brasil deve ser um dos próximos nessa lista.

    O custo é uma vantagem competitiva muito sensível para um produto e esse é o grande trunfo do Windows Phone que oferece uma boa experiência de uso em aparelhos de entrada. O Google está contra-atacando nessa área, é bom a Microsoft agir rápido (pelo menos uma vez…).

    1. Aqui no Brasil a CCE deve ser a pioneira no projeto, já que faz parte da Lenovo, que foi uma das primeiras a serem certificadas, ficando a critério agora quando ser o lançamento aqui no Brasil e como funcionara as parcerias com as Teles. Além de saber por quanto que vai sair o produto (chuto 450 dilmas).

        1. Vai saber, mas me surpreendi com um Alcatel M’Pop, meu pai comprou um pra ele em uma promoção por 230,00 reais e o celularzinho mesmo com 512 de ram e android 4.1 dificilmente trava além de ser relativamente fácil de se fuçar nele, vai ver que tem CCE que é bonzinho também, mas espero que depois da aquisição pela Lenovo a qualidade dos produtos melhore um pouco.

        2. Tem e alguns dizem que o SK504 é um bom aparelho, que já foi vendido por até 400,00. Tela 5′ (540×960), quad core e 1GB de ram. Android 4.1

          1. Mas está aí o problema: Esse aparelho nunca vai ver uma atualização sequer na vida.

          2. É exatamente isso que o Google quer mudar, não importa a fabricante, se está no projeto One pelo menos uma atualização vai ter, como a troca do celular está ficando cada vez mais frequente o usuário já comprou outro nesse período ( 1 ou 2 anos ).

          3. Assim como os Samsungs (maioria). Tem um amigo do meu irmão que possui um Win Duos (Samsung) comprado por quase mil reais (998,00) pouco depois do lançamento (na loja, disseram a ele para não levar ‘Lumina’ porque ele não transferia arquivo para Android). O aparelho nunca saiu do 4.1 que é a mesma versão do CCE citado (CCE SK504). Há preconceito contra determinadas marcas – CCE, Positivo etc – mas nem sempre o que falam é real. Já testei um SM70 (da mesma CCE) juntamente com um Sony Xperia U que já tinha, ambos com Android 4.0 e 512MB de ram. O CCE tinha processador single core (Sony era um dual-core) e pouca personalização no Android. Adivinha qual era mais rápido e não precisava ficar resetando a cada duas semanas para ficar menos travado? CCE.

      1. Acredito que no início será esse valor mas depois a produção vai escalar e o valor vai ser muito competitivo ( R$ 320 ~ R$ 300 ).

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