[Review] DU Speed Booster, app otimizador para Android

por Manual do Usuário

O Baidu procurou o Manual do Usuário para, mais uma vez, anunciar o app DU Speed Booster aos leitores. Desta vez, porém, propus algo diferente: em vez de apenas falar das características do app, fazer um review. E não é que eles toparam? (mais…)

O que chamou a atenção na Google I/O 2015

A apresentação de abertura da edição 2015 da Google I/O, a conferência anual do Google para desenvolvedores, repetiu a regra: demorou um bocado. Menos tempo que ano passado, e ainda que não tenha sido o caso, a sensação é de que mais coisas foram anunciadas.

Não farei um resumo como fiz em 2014. Em vez disso, colocarei aqui as coisas que mais me chamaram a atenção. Vamos lá? (mais…)

“Quase 88% dos usuários do meu app são brasileiros, mas mais da metade da receita vem dos outros 12%”

Depois de ler aquele post sobre a pesquisa da Opinion Box/Mobile Time que constatou que a maioria dos brasileiros não paga por apps, o leitor Renan Ferrari compartilhou, no nosso grupo secreto no Facebook (só para assinantes), algumas estatísticas interessantes sobre seu app para Android.

O app do Renan é o Grana, um gerenciador financeiro simples e leve que tem o diferencial bacana de contabilizar automaticamente as despesas que o banco comunica ao correntista via SMS — o app detecta a mensagem e faz o lançamento.

Pedi autorização ao Renan para republicar seu relato aqui. Segue abaixo: (mais…)

Como tira print do celular? (Ou: como a língua é influenciada pela tecnologia e vice-versa)

As nascentes da tecnologia de consumo nas últimas décadas têm estado longe do Brasil. Ora nos EUA, ora no Japão, eventualmente na Europa, as obsessões de boa parte da nossa população com chips e bits e telas não vêm daqui e, por serem coisas novas e de alcance global, costumam ter nomes em inglês. E a forma como esses afetam o nosso português é fascinante.

Esse lampejo me veio semana passada, quando joguei “screenshot” e “tirar print” no Google Trends, uma ferramenta do Google que retorna a popularidade de termos consultados em seu buscador ao longo do tempo, e que permite filtrar as consultas por país. Veja como o segundo ultrapassa o primeiro, na consulta restrita ao Brasil, mais ou menos na época em que os smartphones começaram a engrenar no país: (mais…)

BUILD 2015: A tentativa de agradar todos os desenvolvedores o tempo todo

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o novo navegador Edge e a meta de um bilhão de dispositivos com Windows 10 em três anos.


Loja unificada do Windows exibida em um notebook.

Os desenvolvedores, que criam os apps e experiências em cima da camada do sistema e em boa parte ditam o sucesso ou fracasso de uma plataforma, são importantes. A Microsoft sabe disso, não é o ponto, e desde sempre faz de tudo para agradar esse público, com ferramentas fáceis de programar, suporte a múltiplas linguagens de programação e ferramentas, e outros mimos dignos de nota. Só falta um importante, e que está além da alçada da empresa: gerar faturamento. (mais…)

Como organizar, fazer backup e sincronizar seus contatos do celular

Desde os tempos mais remotos da telefonia móvel, quando falar com outros seres humanos em tempo real era a atividade única desses aparelhos, a agenda de contatos é de suma importância. Se hoje ligar é o de menos, ela continua servindo a propósitos tão nobres quanto. Diversos apps, do WhatsApp ao Snapchat, recorrem à agenda do aparelho para preencherem suas listas de contatos. Que tal gastar um tempinho para arrumar a sua? (mais…)

Como instalar o Dubsmash em celulares Android incompatíveis

O Dubsmash é um fenômeno, com mais de 20 milhões de downloads e presença constante nas timelines do Instagram e Facebook nos últimos dias.

Se você ainda não esbarrou com uns dos vídeos com a gigantesca marca d’água do app por aí, trata-se de um app para Android e iPhone que permite dublar frases famosas da cultura pop e músicas em vídeos curtinhos. É meio bobo, é rápido e compartilhável. Apesar de ter sido lançado no começo do ano, só agora explodiu no Brasil — e com força.

Só que há um grupo relativamente grande de usuários de smarpthones Android ainda fora da brincadeira. E não de aparelhos simples, que costumam ficar de fora por limitações de processamento. Entre os modelos incompatíveis constam as duas gerações do Moto X, o primeiro G Flex e alguns sabores antigos do Galaxy S/S Mini. Por quê? E como resolver o problema? (mais…)

Quais os cinco apps mais importantes do seu smartphone?

Enquanto tirava as fotos do G Flex 2 para seu review, Vlad Savov, editor do The Verge, reparou em uma delas a multitarefa aberta com cinco apps que, segundo ele, são os mais importantes em qualquer smartphone:

Na hora pareceu uma seleção aleatória, mas olhando em retrospecto não acho que tenha sido acidental. Email, mapas, fotos, o navegador e redes sociais (incluindo formas mais sofisticadas que o SMS de trocar mensagens) são, na verdade, as características definitivas que separam smartphones dos seus antecessores. (…) Eles são peças-chave para determinar a qualidade de qualquer celular.

(mais…)

Como assistir ao evento da Apple pelo Windows ou Android

Atualização (10/3): O evento abaixo já foi. Neste post reuni todos os anúncios feitos pela Apple de uma maneira bem simples e direta. Neste outro, listei quatro alternativas reais com Windows ao novo MacBook anunciado.

Assim que a Apple liberar o vídeo da apresentação, atualizarei o post com ele.


A Apple transmitirá o evento de daqui a pouco ao vivo, por streaming. Legal! Mas o link funcionará apenas no Safari do iOS e OS X, e na Apple TV. Quem usa Windows ou Android ficará de fora. Ou quase isso.

Para assistir à transmissão usando outros sistemas não-Apple, você precisa:

  • Instalar o VLC.
  • Abrir o app, entrar no menu Mídia e, em seguida, clicar em Abrir Fluxo de Rede.
  • No único campo disponível, cole o endereço abaixo e aperte o botão Reproduzir:

http://p.events-delivery.apple.com.edgesuite.net/1503ohibasdvoihbasfdv/m3u8/atv_mvp.m3u8

Este endereço é o que a Apple TV usa para estabelecer e transmitir o streaming. Ele não funcionará até o início do evento, então não adianta muito fazer esses passos por ora.

O evento da Apple começa às 14h (horário de Brasília).

via 9to5Mac.

DU Speed Booster acelera em até 60% seu smartphone Android

por Manual do Usuário

Prints do DU Speed Booster.

Todos recomendam visitar regularmente um médico – afinal, nunca se sabe como a nossa saúde está. Com o smartphone, vale o mesmo. A vantagem, nesse caso, é que não é preciso sair de casa para fazer o check-up e a “consulta”, feita com o DU Speed Booster, é totalmente gratuita.

O app é uma suíte de soluções de otimização e segurança. Seu grande destaque é o mecanismo exclusivo de limpeza de RAM e cache, o que ajuda a deixar o Android mais rápido e a economizar espaço. Em aparelhos de entrada ou intermediários (com RAM e/ou memória limitados) e para quem instala e desinstala muitos apps e jogos, são recursos especialmente bem-vindos. E é tudo bem fácil: basta um toque e o DU Speed Booster faz o trabalho pesado automaticamente. Os desenvolvedores prometem ganhos de até 60% em desempenho. (mais…)

O que é esta estrela na barra de notificações do Android 5.0? Entenda o Modo Prioridade

Entre as muitas novidades do Android 5.0, uma das que mais me interessam é o Modo Prioridade. Trata-se de uma opção que, ativada, restringe aplicativos e pessoas que fazem o smartphone apitar. É como o Não Perturbe do iOS 6, mas mais flexível — e, por isso, complexo.

(mais…)

Facebook Lite faz jus ao nome: economia em recursos do smartphone chega a 75%

Lançado sem alarde e por ora limitado a oito países emergentes, o novo app do Facebook faz quase tudo que o principal, porém consumindo menos recursos do smartphone. Não é a primeira vez que a rede social segue esse caminho, logo cabe a pergunta: que o Facebook Lite traz de novo?

A maior novidade é que ele agora é um app. O antigo Facebook Lite e a outra versão ainda mais simples, totalmente livre de imagens e com dados gratuitos graças a acordos com operadoras ao redor do mundo, o Facebook Zero, eram acessadas pelo navegador. A nova encarnação do Facebook Lite é um app para Android que, no momento, está disponível em poucos lugares, a saber: África do Sul, Bangladesh, Nepal, Nigéria, Sri Lanka, Sudão, Vietnã e Zimbábue. (Atualização, em 16/6: agora, no Brasil também.)

O Facebook Lite lembra bastante a versão para Symbian e as antigas móveis para a web, e o TechCrunch diz que ele é baseado no finado cliente do Snaptu, uma startup que criava apps de redes sociais para featurephones e que foi adquirida pelo Facebook em 2011 por cerca de US$ 70 milhões. Ou seja, das origens ao que o precedeu, tudo aqui diz respeito a velocidade e leveza. (mais…)

Na China, as pessoas usam códigos QR e apps bem diferentes dos daqui

Senhor chinês mexendo no celular.
Foto: Michael Coghlan/Flickr.

Quando fiz meu cartão de visitas cometi o erro de incluir um código QR enorme nele. Na época, com um Nokia N82 no bolso, era um conceito do futuro: sempre via sobrancelhas subindo, surpresas, quando apontava a câmera do celular para aqueles quadradinhos e, em seguida, meu site abria no navegador. Hoje é difícil impressionar alguém com o mesmo truque — porque, convenhamos, é mais fácil digitar o endereço do site do que procurar e baixar um maldito app que leia códigos QR.

Mas ainda resta uma esperança de que o ocidente siga os passos da China, encontre uma utilidade para o código QR, ele deixe de ser motivo de chacota e passe a ser encarado com respeito — e, por tabela, salve o investimento que fiz naqueles mil cartões. Lá, desde 2011, quando o WeChat incorporou o reconhecimento dessa etiqueta virtual e popularizou o uso dela, código QR virou coisa séria.

Essa é apenas uma das peculiaridades de um país de dimensões continentais e mais de um bilhão de pessoas que, por uma série de fatores, desenvolveu sua tecnologia de consumo apartado do resto do mundo.

O Partido Comunista impede que gigantes norte-americanas, como Google e Facebook, finquem bandeiras na China. Embora controverso, esse protecionismo abriu espaço para que que soluções caseiras florescessem. E mesmo que alguns serviços online tenham tido inspirações bem diretas, como no caso do Weibo, o “Twitter da China”, o desenvolvimento deles em um ambiente livre da competição norte-americana levou esse e outros “clones” a fins diferentes de qualquer coisa vista hoje nos EUA ou aqui, no Brasil.

Agora, com as empresas chinesas de software abrindo capital nas Bolsas desse lado do mundo e fazendo IPO recordistas (o do Alibaba, de US$ 25 bilhões, é atualmente o maior do mundo), as atenções se voltam ao país. Mas como é usar um smartphones lá?

Androids diferentes, iPhone tardio

Os smartphones da Xiaomi.

É diferente, no mínimo. Para início de conversa, o Android que eles usam não tem muito a ver com o nosso. Como a presença do Google é mínima, as fabricantes locais pegam o sistema AOSP (leia-se: sem os serviços Google), dão um tapa no visual, incorporam suas próprias soluções e instalam essas ROMs em seus smartphones. A mais próxima do ocidente é a MIUI, da Xiaomi, que analisamos com mais atenção aqui. É um cenário tão bizarro a nós que a página oficial da empresa ensina os usuários a mexer com ROMs personalizadas.

A falta do Google implica, também, na ausência do Google Play. Sem a principal e maior loja, as locais se multiplicam. São, no mínimo, seis disputando a atenção do usuário. E não só: alguns apps fazem uma espécie de “propaganda cruzada”, exibindo links para downloads de outros grandes apps, facilitando a vida do usuário. A multiplicidade de ofertas e o proficiência dos chineses ao lidarem com várias lojas de apps abre espaço para malwares — é o preço que se paga, certo?

O iPhone também é vendido e relativamente popular, embora seja um produto recente à maioria dos chineses. A China Mobile, maior operadora do país com 700 milhões (!) de clientes, só começou a vender o smartphone da Apple no começo de 2014.

Relatos móveis do outro lado do mundo

Essas e (muitas) outras informações li num post escrito por Dan Grover. Alguns meses atrás ele largou tudo no Vale do Silício, na California, e mudou-se para Guangzhou, China. Hoje, Grover é gerente de produtos do WeChat e aproveitou um tempo livre para compartilhar conosco, ocidentais, os hábitos dos chineses no uso de smartphones.

Na China, código QR é levado a sério.

O artigo é fascinante e se o seu inglês estiver minimamente afiado, recomendo a leitura do original. Enquanto conhecia um pouco mais daquela realidade quase alternativa, foram vários os momentos em que fiquei bastante surpreso. Por exemplo, o lance dos códigos QR. Eles usam para muitas coisas, desde o básico acesso a uma URL (como o meu cartão) até operações avançadas, como autenticação em sessões únicas, dispensando assim a digitação de uma senha.

Questões que por aqui são tratadas com estardalhaço, como a utilização da localização do usuário, são triviais por lá. Se você já deu uma olhada no WeChat, por exemplo, deve ter reparado numa opção “Pessoas por perto” que permite encontrar desconhecidos que estão fisicamente perto de você para conversar. É o comportamento esperado em apps como o Tinder, mas imagine a tempestade (em copo d’água?) que rolaria se o Facebook incorporasse algo parecido? O uso da localização é difundido e serve para muitas finalidades, inclusive bombardear os chineses com anúncios, claro.

Os códigos QR, o encontro de desconhecidos e outras funções são replicadas em muitos apps. A China segue uma tendência diametralmente oposta à do ocidente: se por aqui a moda é desmontar apps em outros menores e mais específicos, por lá todo app agrega mais e mais funções. Chamar o WeChat de “app de bate-papo”, ou o Baidu Maps de “app de mapas” é um tanto reducionista. É comum que algumas funções não relacionadas entre si fiquem agregadas em uma aba “Descoberta”, como as dessas imagens:

Exemplos de funções agregadas em vários apps chineses.

O WeChat, como explica Grover, tem funções que vão muito além da conversa: conferência por vídeo, meio de pagamento, um negócio parecido com o Evernote para salvar anotações, identificação de músicas (como o Shazam) e, seguindo a Lei de Zawinski, que diz que todo software tenta se expandir até conseguir ler e-mails, um cliente de… e-mails.

Comprar, aliás, é outra função cujo desenvolvimento traçou caminhos bem diversos dos desse lado do mundo. Antes, era preciso preencher longos formulários em cada app, específicos para cada um dos mais de 30 bancos de lá. Na medida em que os apps cresceram, foram incorporando e facilitando esse processo. Ferramentas como Alipay e Tencent, os PayPal e PagSeguro chineses, são usadas e populares, mas, como escreveu Grover, por lá “todo app tem uma carteira”, ou seja, não é preciso baixar apps específicos de Alipay ou Tencent para usufruir dos serviços; eles vêm embutidos nos principais apps.

E o visual, claro, tem muitas curiosidades interessantes. Coisas como aplicação de temas, mascotes engraçadinhos e escudos de proteção para identificar processos “seguros” são onipresentes. Badges (as bolinhas que no iOS indicam mensagens/itens não vistos), porém sem identificação, são um elemento de interface largamente popular, raramente (nunca?) visto em apps ocidentais. Widgets esquisitos e telas de abertura (splash screens) também fazem sucesso.

Alguns mascotes de apps chineses.

Talvez a situação mais inesperada seja a forma com que os apps lidam com a relação entre pessoas físicas e empresas nas redes sociais. A interface preferida é a de mensagens por texto, mas há regras especiais para “contas oficiais”. No Moments, espécie de feed de notícias do WeChat, é notável o tratamento que contas de não-pessoas tem. O ambiente é livre desses posts de uma forma meio difícil de imaginar replicada no Facebook ou Twitter, ambos cada vez mais dependentes de conteúdo comercial para seguirem em alta. Seria bom copiarmos pelo menos isso dos apps chineses.

Reforçando o convite à leitura, o post completo está aqui.

Como usar o WhatsApp no computador

Alguns padrões que emergem entre os usuários são difíceis de entender. Um deles, para mim, é o uso do WhatsApp como ferramenta de trabalho, principalmente em tarefas que exigem um PC como escrita ou produção de vídeos, ou para gerenciar grupos na faculdade. Quando me vejo na situação, ter que alternar entre o teclado físico do computador e o celular apenas para conversar com alguém da equipe acaba sendo algo extremamente contraproducente. O problema é que quase sempre sou voto vencido na sugestão de uma alternativa.

E não é que elas faltem. A abordagem como a do Telegram e do Slack, com aplicativos móveis e web/desktop, existe e é melhor nesse cenário. Afinal, tenho a comodidade do teclado físico do mesmo dispositivo onde desempenho o trabalho e, de quebra, a companhia do app móvel quando não estou na minha estação. Mas vai convencer o povo. É difícil :-) (mais…)