Google remove extensão ClearURLs do Chrome

O Google removeu a extensão ClearURLs da loja do Chrome. Esta extensão remove automaticamente elementos de rastreamento das URLs, comuns no buscador do Google e em newsletters (não na do Manual), o que aumenta a privacidade dos usuários. Os motivos alegados pelo Google são vários e alguns deles, segundo o desenvolvedor, Kevin Roebert, contraditórios. Ele já preparou uma atualização e a submeteu ao Google. Até a publicação desta nota, a extensão ainda não havia sido restabelecida. Ela pode ser usada, porém, no Firefox e no Edge. Via Bleeping Computer (em inglês).

Os novos ícones das pastas especiais do Windows 10

Print do Explorador de Arquivos exibindo os novos ícones de pastas.
Novos ícones de pastas no Windows 10 build 21343. Imagem: Microsoft/Divulgação.

O Windows 10 vai ganhar novos ícones, em mais um esforço de atualizar e dar consistência à identidade visual do sistema. Os novos ícones das pastas especiais (acima), como as de fotos e vídeos, ficaram… esquisitos? Feios? O que você achou? Via Microsoft (em inglês).

+2 mil pessoas pedem, em carta aberta, que Richard Stallman seja removido de posições de liderança

Mais de 2 mil pessoas, incluindo líderes de projetos e comunidades de software livre, assinaram uma carta aberta exigindo que Richard Stallman seja removido de todas as posições de liderança da Free Software Foundation. Nesta semana, Stallman foi reintegrado ao conselho diretor da FSF. A carta o acusa de ser “misógino, capacitista e transfóbico, entre outras sérias acusações de condutas imprópria”, e que alguém assim “não tem lugar em comunidades de software livre, direitos digitais e tecnologia”. A carta também demanda que o conselho inteiro renuncie, por ter, durante anos e agora outra vez, liberado e dado poder a Stallman. Via Ars Technica (em inglês).

Este é o novo visual do Firefox

Print de uma janela do Firefox, mostrando a nova interface Proton.
Imagem: OMG! Ubuntu/Reprodução.

O Firefox 89, previsto para ser lançado em maio, trará uma interface reformulada batizada Proton. Ela visa simplificar o navegador e dar uma repaginada geral em seu visual. Já é possível antecipá-la na versão atual do Firefox (87) e, embora a final deva trazer pequenas mudanças, é mais ou menos isso que todos os usuários terão em maio. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

O que vocês leram de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Em 2020, 2/3 das pesquisas no Google terminaram sem cliques

Em 2020, 64,82% das buscas feitas no Google terminaram no próprio Google, ou seja, não levaram o usuário a outro site. É o que, no jargão, se chama “zero-click searches”, ou pesquisas sem clique. Em celulares, o percentual foi ainda maior: 77,22%. Via Sparktoro (em inglês)

Por que isso importa? O Google é uma espécie de HUB da web, o ponto de partida para que negócios, publicações (como o Manual) e toda a sorte de sites sejam descobertos pelos usuários. O Google é, afinal, um buscador. Ao moldar a experiência para que o usuário permaneça em seus domínios, o Google consegue exibir anúncios mais rentáveis, sem ter que dividir receita com parceiros.

Levantamentos do tipo pegam mal para o Google, tanto que esse motivou uma resposta direta da empresa questionando dados e conclusões. Como diria o Tino, “sentiu”. Via Google (em inglês).

Medium oferece programa de demissão voluntária a jornalistas após minar tentativa de sindicalização

Ev Williams anunciou um “pivot” no Medium. A empresa dará menos ênfase às suas nove publicações próprias e os jornalistas que trabalham nelas, e passará a dar apoio a “vozes independentes da plataforma” com “acordos, suporte, edição e feedback”. Em outras palavras, tentará emular o Substack.

A guinada deixará estragos e vítimas, como sempre acontece quando Ev acorda indisposto e decide mudar tudo no Medium, algo um tanto frequente. Siobhan O’Connor, VP responsável pelo editorial do Medium, se desligou da empresa, e o Medium está oferecendo uma espécie de programa de demissão voluntária aos funcionários do editorial, ou seja, convidando jornalistas a se demitirem.

Segundo a Vice, suspeita-se que o desmantelamento da unidade editorial do Medium seja uma retaliação à tentativa dos funcionários (todos eles) de se sindicalizarem. A direção do Medium, incluindo Ev, trabalhou ativamente para minar o processo, e conseguiu: a tentativa foi malfadada por apenas um voto de diferença. Via Vice (em inglês).

Algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos?

No Twitter, Pedro Burgos chama a atenção a uma característica comum dos países bem sucedidos no combate à pandemia de COVID-19:

Pergunta honesta: algum país conseguiu ir bem no combate à pandemia sem “violar” a privacidade dos seus cidadãos? Todos os cases de sucesso fizeram coisas que provocariam arrepios em ativistas de privacidade que conheço.

Acho que nenhum ativista prega a inviolabilidade total da privacidade dos cidadãos. (Ok, talvez gente como o Stallman, mas esses são fora da curva e estão longe de falar pela maioria.) Todos nós rotineiramente abrimos mão da privacidade, quando declaramos o imposto de renda ou fazemos um cadastro governamental para ter acesso a serviços públicos, por exemplo. O caso da Austrália, que mantém listas com dados pessoais de frequentadores de bares e restaurantes, a gente já faz aqui, voluntariamente, quando abre uma comanda — passa nome e telefone, dados bem pessoais, sem ter a menor ideia do que o estabelecimento fará com eles.

O que pesa mais ao se “violar” a privacidade não é o ato em si, mas as motivações e circunstâncias. Se há opacidade ou transparência, se há salvaguardas legais de que a cessão parcial da privacidade será restrita àquela finalidade, se temos garantias robustas de que abusos (digo, ações imprevistas) não serão cometidos.

Uma pandemia é uma situação excepcional e, como tal, faria sentido negociar suspensões temporárias de direitos a fim de combatê-la. A gente já faz isso, ainda que aos trancos e barrancos, com o direito de ir e vir, um que é ainda mais básico que o da privacidade. Não acharia ruim, por exemplo, que pessoas contaminadas ou que tiveram contato com contaminados fossem rastreadas mais de perto. Seria justificável, pois há um bem maior em jogo.

Os “cases” que o Pedro listou no fio têm um ponto em comum que me parece mais relevante que as violações à privacidade: todos os países bem sucedidos são orientais. Ele cita isso, de passagem, ao dizer que “a discussão sobre esse ‘trade-off’ passa também por especificidades culturais das sociedades em questão”, mas talvez seja mais que um mero “trade-off”; talvez este seja o principal fator de diferenciação entre o sucesso oriental e o fracasso ocidental.

No Ocidente, sabemos bem, vige a primazia do individualismo. Atribuímos à responsabilidade individual o papel de pedra fundamental da sociedade, e vamos à luta assim, no “cada um por si”, mesmo quando enfrentamos um inimigo que só pode ser vencido em conjunto, caso de uma pandemia. Os inacreditáveis protestos contra o “lockdown”, medida comprovadamente eficaz para conter a disseminação da doença, entram nessa conta — a galera de camiseta amarela e sem máscara que vai a esses protestos argumenta que o “lockdown” fere sua liberdade individual.

No Oriente, por outro lado, há um senso maior de coletividade, ou uma disposição a pequenos sacrifícios em nome de um bem maior. Suspeito (pois careço de conhecimento) que seja o caso mesmo em países mais alinhados ao Ocidente, como Austrália e Israel. Isso se reflete, e muito, em esforços coletivos. Os desastres no Brasil e nos Estados Unidos são fortes evidências de que a ingerência individual tem limites e, em situações extremas como a que vivenciamos, põe milhares de vidas em risco.

Como aponta o próprio Pedro, esse senso de coletividade é um traço cultural, ou seja, não se cria da noite para o dia, e depende de outras variáveis para florescer das quais carecemos no momento, como um nível mínimo de confiança uns nos outros e em quem nos lidera. Não é um assunto muito popular, mas fica a torcida (e o “dever de casa”) de começar a virar essa chave para que, na próxima pandemia, que infelizmente virá, estejamos melhor preparados.

Tenho um anúncio a fazer. Estou de volta ao conselho diretor da Free Software Foundation. […] Alguns de vocês ficarão felizes, outros podem ficar desapontados, mas quem sabe? De qualquer forma, é assim que será e eu não pretendo sair outra vez.

— Richard M. Stallman, fundador e ex-presidente da Free Software Foundation (FSF). Via The Register (em inglês). Em 2019, Stallman deixou voluntariamente a presidência e uma cadeira no conselho da FSF e sua posição como cientista visitante do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do MIT. Ele havia feito comentários considerados insensíveis em […]

Procon-SP multa Apple em R$ 10 milhões por vender iPhone sem carregador

O Procon-SP multou a Apple em R$ 10,5 milhões devido, entre outros motivos, à remoção do carregador de parede das caixas de iPhones novos. No ano fiscal de 2020, a Apple faturou US$ 274,5 bilhões, cerca de R$ 1,5 trilhão na cotação atual. A multa do Procon-SP, da qual a Apple ainda pode recorrer na Justiça, representa 0,0007% desse valor. Apesar do aspecto didático, nada que vá tirar o sono de Tim Cook. Via Uol Tilt.

Capacete de oxigênio desenvolvido pela UEM está auxiliando pacientes em várias cidades do estado

Professores dos cursos de Física e Medicina da Universidade Estadual de Maringá (UEM) desenvolveram um capacete de oxigênio de baixo custo para pacientes moderados de COVID-19, ou seja, aqueles que precisam de oxigênio, mas ainda não de intubação. O capacete é uma alternativa menos invasiva e mais consistente às máscaras de oxigênio. No primeiro lote, de 100 unidades, o custo por unidade ficou em R$ 65. Via CBN.

Achados e perdidos #8

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana. *** — Uma receita feita com Lego em […]

O novo ícone do Bloco de Notas

Novo ícone do Bloco de Notas, no Windows 10 build 21337.
Imagem: Microsoft/Reprodução.

A última versão do Windows 10 para testadores, build 21337, trouxe novos recursos para os desktops virtuais, uma interface mais espaçada para o Explorador de Arquivos e um novo ícone para o Bloco de Notas (acima), que agora passa a ser distribuído pela Loja do Windows. Via Microsoft (em inglês).

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