O bom e o ruim no legado de Jony Ive no design da Apple

Quantos executivos de grandes empresas você conhece (no sentido de pelo menos saber o nome)? Tenho a impressão de que, com poucas exceções, esses profissionais acabam conhecidos apenas daqueles que acompanham mercados muito de perto. No da tecnologia de consumo, dá para contar nos dedos os que conseguiram romperam as conferências com analistas e investidores e as páginas dos jornais de negócios e alcançaram o imaginário popular: Bill Gates e Steve Jobs, cofundadores e por muito tempo CEOs da Microsoft e da Apple, e Mark Zuckerberg, o infame cofundador e CEO do Facebook. (Todos retratados em filmes; coincidência?)

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Post livre #180

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Privacidade ambiental e o paralelo com o meio ambiente

por Maciej Ceglowski

A necessidade de regular a privacidade online é uma verdade tão universalmente reconhecida que até o Facebook e o Google se juntaram ao coro de vozes clamando por mudanças.

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Napster e o legado (legalizado) da “pirataria”

por Andressa Soilo

Em 2019, o Napster, serviço pioneiro de compartilhamento peer-to-peer (P2P) de músicas “piratas”, completa 20 anos. Há duas décadas, milhões de pessoas com acesso à internet vivenciaram uma das mais empolgantes experiências no que concerne ao consumo da música: o download gratuito de quaisquer canções na rede. Para além da gratuidade, quem realizava os downloads estava livre para adquirir apenas as músicas que lhe interessava — desprendendo-se, muitas vezes, de faixas desconhecidas que compunham o álbum de um artista — e contava com a comodidade de obtê-las em casa, sem ter que se deslocar fisicamente até uma loja de CDs.

Mais do que facilitar a vida daqueles que tinham acesso a computadores e à internet ao final da década de 1990, o Napster localizou a música no campo digital, introduzindo (de modo mais categórico) sensos de justiça sobre o consumo ou mesmo inspirando o formato de negócio que muitos anos depois seria adotado por empresas como o Spotify. É sobre tais legados que este texto trata.

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Sobre a moedinha do Facebook

As aparições públicas robóticas, sempre com um semblante desprovido de emoções, fala monótona e piadas constrangedoramente ruins, colocaram Mark Zuckerberg sob a suspeita de ter algum grau de psicopatia. Isso explicaria, por exemplo, alguém pressionado por sucessivos escândalos de privacidade e deslizes éticos anunciar uma moeda global como se: 1) precisássemos; 2) alguém tivesse lhe pedido; e 3) o Facebook fosse a melhor empresa para empreender ambicioso plano neste momento.

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Post livre #179

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O que a Anatel diz sobre os produtos da Xiaomi supostamente não homologados à venda no Brasil

No último domingo (16), o site Mundo Conectado noticiou que a Xiaomi estaria vendendo produtos não homologados pela Anatel em sua loja física, no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Todo produto que emite sinais eletromagnéticos precisa ser homologado pela Anatel antes de ser colocado à venda no Brasil.

Pelo Twitter, entusiastas que vasculham o Sistema de Certificação e Homologação (SCH, onde a Anatel torna público os produtos homologados) questionaram a reportagem do Mundo Conectado. Os produtos supostamente não homologados aparecem no autocompletar da busca do SCH, indício de que a homologação está em processo de tramitação.

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Na tarde desta quarta (19), o Manual do Usuário falou com a assessoria da Anatel a respeito deste caso. Por e-mail, a agência informou que “tem o conhecimento da venda de produtos não homologados e está apurando os fatos que foram denunciados”, com a ressalva de que “a Xiaomi possui produtos homologados e estes estão aptos à venda no território nacional”.

Apesar disso, a venda de produtos sem o selo da Anatel, também denunciada na reportagem original, constitui uma violação às regras vigentes, conforme o artigo 39 da resolução 242/2000 da agência. Ainda na mensagem que me foi encaminhada, a Anatel diz que “o fato de um equipamento homologado não portar o selo é uma irregularidade administrativa, passível de ser sancionado pela Anatel”.

O Manual do Usuário solicitou entrevista com um porta-voz da Anatel, mas a agência declinou afirmando não ter um disponível no momento.

Vale lembrar que o Mundo Conectado, a despeito do furo, reiteradamente publica posts com ofertas de produtos da Xiaomi e de outras fabricantes chinesas que não são homologados aqui em troca de comissões generosas de lojas como a Gearbest, situação idêntica à dos canais de YouTube brasileiros denunciados em reportagem do Manual do Usuário publicada em março.

Como proteger o seu e-mail

É difícil encontrar gente que goste de e-mail, mas mais difícil ainda é achar quem consiga se virar digitalmente sem ter um endereço para chamar de seu. Mesmo os apps mais descolados, que confiam no número do celular para identificação ou resgate de senha, como o WhatsApp, recorrem ao bom e velho e-mail quando tudo parece perdido. Sendo um componente tão presente e crítico nas nossas vidas online, é importante protegê-lo.

Não que seja difícil descobrir um endereço de e-mail. Além disso, em algumas profissões é desejável que ele seja exposto. Não significa, porém, que toda caixa de entrada deva se tornar uma baderna e que seja ok passar o seu e-mail para qualquer site suspeito que diga que seu celular está com vírus ou outra bobagem do tipo.

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A configuração padrão é tudo o que importa

As reportagens bombásticas publicadas pelo The Intercept Brasil no último domingo (9) deflagraram uma guerra entre entusiastas de tecnologia. De um lado, defensores do Telegram; do outro, seus detratores. (É meio maluco, mas a tecnologia de consumo é cheia dessas histórias de brigas entre “fãs” de marcas: Intel vs. AMD, iPhone vs. Android, Windows vs. macOS… agora parece que até banco tem fãs.)

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Como o editor de podcasts Caio Corraini trabalha

Post livre #178

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Nem todas as coisas “inteligentes” são digitais: a história do Caderno Inteligente

Empresas e assessorias inundam redações de jornais com bloquinhos de papel. É um mimo relativamente barato e que continua útil a jornalistas mesmo após a profunda digitalização das redações. São tantos que muitas vezes eles sobram, mas vez ou outra um do tipo se destaca. Recentemente chegou a mim um desses especiais: o Caderno Inteligente.

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Procuradores, políticos e jornalistas relataram, nas últimas semanas, que tiveram suas contas no Telegram invadidas. A verificação em duas etapas (2FA, na sigla em inglês) do Telegram é uma senha adicional — e opcional — que o aplicativo pede ao ser instalado em um novo aparelho. Ela se soma ao código de login, enviado por SMS ou notificação em outros aparelhos que já tenham o app. Ao combinar algo que você tem (código de login) com algo que só você sabe (senha da 2FA), sua conta no Telegram fica mais protegida contra tentativas de invasão.

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No aplicativo, entre em Configurações, depois em Privacidade e Segurança e, nesta tela, em Verificação em duas etapas. Clique em Configurar Senha Adicional e, na telas seguintes, insira uma senha e confirme ela. Na sequência, o app pedirá um lembrete de senha e um e-mail de recuperação, para caso você se esqueça da senha da 2FA. Ao informar o e-mail, será preciso confirmá-lo com uma senha temporária que será enviada ao endereço.

Para aprender como ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp, leia isto.

Como as conversas da Lava Jato no Telegram podem ter sido vazadas ao The Intercept Brasil

Neste domingo (9), o site The Intercept Brasil publicou uma série de reportagens revelando diálogos em que o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, e o ex-juiz federal Sergio Moro trocavam informações e colaboravam nos bastidores quando integravam a força-tarefa da Lava Jato. A origem das conversas, desenroladas no aplicativo Telegram, teria sido uma fonte anônima, e o material, segundo o jornalista e fundador da publicação, Glenn Greenwald, é vasto — “um vazamento muito maior do que o do caso Snowden”, disse à Folha.

Como a fonte conseguiu acesso a esses dados? O The Intercept Brasil, obviamente, não divulga detalhes. Pelas características das matérias publicadas até aqui, é possível fazer algumas conjecturas.

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Apple e Mozilla mostram caminhos diferentes para a privacidade online

A pressão nas grandes empresas de tecnologia está aumentando, em grande parte devido aos abusos com a privacidade dos usuários. Das cinco, a Apple é a que desfruta da melhor posição — há acusações e ameaças de investigações antitruste contra ela, mas nada relacionado à privacidade.

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