Post livre #180

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

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105 comentários

  1. só me parece… mas o pessoal do ‘the intercept br’ vem dando aulas semanais de jornalismo. e qdo há dúvidas por parte do publico eles até explicam num negócio q me lembra o ‘chegou a hora da revisão’ no twitter. se estivéssemos em outra época até daria pra chamar de ‘telecurso segundo grau’.

  2. aproveitando a promoção da steam pra comprar três joguinhos: frostpunk, hellblade e gris. vcs vão comprar algo? meu maior problema é q não sei qdo poderei jogá-los… só tô aproveitando a promo mesmo.
    e comecei a ler o novo livro do ian mcewan: ‘máquinas como eu: gente como vocês’. a história parece boa e o ian é baita autor. nunca li nada dele (eu acho), então vai ser um bom começo já q a temática me interessa.
    falaram do livro no podcast da revista bravo!, pra quem quiser saber mais.

    1. Fazia muito disso “vou aproveitar a promoção agora para jogar depois”. Hoje estou com +100 jogos, a maioria nunca sequer instalados e vontade zero de conhecê-los. (Nem que eu quisesse; não tenho mais computador Windows.)

  3. Aí, alguém sabe se é possível criar um torrent cujo primeiro seed não possa ser rastreado?

  4. O Firefox no Desktop é sensacional, mas para um browser hoje além de ser bom no PC, deve estar no Smartphone sincronizando seus favoritos, histórico, etc. Pra quem o usa no Android quais extensões vocês usam e qual a sua configuração?
    1. Bitwarden (Em ambos PC/Móvel)
    2. Ublock (Também no Desktop)
    3. Simple Gesture (Melhora consideravelmente a navegação)

      1. Faltou uma palavra kk navegação na “interface” do app, pois os botões predominantemente ficam no topo, o que dificulta para quem utiliza celular com tela grande, por isso ao usar gestos fica mais fácil, fechar aba, trocar guias, abrir nova aba etc.

  5. Bom sábado!

    Estava lendo a newsletter e percebi que em boa parte das noticias eu acabo pensando se tal coisa realmente me afeta ou se já estou protegido.

    O caso do reCaptcha, por exemplo. Quão eficazes são soluções como UBlock Origin, Ghostery, Blokada(no Android) e os bloqueios de rastreadores padrão dos browsers como Firefox e Brave nesses casos? Em teoria, eles bloqueiam essas práticas.

    Seria talvez uma dica legal começar a falar de maneiras fáceis de se proteger desses casos junto com os posts. Levar em consideração principalmente o padrão do Firefox e o UBlock, que acho que são os métodos mais usados.

    1. O Firefox, nativamente (isto é, sem extensões), é capaz de bloquear o rastreamento do reCaptcha — não só em teoria, mas na prática: fiz um relato abaixo em que, após começar a usar o Firefox, o reCaptcha SEMPRE solicita que eu faça um teste, pois não consegue rastrear meus hábitos de navegação para verificar se eu sou humano automaticamente.

      1. Estava até falando com o Matheus, se a pessoa usa o FF limitando os rastreadores, acha que é necessário usar uBlock?

        1. Acho desnecessário. Eu usava o Disconnect, desinstalei quando o FF integrou a função.

      1. Nunca usei, citei apenas pelo fato de ja ter visto bastante gente falando. Mas bom saber disso!

        Eu uso o bloqueio nativo do FF + UBlock Origin mesmo.

        1. Eu usava o Ghostery, fiquei sabendo faz pouco tempo dessa mudança na política de privacidade deles e parei. Agora estou evangelizando todo mundo pra parar de usar hahaha

          Outro nesse grupo é o Brave. Indicava por usar o motor do Chrome e ter foco em privacidade, mas, depois deles criarem aquele sistema de recompensas por anúncios, parei na hora.

          1. Eu gosto da ideia do Brave. Eu achava que seria uma ideia ruim se injetassem os anúncios deles nos sites, enquanto escondiam os do próprio site. Mas na real ele manda através de notificações no próprio PC do usuário. Isso tudo opt-in, código aberto, e transparente.

            Não é a solução para web que dizem ser, mas creio que faça mais bem do que mal (considerando que os usuários estão cientes e querem bloquear os anúncios).

  6. Oi Bom dia! Alguém já usou o NOCNOC do DX.COM? No produto que quero dá 1 a 3 dias (achei super rápido) e diz que já inclui qualquer taxa de importação. É a sério ou eu corro o risco de receber a famigerada carta da receita pedindo pra pagar + imposto? Nunca comprei no DX ou Aliexpress e assemelhados, por isso, experiencia é nula. O produto é R$26 e o tal do frete NOCNOC R$16.

  7. Nesse mundo contemporaneo de apps etc pouca coisa irrita mais que mudanças bruscas na interface a cada 6 meses ou menos

    Instagram, Facebook, Twitter e Spotify são campeões nessa chatice sem tamanho

    1. Sim! Antigamente (talvez quando tinha mais paciência e/ou tempo livre para ficar mexendo em software como fim), achava o máximo. Hoje considero a “estabilidade” em UX/UI um fator importante ao decidir quais softwares usar. Ainda acho importante atualizações esporádicas que modernizem interfaces e tragam novos recursos, mas quanto menos quebras de paradigmas aos quais já estou habituado, melhor.

      Fico especialmente reticente no caso de redes sociais e outros apps que dependem do vício do usuário (todos os que você citou). Nesses casos, tais mudanças na interface costumam ter apenas um objetivo: manipular o usuário a ter o comportamento mais benéfico à empresa do aplicativo.

  8. Que câmera mirrorless acessível para um brasileiro (pode ser meio antiga) e quais comunidades sobre fotografia você recomendariam?

    1. Teve um tempo que a Sony vendia uma NEX por menos de R$ 1 mil. Era um custo-benefício imbatível, mas faz tempo que saiu de linha e nada remotamente parecido entrou no lugar.

      Dá para achar uma Sony Alpha a6000 por menos de R$ 3 mil com relativa facilidade. De outras marcas, confesso estar bem por fora de preços e modelos.

  9. Da newsletter do Manual do Usuário de hoje:

    “A nova versão do reCAPTCHA, já implementada por 650 mil sites, diminui a necessidade de fazer aqueles testes estúpidos de identificar semáforos e faixas de pedestre (leia-se: trabalhar de graça para o Google). Em vez disso, pesquisadores descobriram que o chamado reCAPTCHA v3 confia em cookies e analisa o comportamento do usuário o tempo todo nos sites para determinar se ele é humano ou não.”

    Isso ficou muito evidente quando eu comecei a usar o Firefox. No Chrome, bastava eu marcar a caixinha para seguir em frente — agora, toda vez eu preciso fazer os testes para confirmar que não sou robô. Ainda assim, menos pior é trabalhar de graça pro Google que deixá-lo me rastrear por aí.

    1. Tem outro problema: já aconteceu contigo de, no Firefox (qualquer outro navegador que não o Chrome), aquele fade out/fade in das imagens que você clica no reCAPTCHA demorar muito para acontecer?

      1. Já aconteceu comigo algo como as imagens que cliquei ficarem brancas e você não sabe se o desafio acabou ou se ele tá demorando pra carregar as novas imagens.

        E eu estou passando por vários desafios recentemente e lendo aqui ficou claro que foi por estar usando o FF. Não tinha me atentado a esse detalhe.

        1. Além do bloqueador de rastreamento, eu bloqueio cookies de terceiros no Firefox (sinceramente não lembro mais o que veio ativado por padrão e o que eu ativei manualmente), mas literalmente todas as vezes eu tenho que responder ao teste.

      2. Já aconteceu comigo também algumas vezes, mas, curiosamente, no Chrome e não no Firefox. Daí suspeito que seja um bug.

      3. todo site que tem essa merda eu evito. Se for site de compras, eu baixo o app. É o jeito.

        Não vou deixar de usar o FF, ainda mais desse jeito, na marra.

        Viva o FF.

    2. Eu já sabia dessa faz um tempo e sempre tento mexer o mouse de forma ‘mais humana’ quando marco um re-capcha.
      Tenho pavor de ter que ficar selecionando placa de trânsito hahahah

  10. Sobre o “Track This” da Mozilla, achei meio desnecessário já que há maneiras melhores de lidar com isso, mas mesmo assim muito divertido.

    Por algum motivo não consigo colar o link aqui, mas é uma extensão que abre 100 abas com pesquisas bizarras pra desnortear os rastreadores. Há vários perfis pré-prontos, como Influencer, Podre de Rico, Apocalíptico, entre outros.

    1. Bom, pelo que eu entendi, o Track This tá mais como um experimento mesmo do que pra ser algo prático. Mas gostei da ideia e gostaria de ver algo mais do tipo (como uma extensão talvez?)

    2. Parece mais algo pra nos mostrar como o rastreamento funciona do que algo pra uso efetivo, não?

  11. Sinto muito por sua perda, Ghedin. Sei que você é apaixonado pelo flogão. Estamos aqui contigo. Força, guerreirinho.

    1. Estava pensando aqui, algum designer de tecnologia (ou qualquer outra empresa) tem algo próximo dessa fama de Jony Ive? Interessante como ele ganhou essa fama toda…

      1. Eu não sabia da existência dele até aquele vídeo do primeiro macbook unibody e a pronúncia de alumínio. Não sei se a Apple fazia outros vídeos assim antes e se ele aparecia nele, mas acho que isso contribuiu muito, ainda mais considerando o culto a Apple e aquelas histórias do Steve Jobs ser aficcionado por tipografia blablabla, da empresa se inspirar em Dieter Rams etc

        Agora, pra sua pergunta depende do quão amplo vc define design e tecnologia (mas Dieter Rams já é uma resposta possível)

        1. De certa forma, acho que ele se enquadra mesmo, mas o quanto da fama do Dieter Rams não vem do sucesso da Apple? Tipo a “fama” do blues, depois do rock.

          Acho “interessante” que essa personificação parece algo mais da Apple, mesmo outras empresas que se orgulham de design (e.g. Aston Martin, Leica, Bang & Olufsen) não parecem ter uma figura tão proeminente.

      2. No Brasil, talvez os Campana (mas não é tecnologia digital). E, em certo sentido, o Romero Britto ;)

        No mundo, provavelmente Phillipe Starck.

      3. A ThinkPad é notória pelo design em seus computadores. Acho que também tem livro sobre isso.

        1. Sou fã do David Hill

          Alias, recomendo muito a @ dele no twitter para quem gosta por design

  12. Ghedin, aqui você tem o poder de aprovar comentários com links ou fica a critério arbitrário ferramenta mesmo?

    1. Isso é muito Black Mirror (S4E02)!

      Esses anúncios são meio intrusivos, ainda que, com crianças, entendo que a privacidade deva ser mais limitada por elas não terem discernimento completamente desenvolvido. (Tudo bem que muitos pais também não têm, mas presume-se que adultos o tenham.)

  13. Chegou meu iPad ontem e fiquei decepcionado com alguns desenvolvedores. Alguns apps ficam naquele formato bizarro de iPhone, outros não permitem dividir a tela ou colocar no Slideover. O mais decepcionante foi o Spotify, que mais parece um app de telefone esticado, pensei que já tivéssemos passado dessa fase.

    1. Alguns tipos de apps dificilmente conseguem escapar da lógica “versão do iPhone esticada”, mas o iPad tem muita coisa legal. (Em música, e embora eu não veja o Spotify há anos, o Apple Music é bem decente.)

      Dos que você gostou, destaca algum?

      1. É totalmente possível que o Spotify faça um app específico pro iPad, tem muito a explorar. O Instagram a mesma coisa. Ainda estou explorando, não usei nada diferente de streaming e redes sociais.

        Ah, bom demais jogar Grid no controle de Xbox!!

  14. Vamos conversar sobre o trauma do Ghedin com privacidade e o ódio pelo Facebook?

    Eu amo o canal do telegram porque tem várias notícias super interessantes, algumas que seriam inclusive interessantes de serem colocadas no blog. Porém vejo ultimamente somente conteúdo sobre privacidade, privacidade, privacidade e alguns faboyzismos inversos (a listinha de pré-escola sobre a moedinha do facebook, por exemplo. Sério?) acerca de algumas companhias. E isso meio que tá cansando.

    Não acho que não seja importante abordar o assunto da privacidade no meio digital, mas acho que de vez em quando podíamos mudar o disco, sabe?

    Enfim, só desabafei. Pode desabafar no post livre? hahahaha

    1. Proposta do MdU

      “O Manual do Usuário é uma publicação focada em tecnologia, que debate, com seriedade e senso crítico, o impacto que o setor tem em nossas vidas.
      Criei o projeto em 2013 para abordar assuntos do noticiário de tecnologia com contexto, reflexão, ouvindo fontes e dando um tempo para digerir o que está acontecendo antes de começar a escrever e de apertar o botão “Publicar”.
      O Manual é uma publicação Slow Web (entenda), sem as pretensões de ser noticiosa e de focar no crescimento da audiência (leia-se: não faço click-baiting nem conteúdo pautado por algoritmos de Google ou Facebook).”

      Talvez entendendo a proposta do MdU entenda o que acontece por aqui.

      1. Complementando:

        “É com o olhar do usuário comum de tecnologias como celulares, notebooks e redes sociais, como eu e você, que defino as pautas e produzo conteúdo no Manual do Usuário. O objetivo é falar de temas que tenham impacto na sua vida.
        Em 2019, elegi dois principais dentro da área de cobertura mais ampla: a privacidade, cada vez mais ameaçada pelos avanços da tecnologia de vigilância de governos e empresas, e as dicas, que ajudam a desbravar e extrair valor de ferramentas, plataformas e ambientes digitais.
        A produção do projeto se desdobra em quatro formatos:
        – Blog: é o carro-chefe e principal formato do Manual do Usuário. É no blog, publicado na web com ferramentas livres e sem qualquer vínculo com Google, Facebook, redes de anúncios programáticos e data brokers (ou seja, respeitando a sua privacidade), que o conteúdo mais denso e trabalhado é publicado;
        – Podcast: a cada 15 dias, Guilherme Felitti comenta os bastidores da tecnologia no Tecnocracia, coluna semanal que é publicada em áudio/podcast e em texto no blog;
        – Newsletter: é o principal canal de comunicação com os leitores. Semanalmente, um resumo da tecnologia, links das matérias publicadas no blog, curiosidades e recomendações de leitura para o fim de semana; e
        – Redes sociais: é a parte mais célere do projeto, com pequenas atualizações diárias, majoritariamente notícias, publicadas em resumo e com links para fontes caso você queira se aprofundar. Os perfis estão no Twitter e no Telegram.”

    2. como o Fernando disse, é um dos pontos-chaves do negócio do MdU, e é bom ter um focado nisso, pois quase todos (pelo menos todos que acompanho) são focados mais em notícias.

      uma pena que privacidade custe caro (iphone, por exemplo) e demande certo tempo (um mal necessário, mas graças a isso me sinto mais seguro, saindo do gmail e indo pro tutanota, infelizmente ainda preciso ter gmail por causa do android).

    3. Tento diversificar os assuntos aqui, mas sem fugir muito da proposta. Como já apontaram, o Manual, editorialmente, se sustenta em dois pilares: privacidade e dicas.

      Fazendo um balanço de junho, tivemos:

      Não entendi o que quis dizer com “listinha de pré-escola” sobre o texto do Libra.

      Também não entendi a parte do aceitar da sua resposta lá embaixo — “noto também que há uma dificuldade clara em não só escrever dicas como também em aceitá-las.”

      Pode desabafar aqui sim :) E não encare esta resposta minha como um contra-ataque, mas sim uma visão ampla do que o Manual produz. E que, apesar da ajuda que recebo — do James no servidor, do Guilherme com sua coluna e, neste mês, da Andressa —, isto aqui é uma publicação feita basicamente por uma pessoa só. É humanamente impossível produzir mais mantendo o padrão atual e se for para diminui-lo ou fazer o que zilhões de outros sites já fazem, não vejo motivo para o Manual existir.

      1. Ghedin, sobre a listinha de pré-escola, foi o comentário da postagem da Libra no telegram. Aquela “lançou uma moeda como 1) precisássemos; 2) alguém tivesse lhe pedido;” tipo foi o ápice do haterzismo. Eu achei engraçado, claro, mas também achei desnecessário. Talvez por não te conhecer e não saber até que nível de “piadinha” foram esses pontos “argumentados”, me impactou mais.

        Entendo melhor agora que o MdU é sim focado em privacidade, peço desculpas pela minha confusão. A questão é que o canal do Telegram é TÃO BOM e no blog tem conteúdos tão bons que quero mais. Sério, é MUITO BOM. A curadoria das notícias no telegram é ótima. Os conteúdos no blog são bem escritos e com um toque de opinião que é muito bom e interessante. A questão maior é que eu não tenho tanto problema assim com essa conversa de privacidade. Eu sou um fã de experiências personalizadas, adoro que o Google saiba tudo da minha vida. Sérião. E o Facebook pra mim só serve pra espiar as porcarias que meus amigos estão falando sobre política (e posteriormente reanalisar a amizade).

        Mas enfim, peço desculpa por ter desabafado sem razão. O MdU é sobre privacidade e eu devo aceitar.

        O que sinto falta é de mais conteúdo como esses, que cara, tem uma qualidade gigante e me fazem ser um leitor assíduo:

        – Com o mercado retraído, Positivo aumenta as vendas de celulares em quase 50%
        – Napster e o legado (legalizado) da “pirataria”
        – O que chamou a atenção nas novidades da WWDC 2019
        – O que a Anatel diz sobre os produtos da Xiaomi supostamente não homologados à venda no Brasil
        – A improvável aliança entre os bilionários do Vale do Silício e Eduardo Suplicy sobre o futuro do trabalho
        – Nem todas as coisas “inteligentes” são digitais: a história do Caderno Inteligente

        Esses conteúdos valem ouro pra mim.

        Só isso. Queria mais. É natural do ser humano querer mais o que é bom, o que agrada. GIMME MORE, já diria Britney Spears.

        Vou analisar a opção de ser um patrocinador do blog, assim vou poder incomodar vocês e ficar xingando o Ghedin a cada palavra “privacidade” que ele postar no blog. (Brincadeirinha).

        1. Vou te dar uma dica: sobre os assuntos que você destacou e o Ghedin deu esmero no trabalho, há também outros trabalhos em outros sites, como Ztop, Tecnoblog e Gizmodo (sinceramente não consigo recomendar ou acompanhar TecMundo e CanalTech, perdão mesmo, sei que é preconceito).

          Mas claro, acho que se divulgasse mais o trabalho do Ghedin para ver se as pessoas conhecessem e pegassem gosto, talvez alguns se sentiriam incentivados a pagar um patronato e ajudar o Ghedin a crescer o site de forma muito mais orgânica e sincera, imagino que sonhado pelo próprio.

          Infelizmente não ganhei na MegaSena para ajudar o Ghedin (e comprar também o Gizmodo e o fórum Outer Space, só para também pagar o trabalho de uns detetives para pegar os moleques dos comentários e agir que nem o fim do filme do Jay e Silent Bob – https://www.youtube.com/watch?v=vuBWbpTJRqk ) .

          Mas pelo menos tento divulgar para quem conheço. :)

        2. Acho que meu texto deu uma encrudescida nos últimos anos. Na época do Gizmodo e no início do Manual escrevia coisas mais engraçadas — tipo o post de primeiro de abril deste ano. Enfim: aquela listinha de escola era séria e não séria ao mesmo tempo.

          Em um cenário ideal, com um faturamento da quarta meta da campanha de financiamento coletivo, teria mais alguém fixo no Manual e isso provavelmente dobraria a produção. No atual, é inviável — a operação ainda é (bastante) deficitária. Como disse e demonstrei, sempre tento diversificar a pauta para não torná-la monotemática, mas talvez seja o baixo volume da produção que passe a sensação de que só se fala de privacidade aqui.

          Não precisa ser patrocinar para dar pitaco, hehe, mas contribuir ajuda a manter as luzes ligadas e a exclusividade do meu tempo para o Manual.

    4. Eu ia comentar mais especificamente do ódio do Ghedin pelo Facebook no post “Sobre a moedinha do Facebook”, mas acabei esquecendo (acontece muito comigo, hahaha). Mas já que surgiu o assunto… eu ia comentar a frase a seguir:

      “Não contente em erodir relacionamentos de toda sorte, chacoalhar democracias mundo afora, dar palanque a racistas, xenófobos e misóginos e desencadear linchamentos e genocídios em países do sudeste asiático, agora Zuckerberg tenta substituir os bancos para, segundo ele, “empoderar bilhões de pessoas”.”

      Tudo bem, o Facebook e o Mark Zuckerberg não são flor que se cheire, e realmente merecem todas as críticas do mundo. Mas atribuir tudo isso somente à rede social é um pouco exagerado na minha opinião, quando boa parte desses “defeitos” provém… das próprias pessoas. Novamente, não estou defendendo o Facebook, mas isso é meio como culpar os videogames por causa da violência…

      1. Quando a empresa replica as mazelas sociais e estruturais da sociedade e lucra com isso, deixa de ser apenas um “as pessoas que são assim” e passa a ser sobre o poder de influência que temos dessa empresa nos Estados, na vida das pessoas e no lucro das empresas que orbitam o Facebook – não apenas as diretamente de posse dele e sim as que precisam marcar posicionamento social tendo páginas na rede, por exemplo, ou ainda usando o WPP como fonte de pedidos/mensagens.

        A questão do Facebook e do Google, principalmente mas não exclusivamente, é que eles transformaram seus hábitos e informações pessoais em um belo produto de marketing direcionado em troca de nada – você usa o produto da empresa em vários segmentos da sua vida e ela, em troca, vende as suas informações para empresas que usam essas informações para vender outros produtos que vão desde sites de relacionamento até análises políticas que influenciam nos rumos das democracias liberais burguesas do mundo todo, principalmente dos EUA.

        Eu defendo que a internet é o que você faz dela, sempre. Mas no caso do Facebook e do Google estamos vivendo uma transformação nos pilares da internet – poder ser relativamente anônimo – e trocando a liberdade pelo controle e alguns jogos Pay To Win.

        Jogar a culpa desse comportamento nas pessoas é não entender como funcionamos socialmente, como nos organizamos socialmente e, principalmente, não entender que o marketing serve, justamente, para pegar nossos prontos fracos e explorá-los em troca de mais dinheiro.

        A culpa é das pessoas, claro. Mas também é do Google, do Facebook, do capitalismo e da sociedade individualista que disso tudo se origina. O que não dá para fazer é ignorar esse círculo todo ao nosso redor e usar uma lógica determinista.

    5. “Joga pedra no Ghedin!
      Joga pedra na Ghedin!
      Ele é feito pra apanhar!
      Ele é bom de cuspir!”

      desculpe pelo momento

    6. Como todo o ser humano o Ghedin tem seu viés – nesse caso, claramente pró-Apple – e cabe a você filtrar o que lhe convém/interessa ou não. Nenhuma das empresas do vale são confiáveis (bom ler essa pequena thread no Facebook sobre o macOS, por exemplo: https://twitter.com/rawganet/status/1144107972123136000) mas Facebook e Google são menos e são muito usados, o que talvez os faça mais interessantes para escrutínio.

      É o mesmo paradoxo do macOS e Linux: ambos não tem vírus porque tem um base de usuários completamente irrelevante.

      1. Olá, gostei do seu ponto

        Muitas vezes vemos a Apple como o “ponto final” em privacidade e segurança, mas talvez não seja tão assim. Recentemente estou usando Linux em meu computador pessoal e estudando mais a fundo com livros e vídeos.
        A proposta é muito boa e nobre quando vc pensa pelo viés de segurança, já que é um código aberto que qualquer um pode ver e sugerir melhorias. Isso dá uma segurança, já que as atualizações são bem rápidas (diárias) e é tudo revisado pelo mundo inteiro, basicamente. Além disso, você pode optar por criptografar o seu disco durante a instalação do sistema operacional. Nada de aplicações revisando seu uso de aplicativos (vide a tarefa “superfetch” rodando no seu Windows 10), nada de dados anônimos, nada. É simplesmente um sistema que funciona e funciona bem. Vale lembrar também que o MacOS tem o berço no BSD, um sistema operacional UNIX-like, como o Linux, e o Android usa o Kernel Linux.

        Falando sobre o uso em si, o sistema já está bem maduro, você pode usar tranquilamente sem muitos conhecimentos de linha de comando nem nada do tipo. Navegadores, editores de texto, PDFs funcionam bem e acima da média em hardwares mais modestos (revivi o computador da minha namorada de 32bits com 10 anos de uso com o Xubuntu).

        Inclusive, fica a dica Ghedim: que tal conteúdos mostrando o “lado C” dos sistema operacionais? Acho que como o foco aqui é privacidade e segurança muita coisa poderia ser feita!

        1. Seria legal mostrar que existe vida com privacidade sem estar com a mão lambuzada da exploração do trabalho no capitalismo contemporâneo

          1. A Apple é o Getulismo dos computadores. Ao mesmo que te dá privacidade te arranca o coração ao envolver todo mundo naquele mundo fechado do seu ecossistema.

            E sim, é bem possível. Eu postei esses dias uma foto minha com o RMS, de 10 anos atrás, de uma palestra dele no FISL em POA e me lembro que ele era um dos caras que falava de privacidade muito tempo antes de isso ser moda ou chegar no marketing da Apple. O blog dele mistura isso com conspiracionismo =)

        2. Eu sempre quis testar o elementaryOS e/ou um Raspberry Pi como computador para escrever um relato. Duro é o custo de arranjar um computador (ou comprar um Pi + acessórios) para isso. Mas está nos planos.

          E, de fato, software livre em geral tem sido uma lacuna no Manual, embora eu veja isso, em parte, como um reflexo da situação como um todo — se para mim já é um trampo arranjar tudo e usar essas soluções, para alguém que não tem essa preocupação a barreira de entrada talvez seja ainda elevada demais.

          1. Não dá pra dizer que instalar o Linux seja mais difícil do que instalar o Windows num PC desde, sei lá, 2000. É bem complicado de instalar num Mac, contudo. No PC é basicamente gravar uma ISO num pendrive e colocar pra rodar, o instalador do Ubuntu e das distros mais amigáveis, inclusive, coloca a opção de manter Windows e Linux em dual boot como primeira opção. De resto, tão simples quando instalar o Windows 10. Os programas mais usados (Firefox, LibreOffice, drivers de vídeo, Spotify, Steam e a maioria dos mais populares) estão todos na loja do Ubuntu e são instaláveis do mesmo modo que se instala algo na loja da Apple ou da MS.

            O Pi é bem fácil também, mas acho que só o nov Pi4 é que pode ser visto – inclusive pela Raspberry Pi – como um possível desktop de baixo custo. Os outros são para a comunidades maker ou para projetos de automação de empresas.

          2. @ Paulo Guilherme Pilotti Duarte

            A instalação é de fato simples, o problema é não ter equipamento para fazê-la. (Foi-se o tempo em que fazia ~experiências no meu computador de trabalho.) E também tem que ter disposição para mergulhar e usar um sistema totalmente diferente com o trem andando.

            Em 2013, fiz algo nesses moldes no Gizmodo.

    7. Concordo também…. falei isso lá no Twitter

      Na época (2017) que tinha outros contribuintes no site (saudades Emily) não era assim, o foco era outro…

      Depois que todo mundo saiu e que Ghedin voltou do emprego no jornal meio que o foco do site mudou :(

  15. * pipoca um aviso do telegram: “vamos conversar no post livre?”

    – nah…. Prefiro pelo telegram mesmo…

    Mas já que tou por aqui, acho que podemos começar com o caso do machismo no mundo gamer…

    1. Sério. Uma hora o que ocorreu teria que acontecer para tentar parar de “normalizar” comportamentos masculinos ruins.

      O ruim é o qual culturalmente estes comportamentos estão pespergados. E pouco se discute sobre.

      1. Então, eu não estou me opondo a isso. Estou justamente falando que ultimamente é só privacidade e pouco do resto. Faltam as dicas e outros temas que também tem impacto.

        Entendo que seja uma preferência e paixão do autor, mas entendo também que está longe de ser a visão de um usuário comum, como a própria proposta diz ser.

        Mas ok, noto também que há uma dificuldade clara em não só escrever dicas como também em aceitá-las.

        Enfim, foi só uma observação.

        1. por algum motivo meu comentário saiu na resposta errada. estou usando mobile. vai entender.

    2. Fiquei sabendo por alto do caso recente da Razer. Não consumo da marca (não me atraia) e agora que vou ignorá-la completamente.

      1. Ela usava e divulgava os produtos da marca. Ela era ciente de suas responsabilidades quanto a isso. Ela pagou pra ver, literalmente. Só acho que a empresa não precisava se manifestar quanto à renovação ou não do contrato. Foi inoportuno.

    3. Em suma:
      – Galerinha que se esconde na tag Gamer tem mais é que se foder;
      – Uma grande massa de homem é lixo mesmo (quem nunca foi escroto que atire a primeira pedra);
      – A empresa é bem lixosa também, mas se tratando de empresa não me espanta ela assumir uma atitude covarde dessa para não afugentar o público cativo;
      – Rede social é um erro.

      1. Acho que a reação da empresa reflete o mercado, acredito que outros segmentos não geraria um problema tão grande essa discussão.

      2. A Razer como empresa capitalista que visa o (e precisa do) lucro fez o que o mercado dela pedia.

        Querem acabar com esse tipo de coisa – inclusive venda de dados pessoais – acabem com o capitalismo porque TUDO no capitalismo virará, cedo ou tarde, produto.

      3. da minha parte (já não tinha planos) não compro nada deles. até achava aqueles notes q eles faziam interessantes e, quem sabe um dia, numa oportunidade, por que não? agora, nem pensar… a resposta foi muito rude e estúpida. era só ter aberto um canal de diálogo. eles poderiam ter saído por cima dessa, mas preferiram reforçar o caráter escroto do gamer típico…

    4. no dia do ocorrido já achei a reação da empresa uma merda… mas entendo e o paulo comentou no mesmo sentido: o público deles exigia isso e assim o fizeram.
      mas aproveitando a ocasião, vi duas lives de jogadores de CS no twitch de caras q nuna tinha visto antes. um deles falou espeficamente da razer: disse que era grato a ela e tal e q dane-se todo o resto. mas o cara era muito, mas muito escroto. um tal de gaules sei lá o q. fui banido do chat ao fazer comentários… o público seguidor dele (uns 6 mil q assistiam), q ele chamava de nata, era o próprio clubinho machista.
      e o outro, q nem consigo lembrar o nome, esse parei pra ver o jogo dele e o cara se achava muito… falava muita bobagem tb, mas fazia expressões tolas de intimidação qdo matava inimigos. seus seguidores adoravam…. enfim. é um ambiente nada favorável às mulheres, pq vc vê q são caras q exploram esse lado machista. são subprodutos de um populismo tão em voga. difícil saber o q pensam pra valer, mas eles exploram o machismo pela via comercial em plenitude.

      1. No meu viés de bolha, noto muito machismo no meio geek/nerd ainda. Não que tenha demais, mas não há um combate efetivo de comportamento tóxico, nem de mudanças de paradigma.

        Há questões que não entendo tão bem, que seria o lado psicossocial – é um grupo de interesses similares, então é possível analisar o todo.

        Digo que tentei pensar em ser “gamer”, mas no final não vou negar que fiz parte da horda, mas de forma mais discreta (fui membro de fórum gamer e já fiz piadas idiotas).

        A gente cresce, amadurece. Aí vê as burradas. E também sofre com as burradas dos outros contra nós.

        1. O “mundo nerd” é formado por homens perto da ou na meia-idade que não cresceram (amadureceram) de forma completa onde imperam o machismo, misoginia, elitismo e classismo. O nerd padrão é imbecil e preconceituoso, já dizia i JM Trevisan.

          1. Esse é o dilema.

            Tentar vencer o preconceito do estereótipo contra o nerd, mas ao mesmo tempo lidar com o preconceito interno que o estereótipo tem do alheio…

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