Post livre #178
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.
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Empresas e assessorias inundam redações de jornais com bloquinhos de papel. É um mimo relativamente barato e que continua útil a jornalistas mesmo após a profunda digitalização das redações. São tantos que muitas vezes eles sobram, mas vez ou outra um do tipo se destaca. Recentemente chegou a mim um desses especiais: o Caderno Inteligente.
Procuradores, políticos e jornalistas relataram, nas últimas semanas, que tiveram suas contas no Telegram invadidas. A verificação em duas etapas (2FA, na sigla em inglês) do Telegram é uma senha adicional — e opcional — que o aplicativo pede ao ser instalado em um novo aparelho. Ela se soma ao código de login, enviado por SMS ou notificação em outros aparelhos que já tenham o app. Ao combinar algo que você tem (código de login) com algo que só você sabe (senha da 2FA), sua conta no Telegram fica mais protegida contra tentativas de invasão.
No aplicativo, entre em Configurações, depois em Privacidade e Segurança e, nesta tela, em Verificação em duas etapas. Clique em Configurar Senha Adicional e, na telas seguintes, insira uma senha e confirme ela. Na sequência, o app pedirá um lembrete de senha e um e-mail de recuperação, para caso você se esqueça da senha da 2FA. Ao informar o e-mail, será preciso confirmá-lo com uma senha temporária que será enviada ao endereço.
Para aprender como ativar a autenticação em duas etapas no WhatsApp, leia isto.
Neste domingo (9), o site The Intercept Brasil publicou uma série de reportagens revelando diálogos em que o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, e o ex-juiz federal Sergio Moro trocavam informações e colaboravam nos bastidores quando integravam a força-tarefa da Lava Jato. A origem das conversas, desenroladas no aplicativo Telegram, teria sido uma fonte anônima, e o material, segundo o jornalista e fundador da publicação, Glenn Greenwald, é vasto — “um vazamento muito maior do que o do caso Snowden”, disse à Folha.
Como a fonte conseguiu acesso a esses dados? O The Intercept Brasil, obviamente, não divulga detalhes. Pelas características das matérias publicadas até aqui, é possível fazer algumas conjecturas.
A pressão nas grandes empresas de tecnologia está aumentando, em grande parte devido aos abusos com a privacidade dos usuários. Das cinco, a Apple é a que desfruta da melhor posição — há acusações e ameaças de investigações antitruste contra ela, mas nada relacionado à privacidade.
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Após o mês de testes do boletim diário, a ideia mostrou-se inviável com a estrutura atual do Manual do Usuário. Por isso, o podcast hibernará por tempo indefinido, até surgir um modelo viável para retomá-lo. Darei mais detalhes do experimento com os boletins e o futuro do Guia Prático/podcast do Manual do Usuário na newsletter exclusiva dos assinantes pagantes desta semana. Ainda não é? Assine aqui.
Ah, o Tecnocracia segue firme. Nesta quarta (5) tem episódio novo.
Pessoas que curtem tecnologia costumam parar o que estão fazendo em uma tarde de junho, ano após ano, para acompanhar a WWDC, o evento anual da Apple para desenvolvedores. Já virou tradição o anúncio das novas versões dos sistemas da empresa que, em setembro, chegam ao grande público. Em 2019 não foi diferente, salvo pelo anúncio da nova geração do Mac Pro — desde já carinhosamente apelidado de “ralador de queijo”.
Nunca foi tão difícil vender celulares. Após praticamente uma década de crescimento acelerado puxado pelos smartphones, a consultoria IDC registrou em 2018 uma queda de 4,1% no mercado global de celulares. No Brasil, o mergulho foi mais profundo, de 6,8%. Se de longe este cenário parece uniformemente ruim a todas as empresas, visto de perto algumas exceções se revelam.
No mundo, as chinesas estão conseguindo replicar o sucesso fácil conquistado dentro de casa em praticamente todos os demais países com exceção dos Estados Unidos. Aqui no Brasil, a Positivo registrou um crescimento vertiginoso nas vendas de celulares neste início de ano: 48,7% em relação ao mesmo período de 2018, desempenho equiparável ao da Huawei1. Como isto foi possível?