Post livre #177


6/6/19 às 11h59

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147 comentários

  1. ligeiro, vc conhece uma boa marca de ferramenta de precisão (nacional ou importada)? desses kits de abrir notebook e celular (não precisa ser um super kit, só essencial mesmo)? eu comprei um uma vez e na primeira usada ele já apresentou desgaste… queria abrir um mouse aqui, mas preciso das ferramentas certas. se vc puder me indicar uma marca, agradeço desde já! eu me deparei com um da xiaomi q é bem básico, mas um pouco caro. só queria evitar isso dele ser muito frágil. pô, ferramenta tem q durar muito.

    1. Infelizmente não. Faz um bom tempo que não compro ferramentas.

      Da última vez que comprei, foi um kit que pelo menos durou até hoje às chaves. E era de marca genérica.

      Geralmente compro os baratinhos, aí vai da sorte. Já comprei chave de 1,99 que durou.

      Já comprei ferramenta no Mercado Car. Lá é interessante.

  2. Vocês migrariam para as senhas para Firefox Lockise? Por quê? Ainda acho um pouco “cru”, mas já estou usando ele em paralelo ao Bitwarden e se melhorar eu migro, ou segundo semestre eu devo assinar o bitwarden.

    1. Sequer testei. Alguém me disse que ele ainda não gera senhas fortes. Se sim, é uma lacuna grande — eu nem penso mais em senhas, apenas confirmo a sugerida pelo Chaves da Apple.

      O que está achando do Lockwise?

    2. Recentemente migrei minhas senhas para o Bitwarden e fiquei satisfeito. Na minha visão qualquer gerenciador de senhas que necessite de um sistema específico para acesso não me parece conveniente. Se o Lockwise não precisasse instalar o Firefox para consultar uma senha, me poderia ser viável. Por isso as opções que me pareceram convenientes foram o Keepass e o Bitwarden que eram código aberto e me possibilitariam ter acesso as senhas mesmo que estivesse em transito e por algum motivo não tivesse com um equipamento próprio disponível, o que já aconteceu comigo em uma ocasião em Ilha do Mel.

  3. procurei e nao achei, to esperando uma mochila ”carioca culture” com celular separado pra bandido e zíper fone

      1. bem, a minha já foi mais adaptada a essas situações, queria ver o que outras pessoas fazem nesse sentido hahaha
        mas a minha ta caótica e nao é muito tecnológica, vou deixar passar a oportunidade kk

    1. Como é que é isso aí?
      Estou perdido mas fiquei curioso com essa questão de mochila.

  4. Não é um bom espaço, mas para causar aqui nestes comentários no finde, trago aqui sobre a questão do Neymar.

    Vi por cima a situação toda e a minha percepção da história é:

    1) Não sei o que dizer da mulher que acusou Neymar de estupro. Entendo o lado dela (em partes) e torço que a investigação seja justa a ponto de demonstrar que de fato houve um erro do Neymar.

    2) E este é o erro do Neymar: pensar que pode tudo.

    Não, não pode. Nem ele, nem quaisquer homem.

    Querer ficar com todas as mulheres do mundo não é poder.
    —-
    Dias atrás tava lendo um texto sobre “cursos de pegação” – um jornalista se inscreveu em um destes e foi relatando sobre tal curso, os estereótipos e ações que tal curso promovia. E o quão de constrangimento tanto ele quanto as mulheres abordadas pelos participantes do curso (dado que o jornalista se privava de tentar paquerar usando o método promovido) passavam.

    Sou um cara que tenho problemas de sociabilidade. Um ciclo fechado de amigos (que hoje penso se deveria trocar dado problemas de diferenças de ideias). E sempre tive problemas para paquerar / conquistar mulheres.

    Sempre fui o cara “apaixonado”, que tentava ir pelo sentimento pela pessoa, e não pelo fato (apenas) da pessoa chamar a atenção, ser bonita, etc…

    Apenas namorei “firme” uma vez, durando 2 anos. Após o namoro, uns 2 anos depois comecei a tentar paquerar ou namorar. Pessoas que eu me apaixonava (algumas vezes online) ou moravam muito longe de mim ou eram casadas ou não iam com minha cara mesmo.

    Poucas vezes (tenho que admitir, e peço desculpas de antemão) já pratiquei algum tipo de assédio. Uma tentativa de beijo forçada, uma cantada inadequada, uma passada de mão. Hoje não mais, não só por causa da legislação, do constrangimento e do temor da reação, mas sim porque de alguma forma na minha cabeça sei que o que eu faria de forma considerada abusada é um desconforto para a outra pessoa (tenho que admitir também que reescrevi as cinco últimas palavras umas quatro vezes, mostrando que mesmo consciente, é ruim de pensar sobre esse assunto).

    Sinto que uma coisa que pode ser discutida futuramente será a questão dos relacionamentos amorosos e as situações relativas. A sensação que tenho é que com este caso do Neymar, apesar da “normalização” da situação (desvalorizando a mulher, por mais que é suposto que ela pode ter forçado uma situação), temos muito essa de julgar socialmente usando conceitos antigos. As pessoas julgam a mulher como aproveitadora, e o Neymar como o garotão que pega todas, e se deu mal.

    Lota-se de cliques os sites que falam disso. Piadas e palavras ditam o tom do que vira uma “jurisprudência” social.

    “Ah, mas a mulher estragou parte da luta contra os abusos masculinos”.

    O ponto aqui é que de alguma forma falta algo que se injete na cultura de forma a justamente fazer esta mudança social, de que a mulher tem que ser respeitada pelos homens, não importa se ela está ou não fazendo algo errado. E se ela estiver, simplesmente tentar apenas parar o que ela está fazendo e achar a forma justa de corrigir. No caso se uma mulher abusar de um homem, seja para extorquir, fazer algum mal psicológico, ou quaisquer outro, chamar de p**a ou expo-la não vai resolver os problemas nem dela, nem do homem. Afastar-se, achar a solução que possa ser resolvida no momento (conversar ou distanciar ainda mais) e se necessário, usar os métodos sociais como um cidadão (ou simplificando – procure a justiça).

    Se Neymar fosse esperto, ficaria quieto e deixaria a acusação rolar até o caso arrefecer, assim a justiça agindo de forma inteligente (falamos de uma pessoa pública, agir inteligente é pensar que o caso deve ter uma celeridade tanto pelo peso da acusação quanto dos riscos desta pesar em cima da Justiça).

    Expor os diálogos e ter os vídeos revelados apenas atiçou a opinião pública e gerou novos problemas para a luta contra os abusos femininos – esta última que poderia aproveitar o caso e pensar em uma forma de justamente explicar que mesmo a mulher tendo a possibilidade de supostamente fingir um abuso ou usar disso para seu fim próprio, que tal não pode desmerecer a busca pelo respeito.

    Perdão se fui prolixo agora.

    1. (tenho que admitir que agora que li com mais calma o texto do Montarroios mais abaixo. Caso necessário, copio este comentário e colo lá como resposta, aí apaga este).

      1. é a mesma discussão em duas frentes!
        a mensagem pro ‘garoto’ neymar é: baixa a bola.
        mas com um pai como aquele e os parças fazendo tanta merda qto, eu não sei. o futuro desse cara me parece trágico num nível superior ao do goleiro bruno.
        ele ainda vai dançar feio…

        1. Neymar Jr., ao meu ver, é filho da geração daqueles que viveram no perrengue nos fins dos anos de chumbo (anos 60-80), e o pai para compensar o atraso de conforto (hiperinflação), mima o filho ao máximo dado o misto de sorte, luta e talvez um pouco do velho “jeit(inh)o brasileiro” para conseguir algo. O filho se mima e se acha privilegiado demais. “Dane-se! Aproveitar o máximo da vida agora é o melhor, antes que eu morra ou aconteça qualquer coisa”.

          Da minha bolha: noto isso com alguns parentes e amigos, que tiveram a sorte/privilégio de o familiar ter durante os anos pós ditadura (80-90), conseguido crescer um pouco na vida (90-00), se estabilizar e ter uma condição social melhor, que pudesse fazer o filho ter mais condições ainda. Só não caí nisso por um simples fato: escolhas familiares me fizeram sair de uma “classe média” para uma “classe média baixa”.

          Acho que o freio máximo dos problemas sociais do Neymar será este. Não duvido que depois deste caso ele se isole um pouco, enquanto seu futuro fica incerto graças as lesões que vieram junto. Não será uma repetição do “goleiro Bruno”, até porque este último caso foi o limite do limite.

          Penso é no Ronaldo (“fenômeno”), pois é um dos exemplos de jogador que soube aproveitar a fama para render um pouco mais, virando um empresário e tentando a sorte. Ou no Adriano (“imperador”) que de tão cansado mentalmente, resolveu largar a fama e viver como vivia, pois se sentiu mais confortável assim.

          1. ronaldo aprontou poucas e boas mas amadureceu. quer dizer, crieo q ele assuma as responsabilidades das coisas (ou merdas) q faz hj em dia. ronaldo não é exemplo de nada. talvez de um empresário típico q busca vantagem em tudo… a família do neymar o coloca numa situação ruim tb. o pai dele, especialmente, não é um cara do qual se possa esperar nada além de interesse financeiro. e como eles são ricos e poderosos, a mulher vai enfrentar um árduo caminho pela frente. ela já começa em desvantagem, pq tem pouco apoio, não tem dinheiro e se afirmou como mulher com desejo sexual. se recuássemos apenas alguns séculos no tempo, ela já estaria ardendo numa fogueira. ou internada contra sua vontade e por aí vai…

  5. Vocês acham que é possível que plataformas de streaming de música cortem os mediadores (as gravadoras) e passem a trabalhar diretamente com os artistas? Isso se aproximaria ao que Netflix, Amazon vídeo e Hulu fizeram produzindo seu conteúdo original. Estariam estúdios e gravadoras ameaçados pelas novas dinâmicas do streaming? O que vocês acham?

    1. Torço por isso.

      Salvo engano, acho que tinha umas plataformas que faziam este tipo de coisa – a Bandcamp por exemplo – não é?

      1. sim Vagner! acho que a pegada deles era mais direcionada a artistas de menor expressão no showbiz, mas a ideia seria a mesma, só que apropriada a Spotify, Deezer, etc

        1. O Tidal não tava (ou melhor, foi criado) com esta intenção também? (Ah é, foi criada por um gigante – o Jay-Z)

          Não conheço exemplos de bate-pronto para responder sobre artistas que realmente conseguiram crescer sem o mecanismo do mainstream clássico (ir para uma produtora, fazer um álbum, divulgar em uma mídia/plataforma).

          De qualquer forma, lembro-me vagamente de que havia artistas que tinham essa de falar de “produzir fora do meio mainstream” quando a internet começou a demonstrar esta força. Sei que DJs tem muito esta de serem produtores de si mesmos ou até criarem uma produtora para poder divulgar seus trabalhos, assim já conversando direto com alguma forma de revenda de seu trabalho, seja uma plataforma de streaming ou produção de mídia.

          Noto que depende muito da capacidade de quem produz música também. Tinha lido sobre a perda de força da Kondzilla, e o texto mostrava um fato interessante: muitos que antes eram relacionados a produtora, hoje produzem por si só e divulgam diretamente nas plataformas, dado que depois de fazerem um dinheiro com a produtora, tiveram capacidade de criar seus próprios estúdios.

          Não sei exatamente se montar um estúdio é barato. Basicamente para um cantor, ter uma forma de gravar sua canção de forma limpa e fazer as edições para soar como ele quer que soe ao próximo é o que vale.

          Pode ser que realmente o futuro seja este, mas também temos que lembrar que muitas vezes a pessoa que quer fazer uma carreira na música não tem o mesmo traquejo empresarial de uma ***Larissa de Macedo :3 , por isso ganhar dinheiro para este seria algo mais difícil.

          O que resta é cantar nos bares da vida bootlegs de cantores famosos… :\

          1. Tem a gravação e a mixagem. Não é anormal fazer a captação de áudio em estúdios próprios, em casa, e depois enviar pra mixar no exterior. É o comum, inclusive, dado que a hora nos estúdios mais famosos é bastante cara e a mixagem é pagável.

            90% do sucesso na música é sorte. Os outros 10% são talento musical, bons empresários e capacidade gerencial da própria carreira.

          2. eu também não conheço muitos artistas nesse sentido. mas a discussão surgiu porque muitos acham que o streaming paga pouco aos artistas (Jay z criou o Tidal por isso, mas o Tidal também não ajuda muito). no entanto o streaming paga aos intermediários que depois repassam uma parte bem menor aos artistas. o que faz questionar se no atual cenário digital gravadoras seriam indispensáveis.

        2. (da sua última resposta).

          Acho que aí que recaí o ponto que fiquei no final divagando e o Pilotti acompanhou.

          Viver de música depende sempre de fazer a música ser algo valorizado de alguma forma. Do jeito que chegamos ao ponto de que o problema não é nem a pessoa estar ganhando direto da plataforma e/ou da produtora/gravadora, mas o quanto ela ganha.

          Não tenho números (espero que algum músico leia o MdU), mas a chave aqui seria saber o quanto um músico, seja ele letrista/compositor, cantor, produtor, etc… ganha hoje do jeito que produz e distribui sua música.

          Se eu fosse um cara bom em clipping, lembraria onde vejo o que cito aqui, e uma destas lembranças era um gráfico com a porcentagem de quanto o valor de uma música é repassado. Acho que devo ter visto em uma Super Interessante, que eu me lembre. E sei que a porcentagem para o músico (o que criou/produziu) é pouco.

          Talvez realmente o pagamento direto (no caso do streaming) seria uma compensação mais justa, mas mesmo assim, como a discussão aqui acabou indo parar, o exercício de futurologia diz que é possível que as próprias grandes produtoras realmente entrem finalmente no processo de distribuição direta, o que pode também significar que não mudaria muita coisa no quanto o músico vai ganhar.

          1. Ponto extra: acho que é possível fazer um paralelo entre a produção músical, de vídeos e de jornalísticos.

            Todos dependem de ter uma visibilidade e que o que é produzido seja consumido, mas ao mesmo tempo pago (Esperado) por cada vez que é consumido o mesmo. Esse seria o mundo ideal da produção de mídias: dado que não é possível cobrar por cada vez que olha, se cobra em algum aspecto da necessidade de buscar esta mídia para ser observada/consumida.

            Dado que tal mídia, seja um informativo, música, vídeo, são formas de fácil replicação, o dilema é como ofertar sem perder o controle desta replicação.

    2. Eu duvido muito, o próprio mercado de streaming de vídeo está se concentrando nas mãos dos grandes estúdios (a Warner vai lançar um servido de streaming em breve) a ponto de termo, chuto eu, apenas Amazon e Netflix como relevantes fora do circuito usual de estúdios grandes.

      Iria ocorrer o mesmo com a música. Até poderia, num primeiro momento, ter a questão de substituir as gravadoras na questão de distribuição, mas na música isso é o de menos – tem a distribuição e negociação com rádios e a logística de turnês que, normalmente, é feita pela gravadora com o produtor da banda – e provavelmente não iria matar as gravadoras, apenas reorganizá-las para ocorrer o mesmo que está ocorrendo com vídeos: serviços de streaming das gravadoras.

    3. eu gostaria q assim fosse. eu mesmo, por ter aspirações artísticas, gostaria de não ter intermediários. acho q muitos músicos independentes gostariam desse tipo de relação. eu acho q isso não faria estúdios desaparecerem, talvez até o contrário, eles poderiam se fortalecer e serem referências ainda mais fortes para o mercado e, tb, para os artistas q, de algum modo, queiram fazer parte via contrato de algum desses selos/estúdios. é um movimento interessante na indústria da música q, diferente do audiovisual, consegue ‘escoar’ melhor seu trabalho no formato unicamente sonoro (q tem vantagens no digital).

      1. sim, seria bastante delicado pro Spotify, por exemplo, travar uma guerra com as gravadoras. dispersar o conteúdo em diferentes canais também poderia ser um risco (em qual plataforma está o artista x?). mas penso que uma incorporação de leve do fazer das gravadoras pelo streaming pode acontecer, e um novo capítulo de ambicao se instauraria no cenário da distribuição do entretenimento mwahah

    4. Talvez saia mais barato em custo pro spotify ainda ter o intermediário sangrando do que ele próprio montar estrutura para centralizar tudo.

    5. É em 2020 que uma boa parte dos contratos do Spotify acabam né??
      Eles já estavam encaminhando-se para tornarem-se uma produtora.

      Infelizmente a industria da música está muito bem fundamentada e não haverá grandes mudanças. Apesar de engessados eles ainda controlam os meios de produção e divulgação.

      O ligeiro comentou sobre pagamentos aos artistas…., os royalties são uma ínfima parte, pois o grande volume de dinheiro vêm por meio de shows, não pela venda de música. Por isso artistas independentes sempre existiram.
      As gravadoras só preocupam-se com o que é realmente ‘pop’.

  6. pelo que eu entendi, não há previsão de aplicativo do google stadia para iOS (e variações, como o tvOS), certo?

    alguém aposta que o apple arcade deslancha? (aliás, se der certo, vai ser uma boa sacada da apple para viabilizar tanto os macs como a apple tv como plataformas viáveis para jogos)

    1. Deslanchar em que sentido? Dar dinheiro? Se for isso, acho que a plataforma da Apple vai dar bastante lucro e a do Google vai morrer a míngua.

      Se for para concorrer de igual pra igual no mercado não-casual, ambas vão naufragar.

      Verdade seja dita, a Apple não parece ter intenção de sair do mercado casual e entrar no mar de sangue que é o mercado de games (se o pessoal acha a concorrência dos telefones “super médios” acirrada é porque nunca olhou pras produtoras de games triple-A ou “super” indies).

      O Google, no meu entendimento, está lançando a tecnologia que vai ser padrão daqui uns 10 anos.

      1. Minha dúvida é mesmo se a aposta da apple em cobrar assinaturas do público “não-gamer” ou “não-hardcore” vai funcionar mesmo.

  7. Essa semana o Youtube anunciou que os ataques homofóbicos/xenófobos do youtuber Steven Crwoder ao jornalista da Vox Carlos Mazza, não violam as políticas da plataforma.

    https://www.theverge.com/2019/6/4/18653088/youtube-steven-crowder-carlos-maza-harassment-bullying-enforcement-verdict

    Depois da repercussão do caso eles desmonetizaram vídeos dele até que ele parasse de colocar links para venda de suas camisetas (cuja estampa diz “Socialism is for Fags”) em seus vídeos no Youtube.

    Acho lamentável que a resposta do Youtube tenha sido desmonetizar o canal desse cara na condição dele retirar links para suas camisetas, sendo que o problema, foram os ataques ao jornalista. Pra mim eles tinham que remover o canal do ar, mas como o Youtube nunca faria isso, o que vocês acham que a plataforma poderia fazer para impedir esse tipo de agressão?

    1. o youtube, ou melhor, o google, precisa simplesmente definir qual é o seu posicionamento político. isso é coisa q eles não farão, pq o se o fizerem vão perder grana. a plataforma de vídeo deles não tem como ser neutra sem ferir direitos. se eles não se definirem politicamente contra extremistas, de toda ordem, e de gente com nítida intensão de turvar debates e espalhar desinformação, a coisa nunca vai sair disso. sem falar no uso criminoso na concentração de adultos interessados em vitimar vulneráveis (crianças e tb animais). é errado achar q o youtube é um portal para pedófilos… estatisticamente pedófilos não são tão numerosos assim nas sociedades. o q há é o interesse por mulheres cada vez mais jovens (incluindo crianças). isso é extremamente nocivo por não ter nenhum tipo de freio moral… vc viu um fime chamado ‘a caça’? eu acho q ele dá, de relance, uma pequena medida do q o descontrole com conteúdos digitais podem desencadear. é ficção, claro, mas a ficção são a substância do real. recomendo.
      https://www.imdb.com/title/tt2106476/?ref_=nm_flmg_act_17

      1. Eu vi esse filme por indicação do Hideo Kojima no Twitter – o Mads está num papel central no nojo jogo do Kokima, Death Strading – e ´pelo que eu entendi do filme ele aborda mais como uma mentira sobre um crime destrói a vida de uma pessoa inocente.

        O Google jamais vai fazer, como boa empresa capitalista que é, qualquer coisa que desagrade o movimento alt-right mundial. Ele pode abanar com pequenas porções de bom senso, mas, no grosso, o dinheiro que esses grupos tem é muito grande para ser ignorado pelo Youtube/Google.

        1. com certeza… o google jamais irá contra algo q dê muita grana. eles até podem apertar aqui e ali. dificultar um pouco lá e acolá, mas só.

          me referi ao filme sobre como toda a coisa começa. nós sabemos q ele não fez nada, mas todo mundo ao redor não. a pornografia (e não só) ao alcance tão fácil das crianças ainda vai bagunçar muito as nossas vidas.

        2. Passando para pontuar que “nojo jogo do Kojima” é acidentalmente uma boa expressão para DS partindo dos últimos trailers

  8. interessante o termo ‘opinião pública’ ou mesmo ‘senso comum’ ter sido substituído, tão velozmente nos últimos dias, por ‘tribunal da internet’. não vejo muito sentido nisso… é como aquele ênfase q se estava dando indicando q as redes sociais se tornaram as novas ‘praças públicas’. infelizmente, e o senso comum já tinha parte nisso, é o poder de influência e a mudança na dinâmica da vida das pessoas em usarem as redes q balança tudo: 1. neymar faz a típica vingança pornô no seu perfil com milhões de seguidores e isto é visto como ok pela ‘opinião pública’; 2. a advogada do neymar (escolhida não se razão) expõe um convicção antes do processo ser instaurado e se manifesta nas suas redes, indo de encontro ao senso comum do pré-julgamento, invocando a liberdade do direito de defesa e o, pasmem, o feminismo, para se dizer convencida da inocência de alguém q, vale dizer, ainda nem foi acusado de nada formalmente; 3. conversas privadas entre duas pessoas são vazadas (por partes difíceis de identificar) sem a menor cerimonia mesmo qdo se têm sofisticada criptografia beneficiando as partes envolvidas, ou seja, isso parece não importar.

    o mais curioso nisso, e me pareceu o mais acertado diante da instabilidade emocional q toma conta de quase todos, é o fato da vítima ter escolhido uma convencional entrevista para a tv para revelar a sua história. ou seja, procurou um jornalista profissional (independente da discussão sobre a emissora ou mesmo qualificação do profissional escolhido), ante a todas as possibilidades. nesse sentido, é notável e inegável o demasiado crédito q damos ao conjunto das opiniões q se delineiam nas redes sociais (mensuráveis em certa medida) e quão danoso isso é seja para vítimas qto para o core da opinião pública. eu ainda acredito no jornalismo responsável (mesmo se ele só for possível, pelo contexto, em ser expresso justamente numa rede social)!

    a marilena chauí, no seu livro ‘introdução à história da filosofia, v1’, diz lá no glossário q a dóxa grega tem dois sentidos: o segundo, em contraposição ao primeiro, ela ressalta, ganha já caráter pejorativo qdo se refere a ‘adotar opiniões comumente admitidas’…

    1. Só uma correção: ele já foi acusado de estupro por ela. O inquérito já foi aberto e ele já foi chamado pra depor (assim como e moça). Formalmente já corre processo criminal contra ele.

      Pensando exatamente nisso o Neymar, na verdade os assessores dele, pesaram o que era pior: responder por estupro ou vazar fotos íntimas? O segundo parece mais barato, por isso ele vazou. Vai responder processo (já está, aliás, sendo indiciado no RJ) e vai tomar multa.

      Sobre o caso em si: caguei litros. Não coloco a mão no fogo nem por ela e nem pelo Neymar e quero que os dois se fodam. Mas ao menos estão rolando algumas boas discussões sobre o tema nos grupos de feministas negras e nos grupos de esquerda.

      1. eu vi o nível das discussões e ele está bem baixo… de um modo geral, todo o ataque às feministas voltou com intensidade por conta dessa situação. eu não daria de ombros pra vítima, por mais q ela pudesse parecer uma pessoa não confiável. se meter como um cara como o neymar, alimentando uma fantasia sexual normal por ele ou tb um indicativo de q mulher precisa de ajuda terapêutica por estar imersa em algum processo depressivo. nesse sentido, sou solidário com a mulher.

        eu acho q, mais uma vez, a coisa perde a medida, graças as redes sociais, e vai de encontro ao q o john ronson já escreveu no seu ‘humilhado’. é tudo desproporcional, mas os ataques virulentos contra as feministas é preocupante, pq recebem apoio agora de um cara q era só um deputado zé bosta, mas q agora é presidente e arrasta milhões de zumbis consigo. vejo muitos esquerdo machos saindo das sombras tb.

        1. Ataques desse tipo – vindos de pessoas conservadoras – são esperados em qualquer momento. O que acendeu foi uma boa discussão sobre a questão de feminismo negro e feminismo periférico dentro dos grupos de feministas. Não faço parte de nenhum, mas, tenho uma boa quantidade de amigas que fazem está repercutindo o cisma que sempre ocorreu nesses movimentos – via de regra, movimento feminista é branco, rico e central.

          Uma prima minha é advogada na defensoria pública de Novo Hamburgo – RM de POA – e ela atende quase todas as vítimas de estupro e outras agressões na cidade. Ela me disse que se a moça não fosse branca e se não fosse contra o Neymar, com o caso “fraco” que ela tem em mãos – laudo particular, mensagens trocadas e tudo mais – nenhum delegado abriria o caso. Isso exemplifica como o sistema judiciário e prisional é, acima de tudo, voltado para proteger brancos e para encarcerar negros.

          De qualquer modo, não simpatizo com nenhum dos dois. Gostaria de ver o Neymar preso por isso (e por ser eleitor do Bolsonaro, sonegador, corrupto e um grande bosta), assim como o Cristiano Ronaldo deveria ter sido preso também (pelo caso em Las Vegas) e muitos outros famosos.

          Mais sobre essas discussões no movimento negro – feminista ou não – tem essa discussão meio acalorada sobre o tema no Facebook: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2740337189373320&id=100001911968022

          1. acho q nesse caso não é por aí. o próprio neymar não se identifica como negro. e o q diz a angela davis é sobre negros pobres, esses q o sistema condena todos os dias, não importa se culpados ou não. o poder econômico do neymar o deixa distante dessas discussões e o qdo ele agradece o apoio q inclui anti-feministas (nem sei se ele sabe q existe uma coisa chamada feminismo, pq o imagino um cara severamente ignorante, q não sabe falar, não amadureceu e não tem responsabilidade alguma). a djamila ribeiro, q ultimamente pisou na bola com o movimento negro, qdo atacou uma mulher negra em nítida desvantagem econômica com a possibilidade de um processo judicial, encontrou resistência justamente da cladem, q agora sofre ataque. essa entidade se posicional em favor da mulher negra, pobre e periférica. o movimento feminista pode até ser majoritariamente branco e pode até ter sido indiferente a questões de raça no passado, mas hj não vejo q ele está mais assim. pelo menos a cladem mostra q não vai nesse sentido. e como esse post q vc me mandou vem de um homem, eu já fico com pé atrás na real intensão da crítica…

        2. Esses comentários do WordPress são ruins pra qualquer discussão longa =/

          Todas as questões que você colocou são relevantes, claro; e são respondidas nos comentários, tanto por mulheres negras quanto por homens negros. Sugiro a leitura, ainda que a belicosidade por ali seja alta. Você fica com pé atrás porque não leu esses comentários ;)

          O post foi feito por um homem, mas como eu já disse, nos comentários estão as integrantes dos movimentos negros falando mais sobre a questão. E elas concordam com ele e com as colocações dele (na verdade, citações da Angela Davis). O movimento feminista foi e continua sendo branco e rico, não é por nada que se tem tanta resistência quanto a esses movimentos nas periferias e entre os movimentos de mulheres negras. O que a Cladem faz é ótimo, mas, irrelevante. Não sei que ataques elas estão sofrendo, mas, faz parte do jogo de se posicionar.

          O Neymar se considerar negro ou não é irrelevante no caso. Os circuitos sociais do racismo estão ali independentemente do que ele acha ou se considera; e não vão aumentar ou diminuir de acordo com o que ele faz ou deixar de fazer. A questão levantada ali não é sobre a pessoa Neymar (que como eu disse, quer ver preso por tudo o que ele já fez) e sim sobre a megaestrutura social racista que ele faz parte mesmo sem entender/saber.

          1. hum… não dá pra dizer q o q a cladem faz é irrelevante. isso desqualifica o trabalho de várias mulheres engajadas em vários tipos de frentes há décadas.
            os comentários na postagem do cara (do movimento negro?) são, no mínimo, temerários, por indicarem um profundo ódio em relação a pessoas brancas pelas incontestáveis injustiças q acontecem com os negros neste país (e não só). não deveria ser esse o caminho de generalização. sem falar q, sinceramente, a leitura q ele faz da angela davis é enviesada…
            a resistência ao feminismo nas periferias não me parece vir do fato dele ser ‘branco e rico’ e sim por ir de encontro ao conservadorismo das próprias periferias (sejam de maioria evangélica ou não). o feminismo está associado a um tipo de comportamento liberal (de enfrentamento, de resistência etc) q não é aceito pelo conservadorismo reinante nas periferias e classe média (baixa e tb alta q, apesar das diferenças no nível de estudo, compartilham de valores similares, com a diferença, apenas, do tipo de shopping q frequentam, de carro q podem comprar etc).
            o fato de existir uma vertente do feminismo denominada feminismo negro não é necessariamente uma contraposição ao dito feminismo branco, mas, sim, uma forma de abranger tb a problemática da raça e não só do gênero ante o machismos e o patriarcado. há outras questões igualmente importantes e q podem e são contempladas em outros movimentos com mais capacidade e conhecimento de encarar outros tipos de questões. um feminismo único acho pouco provável, pq as mulheres têm demandas diferentes.
            e essa discussão, se for por esse caminho, de q o neymar está sendo acusado como qualquer homem negro o é (e logo pelas feministas q são minoria oprimida!) é completamente inócua. já descartaram o fato do neymar não se identificar como negro, ou seja, o movimento negro o elimina como indivíduo (por mais ignorante q ele possa ser em relação a essas questões). não acho isso isso justo, assim como se o movimento feminista tb quisesse anular a mulher q acusa por ela ser branca, loira, magra…
            entendo q as redes sociais ajudem a misturar as estações, mas esse caminho não ajuda.

        3. Cladem é irrelevante sim. Desculpa. Ele não muda nenhuma estrutura social básica ou mesmo fere o corpo social e os circuitos básicos do racismo. É irrelevante como movimento organizado de “luta” (se é que podemos chamar assim). O pensamento e a atuação deles são irrelevantes? Acredito que não, mas não tenho capacidade pra falar sobre isso. Isso não é diminuir o que essas pessoas fazem, pelo contrário, acho que a consciência desse tipo de trava social é necessária para sair da bolha e parar de se dar autoimportância demais.

          O feminismo negro é criticado ali – pelos movimentos negros. Acho que isso não tinha ficado claro. Na visão deles esse tipo de movimento é um “puxado” do movimento branco/rico das mulheres que ainda usam a MdO negra como força motriz da sociedade.

          Eles também não excluem o Neymar por ele não se enxergar como negro (você entendeu completamente errada a questão proposta ali), pelo contrário, o que está posto ali é que ele se ver como negro é irrelevante porque ele já sofreu e sofre, ainda, com as estruturas racistas da sociedade. Nesse sentido, ele ter consciência ou não sobre a sua posição social não importa na visão macro.

          Outro ponto levantado ali é do encarceramento negro e da execução penal (punitivismo) que sempre é mais pesada pro homem negro. Pegue os casos reportados de estupros envolvendo atletas e compare a quantidade de negros e quantidade de brancos que temos. Pegue os casos diários de negras estupradas em hospitais, periferias e locais de trabalho e compare a repercussão destes casos nos ambientes feministas. A crítica, tanto de homens como de mulheres negras, parte desses fatos.

          Sobre a Angela Davis, eu não tenho conhecimento sobre a obra dela. Sequer conhecimento raso. Contudo, a opinião dele ali exposta é compartilhada por diversas pessoas dos movimentos negros que eu conheço e por diversas mulheres e homens negros que tem contato com os textos e palestras dela. Talvez um homem branco entenda diferente o que ela fala e escreve. Mas isso não quer dizer que o entendimento deles é enviesado (eu realmente não sei e, sinceramente, não é algo que eu vá estudar).

          Agora, finalmente, o caminho da discussão não sou que vou dizer. Não acredito, no curto prazo, em diálogo com classes altas, por mais bem intencionadas que estejam; então, ou seja, não sou eu que vou criticar o radicalismo do movimento e da visão deles. Acho, inclusive, que o que falta nos movimentos é radicalismo na hora de expor as suas ideias.

          De qualquer modo, novamente, não coloco a minha mão no fogo por nenhum dos dois nesse caso. Não vou supor o Neymar culpado apenas porque uma mulher falou isso, sem apresentar provas até o momento; assim como não vou acreditar na inocência dele apenas porque o modo como ela anda contando os fatos ocorridos é desconexo e confuso (ela poder muito bem estar traumatizada com tudo). Ambas as versões são perfeitamente plausíveis. O que me interessa mais nessa história é a repercussão social e, principalmente, como essas relações interseccionais estão em frangalhos (o que de certa forma é bom).

          1. O maior problema dessa situação antecede julgamentos e juízos de valores e independe de escolher lados, de colocar a mão no fogo por uma das partes. O que pega, mesmo, foi a reação à denúncia de estupro, algo gravíssimo, mas que parece ter impacto nulo no suposto agressor — Neymar foi escolhido o “craque da partida” pelos telespectadores da Globo no jogo contra o Catar mesmo tendo saído lesionado antes da metade do primeiro tempo e já foi “absolvido” pelo presidente da República na mesma noite; a mulher suposta vítima está passando maus bocados e teve que tirar o filho da escola, enquanto o suposto agressor recebe carinho dos fãs e diz se sentir muito amado.

            Sou bem ignorante em diversas questões de minorias. Parece-me, do alto da minha ignorância, que o estrago aí tangencia a desigualdade étnica/racial; em vez disso, afeta em cheio a causa feminista. No mínimo, este caso reforça a inferioridade da mulher em nossa sociedade, pune de antemão a mulher que manifesta desejo sexual e libera o cara de qualquer responsabilidade — ora, ele foi tão “irresponsável” quanto ela por receber uma completa estranha em um quarto de hotel, mas não se lê/ouve críticas nesse sentido a respeito dele, somente dela.

            No fim, o pior mesmo é que casos de grande repercussão envolvendo figuras populares como o Neymar viram uma espécie de modelo para a sociedade. E o modelo que saiu daí é terrível: se nem em um caso sob todos os holofotes do país uma denúncia de estupro é levada a sério, cria-se um desestímulo gigantesco para que vítimas de abusos envolvendo homens comuns os denunciem na esperança de obterem justiça.

            Seja Neymar culpado ou inocente, nós, enquanto sociedade, já saímos derrotados desta história…

          2. @Ghedin

            A reação das pessoas ao caso não me causa espanto porque somos o país que elegeu o Bolsonaro, os filhos dele e a bancada do PSL em peso. E estamos, como sociedade, flertando com o partido NOVO. Não me assusto com mais nada vindo dessas pessoas.

            Acho que o movimento feminista já foi golpeado pelas próprias feministas. A maioria, pelo menos, não enxerga muito o recorte de classes/minorias interno desses movimentos. Eu não digo isso por experiência e sim pelo que as minhas amigas falam e de como a maioria desses coletivos estão implodindo por não conseguirem tratar das questões de racismo e classismo internamente. Aqui em POA, se não me engano, a Fernanda Melchiona (PSOL) tá tentando reverter isso tratando e lidando diretamente com os lideranças e fazendo alguns trabalhos em coletivos negros. O caso Neymar não foi golpe nenhum no movimento, ele já vinha nessa fragmentação por conta própria. Eu me sinto extremamente desconfortável de falar sobre feminismo porque, na minha opinião, era algo que eu não deveria me meter e deixar que elas se resolvam por lá. O mesmo para movimento negro. Só faço porque parece que ainda tem muita gente presa numa ideia pós-moderna de “união” sem atacar o classismo. Isso não vai rolar.

            Finalizando, eu acho que não tem como não levar em conta o componente racial nessa questão. Como salientou um dos comentários no Facebook, quantos atletas acusados de estupro são brancos? A proporção é absurdamente desigual. Porque isso ocorre? Brancos não estupram? Estupram menos? Provavelmente não, é apenas mais um recorte de classe e raça.

            É só isso que eu penso sobre o caso.

  9. Nesta era digital em que vivemos, pergunto a vocês: ainda usam papel e caneta? De que tipo (caderno, bloquinho, fichário)? E para quê?

    1. Uso para anotações de estudos. Ainda acho a combinação de caderno + caneta mais prática do que soluções digitais como OneNote ou Evernote, mesmo estudando em casa.

    2. Sim, e muito. Simplesmente não consigo aprender ou lembrar de algo que foi digitado, só escrevendo na mão, mesmo. De digital, só anotações que vou copiar pra outro lugar depois, ou no Todoist, que fica na minha cara o dia todo.

      Tenho um bloquinho com pauta do tamanho de meia folha A4 que ganhei num treinamento da firma anos atrás. Até hoje não achei um substituto decente pra ele, e vou entrar em luto quando acabarem as folhas.

      1. Na faculdade eu passei a “fazer” meus cadernos. Comprava um pacote de 500f de A4 e separada de 100 em 100 e mandava encadernar. Era bem melhor do que os cadernos que eu comprava e eu usava muito mais e por muito mais tempo.

        Fiz isso com blocos também. Eu tenho uma guilhotina e corto o A4 em 2/3 pedaços e faço um bloco de 100f tranquilamente usando presilhas de centavos. Mas também dá pra mandar encadernar. E possivelmente vai ficar muito mais barato do que mandar fazer.

        Uma amiga minha entrou da arq/urb da UFRGS e ela faz o mesmo para rascunhos/croqui. Dá até pra misturar tipo de papel =D

        Recomendo.

    3. tenho alguns cadernos. um para anotar memórias de infância, outro para anotar comentário sobre os jogos q eu jogo, mais outro pra anotar ideias e projetos e mais um outro para anotar coisas de todo tipo – não chega a ser um diário, mas quase. e escrevo com lapiseira. os cadernos são uns q imitam o molesquine (jamais pagaria o q eles cobram).

      1. quais você usa? cícero acho que também é muito caro, mas é meio o que tem pra hoje por aqui

        uso também aqueles genéricos da tilibra (os da canson também são muito bons, mas não têm aquela lombada bonitinha como a dos moleskines)

        sempre que consigo viajar eu trago um ou dois moleskines (ou similares) para guardar e usar quando acabarem as páginas dos meus atuais, mas às vezes tenho que recorrer aos nacionais

        1. tilibra q vende na kalunga. não são excelentes, mas servem para a simples função de anotar. nem um moleskine comportaria a minha genialidade, desculpa aí. fora os delírios de grandeza, tb comprei um cícero. achei q eles ficaram caros tb. o encontrei pela primeira vez na papelaria universal da v. mariana, saca? são bonitos e tal. o q mais me incomoda em alguns cadernos é q alguns tem as folhas muito ‘afiadas’ e conforme vc vai escrevendo e chegando perto fim, o incômodo na mão vai surgindo. nunca tive o prazer (q deve ser orgasmático pelo preço) de escrever em moleskine pra comparar… então é, literalmente, pagar pra ver.
          acho q pra desenhos aí a coisa muda de figura e algo melhor precisa ser pensando, mas como é só anotações… eu recomendo os mais baratos mesmo.

    4. Sim, uso bastante para estudar, qualquer coisa que eu estude parte de uma folha de papel em branco e uma caneta, seja para fazer resumos (quando estudo a partir de livros) ou anotações (quando assisto a uma aula). Já tentei utilizar o computador e até mesmo um iPad (na época em que tive um), é até mais ágil, mas a fixação do que estou anotando é muito melhor quando escrevo à mão.

    5. Cada vez menos. As vezes um pedaço qualquer de papel quando preciso anotar algo pra não esquecer (e pouco tempo depois esse papel é jogado fora). Não adianta: Minha caligrafia é péssima e foi assim desde sempre. Perdi as contas dos cadernos de caligrafia que fui obrigado a fazer no primário e que de nada adiantaram. No mais, escrevo mais lentamente do que digito e, não sem bem por qual motivo, mas vou pondo cada vez mais força na caneta de modo que, após alguns minutos de escrita, fico com a mão doendo.

      1. Esse problema da caneta é um problema de motricidade fina. Você não foi devidamente treinado em atividades manuais sensível quando em idade pré-escolar e nos primeiros anos do EF. Depois de velho é mais difícil de corrigir, mas, se policiando tem como modificar esse tipo de vício.

        1. Legal! Dessa eu não sabia. Na época da pré-escola eu me lembro que me forçaram a usar a mão direita para escrever. Sou ambidestro e costumava nessa época escrever com ambas as mãos. Fora isso só me lembro que sempre tive a caligrafia ruim e que fiz vários cadernos.

          1. Isso é uma agressão (pequena, mas ainda assim). Imagina obrigar uma criança a ignorar que ela trabalha melhor com uma mão do que com a outra. Hoje eu sou ambidestro mas porque na infância as professoras me obrigaram a escrever com a mão direita mesmo eu sendo canhoto. Por sorte eu tive uma formação pedagógica em casa – desde os 3 anos – porque a minha mãe é professora e hoje eu tenho uma letra bonita e legível. Senão, ia ser um caos também. E muitas pessoas alfabetizadas nos anos 80 e 90 tem esse problema da letras ruim porque foram ensinadas como nós.

    6. Prefiro fazer anotações a mão do que digitando, então tenho alguns cadernos e canetas aqui. Um casal de amigos até se aventurou em fabricar os próprios cadernos, então comprei alguns com eles.

      E pelo ofício, vez ou outra acabo desenhando alguma coisa num papel.

      Uso também qualquer papel jogado para lista de compras.

    7. Sim, desde sempre. Eu tenho uns 4 (tipo o Montarroios) que eu uso pra diversas coisas. Para quem estuda, se retém muito mais o conhecimento quando se escreve manualmente (porque é uma atividade manual/mecânica) do que ao digitar ou apenas ler.

      Quando eu estava criando o aplicativo que serviria ao meu mestrado eu usava 2 cadernos: um de rascunho de telas e outro de apontamentos que eu pegava nas escolas. Caderno não fica sem bateria, não estraga e nenhum ladrão quer roubar ele na parada do ônibus =)

    8. sim, uso sempre um caderninho no trabalho (para anotar ideias e acompanhar reuniões) e sempre ando com outro caderninho por aí para desenhar e fazer anotações de palestras ou outros eventos de que participo

      sempre ando também com um conjuntinho mínimo de nanquins descartáveis (gosto de desenhar com 0.1, 0.2 e 0.3) e alguns marcadores coloridos. Quando tenho a oportunidade de parar em algum lugar (café, padaria, parque, etc) e simplesmente ficar parado sem olhar para o celular, apenas apreciando o cenário e seus personagens, aproveito para tentar rabiscar algo. Às vezes coloco alguma coisa no Instagram (https://www.instagram.com/gaf_gaf_gaf_gaf/) ou no flickr (flickr.com/gaf)

      como moleskine é muito caro, acabo sempre comprando um ou dois quando viajo e deixo guardado em casa. Se não, uso aqueles similares da tilibra mesmo.

    9. Eu uso para coisas rápidas e às vezes escrever alguma ideia de composição o Elfinbook (https://elfinbook.co/). Comprei um kit de canetas para ele e parei de comprar bloquinhos diversos. Não é perfeito (de tempos em tempos tem que passar um pano úmido nas páginas), mas ao menos reutilizável e tem um padrão agradável. É possível digitalizar as páginas com um aplicativo, mas não o acho prático.

    10. Uso bloquinhos e canetas bic azul/preta/vermelha (as comuns), e canetas coloridas pra tornar o trabalho mais tragável. As canetas coloridas desde o início de minha vida escolar tiveram o papel de tornar os afazares mais fáceis hahah. Recomendo.

    11. Caderno e agenda de papel
      Tilibra Cambridge definit
      Caneta stabilo e Bic 4 cores
      Não dá pra fazer associação mnemônica com digitação. O jeito é fazer manuscrito

  10. Vou aproveitar o sábado… (olha o calendário… ow caramba, HOJE É SEXTA!, dsclp) para chamar no debate aqui sobre “transporte por aplicativo”.

    Como falei semana passada, penso em experimentar o Buser, um serviço de “fretamento coletivo” de ônibus. Queria saber o que vocês acham destas formas de tentar jogar em apps e startups as responsabilidades das organizações de serviços (a propósito, preciso reler a matéria do Ghedin sobre apps de patinete e as relações).

    1. Como funciona esse fretamento coletivo? Não seria o mesmo que alugar um ônibus pelas vias ordinárias?

      1. Sim, mas a diferença é que você freta com desconhecidos no Buser. É uma ideia similar à do Uber Juntos, mas para viagens intermunicipais/interestaduais.

    2. E se ocorrer um acidente quem arca com as responsabilidades m

      1. lembra de um acidente q teve na estrada de bertioga? o ônibus era da prefeitura ou alugado pela prefeitura para transportar jovens estudantes. ocorreu um acidente, com mortes e, me parece, não houve responsabilizações… imagine numa situação dessas, sem amparo legal. transporte é coisa séria e envolve muitos riscos!

        1. Salvo engano tem amparo legal (vide Termos de Uso.

          E mesmo em viagens legalizadas há problemas de responsabilização, além do mais teoricamente qualquer acidente um veículo tem que ter o seguro obrigatório em dia, e até mesmo em linhas regulares, eles vão pelo DPVAT, até porque o seguro que eles cobram de viagem agora é opcional.

        2. Do ônibus de Bertioga: na verdade infelizmente é mais comum, e podemos dizer que isso não é exatamente direto com a questão do Buser, mas com a noção da população sobre sua responsabilidade de escolha, e também dos governos em prejudicar os custos de manutenção de coisas que podem servir ao propósito público.

    1. Se:
      – Houvesse um padrão universal de baterias
      – Os ciclos de atualização de software fossem maiores
      – Custo benefício na reposição de peças

      Provavelmente celulares durariam bem mais.

      1. Principalmente a questão das baterias. É sem dúvida o componente que mais se desgasta com o tempo.

        Mas se as fabricantes já estão sofrendo com a redução do tempo de troca hoje, imagina se um celular durasse 10, 12 anos.

    2. poderia, com certeza. bastaria q se trabalhasse menos com foco em hardware e mais com otimização de software. a raspberrypie, por exemplo e q não fabrica celulares, está indo nesse sentido: foco no software, pq eles já conseguiram um hardware legal. seria o mais correto e eu creio q as empresas poderiam continuar ganhando os tubos. exaurir o planeta (recursos e vidas) só pro cara dizer ‘ah, esse celular tem uma pegada melhor q o outro’ é o fim da picada. dane-se a pegada… o q importa é o q ele fará e exibirá. não há leis regulando isso, infelizmente, mas é algo q deveria valer para toda a indústria. se não nos voltarmos ao serviços e a outro estilo de vida, antes mesmo dos anos 50 estaremos bem ferrados.

  11. Dúvida: vocês acharam feio o novo Mac Pro e o Pro Display?

    Eu achei bem legal, até por fugir um pouco da tendência atual da Apple, mas parece que a maioria não gostou.

      1. Pois eu ia comprar um até pro meu cachorro…., mas esse design não agradou mesmo.

    1. Design é feito para tentar se diferenciar de algo, não para se igualar…

    2. No Pro Display eu achei meio esquisito, no Mac Pro ficou bacana. É um design mais puxado pro industrial (? sei lá o que estou dizendo). Nunca vou comprar nenhum dos dois mesmo…

      1. acho q ninguém vai, com exceção de empresas e pessoas relativamente ricas ou muito ricas. os demais vão só comentar ou, no máximo, usar na empresa em q trabalham… na firma jamais comprariam um desses, eu presumo, então…

      2. Ri da resposta!

        Bicho, vocês tem noção que o Mac mais barato que é o mini tem um hardware de PC da Xuxa e custa 7 conto?

    3. achei o stand feio

      o monitor é ok, é um retângulo sem nada demais.
      as saídas de ar nele são bem foda-se né, ninguém tá vendo. Acho que o legal é talvez é a sensaçã de robustez

    4. acho que o mais significativo desse lançamento foi a espécie de “jogada de toalha” na procura por uma configuração formal exterior que não seja a do velho gabinete em torre (que, de todo modo, há havia sido aperfeiçoada nos modelos anteriores de “raladores de queijo” dos macs pro anteriores a 2013).

      a apple mais ou menos diz o seguinte: ok, vocês venceram, essa caixa de sapatos horrível que é o gabinete tradicional de PCs é o melhor formato para computadores expansíveis

      e, nesse sentido, a apple aperfeiçoou essa solução formal o máximo possível com o uso da “camiseta” que cobre as placas e demais módulos.

      mas a dúvida que fica é: sabemos que também há uma opção de compra do Mac Pro na forma de dispositivo adequado a racks de servidores. Será que não será justamente essa forma “invisível” a mais solicitada pelos eventuais clientes?

      1. o mac g5 era bonito demais. e tive o prazer (não devia, pq era tarefa do ti) de tê-lo tirado da caixa e montado qdo a firma comprou um. achei muito foda. a tampa q abria lateralmente tb. acho q não tinha nenhum gabinete de pc à altura naquela época. hj são tantos o gabinetes q, realmente, esse da apple não ficou legal.

        https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f7/Apple_Power_Macintosh_G5_Late_2005_02.jpg/1200px-Apple_Power_Macintosh_G5_Late_2005_02.jpg

    5. Eu gostei. Deve ser excelente pra ralar aquela peçona de parmesão pra macarronada.

    6. achei legal. agora o rico pode ficar no computador e ralar o queijo pra colocar na massa ao mesmo tempo (o Reddit está cheio de memes com esse modelo).

  12. E o Androidpit? Pena!.. Faz (ou fazia) parte dos sites que eu acesso todos os dias, como o Manual, Tecnoblog, Blog do iPhone, etc …

    1. Durante algum tempo, o AndroidPit tava no meu feed diário de tecnologia. Atualmente eu só lia algumas postagens feitas pela Stella Dauer, mas é uma pena uma perda dessa.

    2. É um ciclo.

      Nunca vi o Android Pit (sinceramente fico relutante de ler blogs sem indicação ou propaganda forte, e nunca recebi indicação de ler o mesmo). Mas sinto que o problema dele foi o mesmo de muitos: Falta de verba.

      A gente tem sorte do Ghedin ter paciência e ter criado este método para se remunerar, mas “cada cabeça uma sentença”, então cabe a cada jornalista achar seu melhor caminho para ser remunerado.

      Infelizmente noto que há um dilema entre achar boas ofertas de notícias e remunerar os mesmos. O fim do mesmo espero que sinalize que a comunidade no entorno possa ajudar de alguma forma, ou incentivar os jornalistas a acharem outros caminhos para servir boas notícias a todos.

      No mais, espero sucesso a equipe do AndroidPit e que eles consigam achar um bom espaço que seja justo aos mesmos. :)

  13. Estou cogitando comprar o iphone 8 após o lançamento do próximo iphone, será que ele chega até o IOS 15 rodando liso?

    1. Bem provável! Se mantido o ritmo de atualizações anuais, o iOS 15 será lançado em 2021, quando o iPhone 8 completa quatro anos desde que foi lançado. O iPhone 6 terá cinco anos de mercado quando, em setembro (provavelmente), ficar para trás na última versão do iOS.

    1. eu não sei, mas qdo vi a lista (nem tão plural assim) a impressão q eu tive é: overdose. mesmo q não sejam muitas, mas me pareceu impossível acompanhar o q diz tanta gente sem ficar saturado. ainda mais numa situação maluca como a q nos encontramos agora em q comentar e opinar é relativamente abundante tamanha a qtd de cagadas q fazem nesse governo (e fora dele). a vera diz coisas sensatas na maior parte do tempo, mas já deu algumas bolas foras (especialmente com a manuela d’ávila) q me fizeram prestar menos atenção no q ela diz…
      e se vc prestar atenção no q eu digo vai se lembrar, agora, da música q diz ‘eu presto atenção no q eles dizem, mas eles não dizem nada’.
      e, confesso, sinto cada vez mais isso: ‘q não dizem nada’.

  14. Quem aqui já fez hackintosh?
    Por conta dos preços altos dos produtos Apple, resolvi me aventurar pela segunda vez.
    Na primeira, anos atrás, não tinha dado muito certo pq achei o processo um tanto complicado e trabalhoso. E lembro que não podia atualizar o sistema pq quebrava tudo.
    Hoje muita coisa mudou no mundo do Hackintosh.
    A gama de hardwares compatíveis aumentou.
    O processo de instalação está muito mais fácil.
    A resolução de problemas está melhor, pois a comunidade de Hackintosh também cresceu muito.

    E dessa vez o meu hardware era perfeitamente compatível com o MacOS, o que tornou o processo bem fácil. Tudo foi reconhecido de forma nativa. Estou com a última versão do Mojave.
    O vídeo, por exemplo, está funcionando melhor que no Linux.
    Instalei até a steam e estou jogando perfeitamente.
    Segui o guia disponível no site do Olarila. O suporte que a comunidade fornece lá é muito bom e em PT-BR.

    Fui no site da Apple comparar a configuração do meu pc com os iMacs e o mais próximo do que tenho é um iMac de R$ 13.399,00.
    Sendo que eu gastei dez vezes menos.

    1. Realmente, cara, os produtos da Apple estão num patamar acima em termos de preço. Rodrigo fez um comentário sobre, no post da WWDC 2019. Por serem produtos de “alta classe”, digamos, são mais caros. Mas mesmo assim. Os preços deixam a gente sem chão.

    2. Tou querendo fazer um. Mas com um core 2 duo…

      Meu medo maior é que por ser modificado, tenha algum problema de segurança.

    3. Qual é, exatamente, a vantagem de se ter um macOS ao invés do Windows 10? Você tem muitos outros aparelhos Apple que justifiquem isso (sob o meu ponto de vista)? Porque eu tenho os dois sistemas e, sinceramente, desde o Lion/Windows 8 que não tem muita vantagem em se ter o macOS.

      Linux tem problemas com drivers de vídeo da ATI e Intel. Elas nunca liberaram nenhum código fonte ou especificação de hardware para serem feitos os drivers pela comunidade. Pra usar GPU no Linux tem que ser nVidia.

      1. A única justificativa são os apps exclusivos.
        Para Linux, placas de vídeo AMD só ficam bem de forma nativa nas distros baseadas no arch (manjaro) e deepin. Eles instalam automaticamente. E funciona bem. Instalar vídeo manualmente no Linux é uma morte lenta e horrível.

        Vou colocar o que achei de tudo…

        Sobre a velocidade:
        Sempre dizem que as coisas funcionam mais rápido no MacOS. Mas será que é verdade?
        – Apps nativos da Apple abrem mais rápidos no macOS. Exemplo: iTunes.
        – Apps nativos da MS abrem mais rápidos no Windows: Exemplo: suite Office.
        – Apps de terceiros abrem NA MESMA VELOCIDADE em ambos. Exemplo: Spotify, Gimp e outros navegadores.

        Falando em navegador: quem tem um MacOS não tem pq usar outro navegador se não o nativo. O Safari no MacOS funciona perfeitamente bem. É limpo, rápido, ergonômico, funcional e personalizável.
        *só o gerenciamento de abas que fica confuso quando vc tem muitas abas abertas.

        Sobre o iTunes: 
        O terror de todo proprietário de iPhone que tem windows é instalar o iTunes. Parece não ter sentido. E além disso, ele é lento e pesado.
        Bem, isso é só no windows. No MacOS ele é rápido. Bem rápido e integrado ao sistema. E no MacOS faz todo sentido usa-lo. 
        A partir daí entendi o pq de boa parte dos usuários apple usarem o Apple Music ao invés do Spotify.

        Sobre MacOS x Windows x Linux (quando falo Linux, é Linux em geral).
        – Tenho um HD que é só para testar distribuições Linux e afirmo que instalar um Hackintosh foi mais fácil que instalar várias distros Linux.
        – As “Preferências do sistema” e o Launchpad mostram que várias distros Linux “inspiraram-se” no MacOS.
        – Os ícones de apps do MacOS são horríveis. Quem critica os do Windows não sabe o que fala. A apple deveria padronizar os ícones como fez com o iOS.
        – O “painel de controle” do windows é muito mais bonito e organizado que do MacOS e Linux.
        – O menu de contexto do Linux é o melhor. Windows e MacOS entulham tanta coisa aleatória que frequentemente vc se vê perdido por ali.
        – O MacOS é limpo, mas facilmente chega nos 5gb de ram. Em nenhum momento vc sente o sistema comprometido e por isso é interessante como eles usam bem a memória que está ali para isso! Se vc é daqueles que quer ter 16gb de ram para não serem usadas, fique longe desse monitoramento.
        Nas comunidades Linux eu cansei de ver gente com 8/16gb querendo um ambiente gráfico com consumo menor que 500mb. Algo completamente sem sentido.
        – Muitos elogiam o design das janelas e botões do MacOS. Tudo é muito bonito e bem polido, mas eu destaco o aproveitamento de tela. O MacOS é quem faz melhor o aproveitamento desse espaço útil que vc tem para trabalhar. Por isso ele consegue ser bem usável em até mesmo telas de 11″. 
        – O windows é o meio termo. Não é o melhor e está longe do pior.
        – O Gnome 3 é o pior de todos. Por maior que seja a sua tela, tudo vai continuar parecendo apertado. No linux quem faz isso melhor é o ElementaryOS que adivinhe… Copiou descaradamente o MacOS.
        – As duas distros Linux que são consideradas mais bonitas são as que se “inspiraram” no MacOS: ElementaryOS e Deepin.
        – A dock do MacOS é bonita, porém, considero a do Windows melhor: tem mais informações em menos espaço. Fora que é mais ergonômica. O Linux tem mil opções de Dock e o problema é justamente esse.
        – Quando estou ouvindo música e preciso parar, retroceder ou avançar, sinto falta de ter isso ao passar o mouse no ícone na Dock do MacOS. Windows e alguns ambientes gráficos do Windows tem isso.
        – A App Store é boa. Mas ainda falta muita coisa ali que vc só encontra fora da loja, como no Windows. E eu diria que logo a loja do windows vai estar no mesmo nível. A loja do Linux não existe. Existe a loja do Ubuntu, loja do Deepin e por aí vai… Cada distro tem sua própria loja e todas estão muito abaixo da Apple Store e Microsoft Store.

        O MacOS me fez admirar mais o Windows:
        O MacOS é rápido, estável, etc. Só que ele é feito sob medida e otimizado para determinados hardwares.
        Por isso, torna-se impressionante como o Windows consumindo tantos recursos em segundo plano e tendo um leque tão grande de compatibilidade com hardwares consegue ser tão rápido quanto e em alguns casos, mais rápido que o MacOS.
        Cheguei a conclusão de que o para o usuário Windows, o MacOS virou aquela grama verde do vizinho. Com o tempo, focamos apenas nos problemas do Windows.
        Vale lembrar que grande parte dos problemas do Windows podem ser resolvidos comprando hardware de ponta, afinal, é assim que Apple constrói seus computadores. Memórias, placas, processadores, discos, fontes, etc. estão entre os melhores e mais caros.

        Dificilmente aquele PC do milhão ou aquele notebook cheio de crapware vai te oferecer o mesmo desempenho, estabilidade e durabilidade.

        1. Meu julgamento do macOS anda enviesado porque o meu Mac Mini ainda usa HDD e a Apple deixou bem claro que esse não é o modo “correto” de se usar o macOS.

          Concordo com você na maioria, como sistema, ainda acho o Windows melhor. O macOS não tem nem a versatilidade do Windows de rodar tudo e nem a customização do Linux de te deixar na mão fazendo tudo na unha.

          Só discordo do iTunes e do espaço. Que coisa horrível até no macOS. Tentei usar na época que eu tinha apenas o macOS e não consegui. Acabava instalando algum outro player pra ouvir MP3 porque ele simplesmente trancava o dia todo. Cada vez que eu deixava o iTunes rodando e abria um jogo ele travava na bola de praia da morte. E as janelas sempre “meia boca” do macOS sempre me incomodaram horrores. Eu queria uma janela em tela cheia e o que o macOS fazia era ocupar TODO o espaço da tela =/

          Só uma correção: Launchpad, preferência de sistema e até mesmo o conceito de loja vieram antes no Linux e depois no macOS. Assim como o “Sign With Apple” é a mesma coisa que a Mozilla tinha, sete anos atrás, com o Persona (inclusive o sistema de máscaras de email e outras coisas).

          1. Paulo, você tem alguma referência/link desse Persona? Fiquei bem curioso com o seu comentário no post da WWDC, fui atrás, mas só encontrei o Personas, aquele esquema de skins (visual) do Firefox.

      2. No meu caso a resposta está no iMovie. Gostei de mexer neste programa e como o mesmo é restrito ao mac, o que resta é ou apelar pro hackintosh, ou comprar um mac

        1. Comece pelo hackintosh. Se der certo, vc vai economizar muito dinheiro

      3. Em termos funcionais, acho que as vantagens são poucas. Estão nos detalhes e no visual/elegância. As coisas parecem fazer mais sentido do que no Windows, embora eu não possa falar muito do Windows porque nunca usei o Windows 10 direito.

        Para quem tem um iPhone, aí a coisa muda de figura. A integração entre computador e celular é muito boa, os apps conversam direito, ajuda um bocado ter tudo na mesma plataforma, coisa que o Windows tenta entregar via Android, mas, parece-me, ainda não chegou ao mesmo nível e talvez nem consiga, pois sistemas de empresas diferentes.

        1. Oi Ghedin, vou responder sobre o Persona aqui.

          Eles lançaram esse sistema se login em 2012 exatamente pra concorrer com o Google e o Facebook (mas naquela época a gente não dava muito bola pra privacidade) > https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/09/mozilla-lanca-ferramenta-de-login-seguro-para-concorrer-com-facebook-e-twitter.html

          Até hoje o site/sistema [https://developer.mozilla.org/pt-BR/docs/Mozilla/Persona] ainda funciona, mas, como eu disse naquele outro comentário, falta força pra Mozilla colocar isso de forma relevante no mercado. A Apple pode fazer isso de boas.

          E aqui tem uma thread de um dos desenvolvedores do projeto na época: https://twitter.com/benadida/status/1135716764174753798

    4. Recentemente instalei o Snow Leopard num Pentium 4 com 2GB de RAM, mas ele dá kernel panic no boot
      Não tenho como investir em hardware mais atualizado….. =(

      Quais são suas specs?

    5. Já fiz alguns, mas há muito tempo. Acho que a última instalação que fiz foi do Lion. Lembro até de ter feito um DVD com o sistema “Vanilla” mais as modificações de boot. Só precisava desse DVD pra dar boot em qualquer coisa.

      E há algum tempo venho considerando montar outro. Uso um Mac mini do começo de 2009 e a máquina já tá sentindo o peso da idade. Cheguei a cogitar comprar outro mini, mas depois do que a apple fez com ele em 2014 e agora no último modelo (sem contar com os preços absurdos), tá fazendo mais sentindo voltar ao hackintosh.

      1. Pequena anedota diária: eu tenho um Mini mid-2011 e ele estava servindo de servidor de coisas variadas porque a Apple não tinha atualizado ele pro Mojave e porque a Apple não dá suporte a resoluções Ultra Wide (notadamente 2560×1080). Olhando nos fóruns para catar como instalar o PiHole via Docker no mini eu descobri que tem um patch que retira a trava de software para se instalar o Mojave nesse Mac Mini com GPU Intel HD3000. Sim, era uma trava de software, similar ao que rolou na atualização pro High Sierra e que deixou muitos usuários sem update.

        É por esses motivos que ando torcendo o nariz pra Apple. Nos dispositivos móveis ainda acho ela muito melhor do que a concorrência (que, convenhamos, é o Google, ou seja, é bem fácil de ser melhor). Mas pra notebook e desktop, a vantagem que eu via até 2014 se esvaiu.

        1. Uma meia verdade aí: No Mojave a Apple passou a utilizar Metal no lugar do OpenGL para renderizar várias partes do sistema. A GPU do seu mini não é compatível com o Metal, por isso ele foi abandonado. O patch que o dosdude1 desenvolveu (e que eu uso, diga-se de passagem), força o sistema a utilizar o OpenGL, que sua GPU suporta, mas há vários “artefatos” no sistema. Eu fiz a instalação do Mojave no meu mini de 2009 e uso o modo escuro que ajuda a esconder esse “artefatos” que aparecem na tela.

          O meu mini deixou de ser suportado a partir do Sierra, porque desde essa versão o chipset WiFi dele não é mais suportado pelo OS. Claro que a empresa não divulga que dá pra simplesmente trocar a placa e voltar ter WiFi.

          Talvez por não ter uma presença expressiva no mercado corporativo, a Apple não tá nem aí para legado e por ser uma empresa de hardware e querer vender esse hardware, ela não pensa duas vezes antes de matar máquinas velhas em prol do avanço de sua tecnologia e, obviamente, para engordar ainda mais suas receitas.

          A Microsoft preserva bem esse legado. Se você carregar um aplicativo escrito para o Windows 3 na versão 32bit do Windows 10, ele vai rodar. Acho isso fodástico, mas ao mesmo tempo é um calcanhar de aquiles: Em nome de manter o legado (e não quebrar um monte de sistema rodando no mundo corporativo) a gente tem que conviver com gambiarras tipo o registro central e 3757392 DLLs esparramadas pelo sistema a cada novo programa instalado.

          Há vários casos em que, de fato, a “incompatibilidade” era completamente artificial, mas sempre há gente que desenvolve patches e receitas para se continuar usando as versões novas do sistema nessas máquinas que deixaram de ser suportadas.

          Eu mesmo posso dar um efeito latente: Usei um iBook G3 Clamshell, fabricado em 2001, até o começo de 2009, com todos os upgrades possíveis e rodando a última versão do então OS X, além de todos os aplicativos que eu precisava. Um notebook Windows fabricado no mesmo ano não tinha condições de ser usado por tanto tempo, porque a cada service pack que a MS lançava, o sistema ficava mais e mais guloso.

          O meu mini foi fabricado há mais de 10 anos (Early 2009) e continua sendo útil. Admito que, conforme disse antes, o peso da idade está se mostrando cada vez mais, mas no geral, vou continuar usando o mini até poder montar um hackintosh e só não migro para outro mini porque o preço que a Apple tá cobrando aqui tá fora da realidade para uma máquina com aquelas configurações.

          Voltando ao Windows, eu tenho um tablet com o Windows 10, comprado em 2015, se não me falha a memória, que deixou de receber qualquer atualização que não seja de segurança, em meados de 2016 ou começo de 2017, porque a Intel resolveu não mais suportar o Atom que tem dentro dele.

          1. Essa desculpa do Metal eu não compro. Se não me engano ele foi lançado (ou a base fundamental dele) lá no iOS8 com a promessa de que todo mundo iria usar porque era uma biblioteca muito melhor do que o OpenGL para jogos. Nunca decolou (claro, nenhum desenvolvedor de jogos que necessitam desse tipo de GPU/aceleração vai pensar primeiro no iOS ou no macOS) e eles forçaram a adoção via obsolescência programa nos desktops e notebooks.

            Mas, sinceramente, o que mais me irrita é não ter resolução ultra wide. O High Sierra é OK de se usar atualmente (o SO que eu realmente gostava era o Lion).

            Guerreiro você ao ter um tablet com Windows. A MS no mobile teve seus dias de Apple também. No pulo do Windows Phone 7 pro 8 (acho que eram essas versões) ela matou uma infinidade de telefones relativamente novos ao reescrever o kernel do SO pro mobile.

            O Windows – e o hardware de PC em geral – tiveram alguns picos. Antigamente era comum (até o Vista) que você perdesse compatibilidade de uma versão do Windows pra outra por questões gráficas, mas, sempre era possível rodar sem efeitos gráficos ou mesmo esperar as verões light da comunidade (o que dá na mesma que usar o patch do dosdude1).

  15. Perdi a oportunidade na na 25 de março comprar um power bank no formato do Pikachu por 10 mérreis…

    1. Por esse preço, fiquei curioso pra saber o tamanho da bateria. 2000 mAh? Hehehe

  16. Rodrigo, que tal implementar o @discussbot no teu canal do Telegram? Assim, toda postagem terá uma área de comentários por lá também! Se tu ainda não viu ele funcionando, vale a pena dar uma conferida (como exemplo, estamos utilizando ele no @DicasTelegram).

    1. Eu acho isso uma boa, ia até comentar isso aqui também. Particularmente, eu acho até que o discuss.app tem potencial pra ser inclusive integrado em sites (estamos precisando de concorrentes de Sistemas de Comentários!), onde se usaria o perfil do Telegram pra comentar.

    2. quais os melhores canais do telegram? tô ensaiando voltar, mas tem que ter atrativos (infelizmente usuários não é uma resposta)

    3. Eu penso que esse recurso de comentários do Telegram leva muito conteúdo para a deep web. Já estamos vivendo um movimento em que a internet deixa de ser aberta cada vez mais para ficar restrita a aplicativos. Ok, Telegram é uma empresa sem fins lucrativos e nem se compara com o Facebook mas, sei lá, é mais um jardim murado de qualquer forma.

      Eu gostei tanto de terem liberado os canais para acesso web. O sistema de comentários poderia seguir uma forma parecida. Talvez implementem isso no futuro.

    4. Comentários em mais um lugar para gerenciar acho que não vai rolar tão cedo… De qualquer maneira, vou dar uma olhada no funcionamento dele no @DicasTelegram.

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