Panasonic Lumix CM1: é uma smartphone ou uma câmera que faz ligações?

O Lumix CM1 é estiloso.
Foto: Panasonic.

A Panasonic escolheu a Photokina, feira de fotografia na Alemanha, para anunciar o smartphone Luimx CM1. Faz sentido? Depende de como você encara o dispositivo. É um smartphone-câmera ou uma câmera que faz ligações?

O conceito não é exatamente novo. A Samsung já lançou algo assim, o Galaxy S4 Zoom, e seu sucessor, o Galaxy K Zoom. No começo do ano passei alguns dias com o primeiro e os problemas dele eram crônicos: hardware mais ou menos e dimensões exageradas — pesado e grosso.

Do primeiro mal o Lumix CM1 não deve sofrer: ele conta com um Snapdragon 801, 2 GB de RAM, tela Full HD de 4,7 polegadas e conectividade 4G LTE. Quanto ao tamanho e peso, as limitações da física, essas sacanas, atrapalham. O dispositivo tem 21,1 mm de espessura (o S4 Zoom tinha 15,4 mm) e pesa 204 g (contra 208 g do modelo da Samsung). Para uma câmera, são números bem legais; para um smartphone, ainda que um aparentemente muito bonito, complicados.

Sensores do Lumia 1020 e equivalente ao Lumix CM1.O que justificaria alguém a carregar esse trambolho no bolso? A câmera. Ela tem lente Leica (f/2,8), faz vídeos em 4K e traz um sensor enorme de uma polegada com resolução de 20 mega pixels. Para colocar em contexto, a ainda hoje melhor câmera em um smartphone, o Lumia 1020, tem um sensor de 1/1,5 polegada. A ilustração ao lado mostra a diferença entre os dois tamanhos.

Com previsão de lançamento para novembro, na Alemanha e França, o Lumix CM1 não será barato. O preço sugerido pela Panasonic será de € 900.

https://www.youtube.com/watch?v=fJiJfGY_tLA

Como foi a minha palestra “Smartphone: modo de usar” na Unipar, em Paranavaí

Palestra Smartphone: modo de usar, na Unipar de Paranavaí.
Foto: Caroline Murakami/Unipar.

Semana passada estive na Unipar, campus Paranavaí, para dar uma palestra sobre smartphones ao curso de Sistemas de Informação durante a Seinpar, evento anual de debates e apresentações promovido pela instituição.

Não fiz uma abordagem técnica ou focada em desenvolvimento — essas nem são minhas áreas! Falei da influência que essas telinhas brilhantes têm nas nossas vidas. O objetivo era apresentar uma perspectiva mais humanista do smartphone e chamar a atenção para hábitos não muito legais que derivam do seu uso.

Hoje, mais de 2 bilhões de pessoas usam smartphones. Para boa parte dessas pessoas, ele foi o primeiro e continua a ser o único meio de acesso à Internet. Os preços baixaram bastante nos últimos anos e a tendência é que eles continuem a cair, graças a iniciativas como o Android One, anunciado hoje cedo pelo Google, e ao barateamento de tecnologias avançadas, como a chegada de conexões 4G em dispositivos na faixa dos US$ 100.

Um aparelho tão difundido e poderoso muda a forma como vivemos. As consequências do uso da Internet e, de forma mais concentrada, do smartphone, já são sentidas. Nossa saúde física e mental, e as interações sociais sofreram alterações profundas em menos de uma década.

A palestra é dividida em três partes. Na primeira, explico como o smartphone ruma à ubiquidade. Depois, quais os males que o uso desenfreado causa na gente, naquelas três frentes: saúde física, mental e social. Por fim, quais os caminhos para usá-lo sem cair nessas armadilhas — ou pelo menos tentar. Nessa última, não entrego respostas prontas, receitas de bolo; há mais questionamentos do que soluções a essa altura. Abrir o diálogo, como proponho, é o primeiro passo para compreender melhor essa (não tão) nova realidade.

Agradeço mais uma vez à Prof.ª Claudete Werner, coordenadora do curso de Sistemas de Informação da Unipar, pela oportunidade, e aos alunos e professores, vários amigos entre eles, que me receberam super bem e ouviram com atenção o que eu tinha a dizer. Obrigado!

A minha intenção é levar essa palestra para mais gente — talvez ainda esse ano role algo em Maringá. Para outros lugares, dependo de convites. Se você se interessou ou conhece alguém que se interessaria, entre em contato.

A única certeza sobre o Windows 9 é que ele não será assim

O WinFuture conseguiu uma build preliminar (9834) do Windows 9 e divulgou, na semana passada, alguns vídeos e fotos demonstrando-a em ação.

É importante situar esse vazamento no mapa que nos levará ao sucessor do Windows 8.1 Update. Os vídeos já trazem o novo menu Iniciar híbrido, apps modernos em janela e desktops virtuais, recursos que devem ser mantidos quando tudo estiver pronto, porém não na forma como são vistos hoje. Sequer o nome, “Windows 9”, foi confirmado pela Microsoft ou é uma certeza. Antes de ser anunciado ao público e até mesmo depois disso, um novo Windows nunca aparece em sua forma definitiva. (mais…)

O novo app de Kevin Rose serve para compartilhar miniaturas de fotos e vídeos

Algumas categorias de apps dão uma canseira antes mesmo de descobrirmos qualquer coisa além disso. “Compartilhar fotos”, “editar fotos” e “previsão do tempo”, por exemplo: são tantos, e a maioria mais do mesmo, que é preciso um diferencial forte para quebrar a barreira da indiferença e chamar a atenção dos possíveis usuários.

O Tiiny, novo app de Kevin Rose, o fundador do Digg, serve para compartilhar fotos e vídeos que somem depois de 24h. Ele empresa ideias do Snapchat, Instagram e Imgur, tem a mesma dinâmica batida de quase todas as redes sociais (seguir/ser seguido, curtidas, mais populares etc) e embora apresente um design original e agradável, não é isso o que mais chama a atenção. (mais…)

Na Índia, usuários do YouTube poderão baixar e rodar vídeos offline

Em meio aos anúncios do Android One, um em especial chamou a atenção: a versão especial (ou no mínimo diferente) do YouTube que será lançada lá, capaz de baixar e rodar vídeos offline.

Ainda não está claro como isso funcionará na prática, mas pelos relatos de BBC e Android Central, será preciso assistir ao vídeo uma vez para baixá-lo e, depois disso, sob demanda, deixá-lo salvo na memória do smartphone. Ao Android Central, Ceasar Sengupta, executivo do Android, disse:

O YouTube é popular aqui [na Índia]. Você vê alguns vídeos várias vezes. Não será incrível se você pudesse continuar vendo eles sem ter que pagar pelo tráfego de dados, e levar os vídeos aonde você for? Nas próximas semanas, boa parte do YouTube estará disponível offline na Índia. Isso é importante, e nossos usuário ficarão muito satisfeitos. Você pode baixar o vídeo uma vez, salvá-lo em seu smartphone e revê-lo quantas vezes quiser.

A justificativa para essa permissão é a instabilidade no fornecimento de banda larga móvel. E… bom, não é só a Índia que tem esse problema, se é que você me entende.

O Google é bem rígido com o ato de baixar vídeos do YouTube. Quando a Microsoft lançou um cliente completo do YouTube para Windows Phone, recebeu uma intimada do Google para removê-lo da loja de apps devido a, entre outras coisas, a capacidade de baixar videos. Os termos de uso do YouTube são bem claros nesse sentido (grifo meu):

O Conteúdo é oferecido a Você NO ESTADO EM QUE SE ENCONTRA. Você pode acessar o Conteúdo para sua informação e uso pessoal exclusivamente dentro da funcionalidade fornecida pelo Serviço e, conforme permitido nestes Termos de Serviço. Você não poderá baixar qualquer conteúdo, a menos que você veja um “download” ou por um link similar exibido pelo YouTube no Serviço para esse Conteúdo.

Ou seja, download do YouTube, só com a bênção do Google — ainda que isso não impeça a proliferação de apps e mecanismos de download, como o TubeMate.

A capacidade de baixar vídeos do YouTube seria algo muito bem-vindo no Brasil. O tanto de vídeos que são mostrados e compartilhados via WhatsApp dá uma boa dimensão de como gostamos desse formato que, em geral, é incompatível com as condições estruturais e financeiras da maioria da população que usa conexões móveis. Quem sabe no futuro?

Atualização (8h40): pelo Twitter, o Rafa lembrou deste post no blog oficial do YouTube. Nele, o Google promete para novembro (do ano passado!) um recurso que permitiria aos usuários baixar vídeos para consumo offline. Esse download não seria eterno, o post fala em “um curto período”, mas já quebraria um galhão durante viagens curtas ou na ida/volta do trabalho. Não parece ser o mesmo caso de uso anunciado na Índia, mas aumenta as esperanças de que algo assim seja lançado globalmente.

Com o Android One, Google quer levar os smartphones a toda a humanidade

Na madrugada de domingo para segunda, o Google revelou mais detalhes da iniciativa Android One, na Índia. O projeto para levar smartphones ao resto da humanidade, embora não alcance os menores valores do mercado, parece bem fechado e promissor.

Funciona assim: o Google testa, certifica e em alguns casos até subsidia componentes de qualidade para a construção de um smartphone e oferece esse “menu” a fabricantes locais — no caso da Índia, país de estreia do programa, Micromax, Karbonn e Spice. Essas montam os aparelhos e se comprometem a não estragar a experiência Android com skins e software extra. O Google ainda se responsabiliza por manter o software atualizado e, através de acordos com operadoras locais, a garantir tráfego livre para atualizações do sistema e download de apps da Play Store (até 200 MB/mês, durante seis meses). (mais…)

Você usa agregador de feeds RSS? Siga o Manual do Usuário no Feedly

Feeds RSS nunca foram lá muito populares, mas ainda tem quem use — eu sou um deles.

Você também? Se sim, aproveito essa tarde ensolarada (e cheia de trabalho) de sábado para convidá-lo a seguir o Manual do Usuário nele. O endereço é https://www.manualdousuario.net/feed.

Ou se o seu agregador for o Feedly, basta um clique no botãozão abaixo:

follow us in feedly

Também divulgo os (poucos) posts publicados aqui no Twitter, Facebook e Google+.

Ah, e no Yo também: mande um para “manualdousuario” para receber os links dos posts na hora em que eles forem publicados.

Chapéu de selfie

Não pode ser.

Chapéu de selfie da Acer.
Foto: Acer.

Mas é! (mais…)

Bastão para selfie

Nota do editor: Alguns meses depois de publicar este post, comprei um pau de selfie para ver qual era a dele. Clique aqui para ler o que achei do… OBJETO.

Mas o quê? Não pode ser.

Ou pode? (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (agosto/2014)

Demorou mais do que em qualquer outro mês, mas a seleção dos melhores apps de agosto enfim saiu. E, embora eu seja suspeito em dizer, ela está caprichada: vários bons apps para Android, Windows Phone e iPhone, fazendo coisas antigas de maneiras inovadoras ou trazendo soluções criativas.

Como sempre, a lista está em ordem alfabética e as plataformas, misturadas. Quando um app é multiplataforma, todos os links são mostrados e o foco é dado à última em que ele foi lançado. Espero que curtam! (mais…)

Marcas “Nokia” e “Windows Phone” devem ser aposentadas pela Microsoft

Documentos internos revelados pelo GeeksOnGadgets mostram que a Microsoft prepara mais uma mudança de nomes em propriedades importantes. É a terceira do ano — antes, vimos o OneDrive e o MSN (re)nascerem.

A primeira, a remoção da “Nokia” dos smartphones Lumia, é natural e estava prevista. A compra da divisão de dispositivos móveis da Nokia, que continua existindo na Finlândia e anda ocupada com launchers para Android e versões multiplataforma do Here Maps, não incluía a marca no pacote, apenas garantiu o uso do termo para amortizar o período de transição.

A queda do “Phone” de “Windows Phone”, essa é meio surpreendente. A base de todos os sistemas da Microsoft é o mesmo kernel do Windows original já tem algum tempo, esse mesmo que roda em PCs e, agora, tablets, porém sempre houve uma distinção no branding dependendo da finalidade do sistema. Tom Warren notou que já faz algum tempo que a marca “Windows Phone” não é usada no material de divulgação dos novos Lumias, uma pista de que mudanças estão a caminho.

Parece que a unificação das plataformas, que já nos trouxe os apps universais e deve acabar com o Windows RT em breve, é muito mais profunda do que imaginávamos. Só não sei se “Windows”, com a má fama que tem, é um bom nome para carregar toda essa responsabilidade. (Ainda bem que meu trabalho não é escolher nomes de produtos da Microsoft.) E, vale relembrar, é a segunda vez que o Windows Phone muda de nome: lá atrás, antes mesmo de ser lançado, ele era chamado de Windows Phone 7 Series. Algum iluminado viu que esse “Series” estava sobrando e o eliminou.

Com essa mudança, mais anúncios recentes da IFA (“Microsoft Screen Sharing For Lumia Phones HD-10”, sério?), o estigma de nomes ruins e marcas instáveis continua a perseguir a Microsoft. Pelo menos dessa vez a mudança foi para melhor, para simplificar.

Snapdragon 210 levará 4G LTE-A para smartphones de menos de US$ 100

Que tal um Moto E com suporte a dois chips sendo um deles 4G LTE, capaz de filmar e exibir vídeos em Full HD, com tela de alta definição e uma bateria que recarrega 75% mais rápido? O novo Snapdragon 210, anunciado em Hong Kong pela Qualcomm, promete levar tudo isso a smartphones que custem menos de US$ 100 sem contrato.

A parte de conectividade é particularmente impressionante: suporte a LTE-A para conexões de até 150 Mb/s com carrier aggregation e, pela primeira vez (até onde sei), 4G em um dispositivo dual SIM. Ele usa o chip RF360, que agrega 40 bandas diferentes usadas para 2G, 3G e 4G. Também vem com Bluetooth 4.1 + Low Energy e suporte a NFC

De resto, resolução até 720p e a tecnologia QuickCharge 2.0, que acelera bastante a recarga da bateria. O processador vai até um Cortex-A7 quad core de 1,1 GHz e a GPU é uma Adreno 304.

A Qualcomm espera que os primeiros dispositivos com o Snapdragon 210 cheguem ao mercado na primeira metade de 2015. Segundo o Engadget, Cristiano Amon, vice-presidente da Qualcomm, disse que chegar ao patamar abaixo dos US$ 100 dependerá de outras escolhas das fabricantes, mas que sua empresa dará uma força desenvolvendo modelos de referência para smartphones e tablets. Além desse, outro chip mais simples, apenas com 3G e que mantém várias das limitações do atual Snapdragon 200 também foi anunciado, o Snapdragon 208.

Eu esperava menos do Apple Watch

Ontem a Apple se lançou em uma categoria inédita tendo como parâmetro de comparação apenas produtos das concorrentes, desenvolvidos a toque de caixa e lançados ante a mera especulação de que ela estaria criando algo nesse segmento, nenhum deles definitivo em forma ou função. Um relógio, um relógio inteligente.

Nada do que Samsung, Google, LG e Motorola fizeram, até agora, é interessante. São gadgets curiosos, sem dúvida, mas sobram deficiências para afastar tanto quem gosta de telinhas brilhantes quanto os que usam relógios estilosos e estão à espera de um assim que, por acaso, também tenha alguma inteligência.

O Apple Watch tem apps, sensores, compartilha até as batidas do coração com outros usuários. Tem funções para a prática de exercícios físicos. Oferece indicações curva a curva do GPS (via Apple Maps e usando o módulo do iPhone) e puxa fotos para exibi-las numa tela incapaz de mostrar muita coisa. (mais…)

Conheça os novos iPhone 6, iPhone 6 Plus e Apple Watch

Terminou agora pouco o evento da Apple — e, sim, todos os rumores se confirmaram. Ainda estou digerindo o que foi anunciado e, mais tarde, farei um post analítico. Por ora, um resumo cru: (mais…)

Acordei em 2004?

Não fosse o evento da Apple logo mais, eu estaria bem confuso agora.