A Apple realmente pensa em tudo. A empresa agora vende um pano de polimento para fãs passarem pano para a empresa com estilo. Segundo a Apple, ele também “pode ser usado com segurança e eficiência em qualquer tela Apple, incluindo o vidro nano-texture”. Custa R$ 220 (de verdade). Dica do leitor Ilton Alberto Jr.
Notas
O WhatsApp começou a liberar backups na nuvem (Google Drive/iCloud) criptografados de ponta a ponta. Se a sua conta já estiver liberada, basta seguir estas instruções.
Atenção redobrada, porém: “Se você perder suas conversas do WhatsApp e não se lembrar de sua senha ou chave, não será possível restaurar seu backup. O WhatsApp não pode redefinir sua senha nem restaurar seu backup para você.” Via @zuck/Facebook (em inglês), WhatsApp.
O Ubuntu 21.10 “Impish Indri” foi lançado nesta quinta (14) com algumas atualizações esperadas (Linux 5.13, Gnome 40) e outras menos óbvias, como a versão em Snap do Firefox e a remoção do tema “híbrido” do Yaru (o claro agora é padrão). Esta versão terá 9 meses de suporte e poderá ser atualizada para a próxima, 22.04 “Jammy Jellyfish”, que será do tipo LTS, ou seja, com suporte estendido, de no mínimo cinco anos. Via Canonical, OMG! Ubuntu! (em inglês).
A Uber encontrou um jeito ~esperto de resolver os problemas das longas esperas por corridas e a insatisfação dos motoristas com os custos de operar na plataforma: aumentar o valor das corridas chamando o reajuste de “nova modalidade”.
O Uber Prioridade, disponível inicialmente em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA), é definido pela empresa como “mais uma oportunidade de ganhos para os motoristas e, para os usuários, a possibilidade de embarques mais rápidos”. Ele aparece na lista de modalidades e é opcional, pelo menos enquanto o índice de rejeição de viagens ou o tempo de espera permanecerem toleráveis no UberX comum.
A Uber não informou, no comunicado à imprensa, a variação percentual do Uber Prioridade em relação ao UberX. Diz apenas que a nova modalidade custa “um pouco mais”. Perguntei à empresa se essa informação existe e, caso receba uma resposta, atualizarei esta notinha. Via Uber.
Atualização (11h20): Segundo a assessoria da Uber, o Uber Prioridade custará em média 20% a mais que o UberX tradicional. “Esse percentual pode alterar dependendo de variáveis como horário e local, mas a média é de 20% mesmo.”
Nesta quinta (14), mais um streaming de games chegou ao Brasil: o GeForce Now, da Nvidia. Ele tem diferenças importantes em relação ao da Microsoft, como o plano gratuito (acesso “standard”/com fila de espera, sessões de 30 minutos) e o acesso aos jogos. No Xbox Cloud Gaming da Microsoft, a assinatura engloba um acervo de jogos. No GeForce Now, o usuário precisa ter os jogos em lojas parceiras, como Epic Games e Steam, para jogá-los. (E os jogos precisam ser compatíveis com o serviço; no momento, a Nvidia informa que são +800.) É como se a Nvidia estivesse alugando servidores poderosos remotos para rodar os jogos em dispositivos “fracos”, PCs Windows, Macs, celulares Android, iPhone e iPad.
O plano padrão, com maior qualidade de imagem e sessões sem limite de tempo, custa R$ 44,90 por mês. Via Nvidia, Abya.
Promessa comum em plataformas digitais de conteúdo e apontada como tendência por alguns analistas, na prática a economia dos criadores tem se revelado um mero repeteco de outras áreas da economia, concentrando o grosso da receita em pouquíssimos participantes.
O vazamento da Twitch expôs, de maneira crua, essa verdade inconveniente. Mas não só. O Axios levantou alguns dados de outras plataformas — Substack, podcasts e Twitter — que apontam para a mesma conclusão: entre criadores, a desigualdade é gritante.
Sara Fischer, da Axios, recuperou um texto de 2003 do escritor norte-americano Clay Shirky em que ele teoriza esse fenômeno: “Em sistemas onde muitas pessoas são livres para escolher entre muitas opções, um pequeno conjunto do todo receberá uma quantidade desproporcional de tráfego (ou atenção, ou renda), mesmo que nenhum membro do sistema trabalhe ativamente em direção a esse desfecho. Isso não tem nada a ver com fraqueza moral, vender-se ou qualquer explicação psicológica. O mero ato de escolher, espalhado ampla e livremente, cria uma distribuição da lei de potência.” Via Axios (em inglês).
Semana passada, a AMD alertou que o Windows 11 podia piorar o desempenho em games de alguns processadores da linha Ryzen em até 15%. A solução viria em uma atualização do sistema, prometida pela Microsoft. Na terça (12), a Microsoft liberou uma cumulativa, que… piorou o desempenho, segundo o TechPowerUp.
Pelas redes sociais, a AMD divulgou novas datas para duas atualizações que, essas sim, corrigem a perda de desempenho. Elas devem ser liberadas nos dias 19 e 21 de outubro. Via TechPowerUp (em inglês).
Xiaomi e Taboola anunciaram uma “parceria estratégica de longo prazo” nesta quarta (13). Sem especificar uma data, as duas empresas avisaram (ameaçaram?) que conteúdos do Taboola News serão exibidos na tela de bloqueio de mais de 100 milhões de celulares da Xiaomi em 60 países. O comunicado à imprensa não menciona países específicos, mas foi enviado a veículos no Brasil, logo…
Para quem não ligou o nome à empresa, a Taboola é responsável por gerar carrosséis de “nãotícias” no rodapé de notícias de verdade. Suas chamadas são para conteúdo no mínimo questionável; boa parte é de sensacionalismo barato, mas, não raro, aparecem mentiras deslavadas e coisas que beiram o criminoso. Apesar disso, seu produto está em uma infinidade de sites noticiosos, incluindo alguns renomados como Folha de S.Paulo e O Globo, os principais jornais do Brasil.
A única explicação para a onipresença do Taboola (e do Outbrain, rede rival no segmento de publicidade apelativa) é pagar muito bem. Bom para a Xiaomi, não tão bom para os usuários de Xiaomi que agora se depararão com pérolas como “Pílula natural para homens restaura sua virilidade e vigor” e “Médico Alerta: Pressão alta é um fator de risco. Se você toma Losartana, tente isso” — esses e outros exemplos estão nesta coluna do The Intercept Brasil.
A Taboola é uma das melhores justificativas para se instalar bloqueadores de anúncios em dispositivos que acessam a web. Não sabe como fazer? Siga por aqui.
Em setembro, o Facebook finalmente criou seu perfil no Consumidor.gov.br, a plataforma digital de solução de conflitos relacionados a consumo. Segundo o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (Sindec), que reúne as reclamações de 600 Procons espalhados pelo Brasil, entre janeiro e junho de 2021 houve um aumento de 285% em reclamações contra o Facebook.
“As reclamações giram em torno do compartilhamento não autorizado de dados e posterior envio e cobrança por produtos e serviços não solicitados, vazamento de dados para a criação de perfis falsos e queixas questionando os novos Termos de Uso e Privacidade do Instagram”, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). Via Senacon.
A portaria 12/2021 da Senacon, publicada em abril, determinou que plataformas de redes sociais que atendam a critérios objetivos ingressem obrigatoriamente no Consumidor.gov.br.
Fiz uma rápida consulta aos nomes das principais empresas do setor atuantes no Brasil na plataforma Consumidor.gov.br:
- Twitter, WhatsApp e Telegram não estão cadastrados.
- Facebook/Instagram e Google (dono do YouTube, mas que também engloba seus serviços de nuvem e software corporativo), sim.
Em 2021, o Google conseguiu solucionar 76,6% das 1.091 reclamações, tendo um índice de satisfação de 3 (numa escala de 0 a 5).
Já o Facebook/Instagram solucionou apenas 38,9% das 247 reclamações recebidas desde setembro, quando estreou na plataforma. Seu índice de satisfação é de apenas 1,7 (numa escala de 0 a 5).
De acordo com Lilian Brandão, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, em média 80% das reclamações enviadas ao Consumidor.gov.br são resolvidas. Via Agência Brasil.
O HalloApp, app que mistura mensagens com rede social criado por ex-funcionários do WhatsApp, ganhou uma funcionalidade imprescindível para qualquer app disposto a abocanhar um pedaço do mercado do Zap: envio/recebimento de mensagens de áudio.
Recentemente, os desenvolvedores detalharam o funcionamento dos grupos no blog oficial. Há boas ideias nesta implementação, como só permitir trocas de mensagens privadas entre contatos que tenham os números um do outro em suas agendas, organização baseada em tópicos/threads e notificações limitadas. Cada grupo pode ter até 50 participantes. Via HalloApp (em inglês).
O Google começou a liberar o recurso de seguir sites no Chrome estável. “Você pode escolher sites para seguir e suas atualizações RSS aparecerão nas novas abas do Chrome”, explicou Adrienne Prter Felt, engenheira do Google. Se a novidade ainda não apareceu aí, é possível forçá-la entrando em chrome://flags e ativando o item web feeds. Via @__apf__/Twitter (em inglês).
Quase uma década depois de acabar com o Google Reader, talvez o leitor de RSS mais popular que já existiu, o Google volta a dar atenção ao formato. Não caiamos nessa de novo. Existe um ecossistema rico de aplicações de RSS, dos mais simples e acessíveis, como o Feedly, a soluções robustas, como Feedbin, Miniflux e Tiny Tiny RSS, sem falar nos muitos apps compatíveis com esses serviços para iOS, Android e sistemas desktop.
O Google anunciou uma nova regra, válida para seu braço publicitário e para o YouTube, que corta o dinheiro de conteúdos que negam a mudança/emergência climática. “Isso inclui conteúdo que se refere às mudanças climáticas como uma farsa ou fraude, alegações que negam que as tendências de longo prazo mostram que o clima global está esquentando e alegações que negam que as emissões de gases de efeito estufa ou a atividade humana contribuem para as mudanças climáticas”, disse a empresa em comunicado.
De acordo com o Google, a nova regra, que passa a valer em novembro, foi criada a pedido de anunciantes e de criadores de conteúdo que não querem se ver associados a discursos negacionistas. Ela é uma via de mão dupla: proíbe criadores de conteúdo (que recebem dinheiro) e também os anunciantes (que pagam) de negarem a emergência climática.
O Google afirmou que usará uma combinação de ferramentas automatizadas e revisores humanos para aplicar a nova regra e que é capaz de diferenciar discursos negacionistas de debates acerca desses discursos: “Ao avaliar o conteúdo em relação a esta nova política, examinaremos cuidadosamente o contexto em que as reivindicações são feitas, diferenciando entre o conteúdo que faz uma afirmação falsa como fato e o conteúdo que relata ou discute essa afirmação.”
Será um desafio e tanto, dado o volume gigantesco de vídeos e anúncios que o Google processa e considerando o histórico, longe de ser perfeito, da empresa no combate a fraudes e a infrações às suas próprias regras.Via Axios (em inglês), YouTube.
No iOS 15, links AMP do Google estão abrindo como se fossem links normais. Danny Sullivan, espécie de rosto público do buscador do Google, confirmou que se trata de uma falha que será corrigida o quanto antes. Via Search Engine Land (em inglês), @dannysullivan/Twitter (em inglês).
No Windows 11, alguns usuários estão se deparando com a velha barra de tarefas do Windows 10. Ainda não há uma correção e a Microsoft não se manifestou sobre os casos. As gambiarras para consertar o problema vão de desfazer as últimas atualizações até criar um novo perfil no sistema. Via Bleeping Computer (em inglês).
Considerando a desgraça que é o AMP para a web e a perda de recursos da nova barra de tarefas do Windows 11, daria para considerarmos esses bugs como… bugs bem-vindos?
O Telegram não foi o único que capitalizou sobre a indisponibilidade do Facebook na segunda-feira (4), nem o maior beneficiado dependendo da métrica analisada.
Dados da consultoria Sensor Tower divulgados pela Bloomberg apontam que o Snapchat teve o maior salto no tempo gasto no app para Android, de 23% em relação à semana anterior. O Telegram apareceu em segundo lugar, com aumento de 18%, seguido por Signal (+15%), Twitter (+11%) e TikTok (+2%).Via Bloomberg (em inglês).
O Flickr lançou uma fundação a fim de preservar seu acervo de fotos públicas. “A Fundação Flickr representa o nosso compromisso em gerir este tesouro cultural e digital para garantir sua existência para as futuras gerações”, diz o texto no site da fundação. A ideia surgiu após a empresa reavaliar a iniciativa Flickr Commons, lançada em 2008, que cataloga e arquiva fotografias de fontes públicas diversas. Dica do leitor gabriel.
O Manual tem um grupo de fotografia no Flickr. Apareça!