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“Nova modalidade” da Uber soa como reajuste disfarçado do preço das corridas

A Uber encontrou um jeito ~esperto de resolver os problemas das longas esperas por corridas e a insatisfação dos motoristas com os custos de operar na plataforma: aumentar o valor das corridas chamando o reajuste de “nova modalidade”.

O Uber Prioridade, disponível inicialmente em Campinas (SP), Curitiba (PR) e Belém (PA), é definido pela empresa como “mais uma oportunidade de ganhos para os motoristas e, para os usuários, a possibilidade de embarques mais rápidos”. Ele aparece na lista de modalidades e é opcional, pelo menos enquanto o índice de rejeição de viagens ou o tempo de espera permanecerem toleráveis no UberX comum.

A Uber não informou, no comunicado à imprensa, a variação percentual do Uber Prioridade em relação ao UberX. Diz apenas que a nova modalidade custa “um pouco mais”. Perguntei à empresa se essa informação existe e, caso receba uma resposta, atualizarei esta notinha. Via Uber.

Atualização (11h20): Segundo a assessoria da Uber, o Uber Prioridade custará em média 20% a mais que o UberX tradicional. “Esse percentual pode alterar dependendo de variáveis como horário e local, mas a média é de 20% mesmo.”

15/10/2021, às 11h08

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20 comentários

  1. Poucas vezes usei o 99 (e nunca usei o Uber – ou melhor, nunca instalei o Uber para mim) e sinceramente nem sinto tanta falta.

    O mal é que as pessoas não são educadas a usarem o transporte público, e bem, sabemos que a publicidade atiça as pessoas a usarem veículos particulares.

    Acho que só superaremos isso no dia que a galera começar a incentivar mais o uso de transporte público.

    1. Acho que não é problema das pessoas não serem educadas a usarem o transporte público, a questão é que ele é uma merda. Não acho que a Uber seja solução, longe disso. Mas não é só por comodismo que utilizam esse tipo de serviço (tanto que a Uber sabe disso e faz lobby pra impedir melhorias no transporte público).

      1. Não entendo porque as pessoas falam que “é uma mer**” e não prestam atenção nos porquês de eles ser considerado tal. Para mim é meio comodismo “ah, já é ruim, vou usar outra coisa”… Vimos o que aconteceu com este tipo de pensamento em 2018.

        Existem problemas sérios sobre o transporte público – isso é inegável. Mas é o que uma boa parte da população usa. O carinha classe-média-sofre que viu no Uber a opção de emular um Caco Antibes se aproveitou disso.

        Quando falo das pessoas não serem educadas a usarem o transporte público, falo por experiência – não se tem uma educação escolar moldada a fazer as pessoas a entenderem a mobilidade urbana. Acho que só em um Estado nordestino (peço desculpas por não lembrar de nome quem é) se tem uma educação de trânsito nas escolas como currículo oficial a ponto de poder ser usado para substituir as autoescolas na obtenção da CNH.

        Educação de Trânsito o faz entender as responsabilidades e também ajuda a pessoa a pensar melhor nas escolhas. Pode se priorizar tirar a carta, mas também com este conhecimento pode se pegar um transporte público.

        1. Não sei onde você mora, mas eu moro em uma área periférica do Rio de Janeiro. Eu não posso escolher os horários que vou e volto porque os ônibus funcionam em tempo restrito e, simplesmente, acabam. A linha de trem é risível e o metrô só funciona no Centro da Cidade e na zona sul (zona mais rica da cidade).

          Então não é uma questão das pessoas se educarem pra pegar o transporte, é um projeto de cidade que limita o acesso. Aos finais de semana, que os trabalhadores da zona periférica não precisam ir trabalhar nas áreas centrais, o transporte é mais limitado ainda. Fora as condições de estrutura dos ônibus, sem ar-condicionado, o elevador de acessibilidade não funciona, o motorista cumpre dupla-função, pelo horário limitado está sempre cheio.

          E, assim como você, sou alguém que não utiliza Uber e nem outro meio de transporte individual, mas entendo que, quem utiliza, não é por simples escolha.

          1. Também não entendi , a ideia do Educar para utilizar o ônibus.

            Aqui em BH somos bem servidos de transporte coletivo, utilizo para ir ao trabalho, área central entre outros locais, embora seja possível descolar do Ponto A ao ponto F através do MOVE, pagando apenas uma passagem, há ocasiões que o tempo é primordial, principalmente aos finais de semana, deslocamento transversal ao transporte coletivo, entre muitas outras opções, classificar uma pessoa como Caco Antibes, por isso é não entender um cenário mais amplo.

        2. Talvez as pessoas falem que é uma merda porque é uma merda? Eu entendo a sua frustração, Ligeiro, e compartilho do desejo de ver o transporte público mais usado e valorizado, mas entendo (muito!) a pessoa que prefere pegar Uber/99. Eu estava em processo de migração para ônibus quando começou a pandemia e desde março de 2020 não pego um ônibus. Só Uber/99. Mesmo antes, a depender de vários fatores — destino, horários, companhias —, preferia Uber/99 ao ônibus.

          Acho eu que o caminho para conscientizar e pressionar por mudanças não é por aí, apontando dedos e com críticas tão pesadas. Muita gente preferiria o ônibus se o serviço fosse melhor, mas não sendo… por que se sujeitar a isso sendo que tem um carro particular, pelo mesmo preço ou pouca coisa a mais? Pensar nos dilemas circunstanciais (a situação dos motoristas, o entupimento das vias por carros etc.) é um nível de debate mais abstrato. Na hora de ir do ponto A ao ponto B, muitas vezes a gente só pensa nisso: em ir do ponto A ao ponto B. Temos nossa parte por fazer, mas não serei eu nem você, nem ninguém individualmente, que vai mudar o cenário atual e transformar o ônibus na melhor opção.

          1. Tento meio que sacudir quando critico o fato das pessoas precisarem se educar sobre o transporte público. E eu sei mais que ninguém que não é o melhor jeito. Não sou o Ghedin, Felitti ou até mesmo o Pilotti, na qual vocês, já mais cultos, tem um jeito de falar melhor aos outros sobre os assuntos que abordam. Existem outros que são até melhores que eu para isso – alguns pedantes, outros nem tanto.

            Em uma analogia ao universo do Linux por exemplo: as pessoas buscam o opensource para tentar ao mesmo tempo equilibrar entre os custos de contratar alguém para fazer algo, e os pagamentos dos direitos de uso de algo. Se não fosse o Linux, talvez até hoje estaríamos com softwares mais caros? Vai saber.

            Se não fosse a criação de veículos para uso em transporte público, provavelmente talvez teríamos mais problemas com os veículos particulares, mas aí óbvio que é uma suposição.

            Para não ficar divagando muito (até pq admito que estou com cabeça quente agora para comentar), vamos dizer que aponto dedos porque não gosto que falem “é uma mer**” e ignoram que parte dos problemas do transporte público é também culpa das escolhas políticas ou até mesmo de comodismo ou ego. Enfim.

    2. Belém é uma das capitais que vai ser enrolada pelo Uber com essa nova cobrança.
      Aqui, faz mediade 30°C, não temos metrô devido à geologia da cidade e os ônibus NÃO tem ar condicionado.
      Quer chegar arrumado em algum evento diurno? Esqueça.

      1. Acho que ao invés da galera ser fã de carros, deveria ser fã de transporte público, não?

        Aí provavelmente teriam incentivos para por ar condicionado em ônibus. Ou até mesmo criação de sistemas ferroviários (VLT, Metrô, etc…)

        Mas bem, infelizmente criminosos já estragaram a cultura sobre transporte e priorizaram o automóvel particular em detrimento do transporte público.

        1. Opa Ligeiro queria ter visto esse seu comentário antes.

          Morei em Belém em 2011 e visitei em 2019, e cara basicamente o ônibus que circulava em 2011 tava circulando em 2019, e eles já eram ruins em 2011!!!, em Belém além de ser um calor infernal pra ficar esperando ônibus e perigoso se for a noite,determinadas linhas demoravam pra caramba alô @pratinha, fora que Belém até aquela época não tinha bilhete único a passagem era paga só em dinheiro sem integração(só existia pra VT e o bilhete de estudante era só pra validar a meia passagem, vc pagava em dinheiro) oi anos 90 rsrs.

          O transporte público é uma merda, a pessoa pra ser fan tem que ser masoquista.

          Já o Uber quando andei em 2019 a maioria das corridas davam um valor de 9-15 reais, fica difícil comparar ambos.

  2. Eu já considero o bom e velho taxi como prioridade.
    Por diversas vezes fui ao mercado e pedi um Uber Bag, afinal, Bag = Preciso de porta malas… e o motorista me questionava pelo chat aonde eu tava, pra aonde eu ia (penso eu que o Uber mostra antes dele aceitar, não?) e se eu tinha compras.. ao responder: Estou no mercado X, vou pra Y e tenho compras, o motorista cancelava.
    Hoje, quando trata-se especificamente deste cenário (2x por mês), eu vou direto ao ponto de taxi (do outro lado da rua). O preço, normalmente, da 2-4 reais mais caro, mas esse é o preço do sossego e tranquilidade de não ter de esperar 10-20-30 minutos, dar justificativas, lidar com cancelamentos constantes e etc (só por 2-4 reais) é muito stress pra pouca diferença.

    Já tenho até o telefone do ponto de taxi, é só ligar, pedir e em menos de 3 minutos estão na porta do mercado pra carregar as compras e me levar pra casa.

    1. A se pensar que o Uber começou (teoricamente pelo storytelling deles) devido a problemas com táxis… Agora o jogo virou…

      1. Pois é rapaz… eu ia finalizar meu comentário com “triste”, mas pensando pelo lado dos taxistas, nem é, talvez seja triste pra evolução da tecnologia em si.

    2. Eu vejo muita falta de bom senso em relação ao uso do Uber em Supermercados.

      – Como todos sabem, o motorista de uber ganha por corrida e pra piorar sabemos que o valor atual não é tão atrativo assim.
      – Passageiros de pedem uber em supermercados normalmente fazem viagem curtas e com preço de corrida baixo junto adicione isso a demora para concluir a viagem uma média de 30 minutos entre aceita e desembarcar, tudo isso por unas R$6,00 que na verdade ele vai ficar com uns R$3,00, Lembrando que esse tempo de espera longo significa que o motorista de deslocará de uma distância muito longa, e que no final o preço da corrida aliado ao tempo de encerramento não cobre o custo, então a conta não fecha, nesse cenário um passageiro poderia reconhecer que a conta não fecha e dar uma gorjeta de uns 10 reais, dinheiro de sorvete, mas que deixaria transação super sadia e não envolveria Uber.

      – Do outro lado temos os motoristas que pra não cairem nesse conto, fazem um série de perguntas invasivas para aceitar, enquanto bastariam recusar de imediato, porém isso tem um peso na nota final da Uber, que também poderia como muitas outras métricas deixar isso como opção ao motorista não aceitar esse tipo de corrida, já que se sente lesado.

      – Já pedi corrida em supermercardos de bairro, e quando ví o preço que ia pagar e a trabalheira eu fiquei com vergonha e sim ofereci uma gorjeta de R$ 10 Reais na época, eu lembro da minha esposa faladndo comigo eu não tenho culpa se esse é o preço que a Uber cobra rsr, mas depois ela colocou a mão na conciência, aqui na minha região Belo Horizonte, esse tipo de demanda foi suprida por motoristas que fazem o carreto na hora, ficam identificados como carreto de compras e cobram por deslocamento, da minha casa até o supermercado são uns 2 KM, pago a ele R$15,00 é um preço considerado justo, ainda sobre

      1. Se existe uma oferta, ela será demandada. A não ser que as operadoras de aplicativo de carro digam “a partir de hoje, corridas de supermercado serão mais caras” ou “não pode mais corridas com carga a partir de supermercado / lojas / etc…”, pessoas vão usar isso.

        Não sei se já viu gente com uma renca de sacola de compras no ônibus. Se não é o motorista de aplicativo ou carreteiro que fará a corrida, será o ônibus.

        E não é só para supermercado. Para lojas de eletrônicos (para levar uma TV de 40 polegadas por exemplo) ou até mesmo de materiais de construção (para pegar cimento) já vi casos assim.

        O único aplicativo popularmente conhecido para isso é o Uber / 99. E são os únicos “legalizados” também. Se existisse alguma opção extra para este tipo de coisa (e não falo só dos carretos).

        1. Mas aí cai no ponto que eu disse falta bom senso, não dá pra fazer do uber um serviço de Frete pra levar geladeira, levar uma TV nos dias atuais é tranquilo, seja no ônibus, no Uber ou até a pé, porque são super leves.

          Vc citou acima muita falta de bom senso.

          Levar saco de cimento no Uber, normalmente as lojas de construção tem frete pra isso, nesse caso o usuário quer baratear a compra, fazendo o uber de carreto,
          Levar compras de supermercado no Uber, citei o caso acima acima e já passei por isso.

          O uber não é feito para ser utilizado como serviço de transporte logístico, está nos termos de serviço.
          https://www.uber.com/legal/pt-br/document/?country=brazil&lang=pt-br&name=general-terms-of-use

          Acontece que há essa brecha, e o motorista do aplicativo as vezes faz esse tipo de corrida, mas não é viavel financeiramente para ele, esse é um dos grandes motivos desse tipo de recusa.

          Infelizmente se não há esse tipo de serviço nessas localidades o motorista não pode ser penalizado por essa indisponibilidade.

          1. Corrigindo a frase
            “Vc citou acima muita falta de bom senso.”
            As pessoas que utilizam o Uber da maneira citada

          2. Lhe entendo. O ponto é que as pessoas se aproveitam disso.

            Não dá para se fazer muito exceto se botar punições ou limitações claras, algo que provavelmente a empresa de aplicativos não fará pois ela sabe disso e vai permitir tal situação.

            Salvo engano, se tentou propagar aplicativos de frete até, mas ou não teve publicidade ou não vingou mesmo.

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