A Microsoft aposentou o Internet Explorer. A partir desta quarta (15), o IE 11, última versão do navegador, não tem mais suporte da empresa.

Ao longo dos próximos meses, usuários que ainda usam o IE serão redirecionados aos poucos para o Edge com o “IE Mode”, uma espécie de “Internet Explorer dentro do Edge” para aplicações legadas que dependem de algum recurso exclusivo do IE. No futuro, uma atualização do Windows desabilitará o IE e removerá ícones dele.

O IE foi pivô do grave processo antitruste que a Microsoft respondeu no final dos anos 1990, quando usou o domínio do Windows para tirar a Netscape do mercado e empurrar o IE aos seus usuários. No início dos anos 2000, o IE 6 era tão dominante que sua estagnação significou a estagnação da própria web. O Firefox começou a mudar esse cenário em 2004, mas foi só em 2008 que o nêmesis do IE surgiu: o Chrome, do Google. Via Microsoft (em inglês).

João Gabriel Santos, da área de TI da startup de segurança Gabriel, criou o Layoffs Brasil, um site que cataloga e contabiliza as demissões em startups no Brasil. Para os RHs, há listas dos profissionais agora disponíveis — e pagando uma mensalidade, ganha-se acesso antecipado, listas tratadas e notificações para novas inclusões. Via Baguete.

A informação de que a Netflix lançará um plano gratuito no Brasil no início de 2023 foi desmentida pela empresa, assinala a coluna atualizada de Cristina Padiglione, que havia dado a notícia em primeira mão.

“Segundo a assessoria de comunicação da empresa, houve um ‘mal entendido’ por parte do vice-presidente de conteúdo da plataforma na América Latina, Francisco Ramos, o Paco, quando ele assegurou que todo o catálogo poderá ser oferecido com gratuidade”, diz Cristina.

Seria estranho, mas compreensível, se apenas um executivo tivesse dado essa bola fora, mas foram dois confirmando a mesma coisa, o que deixa no ar a hipótese de terem soltado a informação antes da hora. A conferir. Via Folha de S.Paulo.

A partir desta terça (14), a Proteção Total de Cookies do Firefox passa a vir ativada por padrão no mundo inteiro. O recurso, lançado de maneira limitada no Firefox 86, em fevereiro de 2021, confina cookies de terceiros ao domínio/site que o carregou, impedindo que esses dados sejam cruzados para rastrear o usuário em suas andanças pela web.

Com a Proteção Total de Cookies, diz a Mozilla, “as pessoas podem se beneficiar de mais privacidade e ter as ótimas experiências de navegação que elas esperam”. Via Mozilla (em inglês).

Em abril, a startup californiana Smartlabs, dona da marca de produtos de casa inteligente Insteon, declarou falência. Corta para junho: a Insteon está de volta, comprada por “um pequeno grupo de usuários apaixonados da Insteon”. Apaixonados e endinheirados.

O primeiro ato dos novos donos, segundo comunicado do novo CEO, o investidor Ken Fairbanks, foi religar a conexão dos HUBs da Insteon à internet. “A cada dia, mais clientes estavam perdendo as esperanças, então era crítico restaurar isso o mais rápido possível”, escreveu.

Ainda que uma cara, é uma solução para quando suas quinquilharias de casa inteligente deixarem de funcionar porque a empresa quebrou. O que garante que agora será diferente, porém? Via Insteon, The Register (ambos em inglês).

A economia de Axie Infinity, o jogo “earn-to-play” da Sky Mavis, parece ter dado um mergulho para a morte em 2022. (Em agosto de 2021, o Manual mergulhou no jogo para entender e explicar a sua dinâmica.)

Segundo a Bloomberg, o valor das duas criptomoedas atreladas ao jogo, os Axie Infinity Shards (AXS) e as Smooth Love Potion (SLP), derreteram. O AXS, que no topo chegou a valer US$ 165, está sendo negociado a US$ 14 na manhã desta terça (13). A SLP, que bateu US$ 0,40 no pico, vale agora US$ 0,00378 (menos de um centavo de dólar).

A baixa afugentou os jogadores. O número deles, que chegou a ultrapassar os dois milhões em novembro passado, está agora em cerca de 650 mil. Os que ficaram não ajudam as criptomoedas a recuperarem seu valor pelo que o economista Lars Doucet chama de problema do “dragão sonolento”:

Axie está preso no problema do “dragão sonolento”: Toda vez que o valor da SLP começa a subir, os dragões — as pessoas que estão esperando para transformar suas SLP em dinheiro — acordam e liquidam suas fortunas, empurrando de volta o preço para baixo.

Não chega a ser surpresa que um jogo medíocre cujo único incentivo é fazer dinheiro tenha implodido. A Sky Mavis sacou isso, ainda que tardiamente, e agora faz um trabalho para exaltar a porção “play” do “play-to-earn”: removeu referências a ganhos na promoção de Axie Infinity, lançou uma variação do jogo livre do esquema de criptomoedas, Axie: Origin, e tem organizado reuniões públicas com jogadores em que a direção garante que vai ficar tudo bem. Acredita quem quiser. Via Bloomberg (em inglês).

Que o histórico de aplicativos de mensagens do Google é uma bagunça, não é novidade. Que o GTalk, o primeiríssimo (e o mais querido) desses apps, ainda estava ativo, isso sim é uma surpresa.

O Google avisa que o suporte ao GTalk em aplicativos de terceiros, como Pidgin, Trillian e Adium, será encerrado na próxima quinta-feira (16). (O GTalk funcionava no protocolo aberto XMPP, o que permitia acessá-lo de outros aplicativos.)

O GTalk foi lançado em 2005, dentro do Gmail. Em 2013, perdeu protagonismo dentro do Google para o Hangouts, parte do Google+ (lembra?). Os aplicativos oficiais foram descontinuados em 2017 e agora, enfim, sai de cena o suporte a apps de terceiros — o último prego no caixão do GTalk.

Demorou tanto para o GTalk dormir em paz que, agora, o Hangouts nem existe mais (acho). Em seu lugar, o Google agora recomenda o Google Chat, o aplicativo de mensagens do Google Workspace. Via Google, blog do Google (2017), Wikipedia (todos em inglês).

Há algumas semanas, o projeto Thunderbird anunciou planos de desenvolver um aplicativo para Android. Nesta segunda (13), saiu o anúncio de que o Thunderbird para Android será, na realidade, o venerável K-9 Mail, resultado da fusão dos dois projetos.

Àqueles que não o conhecem, o K-9 Mail é um app de e-mail para Android de código aberto — e único, depois do melancólico fim do FairEmail.

O K-9 Mail e seu desenvolvedor, Christian “cketti” Ketterer, agora fazem parte da família Thunderbird e trabalharão juntos para transformar o K-9 Mail em Thunderbird para Android, com paridade de recursos, sincronia e identidade visual alinhada à do Thunderbird para computadores. Via Thunderbird (2) (em inglês).

O engenheiro Blake Lemoine, do Google, acredita que a inteligência artificial LaMDA, apresentada pela empresa em 2021, é senciente. Acredita tanto que causou um rebuliço na empresa e fora dela, quebrando contratos de confidencialidade para provar seu argumento, até ganhar férias remuneradas do Google. A empresa nega que sua IA seja senciente.

LaMDA, abreviação em inglês para “modelos linguísticos para aplicações de diálogo”, é uma tecnologia que o Google emprega em vários dos seus produtos para predizer sentenças que humanos usariam. Não é senciente, é só uma inteligência artificial relativamente boa em regurgitar de forma coerente as toneladas de conteúdo escrito por seres humanos que o Google devora e processa.

A história de Lemoine, contada em ótima reportagem de Nitasha Tiku no Washington Post, envolve crenças transcendentais e alguns questionamentos interessantes. E ecoa o primeiro robô de conversação da história, o ELIZA.

Criado em 1966 por Joseph Weizenbaum, do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, o ELIZA emulava um terapeuta. Mesmo com uma lógica simples, a ilusão era forte o suficiente para fazer vários estudantes se abrirem com o programa. Via Washington Post (em inglês).

Pavel Durov, CEO do Telegram, confirmou nesta sexta (10.jun) que vem aí uma versão paga do aplicativo — e ainda neste mês de junho. Em seu canal, Durov disse que em breve será oferecido um Telegram Premium, com “mais recursos, velocidade e funcionalidades” que a versão gratuita.

O executivo citou, de maneira vaga, alguns dos possíveis recursos aos usuários pagantes: envio de arquivos e documentos grandes, e figurinhas, reações e formatos de mídia exclusivos. Os limites atuais do Telegram — que já são bem generosos — continuarão valendo para quem preferir continuar na versão gratuita. Via @durov/Telegram (em inglês).

Eu adoro o meme do iPhone de botão. Ele brinca com a ideia de que os modelos de iPhone com o design antigo, com o botão Home/Touch ID, seriam hoje sinal de pobreza — o oposto do que o iPhone, bem ou mal, ainda representa para muita gente.

Adoro o botão e irei defendê-lo, mas sempre esboço um sorriso (com respeito) quando topo com uma piada de iPhone de botão por aí. Via Terra, Núcleo.

O GitHub anunciou o fim do editor de código Atom. Criado em 2014, ele ficou meio de escanteio nos últimos anos e perdeu espaço, na empresa e entre os usuários, para o Visual Studio Code, da Microsoft — que, lembremos, comprou o GitHub em meados de 2018.

O projeto Atom seguirá ativo até 15 de dezembro deste ano, para dar tempo aos usuários de trocarem e se adaptarem a outro editor. Via GitHub (em inglês).

Países da União Europeia e legisladores do bloco chegaram a um acordo nesta terça (7) a respeito da padronização de cabos de recarga de pequenos eletrônicos.

A partir de 2024, será obrigatório o uso do USB-C no bloco. Isso significa mudanças à Apple, única entre as grandes que ainda não abraçou o USB-C. Se quiser continuar vendendo produtos no Velho Mundo, a empresa terá que aposentar o conector Lightning, que equipa todos os iPhones desde o iPhone 5, além de alguns iPads e outros acessórios, como os AirPods.

Outros detalhes da vindoura lei europeia é a opção ao consumidor de adquirir novos produtos com ou sem um cabo, e a extensão da padronização a notebooks, 40 meses após a legislação entrar em vigor. Via Parlamento Europeu (em inglês).

O iPhone não foi a única linha da Apple a sofrer baixas com os anúncios das novas versões dos sistemas operacionais da casa nesta segunda (6), na abertura da WWDC.

O macOS Ventura não será disponibilizado para vários modelos de MacBook (incluindo o adorado early 2015 que este editor usa) e o Mac Pro “lixeira”, de 2013. Na real, todos os Macs anteriores a 2017 ficaram de fora da nova versão.

Parece que a transição dos chips Intel para os ARM da Apple será mais rápida do que se imaginava.

O caso do watchOS 9 é mais curioso. A versão do Apple Watch mais antiga compatível com ele é a Series 4, de 2018. A Series 3, lançada um ano antes, continua à venda como “modelo de entrada”, o que gera um problema (inédito?) na Apple: a empresa está vendendo um produto oficialmente defasado. Via Apple (2) (em inglês).

A Apple não mencionou, durante a apresentação de abertura da WWDC, quais dispositivos receberão o recém-anunciado iOS 16. Talvez porque, desta vez, os mais antigos ficaram pelo caminho: iPhone 6S, iPhone SE (original) e iPhone 7 não receberão a nova versão do sistema. A má-notícia aparece enterrada no final do comunicado à imprensa. A versão final do iOS 16 chega no outono do hemisfério Norte, o que normalmente se traduz em setembro. Via Apple (em inglês).