7 dicas para iOS / iPhone que você talvez não conheça

Faz algumas semanas que passei a usar um iPhone 5 como celular principal e nesse meio tempo conheci alguns truques legais do iOS. Nada que mude o mundo, mas coisas que agilizam ou fazem os outros esboçarem um risinho quando veem.

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Um apelo: pare de filmar com o smartphone em modo retrato

Não é de hoje que todo smartphone é, também, uma câmera bem decente. A fotografia foi uma das primeiras áreas absorvidas pela convergência dos smartphones. Por estarem presentes neles há tanto tempo, já temos câmeras em celulares que rivalizam em qualidade com as compactas.

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Novo Kindle Paperwhite, ou como melhorar o melhor e-reader

Não foi a Amazon quem começou essa história de e-readers com tela de e-ink, mas foi graças a ela que este nicho ganhou a popularidade que tem hoje. Os dispositivos Kindle são referência no segmento e versão após versão redefinem o que se deve esperar de um bom e-reader.

Tablets e smartphones, embora continuem funcionando após anos de serviços prestados se bem cuidados, parecem sofrer de obsolescência percebida, ou seja, mesmo funcionando bem a mera existência de modelos mais avançados atiça o nosso espírito consumista. Não precisamos de um celular novo, mas queremos um.

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Leituras da semana #9

Na seção Leituras da semana a ideia é trazer até cinco posts de outros sites publicados no decorrer da semana que merecem ser lidos. São artigos primariamente sobre tecnologia, mas que, seguindo a linha editorial do Manual, podem também flertar com comunicação, psicologia e outras áreas desde que tenham uma abordagem relacionada a gadgets ou bits.

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CES 2014: os principais anúncios, as maiores apostas e Michael Bay

A CES (Consumer Electronics Show) é o primeiro grande evento de tecnologia do ano. Em janeiro, emendado com as festas de fim de ano, expositores, profissionais de TI e jornalistas se reúnem em Las Vegas, EUA, para darem ao mundo um vislumbre do que provavelmente será o tom da tecnologia de consumo nos meses seguintes.

É um negócio enorme. Nesta edição, mais de 3200 empresas disputaram a atenção 150 mil pessoas que passaram por lá. E mesmo assim, ao longo dos últimos anos o evento tem perdido um pouco da sua força. Empresas maiores, como MIcrosoft, Apple, Samsung e Google, não aparecem, preferem anunciar novos produtos em eventos próprios ou mais focados. Faz sentido, dado que o volume de notícias numa CES é capaz de soterrar mesmo novidades que em outro contexto seriam o centro das atenções.

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Permissões de apps: como elas funcionam no Android, iOS e Windows Phone

Um smartphone moderno é composto por um punhado de sensores, módulos e recursos. É esse arsenal que faz com que ele seja tão versátil, tão útil no dia a dia. Os desenvolvedores podem utilizar essa gama de poderes para facilitar ou mesmo viabilizar o funcionamento dos seus apps. Só que é como dizia o tio de um super-herói: com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Você presta atenção nas permissões que os apps exigem antes de instalá-los?

A Tatiana contou, na Galileu, os motivos que a levaram a desinstalar o app do Facebook em seu smartphone Android: o excesso de permissões que o app pede para ser instalado. Como ela nota, algumas fazem sentido, outras soam estranhas mesmo sob a bandeira da comodidade.

Todo smartphone vendido atualmente conta com um sistema de permissão destinado aos apps. Como eles funcionam em sandboxes, ou seja, isolados entre eles e do sistema, as permissões funcionam como um contraponto de flexibilidade nessa estrutura orientada à segurança, como pontes seguras entre os apps e os recursos que o smartphone tem.

Por padrão o sistema operacional bloqueia acesso a esses recursos em prol da segurança. Um app, para usufruir desses recursos, precisa declarar explicitamente quais são necessários e apenas com a anuência do usuário as portas virtuais que os guardam são abertas.

Nós temos a chave, mas somos proprietários displicentes. Raramente atentamos para as permissões que um app pede e, nessa, acabamos abrindo a porta de casa para qualquer um. Um jogo gratuito precisa mesmo saber a minha localização? Por que uma rede social quer saber meu histórico de ligações, ou ficar aberta o tempo todo em segundo plano? E esse app de piadas, quer minha lista de contatos para quê?

Abaixo, faço um passeio pelos sistemas de permissões das três principais plataformas móveis: Android, Windows Phone e iOS.

No Android, é tudo ou nada

Ao instalar um app no Android, o Google Play exige confirmação para as permissões que ele pede. Surge uma lista delas na tela com um botão de confirmação embaixo. Clique nele e o app é instalado; discorde e você volta para a Play Store, sem o app.

Permissões que o Path pede no Android.
Ou você aceita tudo e recebe o app, ou cancela a instalação.

Essa abordagem é oito ou oitenta, não há meio termo do tipo “ok, app, você pode saber a minha localização e acessar as fotos do celular, mas nada de ler meus contatos”. Alguns apps até permitem configurações granulares de permissões após a instalação — no Facebook, talvez o exemplo-mor de app que extrapola nesse ponto, dá para deixar a localização desativada por padrão, por exemplo. No geral, porém, é aquela abordagem rígida do aceite total que vale.

Abordagem que, claro, não é a ideal, mas que tem sua validade. Dependendo do app e do que ele pede, é melhor deixá-lo de lado — em muitos casos é de se pensar se o risco vale a pena. Existem aqueles chatos, mas mais amenos, em que você verá propagandas assustadoramente precisas, de anunciantes próximos, graças à concessão da sua localização via GPS. Outros são mais graves; você pode acabar vítima de um golpe, como o do Balloon Pop 2 que sequestrava conversas no WhatsApp para revendê-las depois.

O Android carece, ainda, de uma central de privacidade. O recurso fez uma rápida aparição na versão 4.3: o App Ops abria todas as permissões de cada app instalado e permitia revogá-las individualmente. Era preciso usar algum programa que criava a interface para o App Ops, como o da Color Tiger1.

App Ops em funcionamento no Android 4.3.
Screenshots: EFF/Reprodução.

Ele não durou muito. Na versão 4.4.2 o App Ops sumiu com a justificativa, do Google, de que sua aparição recente fora um descuido e que na prática trata-se de um recurso usado apenas internamente para testes. Triste, mas compreensível: muitos apps simplesmente “quebram” quando permissões vitais são revogadas.

O melhor a se fazer, por ora, é ficar atento às permissões na hora de instalar um app — e desistir ao menor sinal de desconfiança.

As permissões de apps são ainda piores no Windows Phone

Requisitos do Hisptamatic Oggl, para Windows Phone.
No Windows Phone, requisitos dos apps são apresentados discretamente na Loja de Aplicativos.

No Windows Phone a situação é similar à do Android, com uma agravante: as permissões são listadas na Loja de Aplicativos, só que essa não pede confirmação do usuário na hora de instalar algum — com apenas uma exceção, a do acesso à localização.

A lista de permissões de um app fica soterrada na página “Detalhes” dele na loja de apps. Em texto puro, logo depois da descrição e entre links legais que recebem ainda menos atenção, o posicionamento ruim de informações tão importantes é preocupante. Elas deveriam estar em local mais acessível e ter mais destaque ali.

A Microsoft lista, na ajuda do Windows Phone, todas as permissões possíveis a um app.

O mais triste é que nas configurações do sistema existe uma aba “Aplicativos” que, em vez de contemplar todos, fica restrita a alguns nativos, pré-instalados do sistema. A exceção é o item “Tarefas em segundo plano”, que lista apps capazes de rodar em segundo plano e permite revogar esse privilégio.

iOS: demorou, mas é assim que se faz

O iOS é o sistema que melhor lida com permissões de apps.

Não foi sempre assim. Antes do iOS 6, essa parte do sistema era um desastre. Foi preciso um escândalo envolvendo o app Path para que a Apple tomasse providências e desse a devida atenção às permissões dos apps.

Exemplo de app requisitando permissão especial no iOS.
No iOS, as permissões são concedidas durante o uso do app.

No começo de 2012 o app do Path foi flagrado enviando listas de contatos dos usuários para seus servidores sem notificá-los disso. Até então o iOS só informava e pedia autorização do usuário para o uso do sistema de notificações push e dos serviços de localização que um app porventura precisasse; todo o resto era concedido de pronto, sem aviso algum.

Com o estouro do caso Path, que repercutiu até no Congresso dos EUA, mudanças foram feitas no iOS 6. Além de notificações e localização, o sistema passou a regular outras permissões nos apps, a saber:

  • Contatos
  • Calendários
  • Lembretes
  • Fotos
  • Compartilhamento Bluetooth
  • Microfone

A App Store continua sem listas de permissões para os apps por lidar com elas de maneira diferente. Ao instalar um app de lá, ele não ganha acesso imediato às permissões de que precisa. É durante o uso que o usuário concede (ou não) as necessárias. O app vai perguntando na medida em que uma função que dependa de certa permissão é acionada e aí cabe ao usuário concedê-la ou não.

Não existe o risco de “quebrar” apps porque as diretrizes da App Store exigem que o desenvolvedor preveja comportamentos alternativos para quando certas permissões forem negadas. As notas de lançamento do iOS 6 para desenvolvedores esclarecem isso:

“Além dos dados de localização, o sistema agora pede permissão do usuário antes de liberar o acesso a apps terceiros a certos dados do usuário.

(…)

Para dados de contatos, calendários e lembretes, seu app precisa estar preparado para ter o acesso negado a esses itens e ajustar o comportamento de acordo. Se o usuário ainda não foi questionado sobre a liberação do acesso, a estrutura retornada é válida, mas não contém registros. Se o usuário negou o acesso, o app recebe um valor nulo ou nenhum dado. Se o usuário garantir permissão ao app, o sistema consequentemente notifica o app de que ele precisa ser reiniciado ou reveter os dados.”

Área Privacidade, nas configurações do iOS, e app Foursquare sem acesso à localização do usuário.
No iOS, permissões são concedidas durante o uso dos apps e podem ser revogadas a qualquer momento.

Nas configurações do sistema existe, ainda, uma área chamada Privacidade. Ela concentra as permissões que o sistema oferece e dá ao usuário o poder de vetá-las, para qualquer app, a qualquer momento.

Permissões de apps são importantes

As permissões de apps são meio como a EULA do Windows, ou os termos de uso das redes sociais: a maioria aceita sem ler. Nem o fato de serem compostas por poucas linhas anima o usuário médio a prestar atenção nos privilégios que ele concede sempre que instala um app. O que é um perigo.

Este é um assunto importante. Ler aquelas poucas linhas e tentar entender por que um app pede certas permissões é um esforço válido. Na próxima vez que fizer uma parada no Google Play ou na Loja de Apps do Windows Phone, ou que um app no iOS começar a pedir muita coisa, abra de olho, questione.

Foto do topo: Vit Brunner/Flickr.

  1. A Color Tiger oferece, agora, o App Ops X. Ele não está disponível no Google Play porque o método de instalação viola as regras do Google — a saída, pois, é fazer sideloading do app. Os desenvolvedores garantem que o app funciona mesmo no Android 4.4.2 e prometem um futuro cheio de atualizações, integração com o Tasker, pré-configuração de permissões a serem desativadas de pronto e outras vantagens. Mais informações no Lifehacker. ↩︎

One Touch Idol: por fora, bela viola; por dentro…

Do anúncio da fabricação de smartphones no Brasil até o lançamento comercial do mais poderoso deles (por aqui), passaram-se cinco meses. Em dezembro, a tempo do Natal, o One Touch Idol ganhou as prateleiras do varejo e a loja virtual da própria Alcatel, uma estratégia diferente que foge das operadoras e tenta entrar em contato direto com o consumidor. Com preço sugerido de R$ 899, o que esperar do Idol?

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Leituras da semana #8

Na seção Leituras da semana a ideia é trazer até cinco posts de outros sites publicados no decorrer da semana que merecem ser lidos. São artigos primariamente sobre tecnologia, mas que, seguindo a linha editorial do Manual, podem também flertar com comunicação, psicologia e outras áreas desde que tenham uma abordagem relacionada a gadgets ou bits.

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Ultra HD, OLED, tela curva e apps: as tecnologias que estarão na sua próxima TV

Apesar de não formarem uma categoria que instiga substituições recorrentes pelos consumidores, as TVs têm sido palco de muitas experimentações, novidades e promessas nos últimos anos. Da alta definição ao Ultra HD, algumas características se consolidam e ajudam a vender mais, outras são solenemente ignoradas pelo público.

A CES, que acontece todo mês de janeiro em Las Vegas, EUA, costuma antecipar tendências. Em 2014 não será diferente. A feira começa daqui a alguns dias e fabricantes grandes e pequenas prometem trazer novas telas de altíssima resolução e recheadas de novos recursos.

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Deixei as outras novidades do Manual do Usuário para fevereiro a fim de colocar logo no ar o novo layout do blog. E aí, gostou?

Ele é responsivo, o que significa que se adapta automaticamente às telas menores de tablets e smartphones. É nas grandonas, porém, que o layout brilha — dê uma olhada no review do Moto X, já adaptado. Dá para colocar fotos enormes no meio do texto, vídeos, preencher as laterais com gráficos e imagens menores… Fica lindo.

Alguns detalhes precisam ser arrumados, como o “Responses”/“Comments” não traduzido, mas o grosso está pronto. Se flagrar alguma coisa fora do lugar, deixe um comentário aí embaixo.

E não ache que isso é tudo. Tem mais coisa boa a caminho. 2014 será divertido.

Os equipamentos e apps que uso, 2014

Por mais simples que seja uma operação, ela demanda instrumentos, padrões e um workflow minimamente estruturado. É assim com o Manual do Usuário: um blog de um homem só, um homem preparado para ler, escrever, fotografar e filmar.

É bem comum usarmos momentos de ócio no fim do ano para reavaliarmos partes da vida, refletir onde erramos e onde acertamos e, nessa, fazer pequenos (ou grandes) ajustes. Resolvi usar parte desse tempo para contar a vocês o que uso (ou pretendo usar em 2014) no trabalho que desempenho aqui. Além de útil, quero também trocar figurinhas nos comentários, descobrir apps, equipamentos etc. É um post com segundas intenções :-)

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O que esperar da tecnologia (e do Manual do Usuário) em 2014

Embora não tenha colocado nenhum rótulo ou outro indicador aqui, o Manual do Usuário ainda está se encontrando. Achar esse norte não é fácil, acredite. O ano prestes a acabar poderá ser visto, no futuro, como o ponto de transição na forma com que encaramos a Internet e o oceano de informação que despejamos nela diariamente. O Manual é um pequeno exercício nesse sentido.

O stream de informações atingiu seu ápice em 2013. O agora, o eternamente em construção, o falar de tudo e o não querer perder nada. Na bela coluna em que observa e discute esse fenômeno, Alexis Madrigal diz acreditar que em breve as pessoas cairão na real e pedirão a volta de conteúdo estruturado, atemporal, duradouro.

Será? As manchetes forçadas do Upworthy e as infinitas listas de temas óbvios do Buzzfeed lotando linhas do tempo e feeds de notícias permeadas por reclamações e reclamações de reclamações colocam essa esperança contra a parede. O que a salva é que a Internet é um lugar bem grande. Da mesma forma que o conteúdo apagável começa a ser seriamente considerado, o duradouro também pode fazer seu retorno triunfal. Já vem fazendo, na realidade, com features, longform e o Slow Web em alta. Em 2014 haverá mais diversidade no que passa pelo stream — e mais vida fora dele.

Previsões, ou desejos para 2014

Em seu livro A Estrada do Futuro, Bill Gates resume a sinuca de bico que é fazer previsões:

“(…) Este livro pretende ser um livro sério, embora daqui a dez anos possa não parecê-lo. Tudo aquilo que eu tiver dito de certo será considerado óbvio. O que estiver errado será considerado cômico.”

Encare o que vem a seguir mais como desejos do que previsões — assim ganho o direito de errar sem ter dedos apontados lá na frente :-)

Nunca me agradou esse clima de torcida na tecnologia, ver o “seu” sistema ganhar dos outros, dar risada e se sentir genuinamente feliz com o tropeço de uma empresa. Menos disso ano que vem, por favor. Não dou bola para picuinhas do tipo aqui e fico feliz em ver que vocês, leitores, também não entram nessa pilha.

A passos incrementais, mas evoluindo sempre, a tecnologia segue firme como ditadora e distração da vida moderna. Se até ontem queríamos smartphones mais potentes e telas mais densas, o próximo passo é a computação contextual: sistemas que se antecipem às nossas vontades usando sinais secundários. Coisas que eram de ficção científica alguns anos atrás já fazem manchetes surpreendentes, como a do drone da Amazon, e o que era excitante até então se transforma em commodity. Nada de errado, porém, em ver o iPhone e o Galaxy S virarem lugar comum; os preços caem, o smartphone se populariza e mais gente ganha acesso a essas telinhas legais.

O afogamento na tecnologia me parece um caminho sem volta. A computação vestível e a Internet das coisas conectará tudo e todos. Não sei quando, mas acredito que em breve. Na mesma proporção virão as críticas sobre o excesso de tecnologia e sobre o excesso de produção de conteúdo. Encontrar o meio termo disso tudo será um dos grandes desafios nessa segunda metade da década.

Talvez um bom parâmetro para o momento seja o garotinho do comercial da Apple. Registrar bons momentos é legal, vê-los todos através de um celular, privando-se deles com a justificativa do relato, não. Já disse aqui que bom senso é relativo. Com as mudanças comportamentais que a tecnologia estimula, saber quando deixar o celular de lado será, mais do que um traço de bom senso (seja lá qual for a sua medida disso), uma habilidade valiosa e apreciável.

E quando estivermos com o celular na mão, vamos… pensar melhor no que publicar, no que opinar. Embora o Facebook nos pergunte incessantemente o que estamos pensando, não é preciso dizê-lo a todo momento, sobre todo e qualquer assunto. Lá, no Twitter, em qualquer lugar que nos incite a opinar usando um gadget, que pensemos (mesmo!) duas, três, várias vezes antes. Se vale a pena mesmo discutir e se a discussão é, no fim das contas, salutar.

Michel Laub clama por um guia que nos ensine como não falar sobre as amenidades da vida e as notícias do cotidiano:

“Algumas coisas são inegociáveis, claro, mas nem toda ponderação é sinônimo de relativismo covarde. Assim como nem toda omissão. Pierre Bayard escreveu um ensaio divertido chamado ‘Como Falar dos Livros que Não Lemos’ (Objetiva).

Gostaria que alguém escrevesse um com a tese oposta: como resistir em falar dos livros que lemos, dos filmes que vimos, do que aparece na TV ou do que comemos no almoço, e do trânsito e da poluição e da péssima qualidade dos serviços na cidade e assim por diante.”

Parece brincadeira. Se for, é uma amargamente verdadeira. Faz falta um guia desses.

Planos para o futuro

A premissa do Manual do Usuário, este pequeno espaço na Internet que gerencio, é abordar tecnologia e comportamento derivado dela com os dois pés no chão e uma boa dose de crítica. Não falar de tudo é parte do serviço que presto: a privação do ruído faz um bem enorme, permite que você se alimente mais com o que importa e deixe o banal de lado.

Essa curadoria às avessas será cada vez mais importante. Se antes o trabalho era garimpar conteúdo nas escassas pedreiras da Internet, hoje ele abunda de todos os lados e a maior dificuldade é peneirá-lo em busca do que faz a diferença. Daí a excepcional resposta de quem se aventura com newsletters: conteúdo com começo, meio e fim, ponto. As pessoas sentem falta disso e quando encontram essas pequenas pepitas de ouro em meio a tanto pedregulho, apreciam-nas.

Ainda estou em busca do ponto de equilíbrio para o Manual do Usuário. Fazendo uma análise de fim de ano, acho que nesses dois meses de vida do blog fui bastante rígido com a linha editorial do blog. Em 2014 devo publicar mais posts. Nem todos serão enormes como os que já foram ao ar, mas cada um deles será importante. Considere isso uma resolução de ano novo.

Encerro hoje os trabalhos no Manual do Usuário em 2013. Para o ano que vem, além desse refinamento na linha editorial o blog ganhará um novo layout (está ficando lindão!) e tentarei torná-lo sustentável de maneiras não muito… convencionais. Vocês participarão mais também, e acho que essa será a parte mais bacana.

Boas festas e nos vemos em 2014!

Imagem do topo: SpectralDesign/Flickr.

Importação como pessoa física: proibições, impostos e outros cuidados para evitar surpresas

Caixa dos Correios feita em casa.
Foto: Crystian Cruz/Flickr.

Um pouco tarde para as compras deste Natal, os Correios em parceria com a Senacom divulgaram um boletim de proteção ao consumidor com orientações importantes sobre a importação de produtos por pessoas físicas. A falha no timing é perdoável porque, apesar de mais frequente no fim do ano, comprar de sites estrangeiros se tornou uma prática comum para muita gente aqui — nos últimos dois anos, houve um aumento de 389% em encomendas do tipo.

DealExtreme, AliExpress, Tmart, Etsy, eBay… Muitos sites enviam produtos para o Brasil, uns até sem cobrar frete. Como lá algumas categorias de produtos saem bem mais em conta que aqui, por que não importá-los?

Existe regras na compra de produtos de fora. Tal ato é, como o boletim enfatiza, um de importação. O documento de sete páginas condensa o que importa em uma linguagem acessível, prevê casos excepcionais e vem com um punhado de links para entender melhor a burocracia da importação.

Importante: as regras descritas abaixo, como bem lembrou o leitor Leandro, valem para quando a encomenda é recebida pelos Correios. Nas palavras dele: “se vier por courier como DHL, FedEx ou UPS, é um pouco diferente, já que os Correios não participam do processo e todo o desembaraço é feito pela transportadora”. Um caso alternativo famoso que o Leandro cita é o da Amazon, que faz algum tempo passou a enviar mais coisas além de livros e periódicos cobrando os impostos na hora da compra.

Abaixo, alguns dos pontos mais importantes. Recomendo, porém, a leitura do documento original.

Proibições

Dá para importar um punhado de coisas sem problemas, ainda que alguns itens mais sensíveis dependam da anuência do órgão responsável.

Alguns produtos, porém, são proibidos. A lista é grande e pode ser vista neste PDF dos Correios.

Há uma limitação física também: encomendas muito grandes ou muito pesadas são devolvidas à origem. Os limites são os seguintes:

  • A maior dimensão deve ter até 1,05m.
  • A soma das dimensões (altura + largura + comprimento): não pode ser maior que 2m.
  • Peso máximo pode ser de até 30 kg (trinta quilos) sendo que vai variar o limite de acordo com a modalidade postal contratada pelo remetente.

A lista é concomitante, ou seja, a sua encomenda precisa respeitar esses três itens. Extrapolou um, diga adeus a ela.

Produtos isentos de imposto

Encomenda disfarçada de presente.
Foto: Arlindo Pereira/Flickr.

Livros, jornais e periódicos são isentos de imposto, bem como presentes dados de pessoa física para pessoa física desde que o valor aduaneiro, ou seja, a soma do valor, frete e seguro (se houver), não ultrapasse US$ 50.

Algumas lojas oferecem o “serviço” de remover rótulos e outros indicadores de que se trata de uma compra, para que o produto pareça um presente. Como é prática antiga (e fajuta), imagino que o pessoal da Receita esteja atento a esse jeitinho. Não cola mais.

Medicamentos acompanhados de receita médica também não pagam imposto, mas precisam passar pela fiscalização da ANVISA.

Tributação de encomendas

A tributação de encomendas feitas por pessoa física cai no Regime de Tributação Simplificada, ou RTS, que dispensa a contratação de despachante para o despacho/desembaraço. O teto em valores para essa categoria é de US$ 3.000; acima disso é preciso a contratação de um despachante e aí o processo fica caro e complexo.

Para produtos de até US$ 500, o desembaraço depende do pagamento de uma Nota de Tributação Simplificada, que consiste em 60% do valor aduaneiro. Os Correios mandam a nota para o endereço do destinatário e esse precisa ir à agência fazer o pagamento, aceito apenas em espécie.

Entre US$ 500,01 e US$ 3.000, as despesas aumentam. Além da alíquota de 60%, incide também ICMS (varia de estado para estado) e uma taxa de despacho aduaneiro no valor de US$ 150. A contratação de um despachante é opcional.

Fiscalização da Receita Federal

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Galpão da Amazon no Reino Unido.
Galpão da Amazon UK. Foto: Chris Watt/Flickr.

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Todas as encomendas que chegam ao Brasil estão sujeitas à fiscalização da Receita Federal. Ela tem por objetivo confirmar as informações anexadas à encomenda, inclusive os valores declarados, e verificar se o produto se enquadra em um dos casos especiais que dependem de anuência de outro órgão para entrar no país — o boletim dos Correios lista essas situações na terceira página.

O site da Receita esclarece como essa verificação é feita. Entre outras coisas, informa que a verificação pode ser realizada por amostragem de volumes e embalagens, o que explica porque aquele seu primo que importa o mundo nunca foi pego. Ele apenas deu sorte de nunca ter caído nessa amostragem.

Cuidados na compra

O boletim é um amigão e dá dicas de boas práticas sobre como se precaver para o caso de problemas na compra. Por melhor que seja a reputação da loja em questão, imprevistos acontecem.

Logo de cara, ele esclarece que os Correios não têm acordos comerciais com site algum lá de fora. Eles apenas fazem a ponte entre fornecedor e consumidor desde que no país de origem a postagem no país de origem tenha sido feita através da administração postal oficial por uma modalidade que seja distribuída no Brasil pelos Correios. Dessa forma, ao entrar no país a encomenda ganha aquele código de rastreamento para acompanhar o trânsito dela pelo site dos Correios.

É preciso ficar atento ao site também. Da mesma forma que existe muita loja charlatã no Brasil, no exterior não é diferente. Em conglomerados como eBay e Etsy, que funcionam de modo parecido com o MercadoLivre, ou seja, são vitrines para pequenos vendedores, atenção redobrada. Vale pesquisar a reputação do vendedor, se ele teve muitas reclamações, coisas que os próprios sites fornecem aos interessados.

Guarde todos os comprovantes e tire screenshots da oferta, do anúncio, do que puder. Mesmo internacional, ainda assim se trata de uma relação de consumo, logo ela está protegida pelo Código de Defesa do Consumidor e pode-se recorrer ao PROCON para reclamar de irregularidades na relação. Antes de apelar para a justiça, tente conversar com a loja. Já recorri ao suporte da DealExtreme e em algumas negociações no eBay; nesses casos os vendedores foram muito atenciosos e resolvemos tudo por email mesmo.

A legislação aduaneira exige a guarda de documentos relacionados à importação por cinco anos. Eles podem ser pedidos pela Receita Federal ou pelo Banco Central.

O prazo máximo para a entrega de uma encomenda importada é de 180 dias. Caso um produto venha com avaria e precise ser devolvido para reparos ou troca, deve-se recorrer à Exportação Temporária. Este PDF explica o trâmite.


Comprar nos exterior sem sair do Brasil é uma boa pedida para pagar menos e ter acesso a produtos que não estão à venda ou são difíceis de encontrar em algumas cidades brasileiras. Use as dicas acima com sabedoria e boas compras!

Os melhores apps para Windows Phone lançados em 2013

Ninguém disse que seria fácil, mas como foi difícil (ou está, dependendo do seu julgamento) emplacar o Windows Phone como terceira opção de sistema móvel. A concorrência com iOS e Android é acirrada e o fator de desequilíbrio nesse segmento, os apps, ainda aparecem em maior número e qualidade nas plataformas rivais.

Esse cenário caótico para o Windows Phone começou a mudar em 2013. Não, ainda não temos apps inovadores e sensacionais no sistema da Microsoft, mas pelo menos os apps mais populares ganharam versões para ele. É um começo.

Veja também:

Na lista abaixo você confere os dez melhores apps para Windows Phone lançados em 2013. Está em ordem alfabética, para evitar injustiças. Agradecimentos aos amigos do Twitter, em especial ao Guilherme da Silva Manso, pela ajuda na busca pelos apps.


App para Windows Phone: 627.AM.

627.AM

Freemium (R$ 2,99 para remover anúncios)
Twitter do desenvolvedor

Este assistente pessoal para Windows Phone não usa comandos de voz, como a Siri ou o Google Now. O 627.AM condensa em sua interface bonita e bem arranjada alguns recursos comumente dispersos em vários apps: previsão do tempo, alarme e lembretes.

O que mais agrada no 627.AM é a simplicidade. Ele oferece um bloco dinâmico que deixa à vista informações úteis, o que é um adianto no Windows Phone. Dá para configurar vários lembretes e programar alarmes para eles. Não é um app que muda vidas, mas um belo adendo ao sistema.

Screenshots do 627.AM.


App para Windows Phone: 6tag.

6tag

Freemium (R$ 2,49 para remover anúncios)
Site oficial

Poderia ser qualquer um dos apps do desenvolvedor francês Rudy Huyn. Ele parece ter tomado para si o desafio de preencher lacunas importantes do Windows Phone enquanto os desenvolvedores oficiais não o fazem.

O 6tag é um cliente do Instagram super completo e bem feito — nesse ponto, mais completo que o app oficial, ainda em beta. Grava e exibe vídeos, tem mapa, marcações e até alguns extras exclusivos, como colagem de fotos no envio. E, importante, é rápido e bonito.

Além do 6tag, Huyn também criou o 6snap (cliente do Snapchat), 6sec (Vine), apps da Wikipédia, contatos do Google e outros. Confira todos na página dele na loja.

Screenshots do 6tag.


App para Windows Phone: Audiocloud.

Audiocloud

Gratuito
Site oficial

O Audiocloud é um cliente para o SoundCloud. E um bem completo, com todos os recursos do site, como favoritar, seguir e ser seguido, fazer streaming e até download de algumas faixas — isso varia de artista para artista.

A interface não lembra muito o laranjadão do site e dos apps oficiais, mas é de bom gosto. O Audiocloud também traz um punhado de recursos do Windows Phone 8, como download e streaming em segundo plano, bloco dinâmico, capas para a tela de bloqueio e até criação de ringtones.

Screenshots do Audiocloud.


Apps para Windows Phone do Bing.

Bing apps

Gratuito

Os apps do Bing que vêm pré-instalados no Windows 8 demoraram, mas chegaram ao Windows Phone também.

São pequenos apps temáticos, sobre: notícias, esportes, finanças e previsão do tempo. Eles preservam algumas características dos irmãos mais velhos de computadores/tablets, como cores e modo de funcionamento, só que (bem) adaptados à tela menor do smartphone.

Screenshots dos apps do Bing.


App para Windows Phone: Fotor.

Fotor

Gratuito
Site oficial
Disponível também para iPhone e Android

Um editor de fotos bastante completo com opção de colagem — e das mais variadas. O Fotor tem desde as opções mais convencionais de edição (ajuste de contraste, brilho e saturação) até filtros pré-definidos e tilt shift. Essas opções são bem flexíveis, servidas com sliders e botões para ajustes finos.

A outra porção do app é a de colagens. A exemplo das telas de edição, aqui também sobram recursos e possibilidades. A proporção das colagens, a textura das bordas, o formato e tamanho dos quadros são todos personalizáveis. Depois é só salvar ou compartilhar nas redes sociais.

Totalmente gratuito, o Fotor é uma saída rápida e muito eficiente para editar fotos no Windows Phone.

Screenshots do Fotor.


App para Windows Phone: Fresh Paint.

Fresh Paint

Gratuito

Outro que fez a transição do Windows 8 para o Windows Phone, o Fresh Paint é um app de desenho bastante avançado, com vários pincéis que, ao serem arrastados pela tela, simulam a “textura” da tinta sobre o papel.

O Fresh Paint permite misturar cores e sobrepô-las na tela, como uma pintura real — e, em paralelo, existe um ventilador para “sopra” a tinta e impedir que ela se misture às demais. É possível começar os trabalhos com uma tela em branco, a partir de uma imagem ou com uma foto. O app responde muito bem aos toques, tem desfazer infinito e permite exportar ou compartilhar os trabalhos feitos nele facilmente.

Screenshots do Fresh Paint.


App para Windows Phone: Here Drive+.

HERE Drive+ e HERE Maps

Gratuito
Site oficial

Quem quer um smartphone rodando Windows Phone tem uma série de motivos para optar por um Nokia. Dois deles são esses apps, o HERE Drive+ e o HERE Maps. Eles condensam a expertise da Nokia em mapas com interfaces legais e recursos bacanas, especialmente a navegação curva a curva offline.

A cobertura no Brasil, pelo menos aqui no interior, é satisfatória. O HERE Drive+ é bem desenhado, com ícones grandes para facilitar seu uso como se fosse um aparelho GPS. Dá para salvar os mapas para uso offline e ele ainda conta com alguns recursos curiosos (e úteis), como o que te lembra onde o carro foi estacionado.

Já o HERE Maps é como se fosse o Google Maps, só que sem a parte de navegação curva a curva — a Nokia separa as duas funções em dois apps. Interface legal, com diversos pontos de interesse exibidos logo de cara e a função LiveSight, que usa realidade aumentada para mostrar, através da câmera do smartphone, a direção dos estabelecimentos próximos.

Screenshots do HERE Drive+.


App para Windows Phone: MixRadio.

MixRadio

Gratuito
Site oficial

Simples e direto, o MixRadio foi uma surpresa aos 45 do segundo tempo de 2013. Por ser gratuito, ele não dá muita liberdade ao usuário — você liga a rádio, vai informando que músicas curte e quais não fazem seu tipo e os algoritmos refinam a playlist. Porém a qualidade é bem boa, e por não cobrar nada é um negócio bem interessante.

O MixRadio permite salvar playlists em cache para ouvi-las offline e traz um punhado de playlists temáticas e com indicações de artistas. Dá também para criar canais com base em determinados cantores.

Com fones de ouvido, o MixRadio oferece equalizador e opções avançadas de áudio. Infelizmente o MixRadio+, versão paga mediante assinatura com uma série de vantagens, como playlists e pular músicas infinitos e exibição das letras das músicas, não está disponível no Brasil. De qualquer forma, o serviço básico é bem bom.

Screenshots do MixRadio.


App para Windows Phone: Nokia Camera.

Nokia Camera

Gratuito
Site oficial

A melhor câmera em um smartphone precisa de um app à altura. Pois bem, eis o Nokia Camera, antes conhecido como ProCam. Além do novo nome, o Nokia Camera ainda incorporou recursos do Smart Cam, um app que produz fotos divertidas, diferentes.

O grande barato desse app é o modo Profissional, que libera um punhado de controles manuais como velocidade de disparo, abertura do diafragma, ISO e foco. A interface, baseada em círculos, é fácil de manusear e leva as câmeras PureView ao limite — desde que você saiba o que está fazendo.

O Nokia Camera exige a atualização Amber e uma câmera PureView para funcionar. A Nokia está testando uma versão para o resto dos Lumias, mas ainda está em beta. Com a atualização Black, do Windows Phone, o app será capaz de tirar fotos RAW nos aparelhos PureView.

Screenshot do Nokia Camera.


App para Windows Phone: Simply Weather.

Simply Weather

Gratuito
Site oficial

Direto ao ponto, com uma interface minimalista e suporte aos recursos do Windows Phone (inserção na tela de bloqueio e bloco dinâmico), o Simply Weather é um app bem desenhado e muito bonito.

Arraste o dedo da borda de cima para baixo, e as poucas opções surgem. O mesmo gesto da esquerda para a direita revela a previsão do tempo para os próximos dias.

É um app simples, na mesma pegada do primeiro da Orange Tribes, o também bacana Sleeve Music.

Screenshots do Simply Weather.


A Microsoft também fez sua lista de melhores apps para Windows Phone do ano — meio fraca, com vários jogos. E, a exemplo do que rolou nas outras duas, os comentários são a extensão natural do post. Conhece algum app lançado em 2013 que não apareceu aí em cima? Conte para mim.

Os melhores apps para iPhone lançados em 2013

Depois de cinco anos apostando no esqueumorfismo, em 2013 a Apple mudou radicalmente o iOS. A última versão deixou de lado texturas e elementos do mundo real para apostar em um visual flat, plano, simples. E isso, claro, respingou nos apps. Nesta lista você confere os dez melhores apps para iPhone lançados em 2013.

É difícil encontrar algum app, pelo menos entre os mais populares, que ainda preserve a aparência antiga da era pré-iOS 7. Alguns foram atualizados sem ônus para o usuário, outros, aproveitaram a guinada visual para acrescentar recursos e cobrar novamente — o que na maioria dos casos não foi algo injusto, diga-se. Entre os novatos muita coisa boa apareceu, como é de praxe na plataforma móvel da Apple. Embora o Android tenha diminuído a desvantagem nesse setor, o iOS continua sendo o local preferido das surpresas em forma de apps.

A lista abaixo foi compilada com base em conversas no Twitter e no acompanhamento, durante o ano, dos principais apps lançados. Os dez apps estão em ordem alfabética.


App para iPhone: Any.do Cal.

Any.do Cal

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

O Any.do original, um app de lista de tarefas, apareceu primeiro no Android. Quando foi portado para o iOS, trouxe de carona um totalmente novo, o Any.do Cal.

O visual deste app é fantástico. Com muitas fotos, animações suaves e abordagens um tanto diferentes para uma agenda, ele joga novas cartas na mesa para uma categoria que, especialmente no iOS, clama por boas alternativas. De quebra, ainda conversa com o Any.do, puxando listas de tarefas para os eventos do dia.

Screenshots do Any.do Cal.


App para iPhone: DuckDuckGo.

DuckDuckGo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Em 2013 a privacidade online esteve muito em voga com as denúncias contra a NSA, utilização de dados dos usuários para fins nada nobres e outros escândalos do tipo. Muito antes disso o DuckDuckGo já oferecia uma experiência limpa, livre de usos comerciais questionáveis.

O app para iPhone traz alguns destaques na página inicial e a busca do DuckDuckGo no topo. Sem reutilizar seu histórico para direcionar publicidade, nem personalizar os resultados. O app ainda não foi atualizado para o visual do iOS 7, mas as funcionalidades estão todas ok. Para quem se encheu do Google ou quer algo diferente, é talvez a melhor alternativa.

Screenshots do DuckDuckGo.


App para iPhone: Duolingo.

Duolingo

Gratuito
Site oficial

Escolhido pela Apple o app do ano para iPhone, é fácil entender a decisão. O Duolingo ensina idiomas sem cobrar nada, com um método bem interessante de tradução colaborativa. No iPhone, o app conseguiu condensar as lições antes disponíveis apenas na web em uma interface fácil de entender e usar.

Dá para aprender espanhol, alemão, francês, italiano e português — nesses casos, tomando o inglês por idioma nativo/padrão. Falantes do português têm o inglês à disposição.

Com lições multimídia e um sistema de gamificação bem esperto, é melhor do que ficar jogando Angry Birds ou lendo a Caras na sala de espera do consultório, né?

Screenshots do Duolingo.


App para iPhone: IFTTT.

IFTTT

Gratuito
Site oficial

No curso de lógica matemática, uma das primeiras lições ensinadas é a dos conectivos lógicos. Entre eles, a condicional. “Se isso, então aquilo”, deve se lembrar qualquer estudante de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e afins. O IFTTT leva esse conectivo à Internet.

O app para iOS permite gerenciar e acrescentar novas receitas, da mesma forma que no site. Por estar em um smartphone, o IFTTT também usa recursos dele para automatizar algumas rotinas e facilitar a vida do usuário. Dá para, por exemplo, mandar as fotos tiradas com a câmera por email ou para algum serviço de armazenamento de arquivos na nuvem, receber um SMS todo dia de manhã com a previsão do tempo ou manter uma cópia da lista de contatos no Google Drive.

Screenshots do IFTTT.


App para iPhone: Mailbox.

Mailbox

Gratuito
Site oficial

Com uma lista de espera lotada por centenas de milhares de pessoas, o Mailbox foi lançado no começo do ano com uma proposta ousada: botar ordem no seu email — desde que ele esteja hospedado no Gmail.

A premissa do Mailbox é tirar da reta as mensagens que chegam. Ainda que você não a responda imediatamente, o gesto de adiá-la a remove da sua frente e ajuda a manter a bagunça em ordem. É uma abordagem meio lista de tarefas para o email que para muita gente funciona.

O app é gratuito e há alguns meses foi comprado pelo Dropbox. Desde então, ao baixá-lo o usuário ganha 1 GB de espaço neste serviço.


App para iPhone: Mailbox.

Quip

Gratuito
Site oficial

O Quip é um editor de textos moderno. Sem o legado de décadas de outros editores estabelecidos, como o Word da Microsoft, ele foca no que importa: sincronia em tempo real com a nuvem, colaboração dentro do app (edição, comentários e bate-papo integrados em uma linha do tempo) e recursos fáceis de serem usados. A página principal funciona como uma espécie de caixa de entrada, destacando documentos que foram modificados desde a sua última visita.

O app funciona também no iPad e na versão web. Ele é vinculado a uma conta Google e traz de lá os contatos — dá para chamá-los para colaborar em um texto. A interface é baseada em gestos e o teclado, no modo editor, ganha uma linha extra com alguns comandos, incluindo uns de inserção que permitem referenciar pessoas ou documentos, além de acrescentar imagens e tabelas.

Não dá para dizer que o Quip é a evolução do Word — há algumas limitações severas, como a impossibilidade de alterar a fonte –, mas ele tem boas ideias e uma execução muito bacana.

Screenshots do Quip.


App para iPhone: VSCO CAM.

VSCO Cam

Freemium (filtros via in-app purchase)
Site oficial
Disponível também para Android

Mais um app de fotos com filtros, sim, mas filtros legais, tão inspiradores que conseguiram criar uma micro-comunidade dentro do Instagram.

O VSCO Cam tem uma interface minimalista e elegante. Ele oferece muitos filtros, vários gratuitos, alguns pagos — e são esses que mantêm o app, que não custa nada para ser baixado e não exibe anúncios. O Grid é a página, igualmente elegante, onde as fotos dos usuários são publicadas. É opcional e dá para compartilhar as fotos em várias redes sociais independentemente de usá-la ou não.


App para iPhone: Tweetbot 3.

Tweetbot 3

US$ 2,99
Site oficial

O novo Tweetbot é tão bom que, tivesse outro nome, passaria fácil por um app novo. O melhor cliente de Twitter foi adaptado ao iOS 7 e, com um punhado de gestos e soluções interessantes de interface, é quase obrigatório para quem usa o Twitter no iPhone.

Não que seja difícil bater o cliente oficial — especialmente a estranha última versão. Mas além disso, o Tweetbot 3 excede o que se esperaria de um app do tipo. Ele é bem pensado, tudo faz sentido e não é raro tentar um gesto qualquer, do nada, e ele funcionar. Seria legal se o Twitter mesmo direcionasse sua experiência da forma com que a Tapbots direciona com o Tweetbot.

Screenshots do Tweetbot 3.


App para iPhone: Vine.

Vine

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android e Windows Phone

O Vine, comprado e relançado pelo Twitter, é um app de compartilhamento de vídeo com uma limitação marcante — como os 140 caracteres da empresa-mãe. No seu caso, esse limite é temporal: cada vídeo pode ter no máximo seis segundos. Pode-se filmar trechos à parte e como eles são exibidos em loop infinito, os usuários mais criativos conseguem fazer coisas bem interessantes. Se o Instagram tem vídeos hoje, é por culpa do Vine.

O app tem uma interface simples de entender e é bem direto. Ele conta com a dinâmica de seguir e ser seguido, além de canais temáticos e algum conteúdo selecionado por editores do serviço. Existem diversas páginas no Facebook dedicadas a mostrar os melhores trabalhos feitos no Vine e como tecnicamente ele é bem limitado, o que separa você dos melhores vídeos é só a criatividade.

Screenshots do Vine.


App para iPhone: Yahoo Weather.

Yahoo Tempo

Gratuito
Site oficial
Disponível também para Android

Ninguém esperava do Yahoo um app tão bonito e bem feito. Puxando fotos do Flickr (uma das suas propriedades) e combinando-as com uma bela interface, o Yahoo Tempo é um exemplo de design no iOS.

Além da previsão do tempo, o Yahoo Tempo oferece um radar interativo, informações de satélite, sensação térmica e velocidade do vento. A navegação se dá por gestos — dá para manter a previsão de várias cidades, alternando entre elas horizontalmente.

Screenshots do Yahoo Weather.


Na App Store você encontra a lista de apps do ano da Apple. Tem muita coisa legal lá e tenho certeza que fora dessas duas, da Apple e da do Manual do Usuário, ainda sobram alguns apps muito bons lançados em 2013. Conhece algum? Deixe a dica aí nos comentários.