Ultra HD, OLED, tela curva e apps: as tecnologias que estarão na sua próxima TV

Foto de 1958.

Apesar de não formarem uma categoria que instiga substituições recorrentes pelos consumidores, as TVs têm sido palco de muitas experimentações, novidades e promessas nos últimos anos. Da alta definição ao Ultra HD, algumas características se consolidam e ajudam a vender mais, outras são solenemente ignoradas pelo público.

A CES, que acontece todo mês de janeiro em Las Vegas, EUA, costuma antecipar tendências. Em 2014 não será diferente. A feira começa daqui a alguns dias e fabricantes grandes e pequenas prometem trazer novas telas de altíssima resolução e recheadas de novos recursos.

Há motivos para encarar essas novidades com atenção. Diferentemente do que rolou nos últimos anos, quando havia muita euforia em aspectos circunstanciais da experiência de se ver TV (apps e 3D, basicamente), o que a nova safra traz é melhorias diretas no que importa: a imagem. E, importante também, 2014 marca o início da descida dos preços, revelando uma queda mais acelerada do que a vista em outras novidades do passado, como as das TVs LCD.

Abaixo, um passeio pelas novidades que, futuramente, deverão estar na sua sala.

Ultra HD, ou UHD

Comparando as resoluções de TVs.
Imagem: Sharp/Reprodução.

O que classifica uma tela em alta definição é a quantidade de linhas horizontais que seu painel apresenta. O mínimo para uma ser considerada como tal é 720. Hoje, o padrão é o Full HD, ou 1080p, que consiste em uma resolução de 1920×1080. O próximo passo? Ultra HD ou UHD ou, ainda, 4k. Apesar desse segundo nome, a resolução não alcança quatro mil linhas nem na horizontal, nem na vertical — ela é de 3840×2160. E o mais estranho é que diferentemente dos padrões anteriores, nesse utilizaram as linhas verticais para batizá-lo.

E o 8k? De acordo com a ITU, agência das Nações Unidas responsável por dirimir questões que envolvem tecnologias de comunicação e informação, o 8k também se enquadra como um padrão Ultra HD. Com resolução de 7680×4320, ou 16 vezes maior que o Full HD, esse padrão está ainda mais longe dos mortais. Ano passado a Sharp apresentou uma TV 8k na CES. No momento, é mais uma questão “eu consigo” do que “comprem, isso é legal”. Deve ser bem legal mesmo, mas ainda há um longo caminho para massificar esse nível de definição.

Um pixel é a menor fração da imagem formada na tela. Em celulares mais simples é possível vê-los individualmente aproximando o rosto da tela. Idealmente, porém, espera-se que os pixels sumam e se tornem indistinguíveis. A Apple chama esse nível de densidade de “tela Retina”, uma classificação que carece de parâmetros — basta, segundo a empresa, que no uso de um gadget não se consiga visualizar os pixels.

Medida mais padronizada é a PPI, sigla em inglês para pontos por polegada. Em um smartphone, qualquer coisa acima de 300 PPI é bem satisfatória: como a tela fica mais perto do rosto do usuário, é preciso uma densidade alta para compensar essa proximidade. Em TVs a exigência é menor porque você, como um bom filho que ouve os conselhos da sua mãe, a vê de longe, afastado da tela.

Há diversos esquemas espalhados pela Internet que apontam as distâncias ideais entre TV e sofá. Com o UltraHD, esses esquemas mudam. Como a densidade de pixels é maior, dá para ficar mais próximo de TVs maiores sem que os pixels se tornem evidentes. Na realidade, você só nota diferenças em uma tela dessas em tais condições. Como elas têm quatro vezes mais pixels do que uma Full HD, a graça da coisa está em ver detalhes ínfimos com nitidez absurda, especialmente a distâncias que em resoluções mais baixas degradam o visual.

Adaptei a tabela abaixo, de Carlton Bale, convertendo a distância de pés para metros. Ela bate com as recomendações da Sony e da THX e traduz o que descrevi acima: quanto maior a distância entre espectador e TV, menor importância tem a resolução.

As distâncias ideias para cada resolução de tela.
Tabela: Carlton Bale.

Isso significa que o UltraHD é um mimo dispensável? Não. A imagem é tão boa que faria você encurtar sua sala para aproveitá-la da melhor forma possível.

Tem conteúdo em Ultra HD?

Quem tem grana e compra, hoje, uma tela Ultra HD se depara com um grande problema: escassez de conteúdo. Afinal, do que adianta um latifúndio de pixels se os filmes e TV assistidos não o explora totalmente?

A Sony é uma das que mais investem em oferecer conteúdo no formato. Ela tem um bom catálogo de filmes e programas de TV, cerca de 140 atualmente, no Video Unlimited 4K, seu serviço de aluguel e compra de vídeos sob demanda. A ponte de acesso é o media player FMP-X1. Nem ele, nem o Video Unlimited estão disponíveis no Brasil. Em outra frente, a empresa também já comercializa câmeras e projetores que trabalham nativamente com Ultra HD.

Recentemente o Google deu um passo importante para popularizar o Ultra HD. Seu CODEC1 de compressão, o VP9, dá suporte ao 4k e tem níveis de compactação surpreendentes — em alguns casos, consome metade da banda que um vídeo codificado em H.264, padrão mais popular no momento. A revisão também conta com o apoio das principais fabricantes de smartphones, componentes e TVs, o que aponta para suporte via hardware à tecnologia. Os vídeos enviados ao YouTube serão todos recodificados em VP9, o que se traduzirá em mais velocidade e resoluções altíssimas, beneficiando mesmo aqueles que ainda assistem vídeos em definição standard.

Quer ver Ultra HD no YouTube hoje? Você pode! Alguns vídeos enviados para lá contam com a resolução, mesmo não compactados com o VP9. Os desta playlist, por exemplo. Claro que se você não tiver um monitor ou TV Ultra HD, não fará diferença alguma na prática exceto pelo consumo extra de dados.

A enorme TV da Samsung.
Foto: Samsung/Reprodução.

A NHK, maior emissora de TV japonesa, encabeça as iniciativas para massificar o Ultra HD — as resoluções oficializadas pela ITU como Ultra HD, inclusive, foram proposições dela. As metas são ambiciosas, e bem próximas: 4k já em 2014 e 8k em 2020, com os primeiros testes começando em 2016. No Brasil, a emissora filmou em Ultra HD 8k o Carnaval do ano passado numa parceria com a Globo.

Enquanto essas promessas não se consolidam (mais ainda por aqui…), uma saída é adaptar conteúdo Full HD para Ultra HD através de upscaling2. Diversas fabricantes de ponta oferecem o recurso que, graças a algoritmos e processadores avançados, resultam em ganhos de qualidade de imagem. Nada que supere conteúdo nativamente Ultra HD, mas parece bom o suficiente para ser um diferencial ante marcas mais baratas da China incapazes de fazer esse truque.

A Toshiba, por exemplo, usa uma tecnologia de upscaling chamada CEVO 4K que, segundo a empresa, melhora todo tipo de imagem instantaneamente ao ser apresentada em uma TV Ultra HD. Na Sony, a mágica acontece graças ao motor 4K X-Reality PRO Picture. Mesmo sem nomes pomposos, TVs da LG e Samsung também fazem esse upscaling especial.

Dos males de ser early adopter, um deles é enfrentar limitação de conteúdo — pense nos video games, sempre lançados com um acervo limitado de jogos. A situação é parecida com TVs de altíssima definição.

OLED

Caras vendo TVs curvas OLED.
Imagem: Samsung/Reprodução.

Em feiras de tecnologia as TVs Ultra HD disputam a atenção de jornalistas e curiosos com as belíssimas OLED.

Antes de entendermos o que é OLED, é importante fazer uma distinção das TVs “de LED”, como as propagandas do varejo as chamam. Em relação às antigas (chamadas TVs “LCD” nas mesmas peças publicitárias), a diferença não está na tecnologia, mas no tipo de retroiluminação3 usada para “ligar” os pixels e, assim, formar as imagens. Há vantagens na retroiluminação de LED, como menor consumo de energia, mas é um incremento em vez de uma tecnologia diferente.

As telas OLED são, essas sim, novidades. Em vez de recorrerem a uma luz externa para ligar os pixels e formar as imagens, cada diodo tem luz própria. O Emerson explica isso melhor e cita outras características atraentes dessa tecnologia:

O OLED tem certa semelhança com o LED, mas difere em sua composição: trata-se de um material formado por diodos orgânicos (isto é, constituídos com carbono) que geram luz quando recebem carga elétrica. Estes diodos podem ser bastante pequenos, permitindo que cada pixel da tela receba este material de forma a ser iluminado individualmente.

Como o OLED é capaz de gerar luz, a tela não necessita de retroiluminação. Por causa disso, a indústria pode criar telas mais finas e que geram menos custos de fabricação, já que este processo também é mais simples. A espessura de painéis OLED é tão minúscula que é possível até mesmo a fabricação de telas flexíveis, já em teste em vários fabricantes.

As vantagens não terminam aí: telas OLED também gastam menos energia; geram cores mais nítidas, inclusive de preto, já que não há camadas que possam diminuir a intensidade de iluminação; suportam maior ângulo de visão; e oferecem menos tempo de resposta.

Só alegria. Mesmo com a vitória comercial das TVs LCD, há muita discussão, principalmente entre entusiastas, sobre qual a melhor tecnologia de TV, se LCD ou plasma. E adivinhe só? Geralmente as de plasma são mais recomendadas para quem procura maior fidelidade e qualidade de imagem.

Mesmo o OLED, que sobra em qualidade e se sobrepõe às outras tecnologias em praticamente todos os aspectos, tem seus problemas — em ambientes claros, por exemplo, o brilho fica prejudicado.

Nada de distorções nas telas curvas.
Foto: Reprodução/LG.

Tela curva

Invencionice do ano passado, parece que as telas curvas vieram para ficar — pelo menos no caríssimo segmento high-end. Na CES deste ano, Samsung e LG mostrarão duas gigantescas TVs de 105 polegadas com a tela curva. Por quê?

A maioria das salas de cinema tem tela curva. A ideia lá e que essas TVs buscam replicar é aumentar a imersão e minimizar as perdas que se teria nas extremidades com uma tela plana, como distorções e perda de cores. Este hot site da LG explica, com os exageros típicos da publicidade corporativa, as vantagens da tela curva. E, claro, há quem não veja tanta vantagem assim no formato.

Uma desvantagem das telas curvas é a dificuldade em pendurá-las na parede, coisa bastante comum e de uma praticidade enorme. Os primeiros modelos comercializados por LG e Samsung nem são gigantescos como os Ultra HD (começavam em 84 polegadas); 55 polegadas é um tamanho perfeitamente “pendurável” para TVs com painéis planos. Com as curvas, pelo menos até onde sei, essa possibilidade se perde.

Ainda não vi uma tela curva ao vivo, então fica difícil atestar as vantagens vendidas pelas fabricantes. Mesmo em feiras e eventos de tecnologia é difícil ter essa noção — o ambiente é muito diferente do de uma sala de estar, incluindo a importante distância entre espectador e TV.

Pode até ter um app para isso, mas ele deve ser ruim em Smart TVs

Imagem vazada da TV da LG com webOS.
Foto: @evleaks.

Além da enorme tela de 105 polegadas, a LG levará à CES 2014 TVs Ultra HD de OLED e tela curva. São cinco modelos, que vão de 55 a 77 polegadas e se não bastassem a convergência das três últimas grandes inovações no setor televisivo, elas têm como cereja do bolo o webOS, sistema operacional originalmente da Palm.

O webOS que nunca conhecemos foi descoberto pelo The Verge. Em uma bela reportagem, o site mostra em fotos e screenshots projetos inacabados nunca lançados por Palm e HP. Havia boas ideias ali, mas a concorrência pesada da Apple não pode ser acompanhada pelas duas donas do webOS.

Na TV, o webOS ainda é uma incógnita. Joga contra ele o histórico de Smart TVs e apps: nunca foram exatamente populares, ou mesmo bons. Com exceção de YouTube e Netflix, que por motivos óbvios têm bastante apelo na sala de estar, outras aplicações, como redes sociais, bancos e previsão do tempo, parecem estar mais próximos do 3D do que da alta definição na preferência do consumidor, ou seja, pontos de venda que fora da loja são raramente usados.

Apps e mais apps nas Smart TVs da Samsung.
Imagem: Reprodução/Samsung.

Quem quer ver tuítes na TV? Ou acessar o Internet Banking em uma tela enorme compartilhada por todos em uma casa? Os apps pouco fazem para instigar seu uso pelos consumidores, a maioria é lenta e/ou pouco inspirada. A chegada de apps exige o empoderamento dos aparelhos com processadores de dois e até quatro núcleos. Eles dão uma força aos apps, mas não alteram em nada as funções mais básicas da TV.

Para piorar, gigantes da tecnologia e startups espertas conseguem incrementar TVs “burras” com set-top boxes e video games que fazem qualquer Smart TV passar vergonha. A única vantagem desses apps embutidos é a comodidade — já estão lá no momento em que você liga a TV pela primeira vez. Eles ou um Xbox One, um Apple TV, um Roku 3 ou mesmo um Chromecast? Não há comparação.

A Samsung é uma das mais empenhadas em apps e já tem em seu portfólio TVs com processador quad core. Mas não só. A empresa coloca câmeras, oferece kits (caros!) de atualização para linhas antigas e controle da TV por gestos e voz. Neste ano a promessa é de aperfeiçoamentos nessas formas alternativas de comandar a TV. Tais iniciativas estão em suas linhas mais avançadas de TV desde 2012, mas ainda não convencem — é bom que melhorem mesmo, já que a primeira impressão foi, no mínimo, fria.

Quanto custa essa brincadeira

A Polaroid, aquela das câmeras instantânea, apresentará uma TV Ultra HD de 50 polegadas por menos de US$ 1.000 na CES deste ano. Ela não é a única a apostar em margens de lucro mais baixas. Aliás, ela faz parte da maioria.

Rumo a tornar-se a maior economia do mundo, a China é hoje o país mais faminto do mundo por novas tecnologias. Em 2013 foram vendidas 1,9 milhão de TVs Ultra HD de acordo com a consultoria NPD DisplaySearch. Dessas, 1,7 milhão na China. A previsão para 2014 é que os chineses comprem 78% das 12,7 milhões de TVs Ultra HD que serão comercializadas. A ascensão econômica tem sua parcela de culpa nesses números surpreendentes, mas outro fator contribui enormemente para eles: o custo das TVs lá.

Vendas e preços de TVs Ultra HD no mundo e na China.
Gráfico: The Wall Street Journal.

Fabricantes locais como Skyworth, Sichuan Changhong Electric e HiSense vendem equipamentos a preços muito baixos. O gráfico ao lado, do Wall Street Journal, dá uma ideia da disparidade entre os valores cobrados lá, nos EUA e no mundo inteiro. O preço dessa mamata reflete, segundo fabricantes mais estabelecidos, na qualidade. Paul Gagnon, diretor de pesquisa em TV norte americana do NPD DisplaySearch, disse:

“Comparações lado a lado tendem a mostrar uma grande diferença [de qualidade]. A questão é se ela vale ou não o dobro do preço. Isso é algo que tomará algum tempo para descobrimos.”

A enorme TV de US$ 150 mil da LG.
Foto: LG/Reprodução.

Para Samsung, LG, Sony e afins, é importante ressaltar o quanto for possível essa diferença em termos qualitativos. TVs como as de 105 polegadas são ótimos showcases, não devem ser sucessos de venda ao custo de US$ 150 mil cada. Não são equipamentos que trocamos todo ano, como smartphones, e nos EUA há um forte movimento em torno do “bom o bastante” — este relato de John Herrman dá uma dimensão de como, lá, os equipamentos genéricos vêm ganhando força.

Apesar desse cenário complicado, Ultra HD e OLED são tecnologias mais promissoras do que 3D e apps na TV, as que as precederam na tentativa de gerar demanda para a troca de TVs.

Levará algum tempo para que equipamentos com essas características cheguem a valores acessíveis, ainda que menos do que em outras grandes reviravoltas, como a da alta definição. Talvez esse dia coincida com o da ampla disponibilidade de conteúdo 4k, embora eu duvide um tanto disso. De qualquer forma, o futuro da TV será lindo — é bem difícil alguma coisa ficar feia em gloriosos 3840×2160 pixels.

Imagem do topo: Evert F. Baumgardner/Wikipedia.

  1. CODEC é a junção das palavras “coder” e “decoder”. É um dispositivo ou, no nosso caso, um software capaz de (de)codificar dados digitais.

  2. Upscaling é equiparar a contagem de pixels de uma resolução menor a outra maior — com poucas perdas. Há um conjunto de tecnologias que contrariam a lógica e fazem uma imagem de menor resolução ganhar vida nova em maiores. Nas TVs Ultra HD, é essa tecnologia que permite aos usuários aproveitarem conteúdo Full HD com qualidade próxima à do Ultra HD. Aqui tem um artigo bem detalhado sobre o assunto.

  3. Também chamada backlight, é um conceito bem literal: diz respeito à luz emitida atrás — no caso, da tela. Também nesse caso, a luz pode vir das laterais e, ainda assim, é classificada como retroiluminação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

12 comentários

  1. Gostei do texto, só queria sinalizar um pequeno errinho: ali onde fala sobre Ultra HD, diz assim: “O que classifica uma tela em alta definição é a quantidade de linhas horizontais que seu painel apresenta.” Isto está correto, por isso 720p tem 720 linhas horizontais. Mas depois diz: “Ultra HD ou UHD ou, ainda, 4k. Apesar desse segundo nome, a resolução não alcança quatro mil linhas horizontais — é de 3840×2160.” Na verdade, no caso da resolução 4k, as quase quatro mil linhas são verticais. Sim, é uma inconsistência na nomenclatura que não é culpa sua, mas quem gosta de especificações técnicas também gosta de precisão… ;-) Essa é mais uma confusão pra confundir a cabeça de quem não entende muito do assunto e pros promotores das marcas falharem na hora de explicar as coisas nas lojas.

    1. Tecnicamente a segunda parte também está correta, Rafael, já que 2160 também é menor que 4k :-)

      Mas sim, entendi o que quis dizer e foi mesmo um deslize. Vou corrigir o texto, obrigado!

  2. Um dos mais completos e esclarecedores artigos sobre o assunto que já vi. Apenas duas observações: falou-se muito, até demais, sobre o eminente lançamento do 3D sem óculos (que a meu ver seria a única forma de realmente popularizar esse aspecto da tecnologia), mas parece que isso caiu no esquecimento, ou não conseguiram desenvolver uma forma satisfatória de implementa-lo. Outra coisa, no artigo diz que as TVs Oled “geram menos custos de fabricação, já que este processo também é mais simples…” Pelas notícias que vi, ocorre justamente o contrário, são extremamente difíceis de fabricar, inclusive perdem-se muitas na linha de montagem, o que seria o principal motivo da demora e até adiamento nas datas de lançamento desse tipo de produto.

  3. Belo artigo, e com um excelente timing para mim. Semana passada fiz uma incursão à FastShop (loja física) para me inteirar sobre os modelos e tamanhos a venda, já que a minha é uma TV “HD ready” (comprada antes de saírem as full HD no Brasil). E saí meio decepcionado ao descobrir que *todos* os modelos disponíveis (vários) eram 3D. Não existe opção para o consumidor. Eu não quero uma TV com uma tecnologia que sabemos que não vai emplacar (se eu estiver errado, adoraria ver argumentos contrários) portanto adiarei a aquisição de uma nova TV pelo tempo que for necessário. Estou certo? Abraços!

    1. Realmente o 3D não é algo que seja necessário, mas também não vejo problema algum tê-lo na TV. Se todas tem o recurso e não custam mais por isso, por que não comprar?

      Eu recomendaria hoje comprar uma TV com acesso a conteúdos de mídia, como Netflix, Hulu e Youtube. Como o Ghedin comentou, esses são recursos realmente úteis pra quem quer sair da assinatura de TV “padrão”.

      Enfim, não vejo motivo para adiar a compra de uma TV nova.

      1. Não custam a mais “entre elas”, claro que estamos pagando por ele. “Chuto” que em 6 meses ~1 ano teremos TVs mais baratas sem o recurso…. sei lá. :-)

        1. Sobre o 3D, uma ressalva. Pra quem joga em split screen, existem telas que se aproveitam da tecnologia para permitir um modo game que mostra para cada jogador (com seu respectivo óculos), sua jogatina em tela cheia (cada um vê só seu jogo em tela cheia). Isso parece muito bacana, e é o único uso útil que vejo do 3D, mas é bem específico e também queria TVs de mesma qualidade de som/imagem sem isso por um preço menor.

          Sobre as Smart, o console faz muito melhor MESMO, parem de enfiar um computador inteiro na TV, é muita redundância pra quem tem outras opções melhores. Deviam focar em oferecer como opcional, ligado por HDMI ou USB.

        2. A minha, comprada no final de 2012, não tem 3D — nem apps, nem nada. É uma Samsung D5000 de 32 polegadas.

          Hoje é difícil achá-la (saiu de linha), e acredito que o mercado absorveu e integrou o 3D à gama de recursos básicos, como o Mateus disse. É pouco provável que ela faça o caminho inverso e volte a aumentar a oferta de TVs sem 3D.

          É uma situação parecida com a dos fones de ouvido que vem com smartphones. A maioria é péssima, e em todos os casos você estará melhor gastando uns R$ 50 em fones à parte, mas tem como comprar um smartphone sem fones? À exceção dos Nexus, não. Eles vêm no pacote, só que não é preciso usá-lo. Compre, ignore, aproveite a parte interessante.

          Se a presença do 3D é o que está te segurando para trocar de TV, vá em frente e troque logo :-)

          1. O uso de fones de ouvido para atender chamadas telefônicas só é possível com os que vem com os telefones.

      2. Há, sim, diferença de preço.
        Eu mesmo, ano passado, preferi uma TV com 3D que não era lançamento a uma TV sem 3D que era lançamento, com poucas diferenças entre elas e pelo mesmo valor.
        Escolhi pelo 3D porque comprei um home theater, e nesse não tive opção de escolher sem o 3D.

O site recebe uma comissão quando você clica nos links abaixo antes de fazer suas compras. Você não paga nada a mais por isso.

Nossas indicações literárias »

Manual do Usuário