Os equipamentos e apps que uso, 2014

Ferramentas, foto de OZinOH.

Por mais simples que seja uma operação, ela demanda instrumentos, padrões e um workflow minimamente estruturado. É assim com o Manual do Usuário: um blog de um homem só, um homem preparado para ler, escrever, fotografar e filmar.

É bem comum usarmos momentos de ócio no fim do ano para reavaliarmos partes da vida, refletir onde erramos e onde acertamos e, nessa, fazer pequenos (ou grandes) ajustes. Resolvi usar parte desse tempo para contar a vocês o que uso (ou pretendo usar em 2014) no trabalho que desempenho aqui. Além de útil, quero também trocar figurinhas nos comentários, descobrir apps, equipamentos etc. É um post com segundas intenções :-)

Dividi o texto em três partes. Na primeira, dispositivos móveis. Quais estou usando, como, e que apps mais abro no dia a dia.

A segunda, computadores. Sim, essas coisas antiquadas mas ainda insuperáveis na hora de botar a mão na massa e mostrar resultados.

Por fim, equipamentos auxiliares — basicamente com o que e como faço fotos e gravações.

Detalharei alguns pontos ainda nebulosos, a minha ideia é um papo sincero contigo — incluindo aí dúvidas e ignorâncias. No geral, porém, meu workflow hoje é bem enxuto e direto, e deve ser essa a parte mais interessante a você.

Smartphones e tablet

Em 2014, irei de iPhone 5.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Passei por 2013 usando um Nexus 4 como smartphone principal e um iPad 2. Para o ano que começa, uma substituição: sai o smartphone Android, entra um iPhone 5.

Já tinha visto e mexido rapidamente em vários iPhones, mas nunca tive um como aparelho principal. Será um exercício legal e, como meu perfil de uso é bem eclético — confio mais em soluções multiplataformas do que nas soluções integradas e fechadas das fabricantes –, até agora a transição tem sido suave. A maioria dos apps está presente nas duas plataformas ou tem equivalentes.

Disclaimer: Além do iPhone 5 e do Nexus 4, também estou com um Lumia 920. Não virei traficante, nem quero ostentar. A ideia é acompanhar a evolução e novos apps das três principais plataformas móveis.

Até agora ocupo apenas duas telas iniciais no iOS — descontados os apps da Apple, todos devidamente largados em uma pasta.

Como smartphone e tablet usam o mesmo sistema, a lista abaixo vale para ambos, ainda que os usos deles sejam bem distintos. O iPad é minha tábua de leitura e consulta “sofazística” de redes sociais. Eventualmente vejo alguma coisa no Netflix e brinco com jogos, mas esses últimos têm sido cada vez mais raros. O iPhone é… bem, é um celular. É o gadget que mais uso, disparado, dentro e fora de casa.

Os apps que me acompanham são:

Chrome e Gmail

Mesmo com o desempenho em JavaScript afetado por limitações do iOS (ou da Apple), acabo usando o Chrome pela sincronia que ele proporciona — meus computadores rodam Windows. Não importa onde use o Chrome, a experiência é sempre bastante consistente, e isso é importante.

O Gmail uso pela patricidade e usabilidade superior à do app de email padrão do iOS. A exemplo do navegador, é outro caso onde suprimo a velocidade em prol de outras vantagens. Não reclamaria, porém, se o Google agilizasse a abertura do Gmail…

Newsify

Para ler feeds, é a minha opção. Três aspectos me agradam muito no Newsify: a tipografia acertada, a navegação por gestos e o modo tela cheia. São suficientes para ignorar a sensível lentidão apresentada no iPad 2 ante concorrentes como Mr. Reader e Feedly — ambos bem legais também.

Pocket

É bem melhor ler um longo artigo sentado ou deitado no sofá do que na minha mesa de trabalho, encarando o notebook. Para tanto, apps do tipo “leia depois” são indispensáveis. A minha escolha é o Pocket: ele é rápido, tem uma boa tipografia e alguns recursos sociais que encontram o difícil equilíbrio entre utilidade e ruído.

Recentemente dei uma chance ao Instapaper, é um belo app também. De lá, gostei muito do refinamento da interface e dos filtros por tempo — dá para, por exemplo, puxar artigos que podem ser lidos em menos de cinco minutos, algo bem útil para matar o tempo sem correr o risco de deixar um post lido pela metade.

Pocket e Newsify são, de longe, os apps que mais uso no iPad. Tenho ambos instalados no iPhone também. Vez ou outra abro-os no smartphone.

Simplenote

Rápido, com sincronia com a nuvem e cheio de apps para diversas plataformas (até web), o Simplenote é a minha escolha na hora de fazer anotações. Uso ele para tirar da cabeça ideias de posts, anotar referências e links para pautas em andamento e escrever mesmo os posts em Markdown — é bem mais confortável que usar uma barra de atalhos ou marcações em HTML.

Tweetbot 3

Não sou o que se consideraria um heavy user de Twitter, tanto que sempre me virei bem com o app oficial. Isso até a última atualização que colocou DMs em destaque e as menções em um ícone de notificações. Ela é desastrosa, para dizer o mínimo.

Em vez de chateá-lo apontando tudo o que há de errado com o app oficial do Twitter (é muita coisa), vamos falar algo bom, do Tweetbot. Apresentação linda, animações suaves, diversos gestos… Vale cada centavo.

No iPad continuo com o app oficial. Ele não mudou e, além disso, o Tweetbot para iPad ainda não foi atualizado para o iOS 7.

Dropbox

Nada de iCloud, SkyDrive ou Google Play. Mantenho os arquivos que preciso no Dropbox, que é acessível e amplamente adotado por desenvolvedores. O bom é que preciso pouco dele já que a maior parte do que faço é na web.

Bônus: desde que ativei o backup automático de fotos no app do Dropbox nunca mais conectei meu smartphone a um computador para passar essas imagens. Mão na roda, e funciona muito bem.

Alguns outros apps que tenho instalado, mas que ainda não explorei ou uso para lazer (em ordem alfabética):

  • Facebook, Instagram, Vine, Tinder, Tumblr: dispensam explicações, né? Tumblr e Facebook em ambos, os demais apenas no iPhone.
  • Facebook Messenger, WhatsApp: são os dois apps de mensagens que uso. Está bom, né? Só no iPhone.
  • Foursquare: assim como o Snapchat, o Foursquare também sofre com problemas de imagem — muita gente acha que é um facilitador para stalkers e ladrões. Não é. Há muito a apreciar ali e as coisas no Foursquare estão crescendo mais e mais. Apenas no iPhone.
  • IFTTT: com muito potencial, devo gastar uma tarde explorando e criando novas receitas — tenho poucas cadastradas, todas muito úteis e eficientes. Apenas no iPhone.
  • Netflix, YouTube: se a TV da sala for objeto de disputas recorrentes, o iPad é a melhor tela que você tem à mão. Netflix apenas no iPad, YouTube em ambos — embora dê para contar nos dedos as poucas vezes em que o utilizei no iPhone; reflexo da falta de integração entre apps do iOS, ponto onde o Android é melhor.
  • Rdio: nunca usei o app de música do iOS — e, no ano passado, do Android. Apenas no iPhone.
  • Snapchat: é divertido, intimista, muito mais que sexting — que, aliás, (in)felizmente nunca recebi. Só no iPhone.
  • Timehop: velho conhecido, deixei de usar quando a versão por email foi descontinuada. Com o iPhone posso, novamente, ler as barbeiragens que publiquei neste mesmo dia em anos anteriores. Sempre uma viagem. Só no iPhone
  • Yahoo Tempo: é um app muito bonito e com informações mais que suficientes para quem só quer saber se vai chover. Apenas no iPhone.

E, sim, tenho alguns joguinhos instalados. No iPad, um punhado de princesas e da Toca Boca para minha afilhada. No iPhone, no momento em que escrevo isso apenas três: Dots, Proust e Triple Town.

Notebook e desktop

Samsung Série 9, fechado.
Foto: Rodrigo Ghedin.

No começo de 2013 reduzi o papel do meu desktop, que é bem poderoso, ao lazer. Conectei ele à minha TV e desde então suas funções se resumiram a Steam e Netflix.

Minha principal ferramenta de trabalho, pois, passou a ser e ainda é o notebook. Tenho um Ultrabook Série 9, da Samsung, de segunda geração. Detalhei-o mês passado, mas resumidamente: é leve, rápido o bastante para quem navega e escreve, tem um bom teclado, um ótimo touchpad e uma tela incrível. É o suficiente para mim.

Ele roda o Windows 8.1 que, apesar de todas as notáveis melhoras em relação ao Windows 8, trouxe algumas chateações. As principais é a imprevisibilidade na reconexão após voltar da hibernação e as configurações do touchpad que se perdem quando o sistema reinicializa, coisas que a essa altura devem ter sido resolvidas por drivers atualizados. Devo tirar uma tarde para mexer nisso, mas é triste ver que o Windows ainda não conseguiu superar esse tipo tão bobo de problema.

Muito do que uso é web-based, então de apps mesmo, são poucos os que tenho instalado:

Chrome

Há quem reclame que o Chrome tenha ficado pesado, lento e instável, seguindo a infectível lei do Geek & Poke. Concordo que ele já foi mais rápido e estável, mas ainda não chegou a um estado tão alarmante que me faça procurar alternativas.

O grande atrativo do Chrome é a comodidade. A Omnibox se adapta muito bem a mim e os dados do meu uso vão para a nuvem e são replicados, sincronizados com outros dispositivos. O motor de renderização é muito bom, o que previne algumas dores de cabeça. Não é algo legal se pensarmos em padrões web e compatibilidade (não era na época do IE hegemônico, não é com o Chrome ou qualquer outro), mas é o que temos, infelizmente.

App de notas secreto

Ainda não posso falar muito deste porque ele não foi lançado. Boa parte do que escrevo passa primeiro por ele. É um app extremamente rápido e confiável de anotações que sicnroniza com o Simplenote — mais uma vez a sincronia com a nuvem e outros dispositivos conta pontos.

Espero poder falar mais desse app em breve. O mundo precisa conhecê-lo!

IrfanView

Este não sincroniza com nada, mas mantém outra característica primordial e compartilhada com outros apps da lista: é rápido.

O IrfanView é um visualizador simples de imagens. Não, é mais que isso. Ele abre um leque enorme de formatos de arquivos e, de quebra, possui pequenos recursos de edição que agilizam muito o trabalho e dispensam ferramentas mais elaboradas, como o Photoshop. Girar, redimensionar, mexer em brilho/contraste/saturação? Para que gastar mais de mil Reais e recursos da máquina se um app gratuito de 1 MB chega aos mesmos resultados?

Audacity

Para editar podcasts, uso o Audacity. É um app gratuito e de código aberto que, embora não seja o mais prático do mundo, apenas… funciona.

É difícil domar algumas funções, a interface não é amigável. Com dedicação e paciência para ver alguns vídeos no YouTube, porém, dá para aprender o básico da edição e fazer coisas audíveis.

7-Zip

Mais um gratuito e de código aberto. O 7-Zip traz, no nome, o formato de arquivo com que trabalha por padrão, e vai além: ele abre um punhado de outros, incluindo ZIP e RAR, e compacta em ZIP. A interface, como é de praxe em apps de código aberto, é espartana, mas ele é (olha aí de novo) rápido e confiável.

Notepad++

Não que eu goste, mas cuidar de (todo) um site exige que eu, às vezes, mexa em código. Coisa simples — HTML, CSS, alterar algum valor em um JavaScript.

O Notepad++, outro gratuito e de código aberto, colore o código, permite abrir vários arquivos em abas, compará-los lado a lado e tem uma busca (com substituição de termos) poderosa.

Possível troca: tenho lido muita coisa boa sobre o Sublime Text. Devo dar uma chance a ele qualquer hora.

Dropbox

Pelos mesmos motivos que o uso no iPhone.

FileZilla

Tal qual o Notepad++, mais um que a manutenção do blog exige que eu tenha instalado. Também gratuito e também open source, é uma ferramenta funcional.

E… bem, é isso. De resto, tenho o VLC que, aqui, raramente uso, o Office 2010, outro que acumula poeira e o Java, desativado quase sempre, ativado apenas para emitir notas fiscais. De apps modernos, do Windows 8, os que uso são o Skype e o Netflix — esse último um raro caso de app não só bom, mas melhor que os de outras plataformas móveis.

Todo o resto

Sony NEX-5R.
Foto: Rodrigo Ghedin. (Esta foi feita com o Lumia 920.)

As fotos e vídeos do Manual do Usuário são feitos com uma NEX-5R, câmera mirrorless da Sony, usando a objetiva padrão, uma 16-50 mm/F3,5-5,6. A qualidade é soberba e o manuseio bem bom, graças aos dois discos que facilitam controles manuais. Sempre rola algum estresse para conseguir foco em fotos próximas (a lente não é adequada para isso), mas essas histórias quase sempre terminam com um final feliz — seja usando o foco manual, seja com o rápido foco automático.

O único acessório que utilizo com a câmera é um tripé. Desses baratinhos, sem marca e, claro, ruins. Ele range e embora seja leve, é também duro, o que dificulta tomadas de transição suaves ao fazer vídeos. Compenso deixando-o de lado e usando objetos incomuns, como potes de margarina, como apoio para conseguir o que quero.

Por fim, utilizo um headset da Microsoft, o LifeChat LX-3000, para gravações de áudio — podcast e as falas que, depois de gravadas e tratadas no Audacity, importo para o software de edição de vídeos. É o segundo que tenho em um intervalo de cinco anos e tirando o controle no fio, grande e desengonçado, de resto ele é bem bom.

Faço a edição dos vídeos no desktop, ligado à TV mesmo. O poder de processamento ultrapassa o incômodo de trabalhar no sofá — por mais confortável que essa frase soe, não é muito legal na prática. O software de edição é o Movie Studio Platinum 12, também da Sony. É uma variante mais simples (e mais barata) do Vegas Studio, com recursos suficientes para o nível de qualidade que almejo.

O tratamento das fotos faço com o IrfanView.


Enquanto escrevia este post me veio à cabeça o longo e doloroso processo pós-reinstalação do Windows a que me submetia alguns anos atrás. É engraçado porque naquela época, com menos responsabilidades e coisas para fazer no computador, instalava bem mais aplicativos — a maioria pouco usada, mas me sentia na obrigação de tê-los à mão. Hoje? Quanto menos, melhor, e esse foco em resultados se reflete até na cara do sistema, que raramente vê um tema ou wallpaper diferente do padrão.

Essa lista não é imutável, estou sempre de olho em novos apps e gadgets que possam, de alguma forma, melhorar o meu fluxo de trabalho. Na minha mira, por exemplo, está um tripé melhor. Existe muita coisa no mercado e a toda hora surgem novidades; é preciso pesquisar e considerar bem novas aquisições. Além do custo, integrar algo diferente à minha rotina precisa ser mais que um mero capricho.

Fico por aqui e reforço o convite para que você, leitor, dê seu pitaco nos comentários.

Imagem do topo: OZinOH/Flickr.

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28 comentários

  1. Não sei até que ponto tu trabalha com PDFs, mas de qualquer forma, o app que mais uso no iPad (tenho o 3) é o PDF Expert.

    App fantástico para anotações, leitura, estudo. Sincronizações via Dropbox, então é uma mão na roda, e se paro pra ler um pdf no iPad e o edito (seja com highlights ou anotações), ele salva automaticamente e já sobe pro PC/notebook.

    Também uso uma Stylus mais “fresca”. Comprei a GoSmart Stylus (42 dólares via Amazon, com frete), mas vale cada centavo! Consigo escrever relativamente bem no iPad, MUITO melhor do que usar as stylus com ponta grossa de borracha. Claro que não é a mesma coisa que com papel, mas já permite se utilizar do tablet como um verdadeiro bloco de notas.

    Ah, para as anotações à mão, uso o Penultimate.

  2. Rodrigo, venho acompanhando seu blogue e simplesmente ADOREI seu trabalho! Aproveitando o ensejo, gostaria de umas recomendações sobre apps para Android (se não for pedir muito). Quero começar a ser mais produtivo, haha.

    Um abraço!

    1. Que bom que está curtindo o Manual, Gabriel!

      No Android uso/usava praticamente os mesmos apps que estou usando no iPhone, com algumas diferenças. Em vez deo Newsify, por exemplo, uso o Pocket. No lugar do Tweetbot, sofro com o app oficial do Android. Lá também uso o Hangouts para lidar com mensagens SMS, o Nights Keeper para fazer a função Não Perturbe do iOS e o Google Keep para anotações rápidas.

      Uns legais que valem a instalação são o TeslaLED (liga o flash de LED para ser usado como lanterna) e o Screen Off (bloqueia a tela com um toque, sem precisar usar o botão físico).

      Se quiser alguma indicação mais específica, diga aí.

  3. Muito bom esse post. Comprei um iPad Air e estou tentando utiliizá-lo como meu único “PC”. Para email uso o padrão do iOS e o Mailbox. Uso o PDF Cabinet pra sublinhar pdfs e ainda estou decidindo no que tomar notas, costumo usar o evernote no Windows, mas não curti muito o app para iOS 7.
    No Android eu usava o Press e o Newsify foi o mais próximo que encontrei para iOS, muito bom mesmo. Eu uso muito pouco o pocket no ipad! principalmente pq essa josta de Safari não permite compartilhar links com outros apps, é irritante. Até tento usar a reading list, mas ter que carregar a página de novo sempre me da uma raiva, usava o Firefox no android e fazia isso em 2 toques.
    Sinto muita falta do swiftkey por aqui :/
    Obrigado pelo post, ajudou muito!

    1. Se você não for muito exigente quanto aos recursos do Evernote, dê uma olhada no Simplenote. É bem bom.

      Sobre a incapacidade do Safari (e outros navegadores) de compartilhar URLs com outros apps, a saída é copiar a URL e abrir o Pocket — aí aparece, no rodapé, um botão para adicionar o endereço da área de transferência à lista de leituras.

      1. Eu estou adorando a praticidade do Pocket no Android. Usava o Read it Later, não sei o porquê de ter parado de usar. Final de Dezembro instalei o Pocket. Compartilhar páginas direto do Chrome e abrir direto na tela de tags é algo matador.

      2. No caso específico do Safari/Pocket, uma alternativa mais prática é usar o envio por email, basta enviar o link do artigo para add@getpocket.com (o remetente precisa ser o endereço de email que usou para se cadastrar no Pocket).

  4. Uma pessoa só. Uma pessoa só. Apesar de não manter um blogue, mas tentar algumas vezes, também tenho problemas com “uma pessoa só”; penso que devem ser muitos com problema de ser um só, uma vez que esses “treinadores pessoais” estão se proliferando pelos mais diversos campos.

    ubuntu + firefox + fastmail.fm + facebook + gedit (sem linha quebrada) + uberwriter + resophnotes (wine) + papel, lápis e borracha. Isso é o que deve ficar para 2014. Nesse começo de ano estou me arrumando para entrar em produtividade plena. Desenvolvendo minhas filosofias e conceitos para organização. Lixando tudo quanto possível, gmail e facebook, apesar de listado, vão sair da minha vida. Adotando redundância e melhorando semântica para facilitar minha anotação produtiva :)

    1. O trabalho solo e em grupo têm, cada um, vantagens e desvantagens. Acho que o segredo é reconhecê-las e respeitar as limitações. Sozinho, por exemplo, não tenho como abraçar o mundo, tentar abordar todos os assuntos com a mesma profundidade. A falta de braços implica em uma redução na produção. Também faz falta alguém para revisar os posts, por isso redobro a atenção nessa etapa.

      Legal você citar papel, lápis e borracha. É o primeiro que fala desse trio que, mesmo entre gente muito conectada, ainda tem muitos adeptos :-)

  5. Muito legal Rodrigo, começar 2014 compartilhando conosco as ferramentas tecnológicas que tu usa para o trabalho e lazer. Em relação a imagens, gostei da dica do InfranView. Não lembra mais desse visualizador e editor de imagens. Uso também o Dropbox no meu notebook e iPad aqui de casa, pois é bem simples e suficiente para sincronizar arquivos. O Yahoo Tempo tem também para iPad tb, baixei dias atrás até. Uma dica de app para iPhone e iPad é o Dicio – http://www.dicio.com.br/. Tem versão mobile também na appstore. Bastante prático e conjuga até verbos.

  6. No iOS (tenho um iPad mini), acabo usando o app nativo de email mesmo, porque apesar de o Gmail ser meu email principal, tenho também uma conta do Outlook.com, e o email da minha mãe cadastrado no aparelho.

    Para notícias/RSS tenho usado o Feedly, mas vou experimentar o Newsify aqui, e talvez também o Mr. Reader.

    Pocket: sou dependente total desse serviço. É o app que mais uso no iOS! Normalmente folheio as notícias do Feedly, e com apenas um clique envio para o Pocket as que vou querer ler (uso o Feedly mais para a captura, só leio nele mesmo quando a notícia é bem pequena), e marco com estrela as favoritas.

    Uso o WhatsApp também (no smartphone Android, já que meu iGadget é um iPad), mas o outro serviço de mensagem instantânea no meu caso é o Google Hangouts/GTalk (não tenho mais Facebook), que depois de meses finalmente resolveu os problemas de atraso na entrega de mensagens que vinha tendo.

    Ainda no iOS, uso o app do Kindle para ler ebooks. Estudo um idioma nos apps Duolingo e Babbel. Às vezes assisto alguma palestra legendada no app do TED. Uso o iPad para anotações manuscritas com o Noteshelf, que exporta para Dropbox, Evernote/etc. Para estudar em PDFs, fazendo grifos e anotações (tanto digitadas quanto manuscritas), uso o PDF Expert.

  7. Eu não tenho muitas sugestões, apesar de eu ser programador não mexo com nada relacionado com web.

    O Sublime é muito bom, só é um pouco caro dependendo de suas necessidades, mas é muito mais moderno e poderoso que o Notepad++. Há o Vim, ele tem mais opções que o Notepad++ mas segue aquele design espartano e exige algum aprendizado.

    Acho que já falei isso aqui, mas recomendo a compra de um monitor: foi o melhor upgrade da minha vida. :)

  8. Nesse final de ano fui pro US and A na black friday e decidi trocar meu desktop (usado para jogos e Plex) por um Surface Pro 2, um My Book Live (com minha nuvem particular) e um dock da Plugable (sensasional) onde conecto o Surface aos periféricos antes ligados ao desktop (mouse, teclado, fone de ouvido, ethernet, TV, drive de DVD, etc). Até então valeu cada centavo, o único problema está sendo o My Book Live, pois não consigo ver meus vídeos com legenda quando meu Surface não está ligado a rede, mas enfim, isso é que dá não pesquisar o produto antes de comprar (me deixei levar pela loucura da black friday).

    Bacana ver esses posts e comentários, sempre tem alguma alternativa a algo que sempre utilizei e nunca pensei em trocar. Agora devo experimentar alguns programas novos.

  9. Experimente o PeaZip (http://peazip.sourceforge.net/), que, pelo menos a nível de interface, se destacou dos demais gratuitos. Eu não gasto muito tempo fuçando compactadores de arquivos (quem gasta?), comecei a usar PeaZip a algumas semanas e até agora não tive inconveniências.

    Sublime Text 3 é excelente, tenho usado no Windows e Linux. Se aquela barra de ferramentas fizer falta, talvez uma melhor alternativa ao Notepad++ seja o ConTEXT (http://www.contexteditor.org/). Cheguei a instalar o Komodo Edit (http://www.activestate.com/komodo-edit), mas achei pesado demais para um simples editor.

    Para anotações continuo me virando Evernote enquanto não aparece algo mais simples que funcione em Windows/Mac/Linux. Portanto, estou extremamente interessado nesse app secreto! Por favor, divulgue logo, estou cansado de procurar.

    1. O PeaZip é baseado no 7-Zip, não? Lembro de ter visto algo sobre… E sim, é bem mais bonito que o 7-Zip.

      Verei esse ConTEXT e darei mais informações sobre o app secreto assim que puder!

  10. Ghedin,

    Como você faz pra rabiscar/racionar/juntar informações? Só o Simplenote + O Secreto, mesmo? Nenhum de mapa mental ou Evernote?

    Meu sonho era um aplicativo de anotações com a função robusta de histórico de notas do Docs do Google; o visual e fluidez do novo Onenote da MS que roda mais suave que a nave de um usuário de drogas; e a onipresença e evitação de fadiga do Evernote.

    O Notes da Box parece que tem futuro.

    1. Pedro, nas pesquisas preliminares que faço para redigir um post, abro uma nota no Simplenote e vou colocando referências, insights e observações, todas devidamente anotadas. Nada elaborado, apenas coloco o link seguido de um comentário, dou dois Enter, insiro a próxima e assim por diante.

      Procuro sempre simplificar processos. Já tentei o Evernote e dei uma olhada em GTD e mapas mentais, mas achei eles meio… complicados. Tá, não são muito complicados, mas mais do que meu método Bloco de Notas — que tem funcionado bem até então.

      Não conhecia esse Notes. Vou dar uma olhada.

    1. Comparado ao Android, o iOS é mais engessado. O Android, mesmo sem apps ou hacks que o modificam, é flexível e facilita um punhado de rotinas, especialmente as que colocam dois apps para “conversar”. A inconsistência das soluções de compartilhamento que vão além de Facebook/Twitter/Email no iOS é assustadora, o tipo de coisa que não se esperaria de algo da Apple.

      Discordo de algumas coisas desse artigo aí. Em termos de apps, o iOS continua à frente. Há maior variedade, mais apps exclusivos bons e em apps multiplataforma são raros os casos em que a contraparte Android se sai melhor.

      O que mais me incomoda no iOS, porém, é o teclado virtual. A tela de quatro polegadas é meio claustrofóbica (outra coisa que me incomoda) e, também por isso, mas por ser estranho para quem vem do teclado nativo do Android, com teclado grandes, espaçadas e com swype, o teclado do iOS tampouco ajuda. Talvez seja costume, talvez não. Estou usando o iPhone há duas semanas e ainda não tenho a agilidade que tinha no Nexus.

  11. Ghedin,
    eu recomendaria além do Sublime Text 3 que uso, fiz uns testes na versão 1 e não gostei, porém adotei desde a versão 2 que é muito bom, porém tem outro editor de códigos muito bom e tem chamado minha atenção e de amigos que é da Adobe e é gratuito que é o Brackets (http://brackets.io), talvez para você se encaixe melhor do que pra mim que rodo aplicações pesadas em Magento.

    Ao invés do Simplenote (eu testei e não gostei), uso mais o Evernote e inclusive tenho usado o Evernote Clipper que faz o que o Pocket faz, mas integrado ao meu chrome e assim posso ler em qualquer lugar as notícias que quero e me ajuda a favoritar as matérias.

    E ao contrário de você que usa para tarefas mais triviais eu preciso do pacote da Adobe e por isso tenho uma assinatura do Creative Cloud por US$ 49,99/mês o que me permite instalar em até 2 computadores desde que não seja uso simultâneo, mas o meu caso exige o Photoshop, Illustrator e Fireworks.

  12. Das menções, vou citar o que faço diferente.

    Passei a usar o Google Keep pra anotações de todo tipo. Além de extremamente simples e rápido, sincroniza celular e web e permite adicionar fotos e áudio.

    Uso Carbon no Android. Das várias opções que já testei, optei por me parecer mais rápida, gerenciar bem multiplas contas, e tem visual/animações/gestos muito suaves e bem feitos (alguns consideram até exagerado, eu apenas acho que todo app devia se inspirar neles haha)

    Não uso nuvem. Transporto meus arquivos no próprio notebook e faço backup em HD externo (pago uma vez só, não mensalmente, pareceu bem mais interessante).

    Também tenho um ultra da Samsung e sofro com a perda de configurações do touchpad a cada reinicialização. Soa como algo extremamente fácil de resolver e dói ver que não deram a mínima atenção. (não tenho problemas de reconexão após hibernar)

    Uso Picasa ao invés de IfranView. Me parece também extremamente rápido e elegante ao abrir as imagens sobrepostas à área de trabalho. Não me lembro de permitir ajustes na imagem, mas quando preciso parto pras soluções maiores mesmo.

    Uso Winrar mas no trabalho realmente usamos o 7-zip. Acho que vou fazer uns testes de compactação entre .rar e .7zip pra ver com qual fico.

    Dreamweaver, assim como Photoshop, pode parecer exagero pra edição html/css mais simples, mas é prático e suficientemente rápido.

    Já editei vídeos ligando na TV. Ganha-se no tamanho da tela, sofre-se na ergonomia. Não há posição que aguente num sofá, só colocando a mesa na frente da tela pra dar certo rs (eu não fiz isso, sofri mesmo trocando de posições várias vezes).

    Fora dos pontos que citou, no celular, cito o Waze pra navegação GPS com a vantagem de evitar trânsito. O Ubermusic pra ouvir músicas no Android com visual e velocidade que nenhum outro conseguiu me entregar até agora. O jogo Magic Piano (que talvez eu só goste tanto pq já toquei piano…). E o Mandic Magic pra pegar senha de wifi sem ter que chamar o garçom.

    No computador é tudo tão web que não estou lembrando de nada a mais pra citar. E entendo quando você fala que ao formatar uma máquina instalávamos uma selação de aplicativos fundamentais considerável, e hoje não faz sentido, é basicamente instalar o Chrome e o Office rs.

    1. Algumas considerações das suas considerações (!)

      Usava o Keep no Nexus 4, é bem bom mesmo. No iOS, fico só com o Simplenote, para centralizar as notas e ter acesso a elas em qualquer dispositivo.

      Testarei Carbon e Falcon Pro no Android. O novo app do Twitter é irritante de ruim.

      Também tenho um HD externo para backup, mas para coisas mais triviais prefiro a nuvem. É mais prático. Ter que pegar o HD e conectá-lo ao notebook é trabalhoso perto de dois cliques. Uso-o mais para backups grandes, especialmente fotos, e como redundância — se meu prédio pega fogo, adeus PC, adeus HD.

      O Waze não tem muitos adeptos aqui, mas o Mandic Magic é um que já devia ter instalado. Se bem que não faço cerimônia para perguntar aos garçons a senha do Wi-Fi… :-P

      Valeu pelas considerações, Juan!

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