Como Richard Stallman usa o computador

Richard Stallman usando um notebook.

Richard Stallman, criador do Emacs, do projeto GNU e da Free Software Foundation, é um sujeito único. Sobram histórias das suas excentricidades, a maioria relacionada a uma fobia crônica a tudo que não seja livre. Nesta bela tarde de maio de 2015, o próprio publicou em seu site um relato detalhado sobre como usa o computador.

É notável como, de diversas formas, ele faz curvas para evitar software proprietário. E não é apenas uma questão “Windows vs. Linux;” até partes mais obscuras que movem um computador, como o programa de inicialização (a “BIOS”), e entretenimento barato, como a Netflix, não escapam da sua obsessão pela liberdade.

Separei e traduzi alguns dos trechos mais curiosos: (mais…)

Um passeio pelo Windows 10 Insider Preview para computadores

Uma olhada na build 10074 do Windows 10.

Depois de apostar alto (e perder) com o Windows 8, a Microsoft pulou um número e espera, com o Windows 10, resgatar a confiança de quem teve problemas com a última versão do sistema e convencer os que estacionaram nos antigos Windows 7 e XP a fazerem a atualização. Instalei o Windows 10 Insider Preview para tentar descobrir a oferta (gratuita!) da Microsoft compensa.

“Insider Preview” é o sobrenome atribuído às últimas versões de testes do Windows 10. Afinal, o lançamento está aí — daqui a dois meses, no máximo. Antes tivemos diversas builds (como são chamadas as versões preliminares do sistema) intituladas Technical Preview. A mudança na nomenclatura indica maior refinamento, ou um produto melhor acabado e mais próximo do que veremos na versão final. (mais…)

[Review] Kobo Aura H2O, o e-reader à prova d’água

Kobo Aura H20 à beira da piscina.

Um dos primeiros comerciais do Kindle, e-reader da Amazon, mostrava uma mulher à beira da piscina lendo um e-book sem ser atrapalhada pelo Sol. Era uma alfinetada na tela do iPad, que sofre com a incidência de luz solar direta. Quisesse, a Kobo poderia aproveitar a deixa para promover seu último e-reader, o Kobo Aura H2O. Com ele, você pode ler dentro da piscina.

O segmento de e-readers passa, desde a sua concepção, por transformações leves e previsíveis. Toda nova versão sempre traz alguma novidade e melhora características inerentes do formato, mas nada que o afaste tanto dos primeiros modelos de quase dez anos atrás. Foram-se os botões em prol de telas sensíveis a toques, por exemplo. O contraste e a velocidade de transição das páginas, sempre aumentam. As mais recentes mudanças foram o lançamento de produtos premium, com telas de alta definição e iluminação — uma carência notável dos primeiros modelos –, em paralelo aos modelos baratos de entrada.

O Kobo Aura H2O dá, de certa forma, mais um passo nesse sentido. Além de tudo o que seus antecessores trouxeram de mais sofisticado, ele é à prova d’água, classificação IP67 (entenda). Faz a diferença? É o que tentei descobrir lendo O Curioso Caso de Benjamin Button, um pedaço de Misto Quente e vários artigos salvos no Pocket. (mais…)

O que tem na sua mochila, Emily Canto Nunes?

O que tem na mochila da Emily.
Foto da Emily.

Emily Canto Nunes é jornalista e gaúcha, mas mora em São Paulo há três anos. Começou a cobrir Tecnologia porque queria se especializar em uma área diferente e hoje não vive sem ela. Já passou pelo Terra, pelo MSN e atualmente cuida da editoria de Tecnologia do portal iG. Não desconecta nem quando está dormindo e sonha em empreender. Na web, atende por @cantonunes.

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Como os telejornais do passado relataram a chegada da Internet e de outras tecnologias do futuro ao Brasil

Jovens navegando na Internet.

Há 20 anos a Internet comercial era lançada no Brasil. Lenta, restrita e com fila de espera, tudo isso para acessar sites e serviços primitivos, essa é uma história que coloca em perspectiva a relatividade do tempo — como duas décadas podem parecer tão pouco e, no mesmo momento, tanto tempo.

Hoje, mais da metade da população brasileira está conectada. Há 20 anos, os 250 primeiros do país, selecionados pela Embratel para o teste piloto, tiveram o privilégio de se conectarem do conforto dos seus lares ou do ambiente corporativo pagando por isso. Antes, segundo um editorial da Folha (que publicou um especial caprichado sobre a data), éramos apenas 50 mil conectados à internet — gente do governo, de universidades e do exército. (mais…)

Post livre #10

Posts livres são vazios por definição: esta parte da página é só um “pedágio” para abrirmos os comentários e discutirmos quaisquer assuntos. Solte sua pauta, participe das outras discussões, é sempre muito legal e enriquecedor. O post fica aberto até domingo à noite.

Como tira print do celular? (Ou: como a língua é influenciada pela tecnologia e vice-versa)

Comando para tirar print no iPhone.

As nascentes da tecnologia de consumo nas últimas décadas têm estado longe do Brasil. Ora nos EUA, ora no Japão, eventualmente na Europa, as obsessões de boa parte da nossa população com chips e bits e telas não vêm daqui e, por serem coisas novas e de alcance global, costumam ter nomes em inglês. E a forma como esses afetam o nosso português é fascinante.

Esse lampejo me veio semana passada, quando joguei “screenshot” e “tirar print” no Google Trends, uma ferramenta do Google que retorna a popularidade de termos consultados em seu buscador ao longo do tempo, e que permite filtrar as consultas por país. Veja como o segundo ultrapassa o primeiro, na consulta restrita ao Brasil, mais ou menos na época em que os smartphones começaram a engrenar no país: (mais…)

Como parar de mexer no celular como se você fosse um viciado

Taiwanesas mexendo no celular no metrô.

por Max Ogles

Em 6 de dezembro de 2013, uma turista taiwanesa andava pelo pier St. Kilda em Melbourne, Austrália. O pier oferece uma bela vista do oceano, então presumi que muitos turistas sacavam seus smartphones para tirarem fotos. Como esperado, essa turista estava segurando o seu também, mas ela não estava registrando memórias preciosas — ela estava olhando o feed do Facebook. Ela andava pelo pier olhando fixamente a tela do seu celular, e foi essa distração que a derrubou. BOOM! Mulher ao mar!

Infelizmente para essa pobre turista, ela não sabia nadar. A boa notícia é que ela conseguiu boiar por uns 20 minutos até que alguém chamou as autoridades e um barco apareceu para salvá-la. Os registros oficiais do evento dizem que, depois de quase meia hora na água, a mulher ainda segurava o celular quando a ajuda chegou. Embora esses mesmos registros não mencionem, eu gosto de imaginar que os salva-vidas chegaram e gritaram a ela: “Estamos aqui para te salvar” e ela respondeu “Ah, mas com certeza vou postar isso no Instagram!” (mais…)

Post livre #9

É feriado, então provavelmente uma galera não aparecerá por aqui. Nada de errado, vocês estão é certos! Para nós, porém, o post livre está aberto.

Você já sabe, mas não custa relembrar, ou explicar aos novatos: um post livre é apenas uma desculpa para abrir os comentários no fim de semana. Ali a gente solta uns assuntos, debate os tópicos dos outros, enfim, ~interage. Vamos ao TRABALHO (1º de maio, Dia do Trabalho… sacou?)

BUILD 2015: Edge é o nome oficial do Project Spartan, o novo navegador da Microsoft

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o desenvolvimento de apps e a meta de um bilhão de dispositivos com Windows 10 em três anos


Eu gostava do nome Spartan. Como a assistente pessoal da Microsoft se chama Cortana, outra referência à série Halo, fazia sentido acreditar que Spartan seria efetivado como nome comercial do novo navegador da empresa. Só que não foi o caso. O nome oficial dele é Edge. (mais…)

BUILD 2015: A tentativa de agradar todos os desenvolvedores o tempo todo

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o novo navegador Edge e a meta de um bilhão de dispositivos com Windows 10 em três anos.


Loja unificada do Windows exibida em um notebook.

Os desenvolvedores, que criam os apps e experiências em cima da camada do sistema e em boa parte ditam o sucesso ou fracasso de uma plataforma, são importantes. A Microsoft sabe disso, não é o ponto, e desde sempre faz de tudo para agradar esse público, com ferramentas fáceis de programar, suporte a múltiplas linguagens de programação e ferramentas, e outros mimos dignos de nota. Só falta um importante, e que está além da alçada da empresa: gerar faturamento. (mais…)

BUILD 2015: É possível termos um bilhão de dispositivos rodando Windows 10 em três anos?

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o desenvolvimento de apps e o novo navegador Edge.


Um bilhão de Windows 10 em três anos.

Um bilhão é um número bem ambicioso. Ao ler isso comecei a pensar nos fatores que podem levar a Microsoft ao seu objetivo. Ano passado, por exemplo, foram vendidos pouco mais de 315 milhões PCs. A base de PCs, considerando as diversas versões do Windows, ultrapassa um bilhão. (mais…)