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BUILD 2015: É possível termos um bilhão de dispositivos rodando Windows 10 em três anos?

Na abertura da BUILD 2015, a conferência para seus desenvolvedores, a Microsoft deu mais detalhes sobre o vindouro Windows 10, apresentou novas formas de trazer apps à plataforma, revelou o nome comercial do novo navegador Project Spartan e estabeleceu uma meta ambiciosa: em três anos, ter um bilhão de dispositivos rodando a última versão do seu sistema.

Foi uma apresentação longa, com quase três horas de duração e que eu não acompanhei. Li o que rolou pelo Twitter e em matérias posteriores, e algumas coisas me chamaram a atenção. Para segmentar os comentários e livrá-lo de partes que não queira ler, dividi o post em três partes. As outras são sobre o desenvolvimento de apps e o novo navegador Edge.


Um bilhão de Windows 10 em três anos.

Um bilhão é um número bem ambicioso. Ao ler isso comecei a pensar nos fatores que podem levar a Microsoft ao seu objetivo. Ano passado, por exemplo, foram vendidos pouco mais de 315 milhões PCs. A base de PCs, considerando as diversas versões do Windows, ultrapassa um bilhão.

Os PCs são substituídos com uma frequência mais lenta que os smartphones. Não rápido o bastante, nem em escala suficiente para afetar dramaticamente a distribuição das versões em tão pouco tempo. Levou 15 meses para a Microsoft vender 200 milhões de licenças do Windows 8 e suas versões menores (8.1 e 8.1 Update). Supondo que esse ritmo permaneça estável pelos três anos (ou 36 meses) do prazo estabelecido (nunca é), seriam vendidas 480 milhões de licenças.

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Segundo o Statcounter, 58,9% dos computadores conectados à Internet ainda rodam Windows XP e 7. Além do apreço, alimentado pelo desastre do Windows 8, deve-se considerar também que muita gente precisa desses sistemas antigos por conta de um periférico incompatível com os novos ou por dependência de algum software legado. Ninguém quer dor de cabeça, nem que seja de graça.

Windows 10: do Raspberry Pi ao HoloLens.

Aliás, o fato do Windows 10 ser gratuito é um fator importante nesse caminho do bilhão. Mas não é, como demonstrado, garantia de atualização. Note, ainda, que a Microsoft engloba smartphones, tablets, HoloLens, enfim, qualquer coisa que rodará Windows 10 no consolidado. Não são poucas, mas são coisas que até o momento vendem pouco.

Os Lumias nunca venderam mais do que 10 milhões de unidades em um trimestre — os números do último, divulgados semana passada, revelaram que foram vendidas 8,6 milhões de unidades. Nesse ritmo, em três anos serão 103 milhões de aparelhos comercializados. Em seu primeiro ano no mercado, o Xbox One vendeu 10 milhões de unidades. Dispositivos experimentais, como Raspberry Pi, e aqueles ainda por surgirem, como o HoloLens, são ainda mais segmentados e não devem acrescentar volume considerável ao todo.

Um bilhão em três anos é alcançável? Sim, não não será uma tarefa fácil.

 

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9 comentários

  1. É perfeitamente possível.
    Mas certamente esses números não serão resultado de vendas de Lumias, a não ser que o americano resolva abraçar o Windows 10 em detrimento do iOS e do Android

  2. É perfeitamente possível.
    Mas certamente esses números não serão resultado de vendas de Lumias, a não ser que o americano resolva abraçar o Windows 10 em detrimento do iOS e do Android

    1. Sempre há divergências entre Statcounter e Net Marketshare por eles (provavelmente) usarem fontes diferentes na aferição dos dados. De qualquer forma, é UM MONTÃO de Windows XP e 7 ainda na ativa em pleno 2015. (O Windows XP foi lançado em 2001 e o 7, em 2009!)

      1. Antes eu acreditava no StatCounter, até ver que nele o iOS tem o dobro do WP contradizendo todos os outros dados…
        Seria bacana o Google liberar os dados do Analytics, pois acredito que a maioria dos sites utilizam…

    1. Duvido muito, mesmo assim ainda acho que vai ser difícil.

      Fazendo a conta como o Ghedin fez fica muito difícil acreditar nisso.

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