Os não verificados

Selo de verificado no Twitter contra o antigo fundo padrão dos perfis.

por Choire Sicha

Alguns anos atrás, Mike Hayes, repórter sênior do BuzzFeed que também cuida ou cuidava do perfil oficial do BuzzFeed no Twitter, enviou um e-mail para o pessoal da redação. O Twitter, ele informou, iria verificar toda a equipe de uma vez. Para serem elegíveis, os funcionários só precisavam vincular seus e-mail do trabalho aos seus perfis no Twitter.

E então, um dia em março daquele ano, boom! Um monte de BuzzFeeders com o tique azul de verificado em seus perfis no Twitter. Outras empresas como o The Verge vieram em seguida. (mais…)

Esta tecnologia permite acompanhar seus sites e blogs favoritos de graça e sem filtragem de posts

Ícone clássico do RSS.

E se você pudesse acompanhar seus sites e blogs preferidos de perto, sabendo em tempo real sobre novos conteúdos publicados, sem filtros, intermediários, nada do tipo? E se eu lhe dissesse que o Facebook não é a única, nem mesmo a melhor forma de seguir suas publicações favoritas? E o melhor: que essa alternativa é gratuita, baseada num padrão livre e amplamente disponível. Interessou-se?

Leitores regulares do Manual do Usuário já devem conhecê-la, mas mesmo entre nós é uma tecnologia cada vez mais esquecida. Qual?

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O novo smartphone premium

iPhone 4 de costas.

por Manual do Usuário

Por Emily Canto Nunes e Rodrigo Ghedin.

Existem termos que caem no gosto dos publicitários após funcionarem numa campanha e, em pouquíssimo tempo, são tão usados que perdem o significado. “Gourmet”, por exemplo. De cachorro-quente a varandas (?), ele está tão batido que quem diz que algo é gourmet, hoje, corre o risco de gerar aversão em vez de atrair o cliente. Ainda que num menor grau, o mesmo vem acontecendo com os smartphones premium. Modelos completamente diferentes em especificações, materiais e preços estão sendo chamados de premium pelas fabricantes, sem que um critério definido e objetivo explique essa escolha. Afinal, o que é premium? (mais…)

Os melhores apps para Android (maio de 2016)

Apps do Android no Galaxy S7 edge.

por Emily Canto Nunes

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na do Android — não deixe de conferir, também, a lista da Apple (iOS e OS X) e as dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. (mais…)

A hiper-realidade das selfies editadas com o Facetune

Selfies editadas no Facetune.

Abrir o Instagram é dar um pause na vida e se jogar em pequenos mundos perfeitos, com gente bonita em lugares paradisíacos “curtindo a vida” e recebendo presentes de #marcas. Parece um negócio fácil e rentável, tanto que virou meta de vida. A criança dos anos 2010 não quer ser jogadora de futebol, astronauta ou bailarina, ela quer ser youtuber ou blogueira de moda/fitness/[categoria da vez], ou, para colocar todos no mesmo grupo, “influenciadora”. Com esse fim em vista, se espelha nas ações que deram certo para quem se estabeleceu.

Há inúmeros sinais dessa influência que, com frequência, passam despercebidos sob o manto de uma pretensa normalidade. Caso em tela: selfies. (mais…)

[Review] Gear VR: talvez não este, mas você ainda vai ter um acessório de realidade virtual

por Emily Canto Nunes

Antes mesmo de 2016 se tornar o ano da realidade virtual, o Gear VR, acessório para smartphones feito pela Samsung em parceria com a Oculus chegou ao mercado brasileiro por R$ 799. Limitado ao universo Galaxy, ele é pioneiro no segmento móvel, mas será que vale à pena? Confira o nosso review.

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Os melhores apps para iPhone, iPad e Mac (maio de 2016)

Unboxing iPhone 6s.

Todo mês o Manual do Usuário lista os melhores apps para as plataformas mais populares. Você está na da Apple (iOS e OS X) — não deixe de conferir, também, as dos meses anteriores.

Faltou algum app aí embaixo? Avise nos comentários. E se descobrir algum legal no decorrer do mês, não se esqueça de mandá-lo para cá. (mais…)

O que tem na sua mochila, Gabriel Arruda?

O que tem na mochila do Gabriel Arruda.
Foto do Gabriel Arruda.

Gabriel trabalha atualmente como cientista de dados na Semantix, antes disso atuava como programador full-stack no aplicativo Experiences e como analista de sistemas em tecnologia Oracle. Curioso e leitor inveterado de qualquer coisa, de literatura antiga a artigos acadêmicos, perde mais tempo que gostaria lendo reviews de produtos que nunca irá comprar. É bacharel e mestre (área de Processamento de Língua Natural) em Sistemas de Informação pela USP. Escreve esporadicamente no Medium, pode ser encontrado no Twitter e Instagram como @gdarruda.

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As promessas e derrocada do Windows Phone

As várias fases da Microsoft no mobile.

por Joel Nascimento Jr.

No último dia 25 de maio a Microsoft anunciou o que pode ser considerado um dos últimos atos de um longo réquiem que o Windows Phone vem passando. No comunicado a empresa anunciou o corte de 1850 empregados da divisão, sendo a maior parte da subsidiária finlandesa onde fica a base da divisão Lumia, fruto compra da Nokia em 2013.

A notícia chegou uma semana após informações de que a própria Nokia, numa jogada jurídica com a bênção da Microsoft, recuperou o direito de usar seu nome novamente em smartphones e assim o fará licenciando a marca para uma nova empresa formada por ex-executivos da Nokia, a HMD. Em paralelo, no mesmo dia soubemos que a linha de feature phones da Microsoft fora vendida, por US$ 350 milhões, a uma divisão da Foxconn e à HMD.

E assim, agonizando lentamente, uma longa novela que teve momentos de brilhantismo e parecia antecipar futuro caminha para o seu desfecho. (mais…)

Debate do livro Neuromancer, de William Gibson

Molly de Neuromancer, da capa da edição brasileira do livro.

por Fabio Montarroios

Não será nada espantoso o dia em que vislumbrarmos mais e mais pessoas conectadas aos seus aparelhos de realidade virtual. O que hoje nos parece exótico, coisa de nerds loucos, não o será mais. Mas o maior problema (ou não) será justamente a combinação de drogas com a RV: os aparelhos disponíveis hoje, aparentemente desconfortáveis e um tanto toscos, serão necessariamente diferentes e melhores (imperceptíveis), e as drogas, legais e ilegais, estarão à disposição para uso combinado, permitindo uma quase total imersão virtual. Se hoje não há dispositivos em nossos corpos que nos ligam diretamente às máquinas, essa combinação vai bastar por enquanto, já que é mais barata e acessível que implantes e procedimentos cirúrgicos. Daí, o vício inerente. Serão outros tempos e o que vamos fazer com essas outras realidades que superarão a Internet que conhecemos fazendo-a parecer primitiva, irá além do entretenimento e conhecimento: a busca por novas sensações ou sensações recriadas que passarão a nos interessar como nunca! Muita coisa pesada, evidentemente, será encontrada em algo parecido com o que temos hoje na Deep Web. O corpo, essa carcaça que nos serve de simples suporte para o Eu, é demasiadamente carente e repleto de anseios ainda não anunciados que vão nos fazer agarrar em distrações para deixar livre a mente em seus novíssimos descaminhos. Anestesiados em nossos cubículos, conectados à matriz, talvez nos comportemos como idiotas ou encontremos finalmente o sentido da existência. Todos os outros meios de se chegar em estágios menos sofisticados, possíveis com drogas como o LSD, serão inúteis sem essa combinação de RV+drogas. Disso, como não poderia deixar ser, surgirá uma nova religião e os primeiros adeptos serão os ateus. Vamos comungar, como num sonho-pesadelo, enfim, imaterializados no ciberespaço.

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