O que tem na sua mochila, Gabriel Arruda?

O que tem na mochila do Gabriel Arruda.
Foto do Gabriel Arruda.

Gabriel trabalha atualmente como cientista de dados na Semantix, antes disso atuava como programador full-stack no aplicativo Experiences e como analista de sistemas em tecnologia Oracle. Curioso e leitor inveterado de qualquer coisa, de literatura antiga a artigos acadêmicos, perde mais tempo que gostaria lendo reviews de produtos que nunca irá comprar. É bacharel e mestre (área de Processamento de Língua Natural) em Sistemas de Informação pela USP. Escreve esporadicamente no Medium, pode ser encontrado no Twitter e Instagram como @gdarruda.

  1. Mochila Hercovitch C&A. Achei a mochila muito bonita e comprei meio por impulso, sem pesquisar, mas ela tem tudo que eu preciso: gancho para chave, espaço para notebook, porta-canetas, bolsos pequenos internos para documentos e bolso frontal para coisas de fácil acesso. Ela é meio pequena, se você precisar levar um notebook muito grande é possível que ela não sirva — o Lenovo já fica bem apertado nela.
  2. iPhone SE. Estou usando iPhone há apenas uma semana. Tive vários Android e um Windows Phone. Primeiras impressões: assustadoramente rápido, aplicativos bonitos, tela apertada e não gosto de usar o botão físico. Se você não liga (ou prefere) telas pequenas, é um ótimo produto.
  3. Caderno de anotações. Caderninho sem pauta. Uso para fazer rabiscos com o intuito de explicar algo ou entender algo. Uso muito pouco para anotar de fato, prefiro o meio digital para pautas de reunião, por exemplo. Uso essa lapiseira cópia da Pentel que nem sei a marca mais, está comigo desde a época do Ensino Médio e continua funcionando muito bem. A caneta é uma qualquer da Pilot. Como escrevo pouco, não presto muita atenção nisso.
  4. Cabo Lightning. Para carregar o smartphone. Como sempre estou perto de um notebook, levo apenas o cabo e carrego em alguma porta do notebook quando preciso.
  5. Lenovo Z40-70. É o notebook da empresa que costuma estar comigo no dia a dia. A configuração é ótima (só um SSD seria um aditivo interessante): Core i7 4500U, 16 GB de RAM, 1 TB de HD e placa de vídeo GeForce 840M com 2 GB dedicada. Os 16 GB parecem exagero, mas é ótimo quando preciso rodar mais de uma máquina virtual ao mesmo tempo. Apesar das configurações, tem cara de notebook de entrada: acabamento em plástico e construção molenga. A tela é Full HD, mas tem péssimos ângulos de visão, o trackpad é ruim e a bateria deve muito. Eu uso Ubuntu, então talvez bateria e trackpad funcionem melhor no Windows (que vem recheado de bloatware). Os 2 Kg são razoáveis, mas hoje tem opções bem mais leves. O teclado é muito bom, apesar de achar o layout meio estranho. Para quem precisa de de muita memória ou uma GPU melhorzinha é um produto justo, mas sinto falta do refinamento de hardware e software do MacBook Air, que tenho para uso pessoal.
  6. Óculos Ray Ban Clubmaster. Meus olhos são bem sensíveis a luz quando estou com lentes de contato, então é sempre bom ter um óculos de Sol e esse design clássico do Clubmaster funciona bem com roupa casual e social. Achei legal que essa é a versão 49 mm e ficou certinho no meu rosto. Sempre tive dificuldades em achar óculos que ficassem bem.
  7. Carteira Single Pocket Braveman. Carteira de couro compacta com apenas um bolso — afinal carrego apenas três cartões (débito, crédito e VR) e dinheiro. Espero que dure pela simplicidade e preço, já que todas as minhas outras carteiras cheias de divisórias acabavam estragando das mais diversas formas.
  8. Necessarie da Bausch & Lomb. Uso lentes de contatos rígidas e, por incrível que pareça, é mais barato comprar essa necessaire com solução, caixa para lentes e colírio na Internet do que apenas a solução na farmácia. Não é muito bonita, mas tem espaço para colocar minha escova de dentes junto com as coisas para as lentes de contato.
  9. Wireless Mobile Mouse 3500. Mouse que ganhei de graça em uma promoção na compra do Office 2010. Estava encostado desde a época que ganhei (2011), mas o trackpad ruim do Lenovo me fez voltar a usar mouse depois de anos. Como todo periférico Microsoft, é ótimo: leve, preciso, funciona em várias superfícies e o encaixe para o adaptador USB é bem prático com mecanismo “pente de semi-automática”.
  10. Kindle (2012). É o último Kindle com botões físicos e sem touch-screen. Tenho ele desde 2013 e comprei a capinha oficial pouco tempo depois em uma promoção na Amazon, o que se mostrou útil já que eu quebrei dois Kindles antes e esse já está durando há três anos. Gostaria muito de um Kindle Voyage: iluminação com regulagem automática, tela melhor, botões nas laterais e cobertura de vidro (os dois outros Kindles eu quebrei amassando a tela), mas no final esse velho atende bem e não me anima gastar R$ 900 no Voyage. A título de curiosidade, estou lendo Design para um Mundo Complexo de Rafael Cardoso.
  11. Fones de ouvido Xiaomi Piston 2. É o fone que uso na rua para ouvir música e podcasts. Apesar de o design não ser tão bom ao vivo como parece ser no site, o áudio é ótimo pelo preço e vem até com uma embalagem para carregá-lo com segurança (que não uso; não tenho paciência para ficar enrolando o cabo na caixinha). Foi um bom upgrade do meu antigo e ótimo Panasonic RP-HJE, o campeão na categoria custo/benefício.
  12. Guarda-chuva. Eu sou muito avoado, vivo esquecendo de levar coisas para o trabalho e esquecendo coisas lá também. Por isso, o guarda-chuva é fixo na minha mochila: uso pouco, mas sempre que preciso ele está lá. Aliás, alguém conhece um guarda-chuva de boa qualidade e leve? Eu sempre compro os baratinhos que duram pouco porque não têm o mecanismo automático e são muito mais leves, mas queria um que fosse leve, mas bom também.
O que tem na mochila do Gabriel Arruda.
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Nota do editor: O Na mochila é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o interior das bolsas e mochilas de leitores, colegas e amigos. Acesse este link para espiar as demais e mande a sua mochila.

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47 comentários

  1. Gabriel, o que te fez comprar um iPhone? Se não me engano, seu anterior era um Moto X (ou troquei as bolas?)? Depois de vários Androids, como mencionou, provavelmente com telas grandes, por que aderir a algo tão… pequeno? Não sei se foi reflexo, mas na foto dá impressão de que a tela é menor ainda.

    1. O iPhone tem ótima câmera, ótimo desempenho, ótimo acabamento e sou usuário de OS X há tempos. Que tivesse atributos similares no mercado nacional, só o Galaxy S6 e S7. LG G4 e Moto X Style pecam em alguns desses pontos e, entre Samsung e Apple a acabei optando por experimentar o iOS.

      Eu só tive o Moto X grande e não gostei, eu sempre comprava um pouco abaixo da média de tamanho: Milestone 2 (3.7), Lumia 800 (3.7), Razr i (4.3) e Moto X(5.2). Apesar de ser legal uma tela grande, ainda prefiro a facilidade de uso dos menores…incomoda um pouco mas

      1. Então o Plus para você é carta fora do baralho ♦?
        Você bem que poderia fazer um review dele e o Ghedin publicar, claro?

        1. O 6S Plus passa dos limites mesmo, mas sem problemas algo + ou – do tamanho do Moto X. Prefiro menor, mas não é tão determinante assim.

          Acho que já tem bastante reviews bons de iPhone por ai e o SE é bem “meh” comparado aos outros em questão de novidades, mas você quer saber de algo específico?

          1. Mais ou menos. Vi (acho que no canaltech) falando que os apps atuais são para tela grande, como se não se encaixassem direito ou não tivessem usabilidade plena numa tela pequena. Foi mais ou menos nessa linha o que disseram (ou insinuaram). Notou algo nesse sentido? Sentiu-se prejudicado por algum app no quesito usabilidade só por estar por detrás de uma tela de ‘apenas’ 4″? Outra : com vários apps abertos na multitarefa, o retorno a qualquer momento a algum aleatório é, realmente, imediato, sem recarregar o aplicativo?

          2. Eu não percebi esse problema não, mas não tenho experiência com iPhones de 4.7 ou 5.5 polegadas. O tamanho da tela só me incomoda quando preciso consumir conteúdo, como vídeos e grandes textos, mas em outros apps…vejo pouco aumento de produtividade em telas maiores.

            O desempenho do Moto X é ótimo, mas o iPhone é perceptivelmente mais rápido, principalmente na navegação web. A multi-tarefa é ótima, o iOS sempre foi muito competente com isso e com 2Gb acho que não deve em nada para os Androids com mais memória.

          3. A coisa mais perceptível no iPhone com 2 GB de RAM é o tanto de abas do Safari que ele guarda na memória. É bem incrível. Fora isso, nunca havia sentido problema em ter 1 GB no iPhone 5. Era mais a lentidão do SoC três anos depois de lançado o que incomodava um pouco (nada grave, porém).

          4. Isso é uma coisa interessante: o desempenho de iPhones parece demorar muito mais tempo para degradar que Android. O meu iPad Air é bem mais lento que o iPhone SE, mas depois de 2 anos de uso continua como sempre foi. apesar de o recarregamento de abas no Safari ser bem irritante.

          5. E você, Rodrigo, ao mudar do 5 para o iPhone 6s pode ‘começar a usar muitos apps impossíveis de se usar numa tela limitada de 4″ ou apenas passou a curtir maior área visual”?

          6. Nada, cara. A única diferença é que apps com bastante texto, como os de Twitter e de leitura (Feedly, Pocket), exibem mais conteúdo e, consequentemente, exigem menos toques na tela. Os apps são feitos de modo a se adequarem bem à tela em uso (e de 4 para 4,7 polegadas não há tanto ganho de tela a ponto de prejudicar a experiência da menor).

          7. Então, é do jeito que pensei. Mostra-se mais coisa, mas isto não implica em perda de conteúdo por inadequação de formato, como se infere pelas críticas descabidas.

          8. Acho que isso é ‘falta de argumento para denegrir tela pequena’, pois chegaram a dizer que a tela era ‘ponto negativo’. Como seria possível se a razão dele existir é agradar um nicho que se achava sem alternativa? Além disso, criticam câmera frontal (“péssima, terrível, tenebrosa”, a mesma que até ontem era um assombro de engenharia por conseguir bom desempenho com baixo megapixel no 6 (normal e plus), ambos tops, o que não é o caso do special edition do 5) e falta de 3D Touch num modelo destinado a atender demanda de dois grupos, amantes da portabilidade em seu sentido literal e quem quer excelência que não custasse tanto ou mais que o topo de linha da marca. Tela pequena só fará com que o usuário veja tudo menor, mas não que ele deixe de usar (perder) por causa única e exclusiva do tamanho, senão, qualquer smartphone Android perderia muito em comparação com os Galaxy Note de 10.1″.

          9. Mas a câmera frontal do iPhone 6 era ruim para os padrões da época. Dá uma olhada na comparação direta com as do G4 e Galaxy S6: https://www.manualdousuario.net/g4-galaxy-s6-iphone-6-melhor-camera/ A do iPhone 6s é melhor.

            O iPhone SE não tem 3D Touch porque isso encareceria o produto e exigiria uma reformulação nas linhas de montagem. Tela e corpo são os mesmos do iPhone 5/5s, ou seja, algo que a Apple já tinha no inventário. Recriar o 3D Touch nesse formato para um dispositivo que é, em parte, uma aposta de mercado seria um risco muito grande.

          10. Concordo pois ele não é modelo top. Sobre câmera, pelo menos aqui, no Brasil, não se criticava não. Havia condescendência, quando não, elogios.

          11. É que não era ruim, só era pior que a concorrência. Comparada a de um mid-range que não tivesse foco em câmera frontal como o Xperia C5, era bem decente. Problema é: as coisas evoluem e a câmera frontal de 2 megapixels do iPhone 6 não era mais competitiva.

  2. Curti a mochila, @google-c1e8c4d9f770b920ebf66bcdfb1f7dec:disqus. Mas te digo q depois q troquei o guarda-chuva pela capa de chuva, fiquei mais sossegado (e mais seco). Como as chuvas em SP agora envolvem mini-tornados, o guarda-chuva tem se mostrado pouco útil…

  3. Bati o olho na foto e já fui direto na Braveman. Tenho uma Old Indian deles. TOP essa carteira.
    Ghedin, coloca o link dos caras ai. Abraço!

    1. Não tem opções. Um tempo atrás fui procurar na internet e achei um mísero site bom, mas com pouco estoque.

  4. Isso me lembrou que eu disse que iria mandar a minha mochila no-tech e me esqueci.

    Guarda-chuva, depois de anos, eu resolvi gastar dinheiro num e comprei um kit da Nautica com dois – um pequeno e um médio – que já estão comigo a 2 anos. O pequeno vai sempre comigo na mochila (o outro raramente é usado pra falar a verdade, eu nunca me lembro de levar ele de manhã).

      1. Vale bastante a pena, antes eu gastava “bastante” em guarda-chuva (quando muito eles duravam umas 2 ou 3 chuvas) pegando um desses de R$10/R$15.

        Ao menos aqui em Porto Alegre, que chove quase toda a semana, principalmente no inverno, vale a pena bastante.

  5. Eu comprei um guarda-chuva com mecanismo automâtico em uma loja chamada Sumerland (site: sumerland.com.br) em dezembro de 2013 no Brás/SP que está resistindo até hoje, me salvou em muitas chuvas fortes de verão e continua sem nenhum defeito.

  6. Caraca, hoje mesmo estava revisitando uns “na mochila”, pois tenho alguns itens a comprar, heheh.

    OBS: Cliquei no link do Medium do Gabriel e não ta indo pro site…

    Gostei muito dos itens da mochila, são bem simples e me parece que usa todos, hehe.

    Quem me dera ter só 3 cartões, preciso de pelo menos o dobro para andar por aí…

  7. Sobre o guarda-chuva, eu acho que vale a pena investir um pouco mais. Tenho um pequeno que comprei no Chile há 3 anos, por 50-60 reais, mas está inteiro até hoje. Nunca quebrou uma haste, mesmo já tendo virado ao avesso várias vezes com o vento forte.

    Não sei dizer se são bons os desse site, mas à primeira vista pareceram bacanas: https://www.sombrinhas.com

    Bom mesmo é “provar” pessoalmente em alguma loja qualquer. :D

  8. 1 – Kindle Basicão é muito amor <3

    2 – Eu achei a carteira sensacional, mas o preço salgado de 200 reais me impede no cenário atual. Mesmo assim, parece prometer ser vitalícia pela qualidade evidente do couro.

    3 – Essas mochilas de loja de departamento: sempre passo, namoro, mas fujo no final. Acho caro pelo preço (~150 reais), perante diversas outras mochilas brasileiras com um preço um pouco mais caro, mas com qualidade e design bem mais show.

      1. Tô namorando uma mochila da Nordweg já tem um tempão. As carteiras parecem ser sensacionais também.

        1. Recomendo as carteiras deles. Tenho uma NW040 faz uns ~4 anos e ainda está muito bem. Compacta e resistente.

          Minha única reclamação é que ela tem como padrão para documentos o tamanho da CNH. Minha CNH venceu ano passado ou retrasado e não pretendo renovar (muito menos ter carro pelos próximos anos). Isso me faz ter que levar o RG com uma parte pra fora do bolso de documentos.

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