As promessas e derrocada do Windows Phone

As várias fases da Microsoft no mobile.

No último dia 25 de maio a Microsoft anunciou o que pode ser considerado um dos últimos atos de um longo réquiem que o Windows Phone vem passando. No comunicado a empresa anunciou o corte de 1850 empregados da divisão, sendo a maior parte da subsidiária finlandesa onde fica a base da divisão Lumia, fruto compra da Nokia em 2013.

A notícia chegou uma semana após informações de que a própria Nokia, numa jogada jurídica com a bênção da Microsoft, recuperou o direito de usar seu nome novamente em smartphones e assim o fará licenciando a marca para uma nova empresa formada por ex-executivos da Nokia, a HMD. Em paralelo, no mesmo dia soubemos que a linha de feature phones da Microsoft fora vendida, por US$ 350 milhões, a uma divisão da Foxconn e à HMD.

E assim, agonizando lentamente, uma longa novela que teve momentos de brilhantismo e parecia antecipar futuro caminha para o seu desfecho.

Minha relação com a Microsoft sempre foi bem próxima. Tive a felicidade de ter  toda a família Zune, experimentado em primeira mão o Surface original e até de um Kin fui um dos seus raros usuários. Dessa forma, tentarei relatar a trajetória do Windows Phone até aqui numa visão em primeira pessoa, de alguém que se importava e que teve a oportunidade acompanhá-la de perto.

As investidas móveis da Microsoft

Ao contrário da percepção popular, a Apple não criou o smartphone. Não vou usar de preciosismos históricos, mas no início dos anos 2000 Blackberry, Palm, Nokia e Microsoft já tinham plataformas próprias que uniam a mobilidade dos celulares com o poder de computação dos handhelds. Enquanto todas as outras fabricantes usavam plataformas próprias, a Microsoft investiu em levar a experiência praticamente completa do Windows para um celular. O Windows Mobile, derivado do Windows CE, de 1996, era tão Windows que tinha até o menu Iniciar e rodava a suite Office na palma da mão. Tive um Dell Axim 51v em 2005 e a experiência variava entre a alegria de ter um computador portátil e o desespero de ter que lidar com o Windows Explorer para salvar meus arquivos.

Em 2007 veio a Apple e revolucionou o mercado com a filosofia de simplicidade, cuidadosamente criada pela dupla Steve Jobs e Jony Ive. Se o iOS não impressionava o usuário hardcore pela falta de personalização como a oferecida pelo Windows Mobile nem o usuário corporativo pela falta de recursos e segurança de nível empresarial que o Blackberry tinha, todo o restante do mundo só queria ter um iPhone. Não era sem razão. Soluções como mapas, loja unificada de aplicativos, cliente de email simples, navegador veloz e uma interface pensada para uma tela sensível a toque eram irresistíveis.

Toshiba TG01 e iPhone 3G lado a lado.
Toshiba TG01 (Windows Mobile) e iPhone 3G. Foto: Long Zheng/Flickr.

Enquanto isso, o Windows Mobile era… bem, um Windows. Tudo, do gerenciamento de arquivos até o Internet Explorer eram tarefas complicadas para ser usado num celular. Por mais que as versões subsequentes do Windows Mobile tivessem tentado melhorar a experiência móvel, era evidente que a Microsoft estava perdendo terreno por ter um sistema operacional ultrapassado.

Três anos se passaram e vimos a Microsoft tomar umas das piores decisões na história da indústria de tecnologia. Numa parceria com a japonesa Sharp, a Microsoft lançou o Kin. Ignorando todas as tendências do mercado, o Kin era um celular voltado para o publico “jovem”, porém sem aplicativos. Redes sociais só poderiam ser acessadas pela web, não havia loja de aplicativos (seu sistema operacional ainda era baseado no antiquado Windows CE), não havia muito o que fazer com ele.

Tive um Kin Two logo que foi lançado, adquirido na pré-venda. A experiência era perturbadora, pois em 2010 redes sociais como o Twitter já eram populares o bastante para que se esperassem apps móveis. Não havia um aplicativo sequer para enviar fotos, nem notificações.

KIN da Verizon.

Detalhe no teclado do KIN.

O fracasso de vendas foi tão grande que o Kin foi descontinuado com menos de três meses após ser lançado. John Gruber afirma que somente um pouco mais de 500 aparelhos foram vendidos. O prejuízo da Microsoft superou fácil o bilhão de dólares. Não do jeito que a empresa esperava, o Kin definitivamente foi um marco histórico para ela.

De qualquer forma, o Kin não era a principal aposta da Microsoft para oferecer uma renovada experiência móvel aos consumidores. A Microsoft já vinha abertamente desenvolvendo um substituto para o Windows Mobile. O Kin foi a típica estratégia que a Microsoft tinha de atirar pra todos os lados — só que, nesse caso, o preço foi caro.

Tudo novo: Windows Phone

Steve Ballmer no palco da MWC 2009.
Steve Ballmer na MWC 2009. Foto: Georg Holzer/Flickr.

No final do mesmo ano (2010) foi apresentado ao mundo o Windows Phone 7. Este foi um dos movimentos mais ousados da empresa. Embora o sistema ainda tivesse origem no Windows CE, ele rompia completamente com o legado de apps do Windows Mobile, finalmente encerrado, e trazia novas ideias, novos apps e muitas inovações na interface.

A recepção do Windows Phone 7 não poderia ter sido melhor. À época, muitas novidades nativas do aparelho não tinham nenhum similar entre os concorrentes Android e iOS. O design era original, sem igual. No lugar de ícones, pequenos quadros que entregavam informações sem precisar abrir o app correspondente. Eram verdadeiras janelas que permitiam olhar o que acontecia ali dentro de cada aplicativo. Era intuitivo, era totalmente diferente do que qualquer outro concorrente fazia. A linguagem visual, chamada inicialmente (e perpetuamente pelos mais teimosos/puristas) de Metro, vinha do Zune HD, um player de música que marca até hoje na memória pela sua beleza.

O mais surpreendente: o sistema operacional era leve. Era assombroso ver smartphones com 512 MB serem tão fluídos com tão pouca memória.

Diferentes gerações do Windows Phone.

A integração total às redes sociais permitiam atualizar, checar e compartilhar mídia nativamente no Windows Phone. Uma campanha publicitária, a “Smoked by Windows Phone”, pagava a quem conseguisse mandar uma atualização no Twitter por um iPhone mais rápido que outro com um smartphone da Microsoft.

Apesar da fumaça e espelhos da campanha, o Windows Phone era uma grande promessa, faltando apenas amadurecimento. A confiança era tamanha que a Microsoft chegou a fazer um funeral simbólico do iPhone no seu campus em Mountain View.

Em 2011 veio um acordo de exclusividade com a poderosa Nokia. Os smartphones finlandeses só rodariam Windows Phone e seriam chamados “Lumia”. Era um passo importante na popularização da plataforma e a garantia de que a Microsoft teria pelo menos um pé na luta contra o Android, àquela altura já bastante popular.

A Nokia enfrentava o dilema de ter que decidir entre abraçar o Android e investir na evolução do Symbian/MeeGo. O então CEO da Nokia, Stephen Elop, um ex-executivo de própria Microsoft, entrou na empresa em 2010 e logo em seguida fechou o acordo de exclusividade com o Windows Phone como plataforma, dispensando o Android e o próprio Symbian. Os boatos, nunca confirmados, porém reforçados pelo infame memorando que comparava a Nokia a uma “plataforma em chamas” e pelo que veio a seguir, diziam que Elop entrou com o propósito de preparar a Nokia para ser comprada pela Microsoft, a estratégia do “Cavalo de Tróia”.

Entretanto, apesar dos movimentos acertados, o Windows Phone pagava o preço de só ter entrado na brincadeira três anos depois do iPhone e do Android. As duas plataformas se beneficiaram do pioneirismo. Lacunas foram apontadas e corrigidas mais cedo e a disponibilidade atraiu consumidores e desenvolvedores, gerando ecossistemas estáveis e atraentes para todas as partes. Com apenas um ano na praça, a carência de apps mais comuns no Windows Phone já era um ponto crítico. Tanto que deu espaço ao surgimento de bravos desenvolvedores independentes que, utilizando APIs dos principais apps e muito malabarismo, criavam apps extra-oficiais muito festejados pela pequena comunidade do Windows Phone. Esses apps remediavam a situação, apesar de não ser o ideal. A esperança era de que isso fosse apenas uma situação transitória no processo de expansão da sua base de usuários.

Como uma das medidas para aumentar sua base de apps, a Microsoft começou a incentivar a qualquer um, literalmente, a fazer apps para Windows Phone através de concursos e promoções. Foi uma decisão controversa. Enquanto o número de aplicativos na sua loja aumentava, a qualidade caía em ritmo acelerado. Apps primárias, de frases de pessoas famosas a fotos de estrelas de cinema, brotavam no Store. É um problema comum, mas que em outras plataformas acaba varrido para baixo do tapete pelos melhores apps, os que ganham destaque e são mais usados. Estava evidente que o número de apps para Windows Phone estava sendo inflado de forma artificial e descuidada, e o problema da escassez dos que importavam, longe de ser sanado.

Apesar da baixa participação no mercado, o Windows Phone ia aos poucos colhendo uma base de usuário e de fãs. Impulsionada principalmente pela parceria com a Nokia, a esperança era de que sua primeira grande atualização traria novidades necessárias para que ele deslanchasse.

Então, veio a primeira decepção.

Passados dois anos da sua estreia, o novo Windows Phone 8 apareceu. Mas ele veio com uma condição: era incompatível com todos os aparelhos lançados antes dele, com a versão 7 do sistema. Enquanto o iPhone garantia atualização do iOS para aparelhos antigos, a Microsoft estava penalizando todos os que migraram para o Windows Phone 7 com um bloqueio de atualizações compulsório. O Android já sofria da fragmentação; a diferença é que a garantia dessa era parte do compromisso da Microsoft com o Windows Phone. A promessa, como se vê, foi quebrada.

A razão técnica: o Windows Phone 7 era uma plataforma derivada do Windows CE. O efeito colateral disso eram limitações de diversas naturezas, do hardware ao uso de memória, impostas por uma plataforma criada no século passado. Processadores multicore e memórias superiores a 1 GB não poderiam rodar no kernel do Windows CE. O Windows Phone 8 usava o kernel do Windows NT, mais moderno e preparado para as demandas contemporâneas. Aparelhos Windows Phone 7 ganharam uma última atualização com pequenas mudanças estéticas e, depois disso, foram deixados de lado.

Se no aspecto técnico a decisão fazia sentido, ela pegou mal entre os consumidores. Muitos que haviam acabado de comprar aparelhos novos imediatamente se viram com eles “obsoletos”, sem acesso sequer aos novos apps lançados dali em diante. Quem ouvia nosso podcast deve se lembrar que eu cheguei a declarar nunca mais comprar Windows Phone.

Ainda assim, o Windows Phone 8 foi lançado prometendo melhor desempenho, suporte a widgets direto na tela de bloqueio, mais cores, mais integração com serviços da Microsoft como Skype, Xbox, Office, e os apps que importavam enfim na plataforma.

Porém, na prática a sensação foi de que pouca coisa havia mudado. A quantidade de apps relevantes continuou pífia e o racha na base de usuários pouco fez para impulsionar a participação de mercado do sistema. Mostrando que sou um homem de palavra, comprei um Lumia 920. Um smartphone sólido com uma câmera excelente. Infelizmente, problemas pertinentes como a falta de apps essenciais para meu trabalho me fizeram dar adeus ao Windows Phone, outra vez, pouco tempo depois.

Em 2013 a Nokia foi comprada pela Microsoft — confirmando para alguns a teoria do “Cavalo de Tróia” de Stephen Elop. O então CEO conduziu a venda da Nokia à Microsoft por US$ 7,2 bilhões e um acordo de afastamento da marca finlandesa do mercado de smartphones por alguns anos.

O nome da Nokia foi substituído por Microsoft Devices e ela não deixou nenhum espaço no mercado em branco. De aparelhos extravagantes como os phablets Lumia 1320 e 1520 a dispositivos modestos e competentes como o Lumia 635, o espírito dos bons aparelhos da Nokia permaneceu vivo sob as rédeas da Microsoft, que também tem fama pela alta qualidade do seu hardware. Aqui no Brasil, até 2014, os Lumia mais baratos chegaram a fazer bonito no mercado. Pelo bom desempenho e baixo custo, era um aparelho atraente para o público de entrada.

Mesmo com a linha Lumia diversificando em todas as direções, a participação do Windows Phone nunca chegou a empolgar. Havia motivos que talvez explicassem o desempenho constantemente ruim da plataforma.

O Windows Phone sempre sofreu pela baixa oferta de apps na sua loja, principalmente as mais populares. Mesmo aplicativos básicos como os do Google nunca apareceram. O Google chegou a banir o app do YouTube que eles mesmos haviam autorizado a Microsoft a fazer. Aliás, vários apps de terceiros eram desenvolvidas em casa, como o famigerado Facebook da Microsoft.

Essa falta de apps amedrontava usuários dispostos a abandonar iOS e Android, que a cada ano aumentavam mais a dominação do mercado. Para piorar, o Windows Phone 8, apesar de evoluído em vários pontos, ainda não era um sistema operacional bem acabado, enquanto os concorrentes seguiam cada vez mais completos e ganhando novos recursos. Por melhores intenções e expectativas que o Windows Phone tivesse, na prática ele carecia de polidez.

Logo após a compra da Nokia, em 2014 Satya Nadella assumiu o cargo de CEO da Microsoft com a dura missão de rejuvenescer os negócios da Microsoft, perdida em diversos projetos que não foram pra frente em hardware e serviços. O caminho apontado por Nadella era simples: aumentar a oferta de serviços sem restrição de plataformas, seja iOS, Android ou Windows. Começou uma temporada de aquisições de empresas que faziam apps de boa qualidade para serem absorvidos pelos principais serviços da Microsoft. Ficou claro que nessa nova dinâmica o Windows Phone passara a ser uma plataforma secundário até para a própria Microsoft. Chegamos a ver apps serem atualizados antes nas suas versões para iOS e Android e alguns só foram lançados depois de aparecerem nos seus concorrentes.

Paralelo a tudo isso a Microsoft chegou a flertar com o Cyanogen ao anunciar que a sua suíte de serviços seria padrão no sistema operacional baseado do Android. O sinal vermelho estava soando. Chegou-se a falar num possível Plano “B” da Microsoft, que compraria a Cyanogen e passaria a vender aparelhos com Android. O Surface, rodando Windows 8, começou a despontar como um produto “oficial” de sucesso, com vendas modestas mas crescentes, tirando ainda mais protagonismo do Windows Phone.

Windows 10 Mobile e o fim para consumidores

Em 2015, logo após o lançamento do Windows 10 a Microsoft anunciou um novo nome para sua versão Windows em smartphones. O Windows 10 Mobile era a face móvel do Windows que, afinal, estaria unificado. O OneCore, o reuso do mesmo núcleo do sistema para diversos formatos de hardware permitindo aos desenvolvedores trabalhar apenas uma vez para entregar seus apps e reduzindo custos e retrabalho aos programadores da Microsoft, era real.

Apesar do novo nome, o Windows Phone continuou apresentando problemas conhecidos de longa data. Após um processo de testes baseado na liberação de versões preliminares e, em boa parte, problemáticas a alguns modelos Lumia, em março de 2016 a Microsoft finalmente lançou a versão final do Windows 10 Mobile como uma atualização para dispositivos que já estavam no mercado. Porém, mais uma vez alguns usuários ficaram para trás e não receberam, e nem receberão, essa importante atualização — e, com isso, sem os apps universais, já maioria entre os que são lançados para smartphones Windows. Novamente promessas de garantia de atualização foram quebradas pela Microsoft. No Brasil, estima-se que mais da metade da base instalada do Windows Phone não terá acesso ao Windows 10 Mobile.

O resultado disto pode ser resumido em números. No último dia 19 o Gartner divulgou números de vendas de smartphones no primeiro trimestre de 2016. Nele, o Windows Phone amarga uma ínfima participação 0,7% das vendas globais. É um número tão assustador que os 2,4 milhões de aparelhos vendidos globalmente nos primeiros três meses do ano não superariam o que o Android vendeu em apenas um dia, cerca de três milhões de aparelhos.

Número decepcionantes, demissões e desativação de unidades de produção. Nem o mais otimista dos analistas pode negar que assim termina a aventura da Microsoft em desenvolver o Windows para smartphones. Os anúncios do último dia 25 posicionam a Microsoft fora do mercado doméstico e deixaram pouca esperança de que veremos um novo dispositivo com a marca da empresa no futuro próximo. O foco agora, segundo esse mesmo comunicado, será no mercado corporativo (o Lumia 650, último lançado, foca nesse público) e em suportar o Windows 10 Mobile para os Lumias já lançados e outras empresas que, por algum motivo, acharem uma boa apostar na solução móvel da Microsoft. O investimento na Nokia de US$ 7,2 bilhões, com as manobras fiscais e as rodadas de demissões, foi praticamente perdido.

Lumia 950 XL.
Foto: Isriya Paireepairit/Flickr.

O Windows Phone certamente foi o sistema operacional móvel mais original que já surgiu, talvez o que mais torci pra ver bem sucedido. Mas decisões erradas podem ser venenosas aos melhores produtos e o consumidor não pode ser deixado pra trás. Pesou também o fato do mercado ser impiedoso aos que perdem o timing das coisas.

Costumo dizer que a Microsoft é a empresa que mais me fascina, mas pelos motivos errados. Ela consegue conceber tecnologias incríveis por serem menos humanizadas que as da Apple e, ao mesmo tempo, não tão geeks como as do Google. São produtos que me fazem torcer pra darem certo. Alguns conseguem, outros deixam um gosto de tristeza por que não chegaram lá.

Os smartphones seguem engolindo os computadores convencionais e já se aproximam do ponto de saturação, abrindo espaço para a próxima grande onda da tecnologia de consumo — e, para ela, a Microsoft já se posiciona. Enquanto isso, os esforços da empresa em smartphones passam a ser por tabela, infiltrando apps e tecnologias nas plataformas vencedoras, Android e iOS. A esperança que a Microsoft tinha de dar continuidade ao seu legado de liderança na computação pessoal, migrando dos computadores para dispositivos móveis, falhou.

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136 comentários

  1. e de se citar que o Balmer queria toda a Nokia, tanto a de redes quanto a de hardware, mapas e celulares, sendo negado pelos acionistas, o que todo se pergunta, e foi diferente da compra da Motorola pela Google, o que de fato a MS comprou? não levou patentes, Marca, mapas…nada, aparentemente só fábricas, estoques e funcionários . me pergunto qual de fato foi o motivo, pois na época a Nokia já estava em declínio de vendas… eu acho que algo se perdeu entre a papelada da aquisição é que não vazou

  2. Que texto excelente, muito bom lê-lo. Acredito que o sistema não vá morrer, pois ele é Windows, mas a parte mobile vai ficar escassa por aqui, praticamente não há OEMs por essas bandas, raros os Lumias que se acha, e ela vai dar uma estagnada na produção. Mas o sistema em si vai continuar recebendo suporte, recebendo apps, recebendo melhorias, pois o que ela está tentando fazer é algo que eu já havia comentado em outras matérias, ela precisa dar mais destaque às outras fabricantes, a linha Lumia se tornou uma salada de frutas onde tudo é mamão, tudo acaba sendo igual, perdeu o foco da linha. Assim, o mercado já saturado de Lumias de baixo custo deixará espaço para aparelhos de outras marcas, muitas vezes melhores. O grande problema mesmo é que 90% dos aparelhos W10M do mundo não estão aqui, somente Lumias. Também vejo uma vantagem nisso, há muita gente vendendo seus Lumias à preço de banana por causa do fato da linha lumia morrer, eu acho burrice, é como se a linha Moto G tivesse parado em 2015 e não houvessem lançamentos, os aparelhos ainda teriam suporte por um bom tempo, eles não tem auto destruição. Aproveito para manter meu 930 e ajudar familiares à comprar também, já vi muito 930 por menos de 600 sem problemas de microfones, lumia 925 por 350, e tudo que eles precisam está lá, sem o mal de travar igual um Android no mesmo preço. Fica a dica pro pessoal que quer um segundo aparelho, OLX tá bombando.

  3. Eu tive um Lumia por um breve período, no segundo semestre de 2014. O aparelho em si era lindo, com câmera imbatível para a faixa de preço (menos de mil reais), mas fiquei com ele só por uns 6 meses, até trocar no começo de 2015 por um Moto G 2, que (meio se arrastando) ainda me acompanha quase 1 ano e meio depois.

    A impressão que tive das live tiles é que eram uma ideia muito melhor no papel que na prática. Ninguém quer ficar olhando para a tela inicial do smartphone aguardando a tile atualizar para mostrar a informação desejada, quando em geral é igualmente (ou ate mais) rápido simplesmente abrir o app (ou usar um widget). A falta de apps pesou, principalmente a falta de bons apps. Eles parecem estar chegando agora, mas já é tarde.

    Timing é um ponto importantíssimo no mercado. Quanto a isso a Microsoft precisa, sim, tirar o chapeu para Apple e Google, que souberam usar seus poucos anos à frente para consolidar suas respectivas plataformas e aparar as arestas que o WP se propunha a corrigir. Com a chegada dos apps do Office (e em menor grau os da suíte MSN) aos sistemas concorrentes então, aí que acabaram de vez os diferenciais do sistema móvel da Microsoft.

  4. O WP começou errando com as propagandas debochadas contra a concorrência, fizeram parecer que ela já tinha um produto final, completo e sem problemas, que já superavam seus concorrentes em todos os aspectos. Porém, quem testava o de um amigo acabava percebendo a farsa decepcionante. Fazer promessas que não podia cumprir, divulgar produtos que ainda não existiam, passar uma imagem de grandes produtos sem fundamento… A tendencia era que perdesse mesmo.

  5. Além da falta de apps, o Google também boicotou com a falta do Admob pra Windows Phone. A última versão suportada era a de aplicativos Silverlight.

    Nada que a MS não faria ou já não tenha feito… :D

    Aliás, a parte de ads é uma catástrofe na plataforma. Os Ads da MS quase não existem e, sem o Admob, você fica com plataformas menores (Smaato) ou de cross-promotion (AdDuplex). Tinha uma parceria em andamento com o Facebook, para os aplicativos universais, mas não sei se tem previsão de lançamento.

    1. os apps da Google e o ADs da mesma foi um caso de que a MS não queria usar no sistema algumas APIs da Google, fazendo com que o App não fosse enraizado ao sistema

  6. E la se vai um sistema integrado completo (Computador+Videogame+Celular), a microsoft desde o W7 mobile entrega ao usuário uma experiencia incompleta de SO mobile, produto inacabado e falta de aplicativos. Não daria outra.

  7. Parabéns pelo texto.
    Um dos melhores (pra não dizer o melhor até o momento) que degustei por dezenas de sites que visito. Inclusive participo de vários sites estrangeiros. Bem mais dos poucos que visito no Brasil. Alias, foi em um desses sites estrangeiros que um cara me passou o link.
    Fiquei bem impressionado.

  8. Ao meu ver o Windows Mobile ainda não morreu, o que vejo é uma mudança de estratégia. A parte de software continua a mesma coisa, uma prova disso são as builds insider saindo quase junto com a respectiva versão do pc. Já a parte de hardware é a mais impactada, não há previsão de novos modelos, muito menos a chegada no Brasil, por isso não me espanta a queda dos números. A MS já deixou claro que o foco desse ano não é o mobile, prometendo voltar ano que vem com um possível Surface Phone.

          1. Essa é a parte simples. Complicado é, mesmo depois de um texto da Microsoft falando que eles pararam de olhar para o Mobile, ter galera anunciando a vinda do Messias/Surface Phone/Snapchat no Facebook e não aceitando que a plataforma morreu.

            Eu lembro quando o Symbian morreu e a gente esperava o salvador – que, naquela religião, se chamava Maemo.

            Dói, cara. Eu sei.

            Mas a gente não controla as empresas que consumimos. Hora elas acertam (xbox 360), hora falham miseravelmente (xbox one) e a gente continua.

            Por sorte a gente pode sempre mudar – ou continuar a brigar com os fatos, vestir uma toga e sair profetizando a volta milagrosa.

            Sempre temos opções, né? :)

          2. Tu acha mesmo que a MS vai desistir do mobile? Tu acha mesmo que o XONE é um fracasso?

          3. Desistir de uma plataforma própria no Mobile? Algo me diz que sim (esse algo tem a ver com todos os movimentos da Microsoft desde a entrada do Nadella). Do mobile, não. Eles possuem ótimos apps para as outras plataformas. Eu possuo produtos da Apple e vivo no ecossistema da Microsoft melhor do que quando eu tinha um Lumia e Windows.

            O Xone é um fracasso? Sim. Ele vende bem menos que o seu concorrente; ele tem um poder gráfico menor que seu concorrente; ele precisou passar por cortes de custo para parar de sangrar (tanto) dinheiro; Meu deus o Kinect obrigatório que não era mais obrigatório. Quem concorda comigo, inclusive, é a própria Microsoft que já vai anunciar uma versão corrigida na próxima E3, mês que vem.

            E se você, como eu, teve um Xone, sabe bem do que eu falo.

          4. O XONE é um fracasso em termos – a geração não terminou e VG tem muito tempo de vida – porque pode dar alguma volta por cima – o PS3 fez isso no final da geração passada. Mas, o XONE tem erros de projeto – a ventoinha do meu foi pro saco e eu não podia jogar nada que não fosse Doom I e II, sorte que vai a garantia pra troca. Não dá lucro, teoricamente, e por isso o Nadela quer meter a faca – o que é errado nesse ramo, VG tem uma vida longa, consoles dão um salto muito grande na troca de gerações e os desenvolvedores são conseguem realmente tirar proveito otimizado do HW deles nos anos finais (usualmente os jogos dos último biênio são melhores graficamente). O Kinect – assim como o PSMove – são aquele tiro no pé básico de quem acha que pode fazer gamers se mexerem enquanto jogam. Wii só deu certo porque pegou um pessoal que jamais tinha pensado em ter VG em casa.

            Em termos de poder gráfico, são bem semelhantes: i) http://epicplay.com.br/graficos-10-jogos-do-xbox-one-contra-ps4/ e ii) http://www.eurogamer.net/articles/digitalfoundry-can-xbox-one-multi-platform-games-compete-with-ps4

          5. O problema é que, em ambos os casos, já terão “novos modelos” em poucos anos.

            Mas sim, de fato, em termos.

          6. Essa geração provavelmente vai ser abreviada mesmo com esses modelos intermediários, o que pode indicar outro movimento da indústria dos consoles – correr atrás do PC está foda nesse mercado – onde os exclusivos parecem não segurar muito a base instalada e erros de projeto e marketing como os do XONE parecem impactar muito nos resultados finais.

            Se ocorrer essa abreviação da geração, teremos que ver como tudo vai se resolver na próxima – já com a mentalidade nova de geração curta e ciclo rápido – com o NX e os próximo consoles da Sony e MS. Chuto que se a MS tomar outro bolo ela pula fora do VG também, provavelmente vendendo a marca Xbox pra alguma outra empresa.

          7. Se essa geração for abreviada, teremos nada menos que três Dreamcasts na próxima

          8. [off topic]
            vestir uma toga e sair profetizando a volta milagrosa.
            o que voce quer dizer com isso?

    1. Mas ela não prometeu “Surface Phone” algum. Isso é só um mito, tal como o Sebastianismo português.

      O Azor Ahai da Microsoft.

      1. Por isso eu falei “possível”. E com a demissão dessa galera toda os rumores dizem que a equipe do Surface iria assumir o mobile.

        1. Ou eles só deixarão os caras do Surface fazendo o que eles sabem fazer: o Surface.

          Mas, lógico, vamos acreditar nos rumores aí e tudo vai dar certo. Ela vai voltar e, talvez – quem sabe?, com instagram atualizado e até snapchat!

          1. Talvez os mais de 60 milhões de usuários do app.
            Pensa, se 10% deles comprassem Windows Phone, seria recorde de vendas no sistema – e quem sabe, ele ainda estaria vivo.

          2. 100 milhões de pessoas. Mais do que o número de Windows Phone vendidos em um ano.

          3. O Snapchat será comprado pelo Facebook e incorporado ao Windows. Snapchat só tem prejuízo ano após ano.

          4. Amigo, desculpa. Eu não tenho essas informações de mercado tão exclusivas.
            Vou correr compra ações do Facebook aqui – mesmo com a integração dele no Windows Phone 10 sendo horrível, afinal, ele vai comprar o Snapchat!

          5. O Facebook vai comprar o Snapchat e acabar com ele e incorporar as funções no próprio Facebook.

          6. Me fala também os números da Mega? Amanhã tem sorteio e eu to com um dinheiro sobrando aqui.

          7. É uma possibilidade, embora eles já tenham negado uma oferta bilionária do Facebook: https://www.manualdousuario.net/snapchat-facebook/

            É difícil falar em “prejuízo” de uma empresa que ainda é financiado por capital de risco e no último semestre começou a focar em faturamento. Eles têm +100 milhões de usuários e são a queridinha da mídia e dos anunciantes, ou seja, há um potencial grande ali. Recomendo dar uma lida neste post para se atualizar sobre o modelo de negócios do Snapchat e para onde eles estão indo: http://techcrunch.com/2016/05/26/snapchat-series-f/

            (Eu não descartaria uma venda para o Facebook ou outra gigante, mas pela conjuntura isso, se acontecer, demorará um bocado. Antes o Snapchat tentará lucrar e justificar a valorização de US$ 20 bilhões que ostenta. E são grandes as chances de fazerem isso dar certo.)

          8. Todos aqueles possíveis jovens consumidores que não compraram um Windows Phone por ele não ter o app favorito deles….

        2. Deixa eu ver se entendi, 2017 vai ser o ano da Microsoft baseado em um rumor? Sério?

          Mesmo depois de tudo que vem acontecendo?

        3. Deixa eu ver se entendi, 2017 vai ser o ano da Microsoft baseado em um rumor? Sério?

          Mesmo depois de tudo que vem acontecendo?

          1. Em momento algum eu disse que seria o “ano da microsoft”, teu cérebro hater que fica criando espantalhos. A própria MS já falou que o foco desse ano não é mobile, e que a ideia é lançar poucos smartphones ano que vem. Quem vai criar e se vai ser um surface não importa.

          2. Sim com certeza, ninguém aqui disse isso, muito pelo contrário. Muda tanto que a própria Microsoft está pulando fora do mercado.

            Mas será um sucesso em 2017 baseado em um rumor? Sério?

          3. Sim com certeza, ninguém aqui disse isso, muito pelo contrário. Muda tanto que a própria Microsoft está pulando fora do mercado.

            Mas será um sucesso em 2017 baseado em um rumor? Sério?

  9. A MS perdeu o bonde, apenas isso. Não tem muito mais o que explicar. O Nadella corta tudo que não dá lucro (quer cortar o XBOX inclusive) e isso pode jogar contra a empresa daqui uns anos (mas quem sou eu pra dizer isso).

    Gosto ainda dos WP, mesmo com a falta de apps (pra mim não faz falta nenhum do Google e muito menos Snapchat e o único que eu tinha reais problemas de uso, o Instagram, depois que eles passaram a usar o mesmo “core” do iOS está muito bom e bem rápido) e torci muito pela plataforma porque entregava um preço bom e um aparelho bom (usar um Android low-end é uma morte horrível que me faz querer voltar pro Nokia 3120 e qualquer coisa da Apple, hoje, custa pelo menos R$3k). Mas, eu mesmo tinha dito ( e sido execrado em alguns fóruns de WP) que a plataforma estava morta pelo ritmo de desenvolvimento da própria MS.

    Acho uma grande merda não ter mais a possibilidade de comprar um aparelho bom por R$500 e muito menos ter uma terceira via criando coisas e modos de se pensar nas atividades (Android e iOS são muito parecidos).

    Eu tive um Zune HD, foi um dos melhores aparelhos que eu já tive na vida, era bem melhor que o iPod, mas, se perdeu na fumaça da MS.

  10. Incrível artigo, como sempre. Eu gosto da Microsoft e torço por ela mas das empresas de tecnologia é de longe a que mais dá bola fora, queria ter experimentado o WP mas não tive coragem de comprar um Lumia por medo de me arrepender, já o Windows 10 de desktops anda pior que o 7 e anos luz atrás do OS X na minha opinião. Torço por uma volta por cima da empresa mas as esperanças são bem pequenas :(

    1. Dá bola fora? Office sinônimo de suíte de escritório e o Windows a maior plataforma do planeta. Onde é bola fora? Mobile vai ser reestruturado e vem com tudo.

      1. Sim, o office é muito superior aos concorrentes e indiscutível, o Windows é praticamente unânime nos PC’s porque foi o pioneiro e até hoje é para a maioria a única plataforma viável, torço que com o crescimento de participação do OS X e do Chrome OS as coisas melhorem. Já no mobile torço por uma real reestruturação para preocupar a Google e a Apple, afinal quando mais concorrência é opções de escolha melhor para nós usuários.

    2. OSX depois do El Capitan é uma coisa nojenta de se usar se você não tiver um SDD. Meu Mac Mini não dá boot no OS X desde novembro, mais ou menos, por conta desses problemas.

      OS X tá sofrendo, de maneira menor, do mesmo problema do WP. O WP sempre deveria ser um sistema igual o Windows mas no telefone, e a Apple com o sucesso absurdo do iOS quer fazer do OSX um sistema igual ao iOS mas rodando no desktop. Tá saindo essa merda toda que a qualquer um vê (de um sistema que rodava muito bem e tinha atrativos a um sistema que é cada vez mais lento e cada vez mais consumidor de recursos, sem falar na incongruência de interface que não vai nem pro OSX e nem iOS, fica no meio do caminho).

      1. A Apple tem levado alguns elementos do iOS pro OS X, mas quase sempre é algo opcional e que muita gente ignora – caso do Launchpad, porque nem faz sentido uma Home Screen de telefone num computador grande.
        É irônico porque ela ainda vende iMacs com um HDD terrível de 5200RPM, mas a Apple não liga muito pra quem usa HDDs mesmo.
        Achei curioso que um amigo recém migrado pra um SSD falou o mesmo do Windows 10, mas eu sinto que entre os dois sistemas o Windows ainda lida melhor com os discos tradicionais mesmo.

        Eu acho que apesar do OS X ter um market share baixo ele não sofre do mesmo problema do Windows Phone por um motivo até meio elitista: O market share é baixo, mas é uma parcela do mercado mais interessante pros desenvolvedores (boa parte da imprensa de tech, a maioria da comunidade de startups em SF e NY e mesmo usuários normais que estão mais dispostos a gastar com apps).
        Já no WP, geralmente o grande share é justamente dos aparelhos básicos, substituindo featuresphones, que foram atraídos pelo nome da Nokia (quando ainda o usavam)

        1. O Windows 10 lida muito bem com HDD e melhor ainda com SSD. O OSX não sabe mais lidar com HDD. Dizem que uma VM do W10 no OSX roda melhor (no HDD) do que o próprio OSX. Lendas, provavelmente.

          O MS do OSX é baixo e ele se foca no nicho, e funciona apenas nesse nicho. A Apple com o OSX provavelmente teria de mudar muita coisa no core business dela pra abraçar um segmento massivo de computação pessoal – coisa que ela provavelmente conseguiria SE quisesse – mas isso implicaria em mudar muita coisa que o usuário Apple tem como certa em termos de exclusividade, estabilidade e segurança. Acho que não vingaria e ainda causaria uma reação bem adversa na base instalada – vide caso Instagram no Android, não lembra?.

          O Windows Phone sempre focou numa usabilidade muito boa nos telefones de baixo orçamento e isso era muito bom – eu uso um 535 e ele é bom, usável, e me custou R$449 – e ela poderia embarcar nessa onda, se focar no mercado low-end, mas ela quis abraçar todo mundo ao mesmo tempo e nunca conseguiu ser uma alternativa viável no segmento mais baixo e nem no segmento mais alto. Uma pena, pois isso poderia ser até um fator de inclusão social – se fosse bem trabalhado pela MS – já que o grande problema que a maioria dos sites de TI ignora (MdU incluso) nas suas opiniões é o fator preço. É óbvio quem S7 é bom e bem melhor que um 535, mas, e o preço? Um iPhone 6/6S/6+ é bom? Sim, mas, e o preço? E quem não pode pagar esse preço deve estar fadado a uma experiência de uso porca com os Androids low-end ou ser apartado da experiência mobile como um todo? As vezes algumas opiniões parecem que fortalecem esse pensamento – “usuário X comprou telefone Y, hahaha eu avisei que era uma merda e ele deveria ter comprado o XYZ [que custa o preço de um carro quase]”.

          Enfim, acho que a MS perdeu uma chance de se focar nesse nicho menos lucrativo (provavelmente esse é o ponto que motivou esse afastamento dela desse nicho) mas que gerara base instalada, a exemplo do que a Samsung faz com a miríade de aparelhos que ela tem hoje em dia – desde o que custa 400 até o que custa 4000.

          Ainda tem questões inexplicáveis como a questão toda com o Google que o próprio Joel colocou no texto e a “birra” do Snapchat.

          Tem muitos erros e percalços no caminho do WP, mas, de fato, qualquer que olhasse atentamento perceberia que o caminho trilhado era o da extinção da plataforma, ainda que torcesse contra.

          1. Ok, Divisão Mobile então. Não muda muito. Continuo achando que a MS perdeu uma grande chance de se focar num mercado negligenciado pelas empresas atualmente. Os Motos venderam como água no Brasil exatamente porque se focaram (nas suas duas primeiras versões) em serem aparelhos mid e low-end bons, simples e baratos (agora virou uma salada CARA e deslocada do mercado). A MS poderia ter focado nisso (e, quem sabe, depois saltar pro high-end) mas parece que a MS estava sempre querendo abraçar tudo e todos.

            Estratégia errada, bem errada.

          2. Particularmente concordo que o OSX desceu muito de nível, o Safari então é ridículo como não conseguem fazer ele não dar algum erro (só não troco pelos meus 24 top sites que sempre vejo e os concorrentes sempre tem menos.). Agora acho meio assim falar que o Windows funciona bem melhor no Mac que o próprio OSX, para mim sofre o mesmo problema que o próprio Windows sofre no PC, liga rápido, mas demora para um app abrir… No Mac também está demorando mais, mas ainda bem menos que no Windows.

            E a Microsoft erro feio de mais na estratégia e pelo que me falaram, a coisa anda para um futuro what?. Que mundo corporativo que ela acha que existe, que é fora do mundo real? Serio? Estamos em 2000 ainda? Na boa, se isso existisse Blackberry estava rica ainda. Até FBI está usando Iphone. Focar com essa desculpa é mais um dos erros dela. E ela devia aprender a ser mais cabeça dura como a Apple, no caso invés de tirar o que todo mundo ama, fica, a Apple não tira nem o que odeiam até um momento que faz ok.

            Sem contar uma coisa, não to entendo o futuro direito. Ela está pensando que ela vai conseguir ser uma mistura de Google e Apple, ou seja, as fabricantes poderão usar meus sistema e eu vou usar também e vou fazer meus high end agora (Surf Phone), mas na boa, se o Windows não pode fazer alteração (o que é bom) como ela quer que tenha várias empresas usando seu sistema? Sem diferencial, não tem razão de ser gente. E se for para comprar um Windows, porque compraria o Windows da Samsung invés do da Microsoft? Oi?

            E na boa, torça para nunca a Google fazer as melhorias no Chrome OS, porque se lançar um dia uma versão para competir com Windows PC, filha, chora… Porque ela tem mercado, mas ela não saberia lidar com um concorrente a altura.

          3. ChromeOS é bom – uso ele todo o dia – mas é mio descabido comparar ele com o Windows. As propostas são totalmente diferentes. o Windows é o que é por conta de base instalada. Quase tudo é feito pra Windows em termos de desktop – o que não é feito pra Windows é coisa de nicho, usualmente no Mac como imagens e no Linux com desenvolvimento – e mesmo assim, não raro temos opções no Windows tão boas quanto. Sem falar na quantidade absurda de aplicações que rodam exclusivamente no Windows. Não se chega a ter esse monopólio num setor sem alguma capacidade.

            Sobre o mercado corporativo, ele é distinto do mercado doméstico,. Não se tem muito espaço pra inovação em muitos setores e o que vende é que o funciona (é estável). Deve ser esse o ponto da MS quando ela diz “mercado corporativo” mas não tenho como saber exatamente, apenas chutar.

            Sobre o Windows 10 em Macs, não sou apenas eu que falo isso: http://pplware.sapo.pt/microsoft/windows/windows-10-e-mais-rapido-que-o-os-x-no-novo-macbook/

          4. Sim, entendo que são propostas diferentes, só falo ele porque é realmente a única plataforma, fora OSX, que realmente pode competir com o Windows (se quisessem). Tipo o Linux existe, sempre ira, mas ele será o que ele já é hoje. Agora só a Google com poder de bater de frente.

            Mas ai que está, esse mercado corporativo quase não existe. Vendo o que a Microsoft faz ou é um produto muito tecnológico, que apenas poucas empresas tem capital para investir, ou é produtor corporativos como produtos Office. E nesse do Office, o povo quer é os mesmos produtos vão para o dia a dia. Ou a Microsoft acha mesmo que eu quero ter um celular Windows para trabalho e um celular Ios/Android para vida? Que ai cai em outro problema, a Microsoft acha mesmo que tem um poder de induzir cliente, desculpa não tem, só Apple que fez isso amigo, no máximo agora a Samsung se ela fizer bem com o S7 a diante. E outra, Office é ruim, acho triste ter que usar aquilo depois de usar os serviços do iWork, principalmente o Ppt, jesus, final dos anos 2005 ainda…

            Essa matéria do Windows no Mac já tinha visto, mas acho que no tecmundo. Mas vendo pelo meu, ele é bem normal, tipo, liga muito mais rápido que o OSX, mas muito mesmo. Mas o ato de iniciar os programas e poder usar tudo, demora, ai nesse ponto pode ser que acaba ficando igual. Porque o OSX demora mais, mas consigo usar o que eu quero mais rápido. E eu uso ainda com HDD, o que não é a melhor coisa.

          5. Mas esse é o problema esse mercado low-end não é lucrativo. É muito investimento para pouco retorno.

            Até a Lenovo está saindo dele com a linha Moto G/X/etc…

            Recentemente anunciou isso.

          6. Os Moto G estão uma merda inacreditável. Aquela mistureba que a Lenovo fez é coisa de quem não sabe o que tá fazendo.

          7. Mas a Microsoft tentou mirar no mercado de entrada: https://www.manualdousuario.net/windows-phone-barato/ Foi a estratégia durante 2015 inteiro. E não funcionou porque é um segmento sem margem. Se já está difícil até para quem faz high-end lucrar alguma coisa (vide Xiaomi e até a Samsung antes do S7), imagine focar só no segmento de entrada?

            Smartphone de entrada deve ser parte do negócio, uma “droga de entrada” para que depois, na hora de migrar, o consumidor se mantenha fiel à marca e busque um dispositivo mais caro (que dê lucro).

          8. Eu me lembro dessa matéria do MdU.

            A MS mirou no mercado de entrada de forma bem tosca, porque ao menos aqui em Porto Alegre, “o” smartphone de entrada era o Moto E. Campanhas na TV (vi alguns comerciais do Moto G e E) e várias peças publicitárias nos shoppings – em quiosques da própria Motorola e em lojas de operadoras – enquanto que da MS era difícil até mesmo achar um dos smartphones pra se usar.

            Acho que a MS apenas inundou o mercado com aparelhos low e mid (eu chego a me perder nos modelos) sem nenhum tripo de foco de fato. Não teve uma boa malha de distribuição e apostando apenas no preço.

            Um exemplo quase anedótico: fui com a minha mãe comprar um telefone porque o tela quebrou a tela – ela tinha LG bem antigo – e eu disse pra ela comprar o Lumia 520. Fomos as lojas de um shopping grande de Porto Alegre e só em duas tinha um 520 pra ela ver como era. No final, ela acabou comprando o Moto E de primeira geração porque era o que ela teve mais contato em lojas (e, no ato da compra era um smartphone muito bom para alguém que como ela vai usar ele pra entrar no Whtasapp e no Facebook).

            De fato, provavelmente tudo isso seja explicado facilmente: não dá lucro mirar nesse mercado. Mas a MS teve uma mira meio torta ao meu ver (que também pode estar viciada por alguma bolha dos motos).

          9. A MS teve a mesma falta de mira que a Xiaomi teve no mercado nacional, puro amadorismo.

      2. Realmente, eu notei uma perda de desempenho entre o Mountain Lion e o El Capitan mas ainda não sofri com lentidões e travamentos mesmo rodando o sistema em um HD bem lento de 5400rpm, só o Safari que parece cada vez mais pesado devorador de recursos, vira e mexe trava aqui. Não consigo entender esse fascínio das empresas de quererem convergir em sistemas muito parecidos estruturalmente.

  11. Meu Lumia 1320, que hoje mora no fundo da gaveta, apenas lamenta. A grande pergunta é: para onde vai a Microsoft? Até quando ela vai conseguir viver de Windows, Office e XBox num mundo irreversivelmente mobile?

    1. Victor o setor problema da Microsoft é o móvel e você sabe. Mas esses que você citou a Microsoft está muito bem, obrigado. Surface desbancou o IPad. A Microsoft sabe que o Mobile é essencial. Ela tirou o time de campo. Mas o jogo ainda não acabou.

      1. Vai bem, mas inova? Porque pra mim é sempre mais do mesmo. O Office e o Windows estão em suas respectivas melhores fases, e isso é fato. Mas também é fato que tendem no médio prazo ao confinamento do meio corporativo. E o próprio meio corporativo começa a abraçar as ferramentas mobile com força. Então, qual o futuro? Vão bem agora, essas divisões. Mas estão inovando em quê? Sinceramente não vejo.

        1. O meio corporativo vai abraçar o Continuum. E de lá se propagarar a todos. Se você não considera o Continuum uma inovação, então não sei o que é inovação.

          1. Sim, claro que é. Mas matando agora o WP, continua fazendo sentido pra você? Porque seis meses que a MS durma no ponto e o Continuum vai fatalmente ser alcançado por soluções similares vindas da concorrência. Tem que morrer pra germinar, é isso?

          2. Se a ideia é ter um computador muito pequeno no seu bolso, isso já existe e rodando Windows completo, sem depender de devs fazerem aplicações para rodar app x86 via nuvem+UWP

          3. Eu vou além. Fora do universo quase que paralelo do entusiasta pela coisa toda, que somos nós, o que os departamentos de TI das empresas”normais” acharia de sair a força de trabalho por aí, carregando o core de suas máquinas, usando no ônibus, botando na mesma mesa que um copo de chope, brigando pro filho não instalar joguinho, etc. O Continuum pode não emplacar como se espera.

          4. Soluções similares podem ser similares ao Continuum. O Ubuntu chegou perto de algo parecido. Uma empresa com os recursos da Alphabet consegue uma solu

          5. É dona de um sistema operacional que roda em plataformas móveis dando lucro. O que não é o caso da MS.

          6. É dona de um sistema operacional que roda em plataformas móveis dando lucro. O que não é o caso da MS.

          7. Breno, como o meio corporativo pode abraçar a ideia do Continuum se a própria empresa não vai lançar aparelhos com a tecnologia? O Lumia 950/XL tem, mas já veio lançado e foi cacado pela critica pelo seu Windows em fase beta. Até 2017, não teremos nada, se algum lançamento ainda não for adiado para 2018. Mesmo que o que a concorrência que o modelo que a concorrência lançaria fosse bem pior, só de ter aparelhos compatíveis, já vai da mercado para ele. O Amazon Echo foi lançado antes do Continuum e já tem um concorrente da Google e já estão falando de um possível da Apple.

        1. Quanto a isso, é preciso colocar em uma perspectiva um pouco diferente. A base instalada do iPad é monstruosamente maior do que a do Surface? Não seria o contrário, já que o Surface parte de todo um legado do Windows? Importante lembrar que o Surface é só mais uma máquina rodando a plataforma mais popular do mundo. No que tange à popularização do Windows como uma plataforma móvel, aí sim o Surface pouco ou nada fez, mesmo sendo um produto muito bom. A questão em torno do Surface é que ele talvez seja só uma excelente gota num oceano, e até me assusta que exista quem ache comercialmente possível, no mundo real, que um hipotético”Surface Phone” daqui a dois anos daria à Microsoft a tração necessária para virar o jogo de alguma forma minimamente aceitável para um juggernault do tamanho da MS.

          1. De fato. Levando em consideração o sistema, o Surface roda Windows e tal.
            O problema é que, tal como fez com o Zune (o melhor hardware que a Microsoft já fez), ela não lança no mundo todo.

            Vai entender, né?

          2. bem nessas. o zune acabou competindo com o mercado norte americano que ja estava saturado de iPod

          3. Que nem Android e Linux né?

            Esse tipo de coisa vai levar a lugar nenhum pois a única certeza que temos é que Windows Phone foi um fracasso, morreu.

        1. Onde ofendi alguém? Apenas opinei sobre o Higa. Leio sempre o Tecnoblog. Respeito a opinião dele como editor de tecnologia. Mas que há algo de estranho quando é sobre a Microsoft, isso existe.

          1. Breno, você, nada contra, respeito sua posição como comentarista, mas que você distorce as informações quando fala do Higa, distorce.

          2. Juan. Não vou mudar minha opinião sobre o Higa, editor do Tecnoblog. Mas a pessoa Higa, nem conheço pessoalmente para falar algo.

          3. Também não vou mudar de opinião sobre você, como comentarista. Como pessoa não conheço pessoalmente pra falar algo.

          4. Aceita que dói menos, amigo. Vai pro BlackBerry, que deve durar ainda mais uns dois anos.

          5. Joel. Apesar que você conhecer o Windows desde o tempo do Kin ( ou atenriormente) o Windows se modifica a cada ano. Não menospreze a maior empresa de software do planeta. E sim, respeito sua experiência no Mobile Windows.

          6. Pior resposta possível. Ainda que o Breno não estivesse muito apegado aos fatos, essas respostas me fazem muito querer abandonar essas discussões de TI na internet.

            Ad hominem everywhere. Dos dois.

      1. E quem não distorce informações sobre Windows Phone?
        Estou com ele é na revolta com toda essa zona que foi essa história, que decepção, tinha tudo para dar certo.

  12. Mas ela vai continuar. E vai vencer. A Microsoft vai ter o espaço e o respeito merecido na área Mobile. Perdeu a batalha, mas não a guerra. Está ferida, mas não está morta (bem clichê kkk).

  13. MS tinha tudo na mão para dar certo. Um sistema limpo, rápido e que simplesmente funcionava. O zune era praticamente perfeito como player de mídia. O que a MS fez? Ficou anos sem entregar um simples player de áudio para o WP. Como de costume, jogou fora o que funcionava e ficou inventando com a UI (consequentemente UX), a deixando um carnaval que só vendo.

    Ótimos equipamentos como o 930 e o 1520 sendo menosprezados e descartados quando ainda tinham muito para dar. Além disso, tinha todas as condições para apoiar as thirds para que programassem seus apps para a plataforma mas preferiu não o fazer. Nada explica o eterno beta do Instagram. E a birra do cara do Snapchat? De graça? Acho pouco provável.

    Fui usuário e defensor do sistema por muito tempo, mas desisti… cansei de ser deixado de lado pela mão que *eu* alimentava. Como diria o outro: “que morte horrível”.

    1. Eu sempre fiquei puto com a troca do hub Músicas+Vídeos (Zune no WP7) por aquele aplicativo horrível e lento do Xbox. O primeiro funcionava perfeitamente, liso, sem travadas, apesar de que cabiam melhoras. O Xbox music só travava, era lento ao abri… uma tristeza só. Eles foram matando pouco a pouco a essência do que era o Windows Phone, transformando numa coisa mais lenta, sem inspiração

    2. Minha esperança é que o Sailfish OS vingue , é o único OS decente no mercado capaz de fazer frente ao binômio Android x iOS , #goJollago#

  14. Maior ré da Microsoft, o mercado mobile não vai deixar de existir tão cedo, no mínimo ela deveria continuar os investimentos pensando no futuro.
    Acho que o maior problema da Microsoft, é que ela quer estrear no mercado Explodindo, as vezes de maneira forçada, de qualquer maneira, sem manter um legado. Zune morreu, Kin morreu, WP7 morreu, WP7.5 morreu, WP8 e 10 que estavam sobrevivendo por conta própria a MS tá matando. Era só deixar um hardware minimo (1 ou 2 lançamentos ano), com preços baixissimos enquanto ela não acerta a receita.
    Daqui a pouco ela vem de novo prometendo ser a nova lider de mercado.

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