Esta tecnologia permite acompanhar seus sites e blogs favoritos de graça e sem filtragem de posts

Ícone clássico do RSS.

E se você pudesse acompanhar seus sites e blogs preferidos de perto, sabendo em tempo real sobre novos conteúdos publicados, sem filtros, intermediários, nada do tipo? E se eu lhe dissesse que o Facebook não é a única, nem mesmo a melhor forma de seguir suas publicações favoritas? E o melhor: que essa alternativa é gratuita, baseada num padrão livre e amplamente disponível. Interessou-se?

Leitores regulares do Manual do Usuário já devem conhecê-la, mas mesmo entre nós é uma tecnologia cada vez mais esquecida. Qual?

O RSS.

Você talvez se lembre de ícones laranjas como a imagem do topo espalhados em sites até uns anos atrás. Na segunda metade dos anos 2000, RSS era bastante popular (dentro do que a web e a própria Internet tinha de popular). Ele é uma peça fundamental para a distribuição de podcasts e está na raiz de outras aplicações corriqueiras como o Flipboard. É um negócio importante nos bastidores e que pode ser muito útil a mim e a você, usuários finais.

Recentemente Seth Godin tocou nesse assunto em seu blog e o leitor Thiago Silva pediu um post sobre. Para mim, foram chamados à realidade: embora eu use RSS todos os dias, o formato não é falado por aí, não ganha manchetes e virou algo restrito a jornalistas e gente mais interessada em comunicação. É um fim triste e injusto para o formato, já que nada que veio depois é tão flexível ou oferece a mesma liberdade e controle.

O Google Reader e o que veio depois dele

O Google Reader, maior serviço do tipo que já existiu, deixou órfãos e causou um estrago grande porque se tornou quase sinônimo de RSS. Apesar do sucesso, ele foi deliberadamente encerrado pelo Google; sua função não fazia sentido comercial — o Google Reader não tinha anúncios, não ajudava a determinar hábitos de navegação, era algo muito arcaico.

Apesar das lamúrias e do impacto negativo que causou na popularidade do formato, o fim do Google Reader libertou o RSS do controle centralizado de uma empresa com interesses que não necessariamente estavam alinhados ao que era melhor para nós. Nostalgia à parte, ainda bem que o Google Reader se foi. (E tem gente que reclama da falta de um controle centralizado sobre os podcasts… Papo para outra hora.)

O problema é que no lugar do Google Reader não entrou um dos muitos outros serviços de RSS, os antigos e os que surgiram no vácuo deixado. Em vez disso, abriu-se uma brecha para o Facebook se estabelecer como o “jornal diário” que todo mundo lê. Há méritos ali — o Facebook é interessante por motivos meio tortos e com resultados bem destrutivos a médio e longo prazo. No contexto geral, porém, essa saída é pior que ter o RSS refém do Google. Deixar com o Facebook a tarefa de encontrar conteúdo é um ato preguiçoso e perigoso. Filtro invisível, blablablá, você já leu isso um milhão de vezes; este não é um texto apocalíptico, mas sim um convite à (re)descoberta do RSS.

Você não ouve ou lê mais sobre esse RSS porque ele não é vantajoso para Facebook e Google. Não se deixe enganar, porém: trata-se de uma tecnologia simples e, ao mesmo tempo, poderosa. O RSS nos dá controle absoluto sobre o que lemos, sem algoritmos estranhos lapidando o conteúdo ou te distraindo com vídeos imbecis de melancias explodindo com elásticos. Bônus: diminui a dependência de redes sociais para nos mantermos informados. Outro bônus: é passivo, ou seja, não é do tipo que manda notificações, nem interefere no uso do seu smartphone e no seu comportamento. Se você não gostou do robô do Manual do Usuário ou não se adapta a apps de notícias mandando “breaking news”, o RSS é a antítese dessas coisas.

Talvez o único contra é que o RSS é mais exigente — o que não chega a ser surpresa dada a passividade que o Facebook demanda. Um caminho comum seguido por muitos é o de encher o cliente de feeds (aqui, é como são chamados as fontes de informações passíveis de serem cadastradas) e depois se ver afogado em centenas de itens não lidos. O RSS funciona especialmente bem para sites com volume menor de conteúdo, aquele que você anseia ler e não perde nada do que é publicado — o Manual do Usuário se esforça para ser desses. Mesmo depois é preciso estar atento aos feeds que pareciam promissores, mas acabaram não entregando o conteúdo esperado, e jamais deixar para depois o cadastro de um novo site legal que aparece em outros lugares.

À primeira vista pode parecer complicado, mas não é. A seguir, um rápido tutorial de uso.

Como o RSS funciona?

Existem vários serviços e clientes, interfaces para aqueles serviços, disponíveis. Eu uso o Feedly, um dos mais populares e financeiramente saudáveis da era pós-Google Reader. Tem um cliente web decente, apps móveis muito bons e conversa com muitos clientes de terceiros.

Fazer o cadastro é moleza — pode-se usar para isso o Facebook, o Google ou criar uma conta com o seu e-mail mesmo. Estando lá dentro, o cadastro de feeds a acompanhar é igualmente fácil. Na web há um botão “DISCOVER AND FOLLOW” bem destacado na lateral esquerda da página; nos apps móveis, o correspondente, “Add content”, fica no final do menu de hambúrguer. Basta clicar ou tocar ali e escrever o nome do site — o Feedly é esperto e não só localiza o site como faz uma varredura em busca de feeds existentes nele. “Manual do Usuário”, por exemplo, retorna dois feeds, um dos posts daqui e outro com as promoções. (Dica: cadastre ambos!)

Tela de resultados da pesquisa de fontes no Feedly.

Outra forma é encontrando botões verdes do Feedly, como este abaixo. Não são disseminados como eram os botões laranjas do RSS e só funcionam com o Feedly, então é meio restritivo — porém sinalizam que o site em questão oferece RSS.

Botão para seguir o Manual do Usuário no Feedly.

Recomendo fazer esse trabalho inicial de cadastro de feeds pela web. Ali os sites são exibidos em cartões informativos que, entre outras coisas, mostram o volume médio de posts publicados semanalmente. Colocar o feed principal da Exame, por exemplo, com média de 1256 (!) artigos semanais, é enterrar a utilidade do RSS antes mesmo de começar a usá-lo. Já o Manual do Usuário, com quatro posts semanais, é perfeitamente administrável — mais de mil pessoas nos acompanham por ali (obrigado a vocês!).

Encontrado o feed que deseja, basta clicar no botão de “mais” e ele pulará para a barra à esquerda. Novidades no site salvo aparecerão ali quase que instantaneamente, assim que forem publicadas, em negrito, a fim de distinguí-las das já lidas.

É possível criar categorias, organizando feeds de um mesmo assunto nelas. O Feedly permite visualizar todos os itens de uma categoria numa tela só e de diversas formas (eu prefiro a visualização em lista), o que acaba funcionando como uma revista personalizada em que você tem o controle total do que é exibido.

Dicas para usar o Feedly

Post do Manual do Usuário sendo lido no Feedly.Muita coisa leio no próprio Feedly, tanto na web quanto no celular. A tipografia é caprichada e o layout, muito agradável. É possível “salvar” itens para ler depois, um recurso que uso bastante na montagem da newsletter semanal dos assinantes (o que quero salvar de fato para outro momento, especialmente leituras mais longas, mando para o Pocket). Algumas integrações com redes sociais e ferramentas externas também ficam sempre à mão.

Nos poucos feeds com alto volume de itens publicados que mantenho, o pequeno número ao lado do título de cada item funciona como termômetro para saber o que é mais popular— é um número consolidado de curtidas no Facebook e salvamentos no próprio Feedly.

De resto, não se apegue a contadores e use o “Marcar tudo como lido” sem cerimônia quando a situação estiver insustentável. Agregadores de feeds são ferramentas, devem nos ajudar a navegar no mar de conteúdo que nós mesmos escolhemos consumir. Virar escravo dele subverte essa premissa e já basta de números enormes nos perseguindo pela Internet, incutindo culpa onde ela não deve existir.

Naquele mesmo post, Seth Godin resumiu bem o RSS:

RSS ainda funciona. Ele ainda é gratuito. Ele ainda não é filtrado, não tem censura, nem spam.

Use-o.

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86 comentários

  1. Se um site não disponibiliza RSS é 90% de chance de que eu não acompanhe o conteúdo do mesmo.

    Além de sites com textos interessantes de ler, blogs de tirinhas são excelentes opções de assinatura.

  2. Eu uso o ótimo tinyrss instalado no meu servidor :-) Tem app pra Android. Gerenciar seu próprio conteúdo (o que se produz e o que se lê) é uma competência da era da informação…

  3. ótima matéria! Já tentei muito usar esses leitores RSS,mas sempre me dá impressão que ficou algo dos sites acompanhados sem ler ou que sempre tem muita coisa pra ler…queria mesmo era algum jeito dos meus (poucos) sites escolhidos mandarem notificações de novo conteúdo via push – já tentei IFTTT ou bots do Telegram mas alguns sites não aceitam ?

  4. Eu uso muito o blogtrottr. Acho bem legal, quando tem post novo dos sites que eu gosto ele manda direto pro meu email.

  5. Aproveitando a deixa, dois sites que acompanho utilizam também como “feed” um canal/grupo do Telegram. Existe o manual do usuário por lá também?

  6. Uso o feedly na web. Mas, não sei se é comigo mas de vez em quando, do nada, ele some com alguns posts antigos que eu não li. Que estavam marcados como não lidos.

    Alguém mais sofre desse problema?

    1. O Feedly apaga posts não lidos que sejam mais antigos do que 30 dias. No começo não gostei, mas depois vi que faz todo o sentido.

  7. Em primeiro lugar, de nada :D

    Devo usar RSS há oito anos, quando usava com o NewsFox, extensão do Firefox. Daí parti para o Google Reader quando tive meu primeiro smartphone, e o usava com o gReader, app que era bem bom na época, mas hoje está bem esquecido pelo desenvolvedor… Daí o Google Reader morreu e usei o Feedly com o gReader por um bom tempo e depois com o FeedMe, que ainda uso, mas hoje com o Inoreader. Troquei porque a versão web do Feedly é uma bela de uma porcaria, ao contrário da lindeza que é o Inoreader.

    Pelo tamanho do parágrafo anterior, acho que virei aqueles nerds chatos que contam sua história com seu uso de tecnologia que ninguém dá a mínima kkkk

  8. Como você faz para acompanhar os sites/blogs com alto volume de publicações diárias, @ghedin:disqus? Você visita estes sites/blogs diariamente? Acompanha por redes sociais? Ou será que através de algum outro meio?

    Eu usei bastante o Google Reader e depois o Feedly, mas de uns tempos pra cá desanimei e passei a visitar um a um os poucos sites/blogs que agora acompanho.

  9. Não esquecendo de Aaron Swartz, co-autor do protocolo e defensor justamente de uma web livre e aberta. A trágica morte de Swartz diz muito sobre a web fechada que estamos vivendo hoje.

  10. Uso o Feedly desde a (triste) morte do Google Reader, e ainda acho o meio mais interessante de acompanhar os sites que acho interessantes. Até hoje não achei um concorrente mais legal (na minha opinião) para competir com o Feedly.

  11. Eu nunca me interessei pelo RSS até o Google Reader morrer. Então acabei usando o backend do Feedly, mas por outros aplicativos que ofereciam interfaces que me agradavam mais. Funcionou bem por algum período, mas acabei cansando e voltando a visitar os sites pelo navegador.

  12. Na época áurea do Google Reader, não me interessava por RSS e feeds, mas no boom que foi feito na época da morte do Google Reader, comecei a pesquisar mais sobre o assunto e nos testes que fiz, o Feedly não me atendeu de forma satisfatória.
    Uso o InoReader já há alguns anos e, tem me deixado muito satisfeito.

  13. Acho que esse é o primeiro comentário que faço aqui no Manual do Usuário, mas não podia deixar de dar minha opinião.

    A tecnologia RSS é a melhor coisa que inventaram para unir conteúdo num s lugar, com diversos benefícios já citados. Dos blogs que acompanho, alguns nem sei qual design possuem. O que me interessa é o conteúdo. E, como aconteceu com este post, só acesso quando quero fazer comentários. Fico irritada com determinados sites que poluem a tela com propaganda exageradamente.

    Sou uma das órfãs do Google Reader. Gastei umas três semanas para achar outro gerenciador que fosse semelhante. Acabei optando pelo Feedly, versão gratuita mesmo.

    Não confio no Facebook, porque ele faz o que quer com a informação e o meu perfil de usuário da internet talvez não siga os padrões que eles adotam. Tanto que venho abandonando cada vez mais a rede social.

    Minha única reclamação quanto ao RSS é a possibilidade de publicar parte do conteúdo. Sei que faz parte da estratégia do site para conseguir maior número de cliques e blá, blá, blá.. mas quando percebo que fazem isso, removo da minha lista.

    Dá trabalho organizar, mas com o tempo consegui estabelecer um padrão e já posso até identificar uma mudança no tipo de conteúdo que consumo somente pelos “unfollows” dados.

    1. Isso é um saco. Pior quando nenhum mobilizer consegue pegar o conteúdo. Aí eu tiro da minha lista.

    2. Nossa, poderia ter sido eu que escreveu esse comentário! Sempre que comento com alguém sobre RSS uso esse exemplo de não saber o layout do site. :D

      A solução para o conteúdo “capado” é Shift+V (preview) no Feedly web. Ou então alguns leitores de terceiros para mobile, que funcionam com o Feedly, como reeder e newsfold, tem uma opção chamada “readability”. Isso puxa o conteúdo do site e mostra direto no app, sem precisar abrir uma janela com o site dentro (no caso, o preview do Feedly funciona assim).

  14. Engraçado: Há alguns anos eu sava RSS pra caramba! Gostava de agregar tudo o que eu lia em um aplicativo só e, para isso, o eleito foi o finado Pulse. Cheguei a experimentar um outro troço do Google (não lembro o nome, mas o ícone do app era azul) nos tempos antes do flipboard desembarcar no Android. Devo ter o apk dele guardado até hoje. Com a morte do Pulse, nunca mais achei outro agregador que me agradasse. Meu uso do RSS era primariamente mobile. No desktop sempre gostei de visitar, de fato os sites, mesmo porque alguns sites muquiranas mandavam no feed só parte dos artigos. Nunca usei o Google Reader e sou completamente avesso a redes sociais, então fico bem admirado com essa coisa de buscar por informações, notícias, artigos, etc. em facebooks da vida. De qualquer sorte, valeu a lembrança. Vou ver se me adapto com o Feedly que, sinceramente, não sei se cheguei ou não a experimentar.

  15. Meu uso de RSS caiu 99% por causa do Facebook. Acontece que as leituras que me interessam se concentram no Facebook. O autor nem Medium usa. E aí é uma armadilha também.

  16. Lembrando que dá pra assinar o RSS Feed do PRÓPRIO Facebook… Eu assino notificações de páginas, grupos e algumas figuras públicas que sigo e todas as postagens caem no meu feedly. Estar no facebook sem estar no facebook. :)

      1. Gustavo, eu estou tentando encontrar tbm e não achei! Será que eles leram nossos comentários e resolveram desativar? rs…

  17. Li esse post pelo Feedly e abri para vir comentar isso. Às vezes acho o site do feedly pesado e já tentei usar outros (Old Reader, por exemplo), mas a plataforma lenta, site tão ou mais pesado ou falta de usabilidade me levaram de volta ao Feedly.

    No android usava o Press, mas não é atualizado desde o início de 2014 e ficou parado no tempo. Uso o FeedMe, mas algumas coisas estão me irritando nele, como a demora em abrir um post logo ao clicá-lo, e penso em voltar para o Feedly. Gosto muito da tela inicial do Feedly e do marcar como lido ao passar para cima.

    Gosto de acompanhar os sites menores, com pouco conteúdo semanal. As exceções são o Android Police e o Lifehacker, dos quais quando tem muitos posts dou uma passada rápida de olho e decido o que vou ler. O Lifehacker antes do fim do Google Reader apresentava uma [tag] nos títulos dos posts para identificar mais facilmente o tema e ajudava a se localizar naquele mar de posts, hoje não mais, aí preciso ler ao menos os títulos.

    EDIT:
    Adicionei um ou outro blog do Medium pois não suporto entrar na plataforma para acompanhar os posts e blogs que acompanho. Foi meio chato achar o link do feed, pois não há botão nem nada. Foi preciso uma consulta no help para encontrar como adicionar.

    1. Foi meio chato achar o link do feed, pois não há botão nem nada. Foi preciso uma consulta no help para encontrar como adicionar.

      Não sei quanto ao Medium, mas na maioria dos sites você pode simplesmente adicionar a url principal e o seu leitor de rss acha o link do feed automaticamente. :)

  18. Sempre fui fã do RSS, muuuuito tempo atrás quando você criou a lista da email eu pedi pra colocar RSS, mas na época não alinhava com o foco do Manual, muito bom que você reconsiderou já algum tempo, pelo menos eu passei a ler mais as matérias aqui..

    O que me surpreendeu, foi o G1Z BR ter matado o RSS deles, mas descobri que não tá fazendo falta na minha leitura diária, acho que era só um (mau?) hábito.

  19. De fato os ícones laranjas estão cada vez mais escondidos ou
    simplesmente omitidos. Para resolver isso no Firefox é possível colocar
    um botão equivalente na barra de ferramentas e no Chrome instalar o “RSS
    Subscription Extension”.

  20. Poderias incluir neste post, ou na próxima recomendação de apps, o melhores apps para leitura (na minha opinião de usuário de RSS há anos) que são:

    – iOS e macOS: reeder http://reederapp.com/

    – Android: newsfold (até poucas semanas atrás, chamado Quote) https://play.google.com/store/apps/details?id=it.mvilla.android.quote

    Ambos funcionam com o Feedly, outros serviços, além de gerenciar de forma nativa os feeds.

    O reeder era meu pé atrás na hora de migrar para o Android. Sempre foi o meu xodó, mas o newsfold (apesar de ser inferior na UX) fica no mesmo patamar.

    1. Recentemente indicamos o newsfold, na época ainda Quote, numa das listas de apps do mês aqui do site. Eu tenho curiosidade pelo Reeder, principalmente no Mac onde ainda acesso o Feedly via web (no iPhone uso o app oficial do Feedly e me serve bem).

      1. Ah, passou batido então. Perdão! :D

        E o reeder vale cada centavo! A operação por gestos e integração com o Readability para ver feeds completos, cache dos itens salvos e leitura offline são matadoras. Nunca usei a versão para mac, mas imagino ter o mesmo nível de excelência.

        O newsfold é quase uma cópia completa, por isso é bom também.

  21. Eu gosto de usar RSS além dos motivos já citados, para as minhas inscrições no youtube, lá eu coloco os canais que acompanho e quando lançam algo novo já aparece, acho muito melhor do que ver pelo youtube.

  22. ótimo artigo. eu tinha parado um pouco de usar, até ando gostando da idéia dos robôs ali e aqui. Comigo ocorreu o famoso afogamento de não lidas ou assuntos repetidos.

    Hey, sugestão! Vale um post curadoria de rss? Com categorias quem sabe?

    Ou mesmo, deixem aqui nos comentários o que é que vcs estão seguindo e que se encaixam nesse perfil de não afogar leitores.

  23. Eu AMO feeds RSS. Uso o IFTTT pra jogar tudo em grupos do Telegram (que criei pra mim e deixo no mudo). Eu adoraria usar o Feedly regularmente. ja tentei, mas nao me adaptei. As minhas listas no telegram acabam sendo mais praticas no dia a dia, por ser multiplataforma e por uns esquemas tipo SeeLater e Archive que tenho por lá. Pra mim a centralizaçao funciona melhor. O compartilhamento com meus amigos acaba sendo mais facil tbm.
    http://dev.storebot.me/t/use-ifttt-to-create-an-automated-broadcasting-bot-for-a-channel/490
    #alokadotelegram

    1. cara, se vc ensinasse isso de usar o IFTTT para jogar os Rss no Telegram, salvaria meu ano (sim, já tentei e re-tentei, hora não joga, hora não notifica etc) ?

      1. -vc pegou o link certo pro feed?
        -pegou a chave certa do bot?
        -pegou o chat_id certo?
        -colocou o bot no grupo ou no canal (neste caso, como administrador) ?
        -colocou os parametros certos no Maker do IFTTT ?

      2. Agora já existe bot o @IFTTT que é 100 integrado, basta jogar no seu privado, ou em canais e grupos públicos.

  24. p4z & b3m. uso RSS desde os tempos do bloglines e curti muito o Projeto RSSficado do Charles Pilger. me divido entre Feedly e Inoreader sem abandonar Netvibes e outros… acho interessante o Flowreader pela integração c o Twitter. parabéns p mais um grande post. []s livr3s, leoc4dio.

  25. Acompanhar Feeds RSS é como abrir um e-mail, é algo automático quando ligo o computador. Já usei e testei vários, como o Digg Reader, BlogLines, Old Reader, etc. Mas não vejo nenhum agregador melhor e mais prático que o AOL Reader: https://reader.aol.com . Todavia, o Disqus tem feito um papel parecido com o que os RSS readers fazem.

  26. Uso o RSS desde os tempos do Google Reader. E como você menciona, faço uma curadoria dos sites que acompanho, ou seja, não coloco UOL e G1, por exemplo, no feed. Também utilizo o Feedly, todos os dias, e estou tentando me acostumar a colocar artigos (para ler depois) no Pocket. Há, e só venho ao site quando quero comentar ou ver algum comentário.

  27. ótimo artigo, Ghedin, essa de fazer menos posts com mais qualidade é bem interessante pra nós, leitores. sempre reservo tempo pra ler seus posts.

    abs.

  28. Para mim Facebook nunca foi a melhor maneira de acompanhar as publicações que eu gosto, sempre usei RSS. Minha passagem pelo GReader foi muito rápida, pois quando migrei do Netvibes para ele, o Google encerrou o Reader.
    Desde então migrei para o Feedly e estou muito satisfeito, também uso o Pocket para artigos mais longos que vou ler offline no tablet.

  29. Já que tocou no assunto.. Eu uso RSS a muito tempo e vejo os blogs (como o seu) dentro dele. Eu sempre quis saber se isso é ruim para o blog por não entrar diretamente no site dele, por exemplo com propagandas ou views mesmo. Poderia explicar como o RSS funciona nesse aspecto?

      1. Acho muito justo essa configuração do RSS, se os blogs vivem de visualizações só um resumão no feed já dá pra decidir se lê ou não.

        1. Isso é verdade, eu sempre abro, leio o título e sub-título, se me interessar eu abro a matéria, independente se tiver ou não todo o artigo disponível, pois gosto de ler os comentários e eventualmente, comentar.

        2. Talvez seja justo, mas mata o propósito do RSS que é centralizar os sites que você acessa. Eu nunca ofereci feed parcial porque, enquanto leitor, acho podre. Há uma perda em page views, mas encaro a oferta do feed completo como um “muito obrigado!” ao tipo de leitor que se dispôs a incluir o meu site no seu agregador. (No mais, o grosso de visitas vem de Google e Facebook mesmo…)

          Ah, e como o Manual do Usuário não escreve nem para robô do Google, nem para ser compartilhado no Facebook, e nosso modelo de negócios não depende de page view, mas de leitores realmente interessados, tanto faz onde ou como eles leem, desde que leiam :)

          1. Eu sempre abro a matéria original no Newsify para ler os comentários e dar pageview pro blog. Nesse momento estou dentro do Newsify, mas acessando o post original. Acho que isso gera pageview

      2. Eu deixo de seguir/ler um blog que faz isso deliberadamente.
        Não é me cerceando que vão meter como leitor fiel.

  30. Sempre usei o RSS, desde tempos imemoráveis.
    Hoje uso o RSS + Reddit para notícias, pra mim é o melhor setup atualmente porque consigo acompanhar os sites que eu gosto e ao mesmo tempo tenho notícias de tudo que é tipo no /r/Brasil.

      1. É um problema na maioria dos subs, mas tem uns bem legais.
        Com o tempo eu me acostumei com o design cru deles e hoje é bam mais fácil de achar qualquer coisa lá dentro.

        Vale a pena perder um tempo e ir se acostumando e aprendendo como a rede funciona.

      2. Estou dando uma chance, principalmente pelas subs de nicho.
        Além de achar que as pessoas lá são mais simpáticas do que a maioria que encontramos em fóruns normais por aí.

      3. O reddit tem uma certa resistência para começar a gostar mesmo. No início eu pensava igual a você: O achava feio. Hoje em dia… Eu ainda acho feio! Mas a questão é que nem reparo nisso. O design dele se torna “invisível” depois que você se acostuma, e o conteúdo se destaca.

        Uma dica é instalar a extensão RES, e começar acompanhando os subreddits menos “sérios”, mais “entretenimento” para se acostumar.

  31. Comecei a usar justamente quando o google reader parou – as reações me chamaram atenção e comecei a usar por curiosidade. Hoje de vez em quando tenho que eliminar feeds que adiciono e me tomam muito tempo. As chateações são os paywalls e as páginas que não deixam a matéria inteira aparecer dentro do feed. E faço propaganda fervorosa do Feedly.
    Sobre spam: tem um blog brasileiro que acompanho, de música clássica, cujo feed estava mostrando artigos em inglês sobre outros assuntos. Agora parou, talvez tenha sido corrigido, mas acho que deve ter alguma vulnerabilidade do wordpress que permita isso.

    1. Também só fui descobrir RSS quando o Google anunciou a morte do google reader, e essa descoberta foi maravilhosa, até pq eu entrava nos meus sites manualmente toda hora e gastava muito tempo.

  32. Nunca deixei de usar RSS, e nem tenho problemas com superlotação de conteúdo. Acho que ele permite uma curadoria mais cuidadosa feita pelo próprio usuário, e eu só adiciono sites que realmente valem a pena e que eu não queira perde nenhum post. Isso ajuda.

    Lembro que quando o GReader foi descontinuado, demorei bastante a me acostumar com o Feedly. Mas hoje, principalmente pra mobile, não me vejo sem ele.

      1. to testando no Iphone e gostando muito desse Newsify, só achei estranho que quase nunca ele sincroniza sozinho,comigo fez só uma vez.Mesmo colocando a opção de atualizar a cada 15 minutos, ele só atualiza quando eu abro o app.Será que é bug, falta de configurar alguma coisa ou ele é temperamental assim mesmo?

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