No Twitter, a cientista da computação e pesquisadora Nina Da Hora publicou um fio questionando as práticas de privacidade do Google em relação ao conteúdo dos usuários guardado no Google Drive.

O assunto é antigo. Em 2012, quando o Google unificou suas políticas de uso e privacidade, levantamos a questão no Gizmodo Brasil. O texto dava margem à interpretação de que os direitos sobre arquivos enviados ao Drive fossem compartilhados com o Google. Não era bem assim.

Ao longo dos anos, o texto da documentação do Google foi refinado. Hoje, a parte que se refere ao conteúdo do usuário armazenado pelo Google está mais fácil de ler. De qualquer modo, o alerta da Nina é válido; sobram histórias de arquivos apagados e contas Google excluídas sem aviso prévio ou chance de revisão.

O retorno de Richard Stallman ao conselho diretor da Free Software Foundation (FSF) ainda repercute. Nesta segunda (29), a Red Hat suspendeu todas as doações que fazia à fundação e aos eventos promovidos por ela. Em um comunicado, a empresa disse que “o retorno de Richard Stallman reabriu feridas que esperávamos seriam lentamente curadas após sua partida”, e que acredita que “para ganhar de volta a confiança na comunidade de software livre como um todo, a FSF deve implementar mudanças basilares e de longo prazo à sua governança”.

Outros nomes fortes manifestaram insatisfação com o episódio, como Melissa Di Donato, a CEO da SUSE, e Miguel de Icaza, co-fundador do Gnome e atualmente engenheiro na Microsoft. A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, suspendeu o assento da FSF em seu conselho e cessou quaisquer outras atividades com ela. Membros do Debian Project estão votando se assinam ou não uma carta pedindo a saída de Stallman. Via ZDnet (em inglês).

A Linktree levantou US$ 45 milhões (~R$ 250 milhões) em uma rodada série B de investimentos. O serviço, que oferece a criação de sites simples, de uma página só e com links externos, é usado por 12 milhões de pessoas e empresas e meio que só é popular por causa do Instagram. Como alguém comentou, é toda uma empresa (com dezenas de milhões de dólares em capital de risco!) que só existe porque o Instagram não deixa colocar link em posts. Via Linktree (em inglês), @Jota/Twitter.

O chip M1 da Apple e o macOS Big Sur obrigaram desenvolvedores a atualizarem seus apps. Além do suporte ao novo chip e de alterarem o ícone ao novo padrão, alguns têm aproveitado a ocasião para fazerem grandes lançamentos.

Neste domingo (28), saiu a versão final do NetNewsWire 6, um ótimo agregador de feeds RSS. Tem suporte ao M1 e tem ícone novo, mas muito mais: interface atualizada para o Big Sur, app rodando em “sandbox”, sincronização completa via iCloud, sincronização com mais serviços de RSS e suporte especial ao Twitter e Reddit, entre outras. O app tem o código aberto e é gratuito.

Faz algumas semanas, a Macpaw fez o mesmo com o CleanMyMac X, trazendo um novo módulo que remove a porção desnecessária (M1 ou Intel) de apps universais e uma bem-vinda simplificação da interface. O app é pago, a partir de ~R$ 175/ano.

Achados e perdidos #9

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Você não acredita realmente no lance de urinar em garrafas, né? Se isso fosse verdade, ninguém trabalharia para nós.

— @AmazonNews, perfil oficial da Amazon no Twitter, em resposta a um congressista do Wisconsin.

Exceto que fazer xixi em garrafas é, sim, uma prática (e bem documentada) comum entre entregadores que trabalham para a Amazon nos Estados Unidos. A Vice reuniu alguns relatos.

A Motorola fez um lançamento importante nesta quinta (25). No lugar de iterações rápidas da linha Moto G, com versões distintas de uma mesma geração diferenciadas por “sobrenomes” (Power, Play etc.), agora a fabricante lançará Moto G de baciada, emulando a estratégia (bem sucedida, diga-se) da Samsung com a linha Galaxy A. Até o nome, com um número de dois algarismos, segue a mesma lógica: Moto G10 (R$ 1,7 mil), Moto G30 (R$ 1,9 mil) e Moto G100 (R$ 4 mil).

O Moto G100 é o modelo “intermediário premium” do trio. Ele conta com a plataforma Ready For, que transforma o celular em desktop ao ser ligado a um monitor ou TV e acessórios (teclado e mouse). É outro recurso inspirado pelo Dex, da Samsung, que apesar de útil no papel, não parece ser muito popular na prática.

O recurso mais… peculiar do Moto G100, presente também no Moto G30, é uma “assinatura olfativa”, um cheirinho específico no celular e acessórios, criado em parceria com a Firmenich, empresa líder no setor. É algo que marcas de vestuário, como a Farm, já fazem há muito tempo, e, no caso da Motorola, por ora tem status de “projeto piloto”. Sei lá, acho que prefiro meu celular sem cheiro mesmo.

Os novos celulares saem de fábrica com o Android 11 e contemplam dois idiomas indígenas, Kaingang e Nheengatu. Diz a Motorola que é um passo para oferecer uma “experiência móvel mais inclusiva” e que essa novidade é crucial para a preservação desses idiomas nativos. Os três aparelhos já estão à venda no Brasil. Via Motorola.

O pior computador para trabalhar em home office

A pandemia não dá sinais de arrefecimento no Brasil, mas um dia viraremos o jogo contra o coronavírus. Quando isso acontecer, espera-se que alguns hábitos criados por esse período tão difícil sejam mantidos. O home office é um dos candidatos mais fortes. Mesmo que os escritórios não sumam, a experiência que estamos tendo agora está validando o trabalho remoto, que deverá ser mais aceito e difundido. E se passaremos mais tempo trabalhando de casa, precisamos ter esta conversa: o notebook é o pior tipo de computador que você pode ter para trabalhar.

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Post livre #261

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

E-mails para o mundo

por Rafael Slonik

Acompanho o Basecamp, em idas e vindas, já tem mais de 10 anos. O Jason Fried e o DHH são vozes distoantes da maioria das de tecnologia dos Estados Unidos e, por isso, me chamam muito a atenção. Desde que iniciei minha empresa de e-commerce em 2018, com um time de cinco pessoas todo remoto, usamos o Basecamp como ferramenta para comunicação e organização do trabalho.

Aí, quando eles anunciaram um novo serviço de email chamado Hey, fiquei curioso. Recebi o convite e decidi assinar para testar (em troca de dinheiro ao invés da minha privacidade). Depois de uma semana, já estava mais que convencido a redirecionar meu Gmail para o Hey e só usar ele como email pessoal.

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O Gnome 40, grande atualização do popular ambiente gráfico para Linux, foi lançado. A nova versão traz inúmeras novidades e mudanças significativas no visual. Foi feito um site especial criado para destacá-las. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

O Google removeu a extensão ClearURLs da loja do Chrome. Esta extensão remove automaticamente elementos de rastreamento das URLs, comuns no buscador do Google e em newsletters (não na do Manual), o que aumenta a privacidade dos usuários. Os motivos alegados pelo Google são vários e alguns deles, segundo o desenvolvedor, Kevin Roebert, contraditórios. Ele já preparou uma atualização e a submeteu ao Google. Até a publicação desta nota, a extensão ainda não havia sido restabelecida. Ela pode ser usada, porém, no Firefox e no Edge. Via Bleeping Computer (em inglês).

Parece que o FLoC, novo método de rastrear usuários que o Google usará no lugar de cookies em sites de terceiros (entenda), é incompatível com a GDPR, legislação pró-privacidade europeia, e por isso não será testado em países do bloco. Vale aquela máxima: se não funciona com a GDPR, provavelmente é ruim para o mundo todo. Via AdExchanger (em inglês).