O livro A república das milícias, de Bruno Paes Manso, virou podcast, fruto da primeira parceria da Globo com a Rádio Novelo. O programa, que estreou na última sexta-feira (27), é um “original Globoplay” e só pode ser ouvido no próprio ou na Deezer. Via G1.
Não é o primeiro podcast exclusivo do Globoplay. Antes dele, veio o À mão armada, apresentado por Sônia Bridi. A fragmentação do ecossistema de podcasts, iniciada em 2019 pelo Spotify, segue aumentando.
A Apple adquiriu o streaming de música clássica Primephonic. O valor do negócio não foi informado. De imediato, o Apple Music ganhará playlists e conteúdo exclusivo do Primephonic e, em 2022, um novo aplicativo será lançado. Já o app/serviço independente do Primephonic será encerrado já no próximo dia 7 de setembro. Os atuais assinantes receberão seis meses de gratuidade no Apple Music. Via Apple (em inglês).
A música clássica tem toda uma organização de meta dados própria, que em muitos aspectos é estranha ou incompatível com a da música popular. Nesta matéria de 2019, que destaca Primephonic e um serviço rival, o Idagio, o New York Times explica tais particularidades:
Para a maior parte das músicas no Spotify ou Apple Music, uma listagem do artista, faixa e álbum funciona bem. Mas críticos do status quo [os serviços de streaming especializados] argumentam que a estrutura básica do gênero clássico — com compositores não performáticos e trabalhos compostos por múltiplos movimentos — não é adequada ao sistema construído para o pop.
A Microsoft não vai impedir a instalação do Windows 11 em computadores que não atendem os requisitos mínimos do sistema, desde que ele seja instalado manualmente, ou seja, baixando o sistema do site da Microsoft e rodando o instalador localmente.
Porém — e um enorme “porém” —, esse Windows 11 em computadores antigos não será elegível a receber atualizações, nem mesmo as de segurança e de drivers. A medida, informada pela empresa ao site The Verge, parece mais uma concessão diante das críticas aos requisitos mínimos aparentemente artificiais do Windows 11, que cada vez mais soa mais como um estímulo à troca de computadores do que uma atualização genuína.
Para computadores não elegíveis, será melhor permanecer no Windows 10, que tem atualizações garantidas até 2025. Via The Verge(2) (em inglês).
Montar um computador é mais ou menos como Lego: são partes distintas que se encaixam e, quando todas estão no lugar certo, o PC funciona. Parece fácil, mas a variedade de componentes e preços é tão grande que uma ajuda é sempre bem-vinda. O MEUPC.NET é a ajuda de que você precisa.
Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.
Aquela notícia de que a já minguada base de usuários do Firefox segue diminuindo me sensibilizou. No mesmo dia, decidi que tentaria voltar a usá-lo como navegador principal. E Considerando o desastre que se avizinha com a chegada do Safari 15, julgo que o momento não poderia ser melhor. Pensei comigo: não deve ser muito difícil, certo?
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.
Com um aviso no Twitter, o OnlyFans reverteu a decisão de proibir conteúdo sexual explícito em sua plataforma, dizendo ter “assegurado recursos” necessários para continuar operando dessa forma. Anteriormente, logo após anunciar a proibição, que seria válida a partir de 1º de outubro, o CEO Tim Stokely havia dito ao Financial Times que os bancos BNY Mellon, JPMorgan Chase e Metro Bank estavam criando obstáculos injustos para o pagamento dos criadores da plataforma devido à conexão do OnlyFans com profissionais do sexo. A forte reação deu resultado, mas fica a dúvida se o estrago já não está feito. Via @OnlyFans/Twitter (em inglês), Insider (em inglês).
O leitor Andre Nakano chamou a atenção à atualização 5.13.7 do software do Kindle, disponibilizada há poucos dias. Ela alterou o desenho da página inicial e do menu rápido, no topo do aparelho, aproximando a interface da dos aplicativos para celulares e tablets. Nessa, a setinha “Voltar”, que retrocedia à tela imediatamente anterior, sumiu.
Embora o ícone da seta tenha sido preservado, sua função não foi. Ele virou o que na interface anterior era o ícone da casa, ou seja, ao ser tocado, leva o usuário de volta à tela inicial do Kindle.
Andre conversou com o suporte da Amazon, que reconheceu o deslize: “Lamento informar que você tem razão, isso é parte da nova atualização em que a antiga opção de voltar à página/tela anterior não está mais disponível e [agora] te leva ao início/biblioteca.”
Em comunidades no Reddit, onde reclamações apareceram, alguém deu a dica de que arrastar o dedo de baixo para cima, no rodapé da tela, revela marcações do texto e permite navegar entre elas. Não é como o antigo botão “Voltar”, mas é algo similar.
Todas as TVs da Samsung têm um sistema de bloqueio remoto que a fabricante sul-coreana pode usar para inutilizar aparelhos roubados. No início de agosto, o sistema foi ativado em TVs de um lote saqueado na província de KwaZulu-Natal, no leste da África do Sul.
Segundo a Samsung, “o objetivo da tecnologia é mitigar a criação de mercados secundários conectados à venda de bens ilegais, na África do Sul e além das suas fronteiras”. Falsos positivos podem ser desfeitos mediante o envio de um comprovante de compra a um e-mail da Samsung.
O sistema depende de conexão à internet para ser ativado e, em essência, não é muito diferente do bloqueio de celulares via IMEI, amplamente usado no mundo todo — inclusive no Brasil. Ainda assim, tal tecnologia suscita debates relacionados a direitos de propriedade, privacidade e poder das empresas. Via Samsung (em inglês).
O Facebook/WhatsApp anunciou que atendeu às recomendações da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal (MPF) em relação à sua (já não tão) nova política de privacidade:
[…] o WhatsApp sinalizou que pretende atender aos demais pontos, principalmente o ajuste da política de privacidade para refletir práticas de transparência, nos moldes em que já realiza para usuários da União Europeia; atualização dos termos sobre o WhatsApp Business; elaboração do relatório de impacto, abarcando o tratamento de dados de crianças e adolescentes; sistematização dos mecanismos de controle interno; entre outros.
Até a próxima terça-feira (31), o Facebook/WhatsApp disponibilizará um documento com “comprovações das evoluções” e em seguida se reunirá com os órgãos mencionados acima. Via Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.
Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.
Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.
A disputa pelo varejo brasileiro ficará mais acirrada com as últimas novidades do AliExpress. Há poucos dias, o gigante chinês passou a aceitar o Pix como forma de pagamento e abriu seu marketplace para vendedores brasileiros (com foco em pequenas e médias empresas). Agora, o AliExpress anunciou que trará ao país a carteira digital AliPay, em parceria com a Stone e o BTG Pactual, e a Cainiao, seu braço logístico, usando os serviços da Intelipost e dos Correios. Via Mobile Time, LABS News.
O Duolingo regionalizou seus preços para o Brasil e lançou um plano familiar para até seis pessoas na mesma conta. Segundo o Estadão, o Duolingo Plus passa a custar R$ 30 por mês no país (era R$ 40) e, no pacote anual, R$ 180 (antes, R$ 239), equivalente a R$ 15 ao mês. Já o plano familiar custa R$ 650 por ano, equivalente a R$ 9 por pessoa considerando seis participantes. Via Estadão.
O Brasil é o terceiro maior mercado do Duolingo, com 30 milhões de usuários. Em junho, a empresa criada em 2011 abriu capital na Nasdaq. Hoje, ela vale US$ 4,64 bilhões.
A Apple confirmou que não analisa fotos ou backups do iCloud contra imagens de abuso infantil (CSAM, na sigla em inglês), mas que, desde 2019, faz essa verificação em anexos de mensagens enviadas e recebidas pelo e-mail do iCloud. Via 9to5Mac (em inglês).
Relembrando, no início do mês a Apple anunciou que passará a analisar, no próprio iPhone ou iPad, as assinaturas de imagens marcadas para serem enviadas ao iCloud contra um banco de dados de assinaturas de imagens de abusos infantis. O recurso deve chegar no iOS 15 e, a princípio, estará limitado aos Estados Unidos. Houve forte reação de especialistas em segurança e privacidade, que pedem para que a Apple desista do recurso sob o temor de que ele seja explorado por governos autoritários para fins menos nobres.
Em nota relacionada, pesquisadores da Universidade de Princeton revelaram um estudo, iniciado há dois anos, de um sistema similar ao que a Apple está prestes a lançar. A conclusão deles é de que a tecnologia é muito perigosa: “Nosso sistema poderia facilmente ser remanejado para vigilância e censura”, escreveram o professor assistente Jonathan Mayer e a pesquisadora e candidata ao doutorado Anunay Kulshrestha. “O processo de correspondência de conteúdo poderia gerar falsos positivos e usuários maliciosos poderiam manipular o sistema para sujeitar usuários inocentes a escrutínios.” Via Washginton Post (em inglês).