Estamos fazendo algumas atualizações na estrutura e cronograma da nossa equipe de produtos para o consumidor a fim de focar melhor em áreas que terão o maior impacto positivo no debate público.

— Twitter, em nota à Bloomberg.

Executivos do Twitter disseram aos funcionários que a empresa focará em duas áreas: crescimento e personalização. Para isso, ainda segundo a publicação de negócios, recursos e pessoal de “ambições de longo prazo”, como os espaços de áudio, comunidades e newsletters, reduzidos e/ou realocados para as duas áreas prioritárias. Via Bloomberg (em inglês).

Nas próximas semanas, o Google Duo, aplicativo de videochamadas para consumidores domésticos, receberá todas as funcionalidades do Google Meet, como limite de cem usuários em chamadas em grupo e desfoque do segundo plano.

Até o fim do ano, o aplicativo móvel do Google Duo será rebatizado como Google Meet, ou seja, não será necessário baixar um novo aplicativo, a menos que você já tenha o aplicativo do Google Meet. Nesse caso, o Google recomendará baixar o novo (que era o Google Duo).

O histórico de aplicativos de comunicação do Google é uma salada difícil de entender. Comparar os produtos disponíveis com rivais talvez ajude a entendê-la.

O Google Duo foi lançado como o “Facetime do Google”. O Google Meet, como o “Zoom do Google”. Existem ainda outros aplicativos ativos, como o Google Chat (o “Slack/Teams do Google”) e o Mensagens (o “WhatsApp do Google”).

No fim, talvez nada disso importe muito porque agora todos esses aplicativos estão dentro do Gmail, que virou um espaço de trabalho, ou Workspace (o “Office 365 do Google”), para empresas e indivíduos. Via Google (em inglês).

Sheryl Sandberg, diretora de operações (COO) da Meta e braço direito de Mark Zuckerberg, anunciou sua saída da empresa nesta quarta (1º), após 14 anos de serviços prestados. Ela manterá seu assento no conselho de administração.

Sheryl profissionalizou o então Facebook e estruturou a máquina multibilionária de publicidade segmentada baseada na devassa de dados pessoais dos usuários. Nos últimos anos, absorveu muito da carga negativa decorrente dos sucessivos escândalos em que o Facebook/a Meta esteve envolvido, o que desgastou sua relação com Zuckerberg, como relatado pelas jornalistas Cecilia Kang e Sheera Frenkel no livro Uma verdade incômoda.

Sheryl e Zuckerberg publicaram textões trocando elogios em suas páginas no Facebook. O co-fundador e CEO da empresa, que abriu o seu afirmando ser “o fim de uma era”, disse ainda que “não planeja substituir o cargo de Sheryl na estrutura existente”. Ele não tem certeza de que ela seja substituível e de que, no atual estágio da empresa, “faz sentido que os grupos de produto e negócios sejam mais integrados”.

Apesar disso, Javier Olivan, diretor de crescimento, assumirá as funções de Sheryl durante a transição. Ela deve se desligar do cargo no segundo semestre. Via CNBC, @sheryl/Facebook, @zuck/Facebook (todos em inglês).

A Tencent Games vai abrir uma operação no Brasil. O braço de games da Tencent, uma das big tech chinesas, encara o Brasil como uma oportunidade para mitigar a estagnação em sua terra-natal, causada por restrições impostas pelo governo aos video games para crianças e adolescentes. Segundo o Neofeed, que deu a notícia com exclusividade a partir de fontes anônimas, 75% da receita da Tencent Games é originada na China.

A Tencent tem muitos tentáculos em grandes empresas do setor — Epic Games, Supercell, Riot Game, Level-Up —, a maioria delas já presente no país. Agora, vem com a própria marca. Ainda segundo o Neofeed, a operação será liderada por uma pessoa da China. Via Neofeed.

Fundadores do Substack mergulham de cabeça na guerra cultural

“É preciso haver um limite”: Fundadores do Substack mergulham de cabeça na guerra cultural (em inglês), por Joe Pompeo na Variety:

No post inaugural do Substack, de 17 de julho de 2017, explicando uma visão em que “publicações de notícias e conteúdos similares podem ser lucrativos com pagamentos diretos dos leitores”, Best e McKenzie [co-fundadores do Substack] evocaram a estreia em 1833 do New York Sun de Benjamin Day, que introduziu o modelo sustentado por anúncios à imprensa combinando circulação em massa e um preço baixíssimo. “Benjamin Day alterou radicalmente o futuro do jornalismo com um ajuste no seu modelo de financiamento”, escreveram Best e McKenzie. “Quase dois séculos depois, a indústria jornalística está pronta para outra reinvenção.”

Até certo ponto, o Substack cumpriu essa promessa, pelo menos para um grupo privilegiado de usuários com bases de seguidores substanciais. O serviço se tornou um paraíso para escritores que descobrem, por um motivo ou outro, que os meios de comunicação tradicionais já não funcionam para eles. O Substack nunca poderá oferecer o profundo apoio institucional e a musculatura editorial que vêm com o trabalho num local como o New York Times. Mas é capaz de prestar assistência limitada em apoio de edição, jurídico, em design, bancos de imagens e plano de saúde, sem falar em recursos de bastidores como um sistema de gestão de conteúdos e apoio técnico.

O Firefox 101 chega nesta terça (31). Poucas novidades, e uma delas uma reversão de curso. Àqueles que detestaram o novo comportamento do navegador ao baixar arquivos, introduzido no Firefox 98, há uma nova opção que restaura o antigo, em que o navegador sempre pergunta o que fazer (abrir ou apenas baixar) arquivos da web. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

A /e/ Foundation lança nesta terça (31) seu braço/marca comercial, Murena. A nova marca concentra a comercialização de celulares (modelos comerciais com o /e/OS pré-instalado e um original, o novo Murena One) e os serviços em nuvem, chamados Murena Cloud, baseado no NextCloud.

Idealizado por Gaël Duval em 2017, o objetivo da Murena é oferecer uma alternativa ao Google. O /e/OS é baseado no Android AOSP e vem livre de conexões diretas com o Google. É um sistema legal — testei um Galaxy S9+ com o /e/OS em dezembro. Infelizmente, a Murena ainda não atua no Brasil. Via Murena (2)  (em inglês).

A Human Rights Watch (HRW) analisou 164 produtos das chamadas “edtechs”, startups/empresas de educação com foco em tecnologia, adotados por 49 países (entre eles, o Brasil) para proporcionar educação à distância a crianças e adolescentes durante a pandemia de covid-19. Desse total, 146 (89%) apresentaram práticas que colocam em risco ou infringem os direitos dos menores de idade.

No Brasil, nove edtechs foram avaliadas. Oito violavam a privacidade das crianças e um a colocava em risco. Da Folha de S.Paulo:

São eles: Estude em Casa, da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais; Centro de Mídias da Educação de São Paulo, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo; Descomplica, Dragon Learn, Escola Mais, Explicaê, Manga High, Stoodi e Revista Enem — este último sendo o único que apenas coloca em risco os dados dos estudantes.

Via Human Rights Watch, Folha de S.Paulo.

A Broadcom fechou a compra da VMware por US$ 69,1 bilhões, um dos maiores negócios do setor de tecnologia da história. Segundo fontes próximas à negociação, o acordo foi costurado em duas semanas com tratativas diretas entre Hock Tan, CEO da Broadcom, e Michael Dell, chairman e dono de 40% das ações e do controle da VMware. (Acordos dessa monta costumam envolver bancos e consultorias e a se arrastarem por meses.)

Tan é conhecido como um grande negociador. Criou a atual Broadcom através de muitas aquisições, ainda que tenha perdido a maior aposta — uma tentativa malfadada de comprar a Qualcomm por US$ 117 bilhões em 2017.

A compra da VMware, especializada em virtualização e computação na nuvem, é vista pela indústria como uma tentativa de diversificar os negócios da Broadcom, hoje concentrados no fornecimento de chips para outras empresas. Via Reuters, Folha de S.Paulo.

Os(As) donos(as) dos modelos Kindle (2ª geração) internacional, Kindle DX internacional, Kindle Keyboard, Kindle (4ª geração) e Kindle (5ª geração) vão perder o acesso à loja de e-books da Amazon em agosto, impossibilitando a navegação, compra ou aluguel de e-books pelo próprio Kindle. A Amazon está avisando quem tem um desses modelos por e-mail.

Ainda será possível comprar no site da Amazon e enviar o e-book ao Kindle defasado.

A Amazon não informou o motivo da baixa. Especula-se que seja devido à falta de suporte a novos protocolos de criptografia na web, necessários para transações sensíveis como as que envolvem pagamentos, e à dificuldade ou mesmo impossibilidade de atualizá-los. O modelo mais novo dos afetados, o Kindle (5ª geração), foi lançado em setembro de 2012.

No nosso grupo do Telegram (para assinantes), pelo menos um leitor relatou que seu Kindle DX já não acessa mais a internet, que nele funcionava via conexão 3G. Via Good e-Reader (em inglês).

Atualização (14h20): A primeira versão desta nota informava que os Kindles antigos perderiam acesso à internet. Na realidade, eles só perderão o acesso à loja de e-books da Amazon.

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro

Uber e Lyft, sem ideias, aumentam preços desesperadamente em busca de lucro (em inglês), por Aaron Gordon na Vice:

Desde que foram fundadas em 2009 e 2012, Uber e Lyft levantaram mais de US$ 30 bilhões de dólares em financiamento privado, de acordo com o Crunchbase. Mesmo com essa montanha de dinheiro, nenhuma das duas empresas conseguiu apresentar lucro real e consistente, apenas lucros “ajustados” que excluem um punhado de despesas reais que elas têm, como impostos e pagamentos de juros. E isso quando os cenários econômico e trabalhista mais amplos tornavam mais fácil a lucratividade com [o negócio de] táxis do que hoje.

5 aparelhos para deixar sua TV antiga mais inteligente

por Manual do Usuário

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Quem não tem Pi-Hole, vai com AdGuard ou NextDNS

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