“Google Earth” dos dinossauros e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Elon Musk no Brasil

No dia 20 de maio, sem alarde, apesar dos rumores e questionamentos feitos ao Ministério das Comunicações, Elon Musk desembarcou no Brasil.

Na agenda estava um acordo com o governo federal para conectar escolas da Amazônia usando a Starlink, rede de satélites de órbita baixa que polui o céu noturno e leva internet a lugares remotos.

Na prática, porém, o evento serviu para o governo bajular o homem mais rico do mundo e alardear sua noção um tanto torta e perigosa de “liberdade de expressão”.

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A System76 consegue um lugar inesperado para o Pop!_OS

por Cesar Cardoso

A System76 é uma OEM e uma desenvolvedora de distro Linux; isto a coloca em um espaço único no mundo dos OEMs Linux, só compartilhado pela Purism. A diferença é que, enquanto a Purism se preocupa com um ecossistema em torno do PureOS, a System76 se preocupa em ser uma OEM que desenvolve o Pop!_OS.

A HP não é assim uma Dell, mas tem também uma experiência com notebooks Linux, que o digam os ZBook que volta e meia aparecem com Ubuntu.

Por isso foi uma surpresa quando Carl Richell, fundador da System76, apareceu com isto no Twitter.

E assim ficamos sabendo do HP Dev One: um notebook da HP, AMD “puro-sangue” (Ryzen com Radeon), rodando Pop!_OS e feito em colaboração com a System76.

A HP entra mais fortemente no campo dos notebooks Linux e a System76 ganha um caso de uso externo do Pop!_OS. Fica bom para ambas as partes.


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Amazon informou à Receita Federal que youtuber ganhou ~3.800% a mais em seu programa de associados

A doutora em física teórica de partículas e youtuber Gabriela Bailas tomou um susto quando recebeu o informe de rendimentos da Amazon, enviado aos parceiros do programa de associados da empresa.

Em 2021, contou Gabriela no Twitter, ela faturou menos de R$ 2 mil na plataforma da Amazon. Só o que no informe cedido pela empresa — e comunicado à Receita Federal —, consta que ela faturou R$ 77.819,11, uma diferença de quase 3.800%.

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Sei que tem muitas conversas e propostas legislativas sobre desinformação ocorrendo por aí neste momento. Então, vamos investir muito no Brasil.

— Sundar Pichai, CEO do Google.

O Estadão foi um dos 11 veículos que entrevistaram Sundar por videochamada. A frase é genérica, mas fica a esperança de que o Google esteja mais atento às tentativas de manipulação eleitoral em suas plataformas, como o YouTube. Via Estadão.

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Post livre #318

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Na segunda (23), Evan Spiegel, CEO da Snap, dona do Snapchat, comunicou funcionários e investidores de que a empresa não conseguirá bater as metas (criadas por ela mesma) de geração de receita e EBITDA no segundo trimestre.

A notícia caiu como uma bomba no preço da ação, que despencou 43,1% naquele pregão e continua caindo até agora. No acumulado de 2022, a desvalorização já é de 69,7% até esta quinta (25).

O comunicado de Evan ainda trouxe outras más notícias: a Snap vai diminuir o ritmo de contratações até o fim do ano e tentar cortar custos.

A queda do valor dos papéis respingou em outras empresas do setor. Na segunda, nomes como Pinterest (-23,6%), Meta (-7,6%), Twitter (-5,6%) e Alphabet (-5%) também perderam valor, com os investidores receosos de que elas compartilham dos mesmos desafios da Snap. Via CNBC (2) (em inglês).

A Uber anunciou um piloto voltado à segurança dos motoristas da plataforma: a exigência de selfies de alguns passageiros. Ela será exigida de passageiros que desejem pagar em dinheiro pelas corridas, imediatamente antes da solicitação do carro.

Não se trata, aqui, de validação biométrica. A Uber explica, em nota à imprensa, que a selfie ficará armazenada em seus servidores, “à disposição para consulta posterior das autoridades em caso de necessidade, seguindo a previsão legal”. Via Uber.

Em outra frente, a Uber agora aceita pagamentos em Pix. O recurso estava em testes em Curitiba (PR) e Recife (PE) desde novembro do ano passado. Os pagamentos passam pela plataforma, ou seja, não são para o motorista.

Alguém poderia imaginar que, depois de queimar bilhões de dólares em uma promessa fantasiosa e ser escorraçado da sua própria empresa, Adam Neumann e sua esposa, Rebekah, da WeWork, sossegariam.

Segundo a Reuters, Neumann fundou uma nova startup, a Flowcarbon, para oferecer uma plataforma de comércio de créditos de carbono baseada em blockchain.

Não só: conseguiu levantar US$ 70 milhões, parte (US$ 32 mi) na forma de investimento tradicional, liderado pelo fundo de cripto da Andreessen Horowitz (a16z), e outra (US$ 38 mi) com a venda de “tokens da deusa natureza”. Via Reuters, TechCrunch (ambos em inglês).

O ProtonMail agora é só Proton. A empresa, que comercializa soluções de produtividade (e-mail, calendário, VPN e disco virtual) com criptografia de ponta a ponta, passou por uma profunda reformulação de marca que alcançou até o domínio do site oficial — agora em proton.me. Ficou tudo mais bonito e, mais importante, simples.

Como parte da reformulação, agora existe um plano “Unlimited”, que abrange os quatro serviços com alguns limites generosos (500 GB de espaço, 15 endereços de e-mail). Custa € 9,99/mês (~R$ 51/mês) ou, no plano anual, o equivalente a € 7,99/mês (~R$ 40/mês).

Quem já tinha um e-mail pode, por tempo limitado, o novo endereço @proton.me. O antigo (@protonmail.com) continua funcionando. Via Proton (em inglês).

A partir de 30 de junho, todos os aplicativos da App Store que oferecem contas aos usuários terão que oferecer meios para que eles excluam suas contas dentro do próprio aplicativo. E esses meios deverão “ser fáceis de achar”.

Às vezes, a mão de ferro da Apple no controle da App Store gera resultados positivos. Via 9to5Mac (em inglês).

O WordPress 6.0 “Arturo”, ambiciosa atualização do CMS que move 42% da web, foi lançada oficialmente. Sem surpresa, o foco dos desenvolvedores continua nos blocos. Esta versão expande os blocos para a edição completa do site, aproximando o WordPress de soluções como Squarespace e Wix.

Para quem segue ignorando os blocos, ainda assim é uma atualização é importante: há muitas melhorias em desempenho, mais de 50 ajustes em acessibilidade e centenas de correções.

Por que alguém ignoraria os blocos? Entre outros motivos, porque a experiência para quem escreve, ou seja, para blogs e publicações como o Manual do Usuário, é melhor com o editor clássico. Vide, por exemplo, este destaque da versão 6.0: seleção parcial de múltiplos parágrafos, algo básico em qualquer editor de texto, coisa que o Bloco de notas faz desde 1900 e bolinha:

Veja todas as novidades no link ao lado. Via WordPress (em inglês).