Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

Post livre #318

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

313 comentários

  1. post livre quase no fim… e venho fazer um pedido:

    alguém lembra qual é aquele site estadunidense que encerrou as atividades alguns anos atrás e era famoso pelas postagens a respeito do clima?

    lembro de que ghedin havia postado uma homenagem quando o site acabou, mas simplesmente não consigo encontrar

    (ou será algum delírio meu?)

      1. perfeito, o próprio, obrigado

        estava confundindo com the outline

  2. Que fim levou o app pra pedir táxi da prefeitura de SP? Se não me engano, chamava “SP Taxi”, mas procurando assim só aparece um APP do governo do Estado, e que não funcionou quando tentei usar 🤔

  3. Celular Android até R$ 2.000 com a melhor câmera possível: qual indicam?

  4. Pessoal, bom dia!

    Achei um MacBook Air por um preço bom aqui no RJ, mas o modelo é Mgnd3ll/a. Até onde eu sei, é um Mac importado. Gostaria de saber se a garantia de 1 ano vale normalmente aqui, por ele ser de fora ou se preciso comprar um modelo com o final BZ para usufruir dela.

    1. Até onde sei, a garantia da Apple é global. O meu, por exemplo, foi comprado nos Estados Unidos e, em 2020, quase cinco anos depois de adquiri-lo, levei a uma assistência autorizada e usufrui do “recall” de bateria.

  5. #manutenção
    Fiz besteira ao limpar a parte interna do meu notebook e agora preciso comprar “termopads”, gostaria de dicas de como fazer isso. Vi no mercado livre, mas qualquer um serve? Como sei onde colocá-los?
    Na mesma levada, retirei um plástico (?) que ficava em cima do processador. Alguém saberia o tipo do material ou se consigo comprar um novo para colocar novamente?
    abs

    1. Olha, pasta térmica também dá, termopad é se é exigida ou precisa para realmente colar algo (alguns equipamentos usam termopad para colar a interface térmica, se caso não há uso de parafuso para dar a pressão no sistema térmico). Nunca comprei na verdade, então não tenho experiência para falar melhor.

      Do tal plástico, imagino que seja um plástico isolante de calor e eletricidade. Não sei o nome, mas é o mesmo usado em celulares também.

      1. brigadão !! vou procurar esse isolante de calor e eletricidade por aqui e espero que esses termopads do ml resolvam pq eu ranquei uns 5 kk

        1. Salvo engano uma vez retirado, contamina e com isso perde a capacidade de transferir calor. O correto é trocar as termopads quando faz a limpeza mesmo. Então não tem outra forma.

          Vou aproveitar e se me lembrar, vou caçar na santa para ver se acho.

    2. Acho que a única coisa que você precisa comparar com os que retirou, ou melhor ainda, com o que o fabricante indica no manual, já que os usados podem ter se deformado com o tempo, são as dimensões. Preste bem atenção na espessura dos novos.

  6. Pessoal. Alguém conhece um leitor de arquivos ePub simples para IOS?
    Eu sempre procuro ferramentas como de código aberto ou que pelo menos não sejam abusivas na coleta de dados.

  7. Hey, amigos. Estou procurando um plano de celular pós-pago e gostaria de recomendações. Eu não preciso de uma franquia de internet muito alta e nem de muitas horas de ligação, é mais para quando eu precisar falar com alguém quando tiver em deslocamento ou em algum lugar que não seja minha faculdade. Eu queria algo que fosse barato – isso significa que não pode passar de 50 reais, embora eu ainda quisesse pagar bem menos. Alguma recomendação? Não tenho problema em trocar de operadora, então tanto faz qual seja, desde que o valor valha a pena.

      1. Melhor coisa foi eu migrar pra Fluke. Eu abasteco só 10 reais mensais, pois só preciso manter a linha e 1GB de dados.

    1. Se quer pagar por pós pago, qualquer “plano controle” é uma forma boa -todas as operadoras tem planos controle na faixa de 30 a 50 R$ dependendo da franquia de internet, dado que agora todas lidam meio que com “minutos livres de ligação”. Acho que no caso de operadora, o ideal é ver qual pega bem na sua região, pois não adianta trocar de operadora e depois ter problemas.

      Já falaram da Fluke (operadora virtual com rede Vivo) e parece que o “monte seu plano” soa interessante ao seu caso. A que uso hoje e até que razoavelmente me atende é a Correios (virtual com rede TIM). Pago entre 20 a 25 $ por mês (para mim compensa pois só tenho usado mais Whatsapp mesmo).

    2. Vivo Easy – você compra quantos dias de ligações (ilimitadas até as 23h59 do dia que usar) e gigas de internet de forma avulsa sem compromisso e sem data de expiração – ou seja, se você comprar 1 giga e usar em 1 dia, 1 mês ou 1 ano, sem problemas. O que vc compra é seu até vc terminar de usar.

      1. eu ia indicar exatamente esse, rs

        inclusive comprei meus 100gb faz uns 18 meses e economizo muito $$$, antes estava no tim beta.

    3. Já indicaram o vivo easy, mas queria reforçar a recomendação. É excelente pra quem precisa de pouca franquia (na verdade é tão bom que eu não me surpreenderia se a vivo encerrasse o plano em algum momento, mas enquanto existe é uma opção excelente)

      1. Tive problemas com a Vivo Easy pela falta do recurso de ligações pelo 4G (VoLTE). Inexplicável eles não liberarem no Easy!

        Na minha casa, o 4G funciona perfeitamente, mas a rede 3G não, fica sem sinal a maior parte do tempo. Resumindo, quando alguém me ligava, eu estava fora de área. E quando eu precisava ligar, tinha que ficar caçando sinal…

    4. Eu uso plano controle da Claro e pago mais ou menos por aí. Eu não faço super uso de 3G, mas dá e sobra no mês

    5. Obrigado aos colegas que responderam e deram sugestões. Gostei bastante do Fluke e do Vivo Easy, e provavelmente ficarei com este último. Eu preferiria o Fluke, na verdade, mas é minha mãe quem vai pagar e ela prefere ir pra uma operadora mais tradicional. Quando eu arrumar um estágio, contudo, quem sabe eu não migre para o Fluke. Valeu, pessoal.

  8. Um cara que virei fã de assistir é o “Dank Pods”. É um baterista que resolveu criar um canal no YouTube meio que dedicado a iPods, fones (ele explica bem sobre qualidade de fones, meio que quebrando a pedância de “audiófilos”) e gadgets. Vamos dizer que ele é meio que no estilo de “geek de gadgets” como VWestlife, MichaelMJD, Techmoan e LGR.

    Acabei de ver um vídeo antigo do mesmo onde ele mostra um iPod de primeira geração que ele comprou no eBay e estava em ótima condição, mas com um detalhe – uma mensagem de “parabéns pelo casamento” a uma tal Yoko.

    Aí olho os comentários, e vejo um fixado de uma pessoa que é PARENTE da tal Yoko e confirma que aparelho era dela.

    Para quem quiser conferir (vale ver outros vídeos dele, se curte alguém que fala de um jeito “zoeira”):
    https://www.youtube.com/watch?v=Lf2b8Rgo_Ss

    1. A internet é um mundo que conecta de verdade.

      Por sinal, muito bom o canal.

    2. Há um episódio em que ele testa um disco rígido de um iPod de um Sage Ross — e ele responde nos comentários! Detalhe divertido: conheci o trabalho de Sage quando trabalhei com a comunidade Wikimedia. Foi surreal ver dois mundos diferentes colidindo!

      1. ahuauhauhauhau! Sensacional! Vou depois pesquisar que episódio que é.

        O DankPods é um dos poucos canais que meio que o carisma da pessoa ajuda no conteúdo.

        Dingus!

  9. Boa noite, alguém saberia indicar algum programa para loja de varejo que funcione no linux? Que emita cupom fiscal eletrônico NFCe, gerenciador de estoque e clientes, seria para loja física não online.

    1. Marketup é grátis e multiplataforma. Pelo menos de graça não tem opção melhor.

      1. Complementando o Roberto: o bom do Marketup é que você cria a conta e usa em qualquer lugar pois online.

  10. Vi o Podbabble, um reddit-like app pra comentar podcasts, e acho que você acharia legal se não já conhecia: https://podbabble.com/

    Estava na homepage do HN esses dias.

    A sessão de comentários aqui já é nesse estilo, mas talvez tenha algo legal pra se aproveitar dessa plataforma aí.

    1. Achei interessante, mas provavelmente nunca vou usar por pura preguiça mesmo kkkk; geralmente só desligo na cara ou ignoro no wpp.

    2. Não sabia dessa moda, mas irei aderir, quando acontecer da próxima vez.

      1. Concordo com o Gabriel. Que escolha infeliz da matéria. “Carteirada” é abusar de um cargo para conseguir um benefício. Fazer uso do seu direito é o oposto disso. Primeiro transformaram o e-mail em lixeiras de spam, os telefones já não podem ficar com som de tanto telemarketing e agora esse abuso de mensagem no WhatsApp. Publicidade deve ser inteligente e amigável para conquistar, não chata e abusiva.

  11. esse video tem um tempo já, mas vi só agora porque terminei Disco Elysium pela segunda vez https://www.youtube.com/watch?v=9X0-W5erEXw

    o criador do jogo explica decisões de UX design. contextualizando: Disco Elysium é um CRPG isométrico na vibe baldurs gate e primeiros fallout, mas em um setting original, bem próximo ao mundo real, seu personagem acorda de uma ressaca e tem que resolver um caso de assassinato, não há combate e sua principal ação é conversar com os NPCs. Essa premissa parece tornar o jogo chato, muitos iriam alegar preguiça de ler tanto texto, mas o designer se inspirou na timeline do Twitter para manter a leitura interessante e instigante.

    1. Eu acho esse jogo perfeito, terminei ele com certa dificuldade antes de ter a tradução BR, porque o vocabulário do jogo é até um tanto rebuscado, na minha opinião e às vezes eu me cansava tentando entender ou buscar tradução de alguns trechos. Amei muito essa perspectiva psicológica das vozes na cabeça e as conversas internas que rolam sendo colocadas como texto e tô pretendendo jogar novamente, aposto que em português a leitura vai ser mais fluída.

  12. Vocês conseguem se organizar usando anotações físicas? Se sim, como conseguem organizar coisas digitais (reuniões online, links de páginas, código…)? Se não, se sentem incomodados por ficarem semanas sem escrever algo e perderem a prática?

    1. Consigo sim. Uso pra tarefas pequenas e coisas de short memory. Não funciona bem no PC pq se mistura a várias coisas de diferentes complexidades, profundidades e urgências. O papelote ao lado da mão esquerda fica ali, estampado na minha cara. Bem melhor pra pegar coisas bobas tipo listinhas de tarefas q preciso concluir ao fim do dia. Fica mais clean. O resto vai tudo pro Microsoft Planner.

    2. Tenho um caderno para notações financeiras. Tentei planilhas mas esqueço qual a lógica q usei e aí não consigo reutilizar sem fazer mais modificações que me levaram a esquecer oq foi feito e leva a outras modificações… um ciclo sem fim. O problema é que tenho o caderno e até agora não iniciei as anotações 🤡

      Mas irei focar no físico, pois é mais fácil de seguir com o hábito e não tem muito como fazer retrabalho além do padrão ficar mais claro. No digital sempre vai parecer que da para melhorar alguma coisinha e no fim vira uma bagunça. Esse ano resolvi guardar tudo que for digital no Notion, é muito flexível e pratico. Coisa que Evernote deixou de ser a tempos. Não uso notas nem o Google. Notas da Apple deu problema de sincronização que até hj não consigo resolver, some páginas direto. Google não é prático e sempre corre o risco do serviço ser descontinuado. OneNote é engessado demais e lento, isso quando não dá problema de sincronização também ou simplesmente corrompe parte das notas.

      Tô vendo o dia q vou imprimir os links e tal e colar em um caderno

      1. O duro de fazer controle financeiro em papel é que você perde a parte de análise. Numa planilha, dá para trabalhar os dados e tirar vários insights úteis — estou gastando mais com mercado este mês? Quando saiu aquela viagem? Quando está sobrando ou faltando?

        Até dá para fazer isso com papel e caneta, mas: 1) é muitíssimo mais trabalhoso; e 2) as chances de você errar um cálculo (e comprometer toda a análise) são gigantescas.

  13. Queria propor um desafio simples pra vocês que assistem séries de TV.

    Coloque sua série favorita de todos os tempos, sem comentários, apenas o nome. Vou começar com a minha como primeira resposta.

      1. Foi você que comentou que ficou um vazio depois que a série terminou? Pois senti a mesma coisa

      1. Cara, os episódios do barco e dos cientistas na colônia alienígena da última temporada foram excelentes.

        A do rato tem uma mensagem profunda!

        A do soldado surdo achei muito intrigante.

        Mas os demais achei apenas ok, talvez eu não tenha entendido a mensagem deles.

        1. Nossa aquele em 2d que é só um monte de referência a dezenas de filmes de ação da decada de 80 foi animal tbm

          O do chutulu foi bem maneiro.

          Acho que essa é a primeira temporada que eu não desgosto de nenhum episodio.

          Ponto especial para o do barco que foi realmente absurdo.

          1. vocês gostaram tanto assim do episódio do barco? ele é tão… ordinário

            embora a série inteira sofra do vício do plot twist, gosto mais dos episódios mais soltos e mais experimentais (mesmo não sendo uma série esse propósito), como aquele do azul, o da garota fugindo do assassino, o da civilização na geladeira, o dos peixes voando no meio do deserto, o do corpo gigante na praia, etc.

            o dos peixes no deserto acho linda a animação toda

            e os episódios dos três robôs eu adoro

    1. Profissão Perigo (série clássica c trilha do Rush)

          1. É uma cafeteria de um Urso Polar, que a atendente é humana e os clientes são literalmente animais, principalmente os dois mais frequentes da casa: o Panda e o Pinguim.

            Destaques para a Lhama, que vive querendo roubar a cena, a l-e-n-t-i-d-ã-o da Preguiça e da Tartaruga, e do fã apaixonado do Panda.

            Ah, e o melhor amigo do Polar é o Cinzento ,que tem um pub frequentado pelo Lobo e pelo Leão.

      1. Putz, vou rever
        Mas se você considerar como minissérie, poderá indicar mais outra

  14. Bom dia, turma! Olhando o relatório de privacidade do iOS, percebi alguns domínios em especial que vários apps e sites que eu acesso fazem contato, provavelmente pra criarem um perfil da minha atividade online. Há uma forma de bloquear o acesso a esses domínios direto no roteador? Preciso de algum serviço à parte? É pago? Grato!

    1. Você pode usar um serviço de DNS que bloqueie esse serviços, como o AdGuard DNS (grátis) ou o NextDNS (pago a partir de 300k consultas no mês). Existe também o Pi-hole mas ele é bem chatinho.

  15. e aí, gente, o que acham disso aqui? http://julianacunha.com/blog/boa-noite-boa-sorte/

    Simplesmente não vale a pena escrever nesta internet. Os textos não chegam, ninguém lê, é uma experiência triste. E sabe o que é mais triste? As pessoas querem ler. “As pessoas” é um termo forte, mas algumas pessoas querem. O brasileiro subverteu o Facebook, instituindo o gênero TEXTÃO DE FACE. Até o Instagram a gente está lotando de texto. Contra tudo e contra todos, a gente gosta sim de texto. E quem vem dessa subcultura muito específica da internet dos blogs é gente que quer ser lida.

    nesse mundo de onipresença do vídeo, quanta gente ainda gosta de ler textos como fazíamos dez anos atrás?

    (em tempo: nada contra os vídeos, aliás)

    1. Achei fatalista. Acho que a gente se deixa influenciar pela influência (ilusória?) das redes sociais comerciais, aí tudo que há fora dessa lógica — sem curtidas e/ou que não viraliza — passa a sensação de que é vazio, de que “ninguém lê”.

      O Manual é um blog, basicamente texto, e 100 mil pessoas o leem por mês. Meu blog pessoal é um blog, nem está no Google (tirei dos buscadores), e ainda assim algumas dezenas, às vezes centenas de pessoas passam por lá todo mês.

      Vejo isso meio como os suportes de comunicação. A TV roubou muito da audiência do rádio, mas o rádio segue aí, firme e forte, só que você não ouve rádio num aparelho de TV — da mesma forma, não é pelas redes sociais que você vai alcançar o público que curte ler.

    2. Acho que muitos de nós se não gostassem de textos, não estaríamos aqui nem comentando no Manual do Usuário ;)

      Mas de fato, creio que existe algum trauma. Muitos blogueiros de textão viraram belos pedantes ou falsetes – não seguiram as próprias palavras. Outro ponto é que há o nicho dos “chatoníldos” – não vou mencionar nomes, para não gerar buzz. Então meio que galera viu textão e já bate o olho no autor, vira a cara e vai embora.

    3. Li o post e achei um bom desabafo da autora. Apenas esse quote não resume o sentimento do texto todo, que acho que é o que a maioria dos leitores do Manual do Usuário sente.

      A internet “arte” realmente foi engolida pelos algoritmos e tudo ficou igual, em busca de subir no ranking e ganhar likes. Apesar de todo mundo usar a morte do Google Reader como “milestone” do começo do fim, e concordo que seja um bom milestone, o que estragou tudo foram as redes sociais e a big tech tentando monetizar a nossa atenção. Atenção essa que foi viciada em recompensas cada vez mais rápidas e, mesmo quem gosta de ler, tem cada vez menos paciência pra isso.

      O que nos resta é continuar lutando contra, com blogs, mastodon, newsletter ou seja lá o que for :]

    4. Não me impressiona, pois essa transição é normal. Até conheço gente que se impressiona em como a gente não consome mais TV ou rádio. Eu ainda sou muito ligado em texto, um pouco de vídeo quando é bem produzido. Faz umas semanas aqui mesmo que teve um podcast sobre os problemas de privacidade do iOS, mas eu não ouço, acho mais atrativo o conteúdo em texto.

    5. sou um leitor voraz, meu Kindle vive em uso.
      alem de preferir ler a ouvir o tecnocracia – assim como audios de zap: nem me envie pois não vou ouvir.
      E fazer metrica de leituras por midias sociais? Povo de lá só curte like.

    6. Eu li o texto dela (e muitos outros) e o problema, talvez além da percepção que ela mesma tem do que é alcance e do que “vale a pena”, são os próprios textos dela.

      Vou tentar explicar sem ser uma besta: no final dos anos 2000 perto da década de 10 se criou um estilo, gênero, sabe-se-lá o que chamar de texto de internet. Todos eles, invarialmente, baseados na experiência de um Zine da FABICO (PUCRS) que se chamava Cardosonline (sem nenhuma relação com o escritor do 1/2 bit) que tem um estilo que mescla o gênbero jornalístico com a crônica. São textos opinativos, rápidos e com muita informação “cultural popular”. Muitos dos egressos do tal Zine viraram escritores famosos – Daniel Galera, Clara Averbuck, Pilla, Mojo e o próprio Cardoso – e espalharam esse tipo de texto pelo país com livros como Barba Ensopada de Sangue, Meia-Noite e Vinte etc.

      Mas qual o problema? A priori, nenhum. São textos que carregam um zeitgeist próprio daquela época – dos “probloggers” – que se espalharam por vários locais – inclusive no Cardoso do 1/2 bit, HBDia do Izzy e vários outros locais – exatamente porque dialogavam diretamente com o que tínhamos de ethos dessas pessoas-consumidoras de 30/40 anos. A questão reside que, como todo o gênero, ele teve seu nascimento, seu ápice e seu apogeu. Chegou a hora de modificar a estrutura narrativa desse tipo de blogue/texto e passar para algo mais conciso – como o MdU faz com as notinhas – ou textos trabalhados, lapidados, revisados, curados – como os textos semanais do MdU – que digam algo além de do óbvio: piadinhas rápidas, referências culturais recentes e palavreado de baixo-calão para envernizar a falta de conteúdo profundo.

      O problema da autora é, exatamente, o seu texto. Não é ruim, mas é batido, cansado, fruto de um gênero que já teve seu ápice e que não cativa mais ninguém e que já causa até o sentimento oposto (de afastamento) da leitura. Ela é fruto, provavelmente, de uma formação artística pós-moderna (cínica e baseada na paródia e na pantominia) que foi o gerou quase todos os autores famosos da internet dos anos 2000/2010 e que hoje ou modificaram o seu modo de escrever ou estão em uma situação parecida com a dela. O problema, saliento, *não é o textão de Facebook*, é o conteúdo. O textão de Facebook, por pior que seja, é honesto consigo mesmo e com quem lê, se importa, vai até alguém ou algum lugar. O texto do famosinhjo da internet que acha que referência e frases curtas são o máximo, não tem nada disso.

      Minha crítica ficou mais clara aqui: Meia noite e vinta: uma viagem ao ego portoalegrense porque eu me detive apenas a um texto de um autor, mas esse estilo “fabicano” de escrever é algo que perpassou toda uma geração (que hoje está no final dos seus 30 anos ee inicio dos 40 anos) e *cansou* todo mundo, inclusive a gente.

      *As pessoas querem ler, estão lendo e vão constinuar lendo; só não querem mais ler o que ela escreve.*

      1. muito interessante sua leitura — embora eu tenha um ranço com o uso da expressão “pós-moderno”, mas isso é outra história

        faz bastante sentido isso de ter surgido um gênero ali pelos anos 2000/2010 que talvez tenha perdido o sentido ou sua inserção social — inclusive ajuda a gente a posicionar um pouco do “saudosismo” do período (com tudo o que tem de ruim qualquer tipo de saudosismo)

        contudo, acho que ela tem razão num ponto: as pessoas não só ainda querem ler (sobretudo nesse sentido que você falou) mas as pessoas ainda querem escrever casualmente. Muita gente usa o Instagram como blog, por exemplo. Fios do Twitter também vão no mesmo sentido — e o que você falou sobre gênero ajuda a entender isso também. A questão que ainda me incomoda, contudo, é a opacidade com que tudo isso é tratado na web: tratam-se de textos cada vez mais não-indexáveis e não indexados, opacos, difíceis de achar ou mesmo de acompanhar. Newsletters, aliás, vão justamente nesse caminho.

        1. Eu sou o oposto: o termo pós-moderno é ótimo pra mim porque é uma guarda-chuva perfeito pra esse ethos geracional que a gente viveu na internet dos anos 2000/2010: o do/a artista engraçadinho que não se importa com nada e “fala a real”. O filho mais feio dele é a “personalidade forte” do Twitter.

          A opacidade da internet é algo onipresente. Antigamente tinham fóruns com textos absurdamente longos que não chjegavam em ninguém, exceto aquele nicho. Isso muda de paradigma com o Google e a indexação dele quase universal. E muda novamente com a internet murada do Facebook/Meta que colocou tudo em Facebook, Instagram e WhatsApp. Newsletters também sempre existiram e sempre vão existir, são um meio curado de conteúdo que interessa muitas pessoas exatamente pela cuyradoria. Eu não assino mais nenhuma porque eu enjoei – assim como de podcasts, que são outro tipo de conúteudo que está sendo murado.

          Acho que, afinal, o seu problema (e da autora) não é conteúdo ou algoritmo em si, e sim plataformização da vida online.

      2. Uma correção: a FABICO é a Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, não da PUC-RS.

    7. Realmente, tem hora que a falta de texto sobre determinado assunto deixa a gente desanimado. Exemplo, ando pesquisando sobre criação de galinhas mas 99% de tudo que acho é em vídeo. Vídeo é bom, mas toma muito tempo da gente quando se procura uma simples resposta para alguma dúvida. Aí me dei conta que sou daqueles dos tempos do manual de instrução kk.

  16. Pessoas, por favor, ajudem uma noob lidando com linux

    Atualmente estou usando o Pop!Os depois de alguns anos usando Ubuntu e tenho gostado bastante da experiência, da lojinha, da facilidade de criptografar o disco na instalação, entre outras coisas. Dito isto, tive problemas na atualização do sistema e agora vou formatar o meu computador e reinstalá-lo. Aí queria aproveitar e já configurar algumas coisas na interface do usuário, porque eu realmente não gostei das modificações que eles fizeram no menu de aplicativos. Achava bem moderno o jeito que o Gnome organiza os ícones, o jeito de agrupar e organizar, sou uma pessoa muito visual e a mudança para uma telinha com as pastas em ordem alfabética simplesmente não funcionou para mim. Estou pensando em voltar para o Ubuntu, mas vou acabar abrindo mão de algumas praticidades e coisas que me agradaram bastante no sistema se fizer isso. Também pensei em simplesmente tentar trocar o kernel mas não sei fazer isso. Vi também que dá pra fazer downgrade de kernel, mas são tutoriais bem técnicos e eu não sou da área de programação. Consigo seguir comandos e tudo mais, mas às vezes não sei procurar por coisas em específico e não encontro o que estou procurando. Enfim, só o que eu gostaria é de saber como deixar esse menu do Cosmic como era antes (que nem o do Gnome)
    Agradeço a atenção e me desculpem o texto longo com prováveis imprecisões

    1. Que eu saiba, no Pop OS! tem como desabilitar essas modificações do Gnome. Não será no login? Não tem algum botão com engrenagem, que tu escolhe o ambiente de trabalho? Provavelmente o Cosmic é separado do Gnome.

      Mas, caso não seja, tenta instalar o Gnome puro (Vanilla). O Ubuntu geralmente vinha com um pacote que instalava o Gnome puro no sistema. O PopOS! sendo baseado nele, deve vir com esse pacote (eu acho). Dá uma pesquisada! Aí, após instalar o Gnome Vanilla no seu sistema, é só usar o Ajustes (Gnome Tweak) pra aplicar novamente o tema do Pop OS! se você preferir ele.

      Não sei se era bem isso, mas, espero ter ajudado. Ou pelo menos dado uma luz aí.

    2. Quando eu utilizava o Ubuntu, rodava no terminal um sudo apt install gnome-session, pois sempre preferi a experiência do Gnome puro à personalização do Ubuntu. Depois disso, eu fazia logoff e pronto, lá estava a opção “Gnome” naquele botão da engrenagem que o Rodrigo mencionou. Não sei se isso se aplica ao Pop!_OS, mas vale tentar, caso você goste do Gnome puro.

    3. Eu acredito que a sugestão do Gnome puro que os outros comentaram é o caminho mais fácil, mas se você gosta do window tilling ou algum recurso específico de UI do Pop_OS!, aí você precisaria instalar por fora.

      Não sei o que te agrada no Pop_OS!, mas talvez seja bom ir mapeando possibilidades de outras distros, porque eles estão fazendo o COSMIC (um novo DE) que substituirá o Gnome. Não gostei das mudanças também na época do 21.10, aí testei o Fedora e acabei ficando nele.

    4. Se tiver tempo e disponibilidade, reforço a sugestão do @Gabriel Arruda de dar uma chance ao Fedora. Ele traz o Gnome puro, aí é só instalar o “window tiling” do Pop_OS! ou arriscar uma das várias extensões do Gnome para esse fim.

    5. Daniela, já considerou tentar o Debian ou mesmo o Fedora? Ambos vão te proporcionar uma experiência tão boa quanto o Pop!OS, principalmente pelo fato de entregarem o GNOME Vanilla.

    6. No Linux é possível escolher o ambiente gráfico. Na maioria das distros que conheço, basta instalar o ambiente gráfico e selecioná-lo na tela de login. Dá uma pesquisada sobre isso, talvez resolva seu problema muito facilmente.

      Outra coisa: por que você pretende fazer downgrade do kernel?

      1. Estou testando isso, consegui instalar o ambiente do gnome puro e do Ubuntu, mas por alguma razão, a dock some quando faço isso. Estou tentando descobrir qual o é o problema.

        O downgrade de kernel foi uma confusão minha com os termos. Seria um downgrade de interface gráfica ou algo do tipo.

    7. Gente, muito obrigada pelas respostas! Vou atualizar vocês por aqui: eu consegui instalar tanto o gnome puro quando o yaru do ubuntu e logar na tela inicial. Porém, o que acontece é que a dock fica oculta o tempo inteiro, mesmo configurando nos ajustes do gnome pra ela aparecer. Desabilitando a extensão Pop Cosmic desabilita essa mudança nos aplicativos sem ter que fazer login numa interface gráfica alternativa porém.. não existe nada no lugar, então desativando simplesmente não abre o menu de aplicativos, eu acho teria que instalar algo (não sei o que) e torcer pra não ter nenhum problema de compatibilidade. Aparentemente, pelo que eu vi, a interface de usuário do Pop se baseia nessas duas extensões: a Cosmic Dock e o Pop Cosmic. Desabilitando, não sei o que colocar no lugar (e como).

      Sobre o Debian e o Fedora: até penso em testar, mas estou no meio do meu TCC e não queria sair muito da minha zona de conforto com meu computador no momento, mas talvez seja o caso de migrar mesmo. Estou instalando aqui em uma máquina virtual para dar uma testada.

      1. Daniela, tô na mesma situação. Vou acompanhar aqui porque estava pensando em arremessar o computador pela janela… hehe

        1. Já fica aqui a ideia de pauta pro MdU: personalização da interface gráfica e uso de extensões para leigos :)

      2. Vc disse que tá no meio do TCC e tá querendo fazer mudanças grandes na ferramenta de produção do texto.
        Eu sempre recomendo contra fazer mudanças desse tipo se o caso não for crítico como computador que não funciona ou aplicação central pra produção do texto dá problemas.
        Se realmente for persistir, por favor, faz múltiplos backups de todo o material que vc tá usando pra sua escrita/pesquisa: pendrives, HDs externos, conta em nuvem… sempre mais de um, sempre idênticos, sempre atualizados. Cria uma rotina, escreve num formato checklist informando a data de cada backup no checklist.
        Se não der nenhum problema na troca de sistema: ótimo; mas se der qualquer problema vc terá como ter acesso a seu material de estudo/escrita. E como fez diversas mídias diferentes, se uma falhar, outras ainda estarão íntegras.

        Dito isso, reforço o coro pelo Fedora pelos mesmos argumentos que já citaram antes e pelo fato de ser uma das distros que mais contribui para o desenvolvimento do Gnome e, portanto, tem uma das melhores integrações com esse ambiente.

    8. eu prefiro usar Ubuntu: Atende minhas demandas, é leve (uso a v16.04 num Vaio de 2006) e não preciso ficar escovando bits no terminal caso não queira – até instalei o R 4.0.2, mas não aceitou instaler pacotes.

      Fui pro Windows, gerei o que precisava e retornei ao Linux pra finalizar o relatório.

      1. Versão 16.04 já está em end of life. Mas tem possibilidade de habilitar o ESM (acho que é isso) que é um suporte estendido. Eu fiz isso em algumas máquinas para ganhar mais uns anos (acho que com o ESM vai para 10 anos o suporte da base) a parte gráfica e aplicativos não sei dizer se seguem suportados. Mas para PC de uso profissional o que joga contra o Fedora é a ausência de um LTS. Ficar atualizando SO (com os respectivos riscos) a cada 8 meses/1 ano não seria possível em mais de 20 computadores. Para uso pessoal talvez seja possível.

  17. Renda Extra Polêmica

    Estou desde novembro vendendo meus dados ao Facebook por meio do Facebook Viewpoints. Recebo U$3 cada vez que alcanço 1000 pontos. Já alcancei o valor de R$250 recebidos pelo PayPal.
    O viewpoints tem programas ou tarefas que o usuário completa e ganha pontos. Já fiz pesquisa para a Covid e agora estou no Study onde instalo um app que coleta meus dados de uso do celular. Toda semana ganho 500 pontos.

    É um valor pequeno? Talvez. Mas já me ajudou bastante.
    Me importo em vender meus dados? Melhor receber por isso do que dá-los de graça. hehe.

    1. Aí @ghedin, cheira a pauta pro manual explorar! Nunca ouvi falar disso Walter! Você usa no seu celular principal ou coloca esse monitoramento em algum celular a parte, fake?

      1. Uso no principal. Por isso o montante já recebido.

    2. Eu me inscrevi nesse sistema mas nunca me chamaram. Ne época do Android eu usava aquele programa do Google e consegui pagar algumas assinaturas/apps com o dinheiro que eles me deram, mas jamais cheguei nem perto de R$250. Os ganhos acumulados são R$77 em ~4 anos. Anos atrás eu ganhei R$500 da nVidia por um programa de beta deles do CUDA, foi o melhor até hoje.

      1. No Google Rewards estou desde 2015. Já recebi no total R$328,80. A diferença é que no Google só posso trocar por coisas dentro da google play. No FB Viewpoints eu saco o dinheiro via paypal/pix.

  18. Estou cogitando um Switch Lite dessas lojas do AliExpress e bateu uma dúvida que não encontrei uma resposta atualizada: é possível comprar jogos de outras eShops? Em algumas tem jogos que ainda não chegaram na loja brasileira e também há algumas demos e promoções interessantes (e com valores bem significativos). Caso seja possível, os jogos ficam todos centralizados no perfil principal ou precisaria ficar trocando entre eles?

    1. No Switch você muda sem maiores percalços a região da eShop, eu faço isso quase sempre pra aproveitar as promoções que rolam. A eShop canadense costuma ser mais atrativa pra brasileiros.

        1. Eu pago pelo cartão, tem que ser internacional, claro. Mas nunca tive problema. Paypal normalmente é mais demorado (já levaram 1 dia pra aprovar minha compra). Mas não deve ter problema nenhum também.

    2. Você pode mudar livremente a região dentro de uma única conta entrando na página do seu perfil no site da Nintendo. Só não pode ter nenhum saldo na conta. Se tiver 1 centavo não rola.

      1. Mesmo se tiver aquela assinatura da Nintendo Online isso funciona? Medo de darem block na conta ou algo parecido (o que não faz sentido, já que vou estar pagando pelos jogos de qualquer forma rs)

          1. Eu vi esse site haha por isso vim perguntar aqui sobre essa questão. Achei ótimo! Mais uma dúvida: na hora da mudança de país, precisa de algum endereço para validar ou não? Vi um comentário no YouTube que a loja argentina estava pedindo algo assim.

  19. Quero deixar registrado o meu agradecimento para todos que falaram do Containers no Firefox ao longo dos vários Post livre.
    Comecei a usar e é tao simples e revolucionário que mudou a forma como uso o navegador.
    Agora estou até usando o Firefox. Algo impensável dois meses atrás.

    1. Interessado. Ele separa os perfis? É isso? Perguntado porque tenho um gmail pessoal e um gmail institucional que gostaria de abrir em duas abas, mas que ficassem “isolados”. É essa a função?

      1. Sim. A função é essa, só que melhor.
        Os perfis de navegadores lidam com usuários. O container lida com categorias de abas que vc cria. Essa diferença conceitual torna tudo mais prático e funcional.
        Vc pode usar os seus gmails tranquilamente através desse recurso.

  20. Porque o Brasil não constrói prédios altos? Algum palpite?

    Vamos desconsiderar Balneário Camboriu, pois lá quem manda são as construtoras, coisa que não ocorre no resto do país.

    1. Eu chutaria custo. Cada andar pra cima é muito dinheiro que tem ser “enterrado” em fundação, melhores e mais elevadores precisa ter, etc. Ou seja, o custo por unidade de apartamento começa a aumentar e o lucro da venda começa a diminuir, e são poucos lugares em que a oferta de terreno é escassa o suficiente e o valor do m² na venda faça valer a pena investir em prédios maiores.

      Outro fator importante, quanto maior o prédio, maior o tempo pra ficar pronto.

      Balneário Piçarras, próximo a Balneário Camboriú, está crescendo muito em quantidade de prédios, mas a oferta de terrenos é muito grande, por isso não vale a pena fazer prédios tão altos e a maioria ainda fica na faixa de 15, 20 andares.

    2. Cara, sinceramente eu odeio verticalização. Hoje olho para São Paulo e me dá um certo desgosto.

      E São Paulo também tem prédios altos, acima de 10 andares.
      Uma pessoa que é ótima para o debate é o Gabriel “Gab”. Acho que daqui a pouco ele aparece por estas bandas. :)

      1. uma vez uma amiga mostrou uma foto de SP só com prédios e achou lindo, tentei olhar beleza naquilo e não achei, kkk

        1. quando eu era mais jovem, achava legal. ai lê histórias, vê sobre “ilhas de calor”, entende mais sobre ventos e natureza…

    3. Arranha céu? A manutenção e custos sao ruins. Geralmente constroem por hype e especulação.

    4. estou longe de ser especialista no assunto mas agradeço a gentileza de Ligeiro e vou dar meus palpites

      antes disso, cabe ressaltar: não é só em Balneário Camboriú que o mercado imobiliário manda (de fato, é no país inteiro), mas as dinâmicas e conflitos acontecem de formas distintas

      a primeira pergunta que a gente deveria fazer é: o que é de fato um prédio alto? será que realmente não temos prédios altos? o prédio é alto em relação a quê? aos seus vizinhos? aos outros prédios do mundo? um prédio de 20 andares é alto? em qualquer metrópole brasileira tem vários desses prédios — não são, então, cidades caracterizadas por altos gabaritos?

      dê uma olhada nesse texto: https://cidadesparaquem.org/blog/2013/8/18/um-plano-diretor-pode-mudar-a-cidade

      ele não fala exatamente sobre este assunto mas ajuda a relativizar um pouco essa ideia bastante comum de que nossas cidades são “baixas”

      e note que a escalada da verticalização nas cidades brasileiras nos anos 50 foi bastante acelerada: o Mirante do Vale (inaugurado em 1966), por exemplo, com seus 170 metros de altura e 51 andares certamente rivalizava com as metrópoles com os prédios mais altos do mundo (em 1970 os 50 mais altos prédios do mundo por exemplo passavam da faixa de 180 metros, então note a proximidade https://tudl0867.home.xs4all.nl/buildings1970.html)

      de resto, poderíamos discutir o assunto sob vários prismas: competição entre cidades globais nos anos recentes, aceleração da verticalização no Brasil “grande e moderno” dos anos 50 e 60, trajetória e transformações da dinâmica fundiária, etc

      1. O prédio mais alto de Porto Alegre tem 34 andares – Ed Santa Cruz – eu gosto muito e meu sonho era (é ainda) comprar a cobertura dele (fui numa festa lá e a vista urbana é sensacional). Mas todo mundo critica Porto Alegre e o seu plano diretor “conservador” (isso que Porto Alegre já é a segunda capital mais verticalizada do país) que mantém a cidade baixa (se não me engano, no centro da cidade tem menos de 30 prédios acima dos 10 andares).

        A briga toda é por conta do Rio Guaíba: um prédio alto perto da orla (centro e arredores) vai acabar com o maior cartão postal da cidade e provavelmente com o lugar púiblico mais agradável de se passear no verão (a orla). Existem milhares de projetos, pressões (principalmente do grupo MAIOJAMA, ligados à RBS/Globo) para verticalizar com prédios de alto-padrão toda a orla. Chegou a ser vendido um projeto de unidades de R$10 milhões nessa região (que nunca saiu do papel, ainda bem). A privatização dos espaços da orla do guaíba é discussão e embate entre a esquerda e a direita aqui em POA desde os anos 80.

        Por enquanto a esquerda ainda vence – com ajuda da população – por causa das ilhas e do centro histórico (tombado) que não pode ser modificado. Mas isso em breve deve mudar (por exemplo: várias casas que tinham sido tombadas no governo Olívio Dutra nos anos 80 tiveram esse statrus revogado e foram arrematadas em leilões e compras por incorporadoras, destruídas e transformadas em prédios de 10/15 andares, principalmente na região cara da cidade).

    5. Zoneamento e leis de uso e ocupação de solo. Para se construir um edifício é preciso se atentar a dois parâmetros: a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento. O primeiro diz respeito a porcentagem do lote que pode ser ocupada naquela região e o segundo parâmetro, a quantas vezes a metragem do lote pode ser construída.

      Para edifícios muito altos é preciso comprar ou transferir “metros quadrados” para determinada propriedade por meio de um instrumento urbanístico chamado Outorga Onerosa do Direito de Construir. Nem sempre estas opções estão disponíveis em determinada região em determinada cidade. No Brasil estes parâmetros são definidos em cada município.

      Muitas vezes o zoneamento é implantado com a finalidade de distribuir edifícios maiores em regiões com maior infraestrutura (metrô, corredores de ônibus) e menores em miolos de bairros como em São Paulo. Outras vezes o zoneamento especifica em algumas áreas alturas e recuos rígidos (Barcelona, Paris, Madrid).

      Lembrando que edifícios muito altos possuem impacto ambiental (sombreamento, alteração de vento), concentram trânsito em ruas pequenas, entre outras questões..

      1. mas lembre que o ordenamento jurídico não é absoluto nem surge a priori — ao contrário, ele é resultado de disputas, negociações e possibilidades de agenciamento e exercício do poder de diferentes grupos

        não é como nos anos 70 quando o famoso urbanista Adiron definiu quase que sozinho (aliás: não foi sozinho, mas de acordo com interesses opacos em um contexto de ditadura militar) os parâmetros de coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação da cidade inteira

        o ordenamento jurídico é resultado de interesses imobiliários também

        a resposta à pergunta não deveria ser simplesmente “zoneamento e LPUOS”, mas devia ser outra pergunta: por que o mercado imobiliário não está interessado em forçar planos diretores AINDA mais permissivos? os atuais parâmetros são suficientes para os interesses do mercado? o problema está neste universo, não no da letra da lei

        1. Sim, Gabriel. Os interesses de diferentes atores estão consolidados em um ordenamento urbanístico que muda de município para município. Em momento algum afirmei que não existem interesses contraditórios ou que agentes poderosos não tentam impor sua agenda.

          Mas estes interesses estão inscritos na norma urbanística.

          Por isso, quando o OP questiona a razão de não existirem prédios mais altos, eu afirmo que seria a limitação construtiva estabelecida em lei o motivo principal.

          Quanto à sua pergunta – “por que o mercado não quer forçar planos diretores mais permissivos?” – ele quer. As análises dos planos diretores de primeira e segunda gerações pós-Estatuto da Cidade mostram isso. Tanto em cidades onde o mercado está baseado na expansão urbana (com o aumento dos perímetros) e o que o mercado da construção civil é mais significativo (o caso da revisão atual do PD de São Paulo é um bom exemplo).

          —-
          Para quem tiver curiosidade de entender melhor a relação entre norma e construção, recomendaria esse https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.078/295 que depois se transformou em livro

    6. Não constrói prédios altos? Como assim? Já visitou São Paulo alguma vez? Até mesmo aqui no nordeste, se você passar pela orla de Recife, vai ver cada prédio alto.

      Por sinal, dia desses visitei João Pessoa (pra não dizer que só falei de cidades mais “importantes”), que fica aqui perto, e lá o processo de verticalização anda de vento em popa. Prova disso é que em 2018, a cidade possuía o 2º prédio mais alto do Brasil (passando até Balneário Camboriú) e o 2º bar mais alto do país.

      1. Então…Sou de São Paulo e vivo no Campo Belo, no meio de diversos prédios de 30~40 andares e não considero altos haha

        Em inglês tem o high-rise (que são prédios que possuem menos de cerca de 200m de altura) e tem o skyscraper (que são bem altos).

        A Jampa é impressionante, esse mesmo prédio que você citou fica no Altiplano e é lindíssimo.

        Então o que eu quis dizer é: porque a cidade de São Paulo não possuí prédios altíssimos, níveis Xangai, Nova Iorque, etc?

        1. Creio que há um ponto extra: Construir um prédio “de recorde” (acho que é nisso onde você quer chegar) requer um lugar que permita isso. Geralmente noto que onde existem prédios acima de 150 m, o local é plano. São Paulo é uma cidade em uma serra literalmente. Não tem plano aqui.

    7. Demanda????

      Opinião de leigo aqui rs.

      Acho que predios com muito andares seria mais custoso de construir fora o tempo pra vender os ap´s ou alugar os escritorios comerciais.

      Aqui no Brasil não chegamos a ser uma Asia com grande densidade populacional ou com bastante empresas financeiras fora do eixo Rio-Sp.

      1. São Paulo tá com equipamentos para locação de sobra, muitos até que estão na mira de grupos sociais de moradia, dado que os empresários preferem pagar o IPTU progressivo (mais caro para cada vez que o lugar é visto como não usado e não é usado para moradia) do que ceder.

  21. além disso seria bom poder termos os comentários em ordem cronológica ou ter um marcar como lido hehehe. as vezes quero acompanhar, mas tenho que ficar procurando tudo novamente, e não, receber por email tudo é muita poluição.

  22. ghedin, o que acha do HackerNoon? acha que é uma boa fonte? e conhece alternativas a ele?

      1. eles trabalham com texto de colaboradores ao estilo medium, é que não encontrei nenhum que tenha quantidade (e dá para achar muitos textos com qualidade) e frequencia sobre technologia como eles.

        comento por estou sempre procurando conteúdo variados em tecnologia e negócios. se puder sugerir alternativas agradeço.

  23. Queria agradecer ao @dflopes pela indicação do Lexis Audio Editor, uns dois Posts Livres atrás. Consegui fazer a gravação com ele e deu tudo certo! Cumpre exatamente o que eu precisava fazer e ainda tem os recursos básicos de edição. Valeu demais!

    1. Harley, cadê a tua foto maneiraça ! Quem que era aquele desenho? cara boladaço estileira foda demais, abraço

        1. Tu tinha uma fotinho do Gravatar… que era o desenho duma pessoa cabeluda de óculos bolado

          1. Vixi! Não era eu! Acho que nem tenho conta no Gravatar.

      1. Ish, @Ligeiro meu parceiro, me ajuda aqui. Quem é esse cara que tô procurando?

        1. Putz, me pegou também. Tou tentando puxar de memória, mas não sei não.

          1. É o @Marlon !!! Me fica a questão agora, qual é esse personagem maneiraço?

        2. Vi aqui. É loiro, lembra algum personagem de game, tipo Art of Fighing, Streets of Rage ou King of Fighters.

    2. #TamoJunto

      Tento ajudar para compensar o quanto já recebi de ajuda.
      Agora, quando possivel, tente ajudar outros (corrente do Bem MdU)

  24. Não me foi permitido responder no Post livre (?) n.º 317 .
    Gostaria apenas de combater essa ideia de que a pirataria é um crime sem vítimas entre os trabalhadores. Trabalhei pouco para editoras, ainda assim tenho conhecimento de vários projetos que não saíram especificamente por causa de pirataria, o que em cada um prejudica no mínimo umas dez pessoas. Como consumidor, há vários projetos que gostava e deixaram de existir por pirataria e plágio. Além disso, autores independentes perdem para sempre fontes de renda que seriam vitalícias:
    https://youtu.be/u2NrEqhIXGU?t=405

    É isso, estamos em 2022 e ainda temos de combater o anti-intelectualismo militante e fazer a defesa de direitos expressos no art. 5º da Constituição Federal, como fosse o caso de escolher “este eu gosto e aquele eu não gosto”.

    1. Creio que quando se fala da defesa da pirataria, não é exatamente contra a produção do criador de conteúdo, mas sim pelo fato que do jeito que hoje a máquina capitalista é montada, quem ganha mais não é o cara que criou, mas o cara que detém o direito de revender a criação do primeiro.

      Outro ponto é justamente esta questão da “renda vitalícia”, que aí volta no primeiro parágrafo que falei. Creio que há matérias ótimas no MdU sobre a pirataria que falam mais a fundo (oi Professora Andressa!), mas tipo resumindo, quem acaba ganhando mais na tal “renda vitalícia” são os grandes conglomerados, e não o pequeno criador. Vide: Disney hoje tem marcas nas quais ele ganha só por causa da reprodução da imagem em um produto – Japão tem um mercado bem específico nisso também.

      A própria ética de muitos pirateiros na verdade evitam fazer pirataria de produções de baixo custo ou de autores baseados em produção própria. Geralmente a pirataria ocorre mais em grandes produções ou em alguns casos como forma de preservar a cópia de alguma produção censurada ou de exibição controlada.

      PS: creio que a molecada da direita do vídeo linkado nem merecia mais nada de renda e sim pagar uma renca de multa até só ter condições de viver com salário mínimo só para eles aprenderem a não [censurado pelo criador do comentário] com a vida do brasileiro.

      PS2: Um assunto que nunca vi a fundo seria a do pessoal que revende “coleção particular em VHS” que não existe nem mais algo relacionado no “mainstream”.

    2. A Justiça brasileira não classifica pirataria sem intuito de lucro como crime ou contravenção. Que direito a pirataria supostamente fere?

      O problema do seu argumento é que ele coloca no mesmo saco o independente e as grandes empresas. Vê lá se a Disney está sendo prejudicada pela pirataria. Não tá. E muita gente pirateia os filmes dela. Zero peso na consciência piratear blockbuster, mas eu jamais faria isso com um filme independente ou qualquer coisa do tipo.

      Não é anti-intelectualismo, é anti-elitismo. Pirataria democratiza o acesso à cultura. A maioria das pessoas não pode bancar o acesso a filmes, livros, músicas etc. pagando preço cheio.

      E, claro, você pode ter a opinião que quiser aqui, mas tenha sempre em mente que o Manual do Usuário não tem qualquer problema com — inclusive é favorável — a/à da pirataria.

      1. Puxa, decepcionante ouvir isso de um veículo que acompanho há tantos anos.

      2. Especificidade é importante.
        O site divulgado no Manual do Usuário era de livros. Não é uma questão de um colega que passa para outro. Isso sempre existiu. Meu ponto é fazer isso em massa com um site.
        Livros têm normalmente um autor (ao menos), que deveria ganhar 10% sobre o valor de capa (mais usualmente). Há exceções, claro, as obras em domínio público. Os maiores clássicos de todos os tempos, aliás. Entre todos os autores, um número ínfimo é de pessoas ricas. Não dá para comparar com a pirataria da Anita ou da Disney ou da Microsoft. Em nenhum momento você fala dos autores, porque nem que seja inconscientemente você não os considera trabalhadores. Você pode ser liberal com seu trabalho, mas não tem nenhum direito de ser liberal com o suor dos outros.
        Com relação a obras literárias, há muito mais coisa disponível em domínio público do que é possível ler em uma vida, há bibliotecas, há sebos (que, aliás, são pequenos comércios também afetados).
        Já entendi a posição do Manual. É coincidentemente a mesma do Monark.

        1. Você está dizendo que eu, que ganho a vida escrevendo, não tenho consideração com o trabalho e não considero quem escreve trabalhador? Sério?

          Encerro aqui a minha participação neste debate.

        2. Rapaz, se você pensa assim, acho que no fundo você gostaria que pagassem por cada palavrinha que você comenta, né?

          Falando bem sério, não pense que um site como aquele vai deixar autor no prejuízo. Não é assim que a banda toca, e só lembrar também que tem autor que já toma prejuízo quando pública livros via editoras e não consegue vender.

          Livros têm normalmente um autor (ao menos), que deveria ganhar 10% sobre o valor de capa (mais usualmente)..

          E sabe o que está acontecendo com muitos autores? Tentam produção própria, patronato, ou outras formas de remuneração. Porque 10% de 10 R$ é 1. e tem livro que é este valor, ou até menos.

          Entre todos os autores, um número ínfimo é de pessoas ricas.

          Alguns porque também de alguma forma conseguiram fazer-se ter audiência, criando uma audiência, uma publicidade para seus trabalhos. Alguns meio que apelando para temas que vendem fácil – auto ajuda, ficção, Romance com CEOs/Príncipes/Reis, etc…

          Em nenhum momento você fala dos autores, porque nem que seja inconscientemente você não os considera trabalhadores.

          Onde? Estranho este tipo de frase… Nunca vi algo assim no MdU

          Você pode ser liberal com seu trabalho, mas não tem nenhum direito de ser liberal com o suor dos outros.
          É aqui onde você deveria cair a ficha! o maior problema da cultura de consumo é justamente a dificuldade em fazer criador e audiência terem contato, pois no meio está empresários, advogados, juízes, etc… tudo querendo ganhar dinheiro em cima. São estes os liberais com o suor dos outros. Não um cara que puxou um livro em um site “pirata” porque tá sem grana. Aí tu fala dos “10%”. Cara, o ideal é que um criador de conteúdo ganhe “100%”, ou ao menos uns 70%, não? O esforço de conteúdo é dele, não é do dono da companhia de livros ou dos profissionais acessórios (estes últimos que também merecem seus ganhos).

          E detalhe, você fala de “domínio público”, mas esquece de campanhas de doação de livros ou promoções de venda de publicações, onde nestes casos muitas vezes o autor não ganha ali o dinheiro da revenda do livro, dado que supõe-se que você trate o texto contido como do criador.

          Por causa de “liberais com o suor dos outros” – e novamente aqui aponto para empresários, advogados e demais – teve gente que morreu devido a pressão.

          E o criador ficou milionário depois que o cara que mexe com pirata foi preso?

      3. Entendo e respeito o posicionamento do Manual em relação ao tema. Porém, gostaria de entender melhor como esse posicionamento não é conflitante em si mesmo, quando na seção de lançamentos literários o próprio Manual indica a compra de livros através de através dos seus links p/ gerar alguma comissão.

        1. Não entendo por que seria conflitante, Mamona. É possível ser a favor da pirataria e, ao mesmo tempo, comprar itens pirateáveis — eu faço isso, imagino que muitos leitores também. Motivos? São vários: conveniência (Netflix e streamings diversos), apoio a artistas independentes, experiência (cinema é sempre mais legal, livro físico é mais gostoso que PDF), ou apenas porque sim.

          Como outros leitores explicaram, pirataria é sinônimo de acessibilidade e democratização da cultura. Como eu poderia ser contra isso? Como defender grandes editoras que repassam ~10% da receita aos autores? Ou grandes estúdios e plataformas que lucram milhões por mês, a despeito da pirataria?

          Os links comissionados geram uma fração ínfima do faturamento do Manual, em grande parte porque me dói na alma indicar links da Amazon — a única cujo programa de afiliados compensa. Houve um tempo em que eles tinham alguma relevância; hoje, é praticamente traço.

          (Quer saber? A partir de agora não vou mais indicar links afiliados, só os das editoras. Obrigado por levantar esse debate!)

          1. Puts, eu acompanho o Manual há bastante tempo e não sabia que o Ghedin era publicamente a favor de crime.
            Me soa estranho, porque quando eu comheci o Ghedin ele fazia faculdade de Direito.
            Que loucura que é a ideologia política né?

        1. Comigo também, odeio a Amazon (mas entendo quem precisa recorrer por motivos vários, como preço e acesso).

    3. esse suposto anti-intelectualismo militante estaria em todos os departamentos de todas as universidades, não existe ensino superior no brasil sem a famigerada XEROX. o preço restritivo de bens culturais causa muito mais prejuízo a sociedade que a pirataria de um livro/filme/jogo/música. não vejo impeditivo moral nenhum ao compartilhamento livre de conhecimento

      1. É mt triste pensar que diversos textos cientificos e livros técnicos estão por trás de faixas de pamento caríssimos. E ctz esse valor não vai nem 10% para o autor.

    4. tudo depende da interpretação, o conceito de crime e vítima vai depender da pessoa.

      eu considero que propriedade intelectual não existe, simplesmente por que se você tem uma ideia (nesse caso imagens, livros, filmes e música como exemplos, mas pode ser uma ideia de negócio) ela pode ser multiplicada sem limites em meios digitais, diferente de uma propriedade real, que o fato de um item estar em propriedade/posse de uma pessoa, limita o acesso de outra. talvez ajude a pensando no conceito de acesso X ausência de acesso.

      dá pra falar de direito vitalício e contrato também, mas considere que se um bem está em minha posse, conceitualmente eu posso fazer o que quiser com ele.

      e um outro conceito, é a famosa fala: se você tinha uma fabrica de velas e inventaram a eletricidade, o problema não é a nova invenção, mas a forma como você trabalhava.

      se quer trabalhar com propriedade intelectual, basta você criar uma forma de trazer valor ao seu trabalho, como já vi, onde a compra do livro traz a possibilidade de poder mandar mensagem com o autor, ou tem acesso a conteúdo atualizado exclusivo mediante algum cadastro, ou ainda, trazer até o entendimento de que de alguma forma, sem o dinheiro não vão ter novos conteúdos.

      tem outras visões de que qualquer atividade que possa resultar em bens não físicos só podem ser considerados serviços, logo, a única forma de comercializar algo assim é no modelo de serviço, aí vc tenta achar o modelo que funcione, assinatura, mensalidade, pagamento de um valor só com acesso a tudo que vc fizer “de forma vitalícia”, etc.

    5. A pirataria é uma forma de democratizar o acesso ao lazer negado pelo alto valor e precariedade monetária.
      Ou você acha que a maioria da população, com seus maravilhosos dois salários mínimos, vai conseguir comprar um livro, um jogo, pagar para ver um cinema?

    6. Eu trabalho no mercado editorial desde 2011 diretamente (e desde 2007 indiretamente) e nunca fiquei sabendo de nenhum projeto que ficou engavetado por conta da pirataria. Se você citar um fica mais fácil inquirir a sua afirmação. Pirataria é algo corriqueiro pra maioria das pessoas porque o preço das editoras é proibitivo para a maioria dos consumidores. E uma dica: o lucro delas é *bem alto* na maioria das vezes e fica retido nas posições superiores.

      Artistas independentes tem outras formas de publicação hoje em dia, quem publica em selo com editra grande por trás já tá estabelecido no mercado.

      Acusações genéricas não são exatamente um argfumento.

    7. Sou contra a pirataria contra o pequeno produtor de conteúdo ou desenvolvedoras de jogos indie pequenas.

      Entretanto para as grandes empresas sou a favor da pirataria, hoje o brasileiro não tem lá uma renda digna pra consumir todos os produtos ou assinar todos os serviços originais, a pirataria faz é democratizar o conteúdo para a população em geral principalmente quem não tem renda digna.

      Aqui um jogo custa 250-300 reais, camisa de time 280 reais, Streaming se assinar todos passa dos 150 reais, não tem como deixar de piratear.

      Geralmente quando sai as análises sobre o impacto da pirataria, só é levado em consideração a quantidade de coisas pirateadas/baixadas sem levar em conta se a população iria consumir tal produto se só existisse original.

      Saca só a análise do ge sobre pirataria:

      https://ge.globo.com/negocios-do-esporte/noticia/2022/04/29/pirataria-de-artigos-esportivos-no-brasil-causa-r-9-bi-de-prejuizo-a-empresas-em-2021-consumidor-paga-conta.ghtml

      Eles realmente acham que o prejuízo de R$9 Bilhões, é apenas porque o pessoal deixou de comprar uma camisa por 280 reais e comprou uma na shopee com qualidade quase igual a original por 60 reais? Sendo que a camisa original custa quase um 1/4 do salário-mínimo. E se não existisse as camisas da shoppe o pessoal compraria em igual quantidade as originais?

      Ou então essa análise sobre a pirataria no premiere:

      https://ge.globo.com/blogs/blog-do-rodrigo-capelo/post/2019/11/04/pirataria-na-transmissao-tira-meio-bilhao-em-receitas-da-industria-do-futebol-inclusive-do-seu-clube.ghtml

      Nessa última analise com exceção das classes A/B levantadas, a maioria deixaria de assistir a transmissão de jogos do seu time, ou eles acham que o pessoal iria assinar o pacote premiere?

      1. Eu sempre achei que a divulgação dos valores que tal veículo está deixando de lucrar por conta da pirataria sempre foi pra se somar ao choro que precede os reajustes ou justificativas de preços exorbitantes. Eu penso que a pirataria me permitiu consumir conteúdo em uma época em que eu não tinha condições de fazê-lo e, com isso, criei um hábito que me leva a comprar alguns jogos na steam, assinar alguns serviços de streaming e comprar um livro aqui e ali, então sou a favor da pirataria sim e não vai ser nossa opinião a favor ou contra que vai impactar no aumento ou diminuição de itens pirateados, não é mesmo? hehe

      2. Exatamente, se a pessoa já não ia comprar o produto de qualquer maneira, a empresa não é afetada. Eu não pago por tv a cabo faz pelo menos 8 anos e uso iptv há pelo menos 5. Não há prejuízo porque eu ia assinar mesmo, por exemplo.

  25. Oi pessoal, tudo bem? To angustiado e explico:

    Mudei de área tem quase 2 anos, vim pra esg/sustentabilidade, nesse meio tempo descobri a cibersegurança e tá me despertando muito interesse! Nunca trabalhei com nada de TI, nunca me interessei por programação, mas cibersegurança me interessou demais. Sei que tem menos programação que o normal por aí e eu gosto muito do tema.

    A angústia é: já migrei 1x pra uma área to pensando em migrar de novo e isso cansa sabe? Fora que a minha empresa atual quer investir em mim através de cursos e tals, não sei nem como negar de forma educada kk.

    Aceito dicas galera, qualquer uma delas.

    1. Usa como hobbie ! Mete uns estudo de mestrado ou leitura maluca sei lá, compra umas respiberi pai e faz uns cyber bunker virtual. Por que se agora tu tá surfando uma onde de investimento em você, aproveita ela pra dar uma equilibrada fazer teu nome, investir na tua paixão (cibersegurança) depois com curriculo pika tu pula numa oportunidade de linkedin. Já era, rico, cyberseguro, nome CRAVADO nas ondas da sustentabilidade empresarial e preparado pra próxima mudança de área. Metodologia Infalível !!!

      1. Pois é, to pesando prós e contras haha
        Agradeço o comentário!

    2. Venho dedicando uma parte de meu tempo em estudar sobre segurança da informação. Terminei recentemente uma pós e me encontrei na área. O bacana é que dentro do assunto você pode explorar uma infinidade de opções. Sugiro dar uma olhada na Pós de Cybsersegurança do IGTI. Já fiz uns bootcamps lá e lhe digo que valeu a pena. Só não fiz esse MBA deles por que estou me dedicando a outro curso e não quero misturar as coisas. Acho que será um bom começo.

      https://www.igti.com.br/

      1. Pensei na graduação da FIAP, vou olhar com carinho essa do IGTI.

        Como nao manjo do assunto fico com o pé atrás de começar uma pós direto.

        Muito obrigado pelo comentário.

    3. Sem querer estragar sua onda mas acho complicado quem nunca trabalhou com TI atuar em cybersegurança. Só o que vc precisa manjar de rede é uma enormidade e pelo texto que vc colocou parece que está tentando “pegar o bonde andando e sentar na janelinha”. É como ser cirurgião sem nunca ter feito residência.
      Outra coisa: não tem problema não manjar programação, quase todo analista manja pouco de programação, mas todos tem boas noções e em segurança vc também precisa boas noções de programação. Lembrando que informática é muito mais que programação.
      Resumindo: não tente queimar etapas, uma delas pode ainda ser mais interessante que você pensa.

      1. Pelas minhas pesquisas entendo as dificuldades e a relação da área com programação, pensei na graduação da FIAP específica no tema exatamente por eu não ser de TI e a área necessitar de bons fundamentos, acha que mesmo com uma graduação de 2 anos fica complicado entrar na área?

        Nao quero sentar na janela, só gosto da área mesmo.

        Super agradeço seu comentário!!

        1. Veja, sou meio chato e quando vejo uma graduação de algo de deveria ser uma pós-graduação fico com o pé atrás. Mas se vc gosta cai dentro, por existir o curso acredito ele forneça uma boa base para vc entrar no mercado de trabalho, de qualquer forma, como diz Fernando Pessoa: tudo vale a pena se a alma não é pequena. Boa sorte! (“boa sorte” sou eu quem digo)

          1. Agradeço sua chatice Juarez, sem os chatos no mundo nada funcionaria direito e sem os otimistas nada existiria!

            Abraços!

    4. Cara, é complicado entrar na área de segurança da informação se você não trabalhou com TI antes.
      Há alguns motivos para isso. Além da falta de experiência prática, geralmente analista de seg. é necessário ter bons conhecimentos de redes, programação e sistemas operacionais.
      Mesmo que você estude, aplicar esses conhecimentos em Seg. da Info. é mais complexo que parece, e não vejo que uma graduação “cyber” vai te dar todo lastro necessário pra migrar de área.
      Até vale a pena fazer o curso, mas não será para pleitear uma boa vaga na área, será mais pra entrar na área, seja em qualquer posição que você se encontrar.

      Talvez (e apenas talvez) você possa focar na família ISO 27000, que é pra gestão de segurança da informação, que você vai se dar melhor. Mas daí é gestão, não é operação/arquitetura de segurança da informação.

      Enfim, é só uma opinião, cada um conhece suas capacidades e necessidades.

    5. Mano, não é por nada não. Mas cibersegurança tem *muita* programação. Praticamente o ato de descobrir uma falha de segurança é tu compreender como que dentro da forma que aquele software foi arquitetado é possível tu explorar para ganhar acesso ou sobrecarregar ele.

      Se a gente tá falando de falhas de seguranças voltadas a hardware, dai é outros quinhentos. Mas até onde eu vejo, cada dia que aparece algum CVE é justamente com intuito de mostrar como que algum software deixou uma portinha aberta que permite uma violação de segurança. Por exemplo, falhas como buffer overflows por ai são justamente o fato de que em algum ponto o software permite que tu possa sobrecarregar a memória dele (e pra isso tu precisa sacar como memória funciona e como que aquele determinado software planeja e organiza seu uso de memória.

      Não tentando desencorajar nem nada, mas é que eu achei curioso mesmo.

    6. E não daria pra conciliar as duas coisas? Tem muita coisa de Sustentabilidade que depende de segurança da informação, como satélites, programas de monitoramento etc.

  26. Pessoal, tô precisando comprar um roteador gigabit e acabei ficando entre dois modelos: o Huawei WS5200 (V3) e o TP-Link Archer C80. O Huawei é um pouco inferior e, por isso mesmo, mais barato. Mesmo assim, conferindo suas especificações, ele parece me atender bem. Ocorre que nunca tive nenhuma experiência com a marca, apenas com TP-Link.
    Dito isso, gostaria de saber se alguém aqui utiliza ou já utilizou um desses equipamentos e tem alguma opinião que possa me ajudar.

    1. A Huawei é usada muito por operadoras de fibra óptica, inclusive o roteador FTTH de casa é da marca. Já estou com ele a 1 ano e OK, só perde pelo fato que não é gigabit, e está sofrendo com a interferência de redes vizinhas, mas creio que não seja um problema do roteador, mas sim da saturação de redes.

      1. Tenho visto alguns provedores da minha cidade, de fato, utilizando bastante os roteadores da Huawei (geralmente aqueles que têm ONT já), mas nunca tive contato direto com um pra testar. Te agradeço pelo relato, Ligeiro!

    2. Não querendo gongar os seus modelos, mas já pensou em apostar em roteador e access point separados.

      Por exemplo um EdgeRoute X e uma rede de APs da Unifi, Tplink entre outras?

      Eu já passei por algumas linha hiend de roteadores/wifis e só realmente senti enficiencia quando separei.

      1. Faço isso há algum tempo. Uso um router/firewall dedicado e um AP corporativo. E espero, quando puder, colocar mais um AP na rede, do outro lado da casa, para melhor a cobertura.

      2. Em primeiro lugar, valeu pela resposta, Renan!

        Uma coisa que eu esqueci de mencionar foi o porquê da necessidade de um roteador gigabit. Aqui vai: contratei um novo provedor FTTH que só fornece o ONT. O roteador fica a cargo do cliente. Até é possível adquirir um roteador junto ao provedor, mas a relação modelo x preço cobrado não compensa (eles oferecem, por R$ 360, um TP-Link EC220-G5). Enfim, como o plano é de 400 Mbps, o roteador que eu já tenho, com portas 10/100, obviamente não serve a esse propósito. Aí vem a necessidade de um roteador gigabit já mencionada.

        Voltando à sua resposta, por ora um roteador básico/intermediário me atende. Trata-se até de uma questão orçamentária. Mais pra frente eu penso, de fato, em investir numa rede de AP. Por falar em cobertura, já emendo outro ponto: vale mais investir numa rede de AP ou em uma rede mesh? Já adianto que minha ideia é ter uma rede prioritariamente sem fio – e nesse caso o mesh torna-se atrativo aos meus olhos -, uma vez que os pontos a serem cobertos pela extensão não exigem muito desempenho.

        Enfim, acho que já falei demais. Ah, vale dizer que não manjo muito desse assunto, apenas o basicão, então posso ter falado besteira. Qualquer coisa, por favor, me corrijam.

        1. É uso a Vivo Fibra de 300mbs, tirei o roteador deles e comprei uma ONT no Mercado Livre pra simplificar.

          Toda configuração de VLAN e pppoe eu faço pelo Edge Router X que é Gigabit, inclusive subi uma openvpn e ele atualiza meu IP numa DNS da cloudflare, tenho alguns portas expostas.

          O Mikrotik é uma boa também, tem opções mais baratas, uma Routerboard Gigabit acha por 250-300.

          Ambos são equipamentos pra “vida toda”.

          Entre os dois a diferença tá nos apps e primeira configuração, o Mikrotik é mais feio e “bagunçado”, mas tudo acha no YouTube também, uma vez configurado não tem erro.

          A maioria dos wifis podem ser convertidos em AP, pra reduzir o orçamento da fazer um “gato”.

          E com uma base de roteamento boa, fica livre pra procurar APs Mesh de várias marcas.

          1. Fiquei curioso agora: como você conseguiu fazer esse procedimento de trocar o aparelho da Vivo por outro por conta própria?

            Agora eu vou ter que me corrigir rapidamente: a despeito do que disse sobre nunca ter utilizado Huawei, o aparelho fornecido pela Vero Internet, meu antigo provedor, é dessa marca (trata-se de um roteador + ONT). É um aparelho bem capenga que eu nunca consegui gerenciar por não entender o sistema, então acabei deixando de lado e esquecendo que existe. Meu desejo sempre foi ter uma ONT separada do roteador, por isso minha curiosidade sobre como você fez com a Vivo. Se eu fosse fazer isso no meu antigo provedor, não saberia nem por onde começar.

            Sobre os Mikrotik, eram os aparelhos utilizados na rede de uma empresa para a qual já trabalhei. Sempre ouvi falar bem deles. Vou dar mais uma pesquisada sobre, me agradou a sua ideia.

            Quanto a esse “gato” com roteadores como AP, eu estava fazendo justamente isso há alguns meses, porém sem fio, o que comprometia um pouco o desempenho da rede.

            Por fim, mas não menos importante: você sabe me dizer se aquele roteador + ONT que eu mencionei acima pode ter outro uso? A Vero aparentemente abandonou o equipamento e aqui e, bom… Já que está aqui, poderia tentar dar algum uso a ele.

          2. Eu comprei no MercadoLivre uma ONT que era da Vivo, no começo vinha a ONT e um roteador, depois integram tudo nesse atual roteador horrível.

            Tem 3 modelos usados na época, basta fazer um processo de trocar o “ID”, tem vídeos no YouTube explicando pra cada modelo, foi um técnico da Vivo que me deu a dica.

            É ótimo porque jogo todo esforço de conexão pro EdgeRoute que é bem mais inteligente e poderoso.

            O roteador da Vivo trava randomicamente e não gosto da ideia da Vivo ter o poder de ficar atualizando remotamente quando dá vontade.

            Eu cheguei a comparar velocidade e latência do roteador e ONT, a diferença é bem pouca, mas tem um ganho ONT e ERX.

          3. Seu relato sobre a Vivo foi bem esclarecedor e me ajudou a entender melhor a sugestão que você deu na primeira resposta. Vou repensar isso, essa ideia de ter um aparelho parrudo dedicado ao roteamento me pareceu interessante. Se eu tivesse lido essas dicas antes, na época da Vero, teria quebrado um baita galho, visto que o aparelho deles era bem capenga. Agora o novo provedor só fornece o ONT – o roteamento fica por minha conta, o que facilita um bocado, acho.

            Enfim, muito obrigado pelas sugestões!

    3. Tenho o C80, excelente roteador.
      Um update de firmware permite funcionar como rede Mesh adicionando alguns repetidores baratos – saindo MUITO .ais barato que um sistema MESH convencional

      1. Cara, o pior é que o C80 me atraiu mais justamente por isso, por essa facilidade de posteriormente fechar uma rede mesh apenas adicionando um repetidor compatível com o OneMesh. Tô realmente inclinado a ir de C80 para o Wi-Fi. Sempre gostei muito também da interface da TP-Link para gerenciar os dispositivos, isso conta bastante na minha avaliação.

        Valeu pela resposta!

  27. semana passada o Ghedin falou sobre o pi-hole e alguém no comentário falou que uma boa alternativa era o NextDNS, eu fiquei interessado e resolvi testar, mas dá uma dor de cabeça deixar ele rodando sem problemas né?

    primeiro que ele bloqueou uns sites que não devia, aí consegui colocar na lista branca, mas foi trabalhoso, pois o link não ia direto pra ele, então tive que desativar o NextDNS pra achar a raiz do problema, depois um podcast não estava baixando um episódio, aí foi na tentativa e erro achar o problema, e agora estou com outro podcast sem conseguir baixar, estou quase desistindo.

    1. Eu começei a testar o NextDNS agora também e percebi que alguns podcasts (da Globo e do Folha de São Paulo) enfrentam problemas no downloads. Considerando o erro apontado pelo Overcast acredito que seja algum serviço/domínio de tracking usado pelos podcasts. Confesso que eu já estava esperando que alguma coisa iria “quebrar”, mas fiquei surpreso em perceber que foi justamente isso.

      Outra coisa que chamou a minha atenção e acho que pode ter relação com o uso do NextDNS no roteador de casa foi os meus Echos Dots (temos dois em casa, que basicamente são usados com caixa de som para todar músicas no Spotify) passaram a demorar mais a responder aos comandos.

      1. Dos que deram problemas até o momento foram: gugacast (consegui resolver) e o tecnocast (sem sucesso até o momento).

        e realmente vai ficar um pouco mais lenta sua internet, pq o tráfego passa por eles e eles verificam se pode passar, diferente de antes que passava tudo.

        1. Sim, mas confesso que a demora e a quantidade de erros no processamento de comando da Alexa me surpreendeu.

          Vc ativou quais listas de bloqueio na sua configuração do NextDNS?

          1. eu coloquei várias, mas agora está só a do nextDNS, e vou adicionando mais aos poucos, para ver o impacto no meu acesso.

    2. Você poderia reduzir a lista de bloqueios, geralmente isso acontece comigo quando adiciono vários.

      1. foi isso mesmo, eu tinha adicionado mais de 10, agora deixei só a padrão

  28. Como está a saúde mental de vocês? Diante desse “colapso” do capitalismo, da corrupção descarada do governo e da inflação.

    Como vocês se veem daqui a 5 anos? 🫠

    E ah, bom dia, Ghein e ao pessoal.

    1. Me devo voltar a terapia. O ponto é que estou sem dinheiro estável e não quero voltar ao antigo terapeuta sem pagar um valor justo.

      Penso em procurar de novo terapia gratuita via universidade, mas não sei se eles tem alguma lista de restrição – a última vez que fui foi (justamente) há 10 anos, e de lá que consegui o terapeuta que ficou comigo fixo 8 anos seguidos até a pandemia.

      Terapia em saúde pública descarto pois temo por dois motivos: trabalho eventualmente para profissionais do serviço público e temo que eu possa acabar tendo algum problema se eu falar algo do trabalho. E sim, eu sei que psicólogo tem um código de ética similar ao do jornalismo e não pode falar de seus pacientes.

      E é estranho eu falar assim, sendo que o risco de um psicólogo particular falar algo é alto também (ou do profissional trabalhar em ambas as esferas). Mas bem, estando fora do ambiente público me dá uma sensação diferente também.

      Tenho sorte de em algumas coisas eu ter “privilégios”, pois do jeito que vivo hoje poderia estar pior sem estes “privilégios”. No entanto ter tais “privilégios” não significa vida boa também. Reduziu bastante meus ganhos e estou meio que “boiando” pensando como reverter isso.

      1. Eu acho válido você conversar com o seu terapeuta e propor pagar um valor acessível por enquanto e quando estiver estável, paga a diferença desses valores. É uma estratégia que pode funcionar.

        1. Na verdade ele já me cobrava um valor acessível até demais. Só que quando deu a pandemia, paralisamos tanto pelo fato da pandemia quanto pq minha renda diminuiu. Mantive o online enquanto eu tinha o auxilio emergencial, mas depois parei pq sem condições de retomar financeiramente.

    2. eu estou na esperança de melhorar ano que vem, mas até mudar algo de fato nas nossas vidas deve demorar muito mais tempo né?

      e sobre como me vejo daqui 5 anos, eu tenho boas perspectivas, sei que não é garantia nenhuma de melhora financeira, mas estou cursando um MBA e planejo fazer ouro quando esse acabar e daqui uns 5 anos pretendo fazer mestrado.

      1. Somos dois. Estou esperançoso com essa eleição, mas tenho em mente de que não vai ser uma virada fácil – pois vai ter uma tentativa frustrada de golpe (e isso vai impactar muito economicamente dizendo), além de que estamos ainda numa pandemia (gostem ou não, ainda estamos) e tem a epidemia de varíola vindo aí. Então as coisas vão demorar um tiquinho para melhorar.

        E sobre a sua perspectiva, tenho uma parecida. Vou fazer um MBA e espero que isso me dê uma ‘estabilidade’ de carreira.

        1. eu considero minha área relativamente estável (sou contador), mas infelizmente os salários não são altos, então estudo para dar uma melhorada nisso.

        2. Me dá uma revolta absurda saber que em 2022, mais de 200 anos depois da criação da vacina pra varíola, corremos o risco de uma nova epidemia de uma doença erradicada.

          Nós falhamos como espécie e como sociedade.

          1. Calma, não é a mesma varíola, ela não transmite da mesma maneira e pelo que ouvi no rádio a vacina também é eficaz.

    3. Acho que, apesar dos pesares, a gente ainda teria que piorar muito pra atingir algumas situações que a gente já passou no passado ou até que alguns países ainda passam hoje em dia.

      A corrupção, por exemplo, hoje a gente sabe que era muito pior no século passado. Talvez a gente tenha uma impressão ruim sobre os dias atuais pelo fato dos casos estarem sendo bem mais ventilados pela mídia e pelas redes sociais. Sobre a inflação, acho que nem preciso comentar né.

      Bem, acho que essa é uma maneira de tentar preservar a saúde mental…

      1. A corrupção, por exemplo, hoje a gente sabe que era muito pior no século passado.

        Não por mal, mas onde tu quis chegar com isso? Tu tá falando de 30 anos atrás, né?

        1. Junto-me ao Ligeiro. Estou tentando entender onde é que você queria chegar nisso. Digo isso pois em 1992 (sim, 30 anos atrás), quem governava o país era o governo Collor e o Itamar, pois naquela época teve a maior corrupção escancarada naquela época e a mídia fez o seu trabalho de notificar isso e culminou na destituição do Collor, né?

          Já atualmente, estamos vendo uma série de corrupções níveis Collor e a mídia divulga como se fosse algo corriqueiro e não acontece nada. Nem protesto teve.

        2. No período da ditadura também, por isso falei “no século passado”. Não somente a mídia está noticiando mais (até porque a mídia ou era controlada ou era pró-ditadura), como também os próprios órgãos de investigação ainda (foco no ainda) são mais independentes do que naquela época — por mais que o governo esteja tentando reaparelha-los.

          Talvez isso também seja uma falsa impressão da minha parte, achar que mesmo que os casos de corrupção atuais são menores do que os daquela época, mas pelo menos o contexto atual ainda é favorável. O problema real é que muita gente ainda quer voltar para aquela época…

          1. Quem usa o argumento de que na ditadura não tinha corrupção sofreu lavagem cerebral do regime, que sufocava qualquer caso que aparecia (junto com as pessoas que investigavam, no caso, literalmente).

            Hoje temos uma liberdade muito maior da imprensa e acesso fácil à informação. Daí finalmente veio à luz que aquela época era corrupta ao extremo, com esquemas que perduram no meio militar e respingam no meio político (vide Maluf e outros filhotes da ditadura) até hoje. Ou alguém acha que em 1964 já não tinham picanha e leite condensado superfaturados?

            Acho que a sua impressão sobre os escândalos de hoje serem “menores” vem do fato dos esquemas do governo Bolsonaro serem os mais “básicos”, digamos assim: Rachadinha, superfaturamento, aparelhamento… Coisa que vereador amador do baixo clero faz e é pego fácil, não um negócio complexo com lavagem de dinheiro e afins.

            Não que eles não sejam passíveis de punição pesada, mas é um negócio que vimos tanto antigamente que ficamos até acostumados quando acontece de novo. Creio que essa banalidade acaba nos fazendo normalizar mais a gravidade dos crimes.

        3. Será que ele não se referiu aos tempos da ditadura?

          Se for isso, aí eu até considero que foi pior. Não pela quantidade, mas pela falta de informação e pela censura do regime.

          Tanto é que um dos “argumentos” das viúvas da ditadura de hoje é que naquele tempo não tinha corrupção. Ter, tinha, e muito, mas ninguém queria parar no pau de arara por divulgar.

          1. Isso! Eu quis generalizar porque de fato, houve vários períodos emblemáticos entre 1900 a 2000 onde a corrupção rolou solta… isto é, quando que não rolou solta, né?

          2. Eu já “discuti” no Ghedin sobre minha posição sobre o que é Corrupção – para mim é quebra de regra ou condição estabelecida.

            O Brasil ainda tem problema em se respeitar pois no fundo as pessoas querem ter conforto, se propaga formas de conforto que não são confiáveis, e ficamos brigando entre si dado que alguns fazem de tudo para desconfortar os outros.

            Eu não sou historiador a ponto de descrever o passado brasileiro de uma forma acurada, mas sei que desde a ditadura até os anos 90, ficamos patinando demais pois dinheiro e poder era ou só para quem já estava no poder ou para quem conseguia adentra-se de alguma forma com ou sem escrúpulos. Mas ainda não tínhamos a população que temos hoje – com regiões metropolitanas na casa dos milhões de pessoas.

            A corrupção atual (2016 – 2022) é similar a corrupção da ditadura (Até anos 80 – Sarney)- só ganha quem está junto do poder, e quem está fora vai brigando entre si. Quando começou a verdadeira democracia (era FHC, dado que Collor meio que precedeu salnorabo no jeito que agia no poder), houve aos poucos uma mudança e mais pessoas ganharam poder e condições, dado que as leis antes feitas para proteger “feudos” eram modificadas para permitir que as pessoas tenham acesso a casa e alguma dignidade – de fato a constituição ajudou bastante nisso.

            Lula alavancou muitas melhorias, apesar de que a corrupção na era FHC e Lula mudou de tom, agora sendo mais baseada no “ganhar por fora” – as questões de licitação que sempre houveram, mas foram mais “maquiadas” nestas gestões. A Lava Jato teoricamente era para lidar com isso mas na prática se mostrou apenas a tentativa de voltar ao que era na era pré democrática (e eu também fui enganado com isso, não nego. Até explodi fogos quando Lula foi preso e me arrependo amargamente hoje.).

            Muitos de nós temos uma visão até que cínica sobre a corrupção pois, cá entre nós, conhecemos pessoas corruptas de verdade. Policiais, políticos, advogados, profissionais do poder público… Sabemos que está nas mãos delas a questão sobre “acabar com a corrupção”, só que sabermos também o quanto elas corrompem.

            Até eu preciso e não vou negar – o que nos falta no Brasil é uma educação política mais simples, direta e voltada a nos fazer entender como comunidade. Entender o porque de existir o jeito da China fazer as coisas, entender o porquê do bem estar em países nórdicos… E principalmente, entender como transformar as boas coisas em outros países em boas coisas aqui, para assim jogar as coisas ruins que temos aqui – a violência social, a desigualdade, os preconceitos – tudo fora.

            Utópico. Mas necessário.

    4. Obrigado pela pergunta. Estou bem agora, mas faz poucas semanas que estava péssimo. Vamos levando a vida como dá, cortando cada vez mais gastos e ao menos o inverno ajuda nisso. Estou com 2 empregos, um formal e outro bico que têm ajudado a suprir 600 reais por mês. Em 5 anos espero não estar mais aqui no BR, o julgamento da cidadania italiana da minha esposa sai em setembro (sou auxiliar de indústria, qualquer emprego fora que dê mais dignidade e renda é bem vindo). Mesmo se não der certo eu pretendo sair daqui mesmo assim, quem sabe Uruguai.

      1. Uruguai é MUITO caro e tem emprego escasso. É um país ótimo (seguro e estável; única democracia plena da América Latina, por exemplo). Sempre quis morar em Montevideo (até porque não tem como não morar na capital, se for pra Salto, que é a maior do interior, já é pra ser paisano).

        Dos que sobram, Portugal seria bom, mas a onda xenofóbica da Europa me preocupa. Tive amigos que foram atacados já em alguns países (Portugal não). Se o idioma não fosse um entrave, todos falam muito bem de Berlim e Praga. Apesar de não ser partidário do estado de Israel e do sionismo, eu iria para Tel-Aviv ou Jerusalem também. Mas daí é meu lado judeu mandando eu ir lá brigar com Israel e defender a Palestina hahaha

    5. com zema presidente em 2026 e as coisas melhorando. se não for assim, indo pra um país onde as coisas façam mais sentido.

      1. Zema? Aquele de Minas? Não teve notícia de mamata e corrupção faz poucos dias?

        1. Detesto quando o blog do Mises Brasil raspa na parede e o pessoal vaza pro resto da internet …

    6. Mal. Eu não ficava 100% desempregado desde 2011. Dezembro de 21 eu recebi a notícia que a última agência que eu tinha contrato ia romper o vínculo. Desde março só tem a renda da minha mãe aqui em casa (desde 2007 eu não entrava no SPC, entrei de novo porque não é o cartão de crédito que eu vou pagar primeiro). Agora eu passo os dias alternando entre estudos pra concurso – basicamente lendo lei seca – pela manhã; estudando matemática na segundq graduação a tarde e mandando currículos concomitantemente (e recebendo negativas da maioria das vagas, provavelmente por eu já estar velho (39 anos) pra profissão de programador e de tradutor) e, entre isso tudo, tomando Rivotril como se fosse bala pra conseguir passar pelo dia.

      Estou no CAPS aqui de Porto Alegre com acompanhamento na medicina da família e da assitência social (eu já tive tendências suícidas anteriormente, isso me rendeu uma demissão inclusive) e consegui atendimento por um preço baixo (R$32 por consulta + R$25 de mensalidade) naquele Amor e Saúde (do Cartão de Todos) que tem aqui perto.

      Aliás, quem estiver procurando auxílio psicológico e psiquiátrico, o CAPS vale a tentativa. Eles são mais especializados em dependentes químicos e costumam atender em grupos, mas vale a pena conversar com o assstente social da região e ver como funciona em cada local. Outra indicação para quem precisa de acompanhamento médico nessa área é a própria UBS. O programa de medicina familiar (atenção primária) costuma ser bom e trata desse tipo de problema. Aqui em Porto Alegre a PMPA tem um aplicativo em que se marcam essas consultas e tanto a medicina familiar como o CAPS são relativamente organizados e com um bom atendimento – fui melhor atendido na UBS do que quando eu fui particular num hospital, por exemplo – mas sei que isso pode variar de estado/cidade e sei também que o Bolsonaro tá acabando com todo os sistema de atenção primária e saúde mental (CAPS principalmente) pelo Brasil.

      É imperativo pra eu ter esperança em alguma coisa que esse presidente não sente novamente na cadeira em Brasília. Com ele lá não tem esperança, não tem futuro, não tem nada. Só caos e um vazio enorme onde um dia fora um país.

      Lembrando que foi você que perguntou hahahaha

    7. Quem tá bem é porque não está atento (guerra, pandemia, fascismo por todo lado). Sou adepto de tentar levar a vida “numa relax, numa tranquila, numa boa”, como diria o mestre Tim, mas sem se alienar de tudo que rola. Então a dica que dou é dar uma desconectada nos fins de semana. Parece que tá todo mundo no limite e não houve um milímetro de mudança no “pós-pandemia”, pelo contrário, parece que tá tudo mais acelerado. Sugiro esse livro para alternativas de encarar essa pressão e correria diária: https://www.record.com.br/produto/devagar/

  29. Por certos motivos que não posso dizer *ainda*, eu comprei coisa da Insider (com o código do manual!). Nenhuma crítica até agora, mas não achei em lugar nenhum a diferença da Daily T, Tech T e Smart T-shirt. Acabei comprando algumas Tech t-shirts.

    Também comprei alguns jeans e um casaco, e meu Deus, eu esqueci como casaco e jaquetas são caras. A minha foi por ~200 reais, mas tinha por 400 fácil. Nem comento o que eu vi na Hill Jack e na Reserva.

    1. Mas você não acha caro as camisetas da Insider? Sempre tive vontade de comprar uma delas pra experimentar, mas pagar mais de 100 reais (ou até mais de 200 dependendo do modelo) não dá pra mim…

      1. Rapaz, é boa sim. Estou usando uma aqui, é muito boa a regulagem de temperatura, mesmo com esse clima maluco de sp (sensação aqui de 22 graus agora, 15 graus na hora que saí de casa). Não precisei levar casaco.

      2. Minha experiência com a camiseta da Insider não foi lá das melhores. Comprei aquela undershirt reforçada porque suo muito até no frio, e no primeiro dia ela rasgou no meio nas costas. 120 reais jogados no lixo.

        Não sei se a Tech T-Shirt é feita do mesmo material. Se for, não recomendo.

        Já os outros produtos eu sou cliente fiel a anos. Tenho as cuecas e as máscaras que são excelentes e estão novas até hoje.

          1. Não tentei. Fiquei tão fulo que joguei a camiseta no lixo. Até pensei em pedir o reembolso, mas fiquei receoso deles alegarem mau uso ou me oferecerem uma nova – que naquela altura do campeonato, não queria nem se fosse de Kevlar.

      3. Tenho algumas e sei lá.. Ficaram largas (e lavo como indicam), sempre dá um suador no suvaco (coisa q nao acontece com outras camisetas “normais”).. Nao me vejo comprando novamente.

  30. E a treta do navegador do DuckDuckGo permitindo o rastreamento de usuários pela Microsoft?

    Depois que a informação foi vazada, o Gabriel Weinberg, CEO do DDG, admitiu que é verdade e tentou justificar a exceção à Redmond, mas será que o estrago à imagem da marca já não foi feito? Será que os usuários vão continuar a confiar?

    1. Achei meio tempestade em copo d’água. É ruim? É ruim, mas pela repercussão dava a impressão de que o problema era no buscador (não é, é só no navegador) e muito mais grave.

      O fato deles terem conseguido que a Microsoft, que fornece a infraestrutura de anúncios, não rastreie identifique os usuários que clicam nesses anúncios nem crie perfis baseado em comportamento, já é uma grande coisa. E é bem provável que, depois dessa celeuma, eles consigam negociar com a Microsoft a extensão da proteção ao navegador também.

      Meus dois centavos.

      1. A Microsoft fornece só a infraestrutura de anúncios os resultados não também? Eu mesmo uma vez quis que meu blog aparece no DickDuckGo e só consegui fazer isso cadastrando no bing webmasters tools.

        Me pareceu na época que a Microsoft fornecia uma infraestrutura para buscadores alternativos como o DuckDuckGo e o Ecosia.

        1. Fiquei curioso mesmo. Na verdade pretendo continuar usando o buscador. Já tinha testado o navegador antes só para tentar aquele relay de e-mail deles mas no fim eu não achei uma ideia legal não. Também gostava mais do Firefox mesmo.

        2. Sim, também fornece os resultados, mas, até onde sei. E aí está a diferença entre usar o DuckDuckGo e o Bing: no DDG, suas pesquisas não são registradas e usadas para criar um perfil seu para a venda de publicidade. No Bing, isso acontece.

      1. Também passei a usar Searx depois disso tudo. Estou gostando, principalmente porque a busca por vídeos indicarem o invidious. Estou usando a instância searx.be. Essa é a mais adequada e segura?

  31. Bom dia. Como no Post Livre da semana passada eu cheguei atrasado (https://manualdousuario.net/post-livre-317/#comment-167136), vou mandar novamente minha questão nesse aqui. Desculpem a repetição.

    “Estou precisando de ajuda em um setup para uma sala de aula com instrutor remoto.
    Funcionaria assim:
    – Um local com vários computadores, para os alunos – digamos que seria aula de programação.
    – Um instrutor remoto, apresentando a aula compartilhando sua própria tela, e também podendo acessar a tela/teclado/mouse dos computadores dos alunos.
    – O instrutor poderia assumir a tela de um aluno e projetar na apresentação – sem o aluno precisar liberar esse acesso.

    A solução que pensei foi um conjunto de X janelas tipo VNC abertas, mas não sei se com o instrutor remoto, em rede diferente, o acesso se daria com bom desempenho.

    Os computadores dos alunos seriam Linux, mas o do possível instrutor pode ser outro S.O.”

    Nosso amigo @Ligeiro deu uma sugestão (https://manualdousuario.net/post-livre-317/#comment-167247), mas o problema principal é como fazer o professor ter a visão geral da telas dos alunos e conseguir operar remotamente.

    Podemos pensar em soluções Windows também.
    Agradeço antecipadamente.

    1. A questão da “Visão Geral” será problemática em um VNC. Neste caso, o ideal é que o professor use métodos para analisar os alunos – por exemplo, escolher um aluno aleatório ou ele dedicar um tempo para fazer a revisão de um teste / prova durante a aula. Ou ele ter o tanto de telas que precisa para abrir várias VNCs.

      Em tempos: uma coisa que acabou de me passar pela cabeça é usar algo que eu costumo ver no Linus Tech Tips – o uso de um computador poderoso com várias telas de saída. Creio que é uma solução que possa ter uma forma de usar monitoria remota sem muitas perdas.

      Existe também os “terminais burros” – computadores pequenos que acessam um computador que dá o processamento principal, enquanto que no terminal apenas processa a saída (imagem / áudio).

    2. Você pode ter um computador/servidor principal com várias vmwares por exemplo e ter terminais nas mesas que são USB, saída de vídeo e um cabo de rede.

      Tem um custo de licença envolvido, mas é uma solução prática e barata.

      Inclusive o terminal burro pode ser vários raspberry’s para encomizar um pouco ;)

  32. Durante um bom tempo usei o celular sem aplicativos de redes sociais. Tive um recaída controlada (uso o Tweetbot em vez do Twitter, ou seja, timeline cronológica e sem “veja este post que fulano curtiu”) e… ok, funciona bem, não passo mais que meia hora por dia nesses aplicativos.

    Há duas semanas, durante a apuração daquela matéria de segurança no celular, descobri que o iOS permite ocultar o aplicativo Mail via Tempo de Uso. Não é gambiarra, é um bloqueio mesmo — o Mail continua instalado e funcional, mas some da interface até você reabilitá-lo.

    Descobri que é bom ficar sem o e-mail no celular. Raramente recebo mensagens urgentes e, mesmo assim, tinha o hábito de abri-lo toda vez que pegava o celular. Agora, só vejo e-mail no computador, em horários mais saudáveis (durante o expediente).

    Vocês já tentaram isso, livrar-se do e-mail no celular? Ou outras medidas pouco ortodoxas ou que pareçam meio malucas, mas que acabaram se revelando boas na prática?

    1. Eu tento colocar filtros de e-mails direcionando cada assunto. No smartphone as notificações ficam desabilitadas do Gmail/Outlook/Protonmail. Só vejo quando estou com vontade de abrir o e-mail, então não sou impactado por e-mails ou notificações irritantes.

      Já falando sobre o filtro, se é alguma fatura ou algo específico, crio um filtro para encaminhamento direto para meu todoist. Caindo no meu inbox, depois eu trato no meu fluxo de trabalho. :))

      É chato no início, mas depois que se tem um workflow definido, flui bastante.

    2. Eu uso computador mais na biblioteca da faculdade. Então concentro quase tudo no celular. Mas eu gosto do e-mail e gostaria que as pessoas usassem mais ele ao invés dos aplicativos como WhatsApp e outros. Então não me incomoda ter o App de e-mail no celular não, mas o WhatsApp eu configurei as notificações para receber somente no resumo agendado e isso me ajuda bastante a ignora-lo, recebo as notificações de uma forma que não é abusiva e ao mesmo tempo não preciso ficar me policiando a acessar o App pq alguém da família, faculdade ou trabalho me mandou mensagem.

      Mas eu imagino que a frequência com que você recebe e-mails seja maior então entendo que seja mais tranquilo ocultar no celular.

      1. Pior que a tranquilidade de não ter o e-mail no celular foi uma surpresa. Meu objetivo ao “escondê-lo” era tornar a vida do eventual ladrão mais difícil — o e-mail é o modo padrão de redefinir senhas, se ele não tem acesso ao e-mail, fica mais difícil acessar contas diversas.

    3. Não uso e-mail no celular. Na verdade não uso e-mail direito faz um bom tempo. Só para o necessário – cadastro e autenticação, além de pegar boletos para pagar também.

      1. ligeiro, sobre os boletos, se for no seu CPF você pode usar o serviço chamado DDA (que eu sabia, todos os bancões possuem esse serviço) e todo boleto que tiver no seu CPF você consegue ver direto no aplicativo do banco e pagar por ali mesmo (dá até pra agendar)

        1. Débito Direto Automático?

          Sinceramente até prefiro o uso de boleto – meio que só pego o PDF e mando pro app ou quando tou sem dinheiro na conta vou lá na lóterica pagar. Mas no caso de boletos da conta de internet, queria era poder antecipar, só que eles não deixam.

    4. Fiz isso ontem com o Outlook pro e-mail do trabalho. O app continua lá pra sincronizar a agenda e no caso de eu precisar ver uma mensagem com urgência. Mas não recebo mais notificações de novos e-mails, e rapaz… É outro mundo. Até as crises eventuais de hiperatividade e ansiedade que eu tinha deram uma melhorada depois disso.

      Hoje só paro pra ver e-mail na parte da manhã e no final do expediente. Se tem algo mais urgente, a pessoa que me ligue ou chame no Teams.

      Como diz um meme do funkeiro que não sei o nome, “Mó paz”.

      1. Esse é um castigo a que nunca me submeti — manter notificações do e-mail ativadas no celular. Nunca, em absoluto, fez falta.

  33. Eita, o Ghedin acordou cedo hoje. Bom dia a todos!

    Começando os trabalhos neste estimado espaço de comentários, fica a questão: como está este período “pós(?)-pandemia”?

    Um transporte público problemático, aumento no preço de produtos essenciais… Sei que no MdU parte dos leitores já falaram que estão em home-office ou tem trabalhos autônomos, e isso de alguma forma auxilia a evitar algo problemático na pandemia, como se expor demais (sendo que as pessoas hoje nem respeitam direito o uso de máscaras no transporte público). Mas outros – eu incluso -, dependem de estar nas ruas para ganhar o pão do dia.

    1. Não está tão pós como parece. Ainda tem muita gente se contagiando. Não com a frequência de antes, mas continua havendo mortes. É a velha dinâmica: notícia deixa de atrair audiência, a mídia diminui a cobertura, se a mídia não dá o distinto público deixa de pensar a respeito, etc. Mas não custa continuar atento e se cuidando, usando a máscara em lugar fechado (mesmo com a sensação de ser um ET entre tantos sem máscara). E tem outras doenças dando as caras por aí. Vide a varíola “do macaco” na Europa.

      1. Por isso usei o “pós(?)” de forma irônica. Noto que temos a sensação de insegurança ainda, pois não está claro algumas coisas – como a questão de subvariantes e novas reinfecções.

        Da minha família, creio que sou o único que ainda uso máscara todo o tempo. Minha mãe até estranha :p

        Mas de fato com a máscara diminuiu também a gripe que eu pegava no passado.

    2. A questão dos preços está bem complicada eu que dou aula estou vendo o meu gasto com passagem comer um bocado do meu salário. Na sexta feira que é um dia que dou somente 2 aulas praticamente não vale a pena ir trabalhar. Vou pq amo o que faço e preciso garantir a vaga.

      Observação: sou professor estadual de Minas Gerais, onde o salário não atinge o piso salarial.

      1. Esse aumento das passagens pegou muitos. Quando falei em privilégios para o Suede ali em cima, um deles é de morar em uma região perto de centro de cidade. Então isso me ajuda bastante a ter um custo de vida reduzido – uma caminhada de 20 minutos e chego no centro.

        Me pergunto como é a situação do transporte em Minas, e espero que consiga encontrar alguma solução que reduza seus gastos em transporte. Lhe reverencio, pois professor é uma profissão de respeito (e que muitos de nós deveríamos respeitar).

        1. Eu dou aula mas também faço outra graduação no Instituto federal a noite e vale mais a pena para mim morar mais perto do instituto e trabalhar na cidade ao lado. Então este gasto com transporte eu não consigo cortar. Consegui combinar um grupo com outras pessoas que trabalham na cidade ao lado e vamos juntos em 2 dias da semana. Mas com o preço do combustível a diferença entre fazer isso e ir de ônibus não chega a ser 2 reais mais barato por dia. Me contento pois sei que não é só a minha profissão que está neste perrengue. Mas as vezes o desestímulo bate forte.

          Observação: moro numa região de cidades pequenas e próximas, a viagem de ônibus entre a cidade onde moro e a rodoviária da cidade onde trabalho leva só 20 minutos, mesmo que a viagem seja curta o preço das passagens vem aumentando. Aqui é comum pessoas morarem em uma cidade e trabalharem na cidade ao lado.

    3. Nunca deixei de usar PFF2 em lugares fechados, mas abro algumas exceções — em festas, por exemplo, é meio inviável ficar o tempo todo de máscara.

      Sinto-me seguro para frequentar lugares mais abarrotados estando de máscara. O ideal seria se mais gente usasse, mas o uso isolado já é uma grande barreira.

      Em Curitiba, a prefeitura voltou a “recomendar” o uso de máscaras em lugares fechados. Os casos ativos na cidade voltaram a ultrapassar 10 mil.

      1. Atrasado. Agradeço por mencionar sobre a volta da recomendação do uso de máscara. Bem provável que mês que vem eu faça um pit-stop em Curitiba (junho é aniversário dos meus pais, e geralmente visito o pai em SC, parando em Curitiba dependendo de como eu saio de SP). Provavelmente já até vou levar uma caixa de KN95 na viagem (PFF-2 é ruim de achar barato, já falei, e as KN-95 já chegam a 10 R$, já compensando agora comprar um estoquinho de emergência).

    4. Agora está sendo hora de conhecer algumas pessoas sem máscara, então muitas vezes na salinha do café você fica na dúvida se conhece ou não as pessoas rsrsrs. De certa forma acredito que algumas medidas de “relaxamento” foram tomadas um pouco antes da hora, como a dispensa do uso de máscaras em espaços fechados – nestas últimas semanas houveram uns pequenos “surtos” de COVID dentro da empresa que poderiam ter sido facilmente evitados. Aquela ideia de que as pessoas “usariam máscaras quando estivessem gripadas” não passou de uma utopia.

      Os números em BH estão aumentando, mas sem as necessidades de internação que haviam antes e os casos de Dengue voltaram a ocupar seu espaço cativo no “telejornal do almoço”.

      Pessoalmente eu até tentei manter a linha nas últimas semanas, mas comecei a me sentir um tanto fora de contexto quando ia em locais públicos de máscara. Ainda mantenho o hábito de usar em shoppings e supermercados ou grandes multidões, mas já me “peguei no pulo” no show do Metallica e num jogo de futebol.

    5. acho que o termo é período de estabilização da realidade, ou seja, a pandemia nada mais é que uma mudança dos parâmetros de funcionamento da sociedade, onde máscara (coisa que viamos no japão com gente usando e já fazendo parte da cultura) se tornou finalmente algo normal. no brasil antes era só gente com doenças séries ou cosplays hahaha.

      fora isso, o receio vai continuar ainda numa porcentagem muito grande, o modo de pensar nas coisas mudou e deve-se sempre levar isso em conta quando for planejar as coisas. ex: você aceitaria uma pessoa fazendo comida ou algo do tipo sem máscara? você ficaria perto de uma pessoa tossindo ou espirrando e os 2 sem máscara? até pouco tempo achavam ruim, mas não era algo absurdo.

      e se você depende de estar nas ruas para ganhar o pão (ou tem só uma fonte de renda ou fontes de renda muito parecidas), eu gastaria de forma clara e planejada uma quantidade X de horas só estudando/tentando formas diferentes de garantir outras alternativas de renda. eu mesmo achei uns chaveiros, pedi da china, coloquei no mercado livre e tem mês que passa de mil reais liquidos, só colocando numa caixa, colando a etiqueta e deixando nos correios.

      1. Grato pelas dicas.

        Além dos trabalhos de manutenção que eu faço, que vamos dizer que é minha profissão principal, nos últimos tempos tenho feito mais auxiliar para colegas, como buscar coisas no centro da cidade ou ser motorista particular (não-uber). Não ganho muito mas já é algo.

        Também costumo comprar coisas em brechó ou de baixo valor e tentar revender um pouco mais caro para ganhar alguma coisa. Por exemplo peças de computador ou video games, cabo USB, etc… Inclusive até chegou um lote de PS2 que estou pensando como vou vender, se testo antes (só que dei meus cabos para uma prima) ou se vendo no estado (Os PS2 no Facebook estão em torno de 50$ sem testar, ou até menos). Tem sucatas que ganho de clientes e as vezes junto para mandar para revender como sucata mesmo (tenho parado de vender peças usadas com medo de dar retorno, dado que não tenho conhecimentos ou maquinário de eletrônica para reparos).

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