A quarta fase da Operação 404, deflagrada nesta terça (21) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e as polícias civis de 11 estados, entrou para os anais da história: nela foi feita a primeira busca e apreensão no metaverso do Brasil.

Alessandro Barreto, coordenador do Laboratório de Operações Cibernéticas da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), disse que mapas e eventos eram criados no metaverso como forma de promover as plataformas piratas e atrair usuários.

Infelizmente, as notícias da Agência Brasil e de outros veículos não detalham esse mandado. Em que metaverso ele foi cumprido? Algum avatar foi preso? E o dono do avatar? Qual a responsabilidade da plataforma onde o crime ocorreu?

O repórter Lucas Negrisoli, do jornal mineiro O Tempo, disse no Twitter que há dias tenta obter mais detalhes junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Só que está difícil: “Ninguém soube explicar, até agora, o que diabos é um mandado cumprido no metaverso. Assessoria da pasta chegou a me mandar — literalmente — a definição de metaverso da Wikipédia”, desabafou.

Na sexta (24), Lucas bateu um papo com um dos coordenadores de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça que deixou a coisa toda ainda mais confusa

O repórter segue “tentando entender”. Nós também, Lucas. Via Agência Brasil, G1, @lucasnegrisoli/Twitter (2).

A cidade inteligente é uma utopia eternamente não realizada

A cidade inteligente é uma utopia eternamente não realizada (em inglês), por Chris Salter na MIT Technology Review:

A visão contemporânea da cidade inteligente [“smart city”] já é bem conhecida. É, nas palavras da IBM, “uma visão de instrumentação, interconexão e inteligência”. “Instrumentação” refere-se a tecnologias de sensores, enquanto “interconectividade” descreve a integração de dados de sensores em plataformas computacionais “que permitam a comunicação de tais informações entre vários serviços da cidade”. Uma cidade inteligente é boa na medida da inteligência imaginada que produz ou extrai. O grande dilema, contudo, é qual o papel da inteligência humana na rede de “análises complexa, modelagem, otimização, serviços de visualização e, por último, mas certamente não menos importante, inteligência artificial” que a IBM anunciou. A empresa registou o termo “cidades mais inteligentes” [“smarter cities”] em novembro de 2011, sublinhando a realidade de que tais cidades deixariam de pertencer inteiramente àqueles que as habitavam.

O que é interessante tanto nas visões iniciais como nas contemporâneas das redes de sensores urbanos e do uso que poderia ser feito dos dados que produzem é a proximidade e, no entanto, a distância do conceito de Constant [Nieuwenhuys, pioneiro das “smart cities”] do que tais tecnologias produziriam. A imagem tecnológica da Nova Babilônia era a visão de uma cidade inteligente não marcada, como a da IBM, pela extração de dados em larga escala para aumentar os fluxos de receitas através de tudo, de estacionamento e compras à saúde e monitoramento dos serviços públicos. A Nova Babilônia era inequivocamente anticapitalista; era formada pela crença de que tecnologias difundidas e conscientes nos libertariam, de alguma forma, um dia, da estafa do trabalho.

A Itália proibiu o uso do Google Analytics, popular serviço de aferição e análise de audiência para sites e aplicativos, na última quinta (23).

É o terceiro país da União Europeia a barrar o serviço, junto à Áustria e França, sob o mesmo argumento: de que o Analytics viola o GDPR, a lei de proteção de dados pessoais do bloco. Segundo o governo italiano, a violação se dá porque “[o Google Analytics] transfere dados dos usuários aos Estados Unidos, um país sem um nível adequado de proteção de dados”.

O site Is Google Analytics Illegal, criado pela PostHog, alternativa ao Google Analytics de código aberto, está monitorando as proibições do Google Analytics pelo mundo. Via Autoridade de Proteção de Dados Italiana (em italiano e inglês).

A Anatel apreendeu 5,7 mil produtos irregulares nos armazéns da Amazon em Betim (MG) e Cajamar (SP), numa operação de três dias (21–23). Os produtos — carregadores de celulares, baterias portáteis e fones de ouvido sem fio — não eram homologados pela Anatel. Somados, tinham um valor de mercado de R$ 500 mil.

Em nota à Folha de S.Paulo, a Amazon informou que “está apurando as informações em cooperação com as autoridades e, conforme necessário, tomará providências no interesse dos consumidores”.

O tom é muito diferente da nota que a Amazon enviou ao Manual do Usuário em março de 2019, quando denunciei o lucrativo negócio de youtubers que recomendam celulares chineses não homologados/do mercado cinza:

As vendas desses dispositivos na Amazon.com.br são feitas pelo sistema de marketplace. Para questões mais específicas, sugerimos contatar diretamente o(s) vendedor(es) do produto.

Via Folha de S.Paulo.

Teste a velocidade da sua conexão pela linha de comando

Vez ou outra precisamos testar a velocidade da conexão à internet. Nessas ocasiões, muita gente (eu também fazia assim!) abre o buscador, pesquisa “teste velocidade internet” e entra no primeiro resultado que aparece — com frequência, em sites esquisitos e/ou cheios de anúncios.

Há uma maneira mais elegante e fácil de testar a velocidade da conexão: com um aplicativo de linha de comando.

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O iPhone de botão do Capitão América e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Um abrigo para os textões

A tendência do progresso (entenda-o como quiser) é facilitar, democratizar as coisas. Nem sempre esse caminho é percorrido da melhor maneira, porém.

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Plataformas de internet estão destruindo a democracia, diz Nobel da Paz

Plataformas de internet estão destruindo a democracia, diz Nobel da Paz, por Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo:

Líderes que usam as redes sociais como armas — como Narendra Modi, na Índia, Viktor Orban na Hungria, que também faz aparelhamento da mídia tradicional, e Rodrigo Duterte — todos foram reeleitos ou conseguiram eleger o sucessor. O que isso significa? O que funciona contra essas operações de informação?

Maria Ressa: Neste exato momento, estamos impotentes. No longo prazo, é preciso educação. No médio prazo, é legislação. E, no curto prazo, é preciso ação coletiva. Precisa ser uma abordagem de toda a sociedade para tentar redefinir o que significa engajamento cívico hoje. Foi o que tentamos fazer para nossas eleições em maio. É o que Brasil vai precisar fazer para as eleições de vocês.

É preciso perguntar se as pessoas realmente querem viver num mundo onde se pode manipular todas as pessoas ou onde a democracia é destruída e não vivemos numa realidade compartilhada. Estamos em 2022 e a situação está piorando. Eu estou apostando minha liberdade nisso, na ideia de que podemos fazer alguma coisa.

A Fast Shop se juntou às lojas Americanas e Renner no grupo de varejistas brasileiras vítimas de ataques hackers.

Mensagens publicadas pelos hackers no perfil oficial da Fast Shop no Twitter, na madrugada desta quinta (23), diziam que os sistemas da empresa estavam comprometidos e que eles estavam dispostos a negociar.

A Fast Shop suspendeu temporariamente site e aplicativos, e, no começo da tarde, confirmou o ataque via perfil no Twitter e disse que todos os sistemas já estavam restabelecidos, que as lojas físicas não deixaram de operar e que seus arquivos estavam em segurança. Via Neofeed, @FastShop/Twitter.

Roku Express: A caixinha de streaming mais barata do Brasil

Na última Black Friday, peguei um Roku Express por R$ 180. Era a caixinha de streaming mais barata na ocasião e, ainda hoje, em junho de 2022, continua sendo a mais acessível do Brasil — é possível encontrá-la sem esforço por ~R$ 200. O preço ótimo, mas o Roku Express funciona bem?

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O Twitter começou os testes públicos das Notas, ou em bom português, da publicação de textos longos direto na plataforma.

Alguns usuários selecionados já podem publicar textos longos no Twitter. Depois de publicada, a Nota aparece como se fosse um link externo na linha do tempo do Twitter, mas ao ser clicada, o texto abre no próprio aplicativo ou site do Twitter. Não é preciso ter conta no Twitter para ler as Notas.

O textão do Twitter tem limites. Segundo a documentação oficial do recurso, títulos podem ter até 100 caracteres e os posts em si, 2.500. (Parece sistema de publicação de jornal velho.)

E, surpresa, é possível editar os textões, o que prova que o Twitter sabe como faz e só não libera a edição de posts convencionais, aqueles de 280 caracteres, porque não quer.

No Brasil, os links para as Notas publicadas ainda não estão funcionando. Via @TwitterWrite/Twitter, Twitter, The Verge (todos em inglês).

A Amazon apresentou um novo recurso da Alexa, sua assistente de inteligência artificial, que imita vozes de outras pessoas. O objetivo é reavivar vozes de parentes falecidos.

A tecnologia não é nova, foi usada para “ressuscitar” Anthony Bourdain e José Antunes Coimbra, pai do Zico, em documentários e filmes, e para dar voz novamente a Val Kilmer na ponta que ele faz em Top Gun: Maverick.

A diferença é a escala. A Amazon diz que só precisa de um minuto de áudio para recriar a voz de alguém.

Fora a controvérsia natural de algo assim, outros usos podem ser igualmente problemáticos. E se alguém quiser ouvir uma história de ninar com a voz do Galvão Bueno, sem a autorização do próprio Galvão? Pode isso, Arnaldo?

Não há data, nem certeza, para esse recurso ser lançado. Via Reuters, AWS Events/YouTube (ambos em inglês).

Em reunião extraordinária na terça (21), o Conselho Diretor da Anatel revogou a gratuidade para ligações de até três segundos. A medida é mais uma para inibir o uso e o crescimento do telemarketing abusivo, principalmente das ligações feitas por robôs.

Na mesma reunião, a agência baixou a “Guilhotina Regulatória” e revogou 44 resoluções, ou 16% das 280 que estavam vigentes, a fim de simplificar e atualizar o arcabouço regulatório do setor. Via Anatel.

Post livre #322

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

TVs com Google TV ou Android para comprar em promoção

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

Que as TVs smart trazem diversas facilidades e benefícios para quem deseja estar no controle do que assiste não é novidade, mas ao escolher modelos de televisores com sistema Google TV ou Android TV integrado essa gama de benefícios é ampliada. Tudo isso graças a sua interface intuitiva e semelhante ao dos smartphones que garante mais familiaridade e facilidade de uso, sua grande biblioteca de aplicativos (incluindo jogos) e o poder de personalização da experiência. Por isso, trouxemos no texto de hoje, em parceria com o Promobit a maior plataforma de ofertas da internet, as melhores TVs com Google ou Android TV para você comprar em promoção.

No aplicativo e site do Promobit você encontra as melhores promoções de TVs para assistir aos jogos da Copa do Mundo que esse ano acontece em novembro, mês em que também ocorre a Black Friday com milhares de ofertas imperdíveis. No Promobit você encontra uma comunidade com mais de dois milhões de usuários engajados que avaliam as ofertas, lojas seguras e diversos cupons de desconto para ajudar você a tomar a melhor decisão de compra e economizar.

Caso queira consultar o histórico de preços das TVs que selecionamos ou de outros produtos como um novo celular que deseja comprar, basta consultar o Comparaí comparador de preços que te ajudará a fugir das ofertas falsas e garantir sua real promoção de smartphone!

TV Philips PUG 7406

Iniciando esta lista trouxemos a Philips PUG 7406. Esse modelo conta com o sistema Android TV e possui os principais aplicativos de streaming já pré-instalados, também conta com Dolby Vision e Dolby Atmos e os os principais formatos HDR compatíveis, é smart e possui resolução 4K. Além disso, conta com assistente de voz Google integrado e controle remoto com comando de voz trazendo mais facilidade e acessibilidade. No site do nosso parceiro Promobit esse modelo já esteve por R$ 2.250,00.

TV TCL C725

Já o modelo TCL C725 possui a versão Google TV, mais atual do Android TV, com acesso aos inúmeros aplicativos disponíveis na Google Play Store. Conta também com as cores intensas da 4K QLED, sistema Dolby Vision, Dolby Atmos e HDR. Por fim, traz a conectividade com o Google Assistente e Alexa para uma casa inteligente e comando de voz. Essa TV já esteve em promoção no Promobit por R$ 3.000,00.

TV TCL P725 inclinada, com o nome/código atrás, junto às inscrições “4K HDR” e “Google TV”.

TV TCL P725

Uma outra TV da TCL que é uma opção com Google TV e sua ampla biblioteca e opções é a P725. Esse modelo se tornou sucessor da P715 que possuía boas avaliações. Sendo uma da TV linha básica conta com TV 4K, sem o sistema QLED, Dolby Vision, Dolby Atmos e HD, também possui a conectividade com o Google Assistente e Alexa, da Amazon, e atende comandos de voz trazendo maior praticidade e comodidade no dia a dia.