Assisti a Idiocracia (2005), do Mike Judge, seguindo uma dica que peguei ali no Órbita. O filme se passa em 2505 e “prevê” uma enorme regressão cognitiva da humanidade. Duas pessoas congeladas em 2005 e acordadas no futuro servem de parâmetro para o declínio, ou como ponto de vista do espectador naquele futuro distópico.

Fiquei fascinado com os vislumbres da sociedade idiotizada de 2505 na nossa, aqui em 2025. Marcas dando nomes a todas as coisas, serviços e lugares, o presidente dos EUA, a violência generalizada, “mas tem eletrólitos”. Meio sem querer, até a suposta raiz do problema — a procriação desenfreada de seres humanos burros — já se faz presente, mas subvertida como parte da distopia.

É como se estivéssemos 480 anos adiantados e, não bastasse isso, superando algumas das previsões de Judge.

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7 comentários

  1. Acho que tem gente que já vem te dando a dica de assistir este filme há anos…

    Tanto Idiocracia quanto They Live (que peguei a dica no Mdu/órbita também) tem um princípio de duvidar das lideranças e extrapolar os limites sociais. Me lembro que na primeira campanha de Trump, o Terry Crews mesmo reassumiu o personagem dele do filme e participou de algumas esquetes para falar em não votar no Trump. .

    As vezes penso se o mal da ficção é se ela não gera uma “vacina” que funciona mais como anestésico para o que passamos socialmente do que uma “vacina” para evitar algo pior no futuro.

    E como dito pelo Juarez, o único maior mal do filme é que ele mesmo tem seus preconceitos internos – estes que na verdade fazem parte da cultura “norteamericana” e por isso até que compreensível como posta no roteiro.

    A questão da “população de seres humanos burros” parte muito do princípio que “o mal foi a ausência de educação de pais para filhos porque pobres.” (a aporofobia citada pelo Juarez). Creio que também tem o fator de que o filme fala dos Estados Unidos, que não tem uma legislação clara sobre educação pelo Estado. Poderia ir longe neste ponto, mas enfim. Ao menos o filme meio que serve para acordar um pouco sobre “escolhas político-sociais erradas”.

  2. Isto é um documentário, não um filme de ficção…kkk

    1. Hahaha, sim!! Eu gosto de indicar esse filme desse jeito: é um filme que poderia ser um documentário. 😅

  3. Este é um filme interessante, mas tem um componente racista e aporofóbico bem desconfortável. Tirando isso, que é muito, é uma crítica válida.