O Galaxy Note 7 ficará na história como um belo smartphone com uma falha catastrófica que o inviabilizou como produto. É raro, mas acontece. O que importa mais, agora que o caso se encerrou e que o custo financeiro já é mais ou menos sabido (até US$ 10 bilhões), é o que esse erro custará em termos não financeiros à Samsung.

Especialistas divergem sobre os efeitos a longo prazo, mas alguns já são sentidos. Primeiro, na cadeia produtiva e no desperdício de metais raros, obtidos a muito custo ─ pessoal e ambiental, inclusive. É bastante difícil reciclar smartphones e, de qualquer modo, uma parte considerável do impacto ocorre antes da fabricação. Para a Motherboard, toda essa história e a destinação dos aparelhos, apesar dos esforços históricos da Samsung, são uma “piada ambiental”.

O outro efeito já sentido é na percepção da marca. O uso do termo “Galaxy” em toda a linha, que até agora tinha um efeito aglomerante favorável ─ o prestígio dos dispositivos mais caros escorria para os mais baratos à exceção dos muito baratos, tipo Galaxy Pocket ─, passa a jogar contra.

Era no máximo engraçadinho ouvir alguém chamar um desses de “Galaxy 7” ou “Samsung S7”. Agora, essas distinções sutis passam a ser cruciais e corre-se o risco de que a destruição da reputação da marca “Galaxy Note” (RIP) alcance outros “Galaxy”. Já está acontecendo.

A Samsung instalou quiosques em alguns aeroportos, antes das salas de embarque, para permitir a troca do Galaxy Note 7 por outro smartphone e fazer a transferência de arquivos e dados pessoais rapidamente. Em alguns países, o dispositivo foi banido de voos mesmo desligado.

No retorno do post livre (sim, voltou pra valer), a discussão sobre idade foi a mais votada pelos leitores. Chamou-me a atenção, nela, os comentários de gente jovem reclamando de dores no corpo.

Eu também tenho as minhas, derivadas de anos usando computadores, nem todos seguindo aquelas velhas orientações de postura e outras boas práticas. Com o smartphone, que normalmente nem uso tanto, parece que as coisas pioraram. A mão direita é das partes que mais sofrem: primeiro com o mouse, depois o trackpad (a rolagem machuca o dorso) e, nos últimos anos, manuseando o celular.

Até pouco tempo atrás, problemas do tipo (LER/DORT) ficavam restritos a profissionais que lidavam com computadores o dia todo. Esse perfil se espalhou para outras áreas. O smartphone, tão ou até mais nocivo que a dupla teclado+mouse, está impregnado na sociedade. Piora: o contato com esses aparelhos começa cada vez mais cedo, quando criança, fase em que a estrutura óssea ainda está em formação e mais sensível a desvios como os ocasionados pelo uso desses dispositivos.

Ainda não atingi o ponto sem volta, mas em dias de trabalho mais intenso, quando vou dormir com o ombro ou a mão doendo, é difícil não pensar no ponto de ruptura. E desesperador. Se não puder mais escrever, o que farei?

Nesta ótima matéria do BuzzFeed sobre o tema (em inglês), Diane Cho, 26, diz que “um grande motivo que me fez querer mudar de carreira foi meu braço estava literalmente se destroçando. Meu corpo estava doendo.”

Muitos sites chegam à conclusão de que é preciso um formato adequado para dar vazão a posts curtos. The Atlantic (Notes), Fast Company (News), Vox (Notebooks, já abandonado) e até publicações bem mais novas como a Real Life (Dispatches) sentiram, em algum ponto, a necessidade disso.

Eu também. Não é de hoje que tento encaixar no Manual do Usuário um formato menos rígido e mais prolífico que os três ou quatro Grandes Posts Semanais. Todas as tentativas até agora fracassaram, mas não foram inúteis. Os erros do passado me ajudaram a formular esta nova.

As Notas são posts que levam não mais do que dois minutos para serem lidos, publicados integralmente na capa do site e, sempre que possível, fazendo referência a leituras externas que ecoaram em mim e que, acredito, você também gostará de ler. Eles não têm comentários, porque não é o intuito. Por ora, exibirão anúncios no final ─ encare como um teste. Ainda não sei qual será o volume, mas não deve ser muita coisa, não.

Espero que você goste!

Foto do topo: Thomas Huang/Flickr.

A Microsoft deu um grande passo com o Windows 10 ao torná-lo gratuito para todos os usuários das versões 7 e 8.1. Mas talvez o passo tenha sido um pouco maior que a perna: àqueles que não querem atualizar seus sistemas, a Microsoft tem insistido muito para que mudem de ideia. (mais…)

Pelo Twitter, a quantidade de gente reclamando de que a operadora GVT está “filtrando” conteúdo de um popular site de vídeos pornográficos chamou a minha atenção ontem. Como assinante, resolvi fazer o teste e, hey, não é que, no mínimo, a referida mensagem aparece? (mais…)

O Dropbox está promovendo uma competição entre universidades do mundo todo. O objetivo é divulgar o serviço entre universitários dando, em troca, gigabytes de espaço gratuito. E o melhor é que participar é fácil: basta fazer um cadastro e, opcionalmente, realizar alguns desafios a partir de recursos do próprio serviço. (mais…)

Recentemente a Microsoft informou que 110 milhões de computadores já foram atualizados para o Windows 10. Para menos de três meses é um número legal, mas a Microsoft quer mais. A qual custo? Aparentemente, o que for preciso. A empresa está tentando vencer os usuários mais resistentes pelo cansaço. (mais…)

No momento em que escrevo isto, o app oficial do Facebook é o segundo mais baixado entre os gratuitos para iPhone e o terceiro na lista correspondente do Android, na Play Store. Tamanha popularidade pode sugerir a interpretação de que se trata de um app bem feito. Porém, não é o caso. Mais que isso: é um app tão ruim e, em certo aspecto, desleal, que talvez desinstalá-lo represente um upgrade gratuito no seu smartphone. (mais…)

Em certos lugares da maioria das cidades andar à noite, sozinho, é perigoso. Há o risco de ser assaltado ou coisa pior. Tanto que é recorrente, quando alguém que nos é querido precisa se locomover nessa situação, pedir que ele dê um toque ou mande uma mensagem ao chegar, dizendo que está tudo bem. Um app desenvolvido por cinco estudantes da Universidade de Michigan quer melhorar essa dinâmica permitindo que se acompanhe virtualmente, pelo smartphone, qualquer pessoa em trajetos perigosos. (mais…)

O lançamento do iOS 9 ontem (16/9) trouxe uma novidade não muito alardeada, mas que está preocupando produtores de conteúdo na web: suporte a bloqueadores de anúncios. (mais…)

Hoje Mark Zuckerberg fez uma sessão de perguntas e respostas e, numa delas, disse que o Facebook está prestes a lançar um botão alternativo ao “Curtir”. Embora a pergunta fizesse referência ao “Não curti” (“Dislike”) e Mark tenha dito que estão trabalhando nele, não é bem isso o que veremos em breve por lá. (mais…)

Ontem à tarde, entre 15h50 e 16h30, alguém invadiu meu apartamento e levou um bocado de coisas: notebook, três celulares (!), tablet, um Kindle, câmera, controle remoto da TV (?), cabos, fones de ouvido e um boneco do Android (sério). Felizmente todos os meus arquivos e coisas importantes tinham backup na nuvem, e umas poucas fotos, ainda não passadas para lá, estavam num HD externo que foi deixado para trás.

Já contei a história várias vezes, inclusive à polícia, que está cuidando do caso, então não pretendo entrar em detalhes (eu não estava em casa e não corri risco algum). Este post é só um aviso de que, talvez, as coisas fiquem mais lentas que o de costume por aqui até que eu consiga repor o básico. Mas só a partir de semana que vem; tinha adiantado a pauta dessa por conta de compromissos na universidade, então vai ter post novo e tudo mais.

Uma das poucas chateações que tenho com o buscador do Google é a impossibilidade de copiar links “puros” dos resultados. O Google usa um JavaScript de redirecionamento, então é ele, e não o link de fato, que acaba copiado para a área de transferência. Se não entendeu nada, veja este vídeo. O Facebook também faz isso.

Além de dificultar a cópia do link, as duas empresas usam esse “pedágio” para registrar todos os nossos cliques, ou seja, é mais um artifício para conhecerem e assimilarem nossos hábitos de navegação.

A extensão DirectLinks remove esse JavaScript. A original é para Safari, mas fizeram uma versão para Chrome que funciona tão bem quanto.

Só que há um porém: ela surte efeito apenas no google.com; no google.com.br, não. Felizmente o código-fonte está disponível no GitHub, então não deve ser muito difícil alterar esse detalhe. Alguém se habilita?

Atualização (8/9, 10h30): O leitor Vinicius Kunst indicou a extensão GSanitizer, que faz a mesma coisa e funciona nas versões localizadas do Google, como google.com.br. Baixe-a aqui.

Via Daring Fireball.

A atualização mais esperada do WhatsApp finamente chegou! O emoji do dedo do meio em riste desembarcou na versão 2.12.210 do app, por ora apenas no Android. (mais…)

Após a publicação do post sobre o TIM Protect, alguns leitores se manifestaram para informar que a prática de mandar mensagens “terroristas”, que dizem que o celular do cliente está infectado por vírus ao oferecerem serviços antivírus e soluções antirroubo, não é exclusiva dessa operadora. (mais…)