Fundo azul, com uma chamada para um PlayStation 5 no centro. À esquerda, a frase “Ofertas de verdade, lojas seguras e os melhores preços da internet.” À direita, “Baixe o app do Promobit”.

“Meu corpo estava doendo”

No retorno do post livre (sim, voltou pra valer), a discussão sobre idade foi a mais votada pelos leitores. Chamou-me a atenção, nela, os comentários de gente jovem reclamando de dores no corpo.

Eu também tenho as minhas, derivadas de anos usando computadores, nem todos seguindo aquelas velhas orientações de postura e outras boas práticas. Com o smartphone, que normalmente nem uso tanto, parece que as coisas pioraram. A mão direita é das partes que mais sofrem: primeiro com o mouse, depois o trackpad (a rolagem machuca o dorso) e, nos últimos anos, manuseando o celular.

Até pouco tempo atrás, problemas do tipo (LER/DORT) ficavam restritos a profissionais que lidavam com computadores o dia todo. Esse perfil se espalhou para outras áreas. O smartphone, tão ou até mais nocivo que a dupla teclado+mouse, está impregnado na sociedade. Piora: o contato com esses aparelhos começa cada vez mais cedo, quando criança, fase em que a estrutura óssea ainda está em formação e mais sensível a desvios como os ocasionados pelo uso desses dispositivos.

Ainda não atingi o ponto sem volta, mas em dias de trabalho mais intenso, quando vou dormir com o ombro ou a mão doendo, é difícil não pensar no ponto de ruptura. E desesperador. Se não puder mais escrever, o que farei?

Nesta ótima matéria do BuzzFeed sobre o tema (em inglês), Diane Cho, 26, diz que “um grande motivo que me fez querer mudar de carreira foi meu braço estava literalmente se destroçando. Meu corpo estava doendo.”

2 comentários

  1. Há pelo menos 10 anos adotei uma medida que parece besta, mas que considero efetiva: uso o mouse na mão não-dominante. Sou destro, e já preciso da direita em plenas condições para tantas outras coisas (também sou músico).. o resultado é que todo mundo pensa que sou canhoto. E a experiência é menos difícil do que parece.

    Comecei a fazer isso quando senti princípio de tendinite no pulso. Não demorou até perceber que o mouse sobrecarregava o esforço. Desde então a carga me parece bem balanceada e só voltei a sentir problemas em épocas que abusei do smartphone – algo que exige um autocontrole muito maior, eu diria!

    Digo mais: pior que mouse é touchpad. Quando usei notebook como principal estação de trabalho vi a dor voltar ainda mais rápido enquanto dispensava um bom mouse. Por isso sempre recomendo a aquisição de um bom rato mesmo que você use notebook, é algo que vale a pena não economizar :)

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