Google usa inteligência artificial para combater mensagens de “bom dia” do WhatsApp

Há muitas similaridades entre Brasil e Índia quando o assunto são hábitos em tecnologia. Um deles é a preferência pelo WhatsApp. Outra, o modo de uso do app.

Segundo o Wall Street Journal, o Google desenvolveu um algoritmo com base em inteligência artificial e um grande banco de imagens para usar no app Files Go a fim de detectar e apagar automaticamente as famosas mensagens de “bom dia”. Segundo a empresa, elas contribuem para a escassez de espaço nas memória dos celulares indianos.

Em entrevista ao jornal, Josh Woodward, gerente de produtos do Google, disse que “Tentamos desconstruir o que é o DNA de uma boa mensagem de ‘bom dia’ por meses. Deu muito trabalho para acertarmos”.

Uma pesquisa da Western Digital apontou que cerca de 33% dos smartphones em uso na Índia ficam sem espaço de memória diariamente. Nos Estados Unidos, esse percentual cai para 10%. Na Índia, smartphones com 8 GB de memória — consequentemente, muito baratos — são muito populares, o que motivou o Google a investir na criação de uma variante adaptada a hardware fraco do Android, chamada Android Go, e uma suíte de apps “Go”, mais leves e com menos recursos.

O Files Go está disponível no Brasil também. Para dicas de como lidar com a falta de memória no smartphone, dê uma lida nesta matéria.

Notícia atualizada em 5/2/2019 com um link patrocinado do EmotionCard.

Menos de 10% dos usuários de Gmail usam a autenticação em dois passos

Grzegorz Milka, engenheiro de software do Google, revelou em uma conferência de segurança que menos de 10% dos usuários do Gmail têm ativada a autenticação em dois passos.

O recurso está presente no serviço desde 2011 e oferece uma segurança extra contra acessos não autorizados. Quando a autenticação em dois passos está ativada, o usuário precisa informar, além da senha, um código descartável recebido por SMS ou gerado por um aplicativo como o Authy ou o Google Authenticator.

A autenticação em dois passos é mais popular nos bancos, que obrigam o uso de “tokens” para essa finalidade. Na prática, essa camada extra significa que, mesmo que a sua senha vaze ou seja descoberta por alguém, essa pessoa ainda não conseguiria acesso à conta a menos que tivesse seu celular ou dispositivo usado para receber os códigos descartáveis.

Ao site The Register, Milka explicou que o Google não força os usuários à configuração da autenticação em dois passos por uma questão de usabilidade: “a questão é quantas pessoas deixaríamos de fora se forçássemos elas a essa segurança adicional”. Ainda assim, é uma boa ideia ativá-la — não só no Gmail, mas em todos os serviços que oferecem esse recurso.

No Gmail/Google, a autenticação em dois passos pode ser feita nesta página.

 

Pessoas estão tirando as cores da tela do smartphone para usá-lo menos

Foto de um iPhone 8 em preto e branco.

Tristan Harris trabalhou no Google como uma espécie de especialista em ética do design e, desde que saiu de lá, ganhou notoriedade com a falas, artigos e sua iniciativa Time Well Spent, que tenta dissuadir empresas de tecnologia de fazerem seus produtos viciantes. A última dica de Harris (ele já deu várias) é inusitada, mas parece funcionar: usar o smartphone com a tela em preto e branco. (mais…)

Curitiba, 15 de janeiro de 2018

Foto do céu de Curitiba no dia 17 de janeiro, para homenagem ao The Awl.

★★ Nestes dias nublados, o início da manhã não oferece qualquer pista acerca do que virá a seguir. Nas ruas, vê-se essa incerteza refletida nas várias apostas que as pessoas fazem antes de sair de casa: gente de camiseta andando despreocupada ao lado de gente com blusa a tiracolo e guarda-chuva à mão. O céu está fechado de tal forma que o azul que lhe caracteriza não é visto em lugar algum — um teto acinzentado e espesso cobre a cidade. A temperatura é amena, nem tão fria nem tão quente; há previsão de chuva, mas ninguém descarta o Sol, que pode, de repente e sem qualquer aviso prévio, aparecer com força, como fez ontem e anteontem. Pelo menos não está ventando.

Uma singela homenagem do Manual do Usuário ao The Awl, que anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento das suas atividades.

iPhone 8: mais do mesmo, só que melhor

iPhone 8 de costas sobre uma mesa.

Existe um aspecto no previsível que, com frequência, é negligenciado ou até desvalorizado — especialmente em indústrias movidas a novidades reluzentes, como a de tecnologia de consumo. A crítica bate forte em produtos que não se diferem muito, no visual, dos seus antecessores, mas se esquece de que, às vezes, mudar por mudar causa mais mal do que traz benefícios e que há algo a ser apreciado no mais do mesmo. Caso em tela: o iPhone 8. (mais…)

Um voto de confiança ao Facebook

Mapa global de conexões a partir do Facebook.

Existe uma teoria que diz que o Facebook só se transformou em uma força na distribuição de conteúdo para conter o crescimento do Twitter. No início da década, a rede social de Mark Zuckerberg entrou em choque direto com o microblog dos (então) 140 caracteres, que era (e ainda é) bastante popular entre jornalistas e gente que costuma ser notícia.

O Facebook ganhou. Os jornalistas e as pessoas que são notícia continuam usando o Twitter (e somente eles, ou é a impressão que se tem), mas a repercussão, a viralização das notícias e o tráfego que toda publicação busca estão no Facebook1.

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Meu iPhone quebrado

iPhone com a tela quebrada sobre um banco de couro.

por Joanne McNeil

O dia em que me mudei para o Brooklyn foi o dia em que quebrei a tela do meu iPhone. Estava tentando pegar as chaves na bolsa enquanto um grupo de estudantes esperava na porta para que um amigo a abrisse para eles. Destrancando a porta meio lesada devido ao jetlag, segurei-a aberta para cada um deles enquanto equilibrava a minha bolsa com a outra mão. Depois que o último entrou no prédio, parei a porta com o pé enquanto tentava redistribuir o peso de meus pertences. Meu iPhone deslizou para fora do bolso de trás, caindo direto no concreto.

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Na quarta temporada, “Black Mirror” parece preso dentro de um episódio de “Black Mirror”

Personagem principal do episódio "Crocodilo", da quarta temporada de Black Mirror.

Já li mais de uma vez gente recomendando não começar Black Mirror pelo começo, ou seja, pelo primeiro episódio da primeira temporada. Tecnicamente, não há prejuízo: todo episódio contém uma história independente com personagens que jamais aparecerão em outro e cada um é hermeticamente fechado, com começo, meio e fim.

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Gear Sport, o relógio inteligente para esportistas da Samsung

Gear Sport mostrando as horas.

Em 2013, quando smartwatches (ou relógios inteligentes) surgiram, eles prometiam nos livrar do vício do smartphone e, quando fosse impossível ignorar as notificações, tornar o ato de olhá-las menos rude. A categoria falhou nesses dois objetivos, mas encontrou utilidades mais humildes e virou um acessório considerado por uma pequena parcela dos consumidores — o que já é um grande mérito se lembrarmos de outras investidas recentes da indústria de tecnologia que tiveram um final pior, como o Google Glass e as TVs 3D.

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O papel dos antivírus nas recentes crises de segurança

As três últimas grandes dores de cabeça relacionadas à segurança digital — WannaCry, Meltdown e Spectre — têm algo em comum: softwares antivírus são inúteis para proteger o usuário de ataques baseados nelas.

No caso da falha Meltdown, os antivírus podem, na realidade, atrapalhar: como a atualização da Microsoft mexe no kernel do Windows, uma parte sensível e super restrita, alguns impedem a sua aplicação. Isso levou a Microsoft a segurar a distribuição da correção em sistemas com antivírus incompatíveis, a fim de evitar problemas ainda maiores como as famigeradas telas azuis de morte.

Não me entenda mal, não estou dizendo que antivírus são dispensáveis. (Talvez sejam, talvez não, mas não é esse o debate agora.) A questão é os vetores de ataque e as falhas dos sistemas deixaram de ser pontuais, logo, a prevenção e a mitigação também precisam mudar. Ou, como disse Zeynep Tufeck, segurança digital deve estrutural tanto quanto possível.

Mark Zuckerberg provavelmente não cumprirá seu desafio pessoal de 2018

Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:

O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.

Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.

Boa sorte.

Mais abaixo, ele diz:

Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.

“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

Logo da Meltdown.

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

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