Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:
O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.
Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.
Boa sorte.
Mais abaixo, ele diz:
Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.
“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?
Essa fala tá meio obscura. Muita gente nos comentários abaixo acha que a missão é impossível e deixou de considerar a imposição e uso da força para atingir os objetivos. Espero que esse dono do Facebook não crie medidas que cerceiem a liberdade de expressão e seja ponderado nas suas políticas de conteúdo. De qualquer maneira, o site é dele: é ficar lá e seguir as regras ou sair caso consideremos as regras arbitrárias.
Bem difícil, mas já que o filho é dele, boa sorte!
Vamos ver se eu entendi: o “desafio pessoal para 2018” do Mark é “focar em corrigir essas importantes questões”: proteger “a nossa comunidade de abusos e do ódio”, defendê-la “contra interferências de países” e garantir “que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto”, é isso?
Isso é um trabalho para o Super-Homem – e olhe lá!
Missão impossível. Boa sorte, Marquito, vai precisar muito dela.
Deixa de ser babão!