Post Livre #108

No primeiro post livre do ano, nada muda: continuamos com os comentários abertos para conversarmos sobre quaisquer assuntos, até a noite de domingo.

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133 comentários

  1. Quando foi que viram Forrest Gump pela ultima vez?
    Fazia anos que eu não assistia e minha mulher nem lembrava.
    Simplesmente desabamos.
    Robert Zemeckis seu fdp! Você é genial!

    1. to no time do francisco, nunca vi o filme completo, acho que vou faze-lo hoje

  2. Galera, vocês leem críticas de cinema e televisão? Quem? No Brasil, só conheço apenas o Villaça e a Isabela Boscov, queria conhecer outros. Dos estrangeiros, só o site do Roger Ebert.

    Aliás, estou perguntando justamente porque estou lendo uma crítica sobre Sons of Anarchy* escrita por algum colunista e achando bastante interessante: https://www.rogerebert.com/balder-and-dash/sons-of-anarchy-and-tragic-models

    *Achei que não fosse gostar dessa série, mas estou muito chateado de não poder revê-la mais no Netflix.

    1. eu só leio as do Villaça, não conheço nenhum outra que seja “confiavel”. no fim, eu acabo vendo os melhores comentarios do filmow quando acabo de ver um filme etc.

    2. Geralmente abro o Metacritic ou o IMDb e sigo as críticas dali. É interessante porque, ao ver tantos críticos reunidos num só lugar, você ganha uma visão do todo — se o filme agradou geral, se ninguém gostou, se dividiu. Um exercício muito legal é pegar uma crítica negativa de um filme que tu gostou e vice-versa.

        1. Então o Scorcese é mais uma viúva dos filmes em película.
          Poxa, o cinema digital não pode ser levado como sinônimo de filme inferior.
          Mas concordo com muita coisa que ele diz.
          Cinema (e literatura, música..) não diferenciam-se muito da premissa básica das redes de fast food.

    3. Meu momento babaca aqui (desculpas antecipadas, mas vou dar essa introdução pra justificar a minha dica no segundo paragrafo): como eu já fui crítico de cinema pra uma revista autoral de Passo Fundo/RS num projeto da UPF eu me guio, hoje, pelo meu grupo de ex-colegas dessa revista.

      Eu evitaria o IMDB, por exemplo, porque as críticas são relativamente rasas e nem sempre dão uma visão do todo (filmes com hype recebem muitas notas altas apenas pelo hype) e não tem lá muito filtro. Minha dica é pegas uns dois críticos nacionais – como o Vilhaça e o Rubens Ewald Filho e fazer uma média pessoal. Pegar mais um/dois críticos sulamericanos (cinema na AL é muito bom, principalmente o argentino) e mais uns dois “do mundo” (EUA e França são bons em criar críticos) e assim montar a sua média, digamos assim, de críticos.

      Eu não tenho nenhum pra indicar atualmente porque eu vejo muito pouco filme e menos ainda séries (meu passatempo e´ver repetidas vezes Seinfeld na Amazon).

    4. Geralmente eu vejo pelo score geral do Metacritic ou IMDB (sei sei, mas ele é util, pois já me encaminha para o perfil dos atores, diretor e filmes em comum….).
      Se eu ler críticas pego uma boa e uma ruim e tiro algumas conclusoes proprias.
      (mas dificilmente leio criticas).
      Ainda não vi nada de SoA. Geralmente mantenho distância dessas coisas que viram demasiadamente ‘pop’. (incluindo Supernatural, Breaking Bad, Lost..).
      Sem contar que eu não sou fã de seriados muito longos.

  3. Acho que já perguntei aqui, mas vocês assinam algum grande jornal em versão web? Eu estou pensando em assinar a Folha, até porque moro em São Paulo.

    Sei que os “grandes meios” costumam ser alvo de críticas generalizadas de todos os lados (não consigo não rir quando leio “Foice de São Paulo), mas enxergo como instituições mais consistentes que a maioria dos ditos “independentes”. Conheço algumas ótimas como Pública, mas a o que mais acabo trombando é com esses Brasil247 e Antagonistas da vida.

    1. Lá em casa temos assinatura do UOL e Gazeta (rs)
      Também tem assinatura de revistas da Globo, mas nunca tentei ver se vale aos portais

      Gostaria de ter o Estadão por dois cadernos, Estado da Arte e Alias. Ia fazer a do Nexo, mas percebi que detesto navegar no site deles.

    2. Assino a Folha (q nunca foi foice, no máximo o caderno cultural dá destaque a coisas consideradas de esquerda). Agora vou assinar o Estadão (q sempre foi conservador) pra ter acesso ao acervo do século xix deles q está totalmente digitalizado. Assino o Nexo e GloboPlay q, infelizmente, não dá acesso ao O Globo, outro jornal trotskista deste país. Se tivesse q assinar o El Pais eu tb assinaria.

    3. Nexo é grande jornal? É o único que eu pago.

      Minha mãe paga a ZH aqui do RS muito mais pelo Clube do Assinante que dá umas vantagens em programas que ela faz do que pelo conteúdo do jornal.

      Dificilmente pagaria por qualquer outro jornal porque, usualmente, são notícias curtas (acho que é clipping) e matéria rasas, e essas eu vejo de graça no G1 ou no Correio do Povo.

      1. O Nexo é um dos pequenos que eu acho bom, super interessante a abordagem deles, tinha esquecido dele.

  4. Estava testando o Flipboard, mas não me agradou muito, principalmente por algumas fontes de notícias utilizadas, gostaria de saber o que vocês usam para se manter informado ? Agregadores de notícias, Feed RSS, sites etc…
    Queria algumas sugestões, estou tentando me distanciar um pouco de redes sociais e preciso de algo para me manter informado.

    1. Twitter, apesar de ir contra sua proposta de se distanciar das redes. Criei várias listas com os assuntos de meu interesse, e adicionei os perfis dos sites que costumo frequentar em cada assunto. Uso meu perfil só pra isso, basicamente. Sigo uns 3 ou 4 youtubers pra ver quando tem video novo, e mais nada.

      Pra melhorar a experiência, uso o Flamingo for Twitter no Android. Ele tem a opção de abrir as páginas direto no modo leitura, e ainda consegue burlar o paywall da maior parte dos sites.

      1. Eu fiz isso, só que vou testar com o flamingo, porque eu sigo bastante gente até, então só pela listas mesmo para eu acompanhar, a única coisa que me incomoda é não poder ver as notícias mais importantes e só as mais recentes, mas isso é só um detalhe, obrigado pela dica.

      2. O que mata o Twitter para essa finalidade é que a maioria dos perfis de sites, jornais e afins publica o mesmo link/matéria várias vezes, às vezes no mesmo dia.

        1. Mas aí atende quem não viu das primeiras vezes, né? Eles não têm culpa q vc mora no twitter.

        2. Pra contornar esse problema, eu costumo seguir só os colunistas dos sites que eu leio, em vez dos sites em si. Por exemplo, sigo o Maurício Stycer em vez da página de entretenimento do UOL.

          Eles normalmente compartilham os links das próprias matérias e, muitas vezes, outros textos com temática parecida. Acaba virando meio que uma curadoria no Twitter.

          Pra sites com menos conteúdo diário, como o Tecnoblog e o MdU, vale a pena seguir o perfil do site.

    2. Basicamente newsletters, portais dos jornais locais e twitter.
      Mas, o mais importante pra mim, sem mais a neura de precisar manter-se informado sobre tudo do mundo

      1. Assinei algumas newsletters que achei interessante, vou ver no decorrer da semana como vai ser.

        1. Newsletters eu assino a do Ghedin/MdU e o Meio do Padro Dória (das nacionais) junto com a Evonomics das gringas.

          1. Eu gosto muito da do Ghedin, e assinei o Meio hoje, parece ser bem interessante.

    3. eu sou fiel escudeiro do Feedly há anos, sinto que ele serve pro que foi feito e ta ótimo ja nas funcionalidades que me propõe

    4. Telegram.

      Quase tudo o que eu leio hoje vem do Telegram. Algumas coisas, como feed do Youtube e XKCD, ainda vem do Feedly.

        1. Procura no Google pelos canais das mídias que tu gosta.

          Eu tenho Buzzfeed, ZH, BBC, El País e Tecnoblog =)

  5. Jovens! Eu não sabia que a palavra quiça estava interditada. Vocês, então, poderiam me ajudar indicar quais são as outras que também não se usam mais?

    Semana passada, por exemplo, parei de usar vós micê quando me deparava com incautos transeuntes nos mais diversos logradouros da pauliceia ora desvairada, ora iracunda. Penso que não peço nada demasiado, porque, todavia, entre as diatribes dessas intempéries da vida que fazem a todos nós, sem um dicionário impresso a mão, nos encontrarmos num torvelinho de incertezas as mais diversas na ora de expressar qualquer coisa que se assemelhe, sem a hesitação ilustrada de um empertigado cioso da forma que dá às orações, um simples olá.

    Talvez seja melhor usar essas pequenas formas de sortilégio que são esses caracteres que imitam feições humanas e coisas mundanas para me enturmar. Corro o sério risco de parecer um prestidigitador sem talento e ideias, mas mesmo ante a troça dos rapazes e das cachopas, ser o tio do pavê não é, quiça (ops!) algo tão grave nesse oceano de tolices.

    Compreendam:

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2018/01/1948121-os-historiadores-a-midia-e-a-polemica-entre-simplificacao-didatica-e-distorcao.shtml

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2017/12/1942901-por-que-historiadores-escrevem-tao-mal.shtml

    http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/10/1929303-apos-dar-entrevistas-historiadores-criticam-novo-programa-no-history.shtml

    Curiosamente, agora, usar a palavra quiça virou algo politicamente incorreto.

    1. Nessa discussão é fácil ter um lado: o oposto do Narloch.

      Por definição ele sempre estará errado.

      1. Aparentemente sempre… Eu não sabia dessa série. É simplesmente vexatório ver o q eu estudei na faculdade ser transformado nessa tranqueira q esse cara faz.

        1. Eu sabia da treta toda logo que estava pra sair o programa. O Reddit tinha bastante coisa sobre o assunto.

          A verdade é que tendo o Narcloch, boa coisa não é. Aqueles livros dele são coisas que não servem pra nada, nem pra se limpar. E o pior, o pessoal compara ele com o Eduardo Bueno e o Pedro Dória (que tem uns 3 livros sobre a história do Brasil que são MUITO BONS).

          Me parece que o Narloch está no mesmo nível do Gentiii: se aproveitou de um recrudescimento do país para se vender como incorreto e “o cara que diz as verdade que a escola não deixa” e assim se aproveitou do desconhecimento e da falta de interesse das pessoas para bater as informações dele e agora vende mentiras como verdades inconvenientes.

          1. É exatamente isso: “vende mentiras como verdades inconvenientes”.

            Ainda bem q as pessoas não aceitaram vincular suas imagens e trabalhos com isso. Tenho muito respeito por algumas das pessoas q faziam parte da trapaça desse cara e do canal. Por que será que ele nem quis se apresentar aos historiadores, né? Mas sendo ele o sabichão, por que foi atrás desses caras q escrevem de modo rebuscado? É um patife.

          2. Acho q o primeiro ou segundo livro de história q comprei foi do Eduardo Bueno antes de me decidir por estudar história. Eu não o tenho mais aqui, mas naquela época (2000-2002) já pegavam no pé dele por ele não ser historiador. Eu confesso, depois de estudar história, torcer um pouco o nariz pra certos livros. É uma tolice, claro, pq não se justifica, mas é mais por saber q a pessoa de fora da área, provavelmente, vai fazer um outro percurso e q ele não corresponde muito as suas perspectivas – principalmente em nível teórico. Mas são livros importantes, claro, pra aproximar as pessoas. E qdo feitos com honestidade e boa vontade, não há problema algum neles existirem e venderem bem.

          3. Eu tive alguns livros dele, são bons pra introduzir o assunto. Li muito quando eu ainda estava em dúvida no vestibular e quase fiz história por conta dele hahaha

            Hoje em dia eu recomendo mais Pedro Dória pra quem busca uma leitura menos rocambolesca. O livro dele “Tenentes” é muito bom mesmo.

          4. Gostei da sua comparação.

            Pelo menos, está ocorrendo essa discussão (no Brasil atual, muitas vezes só um lado tem voz).

          5. Parece que foi cortado e a edição foi catastrófica. Ficou parecendo que o historiador convidado tinha falado X e defendido Y quando era o oposto. A treta toda foi esse (e o pessoal caiu de pau no Youtuber, que pra mim é o menor dos culpados, o cara só apresenta).

            Depois disso eles tiveram algumas dificuldades pra conseguir historiadores pra trabalhar com eles (não sei se ainda é assim).

          6. Vi um episódio aqui e o Lira Neto estava nele. Ou esse episódio é o original q vazaram, sei lá, ou ele mudou de ideia e autorizou depois…

            Sim, o youtuber não era o criador do programa. Só apresentava.

            Eu vi o episódio sobre a ditadura e tinha Pondé, Villa, Lobão e o pessoal de sempre q tem dominado, agora eles próprios, o q eles criticavam da esquerda. Faltou o Kim Kataguiri, expoente máximo dessa nova geração e ele próprio criador da história recente do país.

            Enfim… q bela porcaria.

          7. Eu não sei se o Lira foi quem disse isso, mas, teve um historiador que pediu que tirassem o nome dele dos créditos e estava tentando tirar as partes em que ele aparecia.

    2. Interessante o assunto. Eu nunca me importei com esse ‘assassinato’ de palavras díficeis pois realmente sempre achei que Filosofia e História eram complicadas de entender em alguns casos.
      Até foi tema de discussão numa aula de Filosofia. Os professores entendem que existem termos que afugentam os leitores e ele admitiu que não era a sua geração que iria mudar isso.
      Nem acabei o 2º semestre e saltei fora da faculdade de filosofia. Aquilo não era pra mim… =P

      Admito que eu mesmo uso termos técnicos e colegas de trabalho acham isso estranho….
      Se for olhar em uma linha de tempo maior os idiomas mundiais já mudaram tanto nos ultimos 100 anos e a tendência é mudar ainda mais.

      1. Sem falar na liberdade de expressão. Quanto mais eu vejo as peripécias deste senhor, mais eu me espanto com legado q ele está deixando.

        E o nosso idioma é tão belo… o que esse cara promove e bizarro.

        A língua é viva e o desuso tb tem o seu lugar; mas uma palavra sempre pode voltar à vida se bem arranjada num belo texto ou mesmo num haikai ou numa poesia.

        Eu tb não teria fôlego pra encarar um curso de filosofia. Se fosse pra ficar só na história da filosofia até ok, mas se avançasse mais eu prediriam arrego.

        1. Mais do que a língua se viva, ela sempre vai escolher o caminho do menor esforço, sempre. Somos programados psicolinguisticamente para falar e nos comunicar empreendendo o melhor esforço possível, por isso mesmo, reduções coloquiais são comuns (como vossa mercedes -> vossa mercê -> vossemecê -> vosmecê/vancê -> você -> cê).

          Infelizmente, quanto mais Narlochs escrevendo coisas simplificados, de vocabulário pobre e incapacidade vocabular, mais a tendência da nossa língua é se aglutina ao redor da mediocridade.

          Sem falar em traduções erradas e decalques desnecessários que algumas classes trazem pra língua como o “aplicar à vaga” que deriva de uma tradução errada de “apply” do inglês. Ignora-se a regência verbal pra fazer uma tradução mal feita e criar um megazord linguístico.

          Infelizmente, além tudo, a língua não existe no vácuo e carrega consigo uma carga pesada de ideologia. Vimos isso com o presidenta, então, qualquer forma linguística de diferenciação de classes também vai ser usada em determinadas comunidades de fala.

  6. Olá. Antes de tudo, feliz 2018 para vocês.

    Não sei como foi o seu 2017, mas, vocês tiraram um “saldo” do ano passado e começaram 2018 com mudanças (ou pretendem)?

    No último ano, passei a ter uma mudança de atitude bem clara em relação as coisas e pessoas (pode parecer estranho mencionar isso de forma tão próxima).

    Basicamente, comecei a abrir mão de muitos itens e seres humanos que não agregavam na minha vida.

    Vendi muitos equipamentos eletrônicos (dois computadores, dois smartphones, quatro consoles e muitos outros gadgets que nem usava).

    Passei a abrir mão também da presença de várias pessoas que não traziam algo positivo para minha vida.

    Também doei centenas de livros para a biblioteca da cidade (e para alguns amigos) e me desfiz de muitas roupas e calçados desnecessários

    Sinto que abrir mão de tudo isso, me abriu os olhos para algo que não conseguia entender: precisamos de menos para viver melhor (pelo menos para mim isso é uma verdade).

    Ainda acho que tenho muita coisa comprada por impulso e relacionamentos que não trazem algo positivo e pretendo resolver isso nos próximos meses, mas, me já me sinto bem melhor.

    Por enquanto, só tenho isso de saldo e vocês?

    1. Parabéns pelas doações à biblioteca!
      E concordo: precisamos de pouco – bem pouco na verdade – pra ter uma vida sossegada.

    2. Eu acho uma atitude bastante digna. Estava arrumando minha coleção de quadrinhos e vi que estava acumulando coisas demais e que, de certa forma, isso me trazia uma angústia. Vou revisitar meus hábitos para diminuir esse consumo desmedido.

    3. Com pessoas eu sempre fui assim;

      Já com itens pessoais nunca tive muito, comprei um kindle para não precisar de livros físicos, queria um tablet, mas comprei um celular com 6″, então não preciso de outro celular e um tablet, tenho um PS4 e estou pensando em comprar um notebook, visto que começarei a faculdade esse ano e precisarei para estudos, tinha pensado numa impressora também, mas posso usar a do trabalho, e em relação a roupas, sempre tive poucas, então só mantenho a quantidade que tenho.

      O que pretendo fazer é desinstalar o Instagram e usar (ainda) menos o facebook, quem sabe até largar de mão e parar de procrastinar e voltar assistir anime que é um hobby que adorava fazer, mas acabei largando com o tempo, ah, e ler mais livros.

      1. Você me lembrou de outra atitude que não tinha partilhado: a desinstalação de aplicativos!

        Apaguei as contas do Instagram e Snapchat (não uso Facebook e nem entendo o interesse tão grande nessa rede), só que achei isso tão pequeno, por isso, nem tinha citado.

        Doar parte dos meus livros físicos me fez muito bem, porque tinha uma coleção com mais de 500 exemplares e continuar com tantos ainda no plástico me fazia muito mal, já que não conseguia ler (olhava as pilhas de livros e já pensava na quantidade de tempo que ia gastar) e também pensei na possibilidade de estragarem e sem nem ao menos serem utilizados.

        Esse ano vou focar em formação acadêmica (preparação para um possível mestrado em 2019).

        1. Snapchat tentei usar e não consegui (ainda bem), Facebook é ótimo na parte social msm, marco trilhas, e vejo evento, além de aniversário, sabendo usar ela é ótima.

    4. Eu vivo com pouco (dinheiro, roupas, aparelhos) mas eu tenho acesso ao consumo (ainda que bastante restrito pela minha condição financeira desde sempre) e consigo entender, pela minha vivência, os contornos dessa atitude.

      Acho, entretanto, que essa atitude como “balizador” de uma vida só serve aqueles que sempre tiveram acesso ao consumo.

      Querer pregar minimalismo pra quem nunca teve crédito, equipamentos ou roupas é muito ruim. Esse consumo mais voltado a qualidade do que quantidade, a vida simples e as poucas coisas é algo que se consegue depois de ter contato com o consumo normal. Num país como o Brasil onde o SM impede que a maioria tenha acesso, onde as condições de consumo são absurdamente assimétricas e onde uma parcela muito pequena tem acesso a esse consumo, isso se torna ideológico e, principalmente, excludente.

      Precisa de menos pra viver melhor que teve condições de ter os dois lados e pode escolher o que consumir. Quem nunca teve, vai querer experimentar.

      Claro que a sua visão é interessante e muito boa, eu mesmo a sigo, mas não podemos acreditar que isso seja regra e seja aplicável a uma massa grande pessoas.

      Duas boas referências são o Braincast sobre minimalismo: https://goo.gl/BHWffC

      E o posterior, com um bom email de um ouvinte sobre acesso a consumo (mais ou menos o que eu falei) que toca em pontos que muitas vezes quem está mais acima na pirâmide social não se dá conta: https://goo.gl/G3KZqo

      1. Discordo da linha de pensamento sobre “essa atitude como “balizador” de uma vida só serve aqueles que sempre tiveram acesso ao consumo”, mas, compreendo quem acredita nisso.

        Obrigado pela sugestão desse podcast, que não conheci e passarei a acompanhar.

      2. entendo tudo que você disse e, como uma pessoa pertencente desde sempre a classe pobre afirmo que é muito fácil se encaixar no “quem nunca teve, vai querer experimentar.” que você comentou. quando você atinge um poder econômico um pouco acima do seu habitual (no caso, de toda sua existência), é muito difícil você não cair naqueles clichês de querer preencher o vazio das coisas que você nunca teve, experimentar coisas que sempre quis, entre outras questões. sendo assim, pra alguém ter essa consciência de minimalismo etc vindo de uma classe d da vida, só sendo muito desapegado ou então tendo entrado em contato com o tema alguma vez na vida, mas mesmo assim é difícil não cair na tentação.

        1. Exatamente. Pregrar desapego e uma vida minimalista quando se tem mais de 30 anos de acesso a consumo é muito fácil e, até mesmo, cômodo.

          Um exemplo foi quando me disseram em outro local que “só tinham camisetas básicas, e umas 10, no máximo” e me indicaram a loja basico.com pra comprar. Nessa loja uma camiseta custa de R$98 a R$188. A pessoa que compra nesse lugar é tudo menos pobre, mas, na visão de quem sempre teve esse nível de acesso, comprar umas 10 camisetas (mesmo que ótimas) por esse preço é desapego, minimalismo etc, mesmo que você tenha ~R$1000 em camisetas.

          Isso acontece com telefones, computadores, comida, viagens. Tudo, basicamente. Por isso sempre fico com pé atrás quando vejo gente cagando regra, falando de “é melhor qualidade do que quantidade” porque são ideias vindas de pessoas com acesso a consumo, com uma realidade de gastos mensais/diários muito acima da imensa maioria das pessoas. São pessoas, basicamente, sem muita noção da realidade, afinal, é óbvio que qualidade é melhor. É óbvio que é melhor comprar um Galaxy S8 ou iPhone 8 do que um Alacatel da vida com 2GB de RAM, mas, e o preço? E o acesso? Quem pode, de fato, comprar um telefone desses sem fazer prestações altas? Quem pode comprar um Macbook Pro?

          Assim como aquela máxima de “é melhor gastar em experiências do que em coisas” que é óbvio, mas, quem mora numa casa com goteiras, mofo, cupins e faltando revestimento PRECISA gastar em coisas pra ser feliz minimamente. Então, não vale pra todo mundo, vale pra uma porção da sociedade que é bastante limitada.

          Enfim, isso tudo, pra mim, é uma falta de noção da realidade da imensa maioria das pessoas. e me irrita muito esse tipo de abordagem das coisas por pessoas que não tem noção da bolha em que vivem.

          E, que fique claro, não é o caso Louis aqui, ele simplesmente falou o que ele faz hehehe foi só um desabafo contido.

          1. essa questão das roupas é bem emblemática. Já vi muitas mulheres dizendo isso em grupos mais ou menos relacionados ao minimalismo, e lá falam sobre questões trabalhistas (trabalho escravo) e ambientais também… legal, é importante mesmo. Não sei quantas pessoas sofreram para que tenha uma blusa de 10 reais num calçadão qualquer.

            mas o fato de uma blusa custar 100 reais não me diz muita coisa [pelo menos nesse sentido]. Podem explorar do mesmo jeito… e os consumidores, como vão saber? Falo isso porque os preços das lojas ”corretas” normalmente são mais altos – pelo menos os que vi até agora.

            Mesmo que uma loja seja 100% correta… se o preço for acima da média, quem vai poder e quem está disposto a comprar?

            Uma mãe periférica que ganha um salário mínimo provavelmente vai ter que ser menos exigente…

            ps: desculpe por não responder no outro post, já estava fechado quando vi.

          2. Você está certa nos dois casos (comida e roupas) porque é basicamente isso mesmo. Anos atrás (não muitos) o Fast Food no Shopping era coisa de classe média, hoje, é de pobre e a classe média come no “gourmet”. Logo outra moda de consumo vai vir e as pessoas vão começar a pregar outro tipo de consumo. Comida de pobre hoje é muito mais processada do que orgânica (já tive essa discussão aqui no MdU mostrando como é complicado conseguir feiras na periferia das cidades, isso normalmente fica mais restrito ao centro e regiões mais nobres, onde as pessoas se preocupam e tem acesso à essa alimentação).

            Sobre roupas, também temos esse problema de consumo x acesso. Pode ser que a camiseta por R$10 seja feita com trabalho escravo e super-exploração e a camiseta de R$180 não, mas, quem tem dinheiro pra pagar esse preço?

            Novamente, acesso.

            O grande problema é essa assimetria de acesso (a tudo, consumo, educação, crédito, cultura e oportunidades) que nem todos entendem, principalmente quando viveram uma vida onde isso era normal, que não é algo homogêneo.

          3. desabafo sobre outra coisa:
            a questão da ”qualidade” também serve para a alimentação. Apesar de ser relativamente fácil encontrar informação sobre o assunto, está longe de ser óbvio para a maioria.

            Há pessoas pobres que veem como uma conquista [ou até um ”luxo”] poder comer coisa em determinados fast food, comprar um milhão de biscoitos e alimentos ultraprocessados no mercado, etc.

            Acho que hoje um alimento ultraprocessado representa melhor a ”comida de pobre” do que pão com ovo.

            Da mesma forma, é fácil falar sobre tudo isso quando você teve/tem uma estrutura acima da média.

    5. Agora paguei todas as contas (IPTU e IPVA) e já dá pra começar o ano com o caixa zerado! Aí já posso planejar bem o quanto posso economizar por mês.
      (não deixa minha esposa saber, mas já estou pensando numa moto nova lá pro final de 2019 hahahah).
      Tambem quero viajar mais. Já estamos planejando acampar no Viaduto 13 e talvez passear por Canela e região.
      Pretendo terminar o técnico em eletrônica sem ter que tomar antidepressivos.
      Comecei a tocar guitarra numa banda de punk rock. Tá massa demais!
      Queria coragem pra aprender a nadar e a cantar! =P

      1. Nadar top 10 coisas que existem na vida. Se eu soubesse cantar, diria que ambos são top 11.

  7. Uma situação que aconteceu aqui perto de casa: estava vendo algo na televisão (treta news?) e, de repente, ouço gritos… vou até a varanda pra ouvir melhor e eram gritos de socorro. Tentei identificar de onde vinham e era impossível. A área aqui é grande a topografia não ajuda, pq a localização poderia ser qualquer uma por conta do eco. Tenho excelente audição e me esforcei pra ver de onde vinham os gritos (aparentemente de uma mulher). Os gritos pararam e eu fiquei um bom tempo na varanda ver se conseguia ver algo… Nada.

    Voltei a ver tv e depois de uns longos minutos ouço gritos novamente e, dessa vez com o acréscimo ‘eu vou morrer aqui’. Tentei ver o local de onde partiam os gritos e mais um vez nada q pudesse indicar a origem… resolvi colocar uma blusa, pegar a lanterna e descer. Avisei a esposa e ela ficou preocupada. Disse q não me envolveria se visse algo, q chamaria a polícia (o q sempre é uma surpresa tb a depender de quem atende a ocorrência). Sai pelas ruas do bairro tentando ver e ouvir algo e sem resultado…

    Trombei com um casal na rua q levava seu cão, de raça, pra passear e eles ficaram muito receosos com a minha presença àquela hora, 12h30 da noite. Mesmo um boa noite de longe não os tranquilizou. Há muitos golpes em q as pessoas se aproximam amistosas e depois anunciam um assalto. Eles falaram comigo e disseram não ter ouvido nada. Depois foram embora rapidamente.

    Enfim, não consegui identificar nada. E, pelo visto, fui o único a tentar ver o q se passava. Não acho q há apenas covardes na nossa sociedade, com medo de tudo e de todos, mas o nível de solidariedade é baixo como pude sentir. Sim, colocava a minha vida em risco fazendo isso e, sim, tem a ver com honra ajudar alguém e esse código de honra funciona assim: vc faz algo q pra vc é natural e assim o seria pra qualquer um e isso não merece nem reconhecimento, pq é simples a coisa correta e normal a se fazer.

    Desconfio q se tratava de violência doméstica: provavelmente uma mulher sofria agressões de seu companheiro e pedia por ajuda dentro de uma casa – por isso a dificuldade em localizar. Não soube de nada especial no dia seguinte – nas notícias ou comentários no prédio. Fique angustiado em não poder ajudar nesse tipo de crime q é basicamente assim – se foi o caso -, silencioso e covarde.

    1. É uma situação muito ruim. Tanto de não poder ajudar, quanto do receio de sair de casa e ser assaltado.

      1. São só suposições… fiquei sem saber o q houve. Pode ter sido até mesmo um trote e o paspalho aqui caiu. Espero, caso tenha sido verdadeiro, q essa mulher tenha conseguido alguma ajuda.

    2. Coragem e altruísmo. Eu jamais iria sair de casa essa hora pra ver qualquer coisa.

      Nada a ver, mas, dia 31 ocorreu um acidente a metros de mim (literalmente, uns 30m) e dois carros bateram feio com a filha de um dos motoristas batendo a cabeça na barra do carro e se machucando mais sério. Na hora eu fiquei uns segundos completamente parado sem saber o que fazer enquanto ouvi os gritos da criança de dor e susto (por sorte foi só um corte + susto) e só consegui agir depois de processar o que tinha rolado. Chamei a SAMU e consegui umas toalhas pra mãe da menina colocar e estancar o sangue do machucado. Nada demais. Porém, o que mais me irritou foram as pessoas na volta querendo remover a criança, lavar o machucado com água oxigenada e até pegar um táxi (a SAMU levou uns 3 minutos pra chegar no local) deixando a criança e os pais mais nervosos ainda.

      É difícil alguém te ajudar hoje em dia e, mais ainda, é difícil essa ajuda ser útil. Parabéns pra você que fez algo que eu jamais faria.

      1. Quero ver se faço um curso de socorrista desses em q vc sabe fazer os primeiros socorros básicos. E para animais tb, coisa q eu nem imagino como faz.

        Tb não fiz nada demais. Aqui é um bairro relativamente tranquilo e eu não sinto medo de andar à noite, pelo menos não aqui, então foi ok.

        1. Eu tive que fazer quando trabalhei no laboratório de Química na faculdade. Sei primeiros socorros em pessoas e animais de pequeno porte (cachorros e gatos, basicamente) assim como todo o procedimento de desinfecção química e queimaduras químicas.

          Nunca usei e hoje eu me lembro de quase nada, mas, acho que se eu ler ou tiver que fazer alguma coisa eu tenho menos chances de fazer merda.

          No meu caso ali, no acidente, o melhor é sempre chamar a SAMU e não mexer no acidentado.

          1. Claro, uma coisa é tirar a pessoa das chamas outra é mover quem tá todo quebrado. Estancar o sangue é importante, mas a depender das condições, um cidadão comum não tem o q fazer sem os recursos e conhecimento. Com certeza vai atrapalhar mais q ajudar. Só muda de figura em caso de catástrofe, claro, mas nesses casos, o socorro vem.

    3. Cara é uma situação complicada mesmo, mas vou trazer um exemplo seguido de pergunta. Sempre vejo pessoas falando “em briga de marido e mulher se mete a colher sim”, e eu por exemplo concordo, agora, se você avista um homem agredindo uma mulher perto de onde você esta, voce iria intervir? Sei la, na minha cabeça sim, pois seria o correto, mas ao pensar nas mil variantes como: pode sobrar pra mim e o cara me agredir, posso me ferir etc, podem achar errado, são tantas coisas que passam na cabeça durante essas situações que sei la, na maioria da vezes creio que não da muito pra pensar em muita coisa na hora, é mais: ou vai e ajuda ou não ajuda, sem pensamentos mais profundos sobre a coisa se passando na cabeça. Ai você só vai analisar a situação melhor depois, com calma.

      1. O calor da hora determina uma situação dessas que é inesperada. Não é a primeira vez q vou intervir numa situação assim. Mas o q vc diz é correto: pode sobrar pra vc. Seja uma agressão ou algo pior (tiro ou facada). É por isso q o ideal é chamar a polícia e foi isso q eu fui fazer. Esses casos de violência doméstica podem envolver arma de fogo ou branca – se era o caso. Agora, poderia ser uma mulher sendo estuprada e o cara ter uma arma tb. Tem ver a coisa no momento: se vc tem técnicas pra dominar uma pessoa numa situação de luta corporal, isso pode ajudar, mas muita gente q sabe lutar se dá mal tb, porque não conta com o fato do cara poder estar armado ou conseguir te atingir. Quem vai apartar um conflito fica numa situação quase tão delicada qto a vítima. Agora: ou vc faz algo ou não faz nada. Eu não consigo não fazer nada e a isso se dá o nome de altruísmo. Coragem, como o Paulo diz eu acho q não se aplicou no meu caso, pq não sou dos mais corajosos, afinal, tenho medo de fantasmas qdo apago as luzes de casa.

    4. Eu tenho uma irmã que está passando por problemas com o companheiro e a gente não sabe o que fazer.

      1. Pelo q eu acompanho no noticiário desses casos, o melhor é a mulher se distanciar o máximo (mudar de estado ou país) a depender do nível de ameaça.

        1. complicado mesmo. tem arma de fogo envolvida na treta.
          meu pai está com 77 anos e não deveria estar passando por esse tipo de preocupação.

          1. Nessas situações eu sempre torço pra q a mulher q está nessa situação possa ir embora pra um lugar que fique a salva. São poucas as cidades no BR q têm políticas sérias pra proteger mulheres q passam por isso… se ela não estiver numa dessas cidades é melhor ir embora.

      2. Isso aconteceu com uma colega do trabalho. O mais bizarro é que ela sustentava a casa e tinha uma ótima posição no emprego.

        Descobrimos que ela apanhava há anos do marido.

        Mesmo grávida, apanhou muito.

        Na época separou, denunciou a polícia, o marido não foi sequer chamado a delegacia.

        Atualmente ela voltou com ele, agora eles são evangélicos e hoje todo mundo finge que nada aconteceu.

    1. Vi uma palestra do Fabio Malini, mas ele não estava muito inspirado no dia e falou pouco sobre o q realmente interessava. Impulsionar anúncios… provavelmente vai desequilibrar o jogo. Outro palestrante deu especial destaque para as mudanças q fizeram na lei: tanto buscas qdo redes sociais têm essa possibilidade de pagar pra impulsionar, mas tem q dizer a origem e tal. Este ano a coisa será muito louca, com certeza.

    2. Duvido muito que alavancagem de posts seja mais eficiente do que bots. O primeiro normalmente fica “na cara” que é pago e as pessoas tem uma tendência a não engajar com esse tipo de conteúdo (um termômetro eram os editoriais pagos nos primórdios dos blogs no Brasil, lá por 2006~2008 e o tanto de polêmica que eles geravam). Ao contrário dos bots que quase sempre soam mais orgânicos na discussão e nas propagandas.

      Duas referências sobre o assunto são esse texto do Nexo: https://goo.gl/EQkxcW

      E esse da BBC: https://goo.gl/ZJA7WG

      Acho que no “esquema geral das coisas” big data, ML e bots são mais eficientes do que posts patrocinados em redes sociais (ainda que esses não sejam insignificantes, pelo contrário).

      1. Com relação aos ads/posts patrocinados nas redes sociais não tenho muita certeza que sejam ineficientes.
        Imagine o Bolsonaro, em um vídeo, jogando Call Of Duty o quanto poderia viralizar e ainda dando uma impulsionada nos post? rsrs

        Quando o assunto é politica atualmente aqui no Brasil não duvido de nada, principalmente por que buscam um herói para o pais que “resolverá” tudo.

        1. Bolsonaro tem um público bem díspar mas fácil de identificar: jovens que são vitimados pela violência diária e pessoas mais velhas mega-conservadoras. Nenhum desses grupos seria cooptado por outra ideologia senão a neoconservadora do Bolsonaro, o vídeo dele jogando COD seria mais um viral do que uma propaganda política.

          Acho que em qualquer caso o que mais traz resultado são os bots e as fake news, ambos fazem um bom estrago em pouco tempo e demoram anos para serem desmentidos/identificados.

          A política do Brasil não é tão caótica assim, é bem fácil de entender inclusive. Temos grupos de elite que sempre ganham e influenciam partidos e administrações – alguns menos; outros totalmente como o PMDB, NOVO e LIVRES – seguidos por um grupo volumoso que se aproxima do trabalhador/proletário, chamado de classe média, que não tem o mesmo acesso e nem o mesmo capital político das elites mas advogado em prol destas e temos o povão que tem demandas urgentes de segurança, educação e saúde. Quem traz respostas simples para estes problemas (super complexos), mesmo que as respostas sejam erradas, ganha uma boa massa de votos da base da pirâmide. Na classe média o discurso que mais seduz é o do liberalismo e da meritocracia exatamente porque eles anda tem um pouco de acesso e acreditam que dependem das próprias forças para ascender socialmente à elite; a elite, por fim, ganha de qualquer lado e pouco se importa com X ou Y, até porque ela tem capital pra tirar do poder quem estiver saindo dos trilhos minimamente – vide Dilma.

          Dizer que o brasileiro espera um salvador é não entender exatamente o que temos de mais problemático no país: segurança. O povão espera um “salvador” porque quer coisas simples como poder usar o telefone, comprado em 12x, na parada do ônibus as 9h da manhã. Exatamente por conta de coisas como essa é que o Bolsonaro, por exemplo, tem apelo aos jovens. Ele dá uma resposta (ineficaz) para esse problema: “matar vagabundo”. E como o jovem é quem mais sofre na violência diária, é fácil seduzi-lo com esse discurso raso.

          Ninguém busca um “herói que resolva tudo”, essa é uma visão bem torta e bem contraproducente do país e, normalmente, vinda das classes intermediárias que não entendem a dinâmica das classes baixas – daí o famoso “votar deveria ser facultativo” ou “brasileiro não sabe votar”.

          1. Entendo o que você comentou, mas não quis generalizar até por que não tem como eu conhecer os mais de 200 milhões de mundos aqui no Brasil, o do Bolsonaro foi só um exemplo, basta lembrar do tiririca que ganhou votos por ser engraçado e conhecido mesmo sem nunca ter sido político.

            Digo de acordo com o que vejo em que é muito mais fácil se isentar da culpa do que tomar as rédeas.
            Moro em um bairro periférico praticamente minha vida toda, Freguesia do Ó, e a segurança não é a mesma de antigamente, evidente que quero mais segurança, saúde, porém ainda prefiro que a prioridade seja a educação.

            Difícil um candidato que tenha como principal discurso de sua campanha a educação ganhar a eleição, geralmente as pessoas preferem o imediatismo, então as coisas que afetam atualmente se tornam prioridades.

            Com relação ao seu primeiro comentário só comentei por que acredito que vão usar tudo em conjunto, ads,bot,fake News e o que mais precisar para influenciar o povo das redes sociais que ainda acredita no que é postado por lá e não buscam outras fontes para averiguar se é falso ou verdadeiro.

      2. Cara, não sei
        Acho que não dá para usar uma referência de 10 anos atrás para esta situação
        Com o nível de marketeiros que comandam a eleição, talvez sujam postagens mais elaboradas e que gerem engajamento. As marcas já não conseguem fazer isso?

        vou ler o texto da bbc sobre bots, não sei realmente como funcionam
        o do nexo cai no paywall

  8. Semana passada conseguiriam invadir minha conta no spotify: tinha alguém como membro da família usando… E tb notei q conseguiram invadir o meu wifi… Eu usava o controle de filtro por mac address e acabei parando de usar, pq muita gente indicava q ele era inútil. Mas, sinceramente, antes qdo fazia uso dele não tive problemas. Voltei a ativá-lo. Por mais q não seja tão eficiente, cria uma barreira a mais de dificuldade. E, claro, agora verifico todos os dias se tem alguém infiltrado.

    1. Não sou especialista, mas tem roteadores baratos que oferecem a opção de criar duas redes wi-fi, ai você cria uma para visitas e deixa a outra para você.

      Um exemplo de roteador barato que faz isso é o Tp-link TL-WR840N . Tem até aplicativo para smartphone em que você pode configurar por lá.

      1. Tem sim. Mas não vou dar nada pra visita não… q usem o 3g ou 4g. Folgados…

  9. Resisti por semanas a compra desse gadget com força Jedi, mas não teve jeito: comprei o drone Spark da DJI e estou apaixonado com as possibilidades do mosquitinho voador!!
    Tudo que comprei de alto valor está próximo de mim, já esse drone dá um susto danado quando falha o sinal lá no alto mesmo que mínimo, maior medo de perder algo tão caro.
    Alguém aqui possui um drone?

    1. Estava (estou…) interessado num desses para alguns projetos pessoais, mas não sei se levo a versão maior ou esse menor.

    2. Vi o do Will Marchiori no Snapdragon Summit, em dezembro, e fiquei fascinado. Ele levou um Mavic Pro, também da DJI. É um negócio bem legal mesmo e as fotos e filmagens ficam incríveis.

      Depois, fiquei pensando no uso que faria e concluí que seria bastante limitado e espaçado, então acho que não compensa. Mal uso a câmera do celular! (Esse raciocínio também me fez desistir de comprar uma câmera dedicada.)

    3. Qual será a utilidade para você? Tem relação com seu trabalho ou será para uso pessoal (como hobbie ou algo do tipo)?

      1. O Spark é o modelo mais básico da DJI para quem está começando a mexer com drones, exclusivamente para hobbie. Pretendo usar ele para registrar minha viagem de lua de mel no Caribe.

        1. faça bom proveito amigo, se sair uma video legal compartilhe com nós aqui!

  10. Gostaria da opinião de vocês a respeito da meta do Zuckerberg para o ano de 2018: Consertar o Facebook
    (Texto na íntegra – https://www.facebook.com/zuck/posts/10104380170714571)

    Apesar de não fazer mais uso corriqueiro do mesmo (apenas para login em alguns aplicativos e ver reviews/informações de estabelecimentos comerciais) ainda é a rede social com maior relevância e carro chefe da companhia. Com a popularização de outras redes sociais mais dinâmicas e compartilhamento/cópia de recursos entre elas, ainda vale a pena ele focar dessa maneira?

    1. Provavelmente funcionará assim: ele vai fazer lá umas alterações aqui e ali e vai dizer, ao fim de 2018, q foi um sucesso e q cumpriu a meta q ele se impôs. Vc verá, com os próprios olhos, neste ano de eleição, o quão ineficientes serão essas ‘correções’.

  11. Comprei um Samsung Galaxy A9, estou esperando chegar, mas a capinha já chegou e o celular é monstro de grande, ainda mais que atualmente estou usando um Redmi 2 PRO, e estou muito ansioso pela bateria, pq recarrego o meu cerca de 3x por dia, ah, e hoje mesmo vou ver se faço o seguro, estou pendente ao da TIM, será que é bom? Até pq ele é grande, não tem como não verem, rs.

    1. Não sei até que ponto seguro de celular compensa. Tem um conselho que diz que “só se deve comprar seguro para aspectos da vida que possam ter consequências realmente catastróficas, como sua saúde” (li aqui: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/nova-economia/como-escolher-o-melhor-iphone-de-acordo-com-seu-perfil–e-bolso-0cb4esq6t1f1qebcz5qno1bob ). Até porque não é um gasto tão exorbitante (é caro, mas não causa um prejuízo tão ferrenho quanto, sei lá, um carro).

      Alguém tem uma opinião mais embasada?

      1. O da porto seguro é caro, quase o dobro ao da TIM.

        E eu penso em fazer seguro para não sair tanto no prejuízo caso seja assaltado, é melhor pagar 25% (+o valor do seguro) do que o valor cheio, e na melhor das hipóteses gasto R$:240,00 não sendo assaltado.

      2. No caso da Apple existe a opção do Apple Care (apesar de não ser bem um seguro), que resolvi aderir com a compra do iPhone X.
        É claro que em se tratando de Apple tudo fica distorcido no Brasil pelo fator preço. Mas a proposta do serviço e seu custo/beneficio para quem mora fora do Brasil é bem interessante sim.

    2. Foge do seguro da Tim. Alias, qualquer seguro feito por loja/operadora é furada.

      Contratei o meu quando comprei o moto Z play, daí fui furtado e a Assurant se recusou a fazer o sinistro porque não acharam meu aparelho cadastrado lá. E isso depois de 6 parcelas pagas.

      Entrei na justiça contra eles, e fiz a façanha de perder o processo E o recurso. Longa história.

      Seguro da Porto é caro, mas é outro mundo. No dia seguinte que contratei, recebi a apólice em casa e o corretor me ligou pra saber se estava tudo certo.

      1. O que vc fez foi na própria TIM? E como você perdeu o processo? Caraca! O que me fez fugir da Porto foi realmente o preço, R$: 411 contra R$240 na TIM, fora que na Porto pode parcelar em até 4x, e na TIm vc paga 20 por mês.

        1. Foi, era o TIM Protect.

          O que rola nos seguros de lojas é o seguinte:

          [TEXTÃO ALERT]

          Elas vendem com o próprio nome, mas o responsável pelo sinistro é uma seguradora comum (que na minha época era a Assurant). O problema: Caso a parceria acabe e você precisar acionar o seguro, fica a ver navios, pois a loja te empurra pra seguradora e a seguradora te empurra pra loja. Foi nesse jogo de empurra que eu acabei me enfiando com a TIM.

          Antes de contratar esse seguro pro Moto Z Play, eu tinha contratado o da BemMaisSeguro para meu Moto X Play, que também é da Assurant (Guarda os “Xis” e “Zês” dos Motos, daqui a pouco você vai saber o porquê). Ok, vendi o X, cancelei o seguro dele, comprei o Z, me roubaram o Z, e acionei o seguro.

          Quando mandei a documentação, eles me retornaram falando que o bilhete do seguro que recebi da TIM não valia como contrato, e que por isso não podiam continuar com o sinistro. E a loja não tinha mais nenhum documento que comprovasse a contratação além daquele; a responsabilidade de emissão do bilhete era da Assurant.

          OK, conversa vai, conversa vem, resolvi “auditar” a loja: Pedi todos os comprovantes de compras no meu CPF pra provar que eu adquiri, sim, o seguro junto com o aparelho. E lá estava no relatório de faturamento deles: O Moto Z Play, o chip, e, em outra nota, o seguro do meu aparelho, com IMEI e tudo.

          Devolvi toda a papelada pra Assurant e adivinha: Eles simplesmente NÃO TINHAM O MOTO Z NO CADASTRO DELES!

          Sim! Eu já tinha pago 5 parcelas de um seguro que sequer foi cadastrado na empresa!

          Por algum motivo que nem Goku sabe, eles acharam que o Moto que comprei era o X Play de antes, então não deram baixa pra colocar o novo aparelho. O problema é que o IMEI dele era diferente, óbvio, então essa desculpa não colava.

          Finalmente, acionei a justiça com todas as evidências na mão e minha advogada feliz por ter pego a causa mais fácil da vida dela.

          Minha suspresa: A juíza deu ganho de causa pra Assurant em 1ª instância. “Como assim, Pierre?” Você se pergunta, atônito.

          Explico: A juíza intimou a Assurant a provar que eles tinham meu Moto Z cadastrado – coisa que eu alegava que eles não tinham e estava pagando.

          A Assurant respondeu pra juíza que tinha o aparelho cadastrado: O Moto X Play. Entendeu porque pedi pra lembrar bem das letras?
          A magistrada, muito bem alfabetizada e sabendo a diferença entre a 24ª e a 26ª letras do alfabeto, entendeu que a seguradora tinha sim o contrato do Moto “ZÊ”, e me condenou a pagar 200 reais por agir de má fé. Sem nem marcar audiência nem nada.

          [Calma que tá acabando, desculpa mesmo pelo textão :/ ]

          No momento que a decisão chegou pra minha advogada, ela já entrou com o embargo, pedindo uma nova revisão do caso (o “olha essa bagaça direito”, em juridiquês).

          Dessa vez, fui atrás do contrato do seguro do X Play pra provar que ele era um aparelho diferente do Z Play que tinha comprado. Deixei bem claro pra juíza que:

          – Os aparelhos tinham IMEIs diferentes;
          – Os números de série eram diferentes;
          – Contratei o seguro do X Play em Abril/2017, mas comprei o Z Play em Novembro. Como eu contratei o seguro de um aparelho que nem tinha comprado?

          Juntei tudo, advogada e eu mandamos pra juíza. O resultado?

          Perdi.

          Pois é. Condenado a pagar 125 golpes de multa (Pelo menos ela baixou o valor, né), mais o preju do aparelho roubado, o novo que tive que comprar, e o seguro que paguei de besta. Além de ser motivo de chacota na firma cada vez que escutam a palavra “processo” perto de mim.

          Essa é a história do dia que eu contratei um seguro de loja e me lasquei.

          Cara, o seguro da Porto é mais caro? É.

          Mas você paga por uma qualidade MUITO acima das concorrentes, e tá sempre seguro (desculpa) de que pode contar com um serviço que funciona. No fim, a mordida no bolso foi mais forte, mas a dor de cabeça que eu evitei contratando um serviço fuleira valeu cada centavo a mais.

          1. nossa mano só de ler a sua história bateu uma tristeza, deve ser foda quando um absurdo desses acontece com a gente (no caso, uma decisão imbecil da justiça que não faz sentido algum), deve fazer a gente desacreditar das coisas…

          2. Putz, fiquei mal por vc, vou ver se acho outro seguro, mas um mais barato que o da porto.

          3. Relaxa, hoje dou umas boas risadas da história, de tão insana que foi.

            Como eu falei, procura direto com a seguradora (menos com a Assurant ;P). A Mapfre também oferece seguros pra smartphone, e o preço é um pouco mais em conta que a Porto.

    3. O mais importante em um celular é a bateria, logo, fico feliz pela sua compra.

    4. Como o Ghedin comentou sobre a transição do iPhone de metal para vidro, você vai sentir a mesma coisa saindo do Redmi para o A9, a capinha vai ser bem útil haha.
      Minha irmã tem um A5 e por um tempo que fiquei sem celular usei o dela durante um finalmente de semana, incontáveis vezes que escorregou da minha mão enquanto mexia deitado na cama.

  12. Hoje cedo fiz um drop test involuntário com o iPhone 8. Ele deslizou de uma mesinha, com uns 80 cm de altura, e caiu com a tela virada para o chão. Felizmente, saiu ileso da queda, mas é o tipo de coisa que jamais aconteceria com os modelos anteriores, com acabamento de metal — tanto que havia deixado ali porque há quase um ano deixava o 6s e ele nunca andou sozinho. Acabamento em vidro na traseira de smartphone é o pior.

    Feliz 2018!

    1. Sacrifício de usabilidade por beleza é isso… iphones escorregadios

    2. Acho que acabamento em cerâmica na traseira de smartphone é pior que vidro.

    3. Também tenho um smartphone com traseiro em vidro e com qualquer inclinação por mínima que seja ele tenta se jogar.

    4. Descobri q tenho alergia ao metal utilizado nos aparelhos… Isto vai destruindo as pontas dos meus dedos. Ache q era o case, mas daí vi q tinha um cara com o mesmo problema q o meu com aparelhos Apple. Eu tenho um samsung e ele tb usa vidro e metal, mas aparentemente eles usam prata na composição da tela. Enfim, vou precisar de um celular de plástico se não conseguir isolar o contato com o aparelho. As decisões estéticas tb estão ligada a um uso de materiais estranhos tb…

    5. Ficou mais bonito, mas eles ficaram suicidas, rsss
      Tinha decidido utilizar pela primeira vez sem capinha, mas não teve jeito não… Acabei colocando a de couro da Apple.

    6. Eu nunca vou entender essa escolha pelo vidros nos smartphones. Pra começar ficam mais escorregadios, logo, mais suscetíveis a sofrerem acidentes iguais ao seu. Outra questão é, que ao sofrerem qualquer queda, agora você também tem que se preocupar não só com a quebra da sua tela, mas também da sua traseira… sinceramente, os fabricantes de smartphones tem muitas ideias equivocadas em relação ao seus produtos, traseiras de metais ja eram por si só bonitas, logo, não vejo a necessidade desse vidro.

      1. O segundo ponto eu concordo, é uma preocupação a mais. Metal só amassa ou lasca; em regra, é mais discreto. Mas, quanto a ser mais escorregadio, acho que não. O vidro tem mais aderência que o metal que a Apple usava nos modelos anteriores. Cheguei até a usar capinha durante um tempo no 6s porque o metal era muito liso (depois abandonei). Com o vidro, a pegada é melhor.

    7. Me lembrou quando eu troquei do falecido Nexus 5X (extremamente leve com traseira emborrachada ou algum materialmente do tipo) para o Redmi 4X (traseira de metal e mais pesado) e achei extremamente escorregadio o Redmi, pois com o Nexus eu meio que soltava/jogava de qualquer jeito o celular na mesa e ele ficava ali parado, com o Redmi acontecia de sair deslizando (haha). Mas atualmente já estou acostumado.

    1. Espero que o Google bole uma metodologia diferente para distribuir as atualizações de segurança (play services, será que tem como?), pq para Windows já lançaram atualização.

        1. Eu vi a matéria, mas os aparelhos de outras fabricantes lançam quando querem.

    2. Minha opinião (ou melhor, impressão) é que essas falhas com nomes de vilões de super-heróis fazem mais barulho do que impactam algum sistema de fato. Provavelmente essa é a intenção mesmo, de alarmar pra que ninguém seja pego, porém estou pra ver ainda alguma falha dessas causar algum prejuízo do tamanho que foi divulgado.

    3. Olá. Feliz 2018.

      Sinceramente, não espero nada.

      E acho que isso (Meltdown e o Spectre) é absolutamente normal e devem ter situações bem piores que ainda nem ao menos foi divulgado.

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