O que você leu de bom?

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

Samsung anuncia nova geração de celulares dobráveis — Galaxy Z Flip 3 e Galaxy Z Fold 3

Foto promocional de três Galaxy Z Flip 3 em diferntes posições: totalmente aberto, em “L” e totalmente fechado.
Foto: Samsung/Divulgação.

A Samsung anunciou, nesta quarta (11), a nova geração dos seus celulares dobráveis, Galaxy Z Flip 3 e Galaxy Z Fold 3. São iterações, ou seja, nenhuma mudança drástica, mas algumas melhorias interessantes:

  • A tela externa do Galaxy Z Flip 3 (na foto acima) cresceu bastante, a interna agora trabalha a 120 Hz e o aparelho ganhou certificação IPX8, ou seja, é resistente à água. A linguagem visual mudou, com um ar meio “retrô futurista”.
  • O Galazy Z Fold 3 também traz certificação IPX8 e telas (no plural) a 120 Hz, e a câmera de selfie interna passou para baixo da tela — primeiro celular da Samsung com essa tecnologia.
  • Os outros anúncios do dia são os Galaxy Buds 2 e os Galaxy Watch 4 e Watch 4 Classic, os primeiros a trazerem o novo Wear OS fruto da “fusão” de sistemas para relógios da Samsung e do Google.

Lá fora, eles ficaram ligeiramente mais baratos — US$ 999 no Galaxy Z Flip 3, US$ 1,8 mil no Z Fold 3. Segundo a Samsung, “a disponibilidade no mercado brasileiro será comunicada em breve”. Via Samsung (2).

elementary OS 6 “Odin” é lançado

Desktop do elementary OS 6 “Odin”, com o papel de parede padrão (oceano com uma ilha de pedra com um buraco no meio.
Imagem: elementary OS/Divulgação.

Demorou um bocado, quase três anos desde a 5.0 “Juno”, mas enfim saiu a versão final do elementary OS 6 “Odin”, uma das distribuições Linux mais amigáveis e apresentáveis disponíveis. Via elementary OS (em inglês).

A lista de novidades é longa. Alguns destaques:

  • Modo escuro e cores de destaque — similar ao macOS.
  • Todos os apps pré-instalados e distribuídos pela AppCenter agora usam o formato Flatplak. Todos os apps, até mesmo os instalados por fora (sideloaded), estão sujeitos a um sistema de permissões (“Portals”) similar àqueles de celulares.
  • Em notebooks, há um punhado de novos gestos para o trackpad.
  • Sistema de notificações reformulado.
  • Novo aplicativo de tarefas, Tasks, e vários padrões reformulados — Web, Mail, Calendário etc.
  • Novo instalado — que o Pop_OS! “estreou” antes do elementary OS.

O post que anuncia a nova versão do elementary OS traz essas e outras novidades em detalhes, junto com muitas imagens.

O elementary OS 6 “Odin” é gratuito, mas você pode escolher pagar uns trocados nele. A quem está rodando a versão anterior, 5.1 “Hera”, a má notícia é que não é possível atualizar para a nova, ou seja, é preciso fazer uma instalação limpa. Mais detalhes e download no site oficial.

Funimation compra Crunchyroll por US$ 1,175 bilhão. Consolidação no streaming à vista?

A proliferação de serviços de streaming segue alta. No último post livre, perguntaram até onde isso vai, ou quantos serviços de streaming veremos serem lançados antes que eles comecem a fechar ou serem engolidos pelos maiores.

O nicho dos animes e mangás talvez ofereça uma visão antecipada do que pode acontecer a toda essa indústria. Nesta segunda (9), a Funimation, uma joint venture da Sony Pictures Entertainment e Aniplex, subsidiária da Sony Music Entertainment (pensa numa estrutura confusa), comprou o Crunchyroll, até então da AT&T, por US$ 1,175 bilhão. O negócio foi anunciado em dezembro, mas só foi fechado agora. Via Nasdaq (em inglês).

Caminhando para um mundo pós-Facebook

Um(a) anônimo(a) deixou este comentário na última newsletter, a respeito do suicídio de Lucas Santos após ele receber comentários homofóbicos no TikTok (leia a coluna). Achei a reflexão pertinente o bastante para trazê-la para cá. Ah, autor(a) anônimo(a), se quiser o crédito, me mande um e-mail. O texto é de autoria do Thiago Sant’Anna:

“‘(…) cabe ao menos considerar que este talvez seja um problema sem solução.’ No alvo. Enquanto isso não for entendido de verdade, não poderemos caminhar para um mundo pós-Facebook — pelo contrário, vamos mergulhar no mundo do Facebook, o tal metaverso. Principalmente porque a solução ‘saudável’ no contexto atual é parar de se importar com a opinião dos outros, e isso é desastroso para uma sociedade.

Se é importante não deixar a opinião alheia nos dominar, é ainda mais importante valorizar como impactamos o outro, entender como o outro nos impacta, trabalhar as relações humanas, porque isso faz parte de uma vida rica de significado. Só que ser assim num contexto facebookiano, em que podemos ser bombardeados de ódio, é potencialmente fatal.”

Firefox perde 22,6% de usuários em menos de três anos

A Mozilla mantém um site com dados públicos de uso do Firefox. No número de usuários ativos, é perceptível uma queda gradual na base. O gráfico alcança até dezembro de 2018. Entre o pico, de 253,8 milhões de usuários em 27 de janeiro de 2019, e o último registro disponível, 196,3 milhões em 1º de agosto de 2021, é possível observar um declínio de 22,6% no tamanho da base.

Isso preocupa. O Firefox é o único navegador independente relevante e, ao lado do Safari da Apple, os únicos que não usam o motor Blink, do Google. Uma “monocultura” empobreceria a web ao mesmo tempo em que conferiria poderes demais ao Google, que tem sua própria agenda não necessariamente ligada ao melhor interesse de todos — vide o desastre do AMP. Via It’s FOSS (em inglês).

30 anos da web

Hoje, 6 de agosto de 2021, a World Wide Web completa 30 anos. Ou algum evento relacionado à criação da web.

Uma notícia de 2018 do History.com afirma que, nesta data em 1991, Tim Berners-Lee colocou no ar o primeiro site da história: o http://info.cern.ch, ainda no ar. A Wikipédia inglesa traz uma informação diferente, diz que esse e outros sites já eram acessíveis naquela ocasião e que o acontecimento marcante foi o anúncio da web ao mundo, feito pelo próprio Tim, em uma lista de discussão.

De qualquer forma, a web é o tipo de coisa que vale a pena enaltecer a todo momento. Ela foi e continua sendo de enorme importância da minha vida e na de milhões de outras pessoas. É um projeto inspirador desde a sua concepção e, apesar dos abusos frequentes e tentativas de “matá-la” ao longo dessas três décadas, segue firme.

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Venda on-line dobra e já detém 21% do varejo, indica FGV

Gráfico com a fatia de vendas online de acordo com o setor em junho de 2021. No geral, internet respondeu por 21,2% das vendas.
Gráfico: Valor/Reprodução.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mensurou o impacto da pandemia nas vendas online do varejo. De 9,2% antes da pandemia, elas mais que dobraram e chegaram a 21,2% em junho deste ano. Do Valor (com paywall), via Juliano Nóbrega.

HalloApp ganha tradução em português

A última versão do HalloApp (no iOS, 1.8) traduz a interface do aplicativo para o português do Brasil. Gratuito, para Android e iOS.

O HalloApp é uma espécie de híbrido entre WhatsApp e Instagram, focado em privacidade, sem contadores nem publicidade, e que limita seguidores àqueles que têm seu número na agenda de contatos. Foi criado por dois ex-funcionários do WhatsApp. Saiba mais.