Google sinalizará sites que usam tecnologias não suportadas, como Flash, nos resultados da busca

Do blog do Google para webmasters:

Um incômodo frequente para usuários da web é quando os sites exigem tecnologias do navegador que não são suportadas pelos seus dispositivos. Quando os usuários acessam páginas do tipo, eles podem ver nada além de um espaço em branco ou perder grandes porções do conteúdo da página.

A partir de hoje, indicaremos aos usuários do buscador quando nossos algoritmos detectarem que páginas que podem não funcionar em seus dispositivos. Por exemplo, o Adobe Flash não é suportado em dispositivo iOS e as versões 4.1 e posteriores do Android; uma página cujo conteúdo é formato na maioria por Flash será indicada assim:

Novas políticas para os resultados da busca.
Imagem: Google.

Quando escrevi sobre a última “falha” do Flash aproveitei para perguntar quando e onde o Flash ainda é utilizado. Esperava menos situações, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que nenhum dos sites citados eram de conteúdo. São serviços multimídia, basicamente streaming de vídeo e música.

Com as técnicas e o suporte dos navegadores modernos a HTML5 e outras linguagens mais maleáveis, sobra pouca ou nenhuma justificativa para adotar em 2014 o Flash em, digamos, um site de cunho jornalístico. Paralelo a essa novidade, o Google anunciou duas fontes de recursos para auxiliar eventuais migrações, o Web Fundamentals e o Web Starter Kit.

O emprenho do Google em desestimular o uso dessas tecnologias é positivo, mais um passo para que, gradualmente, Flash, Java e outras tecnologias deem lugar a padrões mais avançados. A grande virada deverá ocorrer quando o Chrome para desktop abandonar o Flash, que há quatro anos vem integrado no navegador.

Fim do caderno Tec, da Folha

Vera Guimarães Martins, na Folha:

As três décadas de vida do caderno de tecnologia acabam nesta segunda. A Secretaria de Redação anunciou na sexta (11) que, a partir de 21 de julho, Tec deixará de existir como suplemento.

O conteúdo mais alentado e reflexivo, que circulava às segundas, será acomodado em duas páginas encartadas em Mercado, que já abrigava a cobertura factual diária do setor de tecnologia.

À exceção de Ronaldo Lemos, que segue no impresso, os demais colunistas e a seção de quadrinhos serão publicados só no site de Tec. Os cadernos especiais temáticos serão produzidos quando se revelarem comercialmente viáveis.

A decisão, segundo a Secretaria de Redação, se deve ao baixo retorno publicitário. Os anunciantes foram minguando nos últimos tempos e praticamente sumiram -na contramão do noticiário, da audiência digital e da importância econômica do setor de tecnologia, que dispararam em curva oposta.

Alguns dados de audiência da versão online do Tec também são citados. Não acompanhava a versão impressa do Tec e não sei se alguém sentirá falta — as reações que vi por aí seguem a linha “já tinha ido e esquecera de cair” –, mas é sempre ruim, para o todo, quando uma publicação grande da área some ou tem baixas, como é o caso.

Alguém quer um relógio inteligente?

Kevin Roose, na New York:

Apesar de todo o barulho em torno dos [gadgets] vestíveis, não está claro quem deveria estar comprando eles. Menos da metade dos entrevistados em uma recente pesquisa da Accenture disseram que considerariam comprar um relógio inteligente, e mesmo os analistas mais otimistas preveem apenas 20 milhões de relógios do tipo vendidos esse ano, número insignificante comparado aos das vendas de smartphones e tablets. O ceticismo do mercado talvez seja em função do quão cedo os primeiros relógios inteligentes saíram de cena (poucos duraram mais do que um ou dois anos antes de serem tiradas das prateleiras). Mas o mais provável é que os relógios inteligentes atuais continuam sendo gadgets misteriosos e de certa forma redundantes. Até os modelos mais sofisticados não fazem nada que um celular não consiga, exceto ficar confortavelmente no seu pulso. E o fator novidade ainda é alto. Os caras dos códigos do Vale do Silício podem apreciar a capacidade de pedir pizza a partir do próprio pulso (o que é, por sinal, um app real do Android Wear), mas o resto de nós não tem muita necessidade de outro dispositivo para carregar por aí, manter carregado e se preocupar em não quebrar.

Em certo sentido o ceticismo é parecido com o que acometeu o iPad, mas isso não garante que o Android Wear e outros relógios inteligentes terão o mesmo destino.

Instagram Direct e vídeos: as pessoas estão usando?

Quando surgiu, em 2010, o Instagram foi um sucesso imediato. Fácil de mexer, com filtros poderosos e focado em uma coisa, fotos. Esses e, talvez, outros fatores levaram à conquista de uma base de usuários grande e fiel.

Com o passar dos anos e após a aquisição pelo Facebook, eventualmente o Instagram buscou se diversificar. As maiores novidades foram o Instagram Direct, que restringe a exibição de uma foto ou vídeo a poucos contatos, e os vídeos de até 15 segundos, liberados na cola do sucesso do Vine, serviço do concorrente Twitter.

Como eles estão se saindo? Na Fortune, Jessi Hempel traçou um perfil do Instagram hoje. Lá pelo final, a matéria traz essa resposta:

O Instagram oferece um recurso que permite aos usuários tornarem suas contas privadas, e na medida em que novas levas de usuários entram no serviço, um pouco mais deles estão o usando. E em dezembro, o Instagram lançou um produto de mensagens privadas. A maior parte da imprensa de tecnologia foi rápida em descartá-lo, mas dados sugerem que ele está ganhando tração. De acordo com o Instagram, ao longo do mês passado 45 milhões de pessoas, ou cerca de 25% dos seus usuários, enviaram ou receberam mensagens diretas no serviço.

A empresa tem tido menos sucesso com seus vídeos de 15 segundos, lançados pouco depois que os vídeos do Vine, do Twitter, se tornaram populares. Embora [Kevin] Systrom diga que o Instagram está contente com eles, a empresa não divulga informações quantas pessoas estão publicando vídeos, e duas fontes próximas sugerem que eles têm sido decepcionantes. De certa forma, a bênção da empresa talvez seja sua maldição: ela construiu sua reputação ao permitir que seus usuários fizessem uma coisa extremamente rápida e incrivelmente bem.