Foi quase uma melancólica coincidência. No mesmo mês em que Julian Assange, a cara do Wikileaks, foi preso, escancarou-se o desconforto de alas progressistas, decididamente pró-liberdade de expressão, com o descaso das plataformas norte-americanas de redes sociais com princípios básicos da democracia. No início da década, movimentos como o Ocuppy Wall Street, o Wikileaks e, principalmente, a Primavera Árabe encheram de esperança aqueles que anseiam por mais transparência governamental e um aperto na fiscalização dos poderosos. Naquele cenário, as redes sociais eram aliadas na luta que, embora inglória, afinal parecia estar surtindo efeito. Hoje, a sensação é de que estamos vivendo em distopias particularmente ruins. Onde foi que o trem descarrilou?
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Jane Wong, uma programadora independente, descobriu que o Instagram testou em algum período recente esconder o número de curtidas (“likes”) das fotos e vídeos publicados na rede social. Só teria acesso a esse número o usuário que publicou o conteúdo. A mensagem que aparece no app diz que o Instagram quer, com isso, que “os seguidores foquem no que você compartilha, não em quantas curtidas seus posts ganham”. Estaria o Instagram/Facebook preocupado com a pressão que os usuários dizem sentir cada vez mais forte?
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por Guilherme Felitti
Esta história começa com um lado macro e um lado micro. O macro: toda geração se acha melhor que as gerações anteriores à sua. A do seu pai achava. A do seu avô achava. E a sua também acha. A incapacidade de ver o futuro, aliada à possibilidade de analisar o passado nos mínimos detalhes, nos coloca na confortável possível de saber como os antigos viviam e não entender como algumas armadilhas tão óbvias não eram vistas pelo seu pai, sua mãe ou seus avós como… bem, armadilhas. O problema é que, enquanto damos risada de como os nossos pais caíram no papinho da indústria tabagista de que fumar era glamouroso, por exemplo, a gente mesmo está caindo em outro papinho ainda pior.
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Nesta terça-feira (2), o Google+, a malfadada rede social do Google, dá adeus à internet. Ela ficou no ar por mais de sete anos, um dado que, isoladamente, pode dar a entender que foi um sucesso. Só que não, porque o Google+, lançado em 28 de junho de 2011 como um lençol que cobriria todos os serviços e produtos do Google a fim de combater o Facebook e extrair, antes do rival, ainda mais dados das pessoas, na maior parte da sua existência foi a incômoda prova material do maior fiasco da história de uma empresa que, sim, erra muito, mas quase sempre em iniciativas baratas e discretas — o oposto completo do que foi o Google+.
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por Guilherme Felitti
De vez em quando, o algoritmo do YouTube acerta. Na semana passada, o site me indicou um vídeo do New York Times detalhando como a Arábia Saudita preparou a morte do jornalista Jamal Khashoggi numa embaixada na Turquia, dos voos feitos em aviões oficiais com legistas ao uso de um dublê de corpo semelhante a Khashoggi para simular que o dissidente tinha saído do prédio onde foi brutalmente morto.
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Não existe Carnaval nos Estados Unidos, mas Mark Zuckerberg aguardou a Quarta-feira de Cinzas para anunciar seu grandioso plano de colocar a privacidade no centro da estratégia do Facebook. Uma iniciativa questionável desde a largada porque, nos diz o histórico do Facebook, privacidade sempre foi um assunto acessório e incômodo aos objetivos da empresa, tratado como mais como um fardo do que como ponto forte. Nas entrelinhas, há motivos de sobra no textão de Zuckerberg para no mínimo suspeitar de que desta vez não será diferente.
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No final de 2018, Ryan Mac do BuzzFeed News publicou uma lista com todos os vacilos do Facebook ao longo do ano. “Literalmente apenas uma grande lista dos escândalos do Facebook em 2018” era o título da matéria, que elenca mais de 30 tópicos. Fazendo uma conta simples, ela revela que o Facebook protagonizou ou viabilizou alguma coisa errada uma vez a cada dez dias.
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por Guilherme Felitti
Janeiro de 1964. O Surgeon General, o chefe de uma das divisões de saúde pública do governo norte-americano, conduziu um estudo para revisar mais de 7 mil pesquisas que investigavam os efeitos nocivos do cigarro na saúde humana. O esforço resultou em um relatório chamado Fumo e Saúde: Relatório de Comitê de Aconselhamento do Cirurgião Geral (em tradução livre), que concluía que fumantes tinham chances de 9 a 20 vezes maiores de ter câncer no pulmão que os não fumantes. Para a gente parece óbvio. Na época, não era.
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por EFF
Por Gennie Gebhart, Jason Kelley e Bennett Cyphers
O artigo de opinião de Mark Zuckerberg publicado na quinta-feira (24) no Wall Street Journal (e traduzido pela Folha) se baseia apenas em repetições bem familiares para explicar os princípios duvidosos e os chamados “fatos” por trás do modelo de negócio do Facebook. É a mesma velha história que já ouvimos antes. E, como de costume, ele ignora as verdadeiras preocupações e preferências de privacidade dos usuários.
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Dependendo da sua profissão, ter um perfil no LinkedIn é quase obrigatório. Muitas empresas usam a plataforma para recrutar, então estar fora dela significa abdicar de oportunidades. O problema é que o LinkedIn não é só um “currículo 2.0”; é, também, uma rede social. Com um feed. Que, por experiência própria e pelo que ouço de amigos e colegas, está cada vez mais esquisito, repleto de autoajuda corporativa barata e lições de moral questionáveis. Já pensou em deixar de seguir todo mundo lá, para ter paz ou para recomeçar do zero o seu feed? Se sim, hoje é o seu dia de sorte. (mais…)
“E por causa de vocês, r/Brasil, o projeto deu certo!” Foi com esta mensagem que, no dia 11 de dezembro de 2018, o ilustrador Diogo Carneiro agradeceu a um monte de desconhecidos em um grupo na rede social Reddit pelo sucesso comercial do seu livro de estreia, Pantaikan e a Ordem do Ipê-Branco, uma história fantástica ambientada no Pantanal sul-mato-grossense e ricamente ilustrada.
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O desafio dos 10 anos, ou #10yearchallenge, viralizou nas redes sociais. Ele consiste em publicar duas fotos, uma atual e outra de dez anos atrás, para mostrar aos seguidores com você mudou. Na Wired, Kate O’Neil o observa do ponto de vista da privacidade.
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por Scott Greer
Há seis anos, o Facebook fez uma aquisição daquelas que só acontecem uma vez na vida. Em seguida, fez algo brilhante: nada.
O Facebook deixou o Instagram por conta própria. O aplicativo estava crescendo rapidamente, tornando-se mais relevante a cada dia, abocanhando o público do rival Snapchat e ameaçando o próprio Facebook — apenas alguns dos motivos pelos quais a gigante de tecnologia gastou US$ 1 bilhão no aplicativo de fotos. (mais…)
Digamos que você acordou nesta segunda-feira e, por qualquer motivo que absolutamente não tem nada a ver com um grande evento ocorrido no Brasil ontem à noite e que foi amplamente divulgado pela imprensa e nas redes sociais, teve a ideia de apagar todos os tweets da sua conta no Twitter sem exclui-la por completo. Acontece. Se é o seu caso, olha que legal: este post ensinará como fazer isso! (mais…)