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Google lança ChromeOS Flex, sistema operacional compatível com centenas de computadores antigos

O Google lançou a primeira versão estável do ChromeOS Flex nesta quinta (14). (Sim, agora “ChromeOS” se escreve assim, tudo junto.) O sistema é uma variante mais democrática do Chrome OS que vem equipado de fábrica. Ele pode ser instalado em centenas de computadores antigos (veja a lista) e promete dar vida nova aos já abandonados pelas fabricantes, como modelos de mais de uma década da Apple, por exemplo.

Embora seja quase igual, o ChromeOS Flex tem menos recursos que o Chrome OS que sai de fábrica nos Chromebooks. A principal ausência é o suporte a aplicativos Android. E, sempre bom lembrar, em qualquer caso é obrigatório o uso com uma conta Google logada, ou seja, todos os seus movimentos são monitorados e registrados pelo Google. Download aqui. Via Google (em inglês).

Nos EUA, jovens recorrem ao Instagram e TikTok — e não ao Google Maps — para decidirem onde almoçar

Prabhakar Raghavan, um vice-presidente sênior do Google, disse em um evento organizado pela revista Fortune que as novas gerações não recorrem de imediato ao Google para procurar um lugar para almoçar.

Em vez disso, cerca de 40% do grupo — jovens norte-americanos com idades entre 18 e 24 anos — abre o TikTok e o Instagram para encontrar restaurantes em vez do Google ou do Google Maps, como gente velha costuma fazer.

A notícia é um tanto surpreendente, mas aí penso em mim e, embora não seja mais jovem já faça algum tempo, me vejo replicando esse comportamento.

Quando quero saber o horário de funcionamento, cardápio ou dar uma olhada no ambiente de um restaurante, café ou coisa do tipo, com frequência acesso o Instagram antes do Google Maps, ou em detrimento do Google Maps.

O dado vem de uma pesquisa feita pelo próprio Google e ainda não divulgada publicamente. Por um lado, talvez gere preocupação em Mountain View; por outro, é algo bem-vindo como defesa contra quem acusa o Google de monopólio. Via TechCrunch (em inglês).

Meta e Google desativam aplicativo de WhatsApp que roubava dados pessoais

Will Cathcart, diretor responsável pelo WhatsApp, foi ao Twitter alertar os usuários de um aplicativo, o Hey WhatsApp, da HeyMods, que era na realidade uma emboscada para instalar malwares (vírus) em celulares e roubar dados pessoais das vítimas.

O Hey WhatsApp não era distribuído pela Play Store. Mesmo assim, o Google, a pedido da Meta, conseguiu remover o Hey WhatsApp dos celulares onde fora instalado, via Google Play Protect.

Cathcart disse que a Meta tomará outras medidas para impedir que a HeyMods continue operando e prejudicando usuários do WhatsApp. E pede para que todos fiquem atentos com os aplicativos que amigos e familiares usam para conversar pelo WhatsApp, evitando as versões alternativas e falsas — um alerta já dado pelo Manual do Usuário. Via @wcathcart/Twitter (em inglês).

YouTube impedirá que canais ocultem contador de inscritos para combater spam

O YouTube anunciou medidas para tentar conter canais de spam que tentam se passar por entidades legítimas e outras pessoas. São duas mudanças principais:

  • Não será mais permitido ocultar o contador de inscritos em um canal.
  • Alguns caracteres especiais não poderão mais ser usados nos nomes dos canais.

O Google também liberou uma opção mais agressiva do filtro de comentários, que, entre outras coisas, promete ser mais rígido com contas/usuários que tentam se passar por outras pessoas. Via YouTube (em inglês).

Google perde executivo que arrumou a bagunça dos seus apps de produtividade

O porto-riquenho Javier Soltero, tido como responsável pela última grande reformulação dos aplicativos de produtividade do Google, está de saída da empresa.

Soltero chegou ao Google em 2019, vindo da Microsoft, com a missão de arrumar a casa dos aplicativos e serviços de produtividade do Google — à época, chamados G Suite.

Credenciais, ele tinha: foi seu trabalho na divisão de Office da Microsoft, onde chegou em 2014, após a Microsoft comprar sua startup, a Acompli, que chamou a atenção do Google.

E o trabalho deu resultado. Nesses três anos, a base de usuários do agora Google Workspace cresceu mais de 50%. Soltero personificava os esforços do Google nessa área e agora fica a dúvida se seu trabalho terá continuidade ou se teremos mais turbulências nessa área. Via Protocol, @jsoltero/Twitter (ambos em inglês).

A grande barreira da inteligência artificial 

A grande barreira da inteligência artificial, por Cezar Taurion no Neofeed:

As diferenças entre humanos e máquinas são brutais e o próprio nome IA é incorreto. O artigo Nonsense on stilts joga um pouco de luz nessa questão. Seu autor, Gary Marcus, que publicou o excelente livro Rebooting AI, mostra que o LaMDA não é senciente e está muito longe de ser.

Por exemplo, nós humanos temos o pensamento abstrato. Fazemos analogias e criamos conceitos. Podemos ver uma foto e imaginar toda uma história em torno dela. Podemos ouvir um relato e visualizar as cenas ocorridas, embora não estivéssemos lá.

Os algoritmos de DL são modelos que criam representações matemáticas de pixels. São treinados “vendo” milhares e milhares de imagens de carros que estejam rotulados como “carros”. Quando recebe uma nova foto de carro, ele tenta fazer o casamento matemático com os modelos de pixels que já “aprendeu”. Quando dá match, ele aponta que é um carro. Se não der match, ele aponta para o padrão que mais se aproxima estatisticamente, que pode ser algo como uma tampa de lixeira.

É hora de dar adeus ao Google Hangouts

Os usuários remanescentes do Google Hangouts (alguém?) terão que migrar para o Google Chat até novembro deste ano, avisa o Google.

Em seu blog corporativo, o Google publicou um cronograma para o encerramento do Google Hangouts:

  • Desde esta segunda (27), usuários do Hangouts no celular e da extensão para o Chrome são recebidos com uma mensagem pedindo para que usem o Google Chat no Gmail, o aplicativo/extensão dedicado ou, no caso do Chrome, a versão web.
  • A partir de julho, quem ainda usa o Hangouts no Gmail será migrado automaticamente para o Chat no Gmail.

Via Google (em inglês).

Países europeus estão proibindo o Google Analytics; sistema viola lei de proteção de dados da UE

A Itália proibiu o uso do Google Analytics, popular serviço de aferição e análise de audiência para sites e aplicativos, na última quinta (23).

É o terceiro país da União Europeia a barrar o serviço, junto à Áustria e França, sob o mesmo argumento: de que o Analytics viola o GDPR, a lei de proteção de dados pessoais do bloco. Segundo o governo italiano, a violação se dá porque “[o Google Analytics] transfere dados dos usuários aos Estados Unidos, um país sem um nível adequado de proteção de dados”.

O site Is Google Analytics Illegal, criado pela PostHog, alternativa ao Google Analytics de código aberto, está monitorando as proibições do Google Analytics pelo mundo. Via Autoridade de Proteção de Dados Italiana (em italiano e inglês).

GTalk, o primeiro app de mensagens do Google, é descontinuado

Que o histórico de aplicativos de mensagens do Google é uma bagunça, não é novidade. Que o GTalk, o primeiríssimo (e o mais querido) desses apps, ainda estava ativo, isso sim é uma surpresa.

O Google avisa que o suporte ao GTalk em aplicativos de terceiros, como Pidgin, Trillian e Adium, será encerrado na próxima quinta-feira (16). (O GTalk funcionava no protocolo aberto XMPP, o que permitia acessá-lo de outros aplicativos.)

O GTalk foi lançado em 2005, dentro do Gmail. Em 2013, perdeu protagonismo dentro do Google para o Hangouts, parte do Google+ (lembra?). Os aplicativos oficiais foram descontinuados em 2017 e agora, enfim, sai de cena o suporte a apps de terceiros — o último prego no caixão do GTalk.

Demorou tanto para o GTalk dormir em paz que, agora, o Hangouts nem existe mais (acho). Em seu lugar, o Google agora recomenda o Google Chat, o aplicativo de mensagens do Google Workspace. Via Google, blog do Google (2017), Wikipedia (todos em inglês).

Google suspende sucessor do SMS na Índia por excesso de spam

Há anos o Google e as operadoras tentam emplacar o RCS, sucessor do SMS com recursos ricos, como grupos, multimídia e criptografia de ponta a ponta.

Na última Google I/O, o Google deu um puxão de orelha na Apple, que se recusa a adotar o RCS, e se gabou de já ter 500 milhões de pessoas usando o RCS no Android.

Esse alcance sofreu um abalo. Na Índia, o Google teve que desativar temporariamente o RCS devido à onda de spam por mensagens, liderada por grandes bancos e financeiras do país.

Em nota ao TechCrunch, o Google reconheceu que “algumas empresas estão infringindo as nossas políticas antispam para enviar mensagens promocionais a usuários na Índia” e que “trabalha com a indústria para melhorar a experiência dos usuários”. Via TechCrunch (em inglês).

Google unificará Duo e Meet, seus aplicativos de videochamadas

Nas próximas semanas, o Google Duo, aplicativo de videochamadas para consumidores domésticos, receberá todas as funcionalidades do Google Meet, como limite de cem usuários em chamadas em grupo e desfoque do segundo plano.

Até o fim do ano, o aplicativo móvel do Google Duo será rebatizado como Google Meet, ou seja, não será necessário baixar um novo aplicativo, a menos que você já tenha o aplicativo do Google Meet. Nesse caso, o Google recomendará baixar o novo (que era o Google Duo).

O histórico de aplicativos de comunicação do Google é uma salada difícil de entender. Comparar os produtos disponíveis com rivais talvez ajude a entendê-la.

O Google Duo foi lançado como o “Facetime do Google”. O Google Meet, como o “Zoom do Google”. Existem ainda outros aplicativos ativos, como o Google Chat (o “Slack/Teams do Google”) e o Mensagens (o “WhatsApp do Google”).

No fim, talvez nada disso importe muito porque agora todos esses aplicativos estão dentro do Gmail, que virou um espaço de trabalho, ou Workspace (o “Office 365 do Google”), para empresas e indivíduos. Via Google (em inglês).

Sei que tem muitas conversas e propostas legislativas sobre desinformação ocorrendo por aí neste momento. Então, vamos investir muito no Brasil.

— Sundar Pichai, CEO do Google.

O Estadão foi um dos 11 veículos que entrevistaram Sundar por videochamada. A frase é genérica, mas fica a esperança de que o Google esteja mais atento às tentativas de manipulação eleitoral em suas plataformas, como o YouTube. Via Estadão.

Precisa do Chrome? O ungoogled-chromium é uma alternativa livre da vigilância do Google

Print do ungoogled-chromium, com o Manual do Usuário aberto, e o menu de “perfil” do navegador aberto também.

Por mais que alguém queira distanciar-se do Chrome, às vezes o navegador do Google se faz necessário.

Aconteceu comigo, numa participação em um podcast gravado num site que só funcionava no Chrome. Só que em vez de baixar o Chrome do Google, baixei o ungoogled-chromium, um projeto alternativo que tenta entregar um Chrome funcional sem qualquer vestígio do Google. E funcionou muito bem.

(mais…)

Cansado do Google, desenvolvedor do FairEmail encerra projeto

O desenvolvedor Marcel Bokhorst encerrou seu aplicativo para Android, o cliente de e-mail FairEmail, após acusar o Google de “sinalizá-lo falsamente como ‘spyware’”.

O FairEmail foi removido da Play Store e da F-Droid, não será mais atualizado e Marcel não prestará mais suporte aos usuários. “O Google venceu”, disse ele em um fórum de discussões ao anunciar sua decisão.

Em mensagens anteriores, Marcel reclama de decisões arbitrárias do Google na revisão de atualizações do FairEmail. O último problema foi a acusação de spyware. “De acordo com o Google, o FairEmail é um spyware porque envia a lista de contatos [do usuário].”

Nesta quarta (18), Marcel submeteu uma atualização do FairEmail removendo o recurso supostamente problemático. “Pode ser um choque, mas se não conseguir resolver isso com o Google, será o fim do projeto. Tentei dialogar com o Google várias vezes, mas eles não oferecem quaisquer detalhes do que o aplicativo está supostamente fazendo errado.”

Quatro horas depois, o desenvolvedor recebeu uma resposta padrão e escreveu: “Removi todos os meus aplicativos da Play Store e não darei mais suporte ou manutenção a eles. O Google venceu. Boa sorte.”

Os links, de fato, não funcionam mais. No site oficial do FairEmail, uma mensagem em vermelho diz: “Todos os meus projetos foram encerrados depois que o Google falsamente sinalizou o FairEmail como spyware sem uma oportunidade razoável de apelação. Não haverá mais desenvolvimento nem suporte.”

Além das rusgas com o Google, Marcel parece estar exaurido. Ele menciona, em uma das mensagens, que sua namorada está doente. Em outra, reclama (e classifica como “problema central”) o excesso de pedidos de ajuda dos usuários e os reviews negativos que seus aplicativos recebem, sem que o Google dê a chance de respondê-los.

Também se coloca como um problema, dizendo-se “um desenvolvedor velho e resmungão, que talvez devesse se aposentar”.

O FairEmail é (era?) uma referência em aplicativos de código aberto, padrões em algumas ROMs alternativas do Android, como o /e/OS.

Apple e DuckDuckGo atacam modelo de negócio do Google em novos comerciais

Alguém poderia dizer que foi combinado (não parece ser o caso): com um dia de diferença, Apple e DuckDuckGo lançaram novas campanhas publicitárias nos Estados Unidos que atacam o modelo de negócio do Google, ou seja, a venda de dados pessoais via “leilões” de anúncios.

Na peça do DuckDuckGo (acima), um homem com uma camiseta do Google aparece ao lado de pessoas mexendo em seus celulares, observando o que se passa na tela. Ao fundo, toca Every breath you take, do The Police, que no refrão diz algo como “eu estarei de vigiando”. (Nunca havia reparado que essa letra é meio… assustadora?)

Pelo Twitter, o DuckDuckGo informou que o comercial será veiculado em +5 mil rádios norte-americanas e, em vídeo, em plataformas de streaming e na TV, em horário nobre e nos intervalos dos jogos da NBA e MLB (beisebol).

A da Apple mostra um leilão tradicional dos dados pessoais da Ellie, personagem do filme. Ao final, quando ela começa a ativar os recursos de privacidade do iOS, seus dados pessoais (representados fisicamente), os participantes e até o leiloeiro viram pó. Via @DuckDuckGo/Twitter (em inglês).