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Google oferece suporte a chaves-senha no Android e no Chrome

O Google liberou o suporte a chaves-senha no Android e no Chrome. O padrão, que a Apple inaugurou em dispositivos comerciais com o iOS 16, substitui senhas por dispositivos na hora de autenticar-se em sites e aplicativos. Numa explicação grosseira, o seu celular vira a “senha”.

Por ora, as chaves-senha no Google estão restritas a canais de testes. A empresa disse que espera promovê-las ao Google Play Services e Chrome estáveis até o fim do ano e desenvolver, ainda em 2022, uma API para aplicativos nativos no Android. Via Google (em inglês).

Por que Google Pixel 7 e não Xiaomi 12T?

por Cesar Cardoso

Dos dois lançamentos da semana, em termos lógicos para a maior parte do globo, os Xiaomi 12T e 12T Pro são mais relevantes que os Pixel 7 e Pixel 7 Pro, e não apenas porque os Pixel continuam sendo acessíveis apenas em alguns países do Norte Global, enquanto os 12T estarão disponíveis globalmente.

Os 12T “normal” e Pro se parecem muito: ambos têm a promessa de 3+4 (3 atualizações de versão Android, 4 anos de atualizações de segurança), bateria de 5.000 mAh e carregador 120 W. No entanto, o 12T Pro tem Snapdragon 8+ Gen 1 e câmera com sensor de 200 megapixels (mas sem Leica), enquanto o 12T “normal” tem que se contentar com um chip Dimensity 8100 Ultra e uma câmera traseira de 108 megapixels.

A € 599 (12T) e € 749 (12T Pro), ambos serão um sucesso indiscutível nessas faixas de preço e nesse mercado de “flagship killing” que é disputado especialmente entre as chinesas.

(Os interessados em reviews tem o Xiaomi 12T e o Xiaomi 12T Pro no GSMArena.)

No entanto — e é sempre importante reforçar isso quando se fala de Google Pixel —, a linha Pixel é a realeza do mundo Android. É o telefone contra o qual todos os outros telefones Android são comparados, mesmo que na prática venda pouquíssimo. É o veículo do Google para mostrar para onde o mundo Android deve seguir.

Na atualização anual dos Pixels, o Google usou um termo muito usado no resto do mundo Android em 2022: refinamento. É o chip Google Tensor G2 e sua melhora em consumo de energia e aprendizado de máquina, são as telas praticamente iguais às da linha 6, são as câmeras com algumas melhoras (bem mais no 7 Pro que no 7 “normal”), é a nova temporada de facilidades dos Pixels com doses cavalares de inteligência artificial…

Uma coisa que não mudou? Os preços. Uma coisa que voltou? Os mimos dos Pixels — agora a VPN que originalmente era só do Google One de 5 TB pra cima. Uma coisa que melhorou? Estará à venda em um recorde de… 17 países, Brasil de fora.

Ah, outra coisa que não mudou: coisas que também já eram esperadas: o Pixel Watch, o novo porta-bandeira do WearOS, e o segundo teaser do Pixel Tablet, reforçando a visão do Google para o tablet como parte da casa, já que vai ter um berço próprio que o faz parecer muito um Nest Hub ou Echo Show.

(Aos interessados em “hands-on”, tem os 7 e 7 Pro e o Pixel Watch no The Verge.)


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Matter, padrão para internet das coisas, é lançado oficialmente

A Connectivity Standards Alliance (CSA) anunciou nesta terça (4) o lançamento da especificação final do padrão Matter, uma tentativa da indústria de padronizar a comunicação entre dispositivos de internet das coisas.

Mais de 550 empresas fazem parte da CSA, incluindo titãs da indústria — Amazon, Apple, Google e Samsung. A promessa do Matter é permitir que dispositivos de empresas distintas aderentes ao padrão conversem entre si. Ele confia em duas tecnologias, o bom e velho Wi-Fi para a comunicação com a internet, e o novo Thread, que cria uma rede mesh de alta eficiência e confiabilidade para que os dispositivos se comuniquem localmente.

Dessa forma, com o Matter você poderá ter, por exemplo, uma lâmpada inteligente Philips Hue e uma fechadura “smart” da Aqara na mesma casa, conectando ambas ao mesmo sistema e podendo controlá-las a partir de um único aplicativo da Apple ou do Google.

Algumas empresas anunciaram que seus atuais produtos receberão atualizações para se tornarem compatíveis com o Matter. Espere, também, uma avalanche de lançamentos destacando a compatibilidade com o padrão nos próximos meses.

A falta de interoperabilidade entre soluções de IoT é vista pela indústria como um gargalo na adoção dessas tecnologias. Se o Matter resolverá o problema, só o tempo dirá. Via CSA, The Verge (ambos em inglês).

YouTube testa limitar vídeos em 4K a pagantes

Alguns usuários do YouTube têm relatado (Twitter, Reddit) que a plataforma de vídeos está limitando o acesso a altas resoluções, como 4K, para quem não paga.

Ao expandirem o seletor de resolução, dentro do player de vídeo, as resoluções acima de 1440p exibem um “Premium” embaixo — em alguns casos, “Premium — Toque para atualizar”. No Brasil, o YouTube Premium custa R$ 20,99 por mês.

Por se tratar de um teste, não é possível saber no momento se o YouTube de fato tornará a exibição de vídeos em 4K um recurso pago.

Não é a primeira restrição técnica que o YouTube considera para incrementar sua assinatura paga. Recursos nativos dos sistemas, como ouvir vídeos com a tela do celular bloqueada e o modo PIP (picture-in-picture), por exemplo, são condicionados à assinatura paga.

Existem algumas maneiras de burlar tais limitações, especialmente em computadores. Via MacRumors (em inglês).

O Google quer resultados melhores em seu buscador. Talvez seja impossível

Foto de lado da página inicial do Google, em close, com o logo colorido do Google, o campo de pesquisa e dois botões embaixo.

Para muita gente, o buscador do Google é um portal para a internet. Não é raro encontrar gente que, em vez de escrever “manualdousuario.net” na barra de endereços do navegador, procura por “manual do usuário” no Google e clica no primeiro link.

Esse comportamento não passa despercebido por outras empresas, marqueteiros, gente que publica conteúdo na internet. Estar bem posicionado no Google em buscas por palavras-chaves ligadas ao seu negócio pode, muitas vezes, ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Ocorre que essa percepção entupiu a web de páginas criadas sob medida para atrair públicos mais propícios a comprar um produto ou contratar serviços. O valor da informação fica em segundo plano, frustrando as expectativas do curioso usuário do Google, que explica de modo didático como isso se dá:

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YouTube vai dividir receita de anúncios com criadores de Shorts (vídeos curtos)

O YouTube deu um passo importante na briga dos vídeos curtos. Nesta terça (20), a plataforma de vídeos do Google anunciou que, a partir de 2023, dividirá a receita de anúncios veiculados nos Shorts com os criadores de conteúdo. Esses ficarão com 45% do valor. Nem TikTok, nem Instagram dividem receita de publicidade com os criadores.

O anúncio traz outras novidades:

  • Uma nova faixa do programa de parcerias, com critérios mais baixo, que dá acesso a algumas ferramentas de monetização;
  • Licenciamento e divisão de receita publicitária de músicas comerciais.

O lance das músicas já está em beta nos Estados Unidos e chegará a mais países em 2023. As novidades dos Shorts chegam em 2023. Via YouTube (em inglês).

YouTube exibe até 10 (!) anúncios antes dos vídeos

Sabe aqueles anúncios não puláveis de 6 a 15 segundos que o YouTube exibe antes dos vídeos? Alguns usuários têm relatado verem até dez (!) deles em sequência.

Entendo que a crise bateu e o Google quer vender assinatura do YouTube Premium, mas calma lá. Isso aí é um abuso.

Na TV é difícil ignorar os anúncios do YouTube sem morrer em R$ 20 por mês, valor da mensalidade do YouTube Premium. No computador e em celulares, por outro lado, dá para fazer. Via 9to5Google (em inglês).

Como criptografar arquivos e diretórios em qualquer nuvem — Dropbox, Google Drive, iCloud, OneDrive etc.

A maioria dos serviços comerciais de nuvem, como Dropbox, Google Drive, OneDrive e iCloud, só criptografa os arquivos e diretórios/pastas em trânsito. Isso significa que seus arquivos podem ser vistos por pessoas que tenham acesso aos servidores e manipulados por sistemas automatizados.

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Google mantém suspensão de contas suspeitas de abuso infantil mesmo após polícia descartar hipótese

O New York Times publicou as histórias de dois usuários do Google, pais de crianças e norte-americanos, que tiveram suas contas suspensas e histórico e atividades em serviços da empresa investigados pela polícia por terem tirado fotos de partes íntimas dos filhos. As fotos foram enviadas a médicos porque as crianças estavam com dores e inchaço na região.

Os sistemas automatizados do Google detectaram as fotos e suspenderam as contas para averiguação. Mesmo depois de a polícia concluir que os casos não eram de exploração sexual infantil, o Google não restabeleceu as contas dos pais.

Ambos os casos evidenciam a dificuldade em encontrar o equilíbrio entre vigilância contra crimes cruéis e a garantia de privacidade dos usuários. É difícil, porém, encontrar justificativa do lado do Google para não restabelecer as contas afetadas. Via New York Times (em inglês).

Google libera versão final do Android 13

O Google liberou a versão final do Android 13 para celulares Pixel elegíveis nesta segunda (15), um pouco cedo que o habitual.

O comunicado oficial lista 13 novidades, muitas delas reconhecíveis por quem usa iPhone, como permissão seletiva no acesso a fotos por aplicativos, pedido dos apps para exibirem notificações e eventos de “Continuidade” envolvendo o Chrome OS, como receber e responder mensagens de texto e copiar e colar coisas entre o celular e um tablet/Chromebook.

Celulares de outras marcas podem levar alguns meses para serem atualizados — até outro dia ainda tinha aparelho recebendo o Android 12, lançado há quase um ano. Via Google (em inglês).

Redes sociais não dizem se estão investindo em moderação para as eleições 2022

A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

Telegram não respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, não responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as eleições dedica “mais esforços desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas”. Via Folha de S.Paulo.

Luta contra sindicatos expõe o lado retrógrado da Big Tech

Dois homens de costas, vestindo camisetas com o logo do sindicato de funcionários da Amazon e o nome dele — “Amazon Labor Union”.

por Guilherme Felitti

Terminado o primeiro semestre, 2022 já trouxe algumas novidades técnicas bastante relevantes em tecnologia: o chip M2 solidificou a Apple como um player cada vez mais poderoso no setor de chips, o DeepMind decifrou a estrutura de quase todas as proteínas conhecidas e o telescópio espacial James Webb produziu as imagens mais detalhadas do Universo, enquanto o metaverso, tal qual um carro a álcool numa manhã gelada de julho na década de 1990, dá várias partidas em falso com a esperança de pegar no tranco.

Como a gente já falou aqui, nos últimos anos os assuntos mais interessantes que acontecem no mercado de tecnologia não têm relação necessariamente com chips, códigos e placas de silício. São notícias que mostram como a tecnologia saiu do caderno de informática dos jornais1 para adentrar nas coberturas política e policial. É desse certame que, ao meu ver, vem um dos assuntos mais interessantes em tecnologia em 2022. Envolve um tipo de organização inventada não na última década e nem mesmo no último século. A Mesopotâmia e a Babilônia já experimentavam essa tecnologia 2 mil anos antes de Cristo. Após a Revolução Industrial, com o fim do vassalagem e a emergência de uma economia baseada na indústria, o movimento ganhou ainda mais força e os traços que observamos até hoje. Essa “tecnologia” não envolve necessariamente cálculos. É mais uma forma de mobilização e interação humana do que uma tecnologia naquele sentido clássico da acepção de tecnologia como uma ferramenta externa que lhe permite melhorar algo já possível ou executar algo impossível.

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Empresa de publicidade diz que seu navegador que rastreia usuários suportará cookies de terceiros até 2024

O Google anunciou um novo adiamento à aposentadoria dos cookies de terceiros no Chrome. A princípio, isso aconteceria agora, em 2022. Em junho de 2021, o prazo foi estendido para 2023 e, agora, estendido de novo, para 2024.

O adiamento é uma resposta ao “pedido mais consistente” que o Google tem recebido da indústria.

Embora não tenham sido concebidos para esse fim, cookies de terceiros são usados largamente por empresas de publicidade para monitorar o comportamento do usuário e formar perfis de consumo para direcionar publicidade.

Não é de se estranhar a demora do Google em aposentar um recurso tão valioso à publicidade invasiva — área que responde pela maior fatia do seu faturamento.

Felizmente, não é preciso esperar pela boa vontade do Google: praticamente todos os rivais do Chrome — Firefox, Safari, Edge — já desativaram o suporte a cookies de terceiros por padrão há anos, garantindo mais privacidade a seus usuários, e não têm planos de incluir uma tecnologia invasiva no lugar deles, como é o caso do Google com o leque de ferramentas chamado Privacy Sandbox, ainda em testes.

Os três navegadores são gratuitos e funcionam tão bem quanto o Chrome. Via Google, 9to5Google (ambos em inglês).

Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras 

Apple, Google, Microsoft e Amazon usaram ouro ilegal de terras indígenas brasileiras, por Daniel Camargos no Repórter Brasil:

Você não sabe disso, mas ao ler esta reportagem você pode estar usando ouro extraído ilegalmente de terras indígenas brasileiras. Celulares e computadores das marcas Apple e Microsoft, bem como os superservidores do Google e da Amazon, têm filamentos de ouro em sua composição. Parte desse metal saiu de garimpos ilegais na Amazônia, passou pela mão de atravessadores e organizações até chegar nos dispositivos das quatro empresas mais valiosas do mundo, revela uma investigação da Repórter Brasil.

Documentos obtidos pela reportagem confirmam que essas gigantes da tecnologia compraram, em 2020 e 2021, o metal de diversas refinadoras, entre elas a italiana Chimet, investigada pela Polícia Federal por ser destino do minério extraído de garimpos clandestinos da Terra Indígena Kayapó, e a brasileira Marsam, cuja fornecedora é acusada pelo Ministério Público Federal de provocar danos ambientais por conta da aquisição de ouro ilegal. A extração mineral em terras indígenas brasileiras é inconstitucional, apesar dos esforços do governo Jair Bolsonaro (PL) para legalizá-la.

Google e Apple continuam cobrando taxas elevadas ao liberarem sistemas de pagamentos alternativos para aplicativos

Antecipando-se ao Digital Markets Act (DMA), o Google anunciou que permitirá o uso de sistemas de pagamento alternativos a aplicativos (e só, não vale para jogos) na região da União Europeia. Nesse arranjo, os aplicativos terão que pagar uma taxa apenas três pontos percentuais abaixo da cobrada pelo Google em seu sistema de pagamento próprio.

O percentual é similar ao que a Apple descontando nos locais e circunstâncias em que tem sido obrigada a abrir a App Store para sistemas de pagamento alternativos, como para os apps de namoro na Holanda (de 30% para 27%) e para todos na Coreia do Sul (de 30% para 26%). Nesses termos, não parece uma saída vantajosa… Via Google, Apple (2) (todos em inglês).