Project Hazel, a máscara N95 gamer (sim, com LEDs) da Razer
Foto: Razer/Divulgação.
Uma máscara N95 “gamer”, criada por uma empresa de equipamentos de games, com ventiladores que expelem CO2, amplificadores para projetar a voz do usuário e, claro, LEDs coloridos, é a coisa mais 2020 que você verá em 2021. Ainda é só um conceito, ou seja, sem certificação de órgãos sanitários, preço nem data de lançamento — e talvez nem seja lançada. Via Razer.
Facebook domina telas iniciais de celulares no Brasil; Among Us e Snaptube são as surpresas
Apenas três aplicativos estão na tela inicial de +30% dos celulares brasileiros — os três do Facebook. Este dado vem da edição 2020 da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box, realizada com 2.003 participantes no final de novembro. Os resultados refletem 2020: Uber caiu bastante (5 pontos percentuais), TikTok foi o que mais cresceu, Telegram também ganhou posições e Among Us apareceu no radar de popularidade (entre 2 e 4% dos celulares).
Chama a atenção a presença do Snaptube, primeiro app não distribuído pela Play Store que entra no radar da pesquisa. Não à toa: ao longo do ano, a Shenzhen DYWX Tech Co., empresa dona do aplicativo, despejou dinheiro em posts patrocinados de sites de tecnologia. O Snaptube baixa vídeos do YouTube. Via Mobile Time.
Falhas em Cyberpunk 2077 geram reembolsos, alertas e até suspensão das vendas
A finlandesa polonesa CD Projekt Red levou sete anos para finalizar Cyberpunk 2077, seu ambicioso jogo futurista, e… parece que faltou tempo. Tanta gente reclamou de falhas no jogo que a Microsoft incluiu um alerta em sua loja dizendo que “os usuários podem ter problemas de desempenho quando jogarem este jogo no Xbox One até ele ser atualizado” e a Sony simplesmente o removeu da do PlayStation até uma correção substancial seja lançada. Ambas estão oferecendo reembolsos completos para quem se arrependeu da compra. Via The Verge(2) (em inglês).
Alguém teve a ideia de recriar Flappy Bird, o irritante joguinho-sensação de 2014, no menor tamanho possível. A partir das contribuições de vários desenvolvedores, chegaram a uma versão de 205 bytes. O jogo inteiro cabe em — literalmente — uma linha de código. Jogue-o aqui.
Sony também reduz preços do PlayStation 5 no Brasil
Seguindo os passos da Microsoft, a Sony também reduziu o preço do PlayStation 5 no Brasil após o corte no IPI de video games, anunciado pelo governo federal no dia 26 de outubro. Os novos preços:
PlayStation 5 Digital Edition: de R$ 4,5 mil para R$ 4,2 mil (-6,6%).
PlayStation 5 (com entrada Blu-ray Ultra HD): de R$ 5 mil para R$ 4,7 mil (-6%).
Controle wireless DualSense: de R$ 499 para R$469 (-6%).
HD Camera: de R$ 449 para R$ 419 (-6,8%).
Quem já fez a pré-compra terá a diferença devolvida. Via PlayStation.Blog.
Após redução do IPI para video games, Microsoft baixa preços dos novos Xbox
Dois dias depois de o governo federal anunciar um corte no IPI que incide em video games, a Microsoft anunciou uma redução no preço dos seus novos video games que serão lançados no dia 10 de novembro. O Xbox Series X passa de R$ 5 mil para R$ 4,6 mil (redução de 8%) e o Xbox Series S, de R$ 3 mil para R$ 2,8 mil (-6,6%). Quem já comprou na pré-venda deve solicitar o reembolso à loja, segundo a empresa. Via @XboxBR/Twitter(2).
A garotada ano passado resolveu reclamar do preço de jogos eletrônicos, chips, etc. E tinha um degrau de imposto, e nós conseguimos passar o maior degrau de 50% para 40%. E agora a molecada voltou a chiar novamente e com razão. Já conversei com o Paulo Guedes, e ele deu o sinal verde.
— Jair Bolsonaro
No Brasil, em plena pandemia com quase 160 mil mortes e com todos os problemas que enfrentamos, incluindo o desemprego e o fantasma da fome, o presidente encontra tempo e disposição para se dedicar pessoalmente à redução de impostos de video game. Prioridades. Segundo o próprio, o decreto com as reduções deverá ser publicado no Diário Oficial nesta terça (27). Via O Globo, @jairbolsonaro/Twitter.
O Amdré Young recusou uma proposta de patrocínio de um jogo que tem toda a pinta de ser picaretagem para analisá-lo com isenção. Queria ver mais disso.
No início de setembro, quando anunciei meu novo trabalho, sofri ataques de todos os tipos, […] até ameaças de estupro, morte e julgamentos por expor situações mais tensas. […] Devido a todos esses ataques, a Microsoft encontrou como melhor opção me desligar do cargo de apresentadora para que eu não esteja mais exposta a situações como essas que se passaram.
— Isadora Basile, ex-apresentadora do canal Xbox Brasil.
Conceito curioso, esse da Microsoft, de prejudicar a vítima para “defendê-la”. No Twitter, o perfil oficial do Xbox disse que a demissão se deu por “algumas mudanças em nossa estratégia de conteúdo original de Xbox no Brasil”. Ainda que seja o caso (uma infeliz coincidência), continua zoado, no mínimo falta de tato abandonar uma funcionária, no cargo há menos de dois meses, vítima de ameaças de estupro e morte. Sem falar que o desfecho dá poder à parte desprezível da sua base de fãs. Via @IsadoraBasile/Twitter.
A Sony revelou, em um vídeo de 11 minutos, a interface do PlayStation 5. O último video game que eu tive foi o Xbox 360, e já naquela época achava o painel muito burocrático. Esse é ainda mais. E extremamente verticalizado — tem notícias, tutoriais em vídeo (só para pagantes da PS Plus) e incentivos pesados para interação (PiP de gameplay de amigos?). Acho que estou ficando velho para essas coisas. Via YouTube, em inglês.
Há alguns acontecimentos na história que parecem fadados a acontecer, que é só questão de tempo até que aquilo se concretize, mas que no fim não acontecem. Na política brasileira, existe a presidência de Tancredo Neves e o caso clássico de Fernando Henrique Cardoso posando para fotógrafos sentado na cadeira de prefeito de São Paulo dias antes da eleição de 1985, tamanha era sua confiança. Quando Jânio Quadros levou, declarou à imprensa: “gostaria que os senhores testemunhassem que estou desinfetando esta poltrona porque nádegas indevidas a usaram”. Na política internacional, o melhor exemplo é a esperada vitória do candidato republicano Thomas Dewey sobre o democrata Harry Truman pela Casa Branca em 1948. Truman não só levou como posou com um jornal que adiantava sua derrota, em uma das cenas mais clássicas do jogo político global. No esporte, a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 1982, o Cavaliers perder do Warriors na final da NBA em 2016 e o rebaixamento do Fluminense no Brasileirão de 2009.
O colunista do New York Times Farhad Manjoo publicou uma curiosa coluna sobre o novo Flight Simulator da Microsoft, jogo que usa uma grande quantidade de dados do OpenStreetMap, filtrados através do Bing Maps, para criar uma renderização tridimensional do mundo inteiro. Os dados foram traduzidos algoritmicamente em um ambiente enorme; cada casa, arranha-céu ou montanha tornado interativo. Você pode pilotar um avião virtual passando por uma réplica virtual da sua casa.
Nunca foi exatamente barato adquirir eletrônicos de ponta, como um computador para jogos ou o celular topo de linha do momento. Nos últimos anos, porém, turbulências na economia e novas estratégias das fabricantes empurraram esses objetos de desejo para ainda mais longe da maioria de nós. Na última semana, coincidentemente, o Banco do Brasil e o Itaú apresentaram novos produtos que prometem diminuir esse distanciamento.
Enquanto escrevo isto, em outro cômodo do apartamento um computador do tamanho de um cartão de crédito funciona, ininterruptamente. Sem monitor, teclado ou qualquer acessório conectado, ele fornece alguns serviços para toda a rede e a TV a seu lado. É um Raspberry Pi.
Muitos dos games populares entre jogadores brasileiros são produzidos por empresas europeias, asiáticas e norte-americanas. Os ambientes, as músicas, os idiomas e os personagens que compõem esses jogos são, em grande medida, reproduções de percepções de desenvolvedores localizados em contextos específicos, muitas vezes alheios aos nossos. Não raro os jogos são ambientados em cidades norte-americanas, como Los Angeles, Miami ou Nova York, ou mesmo em lugares repletos de neve, um fenômeno que a maioria dos brasileiros nunca testemunhou. As comunicações se dão, principalmente, em inglês, assim como os diálogos e as músicas, e os personagens transmitem gestos, expressões faciais e identidades visuais não tão familiares ao público brasileiro.