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DuckDuckGo lança óculos e garante que eles são privados

Depois de Meta, Google e Samsung, chegou a vez do DuckDuckGo lançar seus óculos. Batizado de Óculos de Sol Normais, eles não têm câmeras nem IA e a bateria é infinita. É piada, mas quem quiser pode comprá-los na loja da Knockaround, a marca de óculos parceira do DDG nesta empreitada. Eu usaria.

Acessos ao buscador sem IA do DuckDuckGo triplicaram desde o Google I/O

Desde o anúncio do Google da “maior reformulação da caixa de busca da sua história, no dia 28/5, os acessos à variante sem IA do buscador do DuckDuckGo (DDG) triplicaram — e continuam aumentando, segundo a empresa.

O endereço é noai.duckduckgo.com. Se preferir, há extensões gratuitas para Chrome e Firefox.

O DuckDuckGo convencional pode ser configurado como um buscador sem recursos de inteligência artificial. Para isso, acesse as configurações de IA e desmarque as três opções.

Não é como se o DuckDuckGo fosse uma empresa anti-IA. O buscador tem um equivalente ao “AI Overviews” do Google, o Search Assist, que por padrão aparece “às vezes”, ou seja, “quando é altamente relevante” segundo critérios não divulgados.

Outra iniciativa em IA é o Duck.ai, uma interface para grandes modelos de linguagem (LLMs) de terceiros: Anthropic (Haiku 4.5), OpenAI (GPT-5 mini, GPT-4o mini e gpt-oss 120B), Meta (Llama 4 Scout) e Mistral (Small 4). O diferencial dessa interface é uma configuração mais privada. As conversas são anonimizadas pelo DDG, a retenção do conteúdo é limitada e elas não são usadas para treinar modelos de IA.

Indústria da IA não aceita “não” como resposta

Há dias estou com uma frase do David Bushell na cabeça:

Mais alguém notou que a indústria de IA não aceita “não” como resposta? A IA está sendo forçada em cada canto da tecnologia. É incompreensível a eles que alguns de nós não estejam interessados.

David reclamava de ter recebido comunicados da Proton oferecendo a Lumo, sua IA generativa, mesmo tendo sinalizado expressamente que não queria receber mensagens do tipo. O pior é que a Proton, em vez de assumir o erro e desculpar-se, insistiu em justificativas absurdas para dizer que não havia erro. Só cedeu quando um executivo entrou na jogada, e só depois do post viralizar.

(mais…)

3 abordagens para enfiar IA em um produto, da pior à melhor

Existem três maneiras de lançar novidades em um aplicativo ou sistema web que… digamos, são do tipo que “os usuários nem sabiam que precisavam”, como as baseadas em inteligência artificial generativa. Da pior para a melhor:

  1. Enfie goela abaixo, doa a quem doer. No final de fevereiro, o Discord lançou alguns “apps” de imagens com IA que não podem ser desativados e têm carta branca para vandalizar, digo, editar qualquer imagem em um servidor. Péssimo.
  2. Ops, ativamos sem querer. A Apple Intelligence é, por padrão, opcional. A princípio, era “opt-in”, ou seja, vinha desativada por padrão, ativava quem quisesse. Isso mudou no iOS 18.3, quando passou a ser “opt-out” (vem ativada, desative se quiser) e, em alguns casos, atualizações menores do sistema como a desta semana (18.3.2) reativam a IA nos dispositivos de quem optou por não usá-la. Péssimo.
  3. Opcional de verdade. Goste ou não de IA, estamos num momento em que a experimentação com a tecnologia por parte das empresas parece irresistível. O DuckDuckGo não foge à regra, mas está fazendo do melhor jeito possível. (Ou do menos pior.) As respostas de IA aparecem, por padrão, em ~20% das consultas (em inglês) e o chatbot é opcional e jamais aparece sem ser chamado. Para completar, nas configurações dá para desativar por completo ambos os recursos.

O DuckDuckGo define sua abordagem em relação à IA de “privada, útil e opcional”, e faz jus ao significado de cada uma dessas três palavras.

Toque no sininho para acompanhar o fim da web

Neste podcast, comento o novo sistema de notificações push do Manual do Usuário, a motivação para oferecer esse recurso e o aperto cada vez mais sufocante das big techs contra pequenos sites como o nosso.

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Alguns links que comento no monólogo:

Google anuncia expansão do AI Overviews e apresenta AI Mode (em inglês).

Os novos recursos de IA “privados, úteis e opcionais do DuckDuckGo (em inglês).

Em 2020, 2/3 das pesquisas no Google terminaram sem cliques.

O chatbot de IA do DuckDuckGo

Eu gosto muito da abordagem para IA da Apple pré-“Apple Intelligence”. Há anos a empresa (e o Google pré-ChatGPT, justiça seja feita) espalha pequenas melhorias em seus sistemas sem estardalhaço nem esfregar na cara dos usuários que aquilo é IA. Ou “AI”, que seja.

Um dos usos mais frequentes que faço é o do tradutor embutido no macOS e iOS. Seleciono um texto, clico com o botão direito e, no menu, peço para traduzi-lo. A tradução é ok e tenho botões para copiá-la ou, se possível, substituir o trecho original pelo traduzido.

Enfim. O que quero dizer é que, deixando de lado todas as implicações ambientais, trabalhistas e éticas, às vezes é difícil não usar um ou outro recurso de IA generativa.

Nesses casos, é legal ter uma camada de proteção contra a vigilância das empresas menos comprometidas com a privacidade dos usuários.

A Apple promete essa proteção nas consultas que seus usuários fizeram ao ChatGPT. Não é preciso esperar pela “AI” nem comprar um iPhone 15 Pro para tal, porém.

O DuckDuckGo, que já blindava o usuário da vigilância da Microsoft (o índice do DDG é baseado no Bing), lançou um “AI Chat” que faz o mesmo para grandes modelos de linguagem (LLMs), ou seja, permite conversar com IAs generativas sem que seus dados fiquem expostos a empresas como a OpenAI.

Outro aspecto legal do AI Chat do DDG é a oferta de outros LLMs. Além do ChatGPT 3.5 Turbo, temos o Claude 3 da Anthropic e dois de código aberto: o Llama 3, da Meta, e o Mixtral, da startup francesa homônima.

Navegador do DuckDuckGo ganha sincronia e backup de favoritos e senhas

Ícone do DuckDuckGo, um pato de gravata borboleta verde contra fundo vermelho.

O navegador do DuckDuckGo ganhou um recurso imprescindível nesta quarta (14): sincronia e backup de favoritos, senhas e configurações da proteção de e-mail.

No anúncio, a empresa diz que a sua solução dispensa a criação de contas e que todos os dados são criptografados de ponta a ponta.

A conexão entre dispositivos feita por QR codes e códigos alfanuméricos. Nas configurações do navegador, é possível gerenciar os dispositivos sincronizados.

Um detalhe importante: ao sincronizar/fazer backup dos seus dados, o navegador do DuckDuckGo gera um código de recuperação em um arquivo PDF. Caso perca o acesso aos dispositivos sincronizados, esse código é a única maneira de recuperar seus dados.

O navegador do DuckDuckGo tem bloqueador de anúncios nativo, uma ferramenta de consentimento automático para cookies e outros recursos de privacidade. Ele usa o motor de renderização padrão de cada sistema operacional onde está disponível.

DuckDuckGo Browser / Android, iOS, macOS e Windows / Gratuito

uBlacklist bloqueia domínios dos resultados de buscas online

Ícone da uBlacklist: um sinal de proibido com contornos em preto.

A extensão uBlacklist é uma daquelas que deveriam ser recurso nativo em buscadores ou navegadores web. Com ela instalada, é possível vetar domínios de aparecerem nos resultados de buscadores.

Vamos pegar um exemplo aleatório aqui… pinterest.com. Ao topar com ele nos resultados de uma pesquisa, basta clicar no link “Block this site” para que futuras pesquisas não retornem resultados desse domínio.

(Dá para usar expressões regulares e padrões para definir bloqueios.)

Outro recurso legal é a possibilidade de se inscrever em listas de bloqueio, mais ou menos como algumas extensões de bloqueio de anúncios funcionam. No repositório existem algumas disponíveis.

O contrário, ou seja, destacar domínios específicos nos resultados da pesquisa, também é possível.

A uBlacklist funciona em vários buscadores — Bing, Brave, DuckDuckGo, Ecosia, Qwant, Searx, Startpage.com, Yahoo! Japão e Yandex. É possível fazer backup e sincronizar configurações pelo Dropbox ou Google Drive.

uBlacklist / Chrome, Firefox e Safari / Gratuita

DuckDuckGo mostra que chatbot sabe-tudo não é a única aplicação possível de IAs gerativas

Em vez de colocar um chatbot sabe-tudo na frente dos resultados da busca, como os rivais Bing e Google estão fazendo, o DDG está usando os poderes da OpenAI e Anthropic para resumir textos da Wikipédia e devolver em consultas/perguntas mais objetivas, que comportem respostas diretas.

Por ora, só funciona em consultas em inglês e usando o navegador ou extensão do DDG. Se tudo correr bem, o chamado DuckAssist será “promovido” ao buscador, independente do navegador/extensão próprio da empresa.

Fora a utilidade, que ainda precisa se provar, a iniciativa do DuckDuckGo é, no mínimo, interessante, por mostrar que outros usos de IAs gerativas são possíveis. Estou curioso com o que virá a seguir — no comunicado, a empresa disse que o DuckAssist é o primeiro de vários produtos previstos que usam essa tecnologia. Via DuckDuckGo (em inglês).

DuckDuckGo libera serviço gratuito de proteção de e-mails a todos

O serviço de proteção de e-mails do DuckDuckGo (DDG), ainda em beta, agora está aberto a qualquer interessado. (Até então, era necessário aguardar o convite em uma lista de espera.)

O DuckDuckGo Email Protection permite criar endereços de e-mail @duck.com que servem como “máscaras” para o seu e-mail verdadeiro — é algo similar ao que a Apple oferece no iCloud+ e o Fastmail em parceria com o 1Password.

Além disso, no encaminhamento das mensagens o DuckDuckGo consegue remover códigos, links e pixels de rastreamento e criptografar o que estiver exposto.

O serviço é gratuito, mas para se inscrever em um navegador que não seja o do DDG, é preciso instalar a extensão oficial. Por quê? Boa pergunta. Via DuckDuckGo (em inglês).

DuckDuckGo vai bloquear domínio da Microsoft usado para rastreamento em seus navegadores e extensões

No final de maio, um pesquisador alertou que os navegadores e extensões do DuckDuckGo (DDG) deixavam de bloquear um domínio da Microsoft usado para monitorar conversões de anúncios. (A Microsoft é parceira do DuckDuckGo.)

A notícia gerou alguma revolta, em parte justificada. Por isso a atualização prometida pelo DDG na última sexta (5), de que seus navegadores e extensões serão atualizados nas próximas semanas para bloquear esse domínio da Microsoft, é bem-vinda.

Além disso, o DDG abriu sua lista de domínios usados para rastreamento que são bloqueados por padrão como uma forma de dar mais transparência ao projeto. Via DuckDuckGo (em inglês).

DuckDuckGo deixa Microsoft rastrear usuários em seu navegador

O pesquisador Zach Edwards descobriu que o navegador do DuckDuckGo não bloqueia códigos de rastreamento da Microsoft, de sites como bing.com e linkedin.com.

A descoberta gerou comoção. É ruim, mas menos do que se tem alardeado.

O mais importante é que a exceção à Microsoft alcança apenas o navegador web DuckDuckGo, com versões para Android, iOS e macOS (beta). No buscador, mesmo os anúncios veiculados pela Microsoft — que tem uma parceria para esse fim com o DuckDuckGo — não conseguem rastrear cliques e comportamento dos usuários.

Em resposta a Zach, o CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, disse no Twitter:

Quando você carrega os nossos resultados de busca, você está completamente anônimo, incluindo [para os] anúncios. Trabalhamos junto à Microsoft para proteger os cliques neles. Da nossa página de anúncios, “A Microsoft Advertising não associa o seu comportamento ao clicar em anúncios a um perfil de usuário”.

No mesmo fio, Gabriel disse que está negociando com a Microsoft para contornar esse problema no navegador DuckDuckGo, e que atualizará as descrições do navegador nas lojas de aplicativos a fim de torná-las mais informativas.

Gabriel tem feito um esforço de bombeiro (apagando o incêndio) em várias redes sociais, como Twitter, Hacker News e Reddit.

Em resposta ao BleepingComputer, que repercutiu a notícia, Gabriel afirmou que, mesmo com esse deslize, o navegador do DuckDuckGo ainda é uma solução pronta, instale-e-use, melhor que os outros navegadores. Enquanto esses bloqueiam apenas cookies de terceiros e técnicas de fingerprinting, o do DuckDuckGo bloqueia scripts — exceto, por ora, os da Microsoft. Via @thezedwards/Twitter, @yegg/Twitter, BleepingComputer (todos em inglês).

Apple e DuckDuckGo atacam modelo de negócio do Google em novos comerciais

Alguém poderia dizer que foi combinado (não parece ser o caso): com um dia de diferença, Apple e DuckDuckGo lançaram novas campanhas publicitárias nos Estados Unidos que atacam o modelo de negócio do Google, ou seja, a venda de dados pessoais via “leilões” de anúncios.

Na peça do DuckDuckGo (acima), um homem com uma camiseta do Google aparece ao lado de pessoas mexendo em seus celulares, observando o que se passa na tela. Ao fundo, toca Every breath you take, do The Police, que no refrão diz algo como “eu estarei de vigiando”. (Nunca havia reparado que essa letra é meio… assustadora?)

Pelo Twitter, o DuckDuckGo informou que o comercial será veiculado em +5 mil rádios norte-americanas e, em vídeo, em plataformas de streaming e na TV, em horário nobre e nos intervalos dos jogos da NBA e MLB (beisebol).

A da Apple mostra um leilão tradicional dos dados pessoais da Ellie, personagem do filme. Ao final, quando ela começa a ativar os recursos de privacidade do iOS, seus dados pessoais (representados fisicamente), os participantes e até o leiloeiro viram pó. Via @DuckDuckGo/Twitter (em inglês).

Brave e DuckDuckGo bloquearão páginas no formato AMP do Google

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Sumiço de sites piratas está relacionado a falha em recurso da pesquisa, diz CEO do DuckDuckGo

O fundador e CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, foi ao Twitter desmentir relatos — repercutidos neste Manual — de que o buscador estaria suprimindo sites de pirataria e do youtube-dl do seu índice.

Segundo Gabriel, “nosso operador site: (que quase ninguém usa) está com problemas, e estamos cuidando disso”.

O operador site: restringe os resultados da pesquisa a um domínio. Se você pesquisar por site:manualdousuario.net duckduckgo, por exemplo, verá apenas resultados relacionados ao termo “duckduckgo” no site manualdousuario.net.

No momento, a busca acima não retorna resultados, sinal de que o operador está mesmo quebrado. Via @yegg/Twitter (em inglês).