DuckDuckGo vai bloquear domínio da Microsoft usado para rastreamento em seus navegadores e extensões.

No final de maio, um pesquisador alertou que os navegadores e extensões do DuckDuckGo (DDG) deixavam de bloquear um domínio da Microsoft usado para monitorar conversões de anúncios. (A Microsoft é parceira do DuckDuckGo.)

A notícia gerou alguma revolta, em parte justificada. Por isso a atualização prometida pelo DDG na última sexta (5), de que seus navegadores e extensões serão atualizados nas próximas semanas para bloquear esse domínio da Microsoft, é bem-vinda.

Além disso, o DDG abriu sua lista de domínios usados para rastreamento que são bloqueados por padrão como uma forma de dar mais transparência ao projeto. Via DuckDuckGo (em inglês).

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7 comentários

  1. Estava usando o Startpage (muito bom), mas resolvi dar mais uma chance ao DDG. Acho as !Bangs imbatíveis. O que não encontro com o DDG uso a bang do Startpage (!startpage). Até o navegador voltei a usar no celular.

  2. Já era, perderam totalmente a credibilidade. Vai me rastrear do mesmo jeito e entregar um resultado inferior? Vou de Google mesmo.

    1. Gente, sinceramente: que ideia maluca é essa de que alguém que se disponha a oferecer privacidade precisa ser infalível? Essa régua é muito alta. Se formos trabalhar por ela, em pouco tempo estaremos desconectados da internet escrevendo código em Assembly para usar computadores…

      1. O problema é a expectativa criada. As pessoas se dispuseram a abrir mão do conforto e praticidade em troca de uma promessa de total privacidade, e descobrem que não é bem assim? Quem garante que não farão isso de novo ou já estão fazendo? Confiança só se quebra uma vez.

        Ao menos o Google é honesto. Você entra sabendo o que esperar. Me desculpe, mas esse pano eu não passo.

        YOU HAD ONE JOB!

        1. Não é bem essa a troca que o DuckDuckGo propõe. Usá-lo não implica abrir mão de “conforto e praticidade” — e, de qualquer forma, o Google está a um clique de distância, ou um !bang, se for o caso.

          Essa rigidez não só não é sustentável, como não é saudável, Paulo. Se o seu critério para adotar uma tecnologia mais ética e humana é que ela seja infalível, sinto dizer, mas isso não existe. Há muitas gradações entre o Google e esse serviço utópico que nunca erra; não é uma questão “8 ou 80”.

    2. DuckDuckGo: Quebrou a confiança 1 (uma) vez, no browser mobile deles (não o buscador) que duvido que tenha muito uso
      Google: Acho que não preciso listar todas as vezes que foi anti-consumer e anti-privacidade, né?

      Tá parecendo a galera do “Depois dessa vou ser obrigado a votar no Brontossauro”

      (Obs: já faz uns anos que nem resultados melhores o Google tem, a não ser que seja para consultas de coisas locais mesmo)