A Intel anunciou um novo aplicativo para conectar celulares (Android e iOS) a computadores com chip Intel rodando Windows. Não que faltem opções — do Vincular ao Celular da Microsoft a soluções abertas, como o KDEConnect, além de iniciativas do Google. É que nenhuma é tão suave e confiável quanto a integração que a Apple consegue com os seus iOS e macOS.

O Intel Unison, nome do vindouro aplicativo, é baseado no Screenovate, outro aplicativo que fazia isso e que foi comprado pela Intel no final de 2021.

A Intel promete que o Unison será diferente porque será desenvolvido em parceria com as fabricantes e fará uso de recursos de conectividade do hardware, como Wi-Fi e Bluetooth.

O Unison permitirá acessar fotos, mensagens, ligações e notificações do celular pelo computador, e o usuário poderá usar o celular com o teclado e touchpad do notebook.

A princípio, o Unison estará limitado a alguns poucos notebooks com chips Intel de 12ª geração e o selo Evo. A Intel promete uma expansão considerável na leva de notebooks de 13ª geração. Via Windows Central (em inglês).

A Oppo, quinta maior fabricante de celulares do mundo, estreia no mercado brasileiro na próxima segunda (26). (Quando anunciou a chegada ao país, em julho, era a quarta.) O modelo escolhido para o desembarque no país é o Reno7, com preço sugerido de R$ 3 mil.

Em entrevista ao G1, Jim Zhang, presidente-executivo da operação brasileira da Oppo, foi bastante cauteloso. Disse que quer entender bem o mercado local antes de alçar voos maiores por aqui, como iniciar a fabricação local. (O discurso padrão de todas as marcas que chegaram ao Brasil após o fiasco da primeira vinda da Xiaomi, em 2014.)

O Reno7 será vendido via Amazon e lojas físicas da operadora Vivo. A distribuição ficará por conta da Usina de Vendas. Por ora, o escritório local da Oppo se dedicará ao marketing dos produtos. Via G1.

Quatro anos parece pouco tempo, mas às vezes esse intervalo separa eras muito distintas.

Em 2018, celulares com TV digital estavam em alta, impulsionados pela Copa do Mundo da Rússia. Havia tantos no mercado que dava para montar listas, como esta que fizemos no jornal-que-virou-panfleto-extremista Gazeta do Povo.

A Samsung contratou o técnico da seleção brasileira, Tite, como garoto-propaganda, e o levou ao anúncio de um desses aparelhos furrebas com TV digital, um Galaxy J-qualquer-coisa.

Faz tempo que não se ouve falar em novos celulares com sinal de TV aberta. Os eventos esportivos migraram para o streaming — a maioria dos campeonatos de times, do Brasil aos europeus, é transmitida por plataformas distintas, do YouTube ao HBO Max, passando pelo Star+ (Disney).

No Brasil, a Copa do Mundo do Catar será transmitida pelo Globoplay (em 4K), segundo o Notícias da TV, e talvez em outro serviço, ainda indefinido, graças a um acordo firmado em 2021 entre Globo e FIFA (via Uol).

Duas mãos levantando ligeiramente o vidro traseiro de um iPhone 14 azul claro, em uma superfície/ambiente claro.
Foto: iFixit/Reprodução.

Coube ao iFixit revelar a melhor novidade do morno iPhone 14: a Apple reformulou completamente o interior do celular, deixando-o mais fácil de ser reparado. Pela primeira vez em muito tempo, o vidro de trás pode ser removido e trocado sem que seja necessário desmontar o celular inteiro.

O iFixit deu nota 7 (de 10) para o iPhone 14, a melhor nota desde o iPhone 7. (Foi na geração seguinte, do iPhone 8/X, que a Apple adotou vidro na parte de trás do celular.)

As mudanças e a nota, porém, valem só para a linha básica. Os iPhone 14 Pro e Pro Max ainda usam o projeto antigo, hostil a reparos. E, Apple sendo Apple, a empresa expandiu o sistema de software que acusa a presença “partes inautênticas” — agora ele dispara quando um vidro traseiro não é oficial.

Reitero o questionamento de lá: por que a Apple não se gabou disso na apresentação dos celulares? A melhora na reparabilidade do iPhone me parece muito mais importante do que SOS via satélite. Via iFixit (em inglês).

Use o celular como webcam no seu notebook/computador

Se você está lendo isto em um notebook, é bem provável que seja um com webcam, ainda que uma webcam ruim. E é bem provável, também, que você tenha no bolso ou esteja lendo isto na tela de um celular que, por mais barato ou defasado que seja, tem câmeras bem melhores que a média das webcams de notebooks. E se desse para unir as duas coisas?

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O Google liberou a versão final do Android 13 para celulares Pixel elegíveis nesta segunda (15), um pouco cedo que o habitual.

O comunicado oficial lista 13 novidades, muitas delas reconhecíveis por quem usa iPhone, como permissão seletiva no acesso a fotos por aplicativos, pedido dos apps para exibirem notificações e eventos de “Continuidade” envolvendo o Chrome OS, como receber e responder mensagens de texto e copiar e colar coisas entre o celular e um tablet/Chromebook.

Celulares de outras marcas podem levar alguns meses para serem atualizados — até outro dia ainda tinha aparelho recebendo o Android 12, lançado há quase um ano. Via Google (em inglês).

A Fernanda Lizardo à atenção um fenômeno curioso na Shopee: pessoas comprando uma capinha de R$ 62 para o Galaxy Z Flip 3, um dos celulares dobráveis da Samsung, achando que se trata do celular em si.

O preço sugerido do Galaxy Z Flip 3 é R$ 7 mil. Segundo o Zoom, o menor preço dele no varejo nos últimos seis meses foi R$ 3,9 mil.

Alguns comentários de compradores “enganados” pela capinha da Shopee:

Comprei achado que era um celular. Quando chegueu era uma capa

Eu pensei que era um celular mais não!!! Venho só acapa nosssa!!!! Agora vou fazer oque isso? Só com a capa?

Não gostei demorou pra chegar e me ferrei pensei que estava comprando um celular e erra só a capa

Kkkk vacilei pensando ser celular Kkkk mais.enfim dão lindas

Não gostei, no anúncio não esplica que é uma capa, me senti enganada.comprei achando que era um celular.

O título do anúncio é “Ultra-thin Skin Feel Hard Phone Cover For Samsung Galaxy ZFlip3 Z Flip 3 Flip3 5G Protect Cases ZFilp 3 Bumper Back Shell” e a primeira foto tem um aviso, também em inglês, reforçando que é só uma capa.

Uma estranheza o título do anúncio estar em inglês. Mesmo os das lojas chinesas costumam aparecer em português, (mal) traduzidos automaticamente.

A capa parece, pelas fotos, bem discreta, o que pode ter contribuído para a confusão dos consumidores. Mas… né, o que se compra com R$ 62 hoje? Seguramente, não um celular — nem mesmo os básicos da Nokia ou Multilaser, digo, Multi. Chato isso. Via @FernandaLizardo/Twitter.

A Samsung reuniu a imprensa em Nova York para anunciar a nova geração dos seus celulares dobráveis e acessórios.

Alguém que não conheça muito bem as versões antigas terá dificuldade em identificar o que há de novo nos Galaxy Z Flip 4 e Galaxy Z Fold 4 — em resumo, componentes internos atualizados, dobradiças menores e novas cores.

Além disso, a Samsung revelou o relógio Galaxy Watch 5, incluindo uma variação “Pro”, e os fones de ouvido Galaxy Buds 2 Pro, 15% menores que os anteriores e com suporte a áudio hi-fi de 24 bits.

Os preços no Brasil serão divulgados no fim do mês, mas não espere um afago dos sul-coreanos: lá fora, os celulares vieram com preços inalterados, o que significa US$ 999 no Galaxy Z Flip 4 e US$ 1,8 mil no Galaxy Z Fold 4. Via Samsung/YouTube e todos os sites de tecnologia do mundo, mas fique com o resumão do The Verge (em inglês).

O melhor iPhone

iPhone SE (2022) na cor preta, deitado de costas em uma superfície branca, com um pedacinho de um notebook prata ao fundo.

O iPhone SE é o celular mais insosso que já existiu. Com ele, quase ninguém percebe que você está com um celular novo; quando alguém repara, a conversa termina rápido e invariavelmente em uma frase do tipo “é igual o antigo, só que mais rápido”.

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Comparativo de tamanho, com três celulares sobrepostos e semi-transparentes: Zenfone 9, iPhone 13 e Galaxy S22.
Imagem: Phone Arena/Reprodução.

De alguma forma, o marketing da Asus conseguiu colar a fama de “celular pequeno” no Zenfone 8 e, agora, no recém-anunciado Zenfone 9. Vários sites entraram na onda da empresa, que alardeia no site oficial: “Tamanho compacto, grandes possibilidades”.

Não seria um problema se ele fosse, de fato, compacto, mas… sei lá, talvez não seja? O Zenfone 9 é menor que aparelhos topos de linha, como o Galaxy S22 Ultra, mas não é consenso que o lançamento da Asus esteja na mesma categoria.

Embora traga um chip de topo de linha (Snapdragon 8 Gen 1), as câmeras são intermediárias e o acabamento, em plástico. O preço sugerido lá fora é de US$ 899, o que é caro, mas, novamente, não é preço de topo de linha (+US$ 1 mil).

O Zenfone 9 tem dimensões e peso praticamente idênticos aos do Galaxy S22 e iPhone 13 — vide imagem acima. Ninguém, até onde se sabe, chama Galaxy S22 ou o iPhone 13 de “celulares pequenos”. Por que o Zenfone 9 sim? Via Phone Arena.

A Oppo, da China, está desembarcando no Brasil. É a quarta maior fabricante de celulares do mundo, de acordo com a consultoria IDC, atrás de Samsung, Apple e Xiaomi.

Para a estreia por aqui, a Oppo escolheu o celular Reno7, um modelo intermediário com suporte a redes 4G. Ainda não foram divulgados outros detalhes, como preço e data de lançamento.

A Oppo chega ao Brasil num momento de baixa, com projeções indicando uma retração de 12,7% nas vendas de celulares em relação a 2021. Via Valor Econômico.

A ativação das antenas 5G “puro” nas capitais, começando por Brasília, coloca mais peso no suporte a essa tecnologia para quem está no mercado para comprar um novo celular.

Segundo a consultoria GfK (via Folha de S.Paulo), as vendas de celulares compatíveis com 5G cresceram 230% entre janeiro e maio de 2022 em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo com um preço médio mais elevado — R$ 3.738 contra R$ 1.601 dos que só têm 4G, diferença de 133%.

Alguém (eu) pode arriscar a teoria de que esse crescimento é involuntário. O suporte a 5G já está “escorrendo” pela pirâmide de produtos, chegando aos modelos intermediários, como o Redmi Note 10 5G (~R$ 1.240 no Zoom/Buscapé) e o Galaxy A52s 5G (~R$ 1.700).

Ainda deve levar um bom tempo para que o 5G faça alguma diferença significativa no uso rotineiro do celular. Apesar da ênfase dada a esse aparelho, o foco do 5G é Internet das Coisas. Via Folha de S.Paulo.

Dez anos de Android 4.1 “Jelly Bean”

por Cesar Cardoso

Em 2012, a liderança do Android não estava consolidada. Apesar da queda dos fabricantes (Palm, Nokia “clássica”, Blackberry) e dos sistemas (PalmOS, Symbian, Windows Mobile) da primeira geração de smartphones, apesar do webOS ter sido vítima da crise da HP, havia um espaço enorme para um outro sistema operacional surgir e, aproveitando as fraquezas do Android de então, assumir a liderança de um mercado que, apesar de todo o esforço (e aí incluindo Apple), ainda era pequeno.

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