Três aparelhos Xiaomi 12S Ultra, dois deles de costas, exibindo a grande câmera que ocupa 1/3 da área. O da frente está virado para frente, exibindo uma foto de um círculo vermelho em um ambiente escuro, com a frase (em inglês) embaixo: “Capture o momento”.
Foto: Xiaomi/Divulgação.

Ok, isso está ficando meio ridículo. O recém-anunciado Xiaomi 12S Ultra tem um conjunto de câmeras que ocupa 1/3 da parte de trás do aparelho. (Lembra, de certa maneira, o saudoso Lumia 1020.)

A câmera do 12S Ultra foi desenvolvida em parceria com a Leica, venerada fabricante alemã de câmeras. A lente principal, de 50,3 megapixels, usa um sensor da Sony de 1″ (IMX989), o mesmo que a fabricante japonesa usa na simpática linha de câmeras dedicadas RX100.

O Xiaomi 12S Ultra e suas variações mais humildes, 12S e 12S Pro, serão lançados inicialmente na China, ainda sem data exata. O modelo de entrada do 12S Ultra sairá por ¥ 5.999 (~R$ 4.770); o mais caro, por ¥ 6.999 (~R$ 5.565). Via Xiaomi (em inglês).

A Anatel abriu uma consulta pública com a proposta de definir “requisitos técnicos para avaliação da conformidade de interface de carregamento por fio com padrão USB tipo C em telefones móveis celulares”.

Em outras palavras, a agência brasileira quer que todo celular vendido no Brasil use o padrão USB-C para recarga. No cenário atual, isso significa forçar a Apple a adotá-lo — é a única que usa outro formato, o Lightning.

A consulta pública 45/2022 ficará aberta até 26 de agosto. Ela chega após a União Europeia decidir a favor da mudança e dos Estados Unidos sinalizarem um movimento parecido. Na prática, talvez nem precisasse… Via Anatel.

Preservando o Android original

por Cesar Cardoso

Foto de cima de um celular HTC EXCA300, similar a um Blackberry antigo, com o Android “Sooner” rodando, aberto no buscador do Google.
Foto: @OldPhonePreserv/Twitter.

Os mais antigos neste mundinho de smartphones vão lembrar da primeira aparição do Android, em um protótipo que parecia um clone dos Blackberries que dominavam o mercado de smartphones dos EUA (ou dos Nokia E, já que Blackberries não eram tão populares fora dos EUA), com uma interface de usuário que parecia um Blackberry. O protótipo era feito pela HTC (era a época que a HTC dominava o mercado de smartphones pra quem não queria Symbian ou Blackberry) e tinha o nome de “Sooner”.

O Android Police fez um hands-on com “Sooner” em 2020, e tirou prints e tudo da versão do Android no aparelho (htc-29386.0.9.0.0, 29 de agosto de 2007). Outros acharam uma boa ideia extrair a ROM e preservar.

A ROM está disponível para baixar no Internet Archive; provavelmente, até pela natureza técnica do mercado de smartphones (smartphones são bem mais “fechados” que os computadores, afinal), não vai ter muito interesse para o leitor médio desta newsletter, ou do utilizador médio de smartphones, ou da maioria das pessoas. No entanto, se você se preocupa com a preservação de artefatos culturais — e sistemas operacionais são artefatos culturais — é um dia de alegria; você pode baixar a ROM de Sooner e ver como o Android começou a ser Android.


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Celular PinePhone Pro, encostado em uma parede de madeira, com a tela exibindo a gaveta de ícones de aplicativo, aplicativos recentes e busca do Gnome Shell.
Gnome no celular! Foto: Gnome/Divulgação.

O sonho de um Linux puro sangue móvel ainda não se realizou, mas está avançando em projetos como o Phosh, que leva o Gnome Shell a celulares e tablets.

Jonas Dressler, desenvolvedor do projeto Gnome, compartilhou alguns avanços no trabalho de adaptação do Gnome Shell às telas pequenas e sensíveis a toques, resultado de um investimento do Ministério da Educação da Alemanha.

O escopo do projeto financiado pelos alemães, explica Jonas, não é finalizar os trabalhos, mas sim o básico da navegação, abertura de aplicativos, pesquisa, teclado virtual e outros recursos básicos.

Boa parte do trabalho até agora, por exemplo, foi destinada à navegação por gestos. O resultado, a julgar pelos vídeos compartilhados, em hardware real (o celular é um PinePhone Pro, da foto acima), é bem promissor.

“Há muito trabalho pela frente”, diz Jonas, “mas agora o progresso será mais rápido e mais visível porque será trabalho na interface de usuário em si, em vez de em APIs internas.” Isso implica, também, em mais testes e desenvolvimento em hardware real, o que é imprescindível para aperfeiçoar recursos como o teclado virtual. Via Gnome Shell & Mutter (em inglês).

A /e/ Foundation lança nesta terça (31) seu braço/marca comercial, Murena. A nova marca concentra a comercialização de celulares (modelos comerciais com o /e/OS pré-instalado e um original, o novo Murena One) e os serviços em nuvem, chamados Murena Cloud, baseado no NextCloud.

Idealizado por Gaël Duval em 2017, o objetivo da Murena é oferecer uma alternativa ao Google. O /e/OS é baseado no Android AOSP e vem livre de conexões diretas com o Google. É um sistema legal — testei um Galaxy S9+ com o /e/OS em dezembro. Infelizmente, a Murena ainda não atua no Brasil. Via Murena (2)  (em inglês).

O fim do celular pequeno

Quem vai às compras atrás de um celular se intimida com a variedade de modelos disponíveis. São muitos e, apesar do volume, quase nenhum pequeno. Eric Migicovsky, que fez fama na década passada com o relógio inteligente Pebble, quer um celular Android pequeno. Será que vai conseguir?

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Qual celular comprar em 2022?

No programa de hoje, Jacqueline Lafloufa e Rodrigo Ghedin falam de um dilema que (quase) todos enfrentam quando precisam comprar um celular: qual? A analogia da geladeira — chega na loja, vê o modelo mais recente que cabe no orçamento e leva — só vale para as linhas premium. Para o grosso das vendas, a oferta de modelos com poucas variações entre um e outro segue forte e dificulta um bocado a escolha. Não temos respostas, mas algumas dicas, sim.

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Assaltos de celulares para limpar contas bancárias, com Fabio Assolini

No programa de hoje, Rodrigo Ghedin e Jacqueline Lafloufa recebem Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, para uma conversa que tomou o Brasil na última semana: os assaltos a celulares para limpar contas bancárias. Onde está o elo frágil dos sistemas de segurança do Android/iOS e dos bancos/fintechs? Android ou iOS, qual é mais seguro? E o que fazer, minimamente, para se proteger caso você se veja nessa situação? Ouça e descubra.

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O que chamou a atenção no Google I/O 2022

por Cesar Cardoso

Em software:

Em hardware:


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Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

O agente de talentos Bruno de Paula tinha acabado de voltar de uma viagem à Espanha. Já em São Paulo (SP), logo depois de desembarcar do avião, teve seu celular furtado de dentro de um táxi. O que a princípio seria apenas um dissabor, um prejuízo limitado ao valor do aparelho, virou um rombo de R$ 143 mil: o ladrão conseguiu acessar os aplicativos bancários de Bruno e fez uma limpa em suas contas.

A magnitude do prejuízo de Bruno chamou a atenção, o caso viralizou no Twitter e teve um final feliz — na medida do possível, ou seja, ele recuperou o dinheiro perdido. Não foi, porém, um caso excepcional.

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O Android 13, oficializado pelo Google nesta quarta (10), será uma versão contida, sem grandes novidades, provavelmente para aparar as arestas que ficaram da anterior.

Entre essas poucas novidades está o suporte a aplicativos de terceiros nos ícones padronizados, uma opção que faz com que todos os ícones sigam o esquema de cores da interface “Material You”. Assim:

Foto de um celular com Android 13, usando um tela salmão, com todos os 12 ícones da tela inicial em formato redondo e com as mesmas cores de fundo e no contorno dos desenhos internos.
Imagem: Google/Divulgação.

Beleza é algo subjetivo, e não é no que gostaria de focar aqui. O que me chama a atenção é a usabilidade, ou falta dela. Ícones assim, idênticos, não são mais “difíceis de usar”?

A gente já havia perdido o contorno/formato dos ícones graças à influência do iOS.

No macOS da Apple, que sempre teve ícones em formatos variados, a versão Big Sur, de 2020, impôs (ou passou a recomendar) que eles adotassem o mesmo formato quadrado com bordas arredondadas do iOS.

Gosto é subjetivo, repito, mas compare um antes (Catalina) e depois (Monterey):

Duas fileiras de ícones na Dock do macOS, a de cima do Catalina, com ícones de formatos variados, a de baixo do Monterey, com todos os ícones quadrados.
Imagem: Apple/Divulgação.

Talvez o Google tenha ido longe demais?

Nesta quarta (11), aconteceu a abertura do Google I/O 2022, a conferência anual para desenvolvedores do Google, que a empresa aproveita para anunciar novidades.

Novo Android 13, um monte de celulares e outros gadgets que não chegam ao Brasil e vende pouquíssimo lá fora, recursos de inteligência artificial cada vez mais complexos e, paradoxalmente, cada vez menos impressionantes (e com aplicação limitada e/ou duvidosa), uma ou outra coisa realmente legal, mas… né, acaba diluída em meio a tanta coisa.

Destaques para o relógio inteligente (bonitão, mas será que vende?), um tablet que parece saído de 2014 e uma versão menos esquisita e capaz do Google Glass.

Além do vídeo acima, que condensa +2 horas de evento em 12 minutos, o blog do Google tem um espaço dedicado a todas as novidades anunciadas. Via Blog do Google (em inglês).

A nova OnePlus

por Cesar Cardoso

A chegada da OnePlus no mundo Android foi um grande surto coletivo, com o “never settle” e todo o hype de Carl Pei e Pete Lau. Carl Pei saiu (e levou a hype machine pra Nothing), a BBK uniu a Oppo e a OnePlus debaixo da asa de Pete Lau e, bom, a OnePlus queridinha do mundo nerd Android morreu, faleceu, foi de base.

Agora é uma marca querendo ser mainstream, talvez mais próxima de ser uma segunda marca global da BBK Electronics (a primeira está se encaminhando para ser a Realme) e aproveitar o espaço que surgiu a partir da saída da LG do mercado móvel; um sinal disso é que, em 2022, a expansão da marca promete ser agressiva fora de EUA/Europa Ocidental/Índia/China:

Gráfico em círculo mostrando os mercados de expansão da OnePlus.
Notaram ali “América do Sul”? Eu já tirei o cavalinho da chuva, não acredito que em 2022 a OP apareça além de Chile, Peru e Colômbia. Imagem: OnePlus/Divulgação.

Na prática dos telefones, depois de sair na China em janeiro, o OnePlus 10 Pro saiu para o resto do mundo esta semana; este topo da linha da nova OnePlus divide opiniões como a própria nova OnePlus, bastando ler as análises de Engadget e de The Verge.


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A Samsung anunciou nesta quinta (17) novas versões dos seus celulares de volume para o mercado brasileiro, Galaxy A53 e Galaxy A33.

É interessante a diferença com que Apple e Samsung tratam suas linhas inferiores. O iPhone SE mais recente recicla um visual de oito anos atrás e apenas atualiza componentes-chaves, como o processador e antenas (5G). O Galaxy A53, por outro lado, tem cara de 2022, com tela grande quase sem bordas e de 120 Hz, 5G e múltiplas câmeras atrás. É um conjunto atraente.

Nesta nova safra de Galaxy A, a Samsung estendeu a longevidade das atualizações prometidas: os dois aparelhos terão quatro do Android e cinco anos das de segurança.

O preço sugerido do Galaxy A53 é de R$ 3,5 mil, mas entre 17 de março (lançamento) e 8 de maio, será vendido por um preço promocional de R$ 2,7 mil — e vai de brinde um par de fones de ouvido Galaxy Buds Live. Será surpresa se a Samsung vender uma unidade que seja desse Galaxy A53 a preço cheio, visto que em dois meses a tendência é o preço de celulares Android despencar no varejo.

O Galaxy A33 chega dia 19 de abril, ainda sem preço definido. Via Samsung.

A Apple anunciou a esperada atualização do iPhone SE nesta terça (8). A nova versão, terceira geração do modelo, mantém o corpo do antigo iPhone 8, mas traz o mesmo chip da linha iPhone 13 (A15 Bionic) e conectividade 5G. Além disso, o vidro da tela e das costas é outro, mais resistente (o mesmo usado no iPhone 13) e a bateria ganhou melhorias tangenciais que, combinadas à eficiência maior do A15, deverão aumentar a autonomia do aparelho. Há também uma nova opção de memória de armazenamento, com 512 GB.

O iPhone SE de terceira geração ficou mais caro nos Estados Unidos (a partir de US$ 399 para US$ 429, aumento de 7,5%) e no Brasil, onde o modelo base, com 64 GB de memória, custará R$ 4.199 — a versão anterior saía por R$ 3.699, ou seja, aumento de 13,5%. Ainda não há data de lançamento para o Brasil. Via Apple (em inglês) (2).