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Gnome para celulares avança com investimento da Alemanha

Celular PinePhone Pro, encostado em uma parede de madeira, com a tela exibindo a gaveta de ícones de aplicativo, aplicativos recentes e busca do Gnome Shell.
Gnome no celular! Foto: Gnome/Divulgação.

O sonho de um Linux puro sangue móvel ainda não se realizou, mas está avançando em projetos como o Phosh, que leva o Gnome Shell a celulares e tablets.

Jonas Dressler, desenvolvedor do projeto Gnome, compartilhou alguns avanços no trabalho de adaptação do Gnome Shell às telas pequenas e sensíveis a toques, resultado de um investimento do Ministério da Educação da Alemanha.

O escopo do projeto financiado pelos alemães, explica Jonas, não é finalizar os trabalhos, mas sim o básico da navegação, abertura de aplicativos, pesquisa, teclado virtual e outros recursos básicos.

Boa parte do trabalho até agora, por exemplo, foi destinada à navegação por gestos. O resultado, a julgar pelos vídeos compartilhados, em hardware real (o celular é um PinePhone Pro, da foto acima), é bem promissor.

“Há muito trabalho pela frente”, diz Jonas, “mas agora o progresso será mais rápido e mais visível porque será trabalho na interface de usuário em si, em vez de em APIs internas.” Isso implica, também, em mais testes e desenvolvimento em hardware real, o que é imprescindível para aperfeiçoar recursos como o teclado virtual. Via Gnome Shell & Mutter (em inglês).

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15 comentários

  1. GNOME no desktop já é um terror de pesado e lento. Imagina num celular… Além de tudo vai consumir bateria loucamente. Socorro!

    1. Pesado e lento em relação a quê? Se for à linha de comando ou a ambientes gráficos mais simples, como XFCE, concordo, mas não me parece algo mais lento/pesado que o shell do macOS ou do Windows.

      1. Eu diria que o GNOME é a experiência mais lenta e limitada que já vi num desktop, e dá para sustentar essa afirmação com alguma tranquilidade: https://medium.com/@fulalas/gnome-linux-a-complete-disaster-feb27b13a5c2

        Interessante você dizer que o Xfce é mais simples. Realmente pode dar essa impressão dado que ele é mais antigo. Mas, na verdade, ele tem bem mais funcionalidades que o GNOME. Só que ele não tem esse visual ‘applemificado’ nem animações bonitinhas.

        Mas é aquela coisa: quando tudo que usamos é lento, nosso referencial passa a ser esse, não é mesmo? Eu lamento porque não só antigamente os sistemas eram mais responsivos, como hoje temos poder de hardware pra fazer ficar ainda mais rápido, no entanto, está tudo ficando cada vez mais lento e pesado, no geral agregando funcionalidades bem duvidosas ou, no caso do GNOME, removendo funcionalidades, o que é ainda mais surreal. Eu defendo que o software está em crise e a culpa é desse frenesi por lucro, alimentado pelo dinamismo da internet.

        1. Concordo contigo que o software de 2022 tende à lentidão (abomino e evito ao máximo qualquer coisa feita em Electron, por exemplo). Acho, porém, que há um espaço ali entre a lentidão incômoda (do Electron) e uma “lentidão” como artifício da experiência do usuário (UX).

          Um exemplo tosco. É muito mais rápido (e tecnicamente viável) minimizar uma janela instantaneamente, mas eu prefiro perder alguns milissegundos com uma animação que me indique o que está acontecendo. O acumulado desses milissegundos não vai me deixar mais produtivo, eu ganho sinais óbvios do que está acontecendo no sistema e (supérfluo, mas vá lá) uma experiência mais agradável.

          Creio que o Gnome e o macOS, para ficar em dois exemplos, caminham nesse sentido. Poderiam ser muito mais rápidos, mas não são porque existem outros critérios em jogo.

          E, sim, o Gnome é mais rígido que… qualquer outro ambiente gráfico, talvez? Eles apresentam uma lógica mais fechada (mais Apple, se preferir) que se funciona para você, é uma maravilha, mas se não funciona, é algo muito difícil de modificar.

          1. Você tem razão quando diz que se um dado software funciona pra pessoa, então tá valendo. No final das contas existe um quê subjetivo, de fato. Mas existe também um lado bastante objetivo, como performance, funcionalidades e eficiência energética. E nesses aspectos o GNOME é talvez o ambiente gráfico que mais deixa a desejar no Linux. E eu lamento, pois (até a versão 41.x) ele era elegante e com uma consistência bem acima dos demais ambientes gráficos pra Linux.

            Você diz ‘[GNOME e macOs] poderiam ser muito mais rápidos, mas não são porque existem outros critérios em jogo’, dando a entender que esse seria uma espécie de preço para se ter animações e outros frufrus. Mas isso não é bem verdade. Ao usar o Nautilus (file manager do GNOME), por exemplo, você nota que ele é lento mesmo quando não há animações envolvidas, como a transição de uma pasta para outra. Aliás, mesmo desligando as animações do GNOME (via Tweaks), o sistema continua lento; igualmente lento, aliás. Além disso, é possível trocar o compositor de ambientes gráficos rápidos como LXQt e Xfce e ainda manter uma performance bem superior ao GNOME. Mas, ei, performance é só um dos problemas do GNOME. As funcionalidade limitadas são talvez o que mais me deixa boquiaberto: regrediram em relação a coisas que já tinham sido resolvidas há literalmente mais de uma década. E a lista nem é pequena! Fora outras coisas que parece que fazem de sacanagem, como quebrar todas as extensões a cada lançamento de versão, ou essa mania de tirar um aplicativo decente e colocar um pior no lugar (e.g. Text Editor e Console).

            E, sim, Electron é um acinte! Sou obrigado a usar o Teams da MS por causa do trabalho e é algo difícil de descrever. Acho que é o ápice da MS, essa empresa de esquete de humor tecnológico que algumas pessoas confundem com empresa de software profissional. :P

  2. Se não me engano o pessoal do KDE também uma versão para celulares. Até razoavelmente funcional, se não me engano.

    Uma pena que o suporte a hardware sempre foque em poucos aparelhos que geralmente nunca são/foram comercializados por essas bandas. Eu gostaria de testar isso em hardware real.

  3. Isso me lembrou a época em que a Canonical e a Microsoft estavam propondo a convergência total, que acabou nunca se concretizando: um smartphone moderno tem todo o hardware necessário para funcionar como um notebook, mas ninguém conseguiu resolver o problema do software.

    Uma pena, imagino que seria interessante para o uso básico da grande maioria das pessoas.

    1. Tal convergência mostrou-se irrelevante desde que os apps sincronizam as tarefas entre os dispositivos.

      1. A ideia da convergência era precisar de menos dispositivos, ou tirar melhor proveito deles para diferentes casos de uso. É “ideal” ter um smartphone, tablet, notebook e desktop….mas não é conveniente e nem barato.

        Um iPad novo é simbólico: seria um ótimo notebook se tivesse um software condizente, mas acaba limitado a artistas e consumo. Os Surface ARM poderiam ser ótimos híbridos, mas o Windows está longe de chegar lá

        1. Sim, eu entendo como funciona. Só penso que tal “dispositivo de convergência” seja algo utópico. Agora até jogos estão virando serviço, esses dias vi gente usando xCloud num Android TV. É muito mais fácil e barato moldar os serviços para diferentes dispositivos do que tentar vender um aparelho que tente suprir tudo mas com o perigo de fazer tudo de forma precária.. Não leve Surface ou iPad com tanta consideração, são aparelhos caros e elitizados.

          1. Não leve Surface ou iPad com tanta consideração, são aparelhos caros e elitizados.

            É justamente esse o argumento: a sincronia entre múltiplos dispositivos funciona e parece o caminho adotado pela indústria, mas é (em tese) mais caro porque demanda a aquisição de dois ou mais dispositivos, enquanto aquela convergência clássica reduz o gasto a um dispositivo só que desempenha várias funções em diferentes contextos.

          2. Acredito que o único caminho onde isso tenha algum futuro seja o modo desktop de celulares, um tablet não pode suprir a demanda de um celular mas um celular pode se tiver um monitor, a ideia do ipad não é tão unificadora, um celular ainda é necessário.
            No final acho que uma unificação teria que ser um sistema de híbrido em um celular que aja como um desktop comum, considerando que ARM e x86 são imcompativeis em questão de apps, acho que o caminho mais facil é o modo desktop atual, mesmo que incompleto é possível portar as ferramentas pra esse sistema e ajustar o que não funciona, do que tentar portar o GNOME ou KDE pra celular.

          3. Ao Rodrigo. Não demanda a compra de mais dispositivos, a maioria das pessoas não tem grana pra isso ou apenas não precisa tanto assim, tem muita gente que vive só com o smartphone. Esse produto que vocês imaginam é coisa de nicho. Se não for popular não vai baratear convenhamos que iPad e Surface são caros até lá fora.

          4. @ Rafael

            Sim, é a realidade da maioria, mas aí não estaríamos falando de convergência nem de serviços adaptados para diferentes dispositivos, estaríamos falando de um dispositivo só — um terceiro cenário.

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