O smartphone é o novo Sol

por Benedict Evans

Existem atualmente mais de 2 bilhões de smartphones em uso, e, dos pouco mais de 5 bilhões de adultos no mundo, cerca de 3,5 e 4,5 bilhões deles possuem algum tipo de celular. Nos próximos anos praticamente todas as pessoas que não têm um celular irão adquirir um, e quase todos os celulares serão smartphones. Há uma década, parte dessas previsões seria passível de discussão. Hoje, não. O quanto todas essas pessoas pagam por dados móveis e como elas recarregam as baterias dos seus celulares poderão ser desafios a serem vencidos, mas o smartphone em si está próximo de se tornar um produto universal para a humanidade — o primeiro que a indústria de tecnologia já produziu. (mais…)

Assista ao documentário CAPAS DE CELULAR

Comentários sobre o iPhone 6s, o (enorme) iPad Pro e a nova Apple TV

Algumas coisas estão diferentes na Apple de 2015. O calendário do segundo semestre, por exemplo. Em anos anteriores a agenda da empresa de Cupertino tinha dois dias reservados para eventos de anúncios de produtos. Neste ano, tudo indica que será só um. Outras coisas, porém, não mudam. Ontem a Apple anunciou novos iPhones, o iPad Pro e uma Apple TV reformulada. (mais…)

Algumas notas sobre o Zenfone 2

No dia do lançamento do Zenfone 2 no Brasil publiquei uma analogia simples para explicar a minha maior bronca com o smartphone da Asus: ele é grande e pesado, a ponto de, para mim, tornar-se incômodo. É um problema, mas um dos poucos desse que, em outros aspectos, é um ótimo dispositivo.

Seria justo, pois, abordar o lado positivo do Zenfone 2. É o que farei aqui, agora, antes de mandá-lo ao ganhador do primeiro concurso cultural do Manual do Usuário — parabéns, Guilherme! (mais…)

Volume de vendas num trimestre é (bem) diferente de base instalada

Pega na minha mão e vem comigo:

  • Até 2014, produto “A” tinha vendido 100 unidades e produto “B”, 50.
  • No primeiro trimestre de 2015, produto “A” vendeu 5 unidades e produto “B”, 10.
  • As vendas do produto “B” foram maiores que as do produto “A” no período, mas o mercado ainda tem mais produtos “A” em uso — 105 contra 60.

Agora, troque “A” por “iOS” e “B” por “Windows”. Continua fácil de entender, certo? Não para alguns sites de tecnologia, nem para a Microsoft: (mais…)

A sensação de usar o Zenfone 2 segundo a mitologia de Dragon Ball

O Zenfone 2, lançado hoje num grande evento da Asus em São Paulo, é diferente dos outros da família que estreou no Brasil ano passado. Ele é maior, melhor e mais caro. Recebi uma unidade para testar e, nesse período, tive uma epifania: uma das passagens do desenho japonês Dragon Ball traduz a impressão que fiquei do novo Zenfone. (mais…)

[Review] Life 8, smartphone da Blu

Vários leitores, amigos e parentes já me perguntaram sobre a Blu, uma empresa de Miami que oferece smartphones coloridos, rodando o Android quase puro e com preços bem competitivos. Parecem promissores, mas nunca algum dessa marca havia passado pelo Manual do Usuário. Até hoje.

(Este review estreia o novo formato do site. Em vez de um textão + vídeo ao final dos meus testes, farei atualizações diárias, neste post, contando como está sendo a experiência: as descobertas, surpresas, o que é legal e o que desagrada e, claro, respostas das dúvidas que vocês publicarem nos comentários. Considerem este review como um piloto; se der certo, se for legal, repetiremos a dose.) (mais…)

[Review] Redmi 2, a estreia da Mi no Brasil

Em 2015 o dólar chegou a valores históricos, a economia se desequilibrou e há um clima de tensão política e social no ar. Momento complicado para a indústria, mas não para uma empresa que vem do outro lado do mundo, a Xiaomi — ou Mi, como é conhecida fora da China. Liderada pelo brasileiro Hugo Barra, a Mi lançou em junho o seu primeiro smartphone brasileiro, também o primeiro fabricado e vendido no ocidente. É o Redmi 2, um mid-range com boas especificações e preço camarada.

Além do valor, de R$ 499, existem outros atrativos no intermediário Redmi 2? O que se perde ao pagar tão pouco num smartphone que se posiciona no nível de outros mais caros, alguns custando quase o dobro? É o que eu conto agora no review do Manual do Usuário. (mais…)

[Review] G4, pequenas melhorias no smartphone topo de linha da LG

Se você não olhar com atenção, poderá confundir o G4, novo smartphone topo de linha da LG, com seu antecessor. Tudo bem, é perdoável. Há pequenas mudanças visuais em relação ao G3, de 2014, mas a identidade visual da linha segue praticamente intocada nessa nova iteração.

Além das mudanças estéticas e ergonômicas mínimas, a LG, obviamente, também mexeu nas entranhas do G4. E, mais que isso, manteve características em extinção no segmento high-end, uma tentativa de agradar os atuais clientes que não abrem mão de bateria removível e, ao mesmo tempo, conquistar os órfãos de outras marcas que abdicaram delas para priorizar o design. No que isso resultou? É o que descobriremos agora no review do Manual do Usuário.

(mais…)

Colorido e à prova d’água, novo Moto G tentará manter a coroa de smartphone mais vendido do Brasil

Em 2013 a Motorola chacoalhou o mercado brasileiro de smartphones com o primeiro Moto G. Era um smartphone mid-range com dois diferenciais importantes e incomuns até então: Android quase puro e preço baixo. Dois anos depois, a terceira geração do Moto G chega melhor do que antes, mas se depara com a economia local instável e rivais mais competitivos — inclusive no preço.

Num evento simultâneo realizado em Londres, Nova York e São Paulo, a Motorola anunciou três novos smartphones: o já mencionado novo Moto G e as duas variantes do Moto X, Play e Style. (mais…)

Qual o destino dos seus gadgets velhos?

Em 2009 alguns blogueiros americanos, como Gina Trapani (fundadora do Lifehacker), Anil Dash e Joel Johnson, se uniram para criar o Last Year’s Model, uma campanha que incentivava o consumismo consciente de gadgets que mudavam muito rapidamente. Não é porque saiu um novo iPhone que você precisa trocar o seu, do ano passado, por ele, certo?

Seis anos atrás smartphones ainda tinham muita margem para evoluir, tablets não existiam e a indústria de PCs não estava estagnada como hoje. Ou seja, em 2015 é mais fácil ficar com modelos ultrapassados sem se frustrar. Uma hora ou outra, porém, a necessidade ou uma oportunidade para trocá-los surge e aí nos vemos com o produto novo e o antigo, ainda usável, sobrando.

O que você faz com ele? (mais…)

A Lei do Bem, na verdade um decreto de 2005 com emendas importantes aprovadas em 2012, desonera de PIS/PASEP e Cofins algumas categorias de produtos produzidos e vendidos no varejo nacional. Entre eles, smartphones.

Existem algumas exigências, como ter a fabricação local, custar menos de R$ 1.500 ao consumidor final e trazer um punhado de apps nacionais pré-instalados ou com atalhos para download. Então, as fabricantes interessadas no abatimento submetem essa lista ao Ministério das Comunicações que, depois de analisá-la, publica em seu site os produtos aprovados.

Semana passada saiu mais uma rodada, como observou o Pinguins Móveis. E tem duas coisas bem curiosas nela. (mais…)

B2W, dona do Submarino, opera a loja virtual da Mi no Brasil

Redmi 2 no site oficial da Mi Brasil.

Lembra daquele Redmi 2 que vazou antes da hora no Submarino? Ficou um climão, ainda mais com a Mi dizendo horas depois, no Facebook, que seus produtos seriam comercializados exclusivamente pelo seu site oficial. O mistério aumentou quando, dias mais tarde, o Submarino começou a ligar aos clientes que tinham comprado o produto para oferecer vale-compras de R$ 450. (mais…)

Na noite da última terça-feira, o Submarino colocou à venda o smartphone Redmi 2, da Mi (ou Xiaomi). Ao que tudo indica, a loja queimou a largada, já que o lançamento da marca Mi e de seus produtos no Brasil está marcado para 30 de junho. Alguns clientes conseguiram fechar a compra enquanto a página do produto esteve no ar e, hoje, eles receberam uma ligação do Submarino a fim de resolver a questão.

Soube, de duas fontes distintas, que o Submarino ligou hoje à tarde aos clientes que boletaram o Redmi 2, da Mi, oferecendo um vale-compra de R$ 450 como “pedido de desculpas.” Uma das fontes havia pago o boleto e, além do vale-compra, a loja se comprometeu a fazer o estorno, com o valor do frete incluso, o que dava R$ 370. À outra fonte, o atendente do Submarino perguntou se ela havia pago o boleto (não havia) e ofereceu um o mesmo vale-compra, de R$ 450.

Na madrugada de terça para quarta-feira, a Mi, por meio da sua página no Facebook, informou que no Brasil seus produtos serão vendidos exclusivamente pelo site oficial. Por que o Submarino queimou a largada de uma corrida da qual, aparentemente, ele nem participará? Bem estranha essa história…