Comentários sobre o iPhone 6s, o (enorme) iPad Pro e a nova Apple TV

Algumas coisas estão diferentes na Apple de 2015. O calendário do segundo semestre, por exemplo. Em anos anteriores a agenda da empresa de Cupertino tinha dois dias reservados para eventos de anúncios de produtos. Neste ano, tudo indica que será só um. Outras coisas, porém, não mudam. Ontem a Apple anunciou novos iPhones, o iPad Pro e uma Apple TV reformulada.

iPhone 6s e iPhone 6s Plus

Foto de divulgação do iPhone 6s.

O iPhone já passou (faz tempo) da fase de se justificar com números, especificações e outros critérios que a imprensa, consumidores pretensamente entendidos (a maioria, clientes de outras marcas) e suas concorrentes julgam imprescindíveis. Todo ano a Apple atualiza o iPhone, faz o show, vende horrores e lucra muito sem entrar em questões muito técnicas. Porque, mérito todo dela, não precisa.

“Ah, mas só tem 1 GB de RAM”, já disseram incontáveis vezes. “Câmera com 4K só agora?”, muitos argumentaram ontem. “Processador dual-core em pleno 2014??” foi um questionamento recorrente ano passado. Não importa. Ninguém que já comprou um iPhone deixaria de fazê-lo por qualquer desses pontos. Ninguém compra iPhone por causa de outro número que não o que procede o nome “iPhone” e geralmente se vê nesse dilema apenas por uma limitação financeira — não há outro motivo para escolher o iPhone 6 em detrimento do 6s, por exemplo.

https://youtu.be/cSTEB8cdQwo

De novo, o iPhone 6s traz um novo SoC, o Apple A9, 70% mais rápido que o A8 do iPhone 6; a tecnologia 3D Touch, que interpreta a força do toque e retorna menus e contextos diferentes de acordo com ela; novas câmeras, sendo a principal de 12 megapixels e capaz de filmar em 4K e a frontal, de 5 megapixels, com uma nova tecnologia que intensifica o brilho da tela para servir de flash.

Ainda houve melhorias na velocidade do Wi-Fi e 4G LTE, uma nova versão do Touch ID que é duas vezes mais rápida que a anterior, Siri acessível por voz mesmo com o iPhone fora da tomada e as Live Photos, um recurso que grava pequenos vídeos dentro das fotos — o que achei esquisito e me lembrou bastante aquela desastrosa “foto com som” da Samsung.

Por fora, novidades também. A tela ganhou um novo vidro, segundo a Apple “mais forte” que qualquer outro smartphone. O corpo do iPhone 6s agora usa uma nova liga de alumínio e está disponível em mais uma cor, a quarta da linha, rosa dourado.

Os preços são os mesmos de sempre (nos EUA; aqui, o céu será o limite), mas agora a Apple tem uma espécie de “programa de fidelidade” para iPhone: o cliente paga uma mensalidade (a partir de US$ 32/mês) e recebe o aparelho, desbloqueado e já com o seguro AppleCare+, além da opção de, após pagar a 12ª parcela, trocá-lo por um modelo mais novo. Talvez haja alguma pegadinha, porque parece bom demais: US$ 768 ao final dos dois anos de contrato para ter dois iPhones no período que, somados, sairiam por no mínimo US$ 1.400.

iPad Pro

https://youtu.be/WlYC8gDvutc

Tem caneta, tem teclado que lembra muito o Surface e, pelas fotos publicadas pela imprensa após o evento, na área de degustação dos novos produtos, parece passar a impressão e ser, de fato, enorme. O iPad Pro é a materialização de um daqueles rumores tão esquisitos que muitos não compram até vê-lo anunciado no palco. Enfim, não é mais rumor, é real, e um negócio totalmente focado em produtividade, como o vídeo acima mostra.

Para isso sobra poder de processamento no iPadão, cortesia do Apple A9X. (Há quem diga que ele rivaliza com um MacBook Air de 2013 em poder computacional.) A tela é enorme, com 12,9 polegadas, praticamente o mesmo tamanho da do notebook de entrada da Apple, que é de 13,3″. Na versão maior. Existe um MacBook Air de 11″ que, obviamente, fica pequeno perto desse iPad.

Foto de divulgação da Apple.

O iPad Pro só pode existir graças às mudanças na multitarefa do iOS 9 (sai dia 16/9 para todo mundo, aliás). Com apps dividindo a tela e alternância rápida entre eles, o sistema “móvel” se aproxima da funcionalidade e versatilidade dos de desktop. O teclado, por mais parecido que seja com o do Surface, era estritamente necessário para fechar essa visão e é um dos possíveis — a Logitech já tem o seu, compatível com o encaixe magnético, e outros virão.

A Apple corre o risco de canibalizar seus próprios computadores — coisa que, convenhamos, nunca a impediu de lançar novas ideias a fim de ver se elas emplacam. O caso do iPad é especialmente delicado porque há um bom tempo as vendas estagnaram e passaram a encolher. O iPad Pro é, na realidade, uma batalha em duas frentes: em uma, tenta reaquecer o mercado de tablets; na outra, criar as fundações para o próximo passo evolutivo na computação pessoal clássica, aquela há décadas feita com teclado, mouse e camadas de complexidade — cada vez menores, mas ainda existentes em comparação a sistemas simples como o iOS. Se o público vai comprar a ideia? É difícil dizer, mas é uma aposta firme e, pelo que se viu até agora, bem feita.

A nova Apple TV

https://youtu.be/wGe66lSeSXg

O hobby da Apple teve bastante destaque durante o evento. Eu nunca tive contato com a (agora) antiga Apple TV, então pouco posso falar, mas há três fatores importantes a serem considerados aqui.

Primeiro, apps. O público sempre torceu o nariz para apps em TVs porque… bem, várias das tentativas de convergir TV e Internet desconsideravam as peculiaridades dessa última e eram, em última instância, péssimas. Quem quer ver Twitter ou extrato bancário na TV? Apps que fazem sentido na telona, mesmo com implementações ruins, são bem quistos — vide YouTube e Netflix.

A Apple está abrindo uma Caixa de Pandora (num sentido positivo!) liberando acesso do tvOS (é esse o nome do sistema da Apple TV) aos desenvolvedores. É possível que surjam killer apps e que, no acumulado, o efeito de alguns desses na Apple TV seja equivalente ao de vários que solidificaram o status de smartphone a ser batido do iPhone.

Uma das forças do iPhone, aliás, são os jogos, e esse é o segundo ponto importante. Por um bom tempo o iPod touch foi vendido extraoficialmente como “console portátil” da Apple. A nova Apple TV roda jogos, em multiplayer e usando dispositivos iOS como controles, além de trazer um novo controle remoto com uma área sensível a toques. Tudo bem que o auge do Wii passou faz uns dez anos, mas com um equipamento barato (começa em US$ 149) e que as pessoas já comprariam de qualquer forma para consumir vídeo, pode ser um adereço que crescerá com o tempo.

Por fim, a experiência, que parece bem acertada com o uso da Siri para pesquisas complexas e telas repletas de elementos grandes e fáceis. Novamente: só usando para saber, mas a reação inicial de quem esteve lá foi bem positiva, num sentido de “finalmente [arrumaram essa coisa]!”

O que mais teve?

  • O Apple Watch ganhou novas cores e pulseiras, incluindo uma feita em parceria com a Hermès.
  • O iPad mini 3 saiu de cena para dar lugar ao iPad mini 4, agora com o mesmo SoC do iPhone 6 (Apple A8; o modelo anterior tinha um A7). O iPad mini 2 continuará à venda custando menos, US$ 269.
  • Nenhuma menção direta ao Mac — outro sinal de que o futuro é do iOS? –, mas mesmo assim soubemos que a versão final do El Captan sai dia 30/9.
  • O iPhone 5c saiu de linha e nem sinal de um substituto. Em seu lugar ficou o iPhone 5s, agora gratuito nos planos bianuais das operadoras americanas.
  • A Pencil, stylus do iPad Pro, custará US$ 99 (!), o que é bem caro para uma canetinha. O teclado Surface-like sairá por US$ 169.

E para nós, brasileiros, a parte mais importante e triste de tudo isso, os preços, ainda é uma incógnita. Ontem, na surdina, a Apple do Brasil baixou os preços dos iPhones no país (em média, 9%) e subiu os dos iPads (alguns, assustadoramente, como o iPad Air original de 16 GB com 4G, que ficou 40% mais caro). Uma preparação de terreno para a chegada dos novos modelos. A única certeza sobre eles é de que não serão baratos.

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80 comentários

  1. A melhor coisa que fiz foi ter comprado o iphone 6+ antes desse evento e antes tbm do dólar subir. Do evento gostei mais da apple tv, o resto não dei muita bola ? achei o iPad Pro ok, mas não sei se compraria não..

  2. Minha opiniao:

    iPad Pro vai vender pouco. Aposto minhas fichas que será um fiasco. All in!
    iPhone 6S, os bons fãs irão adquirir, mas as vendad em números abaixo do esperado.
    Watch ja não vingou na primeira leva.

    Por mais bacana que esses produtos possam ser… ninguém precisa de nada disso.

    1. O que seria pouco? Não lembro de nenhum produto da Apple nos últimos anos que vendeu pouco.

      Aposto com você que vai vender em 6 meses mais do que a Microsft vendeu do Surface em 3 anos.

      1. Well,vc conhece o 5C?Sim,esse foi o recente fiasco da Apple.Foi morto…
        A MS só teve sucesso msm com o SP3,os anteriores floparam.

  3. Esse 3D touch é o botão direito do mouse. Imagino já keyboard covers pro iPad Pro* com dois botões de clique.

    *achei que o iOS 9 vai ficar bem manco nele.

  4. A minha maior dúvida é sobre a real diferença de praticidade entre o “long press” (usado quando se mantém o toque por um tempo) e o “force press” (que o 3D Touch permite, baseado na pressão) para acionar novas opções de interação. Porque para fazer o “force” você leva um pouco de tempo também. E será que a distinção das intenções é tão boa assim (toques mais fortes sem querer são mais frequentes em um celular)? São coisas que só usando por um tempo para descobrir.

    1. para mais, alguém realmente ocupado ira ficar modificando a forma de digitar para acessar funções? não seria uma nova curva de aprendizado desnecessário para uma função sem real utilidade

    2. para mais, alguém realmente ocupado ira ficar modificando a forma de digitar para acessar funções? não seria uma nova curva de aprendizado desnecessário para uma função sem real utilidade

    3. No Android, quando quero adicionar um widget já me sinto fazendo um force press. Eu com certeza me embananaria todo para distinguir force de long.

  5. Sobre os iPhones: ok, evoluções naturais, nada muito chamativo.

    Apple TV: Acho que a partir do tvOS se estabelecerá um padrão para apps de TV. Imagina que saco era até então desenvolver apps para o Tizen da Samsung, WebOS da LG, e tantos outros. Pode ser que isso também impulsione de vez o Android TV, ou o Google resolva dar um upgrade no Chromecast… Enfim, várias coisas bacanas virão.

    iPad Pro: Vai ser MUITO interessante acompanhar a disputa dele com o Surface Pro: os dois oferecem um novo paradigma de computação se tratando de hardware, mas o que prevalecerá em software: um SO “de computador”, como o Windows, ou um SO móvel se tornando cada vez mais multitarefa?

    1. A questão do OS é realmente a maior diferença entre o iPad Pro e o Surface.
      Na minha opinião, Surface ainda é melhor. Mas veremos quandos os apps específicos do iPad chegarem. Quem sabe apareçam coisas realmente boas.

    2. Embora, em geral, prefira os produtos da Apple, estou entre aqueles que sente um enorme incômodo com o que parece ser uma tendência (no iOS, principalmente, e portanto capitaneada pela Apple) de transformar computadores (nas suas várias manifestações: celulares, tabletes, relógios, etc) em caixas pretas cada vez mais inacessíveis.

      Embora eu seja um completo ignorante em programação, SOs, etc, confesso sentir um alívio meio irracional em saber que ainda existe um Terminal no OS X que permite interagir com o SO em um nível mais profundo que o da interface de um iOS, por exemplo — mesmo que eu não entenda nada de Unix e coisas do tipo, é um alívio pensar que posso chamar alguém que entenda para lidar com aquilo. A maneira como o iOS tenta fazer com que deixemos de lado sistemas de arquivo, interações mais intensas com configuração de sistema, entre outros elementos, parece um caminho sem volta cujas consequências não sei bem calcular.

      Por outro lado, detestava a maneira como o Android lidava porcamente com o sistema de arquivos (embora não o use há quase três anos).

      Tudo isso para dizer: não me imagino usando photoshop, por exemplo, sem as gambiarras próprias de um desktop e um sistema de arquivos, com o qual eu possa interagir diretamente. Por outro lado, não me vejo usando um iPad manipulando arquivos da mesma maneira que em um Mac.

  6. Fiquei bastante interessado na nova Apple TV, mas achei bem estranho sobre o tamanho máximo de aplicativos para ela, somente 200mb. Muito estranho. Ainda mais levando em consideração que o menor tamanho é 32gb.

    Em comparação os apps de iPhone/iPad tinha o máximo de 2gb mudaram recentemente para 4gb

    Com 200mb não dá para fazer jogos tipo consoles de mesa. Vai ser tudo estilo Wii mesmo? :(

    Segundo a Apple os aplicativos são obrigados a armazenar tudo na nuvem (iCloud).

    Vocês leram algo mais sobre esse limite tamanho de app na Apple TV?

      1. Tava vendo o Asphalt 8, tem 1.2gb na loja. E já estão jogando na Apple TV. Com certeza muita coisa mudou, legal isso.

    1. Mas tem o esquema do iOS 9 de só fazer o download dos assets do dispositivo, o que deve reduzir bastante o tamanho dos apps. Hoje quando baixamos um app no iPhone 6 por exemplo, levamos os assets dos iPhones de 4″, do iPad, de alta e baixa resolução… o iOS 9 resolve esse problema.

    2. de consoles de mesa? cara isso é para jogos casuais, dentro do que é mobile, ele nunca vai rodar com as mesmas funções de um console de mesa…

        1. Depende do que você considera casual. Eu considero todos esses como casuais. Não quer dizer que sejam ruins, joguei muito GH, mas soa casuais do ponto de vista da trama, curva de aprendizado, replay, etc.

          1. sim , Paulo, concordo com seu ponto de vista, eles são casuais pela profundidade, são casuais devido a forma de joga-los, são casuais como produto massivo.

            Pegamos Asphalt e pegamos Forza Horizon, compare ambos, o gráfico, a curva de aprendizado, o playgame, as opções de multiplayer, seu mundo, o texto e historia inserido… Asphalt nem historia tem, e olhe que a de Forza é um texto de três linhas

            Não é porque tem graficos decentes, e isso não é maxima, mas a IA de jogos mobile offline beira o ridículo

  7. Sou fã Android e rechaço iPhone quando posso, mas dessa vez até me deu uma vontade de ter um desses ó…. Android ta muito devagar em inovação

    1. Não gosto muito da Apple, mas provavelmente pegaria um iPad.

      Os tablet Android deixam muito a desejar (ou são o fundo do poço do low-end, ou são estupidamente caros e correm o risco de não terem atualizações daqui a um tempo).

    2. Não gosto muito da Apple, mas provavelmente pegaria um iPad.

      Os tablet Android deixam muito a desejar (ou são o fundo do poço do low-end, ou são estupidamente caros e correm o risco de não terem atualizações daqui a um tempo).

      1. O sistema de aplicativos do iOS é excelente, o que estraga são as limitações e bloqueios que o android não possui. Chutei o balde de um iphone 4 que tinha quando para colocar um toque de musica que eu quisesse precisaria fazer uma gigantesca gambiarra nivel McGyver, só para por um toque de minha preferencia.
        Talvez hoje em dia amenizaram algumas coisas, mas só de existir aquele iTunes para colocar musica me faz ficar longe (aos iOSes que não sabem, no Android se copia música semelhante a copiar para um pendrive)

          1. Pois é, iTunes no Windows sempre me deu uma experiência bem desagradável de uso.

            Não uso Windows como SO principal (uso Linux em 99% do tempo), então não sei nem como faria (teria que subir uma máquina virtual só para ele).

          2. eu não uso, mas tive q usá-lo pra um projeto e até q está me atendendo muitíssimo bem pra função de ter q localizar arquivos de áudio em meio a milhares pastas. é um repertório de música clássica e estou bem satisfeito com aquela função de “show in windows explorer”. agora, pra alugar filmes, eu achei meio confuso achar o q foi alugado… apanhei um pouco, confesso.

    3. Você está brincando ou brincando?

      Essa apresentação não teve absolutamente nada em inovação e esse recursos já estão há anos no Android.

      1. aquele ipad pro, meu amigo, me parece um primor de equipamento (em conjunto com um teclado pt-br seria show de bola) pra ver imagens e, pra eu morder a língua, produzir conteúdo de altíssima qualidade. é q dependo um tanto do windows, mas, de fato, entre o surface pro e esse ipad pro, eu acho q há um nítido vencedor e mesmo q o win10 esteja com outra pegada, esse ipad mesmo não rodando um sistema operacional parrudo como o windows, bate de frente com o equipamento da microsoft, não?

  8. Foram boas novidades dos iPhones. Evoluções naturais e sem grandes saltos, como quase sempre é o que a Apple faz. Mas nada que mude a minha vida.

    O mais interessante pra mim é a nova Apple TV. Nunca usei a versão antiga e essa parece ser uma boa alternativa para substituir o meu desktop ligado na TV da sala. Mas será que essas novas habilidades da Siri vão estar disponíveis em português?

    No mais, eu até tinha esquecido que ia rolar este evento ontem. Em outros anos, ficava acompanhando ao vivo as apresentações. Cansei…

    1. Tirando a contextualização do Google Now (horário de ônibus, previsão do tempo, tempo estimado pra chegar em casa, resultados dos jogos, etc), eu realmente não consigo ver muita utilidade em falar com um aparelho. Será que é a minha velhice que me impede de achar cool falar pra Siri “Filmes com camelos mastigando” ao invés de simplesmente procurar por filmes iranianos no Netflix?

      1. Eu uso muito pouco a Siri. A última vez foi na noite antes do feriado do dia 7, quando falei “E aí Siri, desative todos os meus alarmes” e pude dormir até mais tarde na segunda-feira :D

        Acho que é questão de hábito mesmo (e ter uma boa conexão de dados, o que não é meu caso). Até pensei em imprimir uma listinha com ações possíveis da Siri para me habituar, mas geralmente é mais fácil pegar o celular na mão mesmo. Listinha: http://www.tecmundo.com.br/siri/78636-siri-portugues-comandos-dominar-assistente-apple.htm

        Já o recurso de ditado eu tenho usado com mais frequência. Outro dia escrevi um bom pedaço de texto no Google Docs usando o ditado do iPhone enquanto estava cozinhando. Depois fui para o desktop para conferir e ajustar a formatação e saiu tudo bem direitinho (tirando alguns termos mais específicos).

        1. não sei qual dekstop tu tens conectado, mas mesmo sendo um set-o-box, não acho vantagem substituir um pc por este tipo de equipamento, é naquela eu não sei o seu pc, existe umas limitações de armazenamento não tão bacanas nestes gadgets

          1. Pois é… É um PC normal mesmo, sem nenhum programa de midia center. Até tentei usar uma vez, mas não me adaptei.

          2. Achei “muito” trampo pra uma coisa que eu posso fazer de forma mais simples. E no final das contas, acabo usando mais o Netflix mesmo.

          3. Só uso o “PC da TV” para jogar e editar vídeos (apartamento pequeno, é um sufoco). Para ver filmes, Chromecast. Só o trampo de ligar o PC já desanima perto da comodidade de um set-top box ou Chromecast da vida…

          4. O pior do Chromecast é a falta de um controle para pausar/play e navegar com facilidade :(

          5. eu uso o plex no celular e não sinto falta desse controle remoto não… só, claro, qdo dá algum pau no app do celular e o fica rodando sem se importar com quem o assiste.

          6. a cara se não for mais que hd seus jogos, faz um mini itx com Apu A8 ou A10, caixinha pequena, bonitinha..

      2. Já eu uso demais, principalmente dirigindo: “Ligue para minha esposa”, “Mande a mensagem X para Fulano…” e por aí vai…

          1. Acho que só um fone bluetooth resolve… uso um da Phillips muito bom quando ando de bike.

          2. hum… tenho receio de usar fone no trânsito. acho q o relógio resolveria bem pra mandar mensagem de voz e ler alguma resposta.

          3. Bem, que dá, dá. Fácil até. O negócio é conseguir um smartwatch em que a função seja 100%. Pelo que já li do AppleWatch é uma boa alternativa para isso: a Siri funciona e mostra notificações, além dos apps de exercício. No mundo Android, outros podem responder, pois não é minha praia.

          4. fiquei empolgado com a interface do gear s2 q, presumo, vai ser mais barato q o do apple (ainda mais com essas novas pulseiras chiqs). como eu uso luvas pra andar de bike, manipular o celular é bem ruim e ele fica na mochila… o relógio seria muito mais prático!

          5. Achei ele bem bonito, mais que o AppleWatch. Agora não sei se o assistente de voz do Google ( Google Now?) tem as mesmas funções da Siri. Esse é um ponto de avaliação a ser considerado.

            Mas comparados lado a lado, o Gear S2 é mais bonito mesmo.

      3. De boa, se você perguntar “filmes com camelos mastigando” ele já vai trazer os filmes. Como você procuraria isto no Netflix?

        No vídeo de apresentação a menina perguntou qual era o episódio do seriado Modern Family onde o ator Edward Norton fez uma participação especial. Foi perfeito mesmo. Menos de 3 segundos tudo.

        No Netflix isso só para pesquisar você gastaria no mínimo uns 10 minutos e andar muita coisa. Olhar episódio por episódios. na lista de participações. Lembrando este seriado possui mais de 140 episódios ;)

        1. Não me lembro ao certo, mas acho que o Netflix filtra por ator também. Então, acho que seria só colocar o nome do ator e ele daria as opções.

          1. Pois é. Ninguém sabe ao certo, ninguém. Todo mundo diz que acha que Netflix faz isso ou aquilo.

            A única certeza que temos hoje é que a nova Apple TV faz em menos de 3 segundos, todas essas pesquisas. Sem trabalho algum.

          2. Na Apple TV [antiga] ele faz de boas, demorei alguns segundos (confesso que não contei o tempo) pra buscar por conteúdo que tivesse a Eiza Gonzales. Na web é menos tempo ainda.

            O que pro meu gosto é ok.
            Como foi dito abaixo, me acho tonto falando com um aparelho, e muita gente deve se achar também, mas, se existe a Siri é porque alguém usa.

    2. ainda me sinto meio, como direi, tolo, dando comandos de voz. tanto q não ouso fazê-lo em público. sei lá, acho meio bizarro ainda…

  9. Os menus de contexto me lembra MUITO os menus de ambientes gráficos pro Linux como Fluxbox e outros. Deve ser interessante usar.

    Eu tenho uma Apple TV (agora) antiga e gosto bastante do aparelho. Funciona bem porque é simples. Gostaria que mantivessem a simplicidade dela, mas, ao que parece, vão transformá-la em uma centro de entretenimento. Torço o nariz absurdamente pra isso.

    Uma coisa que jamais entenderei é usar qualquer dispositivo touch pra jogos – seja iPad, iPhone ou qualquer Android/Windows Phone. O feedback tátil é terrível, a jogabilidade fica extremamente prejudicada – se resumindo a jogos como Candy Crush ou Hearthstone – por conta da falta de um HW próprio pra controlar – tirando FPS, no PC já se começa uma onda boa de usar gamepad pra jogos. Enfim, provavelmente eu não sou o publico-alvo deles quando se fala de jogos, mas, gostaria de entender melhor esse cenárip

    [Aliás, recentemente comprei Horizon Chase, um projeto que acompanhei desde o início, pro iPad e não consigo jogar mais do que 10 minutos de uma vez, coisa que jamais aconteceria caso o jogo fosse lançado pra PC, Mac ou console]

    1. Bem que estes menus poderiam se implementados para todos os dispositivos com iOS 9, né? Pelo o que eu entendi é só nos novos iPhones.

      E o Horizon Chase, eu jogo no iPhone e consigo passar vários minutos sem cansar. O problema está no peso do iPad.

      1. Poizé, também acho que é isso.
        Mas jogar num telefone iria derreter meus olhos.

        Me disseram que o iPad com Jailbreak aceita controles de PS3, o que é ótimo. O problema residiria mesmo em onde colocar o iPad pra jogar com o gamepad.

        1. Tem os controles MFI, que já estão disponíveis no site da própria Apple. São compatíveis com iPhone/iPad e com a futura Apple TV.

    2. Sobre os jogos, tenho a mesma opinião.
      Eu nunca consegui jogar por mais que alguns minutos. Não tem jeito de eu me acostumar com os comandos touch. Falta um hardware físico pra isso…
      (Isso quando o dedão de pedreiro do cara não ocupa metade da tela e tu nem consegue ver o que está acontecendo…)

  10. A Live Photos me pareceu um recurso dos Lumias, quanto a parte de games vai ser uma feature pouco usada para algo além de casual e olhe lá..

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