A sensação de usar o Zenfone 2 segundo a mitologia de Dragon Ball

Trunks Super Super Sayajin e Zenfone 2.

O Zenfone 2, lançado hoje num grande evento da Asus em São Paulo, é diferente dos outros da família que estreou no Brasil ano passado. Ele é maior, melhor e mais caro. Recebi uma unidade para testar e, nesse período, tive uma epifania: uma das passagens do desenho japonês Dragon Ball traduz a impressão que fiquei do novo Zenfone.

Disclaimer anti-nerd

Pensei (e perguntei no Twitter) se valia a pena explicar isso — além de, claro, correr o risco de ser tachado de nerd, otaku ou termos mais pesados aqui. Veja bem, eu cresci numa cidade interiorana forte no agronegócio e em coisas de fazenda, marginalizado pelo sertanejo universitário em toda caixa de som ligada e rolês esquisitos com gente de chapéu, espora e calça apertada.

Nerdices em geral eram uma saída fácil e possível. (O Manual do Usuário é, aos trancos e barrancos, resultado dessa formação.) Então, quando a Herói 2000 ou qualquer revista (de papel!) do tipo dizia que algo era legal, eu tinha que conferir. Perdi muitas tardes da minha vida assistindo a Dragon Ball na Band — muitas mesmo; esse negócio deve ter uns 850 episódios — e embora isso não seja algo de que me orgulhe, faz parte de mim.

Dragon Ball in a nutshell

Quem é a da esquerda?
Foto: AleDiri/DeviantART.

Antes de conhecer Dragon Ball, a imagem que eu tinha do desenho era a de um bando de punks idênticos, todos com cara de mau e cabeleiras loiras hidratadas e cheias de vida, trocando socos e poderzinhos enquanto voavam por aí.

Depois que passei a acompanhar o desenho, vi que era basicamente isso mesmo. Dragon Ball é um loop eterno protagonizado por alienígenas super fortes, os sayajins, que não fazem nada na vida além de bater uns nos outros e treinar para ficarem ainda mais fortes.

A série segue este script:

  1. Aparece um vilão mais forte que todo mundo.
  2. Ele bate em todo mundo.
  3. Os losers vão treinar para ficarem mais fortes.
  4. Goku, o personagem principal, volta e bate no vilão do item 1.

Rode esse script quatro vezes, distribua a história por 1245 episódios e você tem Dragon Ball.

Claro, a história tem várias nuances e, embora hoje não tenha fôlego para encarar seus 2396 episódios, na época me divertia bastante. Eu fazia a minha parte também, ignorando detalhes, como o traço, que sempre mudava e raramente era de qualidade, os fillers irritantes e o ritmo arrastado, que colocava dois personagens se encarando e gemendo (de um jeito não sexual) um para o outro por uns 20 episódios antes da treta começar de verdade. Apesar de tudo isso e da premissa do enredo destoar da minha natureza pacifista, guardo Dragon Ball com carinho na memória.

Forçando a barra contra Cell

Um desdobramento interessante acontece na saga Cell, a terceira das quatro grandes de Dragon Ball Z e tida por muitos como a mais legal. No item 2 do roteiro esquemático que descrevi acima, antes de todo mundo ser morto ou humilhado pelo vilão Cell, um androide (adivinhe) super forte, alguns dos sayajins do bem começam a ficar bem inchados. Tipo, muito grandes.

Fosse hoje eu apostaria todas as minhas fichas em anabolizantes, mas havia uma explicação racional (naquele universo maluco) para os caras ficarem tão bombados: eles estavam inflando a força que tinham. Eles controlavam tão bem seus corpos que podiam deixá-los mais musculosos e fortes. Pesquisando aqui, descobri que havia uma classificação, inclusive: Super Super Sayajins, estado em que “todas as inibições naturais do corpo são completamente removidas, resultando na utilização de 100% das reservas de força e energia.” Poderia ser um trecho do Kama Sutra, mas é só o pedaço de uma wiki sobre Dragon Ball.

Veja este comparativo entre personagens normais e suas versões marombadas:

Goku normal e bombado.
Antes & depois das drogas.
Trunks normal e bombado.
CALMA CARA!!1

Seria simples se para vencer o vilão da vez o pessoal de cabelo loiro só tivesse que inchar, né? Sim, mas aí o roteiro criou um empecilho: inchados eles realmente ficavam mais fortes, mas perdiam velocidade e destreza. E, se você já viu alguma luta em um dos 5812 episódios de Dragon Ball, sabe que os caras são magrinhos e rápidos, tão rápidos que às vezes somem da tela e só dá para ver os “choques”, ou então ficam trocando a (literalmente) mesma sequência de golpes por vários minutos, como num GIF animado:

Goku e Majin Boo lutando.
Este trecho durou dois episódios em Dragon Ball Z.

Convenhamos: na real, ou era preguiça, ou prazo estourado dos animadores, né?

Onde o Zenfone 2 entra nessa história

O caminho para a vitória não era esse. (Viu? Bomba não resolve.) Era preciso o bom e velho treinamento e, se possível, testemunhar algum amigo ser destroçado para ferver o sangue e subir um nível na escala dos sayajins, o que era uma espécie de cheat que deixava o personagem em questão mais forte do que todo mundo — pelo menos até o próximo vilão aparecer.

O Zenfone 2 é um sayajin bombado. Ele é grande, consequência da sua tela de 5,5 polegadas. Ele é pesado, com 170g. Para os padrões atuais, é grosso — tem 10,9mm. E tem configurações cavalares, com destaque para o SoC Intel com processador quad-core rodando a 2,3 Ghz e incríveis 4 GB (!) de RAM.

iPhone 5, Zenfone 2 e caneta BIC
O Zenfone 2 é do tamanho de uma caneta BIC — com tampa.

O desempenho, claro, dispensa comentários. Embora o Android às vezes demonstre alguma deficiência no gerenciamento de recursos, algo que até o meu Android favorito, o Galaxy S6, também apresentou em um ou outro momento, o Zenfone 2 é muito rápido. Só que, da mesma forma que a superforça dos Super Super Sayajins trazia efeitos colaterais, os números anormalmente enormes do Zenfone 2 também não passam impunes.

iPhone 5, Zenfone 2 e Lumia 920.
O Zenfone 2 é mais grosso que o Lumia 920 (à direita).

Muita gente reclama da obsessão das fabricantes por smartphones finos e leves, mas a verdade é que ela faz alguma diferença. Carregar o Zenfone 2 no bolso e usá-lo por períodos estendidos é incômodo. Eu gostaria muito que ele fosse menor, ainda que à custa de menos poder bruto. Um smartphone não é feito só de desempenho; ergonomia também importa e nisso ele fica devendo.

O grandalhão também se complica em um ponto básico: ligar a tela. O aspecto mais grave na “transformação” em smartphone-brucutu do Zenfone 2 foi o botão liga/desliga, pessimamente realocado (em cima) e bem duro de apertar. A Asus tentou amenizar isso trazendo o gesto de tocar duas vezes na tela para ligar o aparelho, o mesmo do G3 e G4, os dois smartphones enormes da LG, o que é uma alternativa válida e boa na maior parte do tempo, mas inferior ao feedback tátil de um botão de verdade.

Detalhe do botão liga/desliga do Zenfone 2.
A maior bola fora do Zenfone 2.

Tem um público que ignora todos esses detalhes estéticos e, principalmente, ergonômicos. A ele, o Zenfone 2 nasce como uma ótima opção. Para saber se você se encaixa nesse perfil, lembre-se de aparelhos recentes como o Moto Maxx e o G4. Chegou a usá-los, mesmo que na loja? Curtiu a pegada? Então o Zenfone 2 merece sua atenção. Para todos os demais, uma olhada é necessária mesmo, porque ele pode não ser do seu agrado a despeito das boas configurações.

O Zenfone 2 foi lançado hoje no Brasil e tem o preço sugerido de R$ 1.499 (versão de 32 GB) e R$ 1.299 (16 GB). Na Americanas, já está com 10% de desconto pagando à vista no boleto.

Revisão do texto por Guilherme Teixeira.

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68 comentários

  1. Viu Ghedin!?
    Review não precisa ser assassinado, precisa(va) mesmo é de um super super chef que saísse do arroz e feijão e trouxesse esse frango com batata doce acompanhados de sushi.
    Parabéns!

  2. Rapaz acabei de ver que os botões não são iluminados. COMO voce põe 4GB de ram e não ilumina os botões de um celular de mais de mil reais??? isso é muito vergonhoso

    1. Tem um ponto sobre isso em que estive pensando: depois de um tempo de uso, o músculo da memória meio que decora e passa a acessar esses botões intuitivamente. Será que precisa mesmo de iluminação?

      (Por outro lado, para um negócio de R$ 1.299 com 4 GB de RAM, o custo de um LED ali embaixo seria mínimo, ne?)

  3. Como sempre , texto ótimo , delicioso de se ler , parabéns Ghedin. Como uma história , me agradou muito, é sempre bom ler experiências vividas e tão bem contadas. Como análise (ou impressão , que seja) sobre o Zen Phone , fico muito vago. Eu comecei a ler achando que a história do Dragon Ball era só uma introdução , acabou que ela era o cerne do texto.
    Quanto ao botão do Zen Phone , você disse tudo: ergonomia é muito importante, e essa posição , pra quem quer pegar o phone com uma mão e acender a tela apenas pra ver as horas ou ver se chegou mensagens, é horrível! E a ergonomia é tão importante que não basta o botão estar do lado: tem que estar no local EXATO do polegar pra ficar perfeito!

      1. Deixa eu ver se entendi. Então a próxima família vai ser Zenfone 3? Depois Zenfone 4 repetindo tudo?

        Vai dar um trabalho…

  4. Cara, esse foi melhor review do Dragon Ball que eu já vi! E, mesmo que também tenha assistido na época, concordo contigo!

    Nunca gostei muito de animações japonesas (sempre achei curioso, no entanto, o fato de os personagens terem olhos esbulhados e, no caso das meninas, serem bem turbinadas, contrastando com as características orientais), mas me via obrigado a assistir para poder me socializar na escola, já que todos os colegas assistiam e o assunto vigente no recreio era esse.

  5. Analisando este aparelho me dei conta de que mesmo com zilhões de modelos Android, são todos muito parecidos: quando é um processador ruim, a quantidade de RAM é pequena e a GPU pior ainda. A quantidade de RAM era sempre escalada junto com a qualidade do processador, fazendo parecer que era algo inerente ao SoC. Era raro (senão impossível) encontrar processadores modestos em telefones com 2GB de RAM ou mais. Talvez isso se deva ao domínio da Qualcomm, que entrega seus SoCs já prontos e a preguiça da indústria. Qual o problema em lançar um Moto E, por exemplo, com 2GB de RAM, por um preço um pouco maior, como fizeram com o Moto G?

    Acho muito produtivo um telefone destes. R$ 1.299,00 (que com os descontos vindouros vai se aproximar de mil reau) e 4GB de RAM. Aquela mesma memória que é regulada pelas outras fabricantes sob o argumento de que aumentará o valor.

    Por mais que eu pense que 4GB de RAM seja um exagero, é bom para movimentar o mercado.

    Se eu fosse trocar de telefone por agora, ficaria tentado.

  6. Apenas genial. O Zenfone 2 parece um bom smartphone, eu só não compraria. Ele é grande e atrapalhado demais, muito espesso e essa bateria não aguenta nada. Me soa muitomais negócio comprar um Moto Maxx ou mesmo um Moto X Play apesar de eu achar que aquele SnapDragon 615 vai dar alguns probleminhas.
    Agora tenho um Galaxy Alpha e sua fabulosa bateria extendida que transformam o smartphone em algo bem mais legal. E sei lá;
    Ah sim, quanto a Dragonball, São 444 episódios que importam. 153 da história de GokuCriança até o último torneio de artes marciais contra Piccolo e seu casamento e os outros 291 da saga Z que todo mundo conhece. Aí se o cara for bobão e tiver cara de mamão tem os 64 episódios do terrível DragonBall GT.
    Parabéns pelo texto novamente!

      1. Sim, importei via Ebay. O mais curioso é que preferi pagar USXP por 20 dólares e chegou em casa em 5 dias. Custou juntando tudo 215 reais.

  7. WOW!!!!! Que texto SENSACIONAL!
    Parabéns MSM Guedin. Achei muito inteligente essa comparação de DBZ com o Zenfone 2.??

  8. WOW!!!!! Que texto SENSACIONAL!
    Parabéns MSM Guedin. Achei muito inteligente a comparação de DBZ com o Zenfone 2.??

  9. O duplo-toque tem faz muito tempo nos Lumias, é por isso que não vende haha. Na gdr2 da pra dar um duplo-toque na barra inferior para bloquear a tela. Com o tempo acostuma, ja é involuntário, quase não uso o botão.

    1. Se considerarmos que o Galaxy Note original, precursor dos phablets, tinha 5,3″, ou que o Dell Streak, uma “aberração” em sua época, 5″, acho que é válido dizer que o Zenfone 2 é um phablet.

  10. O botao na parte de cima não me prejudicou em nada..
    eh questao de uso.. com um tempo com o Zenfone 2, vc se acostuma a dar dois toquinhos na tela pra ligar e mais dois pra desligar..
    eh um costume.. eu me acostumei! sai do moto g pra ele e agora nao consigo fazer o caminho inverso..

    PS: que texto hein!?
    PQP!!! foda bagaarai…

    1. Tem alguns celulares que tem o botão de liga/desliga em cima. Não vejo também muito errado. O Xperia 10 que eu tenho (mas hoje não uso) gostava dele ter o botão em cima e também nivelado ao corpo, fazendo eu ter precisão melhor na hora de ligar e desligar. O L4 que eu tenho eu tinha medo de desligar já que o botão é lateral. Hoje uso capinha, o que ajuda a evitar isso.

      1. O problema é que o Xperia X10 é quase 5 cm menor que o Zenfone 2 e, imagino, o botão não seja tão DURO como é no smartphone da Asus. Eu entendo que phablets não são feitos para serem usados com uma mão, mas acho legal que pelo menos o desbloqueio do aparelho seja possível de ser feito assim.

        1. poxa.. aqui nao incomoda tanto pra ativar o botao.. será q não é a capinha que tá com o botão emperrado nao!? talvez seja pq eu já esteja acostumado com ele..
          aqui funciona super tranquilo..

          1. Acho que entendi aqui.

            Celulares grandes (phablets) são mais difíceis em ergonomia. Não é como pegar um celular comum até 4″ (ou como citei, o Xperia x10). Um botão em cima sai fora do padrão e tem acesso mais difícil para quem tem mão pequena. E dependendo como é feito o botão (como citado pelo Ghedin), dificulta ainda mais.

            Só um PS: talvez o botão muito duro seja também uma intenção para evitar desligamento acidental…

  11. ESTOU APLAUDINDO DE PÉ!!!

    Foi uma ótima comparação, realmente! Nunca iria imaginar uma associação dessas além das piadas de Androide e celular. Só fiquei incomodado de ver a foto go Goku SS e do lado o VEGETA SSS, mas eu sou chato mesmo!

    1. Então… Parece o Vegeta, mas não é. Eu também fiquei meio na dúvida, mas pesquisei e lembrei. O Goku e o Trunks utilizam por um tempo esse uniforme clássico do Vegeta. Veja aqui a prova (em espanhol): https://www.youtube.com/watch?v=MUTPJU0ttcU

      EDIT (aproveitando): Achei divertido o didatismo e a analogia no post. Esses posts inusitados, que parecem quebrar uma linha sóbria e clean usada na maior parte do tempo, dão um tempero extra ao blog, hehe.

      1. Isso! O Goku vira SSS quando ele e o Gohan estão treinando naquela sala onde o tempo passa mais devagar, para mostrar que não adianta ficar forte se você não tem velocidade.

        (Meu deus, qq eu tô falando haha)

      2. Isso! O Goku vira SSS quando ele e o Gohan estão treinando naquela sala onde o tempo passa mais devagar, para mostrar que não adianta ficar forte se você não tem velocidade.

        (Meu deus, qq eu tô falando haha)

        1. “não adianta ficar forte se você não tem velocidade”
          Realmente, o que você está falando. Aquela sala é só um truque para as horas de aperto, afinal, os caras mais fortes apareciam, eles iriam deixar o heróis tomarem o tempo que precisassem para ficar mais fortes? Era como uma máquina do tempo para eles trapacearem.

          1. Salvo engano não era só o tempo diferente, mas a gravidade também, né?

            Lembrando que o Goku treinou no planeta dos deuses Kaioh, cuja gravidade era gigantesca. Não me lembro se esta sala tinha a mesma característica.

            O uniforme usado era padrão dos Sayajins na verdade, não sei o porque. Vegeta usava pois ele foi um dos remanecentes do planeta, junto com seus aliados na época da chegada a Terra. E todos usavam o mesmo padrão de uniforme e equipamentos (como o famoso monóculo que media o “ki”, que como todos sabem, era mais de … )

          2. O uniforme acho que não era dos Saiyajins (saia jeans rs!), pois todo o exército do Freeza usa modelos parecidos.

            É até estranho que o Vegeta e os outros Saiyajins utilizem esse uniforme, já que o Freeza explodiu o planeta deles…

          3. Vendo o Dragon Ball Abridged deu para relembrar um pouco da versão original – lembrando que até tem trechos da história. Salvo engano, sim. O pai dos Saiyajins e membros da corte deles usavam este tipo de uniforme. Se bem que analisando, boa parte dos guerreiros do universo de DBZ usam modelos similares…

      3. eu só reconheci que era o Trunks em parte pela roupa da primeira imagem e parte pelo cabelinho dividido, ao invés do formato de pinha, hahahahahaha

  12. De todas as comparações, está com Dragon Ball foi a melhor. Palmas para sua criatividade.

    Bem, eu que tenho um Lumia 1320 pelo jeito vou ter facilidade em usa-lo, já que suas medidas (tirando espessura) são bem menores que a telha da velha Nokia e nem lembro quando foi a última vez que usei o botão físico dele para desbloquear a tela. Se o dólar não ferrar com tudo até o final do ano acho que vou comprar um pra mim.

  13. É até difícil escolher a melhor parte desse texto! uheueheuheuehe “dois personagens se encarando e gemendo (de um jeito não sexual)” foi uma das melhores! pior que quase não me lembro do anime (vi Dragon Ball Z, mas principalmente GT há uns dez anos aí. curtia horrores)

    Vai tomar xinguinhos com esse “desenho japonês” no lugar de “anime” em algum momento, só dizendo =P

    (já recebi no blog um cara me alertando que iam me chamar de poser porque eu chamei mangá de quadrinho, uheueheuheuehe ainda bem que já passei dessa idade)

  14. E essas versões de 256GB e 128bg???? custa investir em bateria??? em fazer o celular LEVEMENTE mais grosso e parar nas 5 polegadas? quem toma muita bomba acaba explodindo…

    1. Um problema é esquecer de travar a tela quando coloca no bolso e neste momento, o volume abaixar e com isso não escutar o toque ou notificação do celular. Ou desligar o celular. Isso também conta como toque acidental na hora de tirar o aparelho.

  15. Eu nunca assisti Dragon Ball, meu amigo esta assistindo um novo que saiu agora (temporada, anime, filme? Eu não sei), e queria me obrigador a assistir desde o inicio todos os episódios, mas depois desse texto eu não preciso mais assistir, obrigado pelo texto explicando o anime, não vou precisar assistir. Ah, e a parte que diz “Antes & depois das drogas”, fiquei rindo muito :P

    1. Fizeram uma versão remasterizada faz uns anos, acho que se chama Dragon Ball Kai, com menos episódios. É o mesmo desenho, mas sem os fillers e a encheção de linguiça. De repente, vale a pena.

      1. Pelo que sei (considerando a animação):

        – Dragon Ball – é a primeira saga, com o Goku criança.
        – Dragon Ball Z – é a segunda e maior saga, com o Goku adulto, filhos, mulher, irmãos… e muita, muita, muita, muita, muita testosterona e briga e músculos e disputas e amigos espatifados e vinganças e vilões e vilões e vilões e super super super super super sayajins em versões infinitas :p

        (… devido a questão de ordem, este espaço fica vago para considerar na linha do tempo do roteiro a saga Super, e não da produção)

        – Dragon Ball GT – é a terceira saga, com Goku virando criança de novo (não me pergunte o porquê) e se aventurando com um sobrinho (o Trunks) e uma neta (a Pan)

        – Dragon Ball Kai – é a remasterização de Dragon Ball Z, como bem colocado. Não cabe como “saga”, mas seria obviamente a segunda em roteiro.

        – Dragon Ball Super – é a quarta saga em produção, mas fica entre o Z e o GT em roteiro. Conta a história pós Majin Boo e amarrando o roteiro com outras histórias ´já contadas por filmes e a saga GT. (salvo engano).

        Qualquer erro, otakus podem me corrigir :)

          1. Era uma música bonita, mas que não faz sentido nenhum no desenho hahaha

  16. Com toda a certeza essa foi a melhor descrição do que foi Dragon Ball que já li em toda minha vida! Hahahaha. Quanto ao telefone, pois é, chegamos no tão esperado dia em que um telefone tem tanto ram quanto o meu computador. =|

  17. Eu vi o Trunks SSS e já entendi tudo de cara haha, ótima sacada! Analogia bem didática no final das contas.

    A briga de specs para smartphones é um negócio completamente sem noção no contexto de smartphones. O primeiro problema é por questão técnica mesmo, números melhores não representam hardware melhor e não estou falando do argumento super-valorizado da otimização: um processador com menos núcleos e frequência pode ser melhor rodando QUALQUER software. Fora isso, a premissa de smartphone ser portátil e baseado em bateria é totalmente contrário a premissa de aumentar especificações que aumenta a dissipação de calor o, tamanho físico dos componentes e o consumo, ou seja, TUDO que não se deseja ao desenvolver um smartphone.

    Infelizmente é o que vende, já que todo o marketing da Asus foca nos 4GB de RAM. Fazendo outra analogia agora: os orientais, ironicamente, estão lançado os equivalentes aos muscle-cars americanos enquanto os americanos estão tentando fazer os super-carros europeus (iPhone) e os carros inteligentes para o dia-a-dia dos japoneses (Moto G).

    1. Falando em comparações de Dragon Ball, é bom lembrar que o autor queria deixar o protagonista Goku de lado e farem os filhos, netos, assumirem a responsabilidade de enfrentar os vilões mas por pressão dos editores e outros atropelos no fim acaba tendo que arrumar uma desculpa para trazer o Goku de volta e torná-lo mais poderoso. Então talvez se possa dizer que como o autor a Asus até que começou com boas intenções mas não desenvolveu a ideia da melhor forma que poderia. Penso ao ver as outras variantes.

    2. Única spec que vale a pena ser maior que os concorrentes é a bateria.
      Do jeito que tem programador por aí que esquece de otimizar o app…

  18. TU TÁ MALUCO GHEDIN?! PRECISAR EXPLICAR DRAGON BALL? VERGONHA É DE QUE NÃO TEVE INFÂNCIA!
    Dito isso você acabou escrevendo algumas besteiras que mostram que o desinformado é você, que coisa. Dragon Ball é representante apenas de um gênero muito específico de animação, dizer que “anime é assim mesmo” é como dizer que toda animação ocidental é Bob Esponja. Aliais, estou sabendo que tem uma nova série, Super, mas parece ser ruim e é animada por filipinos, uma tragédia.

    Deixando as otakices de lado, não consigo gostar desses Zenfone. A Asus quer empurrar força bruta e o aparelho parece um pouco desequilibrado. É bom ter força bruta, mas com esse tamanhão e pouca bateria? Tenho a impressão de que essa linha existe mais para a Intel poder se fazer presente no mercado ao mesmo tempo que a Asus tem algo “bom” para vender, não atoa tem tanta coisa questionável embutida. A Intel está cheia de promessas para o futuro, porém para o futuro, e tem gente com perfil “executivo” que realmente compra isso?

      1. Essas demografias não ajudam tanto quanto se pode pensar, no caso de Dragon Ball é o bom e velho “anime de lutinha”.

        1. Anime de Lutinha com caras brigando para ver quem é o melhor de todos – Shonen

          Anime de Lutinha com caras defendendo a paz na terra – um interesse pessoal – que chega o demônio na terra – que retome a vida da esposa que a alma ficou aprisionada em algo ruim de descrever – Shonen

          Anime de carinha pobre-coitado-que-é-sortudo-com-a-mulherada – Shonen (as vezes Ecchi, outras Hentai)

          Anime de corrida com caras disputando para quem tem aquilo maior que o outro quem é o melhor pirulito piloto – Shonen

          Anime de Lutinha em que meninas brigam pela paz na terra / universo (geralmente) – Shojo

          Anime de Lutinha recheada de sátira – ? :p

          1. Esqueci de exemplificar:

            1 – Dragon Ball, Yuyu Hakusho, Toriko, One Piece, etc…

            2 – Full Metal Alchemist, Hunter x Hunter, Yuyu Hakusho, Neon Genesis Evangelion :p

            3 – Tenchi Muyo, Love Hina, Onegai Teacher, Futari H, Goldenboy

            4 – Initial D, Wangan Midnight

            5 – Guerreiras Mágicas de Rayearth, Sailor Moon

            6 – Lucky Star, Excel Saga

  19. Louca comparação kkkkkkk Acho que celulares grandes assim são pra pessoas de ambiente administrativo, sla, a cara do zenfone pra mim é assim kkkkkk 5.2 ja é perfeito pra mim, tamanho suficiente pra qqr coisa e não é mais grande que a minha mão

  20. QUE MATÉRIA, AMIGOS!
    Revelações da infância interiorana do Ghedin.
    Manisfestações de fuga otaku.
    Análise semiótica de desenho de batalha.
    Progressão geométrica dos episódios de Dragon Bolas
    Comparação com um smartphone.

    Se não tivesse lido com meus próprios olhos, não acreditaria nisso.
    (Agora fiquei imaginando o pequeno rodrigo trocando kamehamehas com os amigos vestidos de fazendeiros).

  21. Nunca vi Dragon Ball na vida, não entendo nada de marcas de smartphones. Mas ri adoidado aqui e entendi a metáfora perfeitamente! Parabéns, Ghedin! :)

    1. Tive o trabalho de explicar Dragon Ball pensando nos leitores novinhos, que não viram quando passava na TV aberta, mas era de se esperar que parte dos leitores da minha geração tivesse passado batida pelo desenho. Legal que a mensagem foi passada com sucesso!

      1. E também tem gente de geração mais antiga que a sua, que também não conhecia, tinha uma vaga noção de que era isso que você descrveu, e que agora tem a certeza! Como eu…

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