Uma das poucas coisas enervantes no uso do Safari, navegador da Apple, é o comportamento padrão e impossível de alterar que ele tem ao lidar com links da App Store. Em vez de abrir a versão web, o Safari abre o aplicativo da App Store.

Descobri um pequeno aplicativo que quebra esse comportamento. Chama-se Stop The Mac App Store, é gratuito, funciona no Big Sur e no Monterey e foi criado por Jeff Johnson, da (ótima) extensão StopTheMadness. (Se você está no macOS Mojave ou Catalina, o StopTheNews tem essa funcionalidade.)

Jeff explica que se trata de um “aplicativo falso”, no sentido de que sua única função é enganar o Safari ao associar-se a links que, de outra forma, ficam associados à App Store.

Depois de instalado, não precisa fazer nada. Ele é carregado junto ao Safari. A partir daí, sempre que você clicar em um link da App Store, em vez de abrir o aplicativo da loja, o Safari exibirá um pop-up (não tem como remover isso, segundo o desenvolvedor). Clique em Cancelar e pronto, você continua no Safari, visita a versão web da App Store e o aplicativo dela continua ali, fechadinho. Via Jeff Johnson (em inglês).

O Airbnb anunciou nesta quarta (11) uma reformulação do seu aplicativo — segundo Brian Chesky, CEO da empresa, “a maior mudança no Airbnb em uma década”.

O novo leiaute foi feito em parceria com a LoveFrom, o estúdio de design de Jony Ive, ex-Apple. Há três principais mudanças:

  • Busca de estadias baseada em categorias.
  • Estadias Combinadas, sugestões de duas estadias para períodos mais longos de viagem.
  • AirCover, um pacote de proteção contra imprevistos gratuito.

Via Airbnb, The Verge (ambos em inglês).

O KDE Connect, solução para integrar celulares a computadores rodando Linux com o ambiente gráfico KDE Plasma (ou Gnome, usando a extensão GSConnect), ganhou sua primeira versão oficial para iOS.

Devido a limitações impostas pela Apple, o KDE Connect do iOS é menos capaz que seu par para Android. Ainda assim, ele faz bastante coisa:

  • Área de transferência compartilhada: copiar e colar entre os seus dispositivos.
  • Envie arquivos e URLs para o computador a partir de qualquer aplicativo.
  • Touchpad virtual: use a tela do celular como touchpad do computador.
  • Apresentação remota: controle um pontinho de destaque no seu computador movimentando o celular de um lado para o outro.
  • Comandos à distância: execute comandos no seu computador a partir do celular.

Toda a comunicação entre celular e computador é criptografada de ponta a ponta. O aplicativo, por ora, está disponível apenas em inglês. Via OMG! Ubuntu (em inglês).

O novo aplicativo para iOS do desenvolvedor Simon Støvring, Runestone, é um editor de texto puro leve, rápido, com suporte a destaque de sintaxe e alguns extras bem legais.

“É como um Editor de Texto [do macOS] colorido e personalizável”, diz a descrição do site. É isso mesmo, e é maravilhoso. Já substituiu o Pretext aqui.

O código do Runestone é aberto e o aplicativo, “freemium”, ou seja, gratuito e com algumas opções atrás de um pagamento único, de R$ 54,90. Via MacStories (em inglês).

Em seu blog oficial, o WhatsApp informou que, agora, grupos podem ter até 512 pessoas, o dobro do limite anterior (256).

O recurso vem com um asterisco: a ampliação não será disponibilizada de imediato no Brasil, graças a um compromisso que o WhatsApp firmou com o TSE de não alterar características do produto até o fim das eleições de outubro.

O público brasileiro poderá usufruir das outras duas novidades: as reações e envios de arquivos maiores, de até 2 GB. Antes, o tamanho máximo permitido era 100 MB. Via Blog do WhatsApp.

A Mozilla lançou, nesta terça (3), o Firefox 100. O número redondo ensejou algumas celebrações, mas o navegador em si traz poucas novidades.

Em computadores, a principal é o suporte a legendas no modo PIP. E em distribuições Linux com interface gráfica Gnome, o Firefox agora usa barras de rolagem no padrão do sistema.

Em celulares (Android; iOS em breve), o Firefox 100 traz novas maneiras de exibir e organizar… coisas. O histórico ganhou uma repaginada visual e um botão de pesquisa, e abas não visitadas há 14 dias ou mais agora ficam numa área à parte. Ah, e tem dois papéis de parede novos. Via Mozilla (em inglês).

Print de um artigo no Medium, com a frase (em inglês) no rodapé: “Para continuar lendo esta história, baixe o aplicativo gratuito ou faça login”.
Imagem: @Chronotope/Twitter

Não que faltasse motivo, mas agora temos mais um para evitar o Medium: relatos em redes sociais mostram que a plataforma de textos está obrigando a instalação do aplicativo para revelar a íntegra de alguns textos, uma das “dark patterns” mais manjadas (e odiosas) da cartilha das startups do Vale do Silício.

Em nota mais ou menos relacionada, passou meio batido, mas em março o aplicativo do Medium removeu toda a parte de edição, ou seja, agora só serve para ler conteúdo. Via @Chronotope/Twitter,  Medium (ambos em inglês).

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

Uma pequena polêmica emergiu na App Store semana passada. Aplicativos há muito não atualizados passaram a ser removidos da loja da Apple a menos que o desenvolvedor atualizasse-o, uma medida, segundo a Apple, para manter o nível de qualidade dos aplicativos oferecidos a seus usuários.

A Apple mira “apps que deixaram de funcionar conforme o esperado, que não seguem as orientações atuais de análise ou que estão desatualizados”, mas a nova política acabou afetando aplicativos perfeitamente funcionais, mesmo sem atualizações há anos, o que gerou algumas reclamações em redes sociais.

Em resposta, a Apple esclareceu que a política só se aplica a aplicativos que não foram baixados ou “baixados pouquíssimas vezes” nos últimos 12 meses, e estendeu o prazo para contestação de 30 para 90 dias. Via Macrumors, Apple (ambos em inglês).

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Demorou, mas enfim o aplicativo oficial do Mastodon chegou ao Android. O aplicativo é bem parecido com a versão para iOS, lançada em julho de 2021.

Feito para usuários iniciantes no fediverso, o ambiente descentralizado onde o Mastodon foi construído, o aplicativo oficial é criticado por usuários de longa data por ocultar algumas características avançadas da plataforma, como o feed da instância.

Para quem está chegando agora, porém — e parece ser bastante gente, preocupada com a possibilidade de Elon Musk adquirir o Twitter —, o app é uma introdução suave e bem feita ao universo do Mastodon.

Encontre o aplicativo aqui. (Se você usa iPhone, o link é este.) Via @Gargron@mastodon.social.

Quatro prints de comunidades distintas no WhatsApp, com imagens e grupos diferentes em cada um.
Imagem: WhatsApp/Divulgação.

O WhatsApp oficializou nesta quinta (14) o recurso de Comunidade. Segundo a empresa, as comunidades “permitirão uma melhor organização de grupos separados sob um ‘guarda-chuva’ principal com uma estrutura que funcione para as pessoas”.

A maneira mais fácil de entender as Comunidades é como se fosse um “grupo de grupos”: numa mesma tela, grupos relacionados poderão ser reunidos e administrados pelas mesmas pessoas. (Veja a imagem acima.)

O WhatsApp honrará a promessa feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não lançará as comunidades no Brasil, nem na fase de testes, até o final de outubro deste ano.

O WhatsApp confirmou uma série de pequenas novidades que já vinham sendo testadas e que funcionarão independentemente das comunidades: reações, exclusão de posts pelos administradores de grupos, compartilhamento de arquivos de até 2 GB e chamadas de voz em grupos de até 32 pessoas. Via WhatsApp, @zuck/Facebook (em inglês).

Sem alarde, o Google lançou um aplicativo para iOS que facilita a migração de dados de usuários que estão do iPhone para um Android. O aplicativo, que é gratuito, foi batizado Mudar para o Android.

A estratégia é similar à que a Apple emprega desde 2015 com o aplicativo para Android Migrar para iOS. Via TechCrunch (em inglês).

O KeePassXC é ótimo no macOS, mas para quem usa o Safari ele tem um problema chatinho: não preenche automaticamente as senhas no navegador.

Existem aplicativos alternativos que suprem essa lacuna e mantêm compatibilidade com os arquivos *.kdbx, como o Strongbox e o MacPass. Esse último, gratuito e de código aberto, há muito estava defasado, sem compatibilidade com as últimas versões do macOS (Big Sur e Monterey) nem com os chips M1, da Apple.

Não mais. Em fevereiro, o MacPass foi enfim atualizado (versão 0.8) e voltou a funcionar sem sustos nas últimas versões do macOS. Digo, quase: uma mini-atualização, a 0.8.1, foi lançada às pressas para sanar uma falha que travava o app quando se tentava salvar alterações no banco de dados.

O ícone do MacPass ainda não segue o padrão estabelecido no Big Sur, mas… né? Detalhes. Baixe a última versão aqui ou, usando o Homebrew, instale-o com o comando brew install --cask macpass.

O DuckDuckGo liberou, em caráter beta, seu navegador para macOS. (A versão para Windows chega em breve; Linux não está nos planos.)

O navegador chama a atenção logo de cara por não ser baseado no Chromium, caso de todos os navegadores recentes que não se chamam Safari ou Firefox. Em vez disso, o DuckDuckGo para macOS usa uma API do próprio sistema para renderizar sites. Em outras palavras, é um Safari envelopado com recursos do DuckDuckGo.

Esses recursos são parecidos com os existentes nos navegadores da marca para celulares, como um bloqueador de rastreamento simples e o botão da chama/fogo, que exclui todos os dados de um site. Não espere, porém, a mesma complexidade e poder de extensões como uBlock Origin ou 1Blocker.

Por ora, o DuckDuckGo para macOS não suporta extensões. Os desenvolvedores dizem que as mais populares costumam ser as de bloqueadores de anúncios e gerenciadores de senhas, ambos os recursos presentes nativamente. O problema é abandonar gerenciadores de senhas multiplataforma em prol do do DuckDuckGo, que, por ora, só existe no navegador desktop.

Para usar o DuckDuckGo beta para macOS, é preciso entrar em uma lista de espera no aplicativo móvel. O link ao lado explica. Via DuckDuckGo (em inglês).