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Aplicativo chinês Pinduoduo é suspeito de espionagem

por Shūmiàn 书面

Uma reportagem investigativa conduzida pela CNN com participação de pesquisadores revelou que o aplicativo Pinduoduo é capaz de monitorar as atividades de outros aplicativos, ler mensagens privadas e mudar configurações, contornando definições de segurança de celulares Android e dificultando sua desinstalação — características típicas de malwares.

O aplicativo de compras tem mais de 750 milhões de usuários mensais. De acordo com atuais e ex-funcionários, esses recursos seriam utilizados para espionar concorrentes e aumentar as vendas.

O Google Play, loja de aplicativos para aparelhos Android, removeu o Pinduoduo de seu catálogo, embora as versões contendo malware sejam disponibilizadas em outros sites.

Por enquanto, as acusações não impactam o Temu, versão internacional do Pinduoduo que se tornou o app de compras mais baixado nos Estados Unidos no final do ano passado.

A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

Começou a quebradeira do fim da API gratuita do Twitter

A incompetência do Twitter da era Musk se manifesta de diferentes maneiras. O encerramento da API gratuita, anunciado (e adiado) há quase dois meses, é um deles.

Nesta segunda (3), alguns serviços que confiavam na API gratuita deixaram de funcionar. Às 13h33, recebi uma notificação do Mailbrew (conheça) avisando que a conexão com meu perfil no Twitter havia quebrado. Loguei a fim de tentar restabelecê-la, sem sucesso.

Mais tarde, notei que a “receita” do IFTTT usada para automatizar postagens no Twitter não estava funcionando. Ao acessar o painel, a receita envolvendo o Twitter informa que o serviço Twitter está “suspenso no momento”. No link de ajuda, o IFTTT explica que:

Quando um serviço no IFTTT enfrenta um problema que causa uma alta taxa de erros, em vez de continuar rodando o gatilho de verificações/ações que lota nossa fila [de execuções], o serviço é suspenso.

Isso significa que o perfil do Manual no Twitter não está mais ativo. Sugiro acompanhar as novidades do site por um dos outros oito canais disponíveis.

Pouco depois das 23h (horário de Brasília), Mike McCue, cofundador e CEO do Flipboard, anunciou que a conexão do serviço com o Twitter foi interrompida:

Mike descartou a hipótese de pagar pelo acesso à API:

Embora o Twitter permita pagar por algum acesso à API, a abordagem que eles adotaram é muito cara, instável e, honestamente, não confiável. Não imagino nós ou qualquer outra empresa confiando de novo na API do Twitter para qualquer coisa.

Além de impedir a visualização de posts do Twitter dentro do Flipboard, a quebra da API também impede a autenticação no Flipboard via Twitter (SSO).

Sobre isso, Mike foi duro: “É uma quebra de confiança inaceitável entre o Twitter e seus desenvolvedores e usuários. O Twitter deve ser responsabilizado.

O Manual tem uma revista no Flipboard que é atualizada diariamente.

Todo acesso à API do Twitter agora é pago. O plano básico, severamente limitado (publicação de 50 mil posts por mês em aplicativos, 3 mil em um perfil), custa US$ 100/mês. Via @mike@flipboard.social [2], @TwitterDev/Twitter (todos em inglês).

Atualização (17h35): O WordPress.com, da Automattic, também perdeu acesso à API do Twitter.

Mullvad VPN e Projeto Tor lançam novo navegador com foco em privacidade

O pessoal da VPN Mullvad juntou forças com o do Projeto Tor para lançar um novo navegador web com foco em privacidade, o Mullvad Browser (baixe-o aqui). Ele foi “projetado para ser usado com uma VPN confiável em vez da Rede Tor” e, apesar dessa recomendação, pode ser usado sem VPN também.

O Mullvad Browser é gratuito e está disponível para Linux, macOS e Windows. Via Mullvad Blog (em inglês).

A “classe média” dos desenvolvedores de aplicativos

Rosto desfocado em primeiro plano, de costas, encarando uma tela cheia de códigos.

Em 2022, baixamos pouco mais de 140 bilhões de aplicativos em nossos celulares1. Em termos financeiros, gastamos US$ 129 bilhões tocando em botões virtuais na tela de aparelhos que cabem no bolso.

Nem o mais otimista executivo da Apple poderia imaginar em 2008, no lançamento da App Store do iOS, que esse negócio de aplicativo em celular poderia ser tão rentável. E tão útil. De atividades triviais dos primórdios daquela época, como ler o e-mail e abrir sites, passamos a fazer meio que tudo no celular, de pagar por coisas e investir até “invocar” carros e comida.

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Gnome 44 chega à versão final

O Gnome 44 “Kuala Lampur” foi lançado nesta quarta (22).

A nova versão de um dos principais ambientes gráficos para Linux traz diversas melhorias — nada muito drástico, todas bem-vindas.

Alguns destaques são recursos que, estranhamente, o Gnome não oferecia até então ou já teve e removeu, como a visualização por miniaturas no “file picker” e expansão do conteúdo de diretórios na visualização em lista, no Arquivos/Nautilus.

Para ver as mudanças, dê uma olhada no vídeo de divulgação e na página da versão no site do Gnome.

Fedora 38 e Ubuntu 23.04, ambos previstos para abril, deverão já trazer o Gnome 44. Via Fundação Gnome (em inglês).

Com Copilot, Microsoft leva o ChatGPT aos seus aplicativos de produtividade

Esta pedra estava cantada: na quinta (16), a Microsoft anunciou o Copilot, uma integração do GPT-4/ChatGPT aos produtos da antiga família Office, atual Microsoft 365 (Word, Excel, Outlook etc.).

É tudo aquilo que se esperaria num primeiro momento. Com breves comandos, o Copilot escreve textos, resume outros, extrai dados de planilhas, gera apresentações de slides. Há, ainda, um chatbot baseado na tecnologia.

A Microsoft diz que um diferencial do Copilot é que ele combina o poder do GPT-4 com os dados gerados pelo usuário. É um caso de uso mais fechado, e que, por isso, pode acabar se mostrando mais útil.

Um parêntese aqui: o marketing da Microsoft, não é de agora, vem pesando a mão nesses vídeos de divulgação, não? Por um momento acreditei que o Word estivesse bonito como no vídeo acima. Não é o caso. Via Microsoft (em inglês).

Depois de 40 anos, Word enfim ganha atalho para colar texto sem formatação

Levou apenas 40 anos para o Word, da Microsoft, ganhar um atalho para colar texto simples, sem formatação. Anote aí: Ctrl + Shift + V no Windows, Cmd + Shift + V no macOS.

No anúncio, a gerente de produtos da Microsoft, Ali Forelli, questiona:

Não seria ótimo se você pudesse copiar e colar texto de um site no seu documento e ele ficasse legal? Imagine não ter que remover manualmente a formatação do original, como tamanho, fonte ou cor de fundo.

Sabe o que seria ótimo? Se a opção de copiar sem formatação fosse padrão. (Sei que dá para mudar nas configurações, mas o padrão é o que importa.) Não consigo me lembrar de uma situação sequer em que eu quisesse colar um texto copiado da web com a formatação original.

Em tempo: no macOS, o atalho universal Cmd + Option + Shift + V faz esse colar sem formatação. (Aparentemente, não funciona no Word/aplicativos da Microsoft.) No Windows, navegadores como Firefox e Chrome têm o atalho que chega agora ao Word. Se quiser algo abrangente, porém, um pequeno utilitário gratuito, o PureText, permite criar um atalho universal. Via Microsoft 365 Insider (em inglês).

E eu achando que o anúncio do Notion, no ano da graça de 2022, de que agora era possível selecionar trechos parciais de dois parágrafos era o ápice do “progresso”. Via Microsoft (em inglês).

Spotify e Reddit se rendem à interface estilo TikTok

Se o TikTok for banido dos Estados Unidos — uma hipótese longínqua, mas não descartada —, seu fantasma continuará pairando sobre os usuários norte-americanos. E não digo isso apenas pela “tiktokzação” do Instagram.

Nesta semana, o Reddit anunciou um novo feed de vídeos no estilo TikTok e o Spotify reformulou a interface do seu aplicativo, que agora incluí um feed vertical infinito que… lembra o TikTok.

A outra frente em que o TikTok se destaca, a recomendação de conteúdo por inteligência artificial, está bem representada no Artifact, o novo aplicativo dos criadores do Instagram — que nem disfarçam a inspiração e definem o app como o “TikTok de textos”.

O último fenômeno do tipo foi quando todos os gerentes de produtos decidiram que stories com bolinhas no topo da tela, a grande sacada do Snapchat, eram algo imprescindível em seus aplicativos. Sobrou quem? Só o Instagram, se não me falhe a memória.

Em tempo: o Spotify ainda não oferece músicas em alta qualidade (hi-fi), um ano após prometer o recurso. É o único dos grandes apps de streaming de música que ainda não o tem. Via Spotify, Reddit (ambos em inglês).

Os planos para 2023 do Flathub, a principal loja de aplicativos para Linux

Uma das maiores estranhezas de quem se aventurava no Linux até alguns anos atrás era o conceito de repositórios e, num nível mais amplo, “onde/como baixar aplicativos”.

Alguns esforços paralelos têm tentado resolver essa situação. Como? Com gerenciadores de “pacotes” modernos, que tratam os aplicativos de maneira independente, em vez de dependentes de códigos do sistema. Coisas como Flatpak, Snap e AppImages.

Vendo de fora, parece que o Flathub, principal repositório baseado em pacotes Flatpak, se descolou do grupo e caminha para tornar-se a loja de aplicativos de fato do universo Linux.

Em um post publicado nesta terça (7), Rob McQueen, CEO da distro Endless e presidente do conselho do Gnome, delineou os próximos passos do Flathub em 2023 (resumo do OMG! Ubuntu!):

  • Adicionar uploads diretos, aplicativos verificados e suporte a pagamentos no site do Flathub.
  • Estabelecer uma entidade legal independente para controlar e operar o Flathub.
  • Levantar US$ 250 mil em financiamento/patrocínios.
  • Estabelecer a governança para supervisionar o projeto.
  • Iniciar grupos de foco no Flathub para receber feedback dos desenvolvedores.

Parecem-me todas boas iniciativas, ainda que algumas possam ser controversas no meio, como o suporte a pagamentos.

O Flathub já tem 2 mil aplicativos em seu catálogo e a média de downloads diários supera os 700 mil.

Via Robotic Tendencies, OMG! Ubuntu! (ambos em inglês).

Outlook para macOS agora é gratuito, mas…

A Microsoft tornou gratuito o Outlook para macOS (baixe na App Store), o aplicativo de e-mail que, até então, era parte do Microsoft 365, o serviço de assinatura da empresa.

Apesar de homônimo do serviço de e-mail da Microsoft, o aplicativo Outlook lida com outros serviços, como Gmail, Yahoo e qualquer um compatível com o protocolo IMAP.

A julgar por um comentário de Jeremy Perdue, funcionário da Microsoft que assina o post de anúncio do novo Outlook, a versão gratuita traz de “brinde” anúncios. Assinantes pagantes do Office 365 se livram da publicidade.

Outra esquisitice: o aplicativo para macOS é nativo, ou seja, feito especialmente para o sistema da Apple. No lado Windows, há quase um ano a Microsoft está testando em público uma nova versão do tipo PWA — em outras palavras, um site maquiado para se parecer com um aplicativo. Via Microsoft (em inglês)

Atualização sem nome do Windows 11 traz Bing Chat e abas ao Bloco de Notas

A Microsoft liberou uma atualização grande do Windows 11. (E… bem, é isso, “uma atualização”; as atualizações do Windows não têm mais nomes.)

O carro-chefe da versão é a presença do Bing Chat, a inteligência artificial baseada no ChatGPT da OpenAI, embutido na barra de tarefas do sistema. Os caras estão viciados nisso.

Há outras novidades boas, como o aplicativo Assistência Rápida redesenhado, painel de widgets ocupando a tela inteira, interface mais adaptada a tablets, gravação em vídeo da tela com o aplicativo Captura e Esboço e abas no Bloco de Notas. Veja em vídeo.

Você pode esperar o Windows Update baixar a atualização em algum momento de março, ou forçar o processo fazendo uma verificação manual por atualizações. Via Microsoft (em inglês).

Gnome Circle chega a 50 aplicativos

O Gnome Circle chegou a 50 aplicativos dia desses.

Na última semana, três novos aplicativos foram admitidos no programa: Chess Clock, um relógio de xadrez; Komikku, um leitor de mangás; e Eyedropper, seletor e gerador de paletas de cores.

A iniciativa do projeto Gnome destaca “aplicativos e bibliotecas que estendem o ecossistema Gnome”. É uma vitrine para software de alta qualidade feito para o ambiente gráfico Gnome e que se reverte em benefícios aos desenvolvedores aceitos no programa. Via This Week in Gnome (em inglês).

Uma olhada no Artifact, o “TikTok de textos” dos criadores do Instagram

Print da tela inicial do Artifact, com algumas manchetes listadas, em um iPhone 14 Pro levemente inclinado. Ao fundo, quadrados azuis e uns poucos vermelhos, e um asterisco estilizado (logo do Artifact).

O Artifact, novo aplicativo dos criadores do Instagram, Kevin Systrom e Mike Krieger, derrubou o sistema de convites e agora qualquer pessoa pode usá-lo.

Fiz isso e mostro a você o que o aplicativo, que promete uma curadoria de conteúdo em texto à moda TikTok, fortemente influenciada por um algoritmo de recomendação, tem a oferecer.

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Plasma 5.27, última versão da série, vem recheado de boas novidades

O Plasma 5.27, última versão do ambiente gráfico do KDE antes da próxima grande (6), veio repleto de novidades. Destaques para o sistema de “tiling” para janelas, suporte ao Wayland e suporte a fatores de escala na resolução da tela, e à reformulação do suporte a múltiplos monitores. Todas as novidades, com vídeos, no link ao lado. Via KDE (em inglês).