Qual o problema com o Lensa, aplicativo de selfies criadas por inteligência artificial?

Um raio cai duas vezes no mesmo lugar? O novo aplicativo sensação nas redes sociais, o Lensa, é cria da Prisma Labs, que em 2016 viralizou com um aplicativo similar, o Prisma, que transformava selfies em ~arte. Lembra dele?

O Lensa não é novo (foi lançado em dezembro de 2018), mas viralizou na última semana após o lançamento dos “avatares mágicos”, selfies criadas por inteligência artificial a partir de fotos enviadas pelo usuário. As selfies são pagas, custam a partir de R$ 16,90.

Leitores do Manual do Usuário estão se perguntando qual a pegadinha e se o Lensa tem alguma cláusula nefasta em sua política de privacidade que mereça atenção, como era o caso do FaceApp, de 2019.

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A Apple divulgou os vencedores do App Store Awards, a premiação anual dos melhores aplicativos das suas plataformas. O do BeReal, rede social “autêntica”, foi eleito o aplicativo do ano para iOS — em um momento curioso em que a Apple se estranha com o Twitter.

No iPadOS, a honraria foi do GoodNotes 5, aplicativo de anotações com bom suporte à caneta. No macOS, MacFamilyTree 10, um aplicativo de quase R$ 200 para criar árvores genealógicas.

Veja os demais ganhadores no link ao lado. Via Apple (em inglês).

Se a internet revolucionou como consumimos sexo, por que estamos transando menos?

por Guilherme Felitti

Em 1903, dois imigrantes que chegaram aos Estados Unidos fugindo do Império Russo deram à luz a um sujeito chamado Gregory Pincus. Ninguém sabia ainda, mas Pincus seria considerado, décadas mais tarde, um gênio. Depois de se formar em biologia na Universidade de Cornell e defender com sucesso seu mestrado e doutorado na Universidade de Harvard, Pincus encontrou a grande área da biologia que o interessava: a reprodução e o papel dos hormônios nela.

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O Evernote, aplicativo de anotações pioneiro, foi vendido por valor não divulgado à Bending Spoons, empresa italiana especializada em aplicativos móveis.

No comunicado oficial, Ian Small, CEO do Evernote, diz que com a venda, o Evernote “aproveitará a comprovada experiência e as amplas tecnologias proprietárias” da Bending Spoons para melhorar o aplicativo — que, não faz muito tempo, em 2020, passou por uma reformulação profunda em todas as plataformas, adotando o framework Electron.

Um “case” de pioneirismo que não se converteu em domínio, o Evernote parecia inescapável em algum momento do início dos anos 2010, com seus aplicativos onipresentes e, até então, funcionais.

A startup levantou US$ 290 milhões entre 2007 e 2014 e, em algum momento depois disso, meio que se perdeu: funcionalidades básicas passaram a falhar, aplicativos diversos foram lançados e até produtos físicos, como cadernos Moleskine e meias (!), passaram a ser vendidos com a marca Evernote.

Em paralelo, algumas decisões de negócio, em especial a imposição de limitações rígidas ao plano gratuito (sincronia apenas entre dois dispositivos) somada a um forte aumento dos planos pagos e uma tentativa desastrosa de atualizar a política de privacidade em 2016, afugentaram muitos usuários. Via Evernote (em inglês).

A suíte de aplicativos gráficos Affinity, da Serif, chegou à segunda grande versão com muitas novidades, mantendo o modelo de compra única, marcando oposição à Adobe e seu modelo por assinatura. As licenças da suíte Affinity valem para as três plataformas em que os aplicativos estão disponíveis (iPadOS, macOS e Windows).

Para celebrar o lançamento, o pacote completo (Designer, Photo e Publisher) está com 40% de desconto, saindo a US$ 99,99. Via Serif.

A Microsoft anunciou uma atualização do Teams, sua plataforma de colaboração profissional, com a promessa de mais rapidez. Jeff Chen, líder de produto do Teams, no blog da Microsoft:

A ação mais comum para um usuário no Teams é alternar entre diferentes conversas, canais e feeds de atividades. Ao longo dos últimos dois anos, alternar entre conversas agora é 32% mais rápido; alternar entre canais é 39% mais rápido.

Chamou-me a atenção o tanto de “gordura” que a Microsoft conseguiu tirar da “ação mais comum” (e, convenhamos, trivial) no dia a dia dos usuários do Teams, um indício forte do quão pesado é o aplicativo. Via Microsoft (em inglês).

O WhatsApp começou a liberar o recurso de comunidades, que o transforma em uma espécie de mini-Slack (ou Discord), com “canais” que abrigam grupos temáticos.

À parte os possíveis maus usos, é uma abordagem interessante. O WhatsApp/Meta diz ter trabalhado “com mais de 50 organizações em 15 países para criar Comunidades que atendam às necessidades delas”, um esforço que transparece — pelas imagens, parece algo mais simples e acessível que outros aplicativos do tipo, algo essencial em um produto tão massificado.

O WhatsApp também ganhou grupos com até 1.024 usuários, chamadas de vídeo com 32 participantes e enquetes. Todas essas novidades só devem chegar ao Brasil em 2023, porém. Via WhatsApp.

O PicPay vai encerrar o Guiabolso em novembro. Compra em julho de 2021 para transformar-se em “protagonista em OpenBanking e acelerar marketplace financeiro”, o Guiabolso é (era?) um aplicativo simples de controle financeiro que se conectava às instituições bancárias do país.

“O objetivo é centralizar todas as funcionalidades, serviços e produtos em um único app, que é ainda mais completo”, disse a empresa em seu blog. O PicPay afirma que todas as funcionalidades do Guiabolso foram migradas para o app do PicPay.

Usuários do Guiabolso serão avisados do fim do aplicativo ao longo da semana e poderão baixar seus dados em formato de planilha eletrônica. Ótima escolha, aliás: bem flexível e à prova de aquisições e encerramentos abruptos. Via PicPay.

Junto às novas versões do iPadOS e macOS, a Apple atualizou várias diretrizes da App Store nesta segunda (24). Destaque para a que estende a “taxa Apple” (até 30%) às compras de impulsionamento em aplicativos de redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram.

No mesmo movimento, a Apple diminuiu consideravelmente o apelo dos NFTs no iOS (apps não podem vincular recursos e benefícios à venda de NFTs) e aumentou seu poder de controle, dando a si mesma o poder de rejeitar aplicativos que faturam/lucram com “eventos recentes” prejudiciais, como conflitos violentos e ataques terroristas (aplicativos de jornais entram nessa classificação?).

A partir do raciocínio de Neil Katz, dá para dizer que Apple é uma empresa “sui generis”: aumenta sobremaneira seu poder centralizador no momento em que a pressão por suas práticas momopolistas atinge o ápice e, ao mesmo tempo, consegue vender sua marca como premium mesmo vendendo várias dezenas de milhões de produtos todo trimestre. Via Apple, FOSS Patents, @neilkatz/Twitter (todos em inglês).

Quem precisa da Adobe? Estes estúdios de design usam apenas software livre

Em janeiro de 2021, o jovem Dylan Field, co-fundador do Figma, serviço de prototipagem de interfaces digitais, disse que “o nosso objetivo é ser o Figma, não a Adobe” em uma conversa em que alguns usuários, insatisfeitos com a Adobe, especulavam quanto tempo levaria para o Figma desbancar a dona do Photoshop.

Quase dois anos depois, em setembro de 2022, a Adobe comprou o Figma por US$ 20 bilhões e Dylan, no mesmo Twitter, pareceu animado com a notícia de que sua empresa acabara de se tornar a Adobe.

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O ótimo Pocket Casts abriu o código dos seus aplicativos para Android e iOS — links ao lado para os repositórios no GitHub. O aplicativo foi comprado há alguns anos pela Automattic e é uma ótima opção para ouvir podcasts. Ele é gratuito e oferece um plano “Plus” com alguns recursos extras. Custa ~R$ 40/ano. Via Pocket Casts (em inglês).

Semana passada o Obsidian chegou à versão 1.0, trazendo uma reformulação visual e alguns novos recursos. Segundo a dupla de desenvolvedores, a marca não significa que o aplicativo de anotações está completo, nem que esteja livre de falhas. “Significa que estamos orgulhosos o bastante para abandonar a palavra ‘beta.’”

Criado em 2020, o Obsidian é um dos favoritos da galera que aderiu a esses novos aplicativos de anotações com links internos, usados por quem deseja criar um “segundo cérebro” ou PKM (sigla em inglês para “gerenciador de conhecimento pessoal”). É gratuito para uso pessoal e tem uma base enorme de plugins, algo notável para um projeto tão recente.

Acho coisa demais, um tipo de gerenciamento de conhecimento que foca muito na forma, mas para quem gosta é difícil encontrar pontos fracos no Obsidian. Via Obsidian (em inglês).

O Nubank reagiu às quadrilhas “limpa contas” — criminosos que roubam celulares para transferir valores de bancos digitais pelo aparelho — ao anunciar, nesta quinta (13), o “modo rua”.

Ainda em testes, ele permite definir limites menores para transações (a princípio, Pix, TED e boletos) quando o celular estiver fora do alcance de uma rede Wi-Fi segura.

Os testes do “modo rua” começam nos próximos dias, com uma base selecionada de clientes. O Nubank não informou quando o novo recurso será estendido a toda a base de clientes. É um paliativo que pode ser útil em determinadas situações.

No mesmo comunicado à imprensa, o Nubank lista outras medidas de segurança sem informar se são novas. Ali tem duas que parecem mais úteis que o “modo rua”: o “aviso de golpe”, que detecta transações atípicas, e uma nova ferramenta de atendimento prioritário para golpes e roubos, furtos e coerções. Para clientes, é bom ter esses links salvos nos favoritos. Via Nubank.

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

O melhor cliente de torrent (na minha modesta opinião) foi atualizado depois de um hiato de dois anos e meio.

Ainda em beta, o Transmission 4 traz muitas novidades. Destaque para as otimizações no código, que, em um teste de estresse com 25 mil torrents, apresentou um uso 50% menor de ciclos de CPU e 70% menos alocações de memória, e o suporte ao protocolo BitTorrent v2 e a torrents híbridos.

Para quem usa macOS, o Transmission 4 ganhou uma versão nativa para chips Apple e um novo ícone no padrão pós-Catalina.

Mesmo em beta, baixei aqui e pareceu-me bastante estável. Use-o por sua conta e risco. Não há previsão para o lançamento da versão estável. Clique aqui para o download e a lista completa de novidades.